Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
sábado, 26 de setembro de 2026
Fruto do Amor
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Lá na Barbearia do Tio Ritsonn
Confesso que não estava preparada
Nem ao menos disposta
A ficar tanto tempo distante
De você,
Não depois do quanto
Foi bom estarmos juntos
E o quanto desejei que estivesse
Por perto,
Eu imaginei e reimaginei nós
Milhões de vezes,
E agora sinto apenas o medo.
Bem, mas não guardo ódio
A distância foi escolha sua
E eu concordo.
Tanto tempo se passou
E hoje me pareceu que te vi
Andando pela rua,
Livre e disposto,
Fiquei feliz por isso
E te vi a distância onde
pude perceber que os anos
Chegaram até você
E te fazem sofrer
Tal como foi comigo.
E então, te vi mais humano,
Mais suscetível a erros,
Você parecia, até mesmo,
Estar mancando e lhe vi
Com dor,
A dor que sinto,
Talvez, os planos que tenho,
Quem sabe os sonhos,
E então, outra pessoa
É isso.
Mas, ver você humano
Me deixou mais segura
E não lhe guardo rancor,
Eu me sentiria péssima
Se te encontrasse recostado
Na porta do carro
Com uma cerveja entre os dedos
E um cigarro a esfumacear
O rosto,
Mas, não.
Você estava normalzão,
Mancando, com seus cabelos escassos,
Barba por fazer na sua opinião,
Pêlos que nem vi,
Necessidades que nem notei,
Mas você estava indo
Na direção da barbearia...
ok.
Você conseguiu dar um basta,
E foi simples,
Comigo foi diferente,
Eu ainda o imagino comigo
E isso torna tudo difícil,
Você ainda opina
Na minha mente sobre coisas
Do meu cotidiano
E eu respeito a sua opinião,
Está certo,
Isso é interno,
Na verdade você está distante
E o que houve ganhou um basta.
Eu desejei sorrir
E estar perto de você,
E você seguiu seu destino,
Parabéns,
Eu já posso te ver
E não chorar nenhum pouco,
E você muito mais que isso...
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Cris-ti-a-nooooo
E aí Cristiano,
Depois de duas tardes de amor
Você se foi,
Sem dizer adeus,
Sem despedir-se,
Cansou-se,
Esqueceu o telefone,
Esqueceu de nós.
Eu sofri muito
Com isso,
Tento ocupar meus pensamentos
Com o trabalho,
Mas, você me preenche
E sua ausência me enche!
Eu queria socá-lo,
Eu queria gritar ódio,
Mas, não fui capaz de
Fazer mais que alguns fuxicos
Ao acaso e torcer por nós,
Por favor,
Não fica com outra!
Eu sou tão capaz
De ser boa para nós
E lhe fazer bem
Que qualquer outra garota.
Poxa, eu sou difícil,
Previsível e áustera,
Que droga,
Você foi tão meigo
E quente que não consigo esquecê-lo
E também não tenho preparo psicológico
Para te ver ao lado
De qualquer pessoa que seja.
Eu prefiro a cegueira,
Eu sinto dor,
A saudade sufoca,
Eu viro uma louca,
Desvairada e irrefreada.
Que faço por nós?
O que me é permitido?
Eu não posso esquecer,
Não sou capaz de fugir
De nós,
Nem de suprir sua ausência,
Por favor volta,
fica comigo outra vez,
Só mais uma,
Ou todas as vezes:
Fica!
Amor ao Acaso
Ela fechou os olhos
Para conter as lágrimas
Que a memória
Da dor que passou
Ao lado de seu ex namorado
Ainda tinha o dom de causar.
Um simples olhar
Ao acaso
E a lembrança chega
Lhe pega desprevida
E vem a recaída:
Toda a dor dói ainda,
Fere e machuca
Como se o ontem
Fosse o agora,
E o agora nunca
Pudesse passar.
Desprevenida pegou a bolsa
De cima do sofá
E correu para a rua,
Uma corrida que sua calça jeans
Não poderia frear,
Que a camiseta branca
Não impediria
Nem ao menos se todo
O pó da rua se apegasse
As suas linhas
E o suor lhe marcasse
A expressão dos seios nus
E fartos a farfalhar
Por baixo da malha.
De ímpeto cruzou
Para o outro lado
Da calçada
Quase colidindo num carro escuro
Que cruzava por ela,
Um homem alto e claro
Disse algo inexpressivo.
Ao longe ela viu fumaça
E partiu para ela,
Era estranho ver fumaça
Em plena avenida da cidade,
Mas, seguiu.
Chegando lá encontrou
Uma casa em chamas,
Chamou os bombeiros pelo celular
Com o peito arfante
A palpitar a dor e o medo.
De imediato,
O rosto do seu ex namorado
Surgiu em sua mente
Como uma fotografia
Que não se apaga,
E ela se voltou para trás
Num passo de dor e medo,
Não queria vê-lo
E esta era sua chance
De esquecer toda a dor
Para sempre.
A dor de tê-lo esfregando
Seus dedos quentes
E fortes sobre sua pele
Até marcar de vermelho,
A dor de sentir aqueles lábios
Colarem-se sobre os seus
Lhe pressionando,
E a fazendo desvanecer,
Porque beijos salvam
E outros afogam em dor,
E Doug jamais poderia
Confundir-se com amor,
Ele era possessividade,
Distância e nenhuma falta.
Irritada ela correu para a fumaça,
Jogou o celular na calçada
E adentrou pela porta fechada,
Não ouvia gritos,
Não se importava,
Passou tanto tempo de medo
E dores em segredo
Que sabia que nem toda a dor
Era confidenciada.
A atendente dos bombeiros
Continuou a fazer perguntas estúpidas,
Tal como, ponto de referência,
Se tinha feridos,
Se ela via alguém,
Se o incêndio parecia criminoso
Ou se iria se espalhar pelas casas...
Encontrando a porta trancada
Ela deu um chute com seu tênis
E logo abriu-a,
Em meio ao sufoco da fumaça
Algo fez bem em seu íntimo
E ela seguiu porta adentro,
Chegando lá encontrou um rapaz
E um casal de velhinhos
Desvanecidos sobre o sofá,
Foi simples vê-los,
foi difícil retirar de um por vez.
Quando chamou a vida
Todos responderam no sufoco,
Então, ela correu porta adentro,
No caminho encontrou retratos espalhados
Pelos cômodos e paredes,
Neles não continha tantas pessoas
E a maioria deles
Era preenchido por fotos dos três
O que sugeriu que não haveriam
Outros moradores na casa.
Ela chegou no quarto
E viu tudo em meio ao fogo,
Não havia ninguem e as chamas
Crepitavam para dentro da casa,
Invadindo o corredor
e ganhando a sala e a cozinha,
Alicia correu.
Saiu para fora toda avermelhada,
E abraçou aqueles três
Que estavam entristecidos
Sentados na calçada,
Quando os bombeiros chegaram
Após confundirem a casa em chamas
Com uma próxima que não tinha fogo,
Eles encontraram todos salvos.
O celular estava caído e inteiro,
Alicia o pegou e desligou-o.
Roberto, o rapaz que foi salvo,
Entregou-se ao abraço de Alicia ternamente.
Após o incidente Alicia passou
A ter amizade com a família
Composta pelos pais e o filho
Mais novo.
Como o pai de Alicia trabalhava
Como construtor ele foi chamado
Para refazer a casa,
Muito feliz Alicia foi em cada dia ajudar,
E o rosto de Doug desaparecia,
Aos poucos feito fumaça
Que mata sufocando,
ele tinha esse dom e jamais perderia,
O de sufocar,
De matar abraçando,
De ferir sempre que estivesse
Por perto.
O namoro corria bem,
E Roberto ajudava na construção,
Porém, chegada a entrega
Da casa pronta,
Os pais reclamaram que o gasto
Foi dobrado e que Antonio
Fez este furto na ausência
De Damião e Maria aproveitando-se
De sua idade avançada
E do desejo expressivo de Roberto
Por Alicia.
Roberto pegou a Nota Fiscal apresentada
Por Antonio e falou em alta voz:
-Aqui tem gastos excessivos.
O homem muito envergonhado
Correu porta a fora
E chorou descompassado.
-Eu pago.
Ele disse da porta.
-Eu pago o que for de excessivo,
Mas eu fiz o trabalho
Com o melhor equipamento
e materiais,
Ficou tudo perfeito.
Roberto ficou nervoso
E foi até a porta e pegou
A mão de Antonio com carinho,
-Seu Antonio,
Eu sei que foi,
Apenas reclamei do valor excessivo,
Me perdoe mas nunca vi casa tão cara!
Ele continuou.
-Eu pago.
Antonio disse e saiu.
Roberto preferiu distanciar-se
De Alicia sem dizer nada,
Alicia esperou as ligações,
Enviou mensagens não visualizadas,
E sofreu,
Outra vez Doug tomou seus pensamentos
E desta vez não foi mau,
Ele mostrou tudo que um homem
É capaz de causar:
Dor e decepção.
Então, Alicia conversou com o pai
Para ver como aconteceu a entrega
Das chaves da casa nova,
E soube que Roberto o acusou de furto,
De fraude na Nota Fiscal,
De comprar material por um valor
E cobrar outro...
Alicia chorou,
Fez as malas e pegou o carro
Dirigiu até a casa de Roberto
E chegando lá lhe disse:
-Perfeito!
Eu pago a dívida de meu pai
Com meu trabalho doméstico!
Ela falou ao entrar num rompante
Para dentro da casa.
-O quê?
Disse Roberto.
-Serei a empregada até quitar
Qualquer valor excessivo!
Ela continuou.
-Impossível.
Ele respondeu.
Ela soltou suas duas malas
No chão com barulho e falou:
-Não, vocês sofreram escoriações
E queimaduras graves,
Estão todos tomando remédios
E com dificuldade na mobilidade
Em razão das queimaduras,
Eu faço a comida,
Limpo a casa e tudo que precisar,
Eu não estou queimada,
Nem tenho dor.
Ela encerrou.
-Eu vou até o quarto que estiver desocupado
E deixarei minhas malas lá,
você esta tão dolorido que nem consegue
Por meu carro na caragem,
Deixe lá fora e eu o guardo,
Vocês não possuem carro
Eu os levo para onde for.
Ela disse e seguiu pelo corredor.
-Está certo,
Sentimos muita dor,
Precisamos de alguém,
Mas, seu pai não nos deve tanto...
Ela virou-se para Roberto e encerrou
Pegando no colarinho de sua camiseta
E acariciando perto de sua pele
Sem tocá-la e sem olhar
Em seus olhos,
Sentia saudade da proximidade,
Falta de seus beijos,
Mas foi mais forte e resistiu:
-Eu sei fazer faxina perfeitamente
E sou ótima na cozinha,
Ninguém irá arrepender-se,
Marque os horários dos remédios
E pendure na geladeira
Eu passo lá e decoro todos os horários
E não haverá erros ou atrasos.
Resistir a primeira noite
Foi díficil
Principalmente vendo a família reunida
E tão feliz no jantar,
Mas Alicia jantou com todos
E não entregou seu amor
De nenhuma maneira.
Depois de lavar a louça
Ela foi para seu quarto,
Abriu a janela e chorou
Sobre o espaldar vendo as estrelas
Brilharem lá fora,
Doug ia e vinha,
Feito um piscar de luz
Que se ascende e apaga,
Dá esperança e morre,
Mas, Doug não é do tipo que desfalece
Ele fere e mata.
Alguns instantes depois disso,
Alicia não rememorou o tempo,
Roberto surgiu atrás dela
Sem pedir permissão e a abraçou,
Depois seus beijos correram
Por seu corpo como se fosse o luar,
E Roberto é do tipo que faz sonhar,
E seus beijos são irresistíveis
Naqueles seus lábios roseados,
E fartos cheios de desejo
E algo de afeto de sua língua rosa
De palavras doces
E sonhos alucinantes.
