sábado, 31 de janeiro de 2026

Parabéns Presidente

Parabéns vencedor,
A palavra vencedor
Pode ser dividida em três
Etapas:
Vem- ora, um dia
A vitória chega,
Quem busca alcança,
Quem se esforça
É quem ganha.
Cê – na verdade,
O depois é construído,
Mas, importa quando
Você tem o mérito
De elencar objetivos
E buscar os mais importantes
Primeiro,
Então, vem o menores,
Até que você consegue todos,
Pois há tempo suficiente,
Capacidade sua o bastante
E perseverança até o remate.
Dor- sim,
Há desapegos,
Buscas desenfreadas,
Preocupações excessivas
Mas tudo resolve-se
No critério estrelinha...
 Objetivo um,
Objetivo dois
E etc.
Parabéns, Majed
Você foi o melhor,
O mais apto,
O mais capaz,
Escolhido por uma multidão,
Eu torci por você,
Estou orgulhosa,
Você é simples,
Honesto e de boa índole.
Você é mais que inteligente
Para embarcar nesta jornada
De elencar necessidades
Comunitárias, regionais, e geral.
Dar prioridades
Para as mais necessárias
Dentre as imprescindíveis,
E torço por você
Em cada instante,
Caso precise de mim
Estou ao dispor.
Parabéns novo presidente.

Saudades de você Majed

Saudade é felicidade
Que traz perto,
Faz o coração pulsar fraco
E deixa o olhar atento
Pra buscar quem está longe
Mas que espera-se
A qualquer momento.
Saudade faz amar
O inesperado,
A chuva que pinga
Sobre a folha seca
E traz o estalo
Do seu beijo
O doce molhado
Dos seus dedos
Em meu corpo nu
Ansioso por seu carinho,
Majed, te amo,
A saudade me faz
Sonhar acordada,
Perder as horas
E querer dormir
Uma noite inteira,
Uma vida
Com você Majed.
Te amo,
O vento faz estalar
A chuva,
É como se ele
Se incomodasse
Com sua ausência,
Tanto quanto
Eu anseio por sua voz
Rouca
A sussurrar por minha
Pele nua,
Sou sua Majed,
Minha saudade
Grita seu nome,
Vem me ver?!

Sucesso

Dê aos seus sonhos prioridade,
Acredite em você,
E busque alternativas
De se realizar.
Não fique em si próprio,
Não falei tanto de você,
Guarde seus planos,
Não seja um mentiroso,
Pessoas gostam de ter perto
Quem possui caráter.
Não sofra de desvio
De personalidade,
Não compreenda quem sofre,
Se a pessoa é boa e honesta,
Não acrescenta em nada
Ela de repente,
Se tornar má e falsa,
Pessoas assim prejudicam
Você e sua vida,
Retire-as de perto.
Valorize seu tempo,
Tenha o relógio como
Um amigo,
Cultive boas saúde,
Coloque alguns hobbies
Na sua rotina.
Faça tudo que fizer
Da melhor maneira
Que puder,
Respeite seus limites,
Dedique-se ao êxito.
Não faça parte da opinião
De uma maioria
Apenas porque muitas
Pessoas falam sobre
Determinado assunto
E decidiram um veredito
Sobre ele,
Discorde,
Reflita,
Saiba seguir uma ideia
Que seja sua,
Mesmo que você não
Tenha tantos adeptos.
Seja íntegro com você,
Sincero com sua família,
Simples com os outros,
Gentil nas suas limitações,
Escolha os melhores sonhos,
Busque a todos,
Pule de alegria em seus êxitos,
Comemore os bons momentos.

Você me Beija

O sol desponta no céu
Azul de poucas nuvens,
A neblina se dissolve,
E eu penso
Como estamos?
Tivemos nossa primeira
Noite juntos,
Não prometemos
A alma,
Não juramos
Uma vida,
Mas, logo no outro dia
Eu quis aprofundar,
Saber de você,
Pensar em nós.
Lá no pomar
A bananeira vermelha
Entrega seu cacho maduro,
Eu preciso de um alguém
Que queira ajudar,
Ele protege o cacho
Eu corto a bananeira,
E assim,
Olhamos um nos olhos
Do outro,
E juramos o amor
Que os beijos
Entregaram em sussurros,
Em horas e horas
De carinhos mútuos.
Logo o orvalho seca,
Fica no olhar a esperança
De um sonho bom,
O caminho perde o inseguro
E podemos seguir juntos,
É o último dia de janeiro,
Novo mês,
E nele suas possibilidades,
Você beija-me,
Guia-me,
Fica
E eu te amo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Divino Salvador

“Olhe filha
O que o pai conseguiu?”
Disse Djavan segurando
Uma nota de R$100 reais
Entre os dedos.
“Que legal pai!”
Argelina falou,
Olhando com seus olhos
Escuros brilhando
De felicidades.
“É uma nota de cem reais,
Ninguém tem dessas,
Eu consegui com nosso
Trabalho,
Vou guardar pra sempre!”
Seu pai falou,
Entrando pra dentro
De casa.
“Que ótimo pai!”
Argelina disse.
Ela não sabia o que era,
Mas entendia que era dinheiro
E que por isso valia
Muito mais
Que as outras notas.
“Vou esconder bem
Pra só gastar
Quando for pra investir
Em coisas que tragam
Mais dinheiro “.
Ele falou feliz,
Buscando um lugar
Entre as travas da casa
Que era feita de madeira
E não tinha foro.
Talvez, receber uma nota
De cem reais seja benção,
Talvez, não.
O que sabe-se
É que naquela casa
Tardou anos
Para a próxima nota igual entrar.
Na agricultura
O trabalho era árduo
E tinha pouca recompensa,
Contudo, tinha comida
De qualidade,
Plantada por seu pai,
Sua mãe, ela e seu irmão
E colhida.
Volta e meia
Seu pai pegava
O arado,
Virava a concha
Pra cima
E colocava na canga
Depois subia o moro
Em direção a roça
Para arar.
Logo após a chuva,
No barro,
O arado marcava
A terra,
Cortava no fundo
E seguia a verga
Até o fim puxado
Pelos bois.
Argelina ia por baixo
Com uma vara
Retirando o excesso
De terra para não pesar
A concha.
Logo,
Djavan foi buscar
Os bois no final do potreiro,
Era final de tarde,
Seu irmão Gervan foi junto
Trazer as vacas para tirar
O leite.
Foi então que do nada
O boi caiu no chão
Salivando baba e espuma,
“Meu Deus, parece afogado!”
Ger disse,
Apontando para o boi
Que ficou imediatamente
De joelhos.
Seu pai olhou para
O pescoço do touro
E falou:
“Será que comeu laranja verde
E ficou instalada?”
Depois disso,
Ger olhou para o pé
De laranja carregado
De laranjas verdes
E grande e notou
Que o boi havia comido
Das folhas e pego
Também uma laranja.
“Não sei filho,
E agora eu não quero
Perder esse boi,
É nossa salvação,
Nossa ajuda pra roça “.
Seu pai falou desesperado,
“Espere aí,
Vamos chamar a Angelina.
Disse Djavan e correu
Para casa buscar a filha.
“Filha, filha, o boi caiu.
Não levanta mais,
Tá morrendo,
Nois ia vender ele
Ou matar pra comer
Agora imo perder tudo!”
Djavan gritou
Enquanto abria a porta
De casa e Angelina
Saltava do sofá
Para ir ver o que havia.
“Temos perdido fia,
Temo perdido!”
Ele tornou a falar,
Retirando o boné
Da cabeça
E jogando na terra,
Enquanto secava
O suor que escorria
De sua testa.
Angelina correu
Até o potreiro,
Sua mãe foi atrás desesperada.
E vendo o boi gritou.
“Pegue no pescoço
Do boi pai e massageie
Para baixo,
Abrace o boi,
Aperte e aperte o pescoço
Pra descer a coisa!”
Ela gritou e se ajoelhou
Do lado do boi
Enquanto ajudava,
Seu pai fez mesmo.
A espuma da boca
Do boi escorreu longe.
E Angelina montou
Em cima do boi
Massageando o resto
Do pescoço até às pernas
Para ver se saia
Fosse lá o que fosse.
“Meu Deus pai
Não podemo
Perde esse boi,
Não podemo
Coitadinho!”
Ela falou chorando.
Nisto Gerva
Encontrou uma cobra
Marrom com manchas negras
Do outro lado da estrada
Muito próxima deles
E gritou:
“Veja uma cobra,
Ele deve ter mordido ele
Ou a mãe que tá perto!”
Ele gritou.
“Mate a cobra!”
 Angelina disse.
E correu até a rocha
Levou sua mão
Com força no chão
E de lá tirou um pedaço
Que se soltou
E jogou contra a cobra
A cortando no meio.
“Veja, matei a cobra,
Meu Deus salve
Nosso boizinho”
Ela gritava em pânico.
Gerva andou pelo
Redor deles e encontrou
Outra cobra.
“Veja tem outra cobra!”
Ele gritou,
Então, Djavan deixou o boi
E foi ver a outra cobra
Para matar.
“Meu Deus uma urutu”.
Ele gritou
E Angelina assustada
Correu pegar outra pedra
Para atirar na cobra,
Sua mãe Rouse também ajudou
Atirando pedras nela.
“Meu Deus, duas cobras
Pegaram o boizinho,
Este é o triste fim!”
Gritou Angelina
E correu com as mãos
Sobre a cabeça
Endoidecida,
Nisto encontrou um pé
De Pimenta Preta
E sem saber o que era
Cortou com a mão
Alguns galhos
E levou para o boi.
Enfiou na sua boca
Salivante aquilo,
E impulsionou por sua
Garganta,
Logo, ele pegou impulso
E subiu do chão.
Andou firme
Até em casa,
Salivando ainda.
Aline apelidou aquela
Arvoreta de Divino Salvador
E serviu de suas folhas
Para todos os animais
E pediu a sua mãe
Que usasse na culinária.
O boi negro
Com listras brancas
Se salvou
E ficou bom o bastante
Para puxar o arado,
Não tardou ele se amansou,
A tempo de puxar
As vagens do feijão
Plantado anteriormente
Quando Angelina ajudou
A fazer as vergas,
Que foram feitas com
A mãe e o pai dele.
Apegada a Deus
Como se tornou a garota,
Decidiu-se por não ter
Outro para amante 
Que não seja Alah. 

