terça-feira, 28 de julho de 2026

Josmar, Te amo

 Se eu te dissesse

Quantas noites insones

Eu passei a te esperar,

Talvez, você desacreditasse.


É uma ilusão,

um sonho doce assim,

Esperar até o dia nascer,

Até o sol ir,

Só pra te ver sorrir,

É uma ilusão

Um sonho tão doce assim.


Se apaixonar no primeiro encontro,

E não querer nenhum outro homem

Que não seja você

E seu sorriso gentil,

Seu olhar doce e dono de si,

Dono de mim,

Dono do nosso tempo

E do meu sentir.


Eu sei que lá na rua,

Logo passará uma motocicleta,

Eu reconheço pelas luzes,

Depois vem uma van atrás dela,

É tão distante de mim,

Mas cuido cada carro,

Cada luz,

Cada cheiro

E o que mais me traga você.


Oh, poxa, que sonho bom

Reconhecer você vindo,

É um gol no alto do campo,

um passo inesperado,

um sonho guardado, 

Um esperar que não cansa

E me faz tão bem,

vem Josmar, vem.


Eu vejo meu dedo ansiar

Por nossa aliança,

Meu coração palpitar

Por mais um beijo,

Até mesmo aquela estrada

Jurar que não quer carro algum

Se tiver a luz do seu olhar,

Oh, Josmar, me diz

O que você faz

Que te mantém distante,

Meu mar,

Meu céu azul de estrelas,

Minha lua a brilhar,

Meu sol que refresca,

Me beija,

Me beija,

Me beija,

Seu beijo me deixa no bar,

embriaga e louca,

A te esperar,

Não é ilusão,

É amor, vem Josmar, sim,

sonha comigo outra noite,

Deita comigo e fica até o amanhecer,

Oh, que sonho dormir cedo

e não precisar posar acordada

Por ter você comigo,

Josmar,

O que há entre nós?

Te amo,

Te amo,

Te amo.

Josmar

Vamos deitar no quintal 
Pra ver a lua e sonhar,
Contar estrelas
E amar?
Há uma lua 
E um convite:
Vem ficar comigo, 
Josmar, essa noite?

Queria estar sentindo
O céu da sua boca
Na minha língua,
Num beijo profundo 
E sedento de amor:
Josmar, me beija?

O escuro está frio
E eu preciso do seu abraço, 
A lua brilha tanto lá em cima,
Me aquece em seu abraço, 
Josmar e passa seu tempo
Comigo.

Há tantas estrelas 
Quanto se possa contar,
Há tantos sonhos 
Quanto desejo te abraçar, 
Josmar, vem ver a lua,
Sentir o escuro,
Beijar meu corpo
E ficar comigo? 

Filho do Raso

 Eu vi você passar ontem

De Meriva vermelho, 

Hoje você ressurge

Grávida e me amando 

Para valer,

Ta bom, 

Acredito em você

E o filho é meu

Então vamos tê-lo,

Me acompanhe para escolher

Qual quarto ele irá usar

Ao nascer,

Que cor pintar

E que brinquedos por...


Bem, agora junto de mim

Entenda o seu engano,

Você saiu com outro homem

E eu vi,

Não existe erro,

Eu sofri por uma noite,

Mas, você perderá 

Por uma vida,

Adeus,

Tudo acaba aqui,

E seu filho não irá nascer,

Nem aquele homem

Irá saber que seria pai,

Acabou para nós,

E acabou para você.


Com duas facadas 

Eu encerro sua vida

E a do seu bebê,

Não é meu,

Não será seu,

Nem dele ou de qualquer outro,

O amor venceu,

Parabéns,

Sangre até morrer,

Você poderia não ter

Me traído

E agora não estaria boiando

Nestas águas turvas

De um rio que você

Sempre desejou estar

E que eu nunca a acompanhei,

Oh, você me traiu

Naquele maldito Meriva,

E agora será de gelo

E mais nada,

De pedra até definhar,

Virar comidas de peixes,

Ontem você não quis 

Me encontrar

Hoje eu opto por não te ver.


Baby, eu quis estar com vocÊ,

E você preferiu ele,

Ao invés de estar

Na nossa casa a me esperar,

Você preferiu a vida de motel

Que ele te deu,

Um instante e uma vida 

No ralo.


Olhe, não pensa que

eu não sofro vendo você boiar

E esta água te levar

Para tão distante

A sangrar o maldito filho

Que você deu a ele,

O maldito filho que você escolheu

Para concretizar seu amor.


Não, você nunca me amou

Naquele maldito Corsa

Que você escolheu para estar

Comigo em cada segundo

você fingiu desde a música alta,

Até o lugar que optou

Por ir.


Veja meu coração,

Sinta como sofre,

Sinta-me enquanto ainda

Houver calor no seu corpo,

Até enquanto estas águas

Não te congelem,

E os peixes não comam

Sua pele,

Seus lindos olhos abertos,

E sua língua a me implorar

Pela vida que você não quis me dar,

Então, ele seria o pai,

E você esta morta agora.


Agora que estas águas te levam

Nunca mais você irá me tocar,

Gelada e comida de peixes,

A sangrar seu feto 

De quanto tempo?

Meses ou dias?

Você pensou que eu não descobria,

Mas, eu te dei alternativa,

Te dei a opção de se desculpar,

Se ajoelhar aos meus pés,

Me implorar 

Por mais segundos de vida,

Pelo respirar do seu filho,

Pelo sorriso dele

no seu colo,

Pela voz no seu ouvido,

Eu disse implore.


Você não me ouviu?

Você falou com aquele homem

Aos sussurros,

Aos murmúrios, 

Você fugiu do que eu sentia,

Você acha que tudo acabou

Entre nós?

Então, por que tentou me enganar,

Como achou que fugiria?


Olhe as chaves do meu Porshe,

Eu sou o poder,

sou o grande homem,

E vocês nunca mais se verão,

Acabou pra você,

Acabou para o bebê,

Com o que você sonhou

Quando chamou o nome dele?


Estou pensando em como encontrar ele,

Se comido por peixes

Ou pelos animais selvagens,

Abandonado a sua espera

Em algum lugar deste bosque,

Vamos pronuncie uma palavra,

Implore pela vida dele

Como você antes gritava de prazer,

Veja como você sangra em sua barriga

Neste singelo corte

Que arrancou de você seu bebê,

O fruto do amor proibido,

O fruto do veneno,

Agora você irá cada vez

Mais para o fundo,

Seu amor irá sucumbir com você.


Com  a mão direita

Ele tocou entre o meio das pernas dela,

E apalpou num gesto de retirar o bebê,

Fazer uma espécie de vácuo,

E gerar contração muscular,

Então, retirou secreções dela

Que não moveu-se,

Nem pode defender-se.

Apenas foi carregada pela água

Para o fundo,

E para cada vez mais longe.


O rapaz passou as mãos

pelo cabelo num gesto nervoso,

Se levantou das margens do rio

E retornou para a casa 

no seu Corsa prata.

Com lágrimas no olhar

E singelo ódio no coração,

Não havia testemunha,

Exceto o homem de Meriva

Percorrendo de rua em rua,

em desespero por não ter notícias,

Desta que nunca mais poderá chamá-lo,

Pois agora bebe da água do rio,

Não fala,

Ou move-se.

domingo, 26 de julho de 2026

Patrulha Rural a Caminho!

 Suzan abriu a torneira

E aproveitou em seu copo

De vidro escurecido

As últimas gotas de água

Que mal saciaram sua cede

E arfou em desacordo.


-"outra vez faltou água,

Como irei lavar a roupa?"

Ela indagou em voz alta,

Correndo para a área de serviço

E apertando o botão de desligar

Da máquina que fazia barulhos

Ensurdecedores por estar

Sem água.


-"Que droga,

Quase queimei a máquina

Por deixar ela funcionar

Tanto tempo sem água."

Ela falou outra vez.

Estava sozinha,

Mais uma vez

Outro de seus namorados

A abandonou devido ao lugar ermo

Em que vivia,

Pois dependia de água encanada

Para beber

E de energia elétrica da cidade

Para ter luz.


A água faltava por qualquer motivo,

E ficava as vezes três dias

Sem ter água para lavar a roupa,

Puxar a descarga do banheiro,

Fazer limpeza ou a comida.

Tudo ficava as moscas,

E muito sujo,

O banho era racionado pela 

água de uma sanga

Que corria próximo a casa.


Quando a sanga tinha

Bastante volume de água

Ela tomava banho desnuda

Na própria sanguinha,

Quando tinha pouco ela

Puxava de balde 

E tomava banho com poquissíma

Água,

Isso passava uma impressão 

De sujeira que a irritava.


Já quanto a energia elétrica,

Sempre faltava até devido ao vento,

Ou então por mal contato,

Ou algum galho de árvore

Que se enroscou nos fios

De alta tensão da estrada.


Os namorados odiavam

Os banhos de sanga,

E tinham pouca paciência

Para a luz que faltava,

Sempre ocorria de quebrarem

A vela antes de acender,

Devido a irritação por faltar luz

E serem obrigados a ficar no escuro.


A vela acesa e torta

Passava uma ideia de desleixo,

ninguém ficava,

O amor morria da mesma

Maneira que nascia:

Do dia para a noite.


O senhor que cuidava

Do funcionamento da água

já não atendia o telefone

Para Suzan irritada

Ela corria até seu pai

E gritava para ele tomar atitude.


Seu pai,

Homem sério e honesto

Sempre era ouvido,

E ao menos recebia 

Uma notícia em razão

Da falta de água:

-Ah, quebrou o cano

Próximo ao terceiro vizinho,

Depois de esta arruamado

A água seguira o destino.

Dizia o senhor ao seu pai.


-Quanto tempo demora isso?

Indagou ele.

-Demora ir até a cidade

Comprar o tamanho do cano

Que precisa,

Depois abrir o buraco onde

O cano passa e concerta-lo.

Ele respondeu.

-Está certo,

Vou esperar.


Mas, Suzan perdeu a calma,

Tomou o telefone

Das mãos de seu pai

E começou a gritar ferozmente

Com o Antonio que cuida

Da água,

Irritado ele respondeu a altura:

-Vou deixar você sem água Suzan 

Quem você pensa 

Que é para me irritar?

Ele respondeu.

Ela irritou-se ainda mais.

-Vou te matar Antonio.

Nisto o pai de Suzan

Lhe tomou o telefone

De suas mãos e lhe desferiu

Um tapa na cara

A jogando no chão de brita

Da frente de casa.


Seu pai morava a uns cem metros

Da residência de Suzan,

Que levantou do chão com raiva

E investiu contra ele

Com tapas e socos na cara

E por todo o corpo.


Seu pai se irritou ainda mais

E desferiu um soco no rosto

Que a fez cair para trás,

Outra vez, ela se levantou

E empreitou contra ele

Com chutes em suas pernas,

Desta vez ela ganhou

um chute no quadril

Que a jogou longe.


Irritada ela correu

E pegou uma madeira

De próximo da casa

Que estava caída no chão

E lhe desferiu golpes

Contra o corpo,

Sua mãe saiu de dentro 

De casa com uma faca na

Mão e gritou:

-Vá embora maldita,

Eu vou te sangrar a facada!

Sua mãe falou.

-Não mãe,

Por quê você esta

Do lado dele?

Ele só me faz mal!

Suzan respondeu.


Depois segiu com os punhos cerrados

Para o lado da mãe

Que apontou a faca

E desferiu golpes no ar

Fazendo Suzan correr.


