terça-feira, 14 de julho de 2026

À Sua Disposição

 Formada em direito,

Aprovada na prova para advogada,

Tudo estaria perfeito

Se seu sonho não estivesse na roça,

E seu coração...

Ah, seu coração estava no Batalhão

Da Polícia Militar;

Com a aprovação do curso

Em mãos,

Ela reprovou no quesito físico,

Magra demais...


As horas em que 

Passou estudando 

Lhe ocupou muito,

Retirou o horário de trabalho

E levou o salário,

Isso lhe tirou o dinheiro,

E o alimento em sua casa

Sempre foi pouco,

Hoje, por ter sido insuficiente

Lhe deu um corpo esbelto,

Mas lhe roubou a aprovação

No concurso dos sonhos:

Ser soldado,

Soldado de Juliano,

O Coronel mais lindo

Que ela já viu

Que desde o primeiro olhar

Lhe roubou tudo:

Vontade de sair pelas ruas

Beber e curtir com as amigas,

As drogas que dirigiam

As colegas,

A vontade de ser de 

Qualquer outra pessoa.


Juliano lhe tomou

Cada pensamento,

Cada ato e cada sonho,

Também tomou alguns 

Olhares seus no espelho

E umas passadelas pelo

Próprio corpo.


Mas, vê-lo não era simples,

Trabalhava doze horas

E seguia cotidiano restrito,

Sempre com a família...

Juliano era o objetivo,

E o sonho de quantas?

Muitas,

Com certeza.


Alessa vendeu o terreno

Que tinha na cidade

E comprou uma chácara

No interior do município

Onde Juliano morava,

O mais perto dele possível.


Lá aprendeu a fazer pão,

Sempre nas horas que queria

Lhe chamar a atenção,

Aprendeu a fazer pizzas

E bolos confeitados.

Tudo em função de Juliano

Para atender seus gostos,

Logo, ele passou com sua picape,

Em frente a sua casa.


O coração de Alessa

Nunca pulsou mais forte

E seu pulso se levantou

Em cumprimento,

Ganhou seu primeiro sorriso.

E o olhar de seus olhos azuis límpidos,

Em contraste de seus dentes brancos,

Foi como se um céu se abrisse

E estivesse tão perto

Que era só correr e tocá-lo,

Mas Juliano o Coronel

Não se permite ao toque

Assim de maneira tão simples,

Não ele apenas lhe sorriu

E partiu com aqueles seus

Cabelos loiros ao vento

Feito um sol que cai no horizonte

E deixa só o escuro.


Um escuro de bloqueio de pensamentos

Em que só o vê,

A nenhum outro.

Naquele céu lindo de nuvens esparsas

Que se abre e deixa a mostra

Um azul tão profundo

Como um sonho em que você

Se joga e não se permite voltar,

Juliano é como uma arma municiada,

De gatilho puxado

E um dedo a espera,

Aliás seu dedo sempre está

Em prontidão,

Ereto e seguro de porte másculo,

Naquela farda desbotada

E marrom parece um anjo,

Dando ordens e instruções de apoio,

De trabalho,

De ações.


Com um clique e ele atira,

Sem errar o alvo,

Com sua voz alta e estridente,

Efeito bala voando 

Cortando o ar,

Acertando e ferindo

Até onde ele quiser,

Sangue,

Dor, 

Alívio,

Segurança,

É Juliano.


Bem, mas seu carro branco

O levou para as ruas do Batalhão,

Agora ele mudou a rotina,

Preferia usar a rua de sua casa,

Isso lhe permitia as olhadelas,

Os abraços inseguros 

Em si mesma,

Como se fosse nele.


Pensando em sonhar,

Alessa comprou um casal de patos,

Depois mais dez,

Então, dois porcos

E começou  a cria-los.

Ela convidou Juliano 

Para fazer o chiqueiro 

Para os bichinhos,

E os pregos começaram 

A estalar sob o martelo,

E de tábua a tabua 

O chiqueiro foi montado

Num único dia.


Lá houve o primeiro contato

De suas mãos, e então,

Na sombra da canela de Seilão,

Ocorreu o primeiro beijo,

Depois naquele chão de terra

Poeira e raízes protuberantes,

Houve o amor.