O Fim...

Adeus James,
Você passou
Se despedir,
Foi embora,
Simples assim.
Um café salgado,
Um doce entre
Os lábios,
O silêncio na face,
O anoitecer
Que nunca amanhece.
Eu amei você,
Tive apego por seus gostos,
Quis te ver,
Sinto tanto,
Se hoje faz um ano
E um dia.
30 de janeiro de 2025
Foi o último contato,
O último olhar,
O sopro para tão longe
Onde não quero ir
Tão cedo
E onde você nem estará,
Adeus.
Eu sinto por você,
Eu nunca mais irei te ver,
Falar ou te ouvir,
Foi adeus
E é assim o fim.

Feliz aniversário

Feliz aniversário
Com dias de atraso,
Um abraço apertado,
E o desejo de sucesso,
Sem dizer que te amo
Vou buscar outras frases,
‘pera aí...
Parabéns pelo
Seu dia,
Saúde sempre,
Que tudo lhe surja
Com alegria,
Felicidades.
Espero que mantenhamos
Nossa amizade e carinho
Pra sempre,
Eu te desejo paz,
Dias positivos,
Você é meu álibi,
A sorte grande
Dos dias chatos,
Continue assim,
Eu quero que você
Saiba que sempre
Estarei aqui
Para conversas,
Segredos e promessas.
Te amo,
Fique bem
Pra sempre,
Super abraço,
Felicidades,
Feliz aniversário.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Me Beija

Rostos bonitos
São fáceis de encontrar,
Mas seus contornos,
Sua masculinidade,
A rigidez da sua face,
Tão incrível só vi em você.
Você tem algo de inexplicável,
Um coração gentil,
Um olhar para o horizonte
De um céu de brilho,
Luzes e estrelas radiantes,
Eu daria minha vida
Por seu abraço
E por um instante
Que fosse
Eu tivesse seu olhar
Direcionado para eu,
Para a minha face,
Para a minha alma,
Um beijo seu vale a vida,
Vale todos os sonhos,
Vale a promessa
Do eu te amo
Derramado no ouvido,
No suor a percorrer
Seu corpo,
No orgasmo a aquecer
Cada parte sua...
Você acha
Que quando eu o vejo
Sou capaz de demonstrar?
Você me vê,
Olha meu peito arfar,
Meus lábios buscarem
Os seus trêmulos
E ingênuos para o quanto
Sinto de amor
E desejo...
Você é lindo,
E eu só queria um beijo,
Você torna isso fácil,
E eu te prometo
Os melhores momentos,
Os mais tórridos beijos,
Me beija está noite
De estrelas,
De chuva,
De você Alabbar.

Um Beijo 😘

Hoje me vi rezar,
Simplesmente fechar
Os olhos e fazer um pedido,
Faltou pouco
Para eu buscar as estrelas
E acreditar que poderia
Realizar meu desejo,
Desejei com toda a força
Da alma
Ser sua,
Poder provar sua boca,
Sentir seu beijo,
O calor da sua língua
Por minha pele,
Imaginar meu destino
Na estrela do seu olhar,
Saciar minha sede
De um amanhecer
Na saliva da sua boca,
É sério,
Nunca vi homem
Mais perfeito que você,
Eu não sei dizer isso,
Me esforço muito,
Se me ajoelhar,
Fechar os olhos
E pedir do fundo
Da alma você entenderia?
Eu não sou tão mulher,
Nem auto suficiente,
Mas gostaria de ser sua,
Por um instante
Que fosse,
É sério,
Não sei se te peço
Em casamento,
Faço nosso primeiro filho
Ou se me confesso,
Estou te amando
Com toda a minha alma,
Não resisto a nós,
Você aceita um beijo?
Como eu faço
Pra pedir isso?
Te agarro,
Te espero,
Me satisfaço
Do seu cheiro,
Te persigo,
Te espero,
Peço as estrelas,
A Allah,
Faço uma promessa,
Se eu disser te amo
Você promete dizer
Obrigado!
Você não entra em pânico
Eu não grito de alegria,
E você me dá um beijo,
Mesmo que leve
E passageiro?