Suzan foi para sua casa,

Algum tempo depois 

Uma viatura policial surgiu

Em frente a sua casa.

Ela ficou com medo

E tirou a roupa ficando nua

Dentro de casa.


Então o policial

Se aproximou dela

Que foi até a janela

E gritou alucinada de raiva:

-eu estou sem água

E você me prende?

Por que ao invés disso

Você não concerta a água

Para eu ter o que beber

E como tomar banho!?

Ela disse.


-Eu não sabia que se tratatava

De falta de água,

Sua mãe ligou e disse

Que você está tentando matar

Seu pai e sua mãe!

O polcial respondeu

De arma em punho

chegando perto da janela 

De Suzan.

-O quê? Mentira,

Eu só queria água,

Eu não tenho calma

com esta falta de água,

tudo está sujo,

Eu preciso me alimentar...

Ela gritou.


Depois se afastou

e começou a se masturbar,

Esfregando suas mãos 

Em seus seios

E babando com a própria boca

Sobre eles

E então delsizando a mão

Até seus quadris,

E depois ela sentou no chão,

E introduziu seus dedos

Em sua própria vagina e disse

Olhando chorosa 

Para o policial:

-Você está com cede?

Porque eu estou com cede,

Você me vê aqui neste chão

E gosta?

Porque eu odeio estar aqui.

Você quer transar comigo

Porque eu estou metendo

Meus próprios dedos em mim.

Ela disse

Enquanto deslizava seus dedos

Dentro de sua vagina.

-Não senhora,

Eu quero te ajudar,

Eu preciso que você

Me conte o que houve

Entre você e seus pais,

Por quê você quer feri-los?


Ela o olhou atordoada

Sem acreditar no que ouvia.

-Eu estou sem água,

Neste chão sujo,

Com esta louça que esta

Na sua frente sobre a pia suja,

Eu estou com fome

E não tenho água para

Fazer comida,

Você ouve minha barriga roncar?

Ela pediu.

-Senhora, me perdoe,

Então você esta irritada

Porque não tem água,

É isso?

Ele indagou de perto da janela.

-Você ouve minha barriga roncar

De fome?

Eu preciso de água.

Ela respondeu se levantando

Mantendo a mão dentro

Da vagina.

-Ouça minha mão dentro

Da minha vagina,

Você gosta desta barulho?

Este barulho de vai e vem

Você ouve bem, não é?

Mas, minha fome você não houve?

Ela gritou

E chegou perto dele,

E mantendo os olhos grandes

E escuros abertos

Ela chegou até o rosto dele

Com as mãos dentro da vagina.

- me veja eu suja!

Ela disse,

Totalmente descontrolada

e tirou sua mão de dentro

da vagina e pôs no rosto

Do policial e esfregou

Até dentro de sua boca.


-Senhora, por favor, pare!

Ele falou,

Tendo entre sua língua

Quente, rosa e úmida

Os dedos sujos do orgasmo

De Suzan.

-Me sinta,

Prove do meu ódio,

Prove da minha sujeira

E agora,

O que você fara se não tem água?

Ela disse irritada

Sobre os lábios dele.


-Senhora, esta ação policial

Esta sendo monitorada,

Se acalme, por favor,

Eu tentatei ajudar.

Ele respondeu.

-Me ajude!

Ela gritou nua

E puxou o braço dele

Que estava abaixado

E o ergueu até sua testa,

Pondo a arma dele encostada

Em sua cabeça.

-Atire contra mim,

Vamos mate minha cede,

Sacie meu ódio.

Ela gritou.

E manteve a mão dele

Esticada contra sua testa,

Usando suas duas mãos

Sobre a arma.

-Senhora, não faça isso,

Por favor,

Eu irei te ajudar.

Ele disse

E retirou a mão 

Mantendo a arma nela

Logo em seguida.


Suzan não esperava 

Uma força tão grande 

E arrebatadora como a

Que viu no braço daquele soldado.

-Meu pai me bateu,

Ele fica contra eu

Sempre que tento lutar

Para nós ter água,

Ele me odeia...

ela gritava atordoada,

Depois puxou a mão dele

E colocou sobre

Seu ombro deslizando

Sua arma por seu corpo nu

E estremecendo de frio,

Medo e ódio.


O soldado tremia na sua frente

Assustado, com a arma

a percorrê-la apontando reta

Em seu corpo bonito e trêmulo.

-eu estou queimando,

Eu estou ardendo de desejo!

O soldado disse.

-Você esta com cede agora?

Tome da minha saliva!

Ela gritou e cuspiu

Contra o rosto dele.

Depois se aproximou

Com sua língua e o lambeu:

-Sinta a minha cede,

Sinta a minha cede.

Ela gritava trêmula

E ardente segurando o braço

Musculoso do soldado.


Depois num rompante de 

Fúria ela puxou o braço dele

Para si e introduziu sua arma

No meio de suas pernas quentes

E seguras:

- Limpe meu corpo,

Me lave de desejo,

Tire este cheiro de vontade

De você que eu sinto agora!

Ela gritou.


Num ato desesperado

De desejo o soldado

Tentou pular a janela

Mas não conseguiu,

Então gemeu alto

E introduziu a própria arma

Que segurava dentro

Da vagina de Suzan e a moveu

Ferozmente e com desejos incotroláveis.


Suzan gozou alto

E o policial retirou a arma 

De dentro de sua vagina

E então a lambeu:

-Deixe-me lavá-la 

De desejo Suzan,

Deixa-me molhá-la 

De porra.

Ele falou descontrolado.


Suzan tremia recostada

A pia de louça suja.

-Cuspa em meu corpo,

Me lave com sua saliva.

Ela gritou e o outro policial

Que esperava na viatura

Pôs-se a vir até eles:

-Shmit o que você está esperando?

Aconteceu algo errado?

Ele indagou enquanto

Estava a caminho deles.

-Gostosa, vadia,

Vou de lavar de prazer.

O soldado gritou da janela

Gemendo alto,

Então, cuspiu nos seios

De Suzan e depois tocou

Em seu pênis e lhe jogou porra

No rosto gemendo muito.


-Já vou Ronann.

Gritou ele

Olhando para trás.

-Não chame ele,

Suzan, venha até minha casa

E tome seu banho,

Eu vou conseguir água para você.

O policial respondeu sôfrego

De desejos e se afastou.


Suzan arfou 

E o policial manteve

Seu corpo nu oculto

De seu amigo através 

De seu próprio corpo.

O pai de Suzan estava

Próximo a viatura 

Gritando de ódio,

E ele foi conduzido

Até o Antonio,

Instante em que foram

Solucionar pessoalmente

O problema da falta de água.


Então, o cano foi concertado

Pelos quatro e logo

A água chegou até a caixa

De água de Suzan que feliz

Correu tomar banho.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Prazer Criminoso

Vasculhar o celular

Do esposo nunca foi

Seu hábito favorito,

e estava ficando cada vez pior.

Sempre haviam mensagens estranhas,

Com nomes masculinos,

Porém, soavam tão femininas,

Não era do costume de Élide

Aceitar relações homoafetivas,

Aliás, nenhuma relação,

Ela era casada com Edist

Por que ele teimava em traí-la?


Teria que desistir,

Conhecer um novo homem,

Se distrair.

Bem, apareceu Antony,

E ela nunca mexeu no celular dele,

E ele nunca foi tão perfeito

e inexplicavelmente bonito.


Mas, algumas pessoas

Comentavam sobre ele,

Faziam esteriótipo,

Diziam sobre suas manias

Com relação as suas mulheres

E ele tinha muitas,

Em milhares sedentas

Por seus carinhos.


Isto, não era sedutor

Ou romântico.

Um homem que coleciona mulheres

É antiquado e antipático,

Ele se valoriza demais,

E não se adapta a ter uma vida casual.


Um sujeito mulherengo

Que fica com todo mundo,

Também não é um relacionamento

Perfeito ou mesmo adequado,

Mas, por que Edist insiste

Em se relacionar com homens,

E se forem mulheres

E ele apenas fingiu um nome?


Ela agendou encontro com uma,

E o que viu naquele bar

Acabou com sua autoestima,

Se tratava de uma garota,

E ela vinha acompanhada

De uma criança.


Ela ficou incrédula,

Seu esposo tinha relações

Com crianças?

Ele era pedófilo?

Chorando ligou desconsolada

Para Antony que logo veio

De motocicleta buscá-la

No bar.


Ela descobriu tudo isso

Através deste encontro,

No qual a mulher ficou chateada

Por ter de esperar algum tempo

Até que Edist chegasse

E foi logo falando todo o crime,

Que ele gostava desta relação,

Que sempre estaria com ela,

Porque ela nunca deixaria

De trazer a criança para ele

Sentir todo o prazer de que

Necessitava para se satisfazer.


Que ela tinha vídeos dele

Tocando a criança e 

Fazendo sexo com a menina

De apenas um ano.

Que conforme a criança morresse,

Porque isso já ocorreu 

Num passado não muito distante,

Ela nunca se importou

Em trocá-la na maternidade

Do hospital,

Já que ela trabalha como enfermeira.


Ela teria desmaiado

se a situação permitisse

Ante cada mensagem que recebia,

Tomando um Coca-Cola

Sentada na mesa

Em frente aquela mulher

Que enviou mensagens de texto

E também faladas

Sem importar-se com o conteúdo.


Depois enviou uma fotografia

Da menina sentada

Comendo um sanduíche,

De suas pernas abertas,

Como se isso causasse prazer.

Um desconfortável desejo

Por objetos ilícitos.


Antony chegou logo,

E ela correu até ele

Tonta e chorosa,

Temerosa de tudo que soube,

Tardou a falar 

e não se importou

Nenhum pouco quando

Ele a tocou e transaram

Incessantemente naquele motel barato.


Ela optou por pegar o celular,

E enviá-lo por carta anônima

Até a delegacia por um mototáxi,

Tomando o cuidado de ficar

Extremamente longe de casa,

e esconder sua identidade,

Ela não quis envolver-se

Nenhum pouco com a situação,

Mas, também não desejou

Que ficasse impune.


Tomou todo o cuidado

De negar ter visto o celular

Do esposo,

E preferiu esperar para

Se separar dele por completo,

Mas, no mesmo dia

Encontrou pretexto casual

Para dormir em quartos separados.


Um cartão de prostituição

Que ele tinha na carteira

Foi motivo suficiente,

Ela era forte e destemida,

Mas o que soube a atordoou,

Seu esposo tinha relações

Sexuais criminosas

O tempo inteiro as escondidas.


Ela iria tomar a casa

Por dano moral,

E trazer Antony para protege-la,

Infelizmente, o teor do que 

Edist fazia não lhe permitiria 

um único dia de solidão

Ou solteirice,

Teria que imediatamente

Processar um e separar-se

E trazer o outro para morar

Com ela,

Ela temia por sua vida.

Já Apanhei e com Este, Como Será?

Tudo estava perfeito,

O rosto moreno entre seus dedos,

O sorriso malicioso

Em seus lábios 

Feito um convite ao prazer,

O olhar másculo,

Contudo,

Quando fechou os olhos

Para beijá-lo,

Algo em seu peito a deteve:

As lembranças do passado

Foram mais fortes

E de tão intensas

Pareciam sufocá-la,

Ela teve que empurrar

Seu rosto e sentiu falta de ar.

O maxilar dele se contraiu assustado,

Ainda com os lábios serrados

Num bico de beijo

como se ainda estivesse nela,

Até seus olhos ficaram fechados,

E ele pareceu embasbacado.

