domingo, 31 de maio de 2026

Bombeiro

Bombeiro,
Não para,
Continua a lutar,
Hoje estes braços trêmulos
Tomarão força
E seu pulmão ganhará ar,
Então, quando houver vítimas,
O senhor estará lá
E não será um número
A frente de outros mais,
Pois terá força,
Preparo e disciplina
Suficientes para salvar:
Apagar as chamas,
Remover as pessoas,
Proteger as vidas,
O senhor é capaz,
A força está contigo,
A honra guia seus passos,
Suas pernas bambas
Estarão seguras e fortes
Então, não haverá incidentes,
Seus passos retos
Não desviaram do perigo,
E suas mentes fortes
Serão capazes de salvar,
Salvar-se,
Proteger e impedir
Que outra vítima agonize,
Sofra ou se perca
Num número desmedido
De acidentes,
Que só o senhor acompanha
E se predispõe a evitar.

Policial salve meu filho

Policial, meu filho
Sofreu um acidente
Está em suas mãos,
Eu estou muito longe,
Por favor, ajude-o
Com sua força sobrehumanaa,
Se for preciso
Pegue-o no colo
E o salve,
Ele é acostumado
A ser bem cuidado,
Por favor,
Se precisar
Enfrente as chamas,
Eu sempre tomo cuidado
De que o café dele
Seja sempre morno,
E se o carro estiver
Imprensando seu corpo
Use sua força,
Sua técnica,
O que for
Mas retire-o com vida,
Por favor,
Eu confio em você,
Só você pode me proteger,
Salve-o,
Sua voz está fraca,
Chegue até ele
E grite alto,
O chame pelo nome,
Eu o confio a você,
Salve-o,
Só você agora
Pode o proteger,
É escuro,
Ele está com dificuldades,
Você trabalha na noite
Como se fosse o dia,
Veja-o,
Busque-o
Aonde estiver,
E como possa estar,
Por favor, policial
O salve,
Só você pode fazer.

Policial

Boa tarde senhor policial
Meu filho quer sair,
Frequentar lugares noturnos,
Eu sinto medo,
Ele é tão jovem ainda,
Mas, sua viatura
Passa em minha rua,
E daqui de dentro de casa
Eu vejo as luzes intermitentes
Ligadas e me sinto segura,
Eu sei,
Eu gostaria de estar com ele,
Mas, ele deseja liberdade,
Quer amadurecer,
Viver novas aventuras,
E eu serei submissa,
Permitirei que saia
Com seus amigos
Porque me espelho
No senhor
Para acreditar que ele
Ficará bem,
Pois, se algo ruim acontecer
O senhor estará lá
Para proteger,
E antes que o crime ocorra,
O senhor estará lá
Para impedir que aconteça,
Então, meu coração se alivia,
É hora do meu filho crescer
E estou segura
Porque o senhor está nas ruas.

Senhor policial

Caríssimo senhor policial
Eu poderia pagar
Vigilância privada
Pra proteger meu filho
Que vai a escola,
Mas, você sabe minha história
Eu sou pobre,
O dinheiro que ganho
Mal dá pro sustento
Dá minha família,
Não me leve a mau
Se confio tanto no senhor
A ponto de acreditar
Que meu filho
Fará este trajeto
São e salvo,
E assim voltará,
Porque eu sei
Que sua viatura
Está nas ruas,
Então, eu confio
Que tudo ficará bem.
Veja senhor policial
Eu dependo do futuro
Do meu filho
Para melhorar nosso status
De vida,
Então, ele precisa estudar,
Aprender por si próprio
E depois trabalhar.
Eu confio no senhor
Policial e tenho certeza
Que lá na escola
Não haverá crimes,
Nada lhe faltará
Que o senhor
Não possa resolver,
Eu sei que o encargo
Que lhe transmito
É importante,
Cuide por favor do meu filho
Ele é meu bem maior,
Minha própria vida,
É em você que eu confio
De que ele irá
E voltará
E nada lhe fará mal.

Casamento Oficial

Eloa escolheu o tema
De monografia
E foi recebida
Pelo Major Ror
Que a auxiliou
Com indicações de livros
E exposição da área
De atuação da segurança pública.
Ela o acompanhou
Em palestras sobre criminalidade,
E até mesmo no curso
De formação de oficiais,
Tudo isso compunha
O tema de trabalho.
Nisso Eloá se apaixonou,
Tardou um pouco
Ele enviou flores
Ao major,
Passou de carro
Uma diversidade de vezes
E lhe dava carona
Até sua casa
No final do expediente.
O amor ocorreu
De maneira natural,
Ambos solteiros
Ela estudava direito,
Ele lecionava em outra universidade.
Encerrada a monografia,
Ela fechou a banca de apresentação
E correu até ele
Para mostrar a nota máxima
E comemorar,
O convidaria para tomar
Um sorvete
E lá se declararia.
Tudo estava perfeito,
Porém, chegando lá
O encontrou num bar
Tomando cerveja
Com alunos,
Despojado, sedutor
E entre risos.
Os documentos caíram
No chão
E ela chorou,
Mas, reuniu suas forças
E os juntou do chão
E foi até lá,
Trêmula, incerta e envergonhada.
Chegando lá
Descobriu que a mãe dele
Fazia hemodiálise
E que precisava de transfusão
De sangue,
Apta decidiu ajudar,
E ao descobrir que ela
Tinha um problema
No rim,
Conseguiu doador compatível
Depois de fazer campanha
Nos pontos de multidão
Dá cidade.
Eloa acompanhou
A transfusão de sangue,
A mãe do major frágil
Chorando recebendo
Gotas de vida
Em sua veia,
Provenientes de Eloá,
Foi obrigada a tomar
A decisão que poria fim
Nas expectativas de curar-se
Ou morrer: - receber o rim
Que segundo os exames
Lhe era compatível.
Na cirurgia,
Eloá ficou a postos
Para o caso de precisar
Doar sangue,
O doador era seu primo,
E melhor amigo Balt.
A mãe do major
Sofreu uma parada respiratória
Mas, foi reanimada pelo próprio
Que tinha treinamento
Para primeiros socorros.
Todos juntos
Uniram forças em oração
Por ela,
Ela salvou-se,
Aceitou o rim
E ficou ótima.
Bem de saúde,
O major fez uma festa surpresa
E chamou Eloá,
Que não entendeu porque
Teve que usar um vestido branco,
De olhar distante
Parecia um casamento
E quanto mais se aproximou
Mais aparentou.
Então, o major veio até ela
E a conduziu pelo braço
Até o altar
Que ficava no final de um deck
Dentro do mar.
Rodeavam a entrada
Do caminho que conduzia
Até os pais de Eloá
E do Major e o padre
Vasos de flores coloridas
E também oficiais da Polícia
Militar
Vestidos em seu uniforme
Segurando em um dos braços
Um fuzil
E no outro uma tocha de fogo
Cuja base continha flores
Brancas que caiam
Feito um buquê.
Os fuzis estavam em pé
E encostavam no chão
E a tocha era erguida
Na altura do rosto.
Quando o casal entrou,
O fuzil foi erguido
E um encontrou no outro
Do ofícial da frente
Em posição cruzada.
Eloá nunca se sentiu
Mais feliz,
Não foi beijada,
Abraçada ou pedida
Em casamento,
E no entanto,
Tudo estava lá
A postos.
Assim que pôs
O pé para seguir até o altar,
Os oficiais viraram para
O lado com o rosto
E a tocha e acenderam
Uma espécie de bacia
Que estava atrás deles,
A labareda tocou o céu
E soltou fumaça colorida
Por entre o fogo crepitante
E flores que rodeavam.
Depois os oficiais viraram-se
Na posição original 
E ergueram seus fuzis
Entrelaçados permitindo 
A passagem,
Iniciando do lado 
Para o chão e subindo
Entrelaçados um no outro 
Para permitir a entrada 
Do casal.
Chegando no altar
Seus pais vieram lhe encontrar
E beijar seus rostos,
O major não soltou
Um único instante
A mão de Eloá,
Estava muito apaixonado.
Depois do sim,
O casal virou-se
E a tocha foi solta
Ao lado da bacia,
Enquanto uma espada
Foi erguida para o alto
E retirada da cintura
De cada oficial,
Sabendo que a fileira
Era composta por
Um masculino e um feminino.
A espada foi erguida
Para o alto,
Ao lado do fuzil,
Então, foi liberado um tiro,
Com o fuzil erguido
Em linha reta,
Recostado no ombro
De cada oficial,
O fuzil fez barulho 
De tiro e soltou 
Fogo e papel picotado,
Saindo de cada arma
Para o alto
E as espadas baixaram
Impedindo a saída,
Depois lentamente
Foram erguidas em x
Até a altura do braço
Dobrado na linha
Do pescoço 
Que permitia a saída 
Do casal.
O major estava fardado,
Ele retirou seu kep
E segurou embaixo
Do braço 
E beijou Eloá na boca
Jurando amor,
Então, saíram do altar
E conforme saiam
Seguidos por seus pais,
E o padre,
Os fuzis entrelaçavam-se em x
Descendo até o chão 
E depois colocados
Ao lado de seus corpos
Que dó último 
Para o primeiro 
Iniciaram a saída 
Do altar improvisado
Com peixes pulando
No seu redor
E jogando água neles.