Tempo do Nosso 💋 Beijo

Se o céu tivesse
Horário para visitar,
O caminho certo
Seria seu abraço,
O atalho seria
Seu beijo,
E alguém iria realmente
Querer chegar até lá?
Eu não,
Eu prefiro a chance
Única de provar seus lábios,
Mergulhar no infinito
Do seu olhar,
Compreender o escuro
Mistério do seu olhar,
Interpretar a luz das estrelas
Que brilham em você,
É,
Eu não iria querer descer,
Porém,
Meu destino não
Compreenderia subir,
Me basta você,
Ser sua,
Provar sua boca,
Me ver no alto,
Sem chão pra pisar,
Só contar com seu abraço,
Não querer me desvencilhar
Nem ter outro objetivo
Que não seja seus lábios,
O calor de sua pele,
Isto é mais que um universo,
Mais que o ar para respirar,
Orbitar em você,
Estar segura tão distante
Que não possa voltar
Sem você.
É se o céu tivesse
Horário de visita,
Você aceitaria
Ser minha alavanca,
Meu impulso,
Um minuto ao menos
Nos seus braços
E eu não pediria mais nada.
Sem promessas
De passado ou futuro,
Estar com você,
Ser sua,
Um minuto de prazer,
Sua boca na minha,
Eu deixo a timidez,
Você deixa a distância
E nos beijamos apenas
Pra sempre,
Pelo tempo das estrelas,
Acima dos planetas,
Num instante nosso.

Aposta de Vida

Percebi que viver
É a arte de não ter medo
Do inesperado,
Do inseguro,
Por ter não mais
Que seu abraço
E sentir a certeza
De que nada mais é preciso.
Percebi que estar com
Alguém pode ser opção,
Contudo, você é meu amuleto,
Você não é escolha,
É sonho,
É mais que querer,
Não se trata de desejo
É muito mais que isso,
É questão de quere-lo
E isto não abre espaço
Pra nenhum outro,
É inexplicável.
Eu não aprendi
A ter você,
E isso parece difícil,
A questão em cheque
É você ser tão perfeito,
E eu te desejar comigo
Pra sempre,
Eu sou simples,
Me criei na terra,
Tenho sorriso fácil,
Mais nada.
Mas valeria minha vida,
Estar no seu abraço,
Provar sua boca,
Sentir seus lábios,
Falar pra sua alma,
Tocar seus sonhos.
Mas, o vento
É capaz de mudar
A forma das nuvens
Lá do céu,
Então, poderíamos
Mudar o destino
E unir nossos corpos
Por estímulo da loucura,
Por dar ouvidos ao amor,
Ou por questão de prazer,
Só eu e você,
Um café quente
E um longo beijo ardente.
Tocar o céu
Através do seu abraço,
É inexplicável,
Todo mundo vê isso,
Você poderia me permitir
Um instante de seus lábios,
Um beijo ao menos,
Diga sim
E eu posso ser sua,
Aposto minha vida
Em nós.

No Céu

Eu vi que o céu
Me atrai
Muito mais
Que o chão,
Meu sorriso resplandece
Sempre que corro
Para os seus braços,
E você me segura
No alto,
Tão no alto
Que posso me agarrar
Aos seus cabelos,
Tocar seu rosto,
Mergulhar no seu olhar
Num infinito
Onde eu não possa
Mais ser encontrada,
E sejamos só eu e você.

No alto
Onde meus pés
Não toquem o chão,
E o doce dos seus lábios
Suaves de paixão
Sejam alimento
Para a minha alma,
Vida para a minha esperança,
Sonhos de um infinito
Que jamais seja percorrido
Exceto em você,
Em seu olhar,
No calor do seu abraço,
Na segurança
De estar no céu
De sua boca,
De seu olhar,
De sua alma.

Não,
Eu não gosto de chão
Se posso ter seu abraço
Por opção,
Não,
Eu não gosto do chão
Se eu posso ter o universo
Dos seus beijos
Em meus lábios,
Eu prefiro mil vezes o céu
Do seu carinho,
Do brilho do seu olhar,
Dos contornos exatos
Do seu rosto
Tão seguros
E determinado
Que o alto se torna seguro,
E eu sinto que posso
Viver uma vida
No seu abraço,
É, eu não quero ficar livre,
Prefiro este adentrar
Em seus mistérios
E ficar na altura do seu olhar.

Vamos Beijar

“O que o teu coração
Faz pro Móh?”
Pediu a voz,
Meu peito bateu acelerado,
Eu abri meu sorriso
E disse: “ah!”
Peço prazer a ele,
Peço o gosto de
Sua boca
Em meus lábios,
A pressão de seu corpo
No meu,
Seu suor escorrendo
Em minha pele,
Seu calor
A me deliciar.
Sinto saudades Moh,
O dia foi difícil
Sem suas ligações,
Eu vi dois rapazes
E meu coração bateu
Tão forte
Pensando que você
Era um deles,
Mas, não tardou
E eu vi que não.
Aí o dia ficou ruim,
Mas depois choveu
E melhorou,
Mas, agora já é noite
Você não tentou ligar
E meu calor sente
Sua falta.
Como você está?
Eu quero te beijar,
Dormir com você,
Te namorar
Por toda a noite,
Você vem?
Eu sinto saudades,
Sinto sua falta,
Quero ficar com você,
Te namorar,
Te dar prazer,
Vamos beijar na boca?

Efeito Solidão

Eu ganhei um beijo,
Nem sei por que pedi outro,
Você causa efeito solidão,
É do tipo de homem lindo
Que uma noite não sacia,
Você sabe disso,
Porque beijos não te preenchem nunca.
A efeito solidão
Eu fiquei triste
Por você deixar tão evidentes
Que não o bastante.
A efeito solidão
Você logo desejou outra,
Se sentiu livre de amarras,
Não quis ficar,
Eu não fui o bastante,
A efeito dor
Estou dilacerada,
A sua busca foi evidente.
Estou tipo na merda,
Querendo não ter feito,
Não ter confessado,
Nunca ter provado seu beijo
Nem nenhum outro,
Efeito paixão,
Efeito solidão,
Espero não cruzar
Por onde você estiver,
Me dilaceraria
A sua caçada
Por noites
Quando te prometi
Uma vida,
Desejo a você
O foda-se!

Efeito Solidão

Bem,
Nos vimos,
Fizemos amor,
Logo no próximo dia,
Você se foi,
Conheceu outra
Ou apenas saiu a procura.
Não importa,
Estava lindo,
Estava perfeito,
Não valeu nada o beijo,
O meu despentear
De cabelos pra te ver,
O meu salto que joguei
Contra a parede
Ou as lágrimas que chorei.
Você se foi,
É como se não tivesse vindo,
Nunca tivéssemos feito amor,
Você foi,
Com seu porte másculo
A buscar sexo
Pelas adversidades
Da minha vida,
Você não se importa
Com o que causa...
Não desejo sucesso
Com base em minha dor
E o quê?
Um beijo e uma noite,
Um amanhecer
E você por aí
A buscar prazer,
Eu não dei o suficiente?
Ok,
Não fui o bastante,
Mas, não desculpe
Ou se importe
Se quando cruzar
Por mim
Eu estiver triste,
Não te olhar
E você pensar:
Ué, já me esqueceu?
Que cruel efeito
Cativar para causar respeito.
Está certo,
Roda o peão
E eu a torcer por nós?
Não.
Se joga pra torcida
Que te quer para preencher horas,
Eu estou bem aqui sozinha,
A preencher a cama
Com lembranças
Alguns beijos
E promessas vazias.
Não,
Eu não gostei de outro.
Acabou a peregrinação,
Você causou efeito degeneração.

A Busca

A vida é peregrinação,
Com ponto de partida,
A dor,
Com fiel paixão,
Ponto de chegada,
O amor.
Peregrinar,
Abandonar o que
Te prende,
Te causa sofrimento,
Buscar conforto,
Sem choros.
Um eterno buscar
A esmo,
Ou a efeitos,
Buscar,
Quem procura acha.