O cheiro que vinha dele

Lhe causava enjoo,

Era como se outra vez,

Mesmo não se tratando

Da mesma pessoa,

Ela fosse sofrer.

E morrer em vida por um homem

Não faz bem,

Chorar pelos cantos,

Sofrer pela cidade

Deixou de ser seu objetivo,

Ela já se sentia madura demais

Para se permitir avassalar

Por um alguém fosse quem fosse.

Amar doía,

E se doía ela fujia.

O homem abriu os olhos

Estendeu as mãos

E segurou forte seu rosto,

Com os lábios avermelhados

E tão intensos de calor.

Ele a puxou e pediu desculpas

Bem de perto,

Com seu hálito sedutor

A tocando devagar

Feito uma carícia.

Depois ele a puxou para o

Seu ombro e a deixou ali

Até que seus medos descansassem,

Até que ela quisesse ficar,

E nunca um ficar quieta

Só sentindo cheiro e calor

Foi tão bom.

Seu antigo relacionamento

Lhe deixou marcas pelo corpo,

E sua alma o via em cada homem,

E sentia medo de todos,

Por que com este

Estava sendo diferente?

Até quando seria?

Ela já não sabia 

Se queria encontrar 

Estas respostas,

Mas, por ora se permitiu ficar.

Só desta vez,

Só enquanto ele estivesse

Sobressaltado de desejo,

Só enquanto o calor dele

Lhe tomasse por inteira,

Só enquanto seu cheiro

Lhe soasse tão suave e bom,

Só enquanto o suor dele

Escorresse por seu rosto,

Lhe tocasse a pele,

O pescoço e os seios...

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Mãos de Guerreiro

 Minha vontade

foi não me libertar,

Eu nunca quis mais

Que neste dia

Ser possuída ali mesmo,

Sem vergonha,

Sem máscaras,

Em público por ele.


O grande homem

Por quem me apaixonei,

De olhos escuros e brilhantes,

Rosto gentil,

Sorriso compassivo,

Mãos grandes,

Eu o quis sem reservas.


Mas, antes de tudo

Desejei que ele implorasse,

Quis algum consolo,

Alguma prova contundente

De que não me abandonaria,

Ou trairia com quem fosse.


Eu me violaria

Se agisse diferente,

Eu precisava dele

E essa necessidade iria durar,

Eu soube disso,

Desde a primeira vez

Que olhei em seus olhos castanhos.


Ao examinar seu rosto,

Me vi insegura,

eu não parecia tão perfeita,

Tão pronta

 Quanto a urgência gritava

De dentro de mim.


Ele se achegou e

Pegou em minha mão,

Sua mão grande guardava

A minha tão dentro

Que me vi consumida ali,

Suas mãos acostumadas

A empunhar uma espada

Sabiam bem manusear uma faca,

Como um guerreiro corajoso

Que sabe buscar o que quer,

Braços tão fortes

Que dobrariam o ferro

Entre os dedos,

Que tinham destreza no machado,

A lâmina afiada entre

Seus dedos virava artigo

De luxo

tamanha perfeição e habilidade,

o toque de suas mãos 

Me deixou com os braços moles.


Eu me vi perdida nele,

Submersa em seu olhar,

Segura de todos os medos,

Vitoriosa e apaixoanda.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Apaixonada

"Eu estaria mentindo

Se dissesse que não a quero

Em minha cama!"

Gustav guardou as palavras,

Lhe soavam aos ouvidos

Como uma carícia,

Era como uma lembrança

Vívida que causava prazer

E trazia sonhos.


Então, ele a desejava,

Sonhava em estar com ela,

Protegê-la dos perigos

de ser solitária

E ser protegida é bom,

Ela logo descobriria isso

E o escolheria.


Não seria erro

Se Gustav o escolhesse,

Ele era íntegro e honrado,

Sua voz lhe causava prazer,

A simples lembrança 

De estarem juntos 

Causava paz.


Uma mulher precisa de paz,

E um homem precisa

De uma mulher ao seu lado,

Tudo se encaixava tão bem,

Que perdê-lo seria impossível,

Ele a queria,

Dava para perceber isso

Em cada olhar

Que se esquivava

Como se buscasse fugir

Por ser incapaz de negar

O que sentia.


E aí Lucas

 Oi Lucas

Então você me aceitou?

Por que eu discuto comigo

O tempo inteiro

E sito cada um dos meus erros,

E você acha isso pouco

E ainda pensa que

Eu não errei tanto?

Obrigada,

Eu não sei te agradecer

Preciso lutar contra isso,

Eu me exijo,

Volto atrás e só me vejo

Em erro,

Que droga,

Maldita faculdade

Em que estudei pouco

Não me esforcei

E parece que só perdi meu tempo,

Bem, mas você é ganho,

Você é lucro,

Você é sucesso,

E o Tiago?

Hum, seu lindo primo 

Comprometido,

Eu não resisti aquelas fotografias

Dele seminu na piscina

E você me conhece tão bem,

Eu fui lá e tentei seduzir ele

Fazendo o mais errado possível,

Tipo, falando mal para caramba

Da esposa e pedindo para

Ele fazer sexo comigo,

Assim, na frente de todo mundo,

E ainda jurei que eu e ele,

Num rompante do destino

Éramos casados,

Bem, veja bem,

Embora estivesse tudo deslocado,

Caramba ele é super lindo,

E eu não desisti nenhum pouco,

Então, você veio lá com nós

E me perdoou outra vez.

OK, está certo porque

Você é lindo,

Perfeito e eu não me sinto digna,

Sei lá,

Me sinto tão inapta a ser sua,

Parece tanto que você

Merece outra garota

Que seja tão melhor que eu,

Eu me vejo tão falha

e você como você me vê?

Eu estou tão sozinha

a tanto tempo

Que parece que não sei

Pertencer a alguém,

Mas, vamos nos esforçar para dar certo?

Sair curtir de carro,

Sentir o vento nos cabelos,

Parar num barzinho

De beira de estrada

E beber além da conta,

Subir no capô do carro

e transar além das horas

E do tempo.

Veja, somos tão jovens

Aqui no espaço dos 40 anos,

Quem se importa

Com o que fazemos?

Vamos transar e transar,

Vamos beber até cansar,

Vamos virar a noite

num barzinho de rua abandonada

Bem longe de tudo,

Onde ninguem nos conheça,

Ninguém comente sobre nós,

E nós não precisemos vestir

Máscaras e fingir qualquer coisa,

Vamos só viver,

Viver e tentar,

Depois disso damos

Um mergulho no rio pelados,

Só para sentir o frescor noturno

Invadir cada parte do corpo

Então transamos na água,

Na terra, no banco do carro,

Sem limites,

Estamos nos 40 anos

Quem se importa com oq ue fazemos?

Me abraça

 Estou cicatrizando

As feridas

Que não sangram

Como marcam a alma

E me ferem por dentro,

Queria entender,

O que houve entre nós,

Bem,

Minha parte eu sei:

Eu sai para te trair,

Ficar com um homem

Melhor que você

Que me desse prazer

Sem me irritar logo após

Que me fizesse sorrir

Sem cobrar erros,

Ou falar do que

Não quero saber...

Mas, ele foi cruel,

Foi muito pior que você,

Ele me agarrou pelos ombros,

Me chacoalhou forte,

Rasgou meu melhor vestido

E me obrigou a fazer sexo.

Ok, você estaria certo

Se eu te contasse isso,

Eu sai de fato

Com o intuito de transar,

Mas, desisti no caminho

Por que ele me obrigou?

Por que insistiu

Se eu já não queria mais?

Eu queria saber,

Queria entender,

Ele foi pior que você,

Por que agora 

Que eu chego ferida 

Em casa

Você não esquece tudo

E me abraça?

Isso me força,

Eu não quero contar

E você parece buscar

Em mim o que houve,

Cara, eu fui transar

E o cara me obrigou,

Eu acho que é estupro isso,

Sei lá,

Por que você não estava lá?

Você teria sido mais forte

Que eu,

Você teria me protegido,

Mas, que droga,

Por que dentro de casa

A gente só briga?

O que há entre nós?

O que é essa desconfiança

E medo que me impede

De te contar

Que eu fui trair 

Para me divertir

E o cara me estuprou

Do início ao fim,

É isso!

Não me deixa sozinha,

Me abraça bem forte

E apaga da minha cabeça

O que eu fiz,

Estou ferida

e guardo as marcas,

Mas, a culpa também é sua,

Por que você não me abraça?

Agora você sente  nojo 

De mim por que eu fui tocada

Por outro,

E te parece tanto

Que eu só fui te trair?

Sim, eu entendo,

Isso não é se divertir.

Me abraça antes 

Que eu fique louca!

domingo, 19 de julho de 2026

Eu, Ranita, Namorada e Violentada!

 A garota nunca imaginou

Que se envolveria

Num relacionamento tóxico,

Do tipo em que o namorado

Convida os amigos para beber

E comer churrasco

E por tradição,

Começa a esnobá-la 

Em frente  a todos.


Foi dessa forma

Que ocorreu desde o primeiro encontro,

E Ranita não sabe

Porque continuou com isso,

Roão passava a mão 

Na sua bunda na frente de todos,

Exigia cerveja gelada

E erguia sua saia 

Toda vez que ela chegava perto.


Ele tinha algo que coçava

Em sua mão,

A todo instante a apalpava

E cheirava seu corpo

Buscando marcas 

E cheiros que denunciasse

Seu caso de amor.


Pois é, Roão nunca lhe deu razão

Ou acreditou na palavra de Ranita,

Cada vez que podia 

Erguia sua roupa,

Vasculhava a sua calcinha

Na frente de todos

E ainda lhe dava tapas

Na bunda e nas cochas

Que ele dizia que eram de amor

E domínio.


Ele só faltou tatuar

O nome dele nas regiões de Ranita,

E depois disso,

Ele a encontrava dentro de casa

E reclama dos vermelhões

E apertões que ele próprio

Tinha feito.


Roão a obrigava 

A fazer uma espécie 

De encenação de amor

A pegando no colo

E lhe fazendo carícias expostas

Na frente de todos,

E depois ele a seguia pelos cômodos,

A obrigando a  ter relações sexuais

Com ele.


Ele a obrigava a beber

Lhe derramando a bebida

Garganta abaixo,

E exigia provas de amor,

Pedindo que ela dançasse

Sobre a mesa

E fingisse tirar a roupa,

Tudo isso exigia da moral

De Ranita um percentual 

De baixaria.


"E se alguém gravar?"

Ela perguntava.

"Quem grava sou eu".

Ele respondia,

E a chamava de "gostosa",

E outras coisas pegajosas

De cunho sexual.


Isso denegriu Ranita

Para si própria,

Era muita sexualização

De seu corpo,

Ela parecia ser um objeto,

Uma espécie de prostituta

Gratuita.


O preço deste relacionamento

Era a sua dignidade,

De repente,

Roão invadiu a sala

Onde ela estava e a

Encontrou com uma amiga

Sentada no sofá,

Imediatamente ele deu-lhe

Um tapa na cocha

E falou alto:

"Vocês estão transando?"

Ela o olhou assustada:

"É certo que não".

Ela disse.


Mas, ele invadiu com sua mão

A sua saia e penetrou

Com o dedos a sua vagina:

"Então, eu quero isso de você,

Agora."

Ele disse em tom áspero.


Ranita desta vez 

não cedeu,

Levantou-se munindo-se

Do pouco de dignidade

Que tinha e foi para

A direção do quarto,

Porem, Roão a pegou 

Pelos cabelos e a impediu

Derrubando-a para trás,

E arrancando um chumaço

De cabelos.


