quinta-feira, 2 de julho de 2026

Te Amo

Eu rejeitei ele,

Depois mudei de ideia,

Eu nem sei porquê,

Juntei uma sesta de flores,

Frutos e livros

E fui até ele.


Bem, eu perdi,

Ele me rejeitou

Deu a resposta

A tudo que fiz,

No trabalho

Em frente aos conhecidos

Eu fui ignorada.


Não é problema,

Errar é humano,

Deixei tudo lá

E dei o fora,

Agora sempre que passo

Por esta empresa,

Também não sei porque

Eu levo sempre comigo

Uma flor 

E deixo lá com seu nome

Se ele odeia tanto faz,

Se gosta eu penso

Que um dia saberei,

Mas, não peço para ver

Apenas deixo lá 

Com seu nome,

Mas, uma recusa dessas

Na frente de todos

É vergonhosa,

Porém, nada que

Não se possa superar.

O Eu te amo é livre,

No eu também

É que está a dificuldade.

Adeus

Eu moça pobre,

Ele Coronel da polícia,

Se achou grande chefe,

Subiu no coturno

E me acertou no meio.


De salto,

Eu senti o solavanco,

Com uma sesta de flores,

Frutas e livros 

Nos braços

Você me deixou a esperar,

Me ignorou em público.


Eu sou boa para a cama,

Na minha casa,

No meu quarto,

Mas sou inferior

Para o seu Batalhão,

Onde você trabalha

E é reconhecido 

Eu sou rejeitada

Por você próprio,

O que é isso?

Que degrau você subiu

Que te deixou rico?

Ignorante e submisso,

Diga adeus a esta idiota

Que um dia desceu do carro

Para te convidar

Para dar uma volta.

Quem você pensa que é?

 Eu não sei porque

Desci do meu salto

E fui até você,

Claro, você é bonito,

Está certo,

Seu salário é alto,

Mas eu não merecia 

O seu descaso,

Homem o tanto 

Que você se acha

Só deve significar

Que você lambe seu rabo.


Desculpa o palavreado,

Você foi a bosta,

Você achou que eu quis

Te ver em quê?

Sai deste seu pensamento

De superior e valente,

Você me ouviu 

Te dar as respostas correspondentes,

Se viu ao chão,

Chorou e gemeu,

Sai dessa garotão,

Te sobrou seu pênis

E este seu pescoção,

Sai de mim,

Vai buscar alguém 

Na esquina 

Que aceite suas deficiências.

Me Esquece

Você se aproveitou bem

Do meu instinto frágil,

Ignorou quem sou,

Minha capacidade de 

Te superar.


Na verdade,

Você nunca foi grande coisa,

Me deixou

E acabou,

Sigo em frente,

Não preciso sofrer.


Marco um novo encontro

Na sua cara,

Com aquele seu subalterno

Que você odeia,

Pois é, 

Até mesmo ele

Consegue te superar,

Me fazer te esquecer,

Aliás, te apagar.


Você não vale

O meu pensamento triste,

Minha cara de contradição

Por ter errado

Em te convidar

Para ir ao cinema.


Você não vale meu vestido curto,

O frio que eu passo

No salto alto,

Você não vale tirar minha calcinha,

Um único passo,

Obrigada pelo descaso,

Adeus,

Vou aproveitar com quem

Me queira bem,

Dane-se você!

Eu não sou sua demente,

Me esquece

Pra sempre!

Tranco a Porta

Você tem um gênio forte,

Eu concordo plenamente,

Aí você decidiu me proteger

Acima do nosso relacionamento

Com base em tudo que você

Acredita ser necessário

E pronto.


Não te importou

O que você disse,

O tom de voz usou,

Você quis ferir-me

A custa do que for.


E se eu te disser

Que o que você perdeu

Fui eu,

Você permanece irritante?

Fala tão alto e categorico

Quanto antes?


Se eu disser

Que sua voz grossa

Destruiu tudo que houve,

Você permanece desta forma

Tão irredutível e categórico

No seu posto?


Eu não sito vagabundas,

Querido, 

O que é isso?

Talvez, eu chore 

Na sua frente,

Não seria a primeira vez

Que eu choraria 

Na frente de um idiota.


Mas dor se retrai,

E maldade não se desfaz,

O que você diz agora?

Vem até minha porta e implora?

Eu tranco a porta,

Eu não quero ouvir

Suas promessas vazias

De sentir.

Fim de Nós

 Amor,

Restou a saudade,

Poucas lembranças,

Na verdade,

Nada de você.


Se tudo acabou

No ontem,

Hoje já não te reconheço,

Esqueci o que houve,

Não tem volta atrás,

Me perdoa, 

Lembra de nós,

Existe apenas aquela

Que você ignorou

E jogou fora,

Ferida ela se recuperou

E foi embora,

Eu não te peço

Para voltar,

Ignore meu paradeiro,

Nada me fará

Te querer outra vez,

É o fim de nós

Por causa do que você fez.

37 anos e solteira

Em dia de chuva fina

No telhado,

Seus 37 anos

Te acordam no inesperado,

Uma lágrima 

Sobre o travesseiro,

Uma goteira no lençol,

E ninguém ao seu lado.


É chato, 

É complicado,

No dia anterior

Você se rebaixa

A ir atrás de um homem,

Aquele que você gosta

No passado,

Porque insistir no erro

É pecado.


Ele disse não categórico,

Se achou importante,

Um homem bem instruído,

Bem remunerado,

Bem sucedido,

E você é apenas 

A garota da roça,

Que ainda capina o campo,

Limpa sua própria casa,

Prepara seu alimento...

Bem,

Pobre já não é contento...


Esta certo homem,

A você o meu lamento,

Eu te dei a oportunidade

Você me rejeitou,

Eu aceito,

34 anos trás maturidade

Para reconhecer 

Os próprios defeitos:

Solitária,

Mas bem resolvida,

A mulher que eu sou

Você não encontra na avenida,

Mas vai demorar,

Talvez, para você

Descobrir ainda,

Até lá eu sigo sozinha,

Depois disso, 

Continuarei sozinha também.

Nos 37 anos