Em meio a penumbra do quarto
Roberto era o que havia
De extraordinário,
Com sua pele alva de frio de inverno
E um calor irreconhecível,
Feito lava de vulcão que surge
Do nada e ganha seu redor
Enquanto enche de vida,
Seus carinhos são chamas vivas
De amor e desejos irrefreados,
Seu cabelo com aquelas entradinhas
De calvície enegrecidos por um tinta
Do tipo esquecida em algum canto,
Tinham a maciez e o encanto
Da noite que brilhava lá fora,
E incendiava seus olhos vivos,
Abertos e expressivamente escuros.
Seu corpo másculo e viril
Eram a chama viva
Que deixava Doug muito,
Muito longe e insignificante.
Quando Roberto a abraçou,
Ela sentiu que foi mais que um abraço,
Mais que desejo,
Ou pele a pele,
Ela foi tomada de si mesma,
De seus medos e erros,
E entregou-se para ele,
Como se fosse a única chance,
O único beijo,
O único instante,
Uma bala afiada e atirada
Rápida e segura contra Doug
E todo o mal que sua lembrança
Continha e a vivência lhe fez
Num passado que se apagava
No sereno frio do inverno,
Através de um homem alto
E poderoso em seus carinhos,
Seguro de suas atitudes
E alcance.
Ela fez amor com ele
Ali mesmo na cadeira,
Sentada em seu colo,
E o dia amanheceu ensolarado,
Como o sorriso de Roberto
E seus dentes brancos
E bem cuidados...
Convidativo,
Encantador,
Seguro.
Em cada noite dormiu com Roberto
E isso não lhe fez mau,
Mediante o conhecimento que ganhou
Sobre ele e sua família
Logo percebeu que o erro referente
Aos valores não se devia a eles
E foi investigar.
Chegando lá na loja de materiais
De construção descobriu que
A fatura era dupla,
ou seja, seu pai havia sido contratado
Para fazer dois serviços ao mesmo tempo,
E enquanto ele trabalhou para Roberto,
Seu irmão e funcionários se dissiparam
E se dividiram entre ajudar
Na construção da casa de Roberto
E de outra propriedade.
Isso explicava os valores,
E os cheques assinados demonstravam
Os valores pagos,
Ela retirou um xerox de cada um
E descobriu que o pagamento
Ocorreu de maneira correta,
Contudo a NF se referia a todos
Os materiais colhidos lá na loja.
Nem a família de Roberto,
Nem a outra pagou dobrado,
Pois a NF se referia ao trabalho de Antonio,
E deveria ter sido tirada em seu nome,
E não no nome da família de Roberto.
Chocada ela apresentou a ambas
As famílias no jantar
Os cheques com os valores específicos
E a confusão que a loja cometeu
Com relação aos materiais.
As famílias ficaram felizes
E brindaram ao noivado
Que ocorreu no mesmo instantes,
Por Roberto levantou-se
E ergueu o copo de suco
Pedindo a Alicia para casar-se
Com ele,
Alicia não resistiu
Levantou de sua cadeira
E foi até ele para abraçá-lo,
Dizendo sim.
-Eu fico tão feliz
Por estar tudo resolvido,
Sou o homem mais completo
Do mundo!
Roberto disse.
domingo, 13 de setembro de 2026
Encontro na Mira
sábado, 12 de setembro de 2026
Para o Cristiano.
Você é minha salvação,
Seu beijo é minha redenção,
O beijo que anseio ganhar,
O abraço que desejo,
A paixão que não irá se apagar.
Você é apego,
É abraço que não solta,
É carinho que aquece,
Amor e fogo que mantém,
Eu ardo e gemo,
Eu peço por você,
Não tenho medo,
Busco onde quer
Que você esteja,
Você é lindo,
É desejo que não sacia,
É apego que mantenho
Em meu peito.
Você é quente feito algo
Que faz meu sangue jorrar,
Minha paixão te buscar,
Meu corpo tremer
E chamar seu nome mil vezes.
Meu peito pulsa
Seu nome e seu rosto vem,
Então, eu tremo
E fico fraca:
Quero você
Cristiano.
Respiro seu toque
Sobre minha pele em brasa,
Anseio pela segurança
Dos seus carinhos
Que me ganha forte
O que você quer?
Por que espera tanto?
Os dias são feitos de súplicas
E beijos que desejo ganhar,
Venha e fica comigo,
Eu preciso do seu corpo,
Seu abrigo e sossego.
Você é amor,
Nunca imaginei que sentiria tanto,
Que iria gostar da espera,
Que buscaria um alguém
Como busco você Cristiano,
Sinta em você o amor
Que desejo te dar
E não fique distante,
Passe seu tempo comigo,
Me beije ternamente,
Cada centímetro da sua pele
É quente e doce,
Cada instante do seu corpo
Chama meu desejo
E me consome e inunda,
Me sinto entregue e inteira
Por ser sua.
Cristiano,
Seus lindos olhos castanhos
e bem redondinhos
São os olhos mais lindos
Que já vi na vida,
Você vê de uma forma tão profunda,
Você tem um olhar vítreo
Que me faz suspirar
E sentir orgulho de ser sua.
Seu corpo perfeito
E bem definido é incrivelmente lindo,
Sua pele macia e branca
Parece uma flor
Que chama o beijo,
Que reclama meu amor.
Seus lábios rosadinhos
São um encanto de carinho,
Seu vocabulário educado
É uma correção para os meus atos,
Que se desdobram sobre seu corpo
E clamam por amor
E entrega e me vejo sua.
Seu rosto é seguro e terno,
Seus dentes brancos de sorriso perfeito
São um toque de magia
Nestes seus quarenta e poucos anos
De músculos, força e sedução:
Cristiano terno, sedutor,
Com uma voz grave que me faz suspirar,
Sonhar acordada,
Eu te amo, Cristiano.
Você é perfeito desde o cabelo escasso,
As suas mãos,
Ao corpo másculo,
As pernas torneadas,
Você é ossos, pele e perfeição,
Cristiano você fode de montão!
Uau, amo lembrar de nós,
Esperar por você,
Imaginar nossa próxima vez,
Vamos tomar sorvete juntos
Meu amor,
Amo você Cristiano...
Vem ficar a vida toda comigo
Cristiano.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Enlace Perigoso
No resort Doupresx,
Todos os casais mais badalados
Se encontram e sorriem
Um para o outro,
Os biquínis usados lá dentro
Não escondem a etiqueta
Ou mesmo os preços pagos,
Cada espreguiçadeira
É colocada em local reservado
E privativamente caro.
Bem, mas lá dentro
Casais se encontram
Enquanto outros separam-se.
Setembrante pediu ao irmão
De presente de aniversário
Algumas diárias para usufruir
Lá dentro.
-Você jura Setembrante
Que quer usar o seu presente
Nesta ideia tão tosca?
Indagou o irmão
Enquanto almoçavam com os pais
Na mesa do meio-dia.
-Sim, meu irmão.
Estou querendo mudar
Algumas atitudes,
Vamos, nós dois descansar
Um pouco do trabalho...
Ela continuou.
-Não sei minha irmã,
Então terei que pedir férias antecipadas.
Ele continuou enquanto cortava
Um pedaço de toucinho
Embebido em vinho tinto,
E passava na mandioca cozida
Do canto do prato e comia.
-É meu aniversário e quero
Passar ao seu lado.
Ela continuou.
Movendo em redemoinhos
O garfo no arroz feito a cerveja.
-Está bem,
Você vai comer arroz puro?
Ele indagou.
-Sim, já iniciei minha dieta.
-Filha, coma mais coisas,
Se alimente bem para ficar forte.
Falou seu pai do canto da mesa.
-Pai, eu sou forte,
Não posso estar feia no meu biquíni
Super caro.
Ela respondeu.
-Ah, filha não seja boba,
Use o biquíni que lhe fiz
De tricô.
Eu o moldei bem certinho
No seu corpo
E a renda que coloquei nele
é de sua cor favorita.
A mãe continuou falando
Do canto oposto da mesa
Olhando para o esposo.
-Ficou lindo amor,
Você o adorou.
Ela disse sorrindo.
-Certo que sim, querida.
Eu amo tudo que você faz.
Ele respondeu enquanto
Levava o garfo com comida
Na boca.
-Está certo,
Eu o levarei.
Tenho muitos assim
Que eu mesma tricotei.
Ela disse.
Cinco meses se passaram
E os dois irmãos foram passar
Cinco dias no resort
Para desfrutar o aniversário
Da irmã no terceiro dia da estadia.
Na mesa de bilhar,
Natal fez amizade imediatamente
Com Gusmante.
Logo que Setembrante chegou perto
Os sorrisos irradiaram
Todos para o lado dela.
-Parabéns minha irmãzinha,
Logo irá comemorar 22 anos.
Iniciou o irmão.
Setembrante pegou o taco
E invadiu a jogada,
Marcando três bolas ao acaso
No buraco.
-Uau, você joga bem,
Para uma garota de fora
Da partida,
Resistiu muito bem
Sem nos interromper
Até agora.
Disse o rapaz moreno,
De olhos claros e cabelo castanho,
de altura 1,55 e corpo esguio,
Que jogava com seu irmão.
-Obrigada,
Não resisti e foi simples
Jogar as bolas a esmo para a caçapa.
-Uau, ela sabe o nome das jogadas.
Ele continuou sorrindo
E mirando o taco na direção dela
Sobre a mesa,
Sem olhar nenhuma bola.
-Certo que sim.
Ela respondeu se colocando
De frente para ele
E o encarando sorridente,
Deixando os seios fartos saltitarem
Em sua direção sobre o sutiã
Do biquíni amarelo de tricô
Com renda branca ao redor.
Ela se levantou e arfou o peito,
Depois fez um movimento
Com os braços para fazer os seios
Saltitarem na direção do rapaz,
Que sorriu e despiu a camisa branca social.
-Qual é o seu nome?
Sou Alfredo.
Ele respondeu.
Ela não o reconheceu pelo que
Acompanhou nas revistas,
Mas, seu rosto era lindo
E peculiar.
Talvez, ele fosse um dos sócios.
Os multibilionários sócios donos
Daquele local
Que tinha uma piscina,
Dentre muitas outras coisas
Retangular
e sobre ela várias mesas
De bilha ao dispor
Onde os jogos ocorriam sobre
A água morna
E escorriam para a piscina
Que por sua vez caia
Numa espécie de cascata
No quintal do prédio de três andares.
A piscina se localizava
No segundo andar,
O prédio era rodeado por palmeiras
E redes de balanço nelas,
De frente para um imenso lago
De patos e barcos ao dispor.
Haviam espreguiçadeiras
Em quase todo o prédio,
Também redes e balanços
E sofás e poltronas solitárias.
O local tinha muitas pessoas,
Alguns poucos de cabelos grisalhos,
Muitas bebidas e comida
De toda espécie deixadas ao dispor
Dos que lá estavam.
-Você também é muito linda.
Disse o rapaz,
Com o taco tremendo entre os dedos,
Enquanto bolas e outras bolas
Não paravam de cair.
-Obrigada.
Ela respondeu
E virou para a mesa ao lado
Deixando o bumbum empinado
Na saia de saída de banho amarela
De tricô e renda branca.
-Posso?
Ela disse para os dois jovens
Que jogavam bilhar.
-Sim.
Ambos responderam.
Então ela fez a tacada de fechamento
Do jogo,
Derrubando a última bola
Na caçapa.
-Empate!
Ela disse,
Levantando o taco
Ao lado do corpo.
-Hei, garota.
vamos fazer trilha de bicicleta
Aqui no lado do resort?
Indagou o rapaz que estava
Com seu irmão.
-Sim.
Ela respondeu virando-se para ela.
-Meu irmão vai com nós?
Ela indagou.
-Claro, vamos todos os três.
Alfredo disse.