Sua amiga Assilei,

Chamou a polícia

Que logo chegou 

Com as sirenes ligadas,

E as luzes de emergência.

A vida de Ranita foi exposta

Para  toda a vizinhança.


E Roão foi preso

Por violência doméstica,

Ranita mostrou as marcas

Aos policiais e contou

Como tudo ocorreu,

Também pediu medida de proteção,

Que trata-se de uma ordem judicial

Para que ele afasta-se dela.


Agora Ranita se envolveu

Com o policial que lhe ajudou,

Ela ainda busca em suas mãos

Alguma marca que denuncie violência,

Não acredita que ele nunca irá

Bater nela,

Como o namorado anterior,

Que não era policial mas

Lhe jurando amor

Tanto mal lhe fez.


A noite ela acorda assustada

E busca o policial ao seu lado,

Ela se sente segura,

Ele não irá gritar contra ela,

Prendê-la ou ofendê-la,

Ele é um bom soldado

Que soube vê-la,

Admirá-la e protegê-la.


Cada vez que ele sai

Para trabalhar

Ela se ajoelha 

Implorando a Deus

Que ele volte bem

E que ninguém o fira,

Ela ama a arma que ele

Usa no coldre,

Ama suas mãos fortes

E seguras,

Ama seu abraço,

Ela não quer perde-lo

Para um criminoso qualquer.

Abuso de Direito - A Emboscada

 "Eu nunca sei

Qual será minha última batalha!"

Disse um sargento

Sentado no banco do carona

Do carro policial

Segurando uma grande arma

Para cima em frente a janela.


Talvez, ele pensasse

Que esta arma poderia

Protegê-lo de um tiro

Ou que lhe vendo tão forte

Iriam evitar tentar matá-lo,

Talvez ele pensasse que

Ferro contra ferro

Lhe dava vantagens.


O esposo daquela mulher

Não pensou assim,

Ele bateu nela pela milésima vez

E outra vez

A polícia acreditava que iria

Remedia-lo o levando para a 

Delegacia de Polícia Civil

E o encarcerando por algum tempo,

Ou talvez, algum valor.


Uma multa já lhe dava

O direito de retornar para o lar,

A questão nunca foi

Por que Rosalva aceitava-o

Tão facilmente em casa,

Mas, por que a polícia

Acreditou tanto nela

E lhe deu tantas chances

Para melhorar sua mente violenta.


Esta foi a última vez

Que Janito trabalhou 

Para a polícia,

Quando ele abriu a porta

Com sua arma apontada

Para o alto,

Ela realmente impediu

Que o primeiro tiro

Apontado contra ele

Fosse fatal,

O segundo também,

Mas, o terceiro lhe acertou

Em cheio.


Na sua frente caiu Rosalva

Estatelada,

Com os braços esticados

Tentando impedir o marido,

Este foi seu último ato de bravura

Criminosa,

Ele ceifou a vida de um sargento,

Não a  de Rosalva.


Rosalva era forte e prepotente,

Ela sabia como evitar a batalha,

Bastava entregar o rosto

Para ser chutado 

E o corpo para ser estuprado,

Mas, o sargento Janito

não entendia disso.


Ele pensava que sua batalha

Contra o crime só se dava

Por encerrada se ele fizesse

Seu melhor que neste instante

Era apenas verificar 

Esta ocorrência que envolvia

Gritos e ameaças contra

Uma esposa em seu lar.


Não havia armas,

Não havia violência

Exceto isso,

Gritos e ameaças distantes.

Mas, o sargento sentia pena

Desta vítima,

Diversas vezes ele atendeu

Ocorrência similar relacionada a ela.


Quando os outros três polciais

Desceram da viatura

O encontraram caído 

Sobre o banco sangrando,

O colete e prova de balas

Que ele usava para proteção

Foi insuficiente,

As instruções de ação

Foram insuficientes,

A coragem de enfrentar

Violências  a vida inteira

E o amor por sua família

Não o livraram da morte.


Um policial correu até o criminoso,

O jogou no chão

Com um muro contra a cabeça

E o prendeu algemando.


Rosalva não foi presa

Por cúmplice de assassinato,

Ela era a vítima,

A perfeita vítima,

Porém, seu diário soube a verdade.


Há tempos Rosalva passava

Em frente a base de polícia militar

E cuidava o sargento treinando,

Ela estacionou seu carro

Próximo a base e o cuidou

Por muito tempo.


O sargento homem casado

E honrado,

Pai de família nunca 

Deu oportunidades de sexo

Para Rosalva que guardou a dor,

O rancor e o desejo 

Que sentia profundamente por ele.


Tendo visto a esposa

Do sargento indo até o trabalho

Diversas vezes,

Chegou a apontar a arma

Contra o rosto dela,

E depois a baixou 

Entre suas pernas.


Tendo visto seu filho pequeno,

Ela assoviou para ele na creche,

E o fez escorregar várias vezes

No escorregador até cair

E se ferir um pouco,

Ela tirou fotos quando

A enfermeira o buscou

E o carregou para a enfermaria,

Sangrando uma dor inexplicável.


Isto aumentou o prazer de Rosalva,

E seu esposo gostou de tê-la

Em casa em cada uma dessas noites,

Onde ela desenhou no papel 

Um boné de soldado e o usou

Para fazer fetiche.


Ao ver o sargento no trabalho,

Ela pediu para um de seus conhecidos

Que lhe roubassem a arma

De sua farda,

A que ele usava para defender-se,

Para trabalhar e  exercer seu ofício,

De arma em punho,

Ela a usou para masturbar-se

Quando o chefe da corporação

O advertiu pela perda.


Na frente dele

Ela masturbou-se com ela,

E vendo seu sofrimento

Sentiu ainda mais prazer,

Várias vezes ela ligou

Para o sargento em busca de sexo,

E masturbou-se,

Em cada vez ele evitou atender,

E desligou contra a vontade dela.


O salário do sargento é baixo,

E ele nunca imaginou

Que fosse seguido de tão perto,

E muito menos pensou

Que seria Rosalva.


Na primeira ocorrência

De briga com o esposo

Ela estava de vestido curto,

Isso não inspirou o sargento,

Nem nas outras tentativas,

Então, este era o seu fim.


A arma que tirou a vida

Do sargento era de Rosalva,

E quem atirou foi ela própria,

O esposo apenas ajudou

Com alguns outros tiros.


Para derrubar a vida do sargento

Precisou mais de um tiro,

Mais de uma tentativa,

Mais de uma emboscada,

Mas ele partiu sangrando

E gemendo e sua família

Ficou a mercê 

Da vontade de Rosalva.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Encantadoramente Apaixonada por um militar

Eu teria me apaixonado

Se fosse o caso,

Contudo, foi tesão tórrido,

Amor doentio,

Um tipo atrevido de sentimento

Que não se deseja tão intenso.


Um topo que lhe toma

Por inteiro e lhe ganha

A alma,

Tão alto,

Seguro e estranho.


Prisioneira de seu olhar,

Eu movi mundos para chegar

Até ele e sentir seu calor,

Provar da atração

que nunca senti tão intensa.


Enfrentei medos e miras,

Fosse seu olhar a estrela 

Da noite

Brilharia de braços abertos

Pronta para receber-me,

Porém, sendo ela este,

Este conteve-se,

Afastou-se o máximo que pode

E me tirou do sério.


Seu olhar fulminante

Com efeito balístico,

Tornou-se irresistível,

Segui até ele com ímpeto

E muito de medo.


Chegando próxima

Me vi atraída por seu jeito

E algo de masculino

Que imaginei proteção,

assim que o enlacei

Me vi agarrada

A uma espécie de força,

Um colete balístico

Ou algo intenso

Que me protegia de tudo...


Ah, se olhares ferissem,

E se existissem os que salvam,

Este me abrigaria

Sob um véu de proteção

Do qual eu nunca iria

Querer sair.


Estando tão perto,

Vi seus braços deslizarem

Por sobre meu corpo

Feito uma guilhotina

De ferro e forças cortantes

Que me retiravam a resistência,

Eu já não queria ser de outro,

Tê-lo me era o mundo,

Como se o universo descesse

Do céu e se pusesse 

Ao meu alcance,

Girando no meu entorno,

Feito duas estrelas

Fora de órbita que enlaçam-se

E vagam numa dança 

De conquistas e seduções.


Guilhotinada me vi nua

E sua,

Eu não sabia o que falar,

A intensidade do seu olhar

Era como mergulhar

Num infinito e perder-se

Sem vagar a esmo,

Era um perder-se bom

E seguro.


Duas balas sobre você

Era a intensidade dos seus olhos,

Duas navalhas de ferro afiado

Eram seus braços enlaçados

Sobre meu corpo,

E uma muralha de calor ardente

E força viciante 

Era seu corpo retendo-me,

Já seus lábios era como o luar,

Que brilha a meia luz

E esconde-se um pouco,

Doce lua crescente que

Fez meu coração ficar louco,

Já seu nariz me pareceu

Dois enlevos de montanhas

Num escuro de luar

Que encontram-se 

Em beleza e vida iniguláveis.


Eu queria estar ali,

Eu desejei estar ali,

Entremeio as suas pernas

Que me erguiam num alto

Tão acima de tudo

Que parecia que nada 

Poderia me alcançar.


Segura no monte mais alto,

Do plano mais seguro,

No lugar intocável

De um templo sagrado e puro

Em que nos unimos,

Eu de pura matéria apaixonada

E ele feito da mais pura segurança,

Mistérios e força bruta

Que me protegia,

E me dava paz.


Eu me apaixonei descaradamente

Por este militar,

Sua farda,

Seu olhar,

A forma segura

Como ele olhava tão distante

E me permitia vagar.


Com ele eu pensei

Que não precisaria estar

Tão no controle de tudo,

E era ali que eu estaria,

Sua voz de trovão,

Soava como um rompante

Que não se resiste,

Se força ou enfrenta,

Você ouve e obedece

E é bom.


É ter um militar 

A sua espera é seguro,

Todos te olham com espanto

E uma espécie de admiração,

Você sente-se protegida,

E ele se sente másculo,

E ele é muito masculino,

Forte, atrevido e impetuoso,

Adoro vê-lo em frente a tropa,

Seguro de tudo que fala,

E se me abraça,

Adoro muito mais que tudo.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

O Cara não desiste de mim!

 É 15 de julho,

Me desculpo,

Há anos perdi a Lara,

Dose única de horror

E medo:

Medo do escuro,

Medo do desconhecido,

Susto com o que conheço,

Espasmos com o que 

Perco apreço.


A preço alto,

Perdi minha pequena,

Preço injusto

Para uma alma 

Que sedenta sente falta

E chora,

Lamenta anos passados,

Que não refletem

O que vivo.


Mas, reflete a tela

Do celular e outro rosto

Se mostra evidente,

Foi lá atrás a Lara,

Hoje a acompanha

O Laro que liga

E não sabe o que faz,

Que fala e não cre

No que diz,

Que cala

E não se importa

Com o que fez.


Com um espasmo

De medo

E não pouco choro

Me despeço de amores

Passados,

Que em cada fotografia

Insistem em me ver

Ao seu lado.


Ausente de cada imagem

Me vejo em reflexo,

Por que está aí com outra

E não me tira do pensamento?

Aline, Aline, Aline,

Cadê a Aline,

Por que ela fez isso?

Aonde esta que não a vejo?


Eu me repreendo

E choro em lamento,

Que fiz para merecer

Tanta busca,

Tanta lembrança,

Tantos pensamentos?