Casados

As vezes,
Em situação irracional,
Eu me levanto do sofá
E me pego a discutir...
Estou casada
A pouco tempo
E não sei pedir abrigo,
Pedir proximidade,
E também me canso
De ansiar pelo beijo
Que tarda a chegar.
É sempre no horário
Que meu esposo escolhe,
Ele tem a habilidade
De ser mais esperto
Para resolver os problemas
Dá família,
E eu a habilidade de
Não me importar
Com os problemas.
Aí eu preciso dele
E ele precisa não estar,
Eu fico triste,
Mas, não me canso
De esperar,
Porém, estamos
Numa relação tão inicial
Por que eu não posso
Ser mais próxima,
Afetiva e carinhosa?
Preciso trabalhar isso
Em mim,
Ser mais passional,
Falar de amor
Com amor,
Casar é um diálogo
Gentil sem fim.

Marido e Mulher

Vida,
Nos socorra,
Outra vez fomos furtados,
Levaram nossos bens,
Nos deixaram em frangalhos.
Que dor eu sinto
Em minha alma,
Por Deus, minha vida
Como poderemos reagir,
Eles nos furtam
O trabalho de uma vida,
Não pagam absolutamente nada
E não se importam
Sobre o quanto sofremos
Para conseguir
O que temos,
Nem se importam
Em quais situações
De miséria nos deixam.
Meu amor,
Estes criminosos
São assassinos,
Não são bondosos,
Não há desculpa
Que discrimine,
Nem limite
Para suas maldades.
Eles estão sempre
Se inibindo de arcar
Com o que fazem,
Minha vida,
Precisamos descobrir
Seus nomes
Antes que nos encerrem
A vida.

Casados

Minha vida
Minha tia veio nos visitar,
Ele estava intrigada
Contou que vizinhos próximos
Foram até ela
Fazer fuxico contra nós.
Falou sobre mal grave,
Contou que alguns adeptos
A esses fuxicos
Puseram veneno
Em nossas terras,
Envenenaram nossa água
E não mediram esforço
Para nos matar.
Minha vida,
Ela indagou o que fizemos
De proporção tão grave
Que instigou estas pessoas
Contra nós,
Amor nunca me senti
Tão alvo frágil de pessoas
De má índole,
Nós nunca fizemos mal
A ninguém,
Somos donos da nossa terra,
Trabalhamos arduamente nela,
Nem temos tempo
Para pensar maldade
Contra qualquer ser
Que seja.
Mas, me diga,
Minha vida
Como faremos
Para nos defender
Destes que nos causam
Tanto mal e não nos
Permitem defesa?
Eu sinto medo,
Estou assustada,
Precisamos ser fortes
Para nos defender
Desta emboscada.

Meu Amor

Amor preciso te contar,
Eu não quero te magoar,
Seja forte e me entenda,
Não sou capaz de suportar:
Uma pessoa
Falou mal de nós,
Colocou ideias falsas,
Desejou separar-nos,
Por que, meu bem,
Para quê?
Não basta me fazer chorar,
Tenta me fazer te perder,
Por que minha vida
Para que?
Justo eu que preciso
Tanto de você.
Eu não compreendo
Esse tipo de atitude
De uma pessoa distante
E desconhecida de nós,
Usar artifícios e maldades
Para separar-nos,
Pra quê, meu amor,
Por que?
O que fizemos a ela,
Que mal existe
Em estarmos juntos?
Nossa felicidade a reprime,
Nosso bem-estar interfere
Em que na vida
Desta pessoa,
Que usou tantos meios
Esforçou-se tanto
Apenas para separar-nos,
Por que, meu bem,
Para quê?
Penso que muito antes
Está pessoa
Nos fez mal injusto e grave
O qual nunca ligamos
Ao seu nome,
Mas agora nosso olhar
Se descortina
E então vemos:
Sempre foi ela
E sem motivo algum
Além de malícia,
Inveja e o quê?
Por que, meu bem,
Para quê?
Perseguição é crime grave,
Por Deus,
Entre nós já é atentado,
Crime contra o Estado,
Escapou da limitação
Pessoa versus pessoa,
É motim, 
É facção,
Quadrilha, bando...
Não encontro nomenclatura 
Para o tanto
Que está pessoa 
Se move contra nós,
Por que meu bem
Para quê?
A língua dela ganhou
O povo,
Sua fala nos fez alvo,
Pra quê, meu amor,
Por quê?