Então, soltaram os tacos
Sobre a mesa
E Alfredo pediu as fichas
Para usar as bicicletas
E foram.
A trilha era marcada por árvores
Floridas e flores no chão
Onde passavam e tudo era
Maravilhosamente perfeito.
Na primeira parada,
Alfredo ficou bem próximo
De Setembrante e pediu a ela um beijo.
Sem sair, ambos da bicicleta
Eles beijaram-se,
Gusmante percebeu a química
Que acontecia entre ambos
E optou por ficar um pouco para trás.
Logo que ele sumiu de vista,
Alfredo e Setembrante apostaram
Uma corrida e correram
Fazendo levantar pó para trás.
Depois pararam,
E beijaram-se, deixando as bicicletas.
O beijo esquentou,
E eles deixaram a trilha
Para se recostarem num tronco
De árvore e aproveitar a companhia
Um do outro.
Uma hora depois Gusmante os encontrou.
-Ah, vocês estão aí?
Vamos voltar eu cansei de tanto pedalar,
Acho que assei as pernas,
Estou dolorido.
-Sim, nós já vamos.
Nos deixe ver o pôr-do-sol
Aqui juntos?
Pediu a irmã suplicante.
-Ta bom,
Não vejo perigo nisso.
Eu espero logo a frente.
Ele falou e retornou empurrando
A bicicleta.
-Case-se comigo?
Disse Alfredo.
-Assim, do nada?
Indagou Setembrante.
-Sim, eu a amo.
Respondeu Alfredo.
-Você trabalha com quê?
Ela indagou.
-Sou sócio do resort.
Ele respondeu.
-Verdade?
Ela perguntou incrédula.
-Sim.
Ele disse.
No aniversário de Setembrante
Eles passaram os três juntos
Andando de barco no lago
E comendo coisas
Que levaram numa sesta de piquenique.
Depois de encerrada a estadia,
Setembrante o apresentou aos pais
Que ficaram orgulhosos do garoto
E felizes com a união.
Chegando no apartamento
Morar com Alfredo,
Setembrante duvidou da fotografia
Que encontrou presa a parede,
Onde ele estava com ao lado
De uma garota reconhecida
Em revistas sociais
Limpando a piscina onde jogaram bilhar.
"Ele iniciou lá como faxineiro?"
Ela se indagou.
Não era o que aparentava
Pois tudo no minúsculo apartamento
Estava sujo,
E a comida da geladeira era escassa.
Também no armário da dispensa
Não havia muita variedade de alimento.
Alfredo não esperou que passasse
O susto de Setembrante e a levou
Ao quarto minúsculo
E lhe tirou as roupas a força,
Também rasgou o zíper
De sua calça e sua calcinha e sutiã.
-Você está indo tão depressa...
Ela disse.
-Estou com tesão e você, não?
Ele perguntou apertando
Com força seus seios nus.
-Você está marcando meu corpo
Usando muita força sobre eu.
Ela disse.
-Beije-me.
ele respondeu
Pegando sua nuca e puxando
Para seu peito com ímpeto
Fazendo os dentes de Setembrante sangrar.
-Meu Deus,
Está doendo minha boca
E seu peitoral tem sangue.
Ela disse.
Ele puxou os cabeços dela
Com força e a jogou sobre a cama,
Fazendo a cabeça dela bater
Contra o beiral.
-Eu passei tanto tempo
Tentando te conquistar
E gastando meu dinheiro
Que você precisa valer
Cada moeda e me pagar
Por cada gasto.
Ele falou pegando uma corrente
e se aproximando dela.
-O quê?
Ela respondeu.
-Cada minuto ao seu lado
Me foi caro,
Mas, agora você é minha.
Ele disse,
Colocando a perna direita
Ajoelhada sobre a cama
E se agachando sobre ela
Com a corrente na mão esquerda.
-Eu pago,
Meu irmão ajuda a pagar,
Meus pais ajudam também.
ele riu alto ao ouvir isso.
-Mas, eu já estou cobrando,
Por quê você pensou
Que não esta pagando?
ele indagou,
Levando a outra perna
Para sobre a cama e
A pressionando entre elas.
-Mas, eu estou apaixonada
E você também jurou que estava...
Ela disse entre lágrimas.
-Amor por etiqueta
Tem preço pré-datado...
Ele lhe respondeu.
-O quê?
Eu não te amei pelo dinheiro
Que pensei que você tinha
Para. agora, pagar tão caro.
Ela disse.
E foi interrompida
Por um tapa contra seu rosto,
E alguns arranhões ao lado do seu corpo.
-Não minta!
Ele disse.
-Mas, você é rico,
Por que age assim?
Ele riu levantando a cabeça
Para o alto
E depois a baixou sobre os seios dela
Arfante e possuidor.
-Eu sou o jardineiro de lá,
Sua idiota,
Você não me viu trabalhar
Porque eu me escondi de você
Todas as vezes.
ele respondeu enquanto
Absorvia o tecido do corpo
Dela com a boca
Como se fosse devora-la
Com seus dentes e língua
Indiferente ao que causava.
Ela gemeu.
-Mas, eu o amo e sinto
Muito prazer por você.
Ela disse.
Contudo, terminado o ato de sexo,
Alfredo a algemou a aquelas correntes
e a prendeu na cama.
-Limpe todo o apartamento,
Organize tudo e faça o almoço,
Cuide bem de mim
E você fica viva.
Alfredo falou.
Setembrante acordou assustada
Com o que ouvia,
Então, notou a dor no pulso
E se viu algemada.
-Alfredo, por que se eu te amo
E tudo que quero é estar aqui
Ao seu lado e viver nosso amor,
Eu não me importo que você
Seja pobre,
Não se envergonhe por isso.
Então, ele lhe deu um tapa
Na cara que a fez virar o rosto,
E arfar de medo quando ele
A obrigou a beijá-lo outra vez.
-Beije com mais intensidade
E grite que me ama.
Ela o fez,
Pois achava que sentia isso,
Ele era lindo
E radiante como um sol
Que nasce sobre o jardim
E colore as flores.
Mas, ela nunca mais veria jardim,
Flores ou o sol.
Tudo estava trancado,
A porta, as janelas, a luz,
E a vida.
Sua vida pertencia a sua vagina
E o prazer que pudesse proporcionar,
Pois, agora sua vida dependia
De trabalhar para este estranho
E dar prazer a ele,
Sem importar-se com o que custasse.
-Que me custa fazer sexo
Com você?
Ela indagou.
-Meu nome não é Alfredo
E seu irmão ou seus pais
Nada sabem sobre eu.
Ele disse e saiu.
Ela chorou,
Depois se levantou e percebeu
Que a corrente levava a toda a casa,
Mas não havia saída disponível.
Ele lhe deu uma identidade falsa,
Momentos gloriosos
De atenção e sorrisos fáceis,
E depois lhe tomou sua família.
Com uma faca entre os dedos
Ela imaginou-se
Por diversas vezes retirando
Sua própria vida
Não tinha coragem de mata-lo,
Mesmo que não soubesse
O nome real de Alfredo,
O amava e o queria vivo.
Sem receber ligações da família
Ou notícias ela entregou-se
Aos afazeres domésticos
E ao ato de dar prazer a Alfredo.
Estava de férias e sua ausência
Não comprometia a identidade
Falsa do próprio casamento,
Pois, sua falta de notícias estaria ligada
Aos bons eventos do início das núpcias.
Mas, Alfredo tornou a ser infiel
Fazendo uso de força bruta
Contra Setembrante.
Que usou de sua coragem
E uma faca de cozinha e
Cortou suas correntes,
Depois se jogou contra a porta
Diversas vezes até que ela se rompeu,
Sem medo ela correu pelo corredor,
Encontrou o elevador
E o usou até a saída.
Foi simples chegar na casa
De seus pais,
Ela pegou um taxi
E passou o endereço,
Esperou na porta e o pagou
Com o dinheiro deles.
Solitária e arredia
Se escondeu em seu quarto,
Até muito após conseguir falar
Sobre o fato.
-O quê?
Você foi vítima de cárcere privado?
Nós pensamos que você tivesse engravidado
Por isso esqueceu de dar notícias.
A mãe falou sentada
No final da cama olhando
Para Setembrinte que tremia
E chorava enquanto contava
Sua história.
Quando a polícia foi acionada,
Encontrou Alfredo limpando a piscina
E descobriu que ele tinha
Mais de uma propriedade
Onde mantinha garotas trancadas,
E ninguém nunca soube seu nome,
Porque ele usou muitos
E não sabia qual era o verdadeiro,
Pois, jurou que nunca iria dizer
E não disse.
Setembrante foi vê-lo na prisão,
E após conversarem intimamente
Entregou-se a ele com paixão,
Desejou novo matrimônio,
Seus pais a obrigaram a frequentar
Um psiquiatra alegando insanidade mental,
Mas, nada a separou de Alfredo.
Ela nunca importou-se de ve-lo
Atrás de grades,
Escondido atrás de fuzis
De guardas armados que o odiavam.
-Eu sei que você me ama.
Ela dizia e ele sorria
Sentado numa cadeira
Com os pulsos algemados
Numa corrente.
-Eu reconheço seu amor.
Ela falou na sala íntima,
Onde fizeram sexo,
E ela gemeu em seu ouvido
Palavras de prazer
E nenhum remorso.
O amor não tem etiquetas
Amar é criar expectativas,
Querer sonhos
É diferente de desejar
Fazer compras
Em supermercados caros,
Frequentar lugares famosos,
Usar roupas por etiquetas...
Um alguém é diferente
De um ideal com valores
Ao dispor.
O amor não é o saldo bancário
Que vem com beijos quentes
E listas de compras após isso,
Também ele não é dinheiro
Que lhe faz abraçar alguém,
Fazer juras de amor
Como uma espécie de cartão
De crédito
Onde você troca sentimentos
E jura afeto
Para poder usufruir o saldo
A vista de todos,
Escondido e a crédito.
Um beijo
E um anel em seu dedo,
Um abraço
E uma jura de namorados...
Amor é diferente
Do lucro que você obtém
Por gostar de alguém
Com o intuito de obter vantagens.
Amor é achar alguém bonito,
Não é passear pelo shopping
E desejar algo,
Olhar a etiqueta de preço,
E pagar o valor em pecado,
O pecado de perder-se
Em busca de um vestido
Ou outro desejo financeiro qualquer,
Um amor não vem com etiqueta
De preços anexas a ele,
Ou de vantagens patrimoniais
Que tenha a oferecer,
O amor vem com cumplicidade
E desejo de fortalecer,
Crescer junto
E fazer bem.
domingo, 30 de agosto de 2026
Apaixonada
Te ver é bom
Desperta saudade,
Me faz desejar
Te ver outra vez,
Te ver sempre,
Sonhar em estar
Com você
Em cada anoitecer,
Antes do meu despertar,
Sempre que o sol nascer.
Te ver é imaginar
Que as águas límpidas
Do rio que descansa
No nosso quintal
Nos banhe
Sem a gente se importar,
Simplesmente,
Escorregue por nós,
Por entre nossos carinhos,
Num véu de calma
E tranquilidade
E profundezas que só
Seu amor sabe me dar.
Te ver é imaginar
Que logo no amanhecer
Todas as flores do jardim
Floresçam e se tornem perfeitas
Como um véu de carinhos
Deitadas sobre a grama
E elevadas até o azul do céu.
Te ver é sonhar
Em cada instante
Em ter você e seus carinhos,
Não querer parar,
Provar de um calor inesgotável,
De uma fonte de prazer inigualável,
Que horas não fazem saciar.
Seus cabelos escuros
E fartos me dão prazer,
Seu cheiro doce e imperturbável
Me dá saciedade,
Seus lábios ávidos
Me dão vontade,
Seu hálito atrevido
Me dá necessidade
E eu te busco e espero,
E você: vem?