Foi a primeira vez de Juliano,

Não de Alessa,

Mas, mergulhar no seu corpo alvo,

Foi como entrar num mundo inabitado,

Que nunca foi tocado,

Uma invasora de seus mistérios,

Um mergulho num céu de nuvens

Esparsas que era seu rosto,

Um entregar-se aquele beijo sedento,

Como se o branco de seus dentes

Fossem nuvens de algodão

A percorrendo sobre toda a sua pele,

Sedento e tesudo e apaixonado.


Alessa tocou seu rosto fortemente,

E olhou naqueles olhos azuis

Como se o céu estivesse tão perto,

Tão perto e tão nela,

Seu calor tinha efeito de um sol

Inexplicável e forte,

Tão intenso e penetrante

Que ela implorou para ficar ali,

O recebendo,

O invadindo,

O tendo,

Num entregar-se apaixonado

e demorado.


Acabado o ato de amor,

O Coronel Juliano se foi,

Foi difícil soltar sua mão quente,

Permiti-lo ir,

Desviar o olhar,

Jamais ela admitiria a dor

Que sentiu o vendo ir,

Então, ela aproximou-se rápida 

Por trás,

Mas, antes que chegasse nele,

Ele virou-se como se esperasse

O ato,

E ela pode sentir seu rosto,

O calor, 

E o céu aconchegando-se nela,

Sobre seus seios arfantes,

Os lábios trêmulos

Que imploravam por seu amor,

Ele pegou sua mão outra vez,

Lhe repousou um beijo

E foi.


Ela ergueu a mão

E acenou o máximo que pode,

Nuvens de poeira levantaram-se,

Ofuscando vê-lo,

Mas ela soube que agora

Ele sempre estaria perto,

E que ela nunca o esqueceria.


Na noite de sua primeira visita,

Alguém invadiu sua propriedade

E levou um de seus porcos,

Alessa acordou e vendo

o chiqueiro danificado 

Em uma parte 

Correu até lá,

E notou a ausência de um porco.


Ao ligar para o número da emergência,

A emergência a aconselhou

A registrar ocorrência na delegacia

Pois este delito se resolvia 

Através da Polícia Civil,

Alessa desligou atordoada,

Não pode falar com Juliano,

Não obteve sua compreensão,

Palavras de carinho

E seus sentimentos.


Foi até o chiqueiro,

E pregou as tábuas soltas

Do chão,

Comprou outro porco

E o substituiu.


Depois foi até seu notebook,

E o buscou na rede social,

O que viu foi totalmente incompreensivo:

Ele estava noivo de uma garota

Que tinha um filho:

"Meu Deus, seria filho dele?"

"Não",

Ela disse,

Então, fechou seu notebook.


Se debruçou na cama 

E chorou,

Passou sete dias e o Coronel

Não lhe deu notícias,

Juliano afastava-se como o sol

Que toda noite se vai,

E não permite que mais nada

Seja visto,

Exceto sua ausência.


Os dias correram sôfregos,

Então, ela decidiu ir vê-lo,

Lá mesmo, no Batalhão,

Ao chegar lá,

Se sentiu constrangida ao se

Apresentar,

Disse se tratar de uma amiga

E que queria vê-lo.


Ele veio sorrindo o 

Seu sorriso perfeito 

Que logo se dissipou ao vê-la,

Sim, era Alessa

E não a tal garota noiva.

Ele lhe pediu um tempo,

E disse que logo retornaria.


As horas se arrastaram

Dentro daquele Batalhão frio

E úmido,

Então, ele veio,

Lhe cumprimentou estendendo

A mão aberta e

Ela foi direta:

"-Eu soube que você é noivo?"

Ela indagou em interrogação,

Não foi capaz de ser enérgica

Ou segura,

Seu coração balançava

Como se estivesse afundando

Num mar aberto,

Que era o Coronel Juliano

E seus olhos azuis enormes.


O Batalhão girava no seu entorno,

Policiais fardados iam e vinham,

Ele, então, consentiu.

"-Sim, noivo".

Ela estremeceu,

Abaixou a cabeça e saiu.


Atordoada pegou o carro

E dirigiu muito rápida

Sem saber o que fazer,

No caminho decidiu lutar 

Por ele,

Comprou frutas, flores e um livro

No mercado,

E uma sexta de cipó,

E a enfeitou para ele,

Ao levá-la no Batalhão

Ele lhe disse que não receberia,

Ela a deixou sobre o balcão

De entrada e saiu.