Insisto em nós

Eu ainda insisto,
Eu lembro de nós,
Eu sinto sua falta,
Sinto tanta saudade
Que a morte
Não pode apagar.
Eu insisto
Em buscar por nós,
Eu não desisto,
Eu não desistiria de nós.
O céu nunca foi
Tão opaco
Para o bem que ele guarda,
Você meu amor,
Aí está,
Tão acima de nós,
Tão dentro dos nossos sonhos,
Eu nunca irei desistir de nós.
Eu insisto
Eu busco seu rosto,
Eu sinto seu sorriso
E meu peito infla
De tanta saudade
E esperanças
Que já não me cabem
E sobem para este céu
Que te guarda
E me tem,
E me entende
Sobre o quanto te amo
E te quero bem.

sábado, 30 de maio de 2026

A Noiva e seus amigos

A garota quer casar,
Está noiva
Mas não consegue
Se dispersar da vida antiga
Onde tinha muitos amigos
E fazia sexo com todos.
Agora, rodeada pelo noivo,
E socorrida pelos amigos,
Se tivesse recaída
Sentiria remorso?
Amor é comprometimento,
Então, ela teria
Que conversar com o noivo
E contar sobre seus impulsos,
A verdade é única
Ela era rodeada por garotos
E fazia sexo com todos,
Agora cultivava amigos
E não queria se distanciar
De nenhum,
Restava ao noivo
Ser forte e aberto
A novas formas de relacionamento.

Amizade colorida

O garoto está namorando,
Mas, tem muitas amigas,
Sua namorada
Se sente irritada,
Ele fez sexo com todas
E cada uma delas
Acha que pode
Ter conversas ao ouvido,
Trocar segredos
E pedir conselhos.
Só falta
Uma delas
Levá-lo para o quarto
Para ter conversa
Mais íntima,
Poxa vida?!
Por que foi
Que ele fez sexo
Com todas
E agora quer
Chama-las de amigas?
Isso não é amizade,
Isso é prazer
Descompromissado,
E agora a garota
Precisa amadurecer
E encarar os fatos.

Com Amigos não precisa fazer sexo

As pessoas se permitem
Tanta coisa
E tanta libertinagem
Que fica difícil acreditar
Que amigo é amigo
E não capacho de suas vontades
Ou objeto de prazer.
Ter vários parceiros
Parece uma ideia razoável,
Porém, nos momentos íntimos
É que somam-se aqueles
Que produzem calma
E não cobranças.
Como confiar em pessoas
Com quem você fez sexo?
Parece que a amizade
Fica comprometida,
Amizade não é transar,
Parceiro não é pra prazer,
Amigo é como um irmão
Por quem você sente carinho,
E sente falta,
Gosta de estar perto
Mas não faz sexo.
Deveria haver
Uma separação da ideia
De que só se é íntimo,
Amigo e parceiro
De quem você já fez sexo.
Amizade é cumplicidade,
Amizade é emoção,
Não é raridade,
Nem paixão,
Sexo se faz com quem
Você quer se comprometer,
Ter prazer 
E não ter amizade.

Garota, você me traiu

Estou triste,
Você me traiu
E a pessoa me contou,
Mostrou fotografias
E cassoou da minha cara.
Eu posso ter errado
Por confiar em você,
Mas, isso não irá se repetir,
Você ficou com dois
Outros garotos
Ao mesmo tempo,
Eu não sou capaz
De perdoar tamanho dissenso.
Por que você
Não me achou suficiente?
Por que precisou
De tantos garotos
Para se sentir satisfeita?
Você foi forçada
Ao ato?
Alguém te induziu
Ou a obrigou por qualquer método?
O que você fez
Me deixou assustado
E arredio,
Me sinto perdido,
Me diga
Você optou por isso
Ou alguém te obrigou?

Ei Garota

Garota, você me traiu,
Eu me sinto arredio,
Custo acreditar
Que recuperarei a confiança.
Por que você acha
Que tão rápido
Eu voltaria a beija-la?
Ontem...
Ontem a noite
Eu a vi beijando
Outra garota,
Isso foi nojento,
Você estava aos abraços
Com ela as escondidas.
Olha,
Eu não te entendo
Se você deseja
Uma garota
E não eu
Por que me procura?
Por que ao invés disso
Você decide tomar coragem
E assumir o relacionamento?
É muito mais simples
E vocês poderiam ser felizes.
Além disso,
Meus pais estão chateados,
Eles marcaram com nós
Para jantar
E você se furtou
De ir
Sem se importar
Em me avisar
Aonde estava,
O que fazia
Ou com quem.
Entenda,
Estou magoado,
Não posso perdoar,
Eu a vi beijar uma garota
O que você quer comigo?

Professor Abusador

Desde os dezesseis anos
Gilberto já tinha ideia fixa
De que não era homem,
Ele era adepto a amar,
Entregar-se e respeitar
As diferenças,
Então, declarou-se transexual.
A escola de alunos jovens
O olhou com estranheza,
Lá haviam meninas
De treze anos grávidas,
Outras que abortavam
Os filhos
E odiavam métodos contraceptivos.
Haviam professores
Que obtinham lucros
Financeiros vendendo
O próprio filho
Para momentos íntimos
De diretores e orientadores
Escolar.
Gilberto se sentia ultrajado,
Em tudo isso,
Ele é que era considerado
Errado e excluído
Da vida social.
Certa vez, Gilberto
Foi trancado no banheiro
Junto de seu professor,
Ele não acreditou
Quando o próprio lhe
Cobrou momentos íntimos
Para permitir sua saída
E ameaçou efetuar
A expulsão de Gilberto
Dá escola por ato de
Tentar seduzi-lo
Caso ele se recusasse
A dar prazer
Ao próprio professor.

Colega Abusador

O colega de aula
Tinha boas notas
E facilidade
Com a matéria,
Então, se aproximou
De outros colegas
E ofereceu cola
Para as provas
E ajuda na matéria
Por momentos íntimos.
Ele tinha quinze anos,
Seus colegas variavam
Entre sua idade e treze anos.
Certa vez,
A faxineira foi até o banheiro
E encontrou o colega
Com outras garotas
E garotos praticando
Momentos íntimos,
A diretora se sentiu arrasada,
Agora não sabe
Se expõe a questão criminosa
Efetuando a denúncia
Ou se protege o garoto
Que é seu próprio filho.

Colega Abusadora

A aluna ficou triste
Com a colega
Que sempre tinha
Notas boas
E bom desempenho escolar.
Ela pagou a um outro
Colega para beija-la
Na saída da aula,
O aluno aceitou,
A colega tinha cinco anos,
O aluno tinha oito.
E o beijo ocorreu
No portão
Na frente dos professores,
Agora, os pais da colega
Foram chamados
Para conversar
Sobre sua expulsão.
Triste e chorosa,
A menina não queria
Desistir de estudar,
Nem trocar de escola,
Então, aceitou a proposta
E foi até o banheiro
Onde teve momentos íntimos
Com a colega
Que lhe tinha desafeto.