Sedução Irresistível
-Alicia, vamos para a casa
De vovô a vaca caiu no poço
E eles estão sem água
Para consumo.
Disse seu irmão Osvald.
Alicia correu da sala
Para a porta e abraçou
O irmão desamparada.
-Eles estão bem?
A vaquinha se feriu?
Ela pediu enlaçada
No pescoço dele.
-Infelizmente ela perdeu
A cria, um bezerro enorme
Nasceu deste tombo
E esta fraco devido ao parto antecipado.
Ele disse.
Enlaçando a cintura dela.
-Perfeito.
Ele nasceu com vida
E isso já é ótimo.
Ela disse,
Olhando nos olhos do irmão
E encontrando amparo
Para a sua dor no seu pescoço.
-Sim, mas pode morrer
E ela quebrou uma perna
E seu sangue caiu na água,
Isso gerou danos na qualidade
Da água de consumo doméstico.
Ele continuou.
-Não acredito
E o vizinho não empresta
A água do poço dele
Até que se faça algo
Sobre o poço de vovô?
Ela falou se afastando.
-Iremos pedir e então
Encanar a água ao menos
Para dar de beber ao gado.
O irmão respondeu sorrindo
E tremulo.
-Temos que providenciar uma
Saída com relação a água
Que ficou imprópria
Para o consumo.
Ela disse ligeiro.
-Certo, estou levando a manga grossa
Para pôr no poço e deixar
A água suja escorrer.
Ele falou.
E saiu para o corredor
Da casa.
-Ande depressa os bois
Estão encangados para levar
A carroça até o vovô,
Eu já avisei nossos pais.
Ele disse virando as costas
Para ela e mexendo
Em seu chapéu de palha.
A carroça era de pneus de ferro
e toda feita de madeira,
Os bois eram grandes e fortes
E tinham força para percorrer
Os cinquenta quilômetros
De distância que os separavam
Da casa de vovô Jusmento.
Alicia colocou suas roupas
Numa mala feita de tecido
Pela própria avó,
E levou também um cobertor
Na mala de couro que a mãe
Lhe deu de presente de Natal.
Osvald também preparou
Uma mala feita de chifres
De bois unidos por um crochê,
Levando somente roupas necessárias.
Eles eram dois irmão da família
Girold, que continha mais quatro
Irmãos que, as dez da manhã
Se encontravam na roça
Sogueando os bois.
Eles fizeram pequenos piquetes
De aveia plantadas,
E lá eles cuidavam os bois mais jovens
Comer até ficarem saciados,
Depois disso,
Os traziam para perto de casa
Para protegê-los de infortúnios
e predadores desconhecidos.
A família Girold sempre
Morou na roça e sobreviveu
Do que colhem através
De seus esforços agrícolas,
Principalmente, relacionados
Ao gado.
Eles possuem parte
Que cultivam o leite e derivados,
E parte para a carne.
Enquanto a terra é dividida
Entre gramados verdejantes,
Pastos para moer no moedor
E aveia plantadas em piquetes.
Os pastos moídos eram divididos
Entre a família e o avô e a avó,
Neste instante quem tinha
Mais pasto disponível era o avô,
Por isso, os dois irmão iriam
Aproveitar a viagem para trazer
O pasto moído para o gado.
-Vamos Alicia,
A viagem é longa.
Disse Osvald ao pegar
As malas moles da irmã
E as colocá-las na caroça.
-Ta bom,
Vou abraçar o papai e
a mamãe na roça
E também nossos irmão,
Vou correndo e volto logo,
Você vai comigo?
Ela indagou e se colocou
A correr na direção
Dos piquetes para dizer tchau
A família.
Osvald a acompanhou
A passos rápidos.
Abraçaram os pais
E os quatro irmãos
Depois saíram chorosos.
A família Girold tinha pouca
Habilidade em despedir-se,
Vez que, por serem jovens,
Nunca saíam de casa,
Exceto para irem nos avós
E costumavam irem juntos.
-Tchau filhos,
Vão com Deus,
Que Deus abençoe
A viagem de vocês
E os acompanhe,
Mande lembrança a família.
Disse o pai levantando
A mão para acenar para eles.
-Tchau filhos,
Que Deus abençoe vocês,
Mande lembranças,
Logo nós vamos
Lá passear.
Disse a mãe,
E os filhos todos acenaram.
A viagem ocorreu numa estrada
De cascalho
E foi difícil de ser percorrida,
Vez que tinha mato
E o caminho ladeado de árvores
Assustava por não ter
Nenhum vizinho.
No caminho uma cobra
Cruzou pelo meio da estrada
Assustando os bois
Que se jogaram para trás
E fizeram um solavanco na carroça.
-Meu Deus, por pouco
Não quebra a roda!
Gritou Alicia assustada.
-Veja o tamanho desta cobra,
Ela quase mata os bois
E nos deixa de a pé!
Gritou Osvald
Que pulou da carroça
E quebrou um galho
Depois retirou as folhas dele
Com a própria mão
Esfregando ela fechada
Do início ao fim do galho
E matou com ele a cobra.
-Era venenosa,
Veja as cores dela,
Mas não mordeu os bois.
Ele disse,
Enquanto a matava.
-Não mordeu, não,
Iremos fazer uma ótima viagem.
Alicia respondeu.
Então o irmão pegou a cobra morta
E a jogou para fora
Da estrada.
Depois ele subiu na caroça
E chacoalhou a corda
Sobre o lombo dos bois
Para fazer eles andar.
Logo após, o céu ficou nublado,
E um vento forte
Jogou folhas contra eles
Que tiveram que se abaixar
Na carroça para se proteger
Das folhas que feriam a visão.
Um gelho pesado caiu
Sobre Alicia e se Osvald
Não tivesse visto
A teria ferido,
Contudo, ele se levantou
E segurou o galho com a mão
O empurrando para longe
Da coluna da irmã.
-Meu Deus,
Que medo,
Porque não chove
De uma vez para parar o vento?
Alicia gritou.
Uma árvore fez um alto barulho
Logo a frente deles,
E depois o barranco desmoronou
Com ela sobre ele.
A ponta das folhas tocou
Os bois,
Mas os galhos não os feriram.
Ela caiu sobre a estrada,
Impedindo a passagem deles.
-E agora, meu irmão,
Como faremos?
Será que teremos que voltar
E pedir ajuda ao papai?
Alicia gritou assustada.
-Não, eu trouxe um facão
E ele irá nos ajudar.
Osvald cortou os galhos
Mais pequenos a facão
E Alicia o ajudou
A afastar a árvore da estrada.
Depois, eles seguiram a viagem
E uma chuva caiu torrencial
Sobre eles,
Os enormes pingos caiam sobre
Os bois e pulavam para cima
Para depois escorrer sobre o pêlo
Dos animais.
A chuva não impediu eles
De irem,
Mesmo enxarcados de água.
Chegando na fazendo dos avós,
Encontraram o gado todo na estrada
Espalhado pela roça de milho
E pelo gramado do potreiro,
Cujo alicerce da cerca
Havia apodrecido e caído
Sobre a estrada e ninguém
Viu para trocar o alicerce
e recolocar o gado no potreiro.
Eles estavam comendo o milho novo,
Espalhados pela roça,
Subindo os barrancos
E desbarrancando a terra para a estrada.
Osvald e Alicia desceram da carroça
E os repontaram para o potreiro.
-Alicia, aguarde aí para impedir
A saída deles,
Eu vou até a fazenda
E busco um mourão para substituir
O alicerce da cerca,
Também trago alicates e arames
Caso falte para arrumar o potreiro.
Osvald falou, enquanto
Subia na carroça e dava voz
De comando para os bois seguirem.
-Ta certo meu irmão,
Eu fico,
Precisamos ajudar o vovô e
A vovó.
Logo Osvald voltou
E trouxe os avós juntos,
Alicia correu abraçar os dois:
-Benção vovô,
Benção vovó?
Ela gritou chegando perto deles
Com as mãos juntas
Como se fosse rezar
E estendidas para a frente
Na direção de cada um.
Que as pegou com uma mão
E respondeu enquanto
A abraçavam:
-Deus te abençoe filha,
Como foi a viagem?
-Foi boa,
Chegamos muito bem.
Ela respondeu.
-Mas, vocês estão molhados,
Precisam trocar suas roupas
Ou ficarão gripados.
A avó respondeu.
-Não, o tempo esta nublado
Para lá.
Ela disse apontando o dedo
Para o céu cada vez mais escuro.
-Precisamos arrumar a cerca
Caso contrário, os bois irão sair.
Ela disse,
Se virando para trás
E vendo os bois saírem
Do potreiro.
-Veja já estão saindo.
Ela disse.
E todos correram com os braços abertos
Para fazerem eles retornarem
Para dentro do potreiro.
Meia hora depois,
A cerca estava arrumada
E todos seguiram felizes
Caminhando até a casa
Os quinhentos metros
Que faltava para chegar.
De imediato,
Osvald colocou a mangueira grossa
Dentro do poço que continha sangue
E fez a água de lá começar a sair,
Depois deixou a manga lá
Para escorrer a água até o poço
Voltar a ficar limpo
E a água ser consumida.
Descobriu que o vizinho
Aceitava emprestar sua água,
E iniciaram o ato de levar
Uma manga de plástico até o poço dele
E depois puxá-la até a casa
Para ter água para beber
E outra para o gado.
O vizinho morava a duzentos metros
Da casa dos avós
E o ato de pegar a água dele
Não estava dificultado.
O poço do vizinho tinha bom caimento
De água pois se localizava
No alto da terra,
E a água chegava forte até a casa dos avós.
A vaca teve a perna enfaixada
E devido a dor comia no cocho baixo,
Apenas foragem feita de milho
E grama colhidas e canas de açucar
Para ganhar força e quirela de milho seco.
Na noite de quinta-feira
Para sexta, Orvald acordou
Com uma luz na janela
Que lhe afogueava o rosto,
Ao abrir a janela percebeu
Que o galpão de foragem
E quirela estava em chamas.
Ele correu para fora do quarto
Gritando por ajuda,
Acordou os avós batendo
Na porta do quarto
E os chamou,
Depois chamou a irmã
Que logo abriu a porta.
-Que houve?
-O galpão de guardar a ração
Para o gado esta pegando fogo.
Ele disse.
-Meu Deus,
Precisamos evitar
Que o fogo se espalhe
E chegue até nossa casa
Ou até o galpão do gado dormir.
Ela disse.
E correram porta a fora
Com um balde em cada mão
Para buscar água no poço
E atirar no fogo.
O avô juntou uns galhos verdes
Que retirou com a própria mão
Dos pés de canela
Que tinha no quintal e correu
Até o fogo para bater nele
E apagá-lo.
-Corre Orvald,
Pega galhos verdes
Que serve para apagar o fogo.
ele gritou.
-Ta bão vovô,
Eu levo água e levo
Os galhos,
Veja as chamas estão no teto
E crepitando para o alto,
Estão muito grandes
Vai queimar tudo.
Ele gritou.
-Meu Deus,
Acabou a comida do gado!
A avó gritou com levando
As mãos para os cabelos brancos.
O fogo consumiu a maior parte
Do galpão,
Mas não se espalhou pela propriedade.
Os bois se assustaram com o calor
E colidiram contra a parede
Do galpão onde dormiam
E derrubaram parte da parede,
Sofrendo escorriações
E ferimentos leves.
O vizinho Nataline chegou logo
A trote de cavalo.
-O que aconteceu?
Lá de casa eu vi chamas
E pensei o que será
Que pegou fogo por lá?
Então, montei no cavalo
e vim ajudar.
Ele gritou.
Foi a primeira vez
Que Alicia o viu,
Alto, atlético e de chapéu
De palha na cabeça.
-Uau, Nataline,
Me deixe ajudar você
A descer do cavalo.
Ela respondeu e correu
Até ele.
-Uau, Alicia como você está linda!
Ele respondeu,
Alcançando a mão para ela
E descendo em seguida do cavalo.