Você Causa Dor

Opto por alguém
Que me dispa a alma,
Mas que deixe
As lágrimas,
Prefiro que retire
Os sorrisos,
Que retirar a dor.
Se eu posso
Ser um tanto melhor
Por que ao seu aproximar
Sempre escolhe me causar
Desconforto e dor,
Quer penetrar na minha vida,
Invadir meus espaços,
Busca possessividade,
Isto me entristece.
A cada instante
Uma lágrima
E um passo a frente,
Uma lágrima,
Um passo a frente,
Eu cansei de sofrer,
Suar desamores,
Estar sempre encoberta
Por um véu de dor,
Lamento e desespero,
Eu me cansei do choro,
Me cause sorrisos,
Permaneça neste estímulo,
Você perde o controle
Sobre mim,
Você nunca teve
Isto ou eu irei permitir,
Você causa dor,
Você não se importa
E causa dor.

Solidão

Solidão
Eterna paixão,
Me acompanha
Por onde eu for,
Solidão,
Amiga, conselheira,
Me trás sonhos,
Me dá abrigo.
Solidão,
Me faz cair em contradição,
Errar a mão,
Desistir de olhares,
Tomar mais cafés,
Solidão,
Me trás arrependimentos,
Faz desistir de desabrigos.
Há tanto te reconheci,
Nunca mais fui capaz
De te desinibir,
Você gostou de estar,
Fez morada em mim,
Eu aqui a me derramar
E você sorri.

As Palavras

Uma palavra nunca
Vem só,
Ela vem revestida
De sentimentos
Que despertam amor,
Causam desconforto,
Fazem dor,
Ou trazem bons momentos.
Tenha cuidado
Com o que diz,
Uma palavra faz sorrir,
Outra faz destruir,
As vezes,
Você tem única chance
De dizer
E diz única vez,
E perde está pessoa
Junto com a oportunidade
De outras conversas,
É só ter maturidade.
Uma palavra vem
Com amabilidade,
Trazem sonhos,
Buscam conforto,
O coração se mágoa fácil,
A palavra ameniza isso,
Ou causa choro,
Palavras são mais
Que encaixes,
São causas e efeitos,
Tenha jeito!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Allah

Amor define,
Ler faz passar o tempo,
Amizade é instante,
Beijo é pra sempre,
Biscoito se divide,
Ameixa sacia,
Respeito é pra toda hora.
Alabbar,
Descrevi uma frase
Para cada letra
Do seu nome,
Em cada frase
Achei um pouco de você,
Em cada verso
Tentei conquistar
Seu carinho,
Aqui chove
E aí onde você está?
Faz algum tempo
Que pensa em mim,
Eu pensei em você
Toda a hora,
Desde o amanhecer,
Até imaginar seu beijo,
Allah, e agora?
Peço o beijo,
Passam as horas,
Você aceita me beijar
Isto é algo
Que eu gostaria muito,
Vem aqui comigo,
Vamos passar um tempo juntos,
Fazer carinho,
Falar no ouvido,
Tenho coisas pra te contar,
Você gostaria de saber,
Ou deixamos tudo pra lá,
E passamos o tempo
Só nos beijando,
Seria muito bom,
Concorda comigo?
Alabbar.

Ah, Minha Alma

A vida continua,
A alma apaixona,
O tempo demora,
O beijo chama,
O afeto conquista,
A dor passa.
Só este coração
Que bate apaixonado,
Não chama
Outro nome não,
Só quer você
Aqui comigo,
Meu lindo namorado.
Se o tempo pede pressa,
Eu busco por você,
Ai de mim se você não passa,
Eu corro logo pra te ver.
Ah, a minha alma,
Decidiu por meu bem
Gostar da sua,
Ah, a sua alma
Decidiu por me ver
E eu aqui apaixonada!

Tomara

Tomara que a gente
Dê certo juntos
E o nosso pra sempre
Não termine com o casamento.
Tomara,
Que a tristeza te convença
Que eu te fiz bem
E Que a saudade não compensa,
E você volte pra mim
Meu bem.
Tomara que a saudade
Te convença
Que a ausência não dá paz,
E o silêncio também fala
Não faz só recordar,
Tomara
Que você compreenda
O verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz,
E que chama,
Clama,
Implora
E não consegue fazer
Esquecer.
Tomara,
Meu bem-querer
Que você
Possa entender
Que eu amo você,
E de saudade
Não morro,
Mas de amor padeço
E espero por você.
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Ter Companhia

Ter alguém
Pra sair com você
É ótimo,
Mas ter alguém
Que acompanhe você
Em todas as horas
É excelente.
Busque companhia
De quem te quer perto,
Queira proximidade,
Ouvir o que o outro
Tem a dizer,
Queira conversar,
Trocar ideias,
Tomar um chá.
As companhias
Para o café da tarde
Estão cada vez
Mais escassas,
Seja rápido,
Já as companhias
Para o café da manhã
Estão cada vez
Mais esfomeadas,
Isto é gasto!
Companhia
É querer estar perto,
Trocar conselhos,
Desejar junto
De você
O tempo inteiro.

Hoje

Eu te amo hoje,
Eu te amo agora,
Eu te amo pra sempre,
Eu te amo sem demora.
As vezes,
Deixamos de dizer
O quanto amamos alguém,
Contudo,
Esquece-se,
Que Deus também ama
E amando ele leva
Está pessoa
Para perto dele
E ele nunca saberá
O quanto foi amado
Por você,
Nem mais receberá
Seu abraço,
Nem terá seu olhar,
Talvez, entenderá
Que é amado
Mas tão distante
Que nunca poderá
Tocá-lo,
Não haverá chance
Para o abraço,
Não haverá oportunidade
Para o afeto,
Não chegarão flores,
Não ouvira de seus lábios,
Será um adeus
E somente,
Um despedir-se
Para sempre.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Meu Esposo Rahat

Meu marido
É o mais bondoso,
Ele entende
Meus medos,
Abraça meus segredos,
Cuida dos perigos
A minha volta,
Me livra do infortúnio,
Das minhas ideias errôneas,
Sim,
Ele me ama
De uma maneira indescritível,
Que não encontra limites,
Que não tem fim,
Ele não me prende,
Ele me liberta,
Tolera meus hobbies,
Aprova as minhas ideias,
Vê em cada coisa
Os pontos positivos,
Alicerça as minhas bases,
Ele é incrível,
Eu já sofri repressão,
Solidão,
Violência com amores sórdidos,
Mas, nunca pensei
Que haveria algum perfeito,
Então, surgiu ele,
Pareceu tão tarde,
Me encontrou abatida,
De cabelos brancos
A sofrer pela vida
E me deu abrigo,
Amparou meus sonhos
E vive cada um deles
Comigo,
Meu esposo é inacreditável,
Incrivelmente lindo,
Me liberta
E me tem por sua amabilidade,
Ele adora tudo que faço,
Respeita tudo que digo,
Ele é incrível,
Eu o amo,
Sinto ciúmes
E medo,
Eu o amo
E ele me dá tanto calor
Que não consigo traduzir.
Te amo Rahat.

Sua

Acordei com a sensação
De que pertencia
A alguém e este alguém
Me queria
Para ser meu homem.
Foi uma sensação boa
De ser abraçada
E me sentir viva.
Aquela ideia
Do garoto que me abraçou
E deixou algo dele comigo,
É como se na distância
Permanecesse,
E na presença é indescritível.
Se chamar seu nome
O trouxesse,
Eu diria Alabbar mil vezes,
Se pedir seja meu
Baste,
Me seja,
Alabbar
E eu sou sua,
Irreparavelmente sua,
Pra sempre a sua Aline.