Você é casado

Deveria se dar o respeito,

A puta com quem você dorme

Não merece um pingo

Da minha insegurança.


Nesta puta,

Tu fez um filho,

Por favor,

Me tira da lembrança,

Isso é doença,

Me ter por troféu,

Busca desregrada,

Que há em você

Pra se meter nesta desgraça?

Sai dessa cara,

São seis anos

E em nenhum deles

Você viveu para esta moça?


Eu não te vi tanto,

Não te busquei,

Não lhe conheço,

Mas, choro sua dor,

Por que fez isso?

Se lá com você eu não estou,

Agora esta puta 

É capaz de acreditar

Que seria bem-vinda

Em minha casa,

Por que me indago:

Então, você seria convidado?

terça-feira, 14 de julho de 2026

À Sua Disposição

 Formada em direito,

Aprovada na prova para advogada,

Tudo estaria perfeito

Se seu sonho não estivesse na roça,

E seu coração...

Ah, seu coração estava no Batalhão

Da Polícia Militar;

Com a aprovação do curso

Em mãos,

Ela reprovou no quesito físico,

Magra demais...


As horas em que 

Passou estudando 

Lhe ocupou muito,

Retirou o horário de trabalho

E levou o salário,

Isso lhe tirou o dinheiro,

E o alimento em sua casa

Sempre foi pouco,

Hoje, por ter sido insuficiente

Lhe deu um corpo esbelto,

Mas lhe roubou a aprovação

No concurso dos sonhos:

Ser soldado,

Soldado de Juliano,

O Coronel mais lindo

Que ela já viu

Que desde o primeiro olhar

Lhe roubou tudo:

Vontade de sair pelas ruas

Beber e curtir com as amigas,

As drogas que dirigiam

As colegas,

A vontade de ser de 

Qualquer outra pessoa.


Juliano lhe tomou

Cada pensamento,

Cada ato e cada sonho,

Também tomou alguns 

Olhares seus no espelho

E umas passadelas pelo

Próprio corpo.


Mas, vê-lo não era simples,

Trabalhava doze horas

E seguia cotidiano restrito,

Sempre com a família...

Juliano era o objetivo,

E o sonho de quantas?

Muitas,

Com certeza.


Alessa vendeu o terreno

Que tinha na cidade

E comprou uma chácara

No interior do município

Onde Juliano morava,

O mais perto dele possível.


Lá aprendeu a fazer pão,

Sempre nas horas que queria

Lhe chamar a atenção,

Aprendeu a fazer pizzas

E bolos confeitados.

Tudo em função de Juliano

Para atender seus gostos,

Logo, ele passou com sua picape,

Em frente a sua casa.


O coração de Alessa

Nunca pulsou mais forte

E seu pulso se levantou

Em cumprimento,

Ganhou seu primeiro sorriso.

E o olhar de seus olhos azuis límpidos,

Em contraste de seus dentes brancos,

Foi como se um céu se abrisse

E estivesse tão perto

Que era só correr e tocá-lo,

Mas Juliano o Coronel

Não se permite ao toque

Assim de maneira tão simples,

Não ele apenas lhe sorriu

E partiu com aqueles seus

Cabelos loiros ao vento

Feito um sol que cai no horizonte

E deixa só o escuro.


Um escuro de bloqueio de pensamentos

Em que só o vê,

A nenhum outro.

Naquele céu lindo de nuvens esparsas

Que se abre e deixa a mostra

Um azul tão profundo

Como um sonho em que você

Se joga e não se permite voltar,

Juliano é como uma arma municiada,

De gatilho puxado

E um dedo a espera,

Aliás seu dedo sempre está

Em prontidão,

Ereto e seguro de porte másculo,

Naquela farda desbotada

E marrom parece um anjo,

Dando ordens e instruções de apoio,

De trabalho,

De ações.


Com um clique e ele atira,

Sem errar o alvo,

Com sua voz alta e estridente,

Efeito bala voando 

Cortando o ar,

Acertando e ferindo

Até onde ele quiser,

Sangue,

Dor, 

Alívio,

Segurança,

É Juliano.


Bem, mas seu carro branco

O levou para as ruas do Batalhão,

Agora ele mudou a rotina,

Preferia usar a rua de sua casa,

Isso lhe permitia as olhadelas,

Os abraços inseguros 

Em si mesma,

Como se fosse nele.


Pensando em sonhar,

Alessa comprou um casal de patos,

Depois mais dez,

Então, dois porcos

E começou  a cria-los.

Ela convidou Juliano 

Para fazer o chiqueiro 

Para os bichinhos,

E os pregos começaram 

A estalar sob o martelo,

E de tábua a tabua 

O chiqueiro foi montado

Num único dia.


Lá houve o primeiro contato

De suas mãos, e então,

Na sombra da canela de Seilão,

Ocorreu o primeiro beijo,

Depois naquele chão de terra

Poeira e raízes protuberantes,

Houve o amor.


Foi a primeira vez de Juliano,

Não de Alessa,

Mas, mergulhar no seu corpo alvo,

Foi como entrar num mundo inabitado,

Que nunca foi tocado,

Uma invasora de seus mistérios,

Um mergulho num céu de nuvens

Esparsas que era seu rosto,

Um entregar-se aquele beijo sedento,

Como se o branco de seus dentes

Fossem nuvens de algodão

A percorrendo sobre toda a sua pele,

Sedento e tesudo e apaixonado.


Alessa tocou seu rosto fortemente,

E olhou naqueles olhos azuis

Como se o céu estivesse tão perto,

Tão perto e tão nela,

Seu calor tinha efeito de um sol

Inexplicável e forte,

Tão intenso e penetrante

Que ela implorou para ficar ali,

O recebendo,

O invadindo,

O tendo,

Num entregar-se apaixonado

e demorado.


Acabado o ato de amor,

O Coronel Juliano se foi,

Foi difícil soltar sua mão quente,

Permiti-lo ir,

Desviar o olhar,

Jamais ela admitiria a dor

Que sentiu o vendo ir,

Então, ela aproximou-se rápida 

Por trás,

Mas, antes que chegasse nele,

Ele virou-se como se esperasse

O ato,

E ela pode sentir seu rosto,

O calor, 

E o céu aconchegando-se nela,

Sobre seus seios arfantes,

Os lábios trêmulos

Que imploravam por seu amor,

Ele pegou sua mão outra vez,

Lhe repousou um beijo

E foi.


Ela ergueu a mão

E acenou o máximo que pode,

Nuvens de poeira levantaram-se,

Ofuscando vê-lo,

Mas ela soube que agora

Ele sempre estaria perto,

E que ela nunca o esqueceria.


Na noite de sua primeira visita,

Alguém invadiu sua propriedade

E levou um de seus porcos,

Alessa acordou e vendo

o chiqueiro danificado 

Em uma parte 

Correu até lá,

E notou a ausência de um porco.


Ao ligar para o número da emergência,

A emergência a aconselhou

A registrar ocorrência na delegacia

Pois este delito se resolvia 

Através da Polícia Civil,

Alessa desligou atordoada,

Não pode falar com Juliano,

Não obteve sua compreensão,

Palavras de carinho

E seus sentimentos.


Foi até o chiqueiro,

E pregou as tábuas soltas

Do chão,

Comprou outro porco

E o substituiu.


Depois foi até seu notebook,

E o buscou na rede social,

O que viu foi totalmente incompreensivo:

Ele estava noivo de uma garota

Que tinha um filho:

"Meu Deus, seria filho dele?"

"Não",

Ela disse,

Então, fechou seu notebook.


Se debruçou na cama 

E chorou,

Passou sete dias e o Coronel

Não lhe deu notícias,

Juliano afastava-se como o sol

Que toda noite se vai,

E não permite que mais nada

Seja visto,

Exceto sua ausência.


Os dias correram sôfregos,

Então, ela decidiu ir vê-lo,

Lá mesmo, no Batalhão,

Ao chegar lá,

Se sentiu constrangida ao se

Apresentar,

Disse se tratar de uma amiga

E que queria vê-lo.


Ele veio sorrindo o 

Seu sorriso perfeito 

Que logo se dissipou ao vê-la,

Sim, era Alessa

E não a tal garota noiva.

Ele lhe pediu um tempo,

E disse que logo retornaria.


As horas se arrastaram

Dentro daquele Batalhão frio

E úmido,

Então, ele veio,

Lhe cumprimentou estendendo

A mão aberta e

Ela foi direta:

"-Eu soube que você é noivo?"

Ela indagou em interrogação,

Não foi capaz de ser enérgica

Ou segura,

Seu coração balançava

Como se estivesse afundando

Num mar aberto,

Que era o Coronel Juliano

E seus olhos azuis enormes.


O Batalhão girava no seu entorno,

Policiais fardados iam e vinham,

Ele, então, consentiu.

"-Sim, noivo".

Ela estremeceu,

Abaixou a cabeça e saiu.


Atordoada pegou o carro

E dirigiu muito rápida

Sem saber o que fazer,

No caminho decidiu lutar 

Por ele,

Comprou frutas, flores e um livro

No mercado,

E uma sexta de cipó,

E a enfeitou para ele,

Ao levá-la no Batalhão

Ele lhe disse que não receberia,

Ela a deixou sobre o balcão

De entrada e saiu.


Nunca uma saída de um lugar

Foi tão difícil,

Suas pernas tremeram

E o coração palpitou sem parar,

Sentiu medo de ser alvejada

Por trás,

Ali haviam policiais e adeptos,

Nenhum outro,

Todos armados e seguros

De seus argumentos

E suas vontades,

Nada reduziria a opinião

Do Coronel Juliano,

Ele pertencia a outra

Para sempre.


Chegando em casa,

Algo inumano invadiu 

Sua propriedade,

Perseguiu seus patos,

E os rasgou ao meio

Despenando-os,

E arrancando seus pedaços,

Ela deixou a direção do carro,

Abandonou-o próximo a casa

Se ajoelhou e chorou:

Quem teria feito isso?


Chegar perto do Coronel Juliano,

Foi como estar com vistas

Erguidas para o céu,

Nunca desviar de seu olhar

E uma guilhotina cair de lá

Sobre seus sonhos 

Até não sobrar nenhum inteiro.


Havia sinais de quirela

Perto do chiqueiro,

Alguém tratou os porcos

Na sua ausência,

Provavelmente, os envenenaram,

Outra vez ela ligou para a emergência

Da Polícia Militar,

Outra vez o Coronel juliano

Não estava lá,

Não era seu setor,

E outra vez ela deveria

Buscar a Polícia Civil.


Outra vez ela não foi,

Juntou os resquicicíos

Que sobrou de cada bichinho

E os jogou no rio,

Que a água os levasse,

Sobrou apenas as penas

Estendidas e esvoaçantes

No vento frio de julho.


Era como se tantas penas

De tantos bichinhos

Apagassem o maldito azul

Daquele céu profundo

Em que se mergulha 

Por uma única vez

E nunca mais se esquece

Ou volta a si própria.


Os dias passaram,

Numa noite,

Seus porcos foram levados,

Sobrou apenas sinais de sangue,

Ela não ouviu nada,

Nada viu

E outra vez não registrou

Ocorrência na maldita Polícia Civil,

Ela não tinha interesse nisso,

Ser mal atendida,

Não tinha quem responsabilizar

Pelos danos,

Exceto imaginar que fosse algum vizinho.


Então, foi passear na sua tia

E descobriu que o Coronel Juliano

Comprou a propriedade vizinha

Para seu futuro sogro

E que seus cachorros fugiram

E causaram todos os danos

Que Alessa se referiu.