-Pegou fogo no galpão de comida
Do gado e ele ficou assustado
E fugiu do galpão de dormir,
Estão soltos pela propriedade,
Iremos leva-los de noite mesmo
Para o potreiro.
Ela respondeu.
-Ta bem,
Eu trouxe lanternas
Vamos usa-las.
Ele respondeu.
-Que ótimo estava tão ruim
No escuro a gente não via nada
Se não fosse a luz das chamas.
Ela disse.
-Meu filho,
Você veio ajudar!
Respondeu o avô
Se aproximando de Nataline.
Que era muito estimado
Na família.
O gado foi repontado
Para o potreiro,
E lá Nataline abraçou Alicia.
-Eu sempre fui apaixonado
Por você Alicia.
ele disse.
-É, eu me lembro.
Ela respondeu e sorriu.
Depois se desvencilhou
Do abraço e foram até a cozinha
Tomar café com bolo e cuca.
-como o tempo passou...
Nataline disse,
Enquanto tomava um gole
Do café.
-Sim, e nos fez bem.
Alicia respondeu.
-Guardamos todo o gado.
-Não sobrou nada de comida
Pra eles no galpão.
Diziam os avós e seu irmão
Ao chegarem na cozinha
E acenderem mais dois lampiões,
Depois foram tomar café
Que estava servido e pronto
No bule sobre a mesa.
Alicia apaixonou-se por Nataline
Desde o primeiro olhar.
No dia seguinte,
Começaram a reconstruir o galpão,
Nataline participou da construção
Desde a primeira hora.
Os palanques foram retirados
Do mato perto de casa,
E serrados a serrote,
Depois puxados pelos bois
Até o pátio de um a um.
Os buracos para por eles
Foram feitos a mão,
E Alicia fez bolo e cuca
Em cada dia de serviço
E sempre arrumava uma desculpa
Para estar perto dele.
-Que delícia seu bolo, Alcia.
Nataline dizia.
Mas, certo dia,
Uma linda moça aproximou-se dele,
E o encontrando o chamou para si:
-Venha, Nataline,
Corra para mim,
Que saudade!
Ela gritou e correu até o abraço dele.
Alicia derrubou a cuca no chão,
Sem ainda tê-la levado ao forno,
Ela ficou suja.
E Alicia se trancou na cozinha
Para refazer a cuca.
-Quem você é?
Ela indagou chegando
Com a cuca quente
Horas depois até a moça.
-Me chamo, Juçan.
Ela respondeu e aproximou-se
De Alicia mordendo a cuca
Para abraça-la.
-Que linda você é,
Não me admira Nataline estar aqui
A tanto tempo e tão feliz.
A moça respondeu.
-Ele está apenas ajudando,
Pois é vizinho e nós sempre
O ajudamos.
Alicia respondeu.
-Claro, ele é sempre bondoso.
Disse Juçan e se aproximou
Abraçando Nataline de volta.
Alicia tremeu de ódio,
E rezou para que ele não
A beijasse,
E odiou a si própria por evitá-lo
A tanto tempo proporcionando
Que outra garota conquistasse
Seu afeto.
-Deixe-o trabalhar,
Você esta incomodando!
Ela disse em voz ríspida.
Nataline afastou a moça
Com suas mãos sujas de terra
E se voltou para o buraco
Que cavava.
-Alicia não seja grosseira
Com a moça.
Corrigiu o avô.
-Boa tarde, senhorita!
Disse seu irmão,
Retirando o chapéu
com uma mão
E mantendo o olhar firme
Para a moça que usava
Um vestido florido e solto
No corpo
De fundo rosa e flores brancas.
Alicia se odiou dentro
Daquela calça jeans comprida
E sem querer retirou os chinelos
Para ficar descalça sobre a terra.
Mesmo sem estar feia,
ela não sentiu-se segura,
Vendo uma garota da região
Se interessar pelo garoto
Que ela estava apaixonada.
Logo a garota voltou
Para a própria casa,
E Alicia não se perturbou
Por ficar ali vendo
O irmão e o avô e o vizinho
Reconstruírem o galpão.
Quando Nataline se preparava
Para ir almoçar,
Ela o conteve.
-Você fica muito bem trabalhando
No pesado. Nataline.
Alicia disse.
E o encarou com olhar apaixonado.
-Obrigado.
Nataline disse,
E pegou na mão de Alicia então
A beijou.
-Aceite que eu conheça você,
Alicia, gostaria tanto de estar perto
E poder te namorar.
Ele falou.
-Mas, e a garota?
Ela indagou ríspida.
-Veja, ela é minha prima,
Nada mais.
ele respondeu.
-Mentira.
Alicia disse
E lhe empurou.
-Verdade,
Você se irrita muito fácil.
ele disse.
e ela se pôs a andar.
-E fica linda!
Então, ela parou
E se voltou para ele
Que abriu dois botões
Da camisa lilás que usava
Para deixar seu peitoril a mostra.
-Uau, você é tão lindo!
Ela disse.
Depois se jogou nos braços
Dele e se permitiu beijá-lo
O máximo que pode.
Então, entraram no galpão
E não resistiram a paixão
avassaladora que os consumiu
Por horas.
Mais tarde,
Avô e o irmão voltaram até ali.
-Seu Jusmento, gostaria de namorar
Alicia o senhor aceita?
Indagou Nataline.
-Se lhe é do agrado,
Também é do meu,
Ela é moça prendada
E merece um bom rapaz.
O avô respondeu.
-Que ótimo,
Porque eu a amo
E sonho em me casar com ela.
Ele respondeu
E correu até o avô para abraça-lo.
-E você, Osvald,
O que diz?
Ovald se aproximou
E abraçou o rapaz.
-Eu faço muito zelo
E sei que nossos pais
Irão ficar muito felizes
Pela graça de tê-lo em nossa família.
Osvald respondeu.
-Quando você irá falar
Com meus pais?
Alicia indagou.
-Hoje mesmo meu amor!
A tarde Nataline
Partiu para sua casa feliz,
Pois, em quatro dias de serviço
Quase haviam reconstruído
O galpão de volta.
Porém, no quinto dia
ele não voltou,
E seria para ele ir falar
Com os pais de Alcia.
No sexto também não veio,
A denixando desmoralizada
Sobre a escada chorando sem parar.
No domingo,
Ou seja, sétimo dia,
Alicia foi até a casa dele.
Lá chegando encontrou Juçan
Abraçada nele sobre a escada
De entrada na casa.
-Nataline? por que você fez isso?
Alicia indagou chegando perto,
Então, juntou algumas pedras
Do chão e jogou contra ambos.
Juçan desceu de lá,
E revidou as pedradas
Acertando uma no braço
De Alicia que caiu no chão
Chorando.
-Você me traiu,
Por que pediu eu em namoro
Ao meu avô se era para me trair?
Ela pediu.
Ele correu até ela
E a ajuntou do chão.
-Solte esta maldita
Ou nunca mais te olho.
Juçan gritou.
-Juçan, vá embora,
Está tudo encerrado entre nós.
Juçan pegou o cavalo
E foi.
-Por que você fez isso comigo?
Alicia indagou.
-Porque amo você
E a quero comigo para sempre.
Ele respondeu.
-Mas, por que me traiu?
Ela continuou.
-Porque ela é minha prima,
E ela me agarrou no quarto
Enquanto eu dormia.
-Você facilitou.
-Eu não, eu juro
Que farei outra porta
E ela nunca mais irá entrar.
-Não acredito nisso.
-Eu juro,
Me dê tempo
E poderei lhe provar.
Ele falou e a beijou demoradamente,
Depois a levou para o quarto
Onde passaram juntos o resto do dia.
Os avós notaram a situação,
Mas ficaram felizes em ver
Os dois juntos.
-Quero que saibam
Que não é para dormirem juntos
Antes do casamento.
O avô falou.
-Sim, eu conheço os costumes.
Nataline disse.
-Vocês precisam noivar.
Ele insistiu.
Embora namorando,
Nataline e Alicia precisavam disfarçar
Que dormiam juntos
Devido ao acatamento familiar.
Nataline emprestou o pasto
Para a família e o gado
Não passou fome,
E também emprestou seu galpão
de ração.
A água ficou potável e voltou
A ser usada,
Mas, Nataline continuou
Vindo todos os dias ali.
Até que certo dia
Trouxe um cavalo junto
E convidou Alicia para
Ir com ele ver o gado no potreiro dele.
O galpão já estava finalizado.
Alicia e Osvald optaram
Por ficar mais tempo com os avós,
E assim ela teve oportunidade
De conhecer bem Nataline.
Fizeram jantares de noivado
e ele ficou para jantar
Em cada noite.
Os encontros se tornaram regulares.
Os pais de Alicia aceitaram
O casamento com enorme felicidade.
Alicia passou a fugir
Do quarto a noite
Para ir dormir com Nataline.
Ele também vinha dormir
Com ela, instantes em que,
Ambos dormiam nos paióls
Da propriedade de ambos.
O amor deles ficou mais intenso
E cobrava proximidade,
Seus olhares de paixão eram evidentes,
E na igreja ninguém duvidava
Que se amavam,
eles marcaram a data para casarem-se.
sábado, 22 de agosto de 2026
Te amo
Te amo
Com consciência
De tudo que sinto
E na consequência
De tudo que faço,
Amo você
E amo o seu abraço.
Te amo
Com saudade
De ver você.
Te amo
Com vontade
De abraçar você.
Te amo
E quero estar perto,
Ter rumo certo,
Objetivo pronto:
Estarmos juntos,
Ligados um ao outro
E que não haja atrito,
Braveza ou espanto.
É amor e pronto.
Te amo
E busco por você,
Como se não houvesse
Outro destino,
Outro caminho,
Tempo ou distanciamento,
Te amo
E te mantenho comigo
Não importa o seu paradeiro,
Eu o sinto,
E o amo.
É tudo.
Um Relacionamento Conflituoso
-Eu amo você,
Vamos ficar juntos
Para sempre!
Angelino disse
Entre sussurros e beijos
Sobre os lábios de Debora.
-Eu te amo para sempre.
Ela respondeu.
Dormiram juntos
no apartamento dela,
As sete em ponto Angelino
Se levantou fez o café
E chamou Debora,
As sete e meia eles saíram juntos
Para o trabalho,
No mesmo carro.
Debora não se importou
de ir com ele
E ao meio-dia voltar a pé
Para o apê afim de se alimentar,
No caminho eles conversaram
Muito mais e trocaram ideias,
Trabalhavam em bairros diferentes
E moravam longe um do outro.
Porém, em cada noite
Ela o chamaria e ele a levaria
Para casa,
Então, ficariam juntos
Até que num belo dia
Se casariam.
Ela optou por não apresentá-lo
Aos pais,
Ainda era cedo e ela queria conhecê-lo melhor.
Sua melhor parceira de festas,
A irmã mais velha Bianca
Postou uma fotografia dela
Velejando numa praia próxima
Com seringas ao seu lado,
Sim, Bianca recaiu para a droga,
E seu pai tendo acesso a esta fotografia
Infartou no mesmo instante.
Ele fazia tratamento
Para pressão alta
Há muitos anos,
Sofria com isso,
Sempre estava entre 18 e 19
Por 11, 12, 13, 14.
O tratamento exigia que ele
Não fizesse uso de bebida alcoólica,
Mas isso nunca o impediu de beber
As escondidas uma cervejinha gelada
De vez em quando,
Já Pamela, a esposa dele fumava
Sem parar recostada num canto qualquer
Da casa.
Já não se escondia,
Ou fingia,
Fumava cigarros abertamente,
Seus pais, velhos e cansados
Trabalharam com isso a vida toda.
Eles possuiam uma empresa
Que confeccionava cigarros
E charutos.