Até perder o fôlego

Era tarde da noite
Me decidi por comer
Bifes acebolados,
Retirei a carne
Da geladeira
Cortei em fatias,
Coloquei num recipiente
De vidro
E no lado eu cortei
Cebolas, alho, pimentão ,
Tomates e salsinha,
Coloquei tudo num prato.
Depois disso,
Eu retirei o pão,
Cortei a salada,
Temperei com vinagre
E sal
E por fim
Peguei a frigideira
E coloquei cordura,
Então, a coloquei
Sobre o fogão.
Deixei tudo na cozinha
Aquecendo,
Liguei a televisão
E o tempo passou,
O filme estava bom
Eu quis acompanhar
O roteiro.
Então, uma fumaça
Adentrou na sala
E eu pensei
Devo estar dormindo
É sonho.
Nisto comecei
A me sentir afogada,
Toda a casa estava
Em neblina,
Tudo começou a ficar 
Borrado
Como se fosse envolto
Por uma nuvem 
Que tragava tudo,
Inclusive meu ar,
Eu pensei que sonho
É este?
Então, uma motocicleta
Entrou na sala
Com pneus sujos
De lama recém molhada
Pela chuva,
Eu pensei que estranho
Não está chovendo...
E sobre a motocicleta
Meu irmão buzinou,
Retirou o capacete
E pude ver seu lindo
Rosto me sorrindo,
Seus braços abrindo
Para um abraço,
Meu coração pulsou forte
Como uma bola
Correndo até ele.
Eu me levantei
Quase sem fôlego
Fui até ele e o abracei
Sem ele descer da motocicleta.
Abracei forte
E pude sentir meu último
Suspiro se derreter
De saudade
E minha respiração
Ficou lenta,
Depois se dificultou mais.
E ele estava quente,
Seu coração batia
Contra meu peito,
Meu coração bateu
Tão forte de saudade...
Não queria soltar
O abraço
Mas minhas pernas ficaram
Fracas e o pulmão falhava,
Eu pensei Deus o que há?
Ele disse, Mirtes vá até
A cozinha e apague o fogo,
Vai queimar sua casa.
Eu pensei o quê?
Queimar minha casa?
Mas eu não teria onde morar
E precisava que meu
Irmão soubesse
Do meu paradeiro
Caso me buscasse
E precisava ter um lugar
Para ficar.
A passos fracos
Me joguei naquela fumaça
Escura e fedorenta,
Chegando lá
O fogo crescia sobre a frigideira
E tocava o teto
Queimando as ripas
Do foro.
Eu senti medo,
O fogo tocava meu corpo,
Ele pulava da frigideira
E consumia a sua volta,
A respiração foi ficando
Mais fraca,
O coração parecia
Nem pulsar,
Senti como se ele estivesse
Na sala com meu irmão.
As chamas chamuscavam
Meu corpo,
Então, eu peguei 
Uma vasilha com água 
E joguei sobre a frigideira 
E ela não apagou,
Pelo contrário,
O fogo cresceu
E ganhou proporções,
Não pode jogar água 
Sobre a frigideira em chamas,
A água faz com que o óleo 
Fique sobre ela e continue
A queimar,
Então, entre o desespero,
Eu peguei a frigideira
Corri para a sala
E a joguei lá na rua
Por sobre a grade
Da área,
Depois voltei,
Peguei toalhas
E as molhei,
Depois bati contra as chamas
Do foro até apagar.
A dor era lancinante,
Me senti consumir
Por aquelas labaredas
Que subiram por meus braços
E queimaram meus pelos,
Fazendo emergir bolhas
Sobre a minha pele.
Nisto,
Corri até às janelas
E abriu elas para permitir
A entrada de ar
Para sair aquele cheiro
Insuportável de óleo queimado,
Misturado a pelos,
Pele e dor.
Depois corri
Para a área aberta de casa,
Vi meu irmão seguir
Seu destino
Sobre sua motocicleta,
Passando pelo portão
Sem precisar levanta-lo,
Feito um fantasma
Rumo a algum lugar,
Distante de mim
Conforme a morte desejou
Assim que retirou ele
De nós.
O vi seguir de capacete
Na cabeça,
Vestido todo de couro
Escuro acelerando
Levemente a motocicleta
Sem pressa.
Me joguei contra
O portão
Para tentar alcançar...
E fiquei lá escorada
Aos prantos,
Ele se foi,
Eu estava a salvo.

Gosto de Acreditar

Dê pão as suas esperanças
E vinho para a aflição,
Que está caia em tristeza,
E tonteie a insatisfação.
Permita aos medos
Morrerem de fome,
Confia
Há para seus planos
O instante exato,
Há para os infortúnios
A perdição.
Nem tudo é como parece
Ou perfeito como quer-se,
Eu, por exemplo,
Tenho o coração mole,
O sangue quente,
Gosto de confiar,
Acreditar nas pessoas,
Amo tudo que for sonho,
E pessoas sinceras.

Chamo-te

Não será tarde
Ou em vão
Chamo seu nome
Em crucial paixão,
Peço-lhe o beijo,
Recuso o não,
Motivo este
Porque vivo,
Sedento e ardente
De voraz paixão,
Querer-te
Não se faz em vão,
Chamo-te
E aguardo o verão.
Ondas seguem
A saudade,
Flutuam sempre
Na sua direção,
A luz se faz tênue
Brilha mais neste coração,
Que chama seu nome,
O pede com sofreguidão.
Tudo que seja saudade,
Caminha e cavalga e tolera
Por ansiar seu nome,
Mora neste a sua espera,
Se volte e queira,
Há aqui quem te ama.

Seja Meu Mohamed

Chegue mais perto,
Sinta este momento mágico,
Se entregue a este beijo,
Veja as coisas sob meu aspecto,
Eu preciso de você comigo,
Ok, feliz aniversário atrasado,
Seu beijo para meu remédio,
É você sabe,
Esqueço as datas,
Esqueço tudo
Vendo seu corpo másculo
Desfilar pelo meu quarto
Eu só quero beija-lo,
Sentir o prazer inexplicável
De ter você comigo,
De você sendo meu abrigo,
O fogo da minha carne,
As palavras eróticas
Do meu vocabulário esquecido,
Sinta comigo
Todo o ardor que sinto,
Beije-me
Como eu te beijo
E tenha um feliz aniversário
Onde eu seja seu presente,
Eu esteja presente
E você seja só meu,
Mohamed.
Feroz amor que ganha
Minha pele,
Me toma pela mão
E eu já não sei resistir
De ser sua por inteiro,
Menina, mulher
Prisioneira de tanto desejo,
Feliz aniversário atrasado
Entre beijos e abraços
Enamorados,
Seja meu
Me beija,
Beija eu,
Seja meu,
Beija eu,
Seja meu Mohamed,
Minha preferência religiosa,
A primeira prece
Destes lábios queixosos,
Que há tanto tempo
Chama os seus,
Beija eu,
Seja meu.

Opte por Quem Lhe Dedica seu tempo

Há quem sempre
Esteja cansado,
Há quem sempre
Esteja disposto,
Há quem não saiba
O que fazer com seu tempo,
Há quem não tenha tempo
De tanto trabalho.
Queira quem organiza
A vida para estar
Ao seu lado
E não quem é organizado
Para obter rendimentos
E lhe deixe sempre
Para segundo plano.
Deseje quem te abrace forte,
E não quem te liga tarde
Desejando boa noite,
Bons sonhos e desliga
Com um abraço.
Opte por amores próximos,
Que olhe você
Nos olhos,
Entenda as suas falhas,
E que não achei caro
Demais ou difícil
Deixar tudo de lado
Por um momento
Para estar ao seu lado.