E inclusive, chegaram 

Até o chiqueiro de sua tia

E abriam-no com seus dentes,

E comeram o que havia dentro

Deixando só os restos,

Isso facilitou encontrar suas galinhas 

E comer muitas delas.


Logo a tarde ela iria registrar

Ocorrência na delegacia civil,

Alessa tomou caminho diferente,

Foi até o Coronel 

E lá, quando um sargento

Soube de que se tratava

Não aceitou chamar o Coronel

Para que conversassem

E resolvessem o assunto.


Alessa irritou-se:

"-Esse maldito viado,

chupador de p...

ele me odeia."

Ela gritou.

-"Senhora, controle-se,

Eu irei processá-la por desacato."

O sargento falou alto

Com uma planilha em suas mãos.


"Coronel Juliano,

Deus te capacitou

Mas não te escolheu."

Alessa gritou de frente

Daquele balcão

Com uma plateia de policiais

Cada vez maior se juntando

Naquela sala

E retirando sua visão dele.


"Coronel Juliano,

Você é comedor de crianças."

ela tornou gritar

Em completo desespero

Exigindo a sua atenção.

"Coronel Juliano,

Vamos transar?"

Ela insistiu em desespero.


"Senhora, por favor,

A senhora esta invadindo

Uma repartição".

O sargento falou

Com aquela prancheta 

Ameaçadora em mãos.


"Deixe daquela noiva".

Ela berrou em alta voz.

"Senhora, a senhora está

Perdendo seu disernimento."

Retornou o sargento

Chegando perto dela,

"Eu irei prendê-la"

Ele insistiu.

"Não, estou aprisionada ao

Coronel e não posso me esquivar"

Ela gritou em resposta.

"Senhora, eu posso desaprisiona-la 

Dele e leva-la para a Delegacia civil"

ele falou.

"Nãoooo".

Ela gritou.

Alessa afastou-se,

Trêmula e insegura,

"de que se tratava ele agir assim?"

"O que houve?"

"O que ela fez de errado?"

O sargento foi impiedoso,

E o Coronel a vendo da área verde

Do Batalhão não lhe deu atenção,

Ficou lá, 

Inerte sobre aquele verde

Explicando algo a tantos policiais

Que estavam lá,

Onipotente de contraste 

Com aquele outro complexo

De Batalhão marrom forte e claro

Que havia após ele.


Alessa gritou imperdoavel

De ali dentro tudo que houve:

"Seu maldito,

Você me usou,

Roubou meus bichinhos

E deu para seu sogro,

Me pague,

Me pague."

"Aspirante a Coronel Bedin".


O sargento aproximava-se dela,

Seguro com seus olhos escuros,

Feito uma noite misteriosa

Que roubava todo o seu céu,

Sim era o fim,

O fim do relacionamento

Que nunca teve mais

De um dia e alguns olhares.


Ela permitiu que suas lágrimas

Escorressem naquela sala

De recepção cheia de soldados

Armados que foram se juntando,

Enquanto ele ficou distante,

Dizendo adeus,

Sem falar uma única palavra.


Havia o balcão de recepção,

E um portão de ferro escuro,

Alessa se aproximou daquilo,

Ergueu uma perna sobre o portão

E gritou:

"Aqui você não fela"

E baixou a calça deixando a mostra

A sua vagina:

"Aqui você não morde"

Ela gritou,

Depois puxou a calça 

De volta e gritou erguendo

O casaco para o alto:

"aqui você não mama,

Viado,

Você mama seu saco!"


O Coronel Juliano

Permaneceu impassível

Fazendo o treinamento

Dos sargentos.

"Me Coma".

Ela gritou.

Ele a olhou e sorriu.

Uma multidão de pessoas

Começou a se reunir

Do lado de fora do Batalhão,

Todos de olhos e ouvidos atentos

Aos gritos de Alessa,

Que logo foi presa e contida

Pelo sargento.


A questão do aprisionamento

Não foi tão simples

Quanto parece no noticíario

Da manhã da cidade de Chapecó,

Ela deu um pulo para trás

Ficando distante daquele sargento

Que manteve o olhar sobre ela,

E as policiais que não saíram de lá,

Ela odiou cada uma daquelas fardadas,

Odiou o distanciamento dele,

Odiou aqueles olhos

Que mais pareciam uma bala

Solta contra ela,

Prestes a chegar perto,

Tão perto até dilacerá-la.


Ele parecia uma pedra

Solta em pé,

Um muro de ouro,

Naquele corpo branco e 

Tão perfeito,

Como a nenhum outro,

Um sol incandecente e dono 

De todo o céu,

Como se apenas no seu entorno

Residisse a vida,

Todas as vidas:

Daqueles presentes,

Daqueles lá de fora,

Mas, não a sua!


Ela buscou uma arma no sargento,

Mas, ele não permitiu que ela

Se aproximasse,

Alegou que a processaria por desacato,

Perseguição contra Tiago

E o que mais lhe conviesse.

Ela gritou de dor,

Ódio e despeito.


"Eu te amo Coronel Juliano",

Ela gritou pela última vez,

Então, duas mãos quentes

Repousaram em seus braços

A mantendo inerte.


A porta de uma cela fria

E escurecida da Polícia Civil

Lhe tirou o sonho de estar

De volta tão próxima do céu

Pelo qual se apaixonou

E chegou uma única vez,

Tocou um único dia.


Lá no alto da delegacia,

Um helicóptero sobrevoou

Bem baixinho,

Era o Coronel Juliano quem dirigia,

Ele própria veio conduzi-la

Até o presídio regional,

Então, num ímpeto de humanidade,

Ele pagou a multa que havia

Contra ela na delegacia

E lhe permitiu a absolvição prévia,

Até a responsabilização criminal

Por seus atos.


-"Ato de amá-lo?"

Ela o indagou na frente

Do delegado,

O delegado riu.

"-Você sabe que agora

É proibido!"

Ele respondeu seguro

Em seu fardamento.

"-proibido deveria você

Ser viado".

Ela insistiu em ofende-lo.

Ele a olhou com o olhar seguro,

E não disse nada.


Na saída,

Ele pegou sua mão,

E a manteve por um tempo,

Ela soube que seria sempre dele

Não importava o que houvesse.

Ela olhou para trás e buscou

Seu beijo ele desviou 

Para o lado oposto.


Então, soltou sua mão

E empurrou seu braço,

Ela saiu desconsolada

Pelas ruas noturnas

Daquela cidade perdida

De crimes e solidão,

Ninguém lhe estendeu a mão,

Nem matou,

Pareciam não vê-la,

Nenhum daqueles alcolatras

E drogados.


Logo no amanhecer

Ela mandou flores para ele,

Outra vez, 

Se pôs a sua disposição,

Conforme ele a imaginou

E ela não poderia fugir.

domingo, 12 de julho de 2026

Encontro no Caixa

 A garota estava fazendo compras,

De repente, um senhor

No meio do mercado 

Começou a esbarrar nela

Sugerindo que saísse

Com ele

Em troca ele lhe pagaria

As compras.


Ela ficou triste e tremula,

Sem saber como agir,

Então, quando foi tirar

As compras do carrinho,

Este senhor chegou 

Por trás dela

E lhe deixou sem saída,

Suspirando e suando forte.


Ela estremeceu de medo,

Todos estavam vendo a cena

E comentando,

Ele não parecia dar atenção,

Então, um lindo rapaz

Se aproximou e lhe desferiu

Um golpe de soco no rosto

Que lhe derrubou

Para o lado.


O sujeito se levantou

Do chão,

Pediu desculpas e saiu

Por trás do rapaz,

Então, a traição ele

Desferiu um soco 

Na cabeça do rapaz

Usando as duas mãos

Unidas e fechadas.


O rapaz caiu inerte no chão,

Batendo a cabeça

Feito um fiapo de gente,

Um objeto que é lançado

E ninguém retem.

Voou poeira do chão

Fazendo a garoto tossir

E chorar de tristeza.


Logo ela se jogou

Sobre o rapaz que estava

Inconsciente e se acomodou

Sobre as pernas dele,

Então gritou alto:

-"socorro, ele matou 

O garoto,

Socorro,

Ele é um assassino,

Um matador frio incalculável."


Alguns indivíduos se aproximaram

Da garota e pegaram

O homem pelo pescoço

E o retiraram de perto dela,

Ela iniciou manobras de salvação

Para o rapaz,

Que estava inconsciente,

Então, o pai dele chegou por trás

E lhe desferiu pontapés

Sobre os ombros.


Então, saiu dizendo:

"maldito,

Este maldito quer casar-se

Com puta ao invés

De escolher mulher de classe,

Maldito,

Prefiro sua morte

Que aceitar que difame 

Meu nome Menns."


A garota olhou

De cima das pernas 

Do rapaz e chorou

Agachada sobre ele,

Então, uniu suas mãos

Sobre o coração

E as beijou para que

Pudesse salvá-lo em

Último ato de amor

E prece.


O rapaz levantou o rosto

E respirou tossindo 

Com dificuldade e respirando

Pouco, logo ele se recuperou

e viu  a garota sobre suas pernas

Sorriu feliz.


-"Eu achei... achei que você

Não resistiria."

Ela disse

Pegando suas mãos e

Levando sobre seu peito

Arfante e quente.

Sua voz estava trêmula

E resignada de desejo,

numa reação inconciente

Ao amor,

Surpreendendo-o.


-"não sou fácil de ser morto".

Ele disse,

E a puxou para seu peito,

Levantando as pernas

Num convite ao sexo,

Ela abriu suas pernas

E o recebeu tremula

E ansiosa,

Baixando sua calça levemente.


O medo dominou a ambos

E os impediu de pensar,

Entre os dois caixas,

No chão,

O casal se amou sem parar.

A garota do caixa

Continuou passando

As mercadorias.


Então, mais tarde ambos

Se levantaram e ele ficou

Em pé de prontidão

Na frente dela de costas

Como se fosse seu segurança,

Sua arma humana,

Seu punho de ferro,

Seu pontapé de aço inoxidável,

O seu grande homem,

Que a protegeu e 

Foi protegido agora 

Levantava-se feito um herói destemido,

E a deixava salva e sã.


Ela lhe sorriu,

Uma lágrima beirou seu olhar,

Que ela não tentou disfarçar,

Sorriu e permitiu que o amor

Transbordasse em seu rosto.

Depois, ela o segurou pelos ombros,

Se aproximou de seus braços,

E se agachou para abraça-lo,

Ficando recostada em sua cinrura,

Abraçada a ele fortemente.


Ali recostada,

Ela o notou com um problema

Na coluna onde ela estava

Levemente agachada para trás,

Ou seja, torta,

um problema próprio de pessoas

Mais altas que por sentirem-se

Intimidadas com a presença

De uma multidão se retesam

Para baixo em busca de passarem

Despercebidos ou não chamarem

Atenção de público por vergonha

Da estatura ser realmente evidentemente alta.


Com isso,

Ela levou sua mão

Até seu coração e pediu 

A Deus intercessão,

Deus aqueceu sua mão

E ela acariciou este 

Por quem se apaixonou instantaneamente

Usando as duas mãos,

Organizou seus músculos 

Que estavam tesos,

Depois organizou sua coluna

Lombar que estava arcada,

Na posição em que ele

Se colocou de estar parado

E de braços cruzados sobre

O peito,

Mantendo o peso para trás,

E não no corpo todo,

Conforme teria de ser feito.