Todo ano eles possuem fumicultores
Que plantam tabaco para eles
e os entregam o produto seco,
Pronto para passar pelo processo
De esmagar as folhas do fumo,
Esfarelar e juntar num enrolado
De papel com o timbre da empresa.
O processo era simples e rentoso,
Milhões de famílias sobreviviam
Devido a terceirização do serviço
Do plantio, colheita, secagem,
Enfardamento e entrega.
Eles eram empresários respeitados
No país inteiro.
Mesmo com a recaída no que refere-se
A venda do produto e usuários,
Cada vez menos os jovens
Tem se entregado ao uso do tabaco,
Eles tem preferido o uso de drogas ilícitas
E bebidas alcoólicas que produzem
Um efeito mais duradouro e
animados a eles.
Pamela não optou por trabalhar
Na empresa, mas sua filha
assumiu o negócio da mãe.
Já Bianca se entrosou ao vício,
E preferiu uma vida de viagens,
Animações e a maldita seringa de drogas
Injetada na veia
Até a produção de dormência,
Uma alegria falsa
E o perdimento dela em qualquer
Lugar que gera comoção
Na família até que alguém
A encontra caída num canto,
Com maquiagem desfeita,
Vestido rasgado,
Bolsa com conteúdo esparramado
E inconsciente.
Nestes instantes
Ela esquece tudo que aconteceu,
E até mesmo onde está
Ou porque foi até ali,
Ela possui muitos amigos,
Seu pai sempre precisa pagar alguém
Para cuidar dela,
Até que encontra este alguém
Também caído com ela
E decide trocar suas amizades.
Amar um filho é simples,
Mas, é preciso estar atento as suas amizades
E isso, as vezes, implica gastos,
Ele paga por muitas das companhias
De Bianca, até mesmo seus namoradinhos
E tenda direcionar as ações deles
Com ela para que ela se fortaleça,
E case-se, então, forme sua família.
Eles nunca optaram pelo internamento dela,
Bianca é jovem e descompromissada.
Seu pai decide presentes
Que ela ganhará e tenda direcionar
Os locais onde passará.
Mas, nem sempre é simples
E sua doença piorou tudo.
Levado numa maca para o internamento,
Desta vez, ele não salvou-se: morreu.
O enterro foi preocupante,
Bianca não atendeu o telefone,
E ninguém sabia seu paradeiro,
Sua mãe não parou de fumar
Sobre o caixão,
Debora convidou Angelino
Que não a deixou sozinha
Por um único instante,
Apenas aí ele teve conhecimento
Do velho pai de Debora
E o perdeu sem poder lhe dar
Um abraço ou uma palavra amiga.
No entanto, levou flores
e abraçou a sogra o tempo inteiro,
O irmão de Debora não deixou
As amizades sempre conversando
Entre um e outro
E mantendo entre os dedos
Uma xícara de café fumegante.
Ele era um dos administradores
Da empresa do avô,
Agora o testamento seria aberto
E a herança seria dividida
Entre os três,
Pois sua mãe estava debilitada
Para administrar tudo sozinha.
Não tardou,
ele entrou na empresa
Num rompante de ódio,
Como seu pai possuía apenas
Alguns terrenos e prédios
Era apenas isso que estava testado,
Por tanto, ele não estava tão rico
Quando gostaria
E nem poderia viver a vida
Que optou para si próprio.
Arredio com relação a família,
Henrique só desejava dividir
A empresa de cigarros,
Mas o avô negou-se ao ato,
e embora, contasse com seus oitenta
Anos de idade,
Era um velho diabético
E consideravelmente forte.
Impetuoso e arrogante
Ele fechou a porta da casa do avô
Com um tapa na cara dele:
-O que?
Eu sou o único homem da família,
Você tem que passar tudo para eu
Em doação e retirar Debora e Bianca
Do testamento com cláusula
De elas nunca tornarem-se
Donas de nada.
Ele gritou para o velho.
-Filho, você é tão
Meu neto quanto elas.
O velho revidou sentado no sofá.
-Tão seu neto?
Debora é alienada na vida,
Não possui filhos para sustentar
Nem família,
E Bianca é uma drogada,
Para que elas precisam
De bens ou dinheiro?
Eu administro tudo e eu
Darei a elas o que lhes cabe.
Ele gritou.
-É certo que isso
Não ocorrerá...
O avô levantou-se dizendo
E o neto levantou rapidamente
Lhe estapeando e saindo
De dentro da casa.
-Maldito velho que não morre,
Maldita casa que eu odeio,
Eu vou falar com vovó,
Isso não ficará desta forma!
-Meu filho,
Achem Bianca
Pelo amor de Deus,
Seu pai recem morreu
E vocês nem sentiram a falta dela,
Onde ela estará?
O velho indagou levando
A mão ao peito e sofrendo
Para respirar.
-Amor, amor,
Fique calmo.
Disse a sua esposa
Entrando na sala onde ele
Estava e o abraçando forte
Para mantê-lo no sofá.
-Não vá atrás de Henrique,
ele está irritado,
Você o conhece!
Henrique pegou o carro
E foi visitar uma de suas esposas,
Ele possuía três relacionamentos
Consecutivos e sete filhos.
Tinham um prédio inteiro
Da família em uso próprio.
Um prédio de seis andares,
Localizando no centro da cidade,
Com piscina, hidromassagem,
Garagem e salão de festas.
Bianca passou dois meses fora,
Debora se dilacerou de rua em rua
Da cidade a sua procura,
Pôs anúncio no jornal,
Pagou seguranças privados
Para irem atrás dela,
Procurou por delegacias,
Hospitais e locais públicos,
Buscou em cada prédio,
Pois na cidade todos eram amigos
De sua família e lhe permitiam
A entrada devido a situação conflitante.
Três meses depois ela ligou,
Disse que foi velejar fora da cidade,
Não trocou de roupa e pouco
Se alimentou e soube pela internet
Sobre o falecimento do pai
Não conseguiu se recuperar
e iria permanecer lá,
Onde estava,
Sem permitir visitas ou acesso
De parentes.
Henrique logo se aproveitou
Desta situação para expor ao avô
O comportamento desregrado da irmã
E insistir que a retirasse do testamento,
E citou o nome de Debora
Com ausente do serviço por meses.
-Todos os meses em que
Ela buscou pela irmã sem parar,
Henrique?
O avô indagou.
E colocou o neto e o advogado
Para fora de casa,
Depois serviu-se de wisky.
Irritado, o avô se esquecia
Da pressão alta e do diabetes
E bebia sem parar.
Sorvendo o cheiro do cigarro
de sua esposa que lhe chegava
Ao nariz vindo do cômodo próximo.
-Henrique se esforça
Para ser o único administrador
Da empresa amor?
Ele disse sorrindo.
-Não sei porquê ele faz isso.
Me irrita.
Ela respondeu.
Debora separou-se de Angelino
Em todo este período de tempo
Recusando suas ligações
E se mantendo distante,
Não se sentia segura
Para namorar e ter alguém perto.
Entristecida foi buscar apoio
No irmão,
Sem saber onde estaria,
Decidiu visitar uma de suas esposas,
Ao chegar lá,
O pegou bebendo vodka
com leite condensado e frutas.
-Olá, meu irmão,
Que saudade eu estava
De você.
Ela entrou dizendo.
-Pois é querida,
Estou tão tesudo de ver você
Que tenho uma salsicha
Aqui para você degustar.
Ele respondeu
Naqueles seus ímpetos de humor.
Debora aproximou-se rápida
Do sofá onde ele estava
E ele abriu o zíper da calça
De supetão e expos seu pênis.
-Você não tem homem,
Se expresse neste membro duro
Para você querida!
Dizendo isso
ele a puxou para perto,
E ela gritou estarrecida,
Sofreu falta de ar
e desmaiou.
Sua esposa aproximou-se dela,
Lhe trouxe água fria
Para molhar o rosto
E a ajudou a recuperar-se.
-Patricia, por que você
Permite ele tratar você desta forma?
Ela indagou caído no sofá
De frente a ele.
-Ele estava brincando
Com você Debora,
Você já tem quase quarenta anos,
Não tem namorado,
Família ou filhos e vive enrabichada nele...
-Não diga isso, Patricia.
Eu respeito meu irmão,
Nós sempre vivemos uma união
De integridade na família,
Eu vou abraça-lo
e então, irei para casa,
Eu sei que ele precisa de ajuda,
Ele está sofrendo.
Dedora disse,
Interrompendo Patricia,
Depois abraçou o irmão e saiu.
No caminho do retorno
Para casa decidiu passar na casa de Angelino,
E o encontrando pelo celular
Ficou por lá.
Assumiu o namoro
E optou por casar-se com ele
De imediato,
Mudando-se naquele instante
Para a casa dele.
Ao saber disso,
Sua irmã retornou da viagem,
Foi até o cemitério,
Levou flores para o pai,
E foi até a irmã
Chorar em seu abraço.
Unidas, Bianca se sentiu segura
Para confidenciar a irmã
Que sua vida estava fadada a morte rápida,
Ela adquiriu HIV ao ter relações
Com estranhos em lugares desconhecidos,
E não teve coragem de contar a ninguém.
Precisava fazer tratamento médico
Para sobreviver,
Mas evitou isso a todo custo.
-Eu a levo ao médico,
Vamos lutar por sua vida!
Debora disse.
-Não é tão simples,
é como se todos olhassem
Na cara da gente e reconhecessem,
Então, eles ficam com medo
E nos evitam.
Bianca respondeu.
-Não é bem assim,
Se muitos soubessem ajudariam,
Mas, não precisamos contar.
Debora respondeu
A abraçando forte.
-Eu não poderei ser mãe,
O vírus passa para o bebê,
Então, tenho evitado meu noivo
A todo custo,
Mas, não importa o que faço
Ele não me abandona.
Debora afagou os cabelos
De Bianca.
-E a doença lhe causa dor?
Indagou.
-Sim, meu corpo inteiro dói,
O próprio correr do sangue
Nas veias me mata de dor
Em cada segundo que eu existo,
Eu existo para sofrer.
Debora puxou Bianca
Para seu peito.
-Não acredito nisso,
Meu Deus,
Encontraremos a cura.
Debora decidiu ir passear
Na propriedade rural da família
E cultivar estufas de chás
Em busca de um remédio
E um conforto as dores da irmã.
Plantaram inúmeros tipos de chás,
Escreviam nas paredes
Os nomes e serventias,
E os tomavam o dia inteiro.
Dedicavam seu tempo a isso,
Limpeza da terra,
Plantio de sementes,
De mudas de chás,
E a dor de Bianca pareceu diminuir.
Ela, ao menos abandonou
O uso de drogas,
E Angelino vinha sempre
Passear ali com elas,
Onde ficava por alguns dias,
Até que, com várias estufas prontas,
Debora dividiu seus dias
Entre ir trabalhar na cidade
E dormir ali em cada noite,
Diminuiu seus horarios
Dentro da empresa
Para ficar mais ao lado da irmã
Que trouxe também o noivo
Para morar junto.
Moram juntos os quatro
No chalé de madeira da família.
-Perto de você eu não sofro minha irmã.
Bianca confidenciou
A Debora enquanto mexia
Na terra com uma espátula de ferro.
Henrique sentiu-se orgulhoso
Por ter a administração da empresa
Quase totalmente para si próprio
E investiu na área de importação de tabaco,
A empresa passou ao status de internacional,
Tendo reconhecimento em grandes países,
O patrimônio aumentou consideravelmente.
Tendo conhecimento do trabalho
Das irmãs e como meio de incentivo
Ele confeccionou um novo tipo de cigarro
Que insere chás em sua fórmula,
Ou seja, junto as folhas de tabaco
Ele coloca os chás para dar sabor.
O novo tipo fez sucesso e sua mãe
E sua avó aprovaram completamente.