Amores Próximos

Chega um momento
 da vida que a gente
 só quer paz,
Não quer ser melhor
Ou pior que o outro,
Deseja apenas evoluir
Em cada dia.
A gente quer ser
Boa companhia
Quer ter tranquilidade.
Se cansa de amores fracos,
Sorrisos passageiros,
Amores tormentosos,
Quer amores verdadeiros,
Se cansa de amores complicados
de paixões desenfreadas.
Chega o momento
Em que todos querem alguém
Que cause paz,
abrace forte
e diga estou aqui
E não esteja distante.
A gente se cansa
De palavras de amor
E mensagens eróticas
Ao telefone,
Troca tudo isso
Por alguém que
Queira estar perto,
Que nos dê valor,
Acredite em nossos sonhos
E nos ame de verdade.
O estou aqui
Por trás da linha
Do telefone
Não preenche,
Não satisfaz
O beijo dado
Quando se termina
A mensagem escrita
Na tela de celular,
Não se pede abraços
De quem sempre está longe,
Desiste-se, simplesmente
E opta por aquele
Que está mais perto
E mais disposto.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Festa a Espumante

Chegaram as festas
De final de ano
E todos escolheram
Suas bebidas:
Champanhe e espumante,
Para toda a família.
As taças corriam
De mão em mão,
O líquido alcoólico
Espumava pela taça,
Percorria até a mão,
Pingava na boca
A linda espuma branca,
Borbulhando da língua
Até a garganta.
Disse a garota
Aos seus 12 anos:
“Ah, eu não quero,
Me desculpa “.
“Por quê?”
Indagaram.
“Porque eu acho
Que o ar que faz estourar
O líquido vem das pessoas
E eu tenho medo
De tomar todo o ar do mundo...”
Todos riram da piada.
Menos a garota
Que acreditava naquilo,
Se a bebida espumava
E era feita de ar borbulhante,
Então, o ato de comemorar
Fazia com que outras
Pessoas sofressem
Por insuficiência cardíaca
Ou falta de ar nos pulmões.
O riso correu solto,
Na sala os amigos
Faziam farra da garota
Usando o litro de refrigerante,
Eles pegavam o litro
E chacoalhavam para
Fazer espuma e estourar,
Então, passavam o litro
Aberto no ar para tomar
O ar que havia na sala.
Todos gargalhavam
E alguns corriam
Para fora,
Porém, a menina
Ficou triste com a ideia,
E permaneceu segura
De si mesma,
Se a comemoração exigia
Infortúnio de outrem,
Ela não bebeu,
E nisto nunca gostou
De refrigerante.
Enquanto no ônibus
As meninas enxiam
Seus copos descartáveis
De refrigerante
E passavam pelos garotos
Para roubarem seu ar
E ver se o líquido aumentava,
O que, fazia espuma,
E levantava o volume
E então bebiam felizes,
Menos a garota.
Está por sua vez,
Ajuntava os copos
E levava na lixeira
Mais próxima
Para ajudar na limpeza
Do local.
Onde ela caminhava
Pela cidade nunca
Se importava de ajuntar
O lixo e levar com ela
Até a lixeira.
Isto lhe rendeu
Um presente de Natal
De seus tios,
Um calção laranja
E uma camisa baby look verde,
Ela mesmo sem saber
Do que se tratava
Não aceitou o presente,
Vez que,
Nunca foi comemorado tanto
E por tantos motivos
Naquele local
Quanto depois de terem
Descoberto a ideia
De quê o borbulhante
Era feito de ar.
Isto a deixou triste,
Então, seu irmão aceitou
O presente e sabendo
Que se tratava do uniforme
De gari “ajuntador de lixo “,
Se irritou com ela.
Ele encheu meio copo
De refrigerante e chegou
Nela dizendo:
“Olhe Jace”.
A garota olhou
“Não é pra você tomar
É só pra você respirar
Meu refri “.
Ela ficou tão triste
Com o garoto
Que ainda era criança
E disse:
“Isto de tomar o ar
Dos outros e assassinato,
Você está se tornando
Um criminoso “.
O garoto se irritou
Muito com ela,
A chamou de metida
E chata,
Então, pegou o calção
E esfregou no chão
Para rasgar,
Depois pegou a camiseta
E colocou uma pedra
Dentro enrolou ao redor
A camiseta e desferiu golpes
Na garota.
A menina disse chorando:
“Pare meu irmão,
Refrigerante lhe faz mal”.
Em sua jornada
Ela sempre preferiu 
Frutas e sucos naturais,
Ela se sente bem assim,
Mesmo já sendo 
Uma garota madura.
Certo dia,
A garota ganhou
Metade de um copo
E trouxe para casa
Para seus pais provarem,
Nisto contou que era feito
De ar e nada mais,
Um ar que borbulhava.
Ele disse a ela:
"Obrigada filha,
Isto é tão caro 
Que o pai nunca vai
Poder comprar 
E você trouxe o seu
Para eu e sua mãe,
Que bom que vem do ar
Dos outros,
Então, estamos certos
Em não gastar dinheiro 
Provocando o mal das pessoas 
Em plena época de festas,
E você estuda e entende
Sobre isso pra explicar 
Pro pai".
Ela ficou feliz
Pelos pais gostarem
De sua atitude,
E soube que arrotavam
Dentro dos vidros
Para ter mais ar,
E os que bebiam
Não se importavam
Com a procedência 
Do produto ou a forma 
Como era feita,
Aliás, pareciam 
Aprovar a ideia.
Aí sua avó disse,
"Que linda que você é filha,
Quando penso em dar
Minha cadeira 
Pra uma neta
Logo me vem seu nome
De tão boazinha 
Que você é ".
A menina disse 
"Ah, obrigada vó ".
A avó trouxe a filha
Para a sua perna 
E acariciou seus cabelos 
Dizendo:
"De nada filha,
Está cadeira permite
A neta ficar sentada
Do meu lado
Me acompanhando "
A menina abraçou a avó 
Bem forte e disse
"Ficarei do seu lado
Pra sempre,
Mesmo em pé".