Professor Oprimido

Andrine era filha
Do vereador,
Reconhecido no município,
Ele exigia as melhores
Notas por parte dela.
Foi simples,
Ele conversou com o professor
De maneira reservada
E exigiu isso dele,
Caso contrário,
O professor seria expulso
Do seu próprio trabalho.
O professor ficou intimidado,
Sentiu medo,
Ficou acuado,
Teria que ensinar
De maneira especial Andrine,
Até que ela alcançasse
Bom desempenho escolar,
Afinal, ele não era adepto
De dar cola para os alunos,
Porque aluno
Que não aprende
Não progride,
E estudar é importante
Para a pessoa se tornar
Um bom sujeito independente,
Trabalhador e honesto.
Mas, acontece
Que Andrine 
Não queria gastar
Seu tempo
Com aprendizado.

Abuso em Sala de Aula

Gecica não pensou
Que ao aceitar
Um beijo
Terminaria o dia
Engravidando,
Mas, engravidou.
Tinha doze anos
E seu professor
Negou os fatos,
Ele tinha 36 anos.
Logo, ele a chamou
De volta para beijos,
E seus beijos
Foram sempre íntimos
E em locais reservados.
Ela ficou reclusa
Do resto da turma,
Seu desempenho escolar
Não era bom,
Mas, ela nunca reprovou
A matéria
Com o professor.
Ao nascer a criança
Ele quis conhecê-la,
E desta vez
Gecica dividiu seus beijos
Com o filho recém nascido.
Gecica tinha agora
Treze anos,
E um professor obstinado,
Desarrazoado atrás dela,
Ela desejou defender-se,
Quis denunciar
O que ele fazia.
Gecica se tornou alvo
De intrigas e fofocas
Por ter sido mãe
Tão jovem,
Mas, não abortou
E isso mantinha sua
Autoestima intacta.
Gecica sentia medo,
O professor era casado,
Pai de família.
Fora da privacidade
Pouco a via,
Ele flertava com outras alunas,
E haviam várias grávidas,
Gecica sentia medo.

Fui Abusada pelo professor

Janaína trabalha,
Não tem tempo
Para estudar
Com empenho,
Ela teve filho
Muito cedo,
Aos 13 anos
Já sabia o que era
Suportar o peso
De uma criança
Dentro da própria barriga.
Aos quatorze anos
Ela descobriu
Que levar o filho
Até a escola
Era uma ótima opção
Para quem queria
Passar de ano
Sem ser reprovada.
O professor ficou sensato
E gentil com ela,
Suas notas só melhoraram,
E sua mãe a aplaudiu,
Logo ela estaria formada
E apta a conseguir
Um trabalho remunerado
Com carteira assinada
Em alguma empresa local.
Aos quinze Janaína 
Foi chamada 
No Conselho Tutelar 
Para se defender 
Dá acusação de que 
Estava sustentando 
Sua vida 
Vendendo a própria filha,
Seu professor cruzou
Por ela no caminho
E a jurou de morte,
Ela chegou encolhida
E frágil com a menina
De dois anos 
No colo.
Quem era o pai 
Dá criança?
Ah, Janaína não sabia.

Professor Opressor

O professor de Carla
Gritou com ela
Dentro da sala de aula,
Quando a corrigiu
Em público por estar
Sentada de maneira
Errada sobre a cadeira.
Depois disso,
Ele retirou o teste
De Carla,
Ele alegou que ela
Estava usando cola.
Então, ele encontrou fotografias
De Carla de biquíni
E expôs para o grupo
De aula.
Ela não soube
Como ele as conseguiu,
Mas, ela usava apenas biquíni
E isso a envergonhou.
Carla sentiu medo
De retornar a escola
E optou por faltar,
E depois por desistir,
E escondeu tudo
De sua família.
Igor sofreu o mesmo,
Ele não entendeu
Que o professor
Falava de Carla,
Sabendo do ocorrido
Ele o convidou
Para conversar em particular.
O professor fechou a porta
E optou por conversar
Dentro da própria sala,
Então, voltando-se
Para Igor abriu o zíper
Da própria calça
E disse:
“É isso
Ou você será expulso!”

Professor Abusador

O professor abusador
Gostou de Carla,
E ela soube disso
No primeiro teste surpresa.
Ela conhecia a matéria,
Tirou a maior nota,
Então foi chamada
Para ficar em pé
Na frente do quadro negro
Para expor seus pontos
De vista e conhecimento.
Ela teve seu dia de êxito,
Dia de ser vista
Como a garota esforçada
E inteligente que sempre
Estudou para ser,
Ela foi apelidada de prof surpresa.
Seus amigos riram disso,
Fizeram piadas,
E a convidaram para ir
Até a casa deles
Fazer grupo de estudos.
O professor a convidou
Também, disse que
Tinha que organizar aula
E estava muito apurado,
Precisava de alguém
Para auxiliá-lo
E ofereceu dinheiro.
Ela ficou feliz,
Sorridente,
Porém, recusou todas
As propostas
Preferiu seu método antigo
De estudar com sua mãe.
Arrependeu-se logo,
De repente a prova
Ganhou novo nível
E por algum motivo
Oculto somente ela
Tirava notas ruins,
Isso foi terrível.
Não tardou,
Ela descobriu que
Alguns alunos ganhavam
Cola para os testes
E ela não gostava deste método,
Então, ficava com suas
Notas ruins.
Mas, logo no final
Do bimestre
O professor foi mais enfático,
Quando ela foi se retirar
Da sala ele se posicionou
Em pé na sua frente
E a impediu.
Então disse
Olhando nos seus olhos,
“A última prova
Vai ser mais difícil
E você irá reprovar.”
Ela deu um passo
Para trás
E quase chorou:
“Impossivel, eu já estudei
Todo o livro”.
Ela respondeu.
“Você sabe que uso
Outros métodos,
O livro é apenas apoio.”
Ela permaneceu a olha-lo
Embasbacada,
Ele veio até ela
E colou seu corpo
No dela.
“Se a prova sumir,
Você nem terá notas”.
Ele disse,
E sorriu dono de si.
Carla correu
E o denunciou para
A diretora da escola,
O professor estava
Lhe cobrando intimidades
Em troca de notas
E estava ocultando
E modificando suas provas.

Pai Estuprador

Eu me indago
O que, de tão intenso,
Leva um pai
A estuprar o filho?
Um ser humano frágil,
Recém nascido,
Dependente e amável,
O que há ali
Para o próprio pai
Querer tanto toca-lo?
Que visão da vida
Possui um pai
Que ao invés de amar
Escolhe estuprar
Seu próprio sangue,
O ente que depende
De você
Para viver
E que tão logo
Fique forte
Daria a própria vida
Para te proteger.
O que há com você
Que ao invés
De ser pai
Escolhe ser criminoso?
Dizem que crime compensa,
Que só se faz delito
Para ganhar recompensa:
Que recompensa
Você tem nisso?
O que te faz homem
Depois de cometer
Detestável ato?
E sua esposa,
Por que te atura?
Não me diga
Que você é jovem
E vive em seus limites
Não procure desculpas,
Não há perdão pra isso,
Virar as costas
Para o lar,
Romper valores,
Proliferar cultura criminosa,
O que há em seu caráter?
Droga?
Bebidas?
O que você tem
De tão inferior
Que te carrega
Para tão baixo?
Você é um sujeito detestável.