Também as esposas,
Que tornaram-se tabagistas.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Homem Certo
Tempero bom
Eu acendo o fogo,
Escolho os melhores temperos,
Jogo na panela,
Coloco o óleo,
Coloco a carne
E frito tudo,
Com esse cheiro maravilhoso
eu sei que meu vizinho
Logo vem aqui comigo,
Eu como bem
e não como sozinha,
Escolho o melhor tempero,
A carne mais gostosa
E tenho todos os beijos
Que desejar,
Do garoto mais lindo
E que mais admiro,
Cozinheira e apaixonada,
E ele ama isso,
Prefere meu jantar
Ao de qualquer outra,
Escolhe estar comigo
a ir para o restaurante,
Que delícia,
Durma abraçada
E quentinha
Com o cheiro de conforto
Entre os cômodos da casa,
Não durma sozinha,
Não fico sem beijar,
Eu capricho na cozinha
E ele corre para cá.
Casa Limpa
Comprei o esguicho
Para a mangueira,
Amanhã é dia de faxina,
Vou concertar as coisas,
Limpar a casa,
Casa limpa é saúde
E economia,
A tarde eu chamo
Os amigos,
A noite a gente faz um churrasco,
Aquece a pizza,
conversa sobre a semana
e sobre como foi o trabalho,
Sem sujeira,
Sem gastos,
Só faxina e uma cervejinha,
Mais nada.
solidão e casa limpa,
Amigos e casa cheia,
Felicidade é isso,
Ter quem esperar
Para quando a casa estiver limpa
e a pizza estiver sendo feita
E pronta para ir para o forno.
Nem Balada
Esta perfeito
Se a balada esta bombando,
Eu escolhi não ir
não me importa
O valor do ingresso
Ou quem irá ir,
Se aquele garoto antigo
Que há muito tempo atrás
Ficou comigo irá
e espera me encontrar,
Desista disso,
Sobre este assunto
Ele não me falou palavra,
Se ele for sozinho
Ou com outra,
Cuida da sua vida,
Deixe ele ir como quiser
E fazer como queira,
Eu me mantenho aqui
tenho todas as prioridades,
Nenhuma é ele,
Cai fora com esta conversa,
Eu estou farta,
Não quero dançar,
Nem ouvir música tão alto,
Prefiro o aconchego do lar,
Um convite de um garoto
Mais apto,
Que escolha estar comigo.
No supermercado
Se eu for no mercado
Eu vou como gosto
De estar em casa,
Roupa simples e folgada,
Pele limpa,
Sem maquiagem
E meu filho,
Oh, por favor,
Não reclama:
Meu filho vai comigo
E lá dentro ele ajuda
Na escolha das compras,
Escolhe o café,
E também a guloseima,
Não reclama do meu menino,
Ele me ajuda,
ele é gentil e educado,
Por que você o olha tanto?
Se ele é tão lindo,
Por favor,
Deixa de vigiar meus atos,
Para de cuidar o que eu faço,
Se você na sua casa
Quebra os pratos,
Deixa meus copos
Que eu mesma os guardo,
E faço como quero.
O carrinho é grande,
E quando for pequeno
A escolha de quanto compro,
O que como,
Ou o que faço é minha,
Por que você me cuida tanto?
Garota Cozinheira
Uau, me apaixonei
Por uma garota da roça,
Não bastasse ser linda
Ainda cozinha um risoto perfeito,
Uau, que me poupem as galinhas,
Vou levar ovos,
Vou comprar temperos,
Encerrei o período restaurante,
Pizzas rápidas e fast food,
Vou namorar a garota
Lá da roça
Que cozinha como eu gosto,
Se esforça e é linda.
Nossa que delícia,
O tempero só melhora
E meu bolso não reclama,
Se for para namorar
Eu vou de barriga cheia,
A garota além de linda
Cozinha como nenhuma outra,
Vou namorar,
Vou casar,
Vou lá na casa dela
E fico dormindo lá,
Se precisar levar a roupa
Eu levo e já não saio de lá.
Pela Estrada
Eu estava com pouco combustível,
Dirigia a cem por hora,
Bem, ficar na estrada
Não é o fora,
Me mantive alerta,
De olho nos pneus
E em quem passava,
Uau, ele foi bem mais que legal,
Dirigia seu Onix,
Tanque cheio,
Óculos escuro,
Vidro da janela baixo,
Eu logo acenei
E gritei:
Cara, com um carro desses
Eu apostava um tanque cheio,
E um motorista lindo assim,
Eu jogava beijo,
Chamava para o acostamento,
Chega aqui e me dá um oi
De pertinho.
Ele sorriu feliz,
Reduziu a velocidade,
Acenou e jogou beijinho,
Não poderia ser melhor,
Logo ele aumentou a velocidade,
Cruzou por mim
Quando eu aumentava
a marcha
E ligou o alerta,
Reduziu até ficar muito perto.
Nossa, com uma garota dessas
Eu desisto do trabalho,
Esqueço o horário,
Reduzo as horas,
Chega no acostamento
Me dá um beijo,
Me namora?
Eu sorri e liguei o alerta,
E disse bem próximo a ele
"Caramba, quanta sorte
Eu estava com pouca gasolina
E você foi gentil comigo,
Agora eu não fico para trás.
Ele sorriu e respondeu:
-É certo que não, garota
Eu estou de tanque cheio,
Espera e já lhe passo um pouco,
Depois disso,
Você pode me dar um beijo
E me aceitar em namoro!
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Estrada Habitadas
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Amuleto do Amor
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Pequena árvore, grande amor
domingo, 16 de agosto de 2026
Até que seu Irmão nos Separe
-Não sou capaz de suportar.
Disse Gercica,
Juntou poucas coisas
Pôs na mala e saiu de casa.
Escolher as ruas
Talvez tenha sido uma escolha ruim.
Quando iniciou a chuva
E ela a via escorrer pela janela do ônibus
Pareceu uma ideia péssima.
Optou pela casa da tia
Que morava distante da família,
Dois dias dentro de um ônibus
E estava lá,
Em pé com chuva escorrendo
No rosto em frente a grande porta
De vidro fumê
Com um estranho louco
Digitando no interfone
Sem saber se permitia
Ou não sua entrada no prédio.
-Alô, a Gercica?
Indagou uma voz envelhecida
Do aparelho.
-Sim, uma moça de mala
Nas mãos e chuva na cara.
Fez-se silêncio e a tia respondeu:
-Mais nada?
E ele confirmou.
-Mais nada.
-Permita a entrada,
É minha sobrinha.
O homem a olhou com os olhos arregalados
E fez sinal para que entrasse,
Lhe mostrando o elevador.
- Andar quinze,
Sala 1151.
Ele falou.
Ela saiu da chuva com a roupa encharcada,
E tremendo de frio.
Tinha poucas roupas na mala,
Seu corpo tremeu violento
Assim que entrou no saguão
Do prédio,
Seus pais deveriam estar preocupados...
Provavelmente estariam...
(Dois dias anteriormente).
-Não filha,
Se você deseja algo de mim
Terá que trabalhar
E conseguir por conta própria.
Disse o pai falando seriamente.
-Mas mãe, eu trabalho
Tanto quanto a senhora
Lhe ajudando a limpar a casa.
Ela falou olhando logo
Para o rosto da mãe.
A mãe pegou a chaleira
De água quente e jogou
Na direção dela no assoalho.
-Faz pouco,
Muito pouco.
Respondeu a mãe.
-Mas pai sempre que te ajudo
Eu não escolho um emprego remunerado
Mas mereceria um salário...
O pai não a deixou encerrar a frase
A pegou pelos ombros e chacoalhou
Com força enquanto dizia:
-Te pagar?
E a comida que você come?
E a roupa que você usa?
E os gastos que você me dá?
Você não acha que lhe dou o suficiente?!
Depois disso ele pegou
O controle remoto da televisão
E aumentou o volume do programa
Que assistia.
Gercica levantou-se do sofá
E foi para o seu quarto.
-Os filhos dos vizinhos ajudam
Muito mais e ganham muito menos.
Ih, você faz muito pouco
Na sua época meu pai não precisava trabalhar
Eu fazia tudo por ele
E quando recebia o dinheiro
Entregava nas mãos dele,
Você ganha muito dinheiro,
Muito...
Depois de pegar uma xícara de café,
ele insistiu em alto tom de voz:
-Com certeza, Marcian ele deve estar namorando,
Se eu pego você andando por aí
Com algum macho eu mato você
E o teu vadio sem vergonha,
Você acha que alguém que se envolver
Com ela irá prestar?
Ele indagou a sua mãe que disse:
-É certo que não,
Com certeza é um bêbado
Jogador de baralho,
Um vadio drogado ruaceiro.
Seu irmão rio alto da sala,
-Se eu descobrir que é eu conto,
E ajudo a matar ele,
Esfolamos ele a pau.
Ele gritou rindo com gosto.
Gercica se recostou na parede
E chorou e cansou de ter
Apenas a parede para companhia
E amizade,
Quis alguém em quem confiar,
Odiou seus quinze anos,
Desejou com toda a alma ter dezoito
E poder sumir dali,
Ser independente era um sonho distante
E muito ambicionado.
Então, pegou suas coisas
E não disse nada para ninguém
Pulou a janela depois de jogar
A mala fora e foi,
Seguiu escuridão a dentro
Andando a esmo pela estrada
Sem enxergar um palmo
e sem desejar ver nada,
Só queria distância.
Distância que se tornou distante
Pois logo calejou os pés
E andou cada vez mais devagar
Deixando os pais próximos demais,
Se eles sentissem sua falta
Poderiam pegar o Fusca e vir atrás dela,
Se a encontrassem fugindo
Poderia lhe custar caro,
Muito caro.
O pai costumava bater nela
De chicote de couro,
E a fazia sangrar e gritar,
Ele tinha prazer em ver ela implorar
Perdão e estar diminuída
Aos seus pés.
O pranto em seu rosto
Era o orgulho de seus braços,
A energia com que vibrava de dor
Era a honra de seu punho de couro
E nenhum remorso.
Ela sentia medo dele,
Tanto quanto o amava,
Mas, quanto mais ganhava idade
e o ouvia mais o medo
Se tornava maior até que
Uma espécie de repulsa a fazia
Rejeitá-lo.
Ela odiava os fuxicos da mãe
Sempre tendenciosos.
Seu rosto vermelho e riscado
Falava alto sobre a violência
Com que a mãe lhe considerava.
Mãos de fero e ódio.
(No prédio onde morava a tia).
-Oi tia, vim visitar.
Ela disse soltando a mala no chão.
-Ótimo entre.
Deixe a mala no quarto da frente.
Ela foi até lá
E a soltou no chão,
Pegou uma toalha no roupeiro
E saiu porta a fora para a sala
Secando os cabelos.
-Choveu muito.
A tia a olhou feliz
E a abraçou.
-Choveu sim.
O esposo de sua tia foi conivente
Com sua estadia no local,
Logo Gercica passou a fazer
Os serviços domésticos
Enquanto a tia era caixa de supermercado.
Certa data o tio voltou antes do trabalho,
Trancou a porta,
Invadiu o quarto onde Gercica estava
E a jogou contra a cama,
Instante em que a obrigou a fazer
Sexo com ela.
-Que prazer eu tenho
Em possuir você,
Sua danada!
Ele falou.
Ela chorou arredia,
Sentiu medo da tia.
Logo foi fazer um pudim
E deixou água entrar
E o doce estragou.
A tia tirou o chinelo
Dos pés irritada e bateu
Contra sua mão.
A menina chorou arredia
Sentada na mesa
Recostada a parede.
Outra vez não lhe restava
Mais que a parede para conforto.
Mas calou-se.
E o tio insistiu em cada vez
Estupra-la mais e mais tempo.
Gercica no período da tarde
Acabou indo para a praia caminhar,
Fez amizade com um grupo
De jovens que frequentava o local,
Foram todos juntos
Tomar café no supermercado
Onde a tia trabalhava.
A tia engravidou,
Gercica encontrou um namorado,
Um surfista de dezessete anos.