Leite Doente

O inferno é logo ali,
Naquele ponto
Onde vive-se
Sem motivo para viver,
Se caminha a esmo,
Sem objetivos.
Vez que ocorreu
Na vizinhança
De Romero por a venda
Duas vacas de leite,
Meu pai as comprou,
O preço estava em conta,
As vacas eram boas,
Uma estava grávida.
Não foi a sorte
Que o guiou a isto,
Nem falta de amor
Por nossa família.
Logo a tarde,
Fomos tirar o leite
Das vaquinhas,
Estava perfeitamente bom
A primeira vista.
Foi feito polenta,
E comido com leite,
Foi feito com o que sobrou
O queijo,
E com o tempo
Todos nós adoecemos,
Isto mesmo,
Caímos enfermos
Na cama.
Não tardou
Surgir o boato
De quê as vacas
Eram doentes,
Isto mesmo,
Possuíam doença mortal,
E ao consumir o leite
Assinamos o termo final
De nossas vidas,
Todas as cinco vidas
Da nossa casa.
No primeiro instante,
Nos despedimos
De dois cães de estimação,
Ambos se deitaram lado
A lado logo depois
De tomar o leite
E não amanheceram,
Agora, estávamos nós
Os cinco presos a uma cama
De hospital
Com exames sendo
Providenciados
E a vida por um fio
De sorte que se esvaia
Pelo rosto da minha mãe
Em lágrimas
Que ninguém pode secar.
Ela uniu as cinco camas
Do hospital e nos fez
Dar as mãos,
Nos unimos
E rezamos pedimos por nós.
No transcorrer
De poucos dias
Perdemos peso,
Perdemos a fome
E nossas vidas se esvaiam
De nossas veias
Como uma doação de sangue,
Que vai sem voltar.
Numa manhã
Acordamos com nosso pai
Beijando nossas testas
De uma a uma,
Ele tardou na de nossa mãe,
Então, foi até a janela
Abriu a cortina
Permitiu que o sol entrasse
E depois caiu,
Não acordou.
Adoecidos demais,
Eu minha mãe e
Meus dois irmãos
Não podemos participar
Do velório
Dissemos adeus
De alguma maneira
Sem se despedir,
Ele foi,
Simplesmente foi
Carregado por dois homens,
Ele foi e não voltou.
A noite minha mãe
Passou mal,
Haviam poças de lágrimas
Debaixo de sua cama,
Os travesseiros ensopavam
Eram trocados
E voltavam a ser banhados
Por sua dor.
E medo,
Ela nos abraçou apertado,
Chorando sua dor,
Rezou e implorou por
Nossas vidas.
A noite ela gemeu
A noite inteira
Não parecia dormir,
Aí recebeu a visita
De nosso pai,
Ele voltou,
Nem bem tinha ido,
Retornou.
Ele fez um chá quente
E nós serviu,
Eu senti o gosto,
Meu irmão sentiu,
Minha mãe e o Daguinho
Sentiram.
O chá entrou em nosso pulmão
E fez calor,
A tosse chegou
E logo foi,
O ar preencheu uma dor
Profunda em nós,
O coração acelerou,
Bateu descompassado,
Choramos abraçados,
Depois disso ele acabou
Seu adeus e saiu pela janela.
Acordamos,
Estávamos um abraçado
No outro chorando,
Um choro quente e
Cheio de vida,
Melhoramos,
Saímos do hospital
E fomos pra casa,
As flores estavam murchas
Na lápide de papai,
Ainda tinham cheiro
De dor e lágrimas,
Mamãe levou mais
Algumas para ele,
Nós ficamos no carro
Olhando ela se despedir.

Instinto Determinado

A experiência vida
Após a morte
Nunca foi para
A minha pessoa,
Eu me importo
Em viver o agora,
Provar as coisas
Com a alma,
Viver plenamente.
Ocorre
Que fui para o estrangeiro
A fim de estudar,
Ganhei uma bolsa
De estudos,
A qual me dediquei
O máximo possível
Para manter.
Não podia faltar,
E minhas notas
Precisavam ser altas,
O que é óbvio,
Eu me esforcei
O máximo possível
Para absorver o conteúdo
E aprender tudo que fosse
Possível.
Distante da minha família
Alguns países
E milhares de quilômetros,
Minhas ligações
Foram se tornando
Mais escassas,
Até que um dia cessaram.
Minhas notas decaíram,
Eu me vi morrer,
Mas, senti que minha família
Se juntou num abraço
E disse:
“Filho, estuda é com você!”
E foi muito estranho,
Minha caneta caiu
Sobre a folha de caderno,
O livro deslizou para o chão
E eu vi meus pais partindo
Para algum lugar
Tão distante
Que eu não poderia chegar.
Mas sem mim?
Sem me avisar,
Nenhuma mensagem,
Nenhuma fotografia
De adeus,
Nada, só o fim.
Eu peguei exame,
Reprovei em duas matérias,
E me recuperei nas férias,
E enfim, com seis meses
De atraso me formei.
Foi terrível,
Juntei as economias,
Eu trabalhava na própria
Universidade para ganhar
Recursos e sobreviver,
Pagava aluguel
Numa pensão próxima
As demências,
Mas, fechei a porta,
Juntei a mala de roupa,
Alguns livros
Que consegui adquirir
E rumei para o aeroporto,
Sem notícias
Há um ano e meio,
Retornei.
Cheguei a casa,
Estava tudo fechado,
As janelas foram pregadas,
A porta tinha aviso
De não se aproxime,
Me aproximei,
Entrei e olhei lá para dentro
Vendo toda a minha infância
Correr pelos meus olhos
Pelos cantos da casa,
Mas, contudo,
Família nenhuma.
Haviam fotos antigas
Como se eles tivessem
Parado no tempo,
Poucas só meu pai
E minha mãe e minha irmã,
Quase todas eram ainda
De seus anos passados,
Da época em que eu estava perto.
E nisto meu coração disparou,
Feito uma metralhadora,
Com milhões de tiros voando
Pela casa,
Invadindo minha propriedade,
E da porta saltando
Para a direção da minha mãe.
Acertando no peito dela
Que caiu para trás,
Indo parar nos braços
Do meu pai
Que não permitiu ferimentos
Nela nem no último instante,
Enquanto lhe esteve no alcance,
Depois, ele abraçou
Meu irmão
Com minha mãe sangrando
E gemendo no colo,
E outro tiro o atingiu
Nas costas,
E depois deste,
Mil deles até roubarem
Do meu pai
Toda a sua força
E ele entre sangue e dor
Foi obrigado a soltar mamãe,
Mas segurou meu irmão
Em prantos e gemidos,
E gritos de por favor,
Por favor,
Por favor,
Minha família,
Meu filho,
Por favor...
Com minha mãe caída
A sangrar,
Eles investiram passos
Pra frente e dispararam
Outra vez,
Meu pai foi alvejado
Pelas costas,
Milhões de tiros
Retalharam ele
E ele caiu pulando
Sem vida
Sob o ímpeto do último suspiro
Mantendo meu irmão abraçado
A ele e gritando
Meu filho,
Meu filho,
Meu filho,
Num último ímpeto
O homem se aproximou
E encerrou minha família
Acertando meu irmão
Que caiu tremendo
Jorrando sangue
Sobre o peito do nosso pai.
A sala ficou toda perfurada,
A tinta voava pelos ares
Como se fosse faca a raspa-la,
As coisas se estilhaçavam
A frente daquele maldito estranho,
Movido por um impulso de dor,
Eu fechei os olhos
E busquei,
Eu quis minha família,
E chegando a um dos cemitérios
Da cidade,
Encontrei a triste lápide,
Solitária e suja no seu redor,
Lá estava a mão de minha mãe,
Sobre a lajota,
E sobre a dela reluzia
A aliança do meu pai,
Pude ver a longa distância
O brilho,
De longe vi onde estavam,
Ajoelhei-me sobre a lápide
E disse
Agora tenho onde chorar,
Meu Deus,
Meus pais,
Meu irmão...
Eu urrei de dor,
Eu gemi a dor de mil tiros,
Saí dali e me inscrevi
Para um concurso,
Passei com a maior nota,
Agora eu era Delegado,
E iria buscar este
Que levou minha família,
Seria meu prazer e ofício,
Procurar e achar
E destruir,
Eu não pouparia bandido,
Eu não perdoaria assassino,
Eu não economizaria cada tiro,
Com alvo certo
Eu marchei por cada canto
Da cidade,
Olhei em cada olho,
Busquei cada rosto,
Decorei cada registro
Eu iria encontrar...
Amor a primeira vista,
Nisto tudo,
O que mais me admirou,
Sem tirar meu foco,
Foi eu me apaixonar...
 Não resistir aquela mulher,
Dentro de mim,
Enrustido na dor
Havia ainda um homem
E ele acordava.