Estuprador

Eu sempre fui humilde,
Não sabia nada
Sobre crimes,
Nem hoje, advogada,
Sei muito.
Mas, busco reflexão
Se quem estupra
Os filhos, a família
E é favorável a proteger
Está espécie de crime
Ama menos seus filhos
Ou nem ama.
Eu não vim de estupro,
Não convivi com isso
E perdi meu irmão
Há tanto tempo
E em cada rosto
Que encontro
Eu chego perto
E busco seus traços.
Assim, me amparo
E me sinto viva
Tentando reacender
Chama que não queima,
Não apaga
E custa a se manter.
Busco ver ele,
Busco ver como ele
Teria crescido
E o homem que se tornaria,
Isso me faz odiar
Todo crime e todo estupro,
Odeio quando rostos caem
E eu não encontro
Único traço dele,
Não quero estar ali,
Sinto que não sou bem-vinda,
Ele, mesmo morto,
Continua a me proteger,
Desta vez devido a lembrança.
Vão-se os anos
E eu ainda estou nisso
De busca-lo,
Encontra-lo,
Ouvi-lo,
Abraça-lo
E você que estupra
Seu próprio filho,
Quando ele morre
O que você sente?
Você logo esquece
Ou nem se ressente?
Eu não consigo olhar
Para aquela lápide
E saber que cada instante
Que vivo
Leva ele para mais longe,
Se apagam as marcas,
E vão-se tão longe
Os abraços,
E você estuprador
Nem limpa o túmulo
Do seu filho estuprado?

Armas

Toda arma é de morte,
Qual a arma produz vida?
Arma defende
E arma ataca.
O tiro que alcança
O alvo,
Também erra a mira
E abate o ingênuo,
Um tiro fere
E outro mata.
A mão que atira
Se sustenta,
Se se apega a arma
Não vê outra coisa
Exceto a ideia fixa:
Matar!
Elimar o alvo,
Mas, neste caminho
De vítima
Você vira bandido,
E sua família
Nem sabe disso
Até que irritado,
Embriago ou drogado
Você se irrita,
Põe suas balas
E não escolhe alvo,
Desta vez,
Foi sua família.
A polícia é chamada,
Entra e te leva,
Quem te sustenta
E aqueles que precisam
De você,
Quem irá proteger?
A polícia,
Pois ficou de fora
Das suas ideias
De resolver tudo a bala,
E você como fica na cela?

Armado Desarmado

O fuzil é a arma
Do dinheiro,
Custa caro,
Faz estrago,
Mas tem seu custo.
O policial que trabalha
Tem medo de mostrar a cara
E se identificar como
Um provedor da lei,
Um ativista social,
Um trabalhador honesto
Que ganha seu sustento
Com o suor de seu rosto
Em portar armas pequenas
Pra proteger o grande povo.
Você que usa fuzil é esperto,
Em quê?
Protege a si mesmo
E é protegido pela polícia,
Mas quem é que te mata?
É o bandido que está
Do seu lado
Que te vendo tão pequeno
Te vende arma a preço
De sua vida,
Retira você do lar,
Deturpa a função de sua família
E aí, cheio de droga
No nariz,
Você não sabe onde
Sua mãe está
Ou o que ela pensa de ti.
E perdido,
Você entra em conflito,
Se agarra em todos os riscos,
Põe o dedo no gatilho
E atira onde é mandado,
Mas, em que você é ajudado?
Só quem te vê agora
E pode te abrir espaço
É aquele cidadão lá de trás
Abandonado,
Que mesmo sendo seu alvo
Também foi até você
Te dar uma oportunidade
Então, entra sua grande chance:
Voltar pra sua família,
Ter casa, honradez e alicerce
Ou matar o policial
Que desde o início
Foi o único que te falou
A verdade:
Está arma que você carrega
Tem peso enorme
E só te leva pra terra,
Vale o preço?
Ser cobaia de rico armado
Ou você acha que
Ele que te manda
Vive com você nos becos?
Cadê sua mãe,
Cadê seu pai
Quando você tem seus pesadelos?
Você paga com a vida
Por coisas que só um outro
Irá usufruir,
Você é usado,
Responde por crime
Que não fez
Porque se vê obrigado,
Iludido,
Um armado desarmado,
Sem psicológico
Para conflito.
Fuzil é arma de morte
Pra você,
Pra quem te vende
Pr’quele que você pende,
Em que você se mede?