De tanto manter o peso

Sobre a coluna e não

No corpo a coluna rendeu-se

um pouco,

Mas, o amor de Legislaine

Foi mais forte que o osso

Que verga mas não quebra,

Mais intenso que o músculo

Que se retesa mas não se rompe,

Mais forte que o pai que julga

Mas sua palavra já não fere.


Depois de arrumar sua coluna

E organizar sua camisa amarela,

Ela se colocou de volta

Na posição inicial 

De estar recostada na sua cintura,

Então o olhou lá de baixo,

E nunca viu homem

Mais lindo ou mais perfeito

Que ele.


O olhar de magdielson 

Disparou lá de cima

Feito uma águia

Que desce profunda lá do ceú,

Caindo de um azul profundo,

E vindo até ela

Fazendo disparar seu coração,

Alvejado de desejo,

O arremesso do olhar

Teve recepção calorosa,

O branco do teto parecia

Um algodão doce de nuvem

Que lhe trouxe o mais puro

Do céu,

O amor nas asas de um olhar

Compenetrado e apaixonado,

Ele capturou-lhe os lábios

Com um beijo sedento,

O efeito era de voar 

num céu arrebatador

Do qual não se consegue

Soltar,

Suas mãos fortes

A agarraram sem perdão,

Ela o enlaçou pelo pescoço,

Com paixão e desejo sedento

Por muito mais tempo,

E privacidade,

O beijo se aprofundou

E se tornou íntimo,

E uma salva de palmas e gritos

E risos despertou ambos

Do transe de amor e carinhos.


Ele sorriram alto,

E continuaram a passar

As compras no caixa

E por no carrinho para levar

Para casa.

E ele ficou lá em pé,

Só depois de muito tempo

Desviou o olhar da plateia

Para se direcionar a ela

E sorrir daquela forma

Que jamais outro sorriria:

Com amor e proteção.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Desista dele

Garota quando você 
For escolher a cor
Do batom e o salto alto,
Se olha no espelho 
E escolha se respeitar,
Não fica refletindo 
Se o que houve
Entre você e seu namorado 
Foi violência ou não,
Não aguarda o soco 
Na cara,
O empurrão no meio 
Dá rua,
O grito no seu ouvido,
Entenda:
Se ele te olhar torto
Ele está te ofendendo,
Se ele retesa o rosto
Ele está te ofendendo,
Se ele usa palavras ofensivas
Ele está sendo violento.
Não aguarde ele mudar,
Toma medidas preventivas,
As vezes,
Não raras vezes,
Algumas mulheres 
Não resistem ao primeiro soco,
Não aguarde o hematoma,
Não espere a dor física,
Compreenda seu psicológico 
E desista.
Optei por se valorizar,
Se não te cuida,
Não te ama,
Se te ofende
Não te quer,
Desista.
Seja forte,
Busca medidas 
De proteção,
Não espera a ação violenta,
Proteja-se,
Ama-se,
Você é mais que um reflexo,
Mais que uma ideia
De pessoa,
Você é uma mulher 
Por completo,
E ele também é homem feito,
Desista,
Diga não a violência!

conquistador

Me cansei de suas artimanhas
De me ver no seu encalço,
A louca desmaquilada,
Correndo de perder o salto
Enquanto você passa
Por mim com mil outras garotas,
Se faz de besta,
Me esnoba,
Está sempre feliz
No seu patamar de conquistador,
Me faz chorar
Até não restar nada
Desta que só te ama,
Te espera
E se esforça 
Para manter o relacionamento,
Te cuidar bem,
Te amar a todos momento,
Você poderia me dizer
Por quê,
Por quê querer tantas garotas,
Por que não sou suficiente,
O que há de errado?
Você diz que nunca 
Houve nada,
Então, por que você 
Está aqui comigo agora?
Você poderia estar 
Com outra
Em outro lugar,
Me diga se te sufoco?
Se estou te obrigando,
Impondo minha presença?
Eu o amo tanto,
Eu só busco estar perto,
Por que você me despenca?
Me joga lá do alto
Se estou sempre a sua espera
E só quis que durassemos
Um tempo,
Uma vida,
Me diga o que há 
No seu ânimo 
De conquistador 
Que adora números?

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Viva o Amor

 Amanheceu frio,

Com neblina e dedos gelados,

Convido meu esposo

E descemos até o rio,

Lá as flores encantam

Num verde que nem parece

Estar no pleno inverno.


Juntamos enxada e cavadeira,

Passamos a replantar flores,

Pois é, aqui nosso inverno

É preparar o jardim da primavera

Não vemos o colorido

Sobre o branco,

Mas, o sol resplandece 

E logo a primavera nos floresce.


Ele faz os buracos,

Eu colho as mudas

E depois as solto,

Ele me protege das cobras

E das aranhas

E eu me sinto livre

E feliz.


O inverno com quem amamos

É mais ameno

E o lençol é quente,

A cama convidativa

E até mesmo o jardim

É mais satisfatório

Que a solidão de não ter ninguém.


Meu marido me abraça,

Eu sorrio,

Lá na área já avistamos

As crianças felizes

E seguras porque 

Estamos todos juntos,

Não há neve que esfrie

O clima da nossa família,

Nem sereno que ofusque

Nossa felicidade

Por estarmos unidos.


Viva o amor

Que faz tudo mais bonito,

Viva o amor

Que vê flores no inverno,

Viva o amor,

Que vê estrelas no sereno,

Viva o amor

Que me trouxe este esposo

E me deu toda a felicidade

E os sonhos mais profundos,

De aliança e confiabilidade.


terça-feira, 7 de julho de 2026

Não me bate!

Chegou o adeus,
Você pega as suas coisas
E vai embora,
Não haverá filhos,
Não teremos sonhos,
Eu vou trocar a chave
Do apartamento 
E você, por favor,
Evita passar perto daqui
Porque chegou ao fim.

Você não se esforça,
Você não trabalha,
Você vive de cheques
E de quem te dá esmolas,
Entenda,
Tudo poderia ter sido perfeito 
E eu aceitaria as suas contas,
Sustentaria alguns de seus defeitos,
Mas, você fez da nossa história 
Uma batalha em guerra,
Onde só competimos 
Um com o outro,
Não andamos juntos,
Não fazemos esforços,
É só competição 
E ver quais serão os comentários 
Dos vizinhos,
De alguns amigos
E favoráveis,
E eu me cansei disso.
Vou buscar alguém 
Que trabalhe,
Se esforce e queira viver
Em família 
Ao invés de escolher
Competir todo o dia,
E não me bata,
Eu odeio violência,
Bater é falta de caráter,
Me cansei de sua indecência!


Amar é mais que isso

Amar cansa,

Amar fortifica,

Mas, amar faz perder,

Perder o medo de dizer

Que te amei sem porque

E quanto mais fiz

Por você

Mais faltou fazer,

Mas quer saber

Você nunca me pediu nada,

Em contrapartida,

Você nunca fez nada,

Aliás,

Pra você pouco importa

Ser o fim ou o início

Contanto que você

Tenha conforto

Neste seu mundo de patrício,

De chefe,

Mas, chefe de quê?

De ganhar tudo de graça,

Sem esforço,

Sem interesse,

Sem querer nada,

Só ganhar sem custo?

Um dia

Você irá se cansar de

Tudo isso

E vai ver

Que o tanto que te deram

Nunca foi suficiente

Para o quanto dariam

Se você tivesse

Sido um pouco,

Bem pouco melhor

Porque amar faz isso:

Faz dar-se

Por amor e entrega,

Faz dar sem reservas,

Amar,

Amar não é só receber

Ou ter tudo de graça,

Amar é estar perto

Por querer ficar,

Amar não é como

Você imagina

Ou foi amado.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Aline Te Amo!

 Aline,

Deixa a vitrine,

Entra na limusine,

E dá descaso ao cine,

O matine

Esta iniciando no vime,

Se anime.


Imagine

Que bom não define

Nem a palavra retine,

Examine,

Cada instante

Com você

Querida Aline,

É prazer não discrimine.


Que Deus me ilumine

E a palavra pertine,

Mas até a cabine,

É doce e quente

Se tenho você

Amada Aline.


Não se amenine,

Amada Aline,

Sub examine,

E me ame,

Só um pouco deste querer

Que lhe devoto e pulsa-me!

Amado Bruce

 Bruce

Seu doce mousse

O espera em lugares

Então, se debruce!


Aguce

Que esmiuce

E convide Marilice

Para o doce!


Não é couce

Convidar ao mousse

Sabendo em suas faces

O rosa do querer

E não desgaste

O tempo de comer

Com vinduce.


Ora, Bruce,

Não soluce,

Ou engasgue,

Há tanto mousse

E não embuce,

Então, se aguce!

Tiago te amo!

 Tiago é campo minado

Esses beijos balísticos

Que me veem de alvo

E eu me jogo

No seu caminho

A espera de todo afago,

Amor fresquinho,

E carinhos descontrolados.


Tiago o quiabo virou fiapo,

Veja sobre o guardanapo,

O almoço marcado esta estragado,

Mas, estamos abraçados,

Há um filmaço de um grisalho

Que esta dando pitacos

Num baralho marcado,

Vamos ver juntos

E rir deste jogo casado?


É exato que o cigarro citado

Nunca esteve entre seus dedos

Miúdos, compridos e prazerosos,

Mas, o orvalho caiu sobre o meu galho

Roubado no vizinho 

Logo cedo,

Avise-o,

Antes que eu enganada provoque o fiasco

De deixar este tempo inapto

Me convencer que há melhor momento

Que o que eu vivo ao seu lado.


Bem lembrado,

Este momento exato,

Eu beijo seus lábios

E você afaga meu corpo,

Deixa o resto

Para outro tempo,

Em que nós ouça o miado

Do gado encuralado

E tenhamos que buscá-lo

No quintal ao lado.

Tiago

 Tiago

Chicago de amargo

Tem seu descaso,

Como um naufrago

De um barco firmado,

Eu afago cada estrago

Que fiz em seu corpo

Por te amar tanto

Que me embarco

Em ser sua e abraço

Toda ideia de carinho

Que te leve ao piano

Onde eu fale de planos

E você construa sonhos.


Tiago,

Menino de afagos,

Homem de desejos insanos,

Um chiado do cavalo

Me diz que sairemos a passeio

Pelas ruas de Chicago

A colher aspargos

E planejar o almoço.


Tiago tivesse ficado

Sorrateiro e quieto

Eu não te beijaria tanto,

Nem desviaria o caminho

Nem um poco,

Não me culpe querido,

Se não sei controlar desejos

E amor correspondido.


Tiago

Ao encargo

Dos meus afagos,

Torna o caminho amargo,

Prefiro estar em seus braços

E não andar único passo,

Amarro o cavalo no pasto,

Das verdes ruas de Chicago

E me enlaço

No homem que amo,

Sou dele não há espanto!

Lucas

 Lucas,

Busca as chuvas?

Ou chutas as luvas

Para ver se é dia das bruxas

ou de sorte em algum anjo ou buda?


O amor é de natureza crua,

Te vê e me deixa nua,

Alma em flores e frutas,

Estou a vagar por ruas

Onde uma e outra

Se gabam de suas uvas, Lucas.


Não coloca a culpa

Nas custas,

Te amar não me obriga,

Me ajusta e completa,

Chulas são as mudas,

De asas e furnas,

Mas brutas são as carícias

Que você me dá e me turva

Por ruas

Que cruas

Me fazem ver luas

Ruças ou rubras,

Mas sempre suas,

Eu, as cores e as luas.