-Vamos frequentar a aula Gercica,
Vamos se formar e conseguir
um bom trabalho para morarmos juntos?
Ele insistia abraçado a ela
Sentados na areia enquanto
A água do mar tocava a ponta
De seus pés e voltava.
-Não sonho em me formar.
Ela respondeu.
-Vamos Gercica,
Vamos nos formar juntos,
Depois da escola podemos
Ter outra vida
Onde nos formamos na faculdade
E nos tornamos doutores.
Ele disse.
Gercica o beijou no cabelo.
-É muito tempo para esperar
Para ser chamado de doutor,
Respeito não é questão de título.
Ela disse,
Ele a abraçou mais forte.
-Meus pais vivem bem,
Você sabe,
Vamos abrir uma loja de roupas
E seremos administradores,
Dono do nosso estabelecimento comercial,
Para isso não precisamos esperar nada.
ele insistiu,
A beijando e deitando ela na areia,
Depois fizeram amor ali,
Enquanto o sol baixava
E seus amigos riam alto
E lhes jogavam areia sobre suas roupas,
Pois eles não ficaram nus.
-Estão transando!
Disse um.
-Estão transando, sim!
Gritou outro.
E começaram a empurrar-se
Para a água,
Então quatro amigos deles
Mergulharam por entre as ondas,
Até se tornarem pequenos pontos
Dentro do mar azul
Para só então retornar
Com o pôr-do-sol sobre seus cabelos.
Um deles retirou sua garota
Nos braços da água,
E a pediu em namoro:
-Pamela, me beija e fica comigo?
ele gritou olhando no rosto dela.
Ela o beijou com um sorriso
Nos lábios e ondas de sol
Nos cabelos negros.
-Joaquim, não me beija
E sai de perto de mim.
Gritou o outro amigo
Para o amigo ao seu lado.
-Sai fora cara,
Eu sou homem.
O outro respondeu lhe dando
Um soco fragil no ombro.
Depois, ele correu até a barraca
Que vendia bebidas na praia
e comprou uma bebida alcoolica
Para todos.
A noite chegou e os pegou desprevenidos,
Dormiram todos abraçados,
Com o céu límpido logo acima
De suas cabeças e tão distante.
Gercica soube ao chegar em casa
E encontrar sangue no chão
Que sua tia caiu no assoalho
De encontro com a parede e
Perdeu o filho.
Depois de servir chá para ela
Na cozinha ela descobriu
Que o tio encontrou uma amante
E foi dormir fora,
E ainda que ele pagava um apê
Para ela morar
E que lhe deu um carro,
A tia zangou-se,
Se trancou no quarto
e ligou para ele ameaçando
Jogar-se da janela,
Ele voltou irritado para a casa,
Encontrou os boletos do aluguel
E do carro que pagava
Para a estranha, sua amante
E irritou-se.
- Vanessa, eu quase sinto ódio de você!
Ele gritou enquanto esmurrava a porta.
-Abra esta porta,
Eu sou seu marido!
Ele gritava do lado de fora
Do quarto,
enquanto empurrava a porta
Para abri-la.
-Não abro, Rogerson e irei me matar.
Ela gritou da janela.
-Não seja louca,
Você só tem eu nesta vida,
Seus pais morreram faz três anos,
O que você quer?
Que eu te odeie?
Ele gritou.
-Não, você já me odeia.
Você me trai!
Ela gritou,
Saiu da janela e bateu na porta
Com força como se esmurrasse ele.
-Eu odeio você!
Ela gritou aos prantos,
Depois trêmula voltou
Para a janela de vidro
Que estava aberta
E uma brisa fria de inverno
Fazia a cortina branca balançar.
-Você me odeia?
Quem não sabe disso?
Você nem me satisfaz e
Quando busco outra para me ser suficiente
Você quer que eu a trate mal
Como trato você?
Você acha que minha namorada
De dezoito anos trabalha?
você esta louca?
Velha de quarenta.
Ele gritou e chutou a porta
que abriu-se languida e barulhenta
Se chocando contra a parede.
-Não, não se aproxime.
Ela gritou sentada na janela aberta.
-Você é louca?
Você esta vestida de noiva?
Ele indagou em pé,
Incrédulo a vendo de branco.
-Nós nunca nos casamos
Mas eu comprei o vestido.
Ela disse babando e chorando.
-Sim, nós nunca marcamos a data.
Ele disse,
Mais calmo.
-Não marcamos a data?
Você nunca quis marcar.
Ela gritou apontando o dedo
Para o lado dele.
-Eu não quis,
Nem você.
ele respondeu e foi até a cama,
Sentou-se e retirou o sapato.
-Deite na cama,
Vamos transar.
ele disse.
-Você ainda me ama?
Ela indagou.
-Certo que a amo,
Senão, eu não estaria aqui.
ele respondeu se deitando de lado,
E batendo sobre o lençol de seda branca
Para que ela se deitasse.
-Eu tomei remédios para morrer...
Ela falou se ajoelhando
No assoalho nas costas dele.
-Eu não acredito.
ele respondeu se sentando.
-Eu preferi a morte
a perder você...
Ela falou aos prantos
Secando o rosto na camisa dele.
-Você é doente.
Ele respondeu a afastando.
Depois ele chamou uma ambulância
E foi com ela para o hospital
Onde ela passou a noite,
Na madrugada eles retornaram
Para o prédio,
Depois ele saiu irritado:
-Eu vou trabalhar,
Não posso perder o trabalho,
Precisamos pagar o condomínio
E as dívidas.
ele disse.
-Mas, nós não iremos transar?
ela indagou.
Ele voltou da porta
E tocou nos braços dela,
Depois se ajoelhou e a beijou,
Então transou com ela
Frenético e irritadiço.
Logo que ele saiu ela
Tentou ir ao banheiro
E não resistiu,
Caiu no chão vomitando,
Depois sangrou até a morte do filho,
Ou seu nascimento prematuro, enfim,
Sangrou o filho.
-Tia, precisa ir para o hospital.
A garota falou com uma xícara de chá
Entre os dedos,
Vendo a tia sorver calmamente seu chá.
-Acabei de sair de lá,
Não há nada que me ajude.
-Mas qual é o problema tia?
-Seu tio tem uma amante
E se eu não for capaz de manter
Um filho em meu ventre ele irá me deixar.
Ela respondeu secamente.
-Mas, se ele for embora
É porque não a ama.
-Você não entende,
Estou a vinte e cinco anos casada
Com ele,
Eu não sei viver sozinha,
Eu quero um filho.
-Se acalme tia, por favor.
Gercica disse,
Se pondo em pé e a abraçando.
A tarde o tio voltou mais cedo sorrateiro
Como sempre fazia,
Mas, desta vez sua tia estava em casa,
ele não a respeito,
Adentrou no quarto de Gercica
E transou com ela outra vez.
Ao sair para o corredor
Gercica se deparou com sua tia
Em pé próxima a sala
Segurando uma xícara de café entre os dedos.
Ela teve um sobressalto,
Firmou o olhar para a tia
Que lhe sorriu amarelada.
-Acabamos de transar de volta.
Ela lhe disse.
-Que bom.
Gercica respondeu
E foi até o banheiro tomar banho.
-Seu tio está dormindo,
Não faça barulho.
A tia pediu enquanto batia
Na porta do banheiro.
Gercica saiu a noitinha ver os amigos
Na praia,
Levou pipoca e chá
Numa garrafa térmica.
Desta vez, haviam duas garotas novas
E todos tinham companheiras.
Os cinco casais foram andar
De barco no mar,
Enfrentando as ondas e bebericando
O chá.
-Podíamos nos casar.
Disse um deles.
-Podíamos todos nos casar
No mesmo dia.
Os pais de Gercica estavam desesperados
A sua procura,
Colocaram anúncio nos jornais,
Na televisão e no rádio.
Nada chegou até ela
Que permaneceu calma.
Então, um número de telefone novo
Começou a ligar no seu celular,
Com mensagens de carinho,
De fé e de amor.
Logo uma fotografia chegou
E mostrava um rapaz lindo,
Ela tardou marcar o encontro,
Mas, marcou,
Chegando lá se tratava de seu irmão.
-Peguei você fugitiva.
Agora se quiser ficar longe de nós
Terá de pagar bem caro.
Ele foi irredutível,
Gercica passou a lhe mandar dinheiro,
Mas, não contou onde estava,
ele a seguiu e contou aos pais.
Seus pais invadiram o local
E quebraram tudo,
Depois a tiraram para fora
Lhe dando cintadas e berrando
xingões bem alto.
De volta a sua casa
Ela não tinha como ver o namorado,
Então, retornou aos estudos,
E do colégio fugia para ver seu namorado.
Seu irmão marcou encontro com ele,
E fez todos os fuxicos que pode,
Logo, para zombar dela
ele marcou um encontro entre o namorado
Da irmã e uma garota do colégio,
Gercica ficou alarmada
Ao vê-lo sentado no mesmo lugar,
Abraçado a outra garota.
Seu irmão ria sem parar
Tomando um drinque na barraca
De bebidas,
Ela chorou,
Mas se calou.
No colégio Alfredo lhe pediu
Para acompanhá-la até a praia
Com um grupo de amigos dele
Como sua convidada.
Ela aceitou, fizeram os quilômetros
Até a praia de van escolar.
Dentro da van todos a chamavam
De namorada de Alfredo e o apelido pegou.
Alfredo dirigia a van,
Eles alugaram uma casa para ficar
Em três casais.
Logo Gercica dormiu com Alfredo:
-Então, você é dono da van
E trabalha levando alunos para a aula?
Ela indagou na cama com ele.
-claro,
Eu trabalho sim,
Sou dono sim.
Ele respondeu.
-Você mora aonde?
Ela perguntou.
-No centro, numa casa
Que comprei logo que iniciei
O trabalho de motorista.
ele disse.
-Esta certo.
Ela respondeu.
-Eu amo você.
ele falou lhe beijando os cabelos.
-Eu também.
ela respondeu.
E engravidou naquela noite mesmo.
Ao amanhecer,
Bem cedinho o irmão lhe acordou
Com a notícia de que
ele não era o dono da van
Apenas trabalhava como motorista
E não tinha casa própria,
Pagava aluguel para os tios da esposa,
E ele já era pai.
Gercica odiou seu celular
e o jogou no fogo da lareira.
-Então, você já sabe de tudo?
Alfredo indagou do batente da porta.
-Sim, meu irmão contou.
-Vi que você se irritou.
ele disse enquanto entrava
E chegava perto dela a abraçando.
-Sim, não quero mais celular
Nem esta coisa toda...
-Compreendo.
disse Alfredo beijando ela
E a conduzindo até a cama.
-Mas eu amo você
E quero muito nosso filho.
-Eu também.
Ela respondeu.
-Você só tem quinze anos.
Alfredo disse.
-Você tem dezesseis.
Gercica continuou.
-Você pode trabalhar de cobradora.
Alfredo falou,
Se referindo a ela trabalhar
De cobradora da passagem do ônibus.
-Seria bom,
Assim você não iria me trair.
ela respondeu.
-É claro que não,
Nunca.
Ele disse a beijando suavemente.
-Mas e sua esposa,
E o filho que você já tem?
Ela indagou.
-Resolvemos isso mais tarde.
ele respondeu.
-Vamos pensar em nós,
E darmos um tempo para o resto,
Vamos aproveitar a viagem
Até a praia.
-Esta certo.
Gercica disse.
Se abraçando a ele.
-Nesta altura seu irmão já contou
Tudo para a minha esposa.
No caminho eu vejo o que faço,
Ela deve estar muito irritada.
Alfredo falou.
-Provavelmente.
Gercica disse.
-Talvez seus pais descubram logo
Que você está aqui comigo.
Alfredo disse com um tremor
No corpo e abraçou fortemente Gercica
Dando uma olhadela para a porta
Do quarto que estava fechada.
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