Nunca uma saída de um lugar

Foi tão difícil,

Suas pernas tremeram

E o coração palpitou sem parar,

Sentiu medo de ser alvejada

Por trás,

Ali haviam policiais e adeptos,

Nenhum outro,

Todos armados e seguros

De seus argumentos

E suas vontades,

Nada reduziria a opinião

Do Coronel Juliano,

Ele pertencia a outra

Para sempre.


Chegando em casa,

Algo inumano invadiu 

Sua propriedade,

Perseguiu seus patos,

E os rasgou ao meio

Despenando-os,

E arrancando seus pedaços,

Ela deixou a direção do carro,

Abandonou-o próximo a casa

Se ajoelhou e chorou:

Quem teria feito isso?


Chegar perto do Coronel Juliano,

Foi como estar com vistas

Erguidas para o céu,

Nunca desviar de seu olhar

E uma guilhotina cair de lá

Sobre seus sonhos 

Até não sobrar nenhum inteiro.


Havia sinais de quirela

Perto do chiqueiro,

Alguém tratou os porcos

Na sua ausência,

Provavelmente, os envenenaram,

Outra vez ela ligou para a emergência

Da Polícia Militar,

Outra vez o Coronel juliano

Não estava lá,

Não era seu setor,

E outra vez ela deveria

Buscar a Polícia Civil.


Outra vez ela não foi,

Juntou os resquicicíos

Que sobrou de cada bichinho

E os jogou no rio,

Que a água os levasse,

Sobrou apenas as penas

Estendidas e esvoaçantes

No vento frio de julho.


Era como se tantas penas

De tantos bichinhos

Apagassem o maldito azul

Daquele céu profundo

Em que se mergulha 

Por uma única vez

E nunca mais se esquece

Ou volta a si própria.


Os dias passaram,

Numa noite,

Seus porcos foram levados,

Sobrou apenas sinais de sangue,

Ela não ouviu nada,

Nada viu

E outra vez não registrou

Ocorrência na maldita Polícia Civil,

Ela não tinha interesse nisso,

Ser mal atendida,

Não tinha quem responsabilizar

Pelos danos,

Exceto imaginar que fosse algum vizinho.


Então, foi passear na sua tia

E descobriu que o Coronel Juliano

Comprou a propriedade vizinha

Para seu futuro sogro

E que seus cachorros fugiram

E causaram todos os danos

Que Alessa se referiu.


E inclusive, chegaram 

Até o chiqueiro de sua tia

E abriam-no com seus dentes,

E comeram o que havia dentro

Deixando só os restos,

Isso facilitou encontrar suas galinhas 

E comer muitas delas.


Logo a tarde ela iria registrar

Ocorrência na delegacia civil,

Alessa tomou caminho diferente,

Foi até o Coronel 

E lá, quando um sargento

Soube de que se tratava

Não aceitou chamar o Coronel

Para que conversassem

E resolvessem o assunto.


Alessa irritou-se:

"-Esse maldito viado,

chupador de p...

ele me odeia."

Ela gritou.

-"Senhora, controle-se,

Eu irei processá-la por desacato."

O sargento falou alto

Com uma planilha em suas mãos.


"Coronel Juliano,

Deus te capacitou

Mas não te escolheu."

Alessa gritou de frente

Daquele balcão

Com uma plateia de policiais

Cada vez maior se juntando

Naquela sala

E retirando sua visão dele.


"Coronel Juliano,

Você é comedor de crianças."

ela tornou gritar

Em completo desespero

Exigindo a sua atenção.

"Coronel Juliano,

Vamos transar?"

Ela insistiu em desespero.


"Senhora, por favor,

A senhora esta invadindo

Uma repartição".

O sargento falou

Com aquela prancheta 

Ameaçadora em mãos.


"Deixe daquela noiva".

Ela berrou em alta voz.

"Senhora, a senhora está

Perdendo seu disernimento."

Retornou o sargento

Chegando perto dela,

"Eu irei prendê-la"

Ele insistiu.

"Não, estou aprisionada ao

Coronel e não posso me esquivar"

Ela gritou em resposta.

"Senhora, eu posso desaprisiona-la 

Dele e leva-la para a Delegacia civil"

ele falou.