Solitário

Quando você está morto,
Você sabe disso,
É como estar vivo,
Você sabe,
Simplesmente.
Eu senti dor,
Eu me vi despedaçar
Em uma dor inesperada
E lancinante,
É como se eu estivesse
Sendo perfurado
Por algo...
Um tiro?
Não,
Facas?
Mais afiadas que isso...
Não.
Eu estava deitado
Sobre a minha cama,
Então, fechei os olhos
Para buscar o motivo
De tanta dor
E a perda inexplicável,
Irreparável.
De quê?
De mim mesmo.
Eu cedia a dor
Minhas últimas lágrimas,
Eu entregava meu coração
Mas não adiantava,
Eu gritei sem querer,
O grito surgiu de dentro
Como um urro
E ganhou os ares,
E foi buscar.
Então, eu chamei:
“Rahat?”
Ele não respondeu,
Aonde estaria o meu irmão?
A dor em meu peito
Ardeu e gemeu,
Soluçou
E parou.
Meu coração pulsou
Pela última vez,
Então forcei meus olhos
E ele voltou a bater,
Aí ouvi Rahat me chamar
De longe,
Muito longe,
Distante.
Uma voz chorosa
E cheia de dor
Como nunca senti,
Soluçante.
“aonde você está?”
Eu pedi,
Então a dor cessou.
“Estou onde a dor é silenciosa”.
E eu soube,
Rahat morreu.
Meu irmão gemeu
Se foi.
Eu soube
Da mesma maneira
Que gêmeos sabem
Um do outro,
Eu só soube
E entendi que não
Adiantava mais sentir
Dor.
Então, me olhei
E me vi sangrando,
Com diversas feridas,
Com muita dor e choro,
Um sorriso querendo brotar
Do meu rosto,
Era um adeus.
Vi mais um pouco,
Vi um carro,
E vi o carro deslizar
Para uma ribanceira,
E me vi ser esmagado,
Então, fechei os olhos
E não vi mais nada.
Eu estava em meu quarto,
Rahat estava dirigindo,
Caiu na ribanceira
E morreu de dor,
Sofrendo e sangrando:
“Me prove que devo
Desistir de você “
Eu disse.
As lágrimas brotaram
Do meu rosto feito flor
E se derramaram
Sobre o travesseiro,
Do lado da minha cama
Surgiu uma flor.
Eu pulei até ela
E gritei:
“você está no jardim?”
Eu sabia aonde era,
Nós fomos juntos
Lá para passar
E ver os pássaros,
Eu sabia onde estava,
Eu poderia ir buscá-lo.
“Eu vou te buscar”
 Então, surgiu no chão
Onde eu corria
Um relógio sujo de terra,
O relógio de mamãe,
E eu ouvi como um sussurro
Um “não” soluçando
No peito.
Rahat estava com
Nossa mãe,
Que foi enterrada
Dez anos atrás,
Rahat não estava
Entre nós,
Eu ajuntei o relógio
E trouxe ao meu peito,
Mas quis correr,
Mesmo que não tivesse
O que fazer,
Eu corri com aquele
Relógio como se pudesse
Parar o tempo e corri
Mais como se fizesse
Retroceder o tempo...
Mas, não,
Rahat estava lá
Próximo ao jardim
Preso dentro do carro batido,
Rahat estava imóvel,
O sangue começava a secar,
Ele partiu para perto
De nossa mãe,
Não me levou,
Mas, teve tempo para
Me contar,
Depois foi,
E eu, de certa forma,
Não me sinto aqui comigo...

Condenada

Eu a encontrei no
Início do porão,
A escada estava
Em chamas,
Seu rosto reluzia
Por entre o fogo.
Eu soube dela,
Eu logo soube,
Por algum instinto de amor,
Somos gêmeas,
Algo nisso me guiou
Para ela,
Tarde,
Muito tarde.
Confesso,
Que olhando de fora,
Eu não tinha porque
Estar lá,
Entrar,
Ou saber aonde ir,
Mas sou e fui,
E a encontrei,
Lá embaixo no porão
Em chamas,
A minha irmã.
Suas mãos se ergueram
Para eu e pulavam
Para cima,
As chamas bruxuleavam
Pela parede chamuscada,
Eu me deitei sobre o piso,
Estendi minhas mãos,
De alguma forma,
Eu soube,
Não poderia ajudar.
O fogo consumia tudo,
Menos ela,
Queimava meu corpo,
Ardia minha pele,
E lá embaixo
Estava ela,
Ela chorava sobre aquele
Rosto escuro de carvão,
As Lágrimas limpavam
O rosto para logo depois secarem,
Eu acho que sua dor não
Caia no chão.
O fogo chegava aos seus pés
E subia,
Ela se debatia e pulava,
Eu estava me afogando
Na fumaça,
Eu chorava sobre ela,
Eu desejei apagar o fogo,
Eu desejei trazê-la,
Eu sentia dor extrema,
Eu desejei a dor dela,
Mas, como uma irmã
Protege a outra,
Eu não me vi queimar,
Não me senti arder,
Mas, de repente,
As chamas ganharam
Sua face,
E o rosa dela todo desapareceu
Para o escuro e amarelo,
Chamas grudaram nela
Como se ela fosse
De papel,
Eu disse:
:Danny, Danny, Danny.
Ela abriu os olhos
Dentro do fogo,
Pulou outra vez,
Acometida por uma força
Que eu não sei a quem
Pertencia,
Dentro de seus olhos
Eu pude imaginar
Nossos pais a chorar,
Eu a ter pesadelos
Durante a noite
E não tê-la para me acordar.
Eu vi a dor,
Eu senti o choro,
Eu ouvi... Gritos?
Sim.
Ela gritou,
Berrou e uivou de dor.
Seu cabelo foi sendo
Consumido pelo fogo
E suas pequenas mãos
Batiam contra si própria
Tentando salvar-se,
“Não me deixe, Danny”.
Eu disse em último fôlego.
Eu não tinha como
Alcança-la,
Eu fui obrigada a deixar
Minha irmã queimar,
Minhas lágrimas não
Foram suficientes para apagar,
Minha dor não foi capaz de afugentar
O fogo que só cresceu,
E fez ceder alicerces
Sobre o porão da casa,
E fez ceder parte do telhado,
Algumas telhas caíram
Sobre minhas pernas,
Eu as puxei para meu corpo
E chamei:
“Danny, eu preciso de você”.
Não nos alcançamos,
Minhas mãos começaram
A queimar,
Meus pelos se derretiam,
Ela não queria morrer,
Mas a morte a levou,
E queimou, também,
Parte minha...
Eu baixei meu rosto
Sobre os braços e chorei,
Me sentia queimar e arder,
Então, levantei o rosto
Para o telhado até ruia,
E me joguei para o fogo
Num mergulho em que
Me segurei pelas pernas
No soalho até cedia,
 Lá embaixo alcancei ela,
Ouvi seu choro de criança,
A puxei em chamas
Para o céu,
“Vou com você, Danny”
Eu disse.
E agarrei sua cintura,
Depois me puxei,
E puxei ela para fora,
O fogo nos queimava,
Então, tirei minha camiseta
E esfreguei nela para tirar o fogo,
E o fogo cedeu,
Nós saímos para fora da casa,
Que logo foi consumida inteira
Pelas chamas
Que vieram nos buscar,
Mas, eu fui mais rápida,
E salvei minha irmã gêmea,
Parte de mim,
Minha vida,
Estamos vivas e queimadas
E ardendo.

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