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Um Bandido Matou Meu Irmão

Eu estive com minha mãe,
Foi difícil,
Depois de 15 anos
Que meu irmão faleceu
Um rapaz apareceu.
Ele estava embriagado,
Ria sem parar,
Fazia ameaças,
E eu me aproximei dele,
Sem saber por que,
Escorrei minha cabeça
No seu ombro
E fiquei ouvindo ele.
Ele contou como conheceu
Meu irmão
E como o matou
Naquela data tão distante,
Eu ri entre riso e choro
E indaguei a ele
Sobre o assassinato.
Eles estavam num bar,
Bebiam e jogavam baralho,
Uma garota sentiu
No colo deste rapaz,
E no intuito dele,
Ela preferia estar
Com meu irmão.
Eles beberam muito,
Então, brigaram desferindo
Socos e chutes,
Ele conseguiu bater
Muito bem,
Mas, segundo o rapaz,
Meu irmão não era
Adaptado a receber
Pancadas e resistir...
Pois é,
Foi o fim.
Ele conseguiu fugir,
Na ideia deste rapaz
Por causa de um grito,
Que ele olhou bem sério
Para o meu rosto
E disse:
“o seu!
E eu vim busca-la!”
Eu sorri
E beijei ele.
E quis tanto ver meu irmão,
Então, o vi,
Ele está lá no caixão
E não há mais nada,
Só ossos,
Algo de flores
E algo de roupa,
Ele está lá,
E em nenhum outro lugar.
Voltei e abracei
Aquele rosto,
E apertei,
Ele sorria disposto,
E pareceu que eu não chorei.
Eu passei todo esse tempo
Buscando esse depoimento,
E ele veio até eu
Sorrateiro, sereno
E digno de má fama.
Ele não tinha alguns dentes,
Disse que se deve
Aquela briga,
E contou que meu irmão,
Ouvindo meu grito
Fugiu com vida,
Mas, ele foi mais rápido,
Fugiu atrás
E o alcançou.
Chegou por trás
Passou a perna no pneu
E a moto caiu,
E na opinião do rapaz
Ele caiu morto.
Mas o rapaz desceu
Da moto,
Retirou o capacete dele
E feriu o rosto
Do meu irmão
Com o capacete,
Ele queria fazer sangue,
Retirar sua beleza,
Roubar sua vida,
Ele me olhou e disse:
“Credo,
Eu olho pra você
E vejo ele”
Ele falou e segurou
Meu rosto
E acho que beijou
Minha boca.
Ele estava sentado
Numa cadeira
Ao meu lado.
Eu o empurrei,
E ele disse que ele próprio
Chamou a funerária
Onde eu,
Horas depois
O achei sem vida,
Morto,
Perdido pra sempre,
Ele contou que roubou
Meu irmão
E que ainda usava
As correntes que ele tinha,
Ele falou:
“Olhe, são tão lindas!”
E mexeu na perna
Na calça jeans azul dele,
Não havia nada ali,
Mas, ele via.
“Eu chego a ver elas”.
Eu me arrepiei,
Senti algo de vago
Em meu peito,
Pareceu que meu irmão
Levantou de lá
Do caixão
E sorriu,
Naquele escuro e frio,
E soube lá é sempre frio,
Nunca mais
O calor te alcança.
Nem a luz,
Nem o sorriso,
Nem a saudade,
Nem a vida.
Restavam dele ainda
Todos os dentes,
Eu não sei porque
Vi tudo isso,
Eu me permito ver
O rosto do meu irmão
Com vida,
Logo após isso
Voltou a memória,
As imagens,
Os abraços,
A vida.
Um sopro de vida
Me buscou
E tive a chance
De ver ele de novo,
E ouvi sua voz,
E vi seu rosto,
E vi ele em pé,
E perto,
E ele disse:
“vamos Marcos
Está tarde,
Logo o sono vem!”
Eu ouvi sua voz rouca
E grossa,
E vi seus olhos
Me olharem,
E suas mãos me protegerem.
Eu segurei Marcos,
Apertei sua mão
E disse: “credo você me buscou!”
Ele respondeu:
“Sim, sempre!”
Eu abracei ele,
E ele continuou a contar,
“ele esqueceu de mim?”
Eu perguntei,
Ele riu
E disse:
“Não, ele não esqueceu
De ninguém,
Ele só falava em amor,
Eu apelidei ele Amor”
Eu disse:
“Nossa, o nenê?
O nenê falou de mim?”
Ele me olhou irritado
E respondeu:
“so sinto ódio,
Não sinto nada por ele,
Você me tirou tudo
Nisso de vir
Te procurar
Para te matar,
Eu não tenho mãe,
Pai, esposa ou filhos,
Eu perdi tudo
Vindo atrás de você!”
Eu sorri
E me babei de tremor:
“De mim,
Mas, estou sempre
Tão simples
E por aí,
É tão fácil “
Eu falei
E ele respondeu:
“Pareceu,
Sempre pareceu,
Mas, o nenê
Não te deixou,
Ele disse antes de morrer –
Eu briguei com a LINE,
(LINE, este é o seu nome,
Me lembrei),
Eu briguei com a LINE
E quero ir ver ela,
Eu amo ela.”
Eu sofri e disse
“Eu te amo nenê,
Eu te amo muito nenê,
Eu quero você
Vivo nenê!”
E ele levantou em pé
E respondeu:
“Mas eu não,
Eu matei ele,
E eu mato de novo
E mato você!”
E eu olhei assustada
Para aquele monstro enorme
E ele falou:
“Enquanto ele levava socos
E sentia dor
Logo ele gritou
E implorou e gritou alto
Feito um homem,
Nos seus 19 anos,
Ele dizia – conte pra minha
Mãe que eu amo ela,
Diga pro meu pai
Que eu amo ele,
Diga pra LINE
Que eu amo ela,
Eu não vou resistir,
Eu sinto muita dor,
Eu não vou resistir,
Eu amo eles,
Eu amo a família,
Eu não vou resistir,
Por favor,
Me perdoe,
Pare,
Está doendo!”
Eu senti um tiro
Percorrer meu peito,
Entrar e cair no fundo,
“Meu irmão chorou,
Sofreu,
Me amou,
Meu Deus!”
Ele me olhou de volta
E continuou:
“Me ajude Aline,
Eu sempre tive você,
Me ajude Aline,
Eu sempre tive você
Minha irmã mais velha,
Me ajude Aline,
Pai e mãe
Batam nele por mim
Ele está me matando!”
Meu irmão
Meu Deus,
Eu apertei a gordura
Daquele homem
Da sua cintura
E disse:
“Meu irmão,
Meu Deus,
Cara, você está
Me convencendo!
O nenê sofreu
E doeu”.
Ai eu abracei aquele rapaz
Abracei forte
E não queria soltar,
Eu queria o cheiro
Do nenê com vida,
Eu queria o sorriso dele,
Eu queria o abraço dele,
Eu queria amar,
Aí eu deixei ele ir,
Se eu acreditar nisso
Eu preciso parar de procurar,
De olhar de rosto a rosto,
Porque nunca mais
Meu irmão vai estar.
Ele apelidou meu irmão
De amor,
Ele riu dele implorando
Por socorro,
Ele continuou a bater
Mesmo com meu irmão
Lhe oferecendo dinheiro,
E o que mais fosse,
Meu irmão disse:
“fale com a LINE,
Ela resolve!”
Eu disse:
“meu Deus!”
E caí sobre meu peito,
Eu não resolvi,
Eu não cheguei a tempo,
Eu estava a 50 quilômetros
De distância.
“Meu Deus!”
Ele dizia:
“Meu pai paga,
Meu paga,
Seja o que foi
Que eu fiz
Minha família dá um jeito!”
Eu não dei,
Eu olhei pra ele
E não fiz nada,
Minha mãe tentava
Estapear ele
E eu disse:
“pare mãe,
Ele está brincando!”
Eu não tive coragem
De fazer nada
Aí olhei pra ele e falei:
“ele matou,
Ele matou meu nenê,
O teu nenê mãe,
O Gilvan,
Matou!”
Eu não pude fazer nada.
Quando um bandido
Decide matar
Ele não para por nada,
Não importa
Qual argumento
Você tenha
Ou artifícios,
Ele te mata.
Um bandido
Matou meu irmão.

Cansaço

Eu poderia estar chorando,
Me ferindo
E odiando tudo que sinto,
Eu poderia estar
Me sentido perdido,
Poderia estar por aí
A esmo
Buscando um meio
De me preencher
Sem objetivo.
Meus problemas
Me enchem a cabeça,
Minha visão
Se embaralha,
É difícil buscar respostas,
Eu odeio ser tão incomodado,
É tão difícil respeitar?
Mil ligações a todo instante,
Sempre a mesma pessoa
Uma vez atrás da outra,
O que deseja?
Se não atendi
Por que insiste?
Eu preciso descansar,
Relaxar,
Me distanciar de tudo,
Não suporto
Tanta gente perto,
Tanta intromissão,
Tanto querer saber
Sobre o que
Não quero dizer,
E querer falar
Sobre assunto
Que me recuso,
Estou cansado,
Só queria solucionar isso,
Vou nadar um pouco
Ou jogo o celular na privada?