"Nãoooo".

Ela gritou.

Alessa afastou-se,

Trêmula e insegura,

"de que se tratava ele agir assim?"

"O que houve?"

"O que ela fez de errado?"

O sargento foi impiedoso,

E o Coronel a vendo da área verde

Do Batalhão não lhe deu atenção,

Ficou lá, 

Inerte sobre aquele verde

Explicando algo a tantos policiais

Que estavam lá,

Onipotente de contraste 

Com aquele outro complexo

De Batalhão marrom forte e claro

Que havia após ele.


Alessa gritou imperdoavel

De ali dentro tudo que houve:

"Seu maldito,

Você me usou,

Roubou meus bichinhos

E deu para seu sogro,

Me pague,

Me pague."

"Aspirante a Coronel Bedin".


O sargento aproximava-se dela,

Seguro com seus olhos escuros,

Feito uma noite misteriosa

Que roubava todo o seu céu,

Sim era o fim,

O fim do relacionamento

Que nunca teve mais

De um dia e alguns olhares.


Ela permitiu que suas lágrimas

Escorressem naquela sala

De recepção cheia de soldados

Armados que foram se juntando,

Enquanto ele ficou distante,

Dizendo adeus,

Sem falar uma única palavra.


Havia o balcão de recepção,

E um portão de ferro escuro,

Alessa se aproximou daquilo,

Ergueu uma perna sobre o portão

E gritou:

"Aqui você não fela"

E baixou a calça deixando a mostra

A sua vagina:

"Aqui você não morde"

Ela gritou,

Depois puxou a calça 

De volta e gritou erguendo

O casaco para o alto:

"aqui você não mama,

Viado,

Você mama seu saco!"


O Coronel Juliano

Permaneceu impassível

Fazendo o treinamento

Dos sargentos.

"Me Coma".

Ela gritou.

Ele a olhou e sorriu.

Uma multidão de pessoas

Começou a se reunir

Do lado de fora do Batalhão,

Todos de olhos e ouvidos atentos

Aos gritos de Alessa,

Que logo foi presa e contida

Pelo sargento.


A questão do aprisionamento

Não foi tão simples

Quanto parece no noticíario

Da manhã da cidade de Chapecó,

Ela deu um pulo para trás

Ficando distante daquele sargento

Que manteve o olhar sobre ela,

E as policiais que não saíram de lá,

Ela odiou cada uma daquelas fardadas,

Odiou o distanciamento dele,

Odiou aqueles olhos

Que mais pareciam uma bala

Solta contra ela,

Prestes a chegar perto,

Tão perto até dilacerá-la.


Ele parecia uma pedra

Solta em pé,

Um muro de ouro,

Naquele corpo branco e 

Tão perfeito,

Como a nenhum outro,

Um sol incandecente e dono 

De todo o céu,

Como se apenas no seu entorno

Residisse a vida,

Todas as vidas:

Daqueles presentes,

Daqueles lá de fora,

Mas, não a sua!


Ela buscou uma arma no sargento,

Mas, ele não permitiu que ela

Se aproximasse,

Alegou que a processaria por desacato,

Perseguição contra Tiago

E o que mais lhe conviesse.

Ela gritou de dor,

Ódio e despeito.


"Eu te amo Coronel Juliano",

Ela gritou pela última vez,

Então, duas mãos quentes

Repousaram em seus braços

A mantendo inerte.


A porta de uma cela fria

E escurecida da Polícia Civil

Lhe tirou o sonho de estar

De volta tão próxima do céu

Pelo qual se apaixonou

E chegou uma única vez,

Tocou um único dia.


Lá no alto da delegacia,

Um helicóptero sobrevoou

Bem baixinho,

Era o Coronel Juliano quem dirigia,

Ele própria veio conduzi-la

Até o presídio regional,

Então, num ímpeto de humanidade,

Ele pagou a multa que havia

Contra ela na delegacia

E lhe permitiu a absolvição prévia,

Até a responsabilização criminal

Por seus atos.


-"Ato de amá-lo?"

Ela o indagou na frente

Do delegado,

O delegado riu.

"-Você sabe que agora

É proibido!"

Ele respondeu seguro

Em seu fardamento.

"-proibido deveria você

Ser viado".

Ela insistiu em ofende-lo.