Lucas,

Amor cujas fugas

Surdas pelas dunas,

Chuta burcas e judas

Com duras lupas

A buscar-te por ruas

Desconhecidas

Onde um dia

Lhe deixei na padaria

A buscar cuca fresquinha.

Te Amo Lucas

 Lucas

Minha busca

Por nossa cuca

Encerra-se na esquina,

Bem em frente padaria,

Onde nosso pão 

Sai fresquinho,

E você me aguarda.


Lucas,

Não faz mal,

Nosso carro é o Fusca,

Mas que ideia brusca:

Esqueci as luvas

Bem lá perto do guarda-chuva,

E se faz frio Lucas,

Você só esta de bermuda,

Não subas

Tão depressa

Teremos que passar 

As grutas

Pra ver onde deixei as mudas,

Fica aí onde esta,

Eu dirijo até em casa,

E trago também uma calça.


Ah Lucas,

Te amar a quanto me puxa,

Me faz desejar frutas,

Cuca de frutas e plumas

O que acha?

Te amo Vida!

Na Estrada

 Lucas

Minha busca

Foi a alma sua,

Desnuda,

A espera 

De sua fala,

Rouca,

Aveludada:

Lucas,

O quero para a vida.


Doce alma

Pura e amada,

Ah, sorte minha

Tê-lo na minha estrada,

Outro não foi meu espanto,

De uma carona,

Um único olhar

E tê-lo amado tanto!


Oh, Lucas

Minha graça

É te beijar,

Sentir no banco

O solavanco

De estar a te acariciar,

De carro parado

No acostamento,

E beijar, beijar e beijar.


Oh, Lucas

Perdão pelo indissernimento,

Eu lhe ofereci carona,

E o levei para contento,

Você frágil e ingenuo

Poderia ter sido mais ameno?

Oh, querida é a loucura

Que me leva 

Para essas estradas

Sempre a sua procura.


Amado é o Lucas,

Que pelas estradas 

Caminha

E me facilita a busca,

Ah, adorado é o Tiago

Que me empresta o carro,

Não indaga o empréstimo

Nem regula a gasolina.


Beijo Tiago,

Amo Lucas,

Abraço Tiago,

Pego Lucas,

Oh carro silencioso

Contasse nossas histórias

Convenceria Tiago

De andar conosco?

Te Amo Tiago

Entre o suplício

De não ter seu beijo,

E o fogo

Que me percorre 

Em labaredas

Que aquecem

E queimam,

Eu chamo seu nome.


Cada T no seu lugar,

Cada i onde tiver que for,

Eu não resistiria a exclamar

a saudade de inflama,

Sobre o g de gostar de você

E o oh de gozar de cada lembrança

Em que você me faz melhor,

Me realiza Tiago.


Hoje eu passei por seu trabalhoo,

Buzinei algumas vezes

E deixei um recado esperto

Ao beijar um botão de rosa

E te jogar de dentro do carro

Para depois da calçada.


Pela vidraça

Você me observou

Eu sei disso,

E te sorri meu amor

Para fazer seu dia melhor.


No retorno,

Eu achei a flor 

Mais linda do mundo,

Uma Dalia amarela gigantesca,

Ela tem o tom de sua pele,

A cor do seu cabelo,

Dos seus pelos,

Dos seus cílios...

Eu desci do carro

Fui até a frente daquela casa

E bati palmas para chamar 

A atenção,

Eu não resisti ao charme dela,

Mesmo ninguém vindo

Até eu ou me vendo,

Eu a colhi.


Corri até você,

Estacionei em frente

A empresa onde você trabalha,

A abracei,

Coloquei no meu coração,

E joguei na sua direção:

"Esta flor é amarela como você,

Mas, ela esta perto,

E eu amo ela como amo você,

Mas, ela eu a beijo,

E você mal vejo,

Mas, amo os dois do mesmo jeito!"


Depois joguei ela pela janela,

E acelerei o carro,

Eu sei que você me viu,

Mas, eu tive vergonha do jesto,

Que embora lindo,

Eu não soube como você reagiria.


Te amar a distância foi simples,

Mas, te amar de perto

Me impulsiona a atitudes

Que me dão medo de perdê-lo,

Oh, Deus, pudera eu 

Te amar sem medo

E tê-lo sempre perto

Como num sonho

Lindo loirinho dos olhos azuis espertos

E vívidos.


Quero poder te beijar

Como colho esta flor,

Quero poder te tocar

Como posso ter esta flor,

Que poder amar você

Com o mesmo afeto

E gentiliza que amo a flor

Que hoje lhe dou,

Mas, planto uma muda

E assim coloro o jardim

Onde você cruza

E me vê,

E me toca

E é meu Tiago.

sábado, 4 de julho de 2026

Dominador

 Ele me fez esperar,

Deu continuidade ao que fazia

Como se eu não estivesse lá,

E funcionários vieram me pedir

O que eu ainda fazia ali:

Estou esperando respondi.


Não acreditei que fosse

Uma indireta bem direta

Contra a minha cara

Ignorei todos os bons princípios

E fiquei ali.


Pois é, o dia veio

E a garota de um ano e meio

De cama

Não valeu uma única olhada

Em público.


Sim, fui amor de noites,

Amor de cama,

De lençóis limpos

Que não dura um dia inteiro,

Amor de menos de 24 horas,

Amor com hora marcada

E lugar para se encontrar,

Tivesse cobrado não teria

Me sentido tão humilhada.


 Malditamente em suas mãos,

Maleável por entre seus dedos

Não me respondi num único ato,

Só respondi aos seus dedos

Implorando por seus toques

Numa oração silenciosa

De olhar nos seus olhos

E implorar para me recompor.


Trêmula em cada ângulo,

A ver suas mãos e rezar

Para que repousassem 

Sobre meu corpo sôfrego,

Sua, desmascaradamente sua,

Excitada feito uma puta,

A rezar por um minuto

A mais de sua noite...


Saí daquele lugar emputecida,

Amaldiçoando ter ido lá,

E preferi a espera,

Aguardar, rezar e tê-lo,

Até que alguma vergonha

Domine meu corpo

E eu encontre resistência.


Eu juro,

Não haveria nada

De mais terrível,

Eu só me contive

Quando senti seus dedos

Presos sobre minha intimidade,

Que droga,

Que há naquele olhar

Que repousou sobre

A minha mente 

E levou toda a minha dignidade?


Eu vi  meus lábios tremerem

Até descerem no seu corpo,

E eu estava muito distante,

Então, vi meu corpo vibrar

Feito cordas entre seus dedos,

Mas, eu nem estava lá.


Vi um suor frio me percorrer

E não pude mais desviar

De olhar ele e desejar seu corpo,

Eu o vi por inteiro,

Desejei cada gesto e ele nunca

Esteve mais seguro,

Em pleno domínio 

De si mesmo e de meu corpo.


Perto dele não sou mais

Que mulher e dele,

Anseio e morro de desejo

Só quero ele,

Esqueço tudo,

Só estremeço a olhá-lo,

Sem controle,

Em plena necessidade.

O amo e esqueço de tudo.

Garota da noite

Quando estive cara a cara

Com este que amo

Não encontrei única frase

Que traduzisse o que sinto,

Vi meu corpo pular

Como se o coração

Passasse a percorrer as veias

E comandar cada membro,

Eu pulsava e suava

E latejava palavras

Que eu não sabia dizer,

Mas, que sentia tão forte em mim.


O amor escolhe as pessoas,

Ele nos trai,

Vê a pessoa e a quer,

Isto me deixa insegura,

É difícil quando este homem

Não te retribui,

Então você o olha

Bem no fundo

E vê que não passa de um menino

E amores não são feitos

Para homens imaturos,

Mas, dizer isso para si mesma,

Acreditar no que você insiste

É difícil.


Ele é dono de si mesmo,

Possui domínio no que sente,

Habilidade em cada ato,

Ele resistiu distante,

Me viu tremer até os pés

E não importou-se comigo.


É ele foi frio,

Ele gosta de dizer isso

Para as pessoas,

Que tardou fazer sua escolha

De amor,

E que, em primeiro lugar,

Escolheu o amor próprio,

Então, quando vi

Eu não fui a escolhida.


Mas, ele continuava

Sendo a minha escolha,

Acima do que dizia,

Me vi um lixo,

Um objeto descartável

Que não percebeu

Que sua utilidade

Durou uma noite

E que nunca se perpetuaria

Na luz do dia.


Pois é,

Eu fui garota de muitas noites,

Mas, de nenhum amanhecer,

Muito menos ver-se

Fora de quatro paredes,

Vadia e descartável,

Boa de cama

E péssima de hábitos,

Não me contive em sua frente,

Chorei e me angustiei,

Ele sorriu soberbo,

Mantinha o domínio,

Não chegou perto,

Não me ofereceu abraço,

Me fez desmoronar sobre

Um chão frio

Que nem tinha uma maldita cama

De onde eu nunca deveria ter saído.

Segurança de seu amor

Eu prometi protegê-lo,

Romper os limites,

Remover obstáculos,

Então, quando o vejo

Eu corro para os seus braços,

O olho no fundo dos olhos,

Segura do que sinto

E ele retribui sem me evitar,

Mantém aquele olhar seguro

De quem sabe o que faz,

Controla seus pensamentos,

E eu sinto como se nada

Fosse capaz de nos interromper

Ou fazer com que possa acabar,

Seja o que for:

Do olhar a carícia reprimida.


Olhar ele me basta,

Me completa por inteira,

Me leva para a cama

Antes da hora,

Me faz sonhar acordada,

Ver ele é inumano

De tão bom,

Ele é tão seguro de tudo

E eu de que o amo.


Eu gosto de ouvir

Ele dizer eu te amo

Eu sorrio e olho pra baixo

Não sei onde repousar o sorriso

Que toma todo o rosto

E não cabe em mim,

Eu te amo também, eu digo.

Eu prometo

 Ele me mostrou um caminho

Desconhecido e inseguro,

Foi tudo muito estranho,

Porque não houve violência,

Ele não gritou comigo,

Não me empurrou pela porta,

Não me apontou a saída.


No último namoro

Eu ganhei um tapa no rosto,

Mas, neste não importa

O que eu diga,

Ele insiste em proteger-me,

Manter a calma,

E me olhar de um jeito lindo.


É,

Eu apostaria que me ama,

Mas, da última vez

Apostei exatamente nisso,

Porém, quando me vi

Eu estava a virar o pé

Justo sobre a escada,

Dobrando o salto

E caindo feito uma estabanada.


Agora, mais segura

E muito menos aflita,

Eu não me vejo caindo,

Ao contrário,

Me parece muito

Que aquele namorado

Me empurrou,

E simulou tudo

Para o caso de eu sobreviver,

E aqui estou ferida

E descompassada.


Eu precisei deixar

Aquele homem para trás,

Iniciar novo namoro,

Conhecer um outro jeito

De ser reconhecida,

Admirada e cuidada,

Para ver o tanto que aquele

Antigo namorado me feriu

E fingiu estar me protegendo,

Ou sei lá,

Mas simulou os fatos.


Porém, agora

Com um novo homem

Me vem tudo em mente

Que aquele anterior me fez

E eu me vejo fujindo amedrontada

Só para meu atual namorado

Me buscar acuada,

Será que novos namorados

Enjoam de soprar feridas

Que ele não foi culpado?


Ele vê a dor e faz massagem,

Coloca curativo,

E mantém o silêncio necessário,

Ele é diferente.

Eu prometo ele me diz,

Eu prometo eu respondo,

Depois nos abraçamos

E tudo fica bem.

Pequena árvore, grande amor