As Vozes

Certa hora
As vozes
Invadiram minha casa
E permaneceram pra sempre,
Não respondo
Por minhas atitudes,
Não consigo
Pensar de maneira indiferente,
Me vejo a vagar
Entre o que dizem
E fazem
E eu sem saber
Que atitude devo tomar,
Que atitude
Me levaria até você.
Algumas se interessam
Por você,
Outras se distanciam,
Outras te odeiam
Como a eu,
Como me aproximar,
Chegar até você
E fazer com que
Você entenda
O que eu sinto
E minha incapacidade
De falar tanto,
Eu sinto medo,
Eu desisto das coisas,
Eu tento de volta,
E rodo no seu entorno
Com objetivo fixo:
Você fica comigo?
Me interprete bem,
Eu nem sempre
Estou livre
De ouvir o que não quero,
Pensar o que não convém
E achar que sou o assunto
De todo lugar que cruzo,
Mas, eu amo você,
E me sinto capaz
De te proteger,
Eu te livro desse tormento
De ouvir vozes
E obedecer feito um bobo,
Há tantos que se perdem
Por obedecer
E pegarem caminhos
Sem retorno,
Há muitos que lucram
Com esse meio de viver,
Eu estou noutro patamar,
Ouço porque sou obrigado,
Tenho conhecimento
De que este meio de viver existe,
E não lucro com isso
Ou busco meios
De que estes métodos
Continuem a existir,
Eu odeio as vozes,
Mas, eu amo você,
Você fica comigo
Apesar delas fazerem isso?
Entenda, eu odeio
Ser o alvo,
Mas, eu protejo
Você de ser objeto
Nas mãos delas,
E vamos organizar um meio
De que elas sejam eliminadas,
Eu não aguento mais,
E amo você demais.

Problemas

Me dói a cabeça
Discutir tanta coisa,
Me preocupar tanto,
Eu me vejo perdido,
Sem ter em que
Me recostar
E me acalmar.
Por que há tantos problemas,
Resolvo os meus,
Os da família
E outros tantos,
Me canso,
Já não tenho capacidade
De me ver tão forte.
Quero caminhar,
Correr até suar,
Quero resolver,
Não sei como fazer.
Parece que as respostas
Voaram pra tão longe,
E me canso tanto
Que chega a doer,
Deus me dá uma chance
Preciso muito me resolver,
Cadê a garota que amo
Para me abraçar
E envolver,
Não quero me curar
De outra forma,
Preciso da minha garota
Comigo,
Meu Deus,
Tanto problema
Pra quê?

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Engatilhado

Chega um dia
Que você se cansa
De mirar e atirar,
Um dia o braço pesa,
A força cessa,
E quando você puxar
O gatilho
Erra o alvo.
E os tiros
Ficam mais esparsos,
As balas são controladas
E os alvos medidos,
Conta o tic e tac
Do relógio,
O sino dobra
E a arma é engatilhada,
Então, sem por que
O tiro não sai
A mão baixa
Até a perna
E o tiro fica preso,
O dedo sai do gatilho.
Os inimigos precisam diminuir,
Ou você dobra eles
Ou eles te comem,
É assim.
O dedo não ficou
Para estar grudado
No ferro,
Um homem não precisa
Andar municiado
Feito um robô,
Não,
Precisa haver um fim,
O tic e tac
Precisa funcionar
De outra forma,
O sino que embala
Precisa ter calma.
A arma se desvencilha
Da mão,
Dá um descanso
Ao peito que inflama
E ressoa alto,
E não há perdas,
Só risos soltos
Pra sempre.

Meus Pais

Meus pais se separaram,
E depois casaram-se
Com outros cônjuges,
Eu me separei
E escolhi ficar só.
É difícil seguir,
Viver uma vida plena,
Se livrar dos medos
De tão pouco tempo
E que estão
Sempre tão vivos.
Eu já não me entroso
Com meus pais
Da mesma forma,
Em suas casas
Há sempre um estranho
E na minha casa,
Só há eu.
Eu tento construir sonhos,
Buscar minhas verdades,
Não desistir de tudo,
Mas, é tão difícil
Ver meus pais
Tomando novo caminho
Enquanto vou ficando para trás.
Ideias antigas
Me mantém,
Ideias novas
Levam eles,
E já não posso ver,
E vendo não posso estar,
E estando não posso ficar.
Não há mais lugar
Para mim
Onde eu nunca imaginei
Que um dia iria partir.

Ama Seus pais

Se a vontade
De xingar seus pais
For maior
Que sua força interior
Para desistir,
Afaste-se.
Não tarda
E você descobre
Que o errado
Era mesmo você,
Seus pais,
Muito mais velhos
Tem experiência
Que você não tem.
Eles nunca
Te virarão as costas,
Nunca irão te ferir,
Se há algo
Realmente errado,
Presta atenção
E será fácil perceber
Que o erro está
Mesmo em você.
Cala-se,
O calar não fere
Tanto quanto o falar
Confere
Em dor
Posterior.
Ama seus pais,
Eles são seu maior alicerce,
Valoriza seus pais,
Eles são os anjos protetores
Que Deus lhe conferiu
Para dar carinho,
Amor e vida.
Você veio deles,
E eles merecem
Serem
Valorizados e amados
Do mesmo amor
Que eles sempre
Te deram.

Valorize-se

Quando você estiver fraco,
E querer desistir de tudo,
Olhe para o horizonte
E se agarre em qualquer motivo,
Mas, não desista
De você.
Você é a pessoa
Que mais merece
Seu amor,
Sua atenção
E seu respeito,
Valorize-se,
Ame-se.
Quando você estiver fraco,
Haverá socorro,
Espere e busque,
Logo você verá
Que não esteve sozinho,
Foi só questão
De tempo.
A dor acalma,
Mesmo a mais dolorida,
As lágrimas sessam,
E a força
Vem de dentro,
Respire profundamente,
Busquei inspiração
E nunca desista,
Há sempre algo
Que te dê apoio,
Apoie-se,
E não desista.

Gostar

Há a crença
De que todo parente
É amigo,
De que todo vizinho
Te gosta.
Desista destas ideias
E encare a realidade,
Gosta de você
Quem se esforça
Pra te ver bem,
Pra te visitar,
Pra sorrir pra você.
Se desfaça da ideia
De que vínculo sanguíneo
Compreende em amizade,
Não é nada disso,
Vínculos apenas obrigam
Pessoas,
Mas é sua educação
E carinho
Que o mantém.
Ninguém gosta
Porque é parente,
Ou ama porque
É parente,
As vezes,
Por se ver obrigado
A te gostar
É que te odeia,
Entenda isso:
Tios e primos ferem,
Padrastos magoam,
Irmãos falam mal de você
E avós não te visitam.

Sonhos

Os anos sempre correm,
Não espere
Que seus sonhos
Se realizem
Por conta própria,
Você precisa buscar,
E quando o tempo passar,
Você entenderá
Que está em busca
Do que quer.
Então, o inimigo
Se levanta
E vem contra você,
E você descobre
Tanta coisa,
Sofre por tão pouco,
Mas, mesmo antes
Era assim também.
Este seu inimigo
Já não te gostava,
E só esperava
O instante de te atacar,
E veja,
Quantos anos
Se passaram
Com você sonhando
Sem nunca ter tentado,
Agora que você
Está pondo em prática
Você pode ver
Quem era que te impedia
Desde antes de tentar.
Pare de sofrer,
Encare o inimigo
E tente seu sonho
Outra vez.

Um Sonho

Um sonho é algo
Que você acredita
E põe em prática,
Um sonho
Se conquista,
Vem rápido,
E as vezes, demora.
Um sonho
Não se realiza
De um dia
Para o outro,
As vezes,
Requer anos,
E outras vezes,
Você realiza
E ele se desfaz.
Manter um sonho
É difícil,
Mas, se você
Realmente quer,
Nada impede
Que você tente
Outra vez,
E outra vez,
Até dar certo.
E não importa
Quantos anos requeira,
É preciso se esforçar,
Empregar vontade,
Se sacrificar
De algumas coisas
E tentar até alcançar
E até manter
Por todo o tempo
Que queira.

Namorado Perfeito

Seduzir meu namorado
Não foi empenho,
Foi sonhar alto,
Eu investi nisso,
Comprei roupas,
Sapato alto,
Mas, precisou mais esforço.
Confesso:
Ele não era um garoto comum,
Além de lindo,
Tinha conduta perfeita,
As garotas de perto
Faziam procissão na igreja
Para tentar recuperar
A autoestima e buscar
Um encontro com ele.
Eu teria feito isso,
Mas, me compensei
Rezando baixinho
E pedindo seu nome,
Eu beijei o pânico,
Aferi o cômico
E retirei o batom,
Depois todo o cabelo,
E insisti em nós.
Quis mostrar minha dignidade
De mulher madura
Que manteve postura
E cujo rosto era jovem
E irretocável,
Sem maquiagem,
Sem revestimentos,
Sem creme,
Enfim, eu seria a garota
Só dele.
Deu certo,
Demorou,
Eu sofri,
Trabalhei
E o busquei
Com empenho irretocável,
Agora, ser sua namorada
É o ápice do mais perfeito,
Não haveria como ter
Arrependimentos,
Elas estavam certas,
Mas, eu sou a escolhida,
Que bom,
Quase não acredito,
É a realização de um sonho
Mais que perfeito!
Sinto orgulho
De mim mesma,
Inúmeras garotas
Não foram suficientes,
Uau, como fui perfeita,
A moça dedicada e eficiente!

Emprego Novo

“Não sei nada sobre isso”,
Respondeu a garota,
Mas, o profissional insistiu:
“Há um quê que inspira
Confiança em seu rosto,
Há no seu corpo
Força para empregar esforço,
Nos seus dedos
Há habilidade para exercício,
O emprego!
Ah, o emprego é o meio
Que traz dinheiro,
O sorriso
É a forma de buscar salário,
Há algo de cômico
Em seus passos,
De dedicado em seus modos,
Um ímpeto juvenil
Em seus olhos,
Você terá tanto êxito
Quanto se tivesse se preparado
Para este emprego
Desde o berço.”
Ele encerrou
De maneira decidida
E olhar fixo.
A moça pensou
Em seus poucos trocados,
E no quanto buscou
Novos anúncios
E nenhum outro empregador
Pareceu esforçar-se tanto
Quanto este
Para emprega-la com ele,
Talvez, ele visse nela
O merecimento,
Afinal, um empregador investe
E não joga fora dinheiro,
Então, ela sorriu,
Ela era um progresso
Naquela empresa,
Uma valoração
No pessoal em exercício
E decidiu ficar,
Aceitar os empecilhos
E se esforçar.

terça-feira, 26 de maio de 2026

E aí Baldo?!

Oh, Baldo tire a sua armadura,
Preparei está emboscada,
Sexo quente
Sem água oxigenada,
Foda até os ossos,
Deixa de geografia armada.
Essa sua farda
Lhe deixa sexy demais,
Tira ela,
Vamos foder até
Não caber mais.
Dispa-se de sua armadura,
Me tome aqui nua,
Baixa as algemas,
Deixa a arma desmuniciada
Ali do lado,
Você é perigoso demais,
Gostoso demais
Pra estar assim
Todo sério.
No meu fetiche,
Eu levanto da cama
Onde o espero deitada
Tiro o pente
Do rifle
Que está entre suas mãos.
Ele permanece sério,
Olhar seguro adiante,
Com a arma segura
E apontando para frente,
Na altura do peito,
Um braço esticado
E o outro no gatilho,
Retiro uma bala
Do pente
Com o olhar 
Fixo no seu olhar,
Parada a sua frente,
E levo aos dentes
A bala.
Então, beijo,
Sugo e beijo.
A bala fria
Até ficar quente,
Perigosa e 
Com gostinho
De quero te pegar
Inteirinho.
Com coragem a deixo
Aos seus pés,
Beijo aquela sua bota
Gostosa e vou subindo,
Do seu calcanhar
Até seu pescocinho,
Delícia de maridinho,
Ah,
Me esbaldo nestes beijinhos,
Delicioso policial
Malandrinho,
Só quero pra mim,
Não leve a mal,
O quero todinho,
Meu carinha armado,
Carregado,
Municiado e delicioso.

Dona de si própria

Coloque-se em prioridade,
Eleja para você
O nível mais alto,
E não se tenha por baixo,
Autoestima se trabalha,
Paradigmas são rompidos.
Eleja-se a melhor,
Não espere o amor,
Trabalhe a si própria
E o amor vem por mérito,
Não se confunda,
Se for ficar triste,
Não se deprima
Para sempre.
Quem trabalha a
Si mesma
Consegue um companheiro
Pelo que é
E não pelo que representa.
O que representa
É passageiro
E o que é,
É eterno.
Não sobreviva
De amores que vão
E alvoroçam paixão,
Prefira os que ficam
E optam por assumir
Relacionamento duradouro
E despertam conforto.

Advogada Criminal

Advogar é profissão
Difícil,
Sob pressão
E artifícios.
Então, veio você
E uau,
Que homem mais lindo,
Exatamente, o homem
Que preciso comigo.
Ah, mas o medo...
O medo faz frear,
Faz repensar,
Faz o coração acelerar,
Tenho medo
De trazê-lo comigo
E que isso
Lhe possa feri-lo.
Ah, difícil profissão castigo,
Amar tanto
E desejar tanto
E não poder trazê-lo comigo?
Maldita profissão perigosa,
A romper crimes,
Desvendar horrores,
Reconhecer rostos,
Ofuscar cores,
Mas, em cada instante
Não sei ser nada
Se não puder
Contar com você
Comigo,
Adorado oficial policial militar
Me prende ou protege
Por eu defender bandidos?
Eu, a advogada criminal
E você garoto profissão
Pega ladrão,
Aceita ser meu esposo?
Eu denuncio o tráfico 
E você desfila fardado
Comigo ao seu lado?
Eu renuncio o ofício,
E te quero em sacrifício.
Eu deixo o terno,
Diminuo o salto,
E você me pega
Em seu colo?
Decorou todas as leis,
Caríssimo oficial militar
Então, dou baixa na assinatura 
Digital ou você me deseja,
Linda e desejosa
Advogada criminal?

Um Princípe