Ele a olhou com o olhar seguro,

E não disse nada.


Na saída,

Ele pegou sua mão,

E a manteve por um tempo,

Ela soube que seria sempre dele

Não importava o que houvesse.

Ela olhou para trás e buscou

Seu beijo ele desviou 

Para o lado oposto.


Então, soltou sua mão

E empurrou seu braço,

Ela saiu desconsolada

Pelas ruas noturnas

Daquela cidade perdida

De crimes e solidão,

Ninguém lhe estendeu a mão,

Nem matou,

Pareciam não vê-la,

Nenhum daqueles alcolatras

E drogados.


Logo no amanhecer

Ela mandou flores para ele,

Outra vez, 

Se pôs a sua disposição,

Conforme ele a imaginou

E ela não poderia fugir.

domingo, 12 de julho de 2026

Encontro no Caixa

 A garota estava fazendo compras,

De repente, um senhor

No meio do mercado 

Começou a esbarrar nela

Sugerindo que saísse

Com ele

Em troca ele lhe pagaria

As compras.


Ela ficou triste e tremula,

Sem saber como agir,

Então, quando foi tirar

As compras do carrinho,

Este senhor chegou 

Por trás dela

E lhe deixou sem saída,

Suspirando e suando forte.


Ela estremeceu de medo,

Todos estavam vendo a cena

E comentando,

Ele não parecia dar atenção,

Então, um lindo rapaz

Se aproximou e lhe desferiu

Um golpe de soco no rosto

Que lhe derrubou

Para o lado.


O sujeito se levantou

Do chão,

Pediu desculpas e saiu

Por trás do rapaz,

Então, a traição ele

Desferiu um soco 

Na cabeça do rapaz

Usando as duas mãos

Unidas e fechadas.


O rapaz caiu inerte no chão,

Batendo a cabeça

Feito um fiapo de gente,

Um objeto que é lançado

E ninguém retem.

Voou poeira do chão

Fazendo a garoto tossir

E chorar de tristeza.


Logo ela se jogou

Sobre o rapaz que estava

Inconsciente e se acomodou

Sobre as pernas dele,

Então gritou alto:

-"socorro, ele matou 

O garoto,

Socorro,

Ele é um assassino,

Um matador frio incalculável."


Alguns indivíduos se aproximaram

Da garota e pegaram

O homem pelo pescoço

E o retiraram de perto dela,

Ela iniciou manobras de salvação

Para o rapaz,

Que estava inconsciente,

Então, o pai dele chegou por trás

E lhe desferiu pontapés

Sobre os ombros.


Então, saiu dizendo:

"maldito,

Este maldito quer casar-se

Com puta ao invés

De escolher mulher de classe,

Maldito,

Prefiro sua morte

Que aceitar que difame 

Meu nome Menns."


A garota olhou

De cima das pernas 

Do rapaz e chorou

Agachada sobre ele,

Então, uniu suas mãos

Sobre o coração

E as beijou para que

Pudesse salvá-lo em

Último ato de amor

E prece.


O rapaz levantou o rosto

E respirou tossindo 

Com dificuldade e respirando

Pouco, logo ele se recuperou

e viu  a garota sobre suas pernas

Sorriu feliz.


-"Eu achei... achei que você

Não resistiria."

Ela disse

Pegando suas mãos e

Levando sobre seu peito

Arfante e quente.

Sua voz estava trêmula

E resignada de desejo,

numa reação inconciente

Ao amor,

Surpreendendo-o.


-"não sou fácil de ser morto".

Ele disse,

E a puxou para seu peito,

Levantando as pernas

Num convite ao sexo,

Ela abriu suas pernas

E o recebeu tremula

E ansiosa,

Baixando sua calça levemente.


O medo dominou a ambos

E os impediu de pensar,

Entre os dois caixas,

No chão,

O casal se amou sem parar.

A garota do caixa

Continuou passando

As mercadorias.


Então, mais tarde ambos

Se levantaram e ele ficou

Em pé de prontidão

Na frente dela de costas

Como se fosse seu segurança,

Sua arma humana,

Seu punho de ferro,

Seu pontapé de aço inoxidável,

O seu grande homem,

Que a protegeu e 

Foi protegido agora 

Levantava-se feito um herói destemido,

E a deixava salva e sã.


Ela lhe sorriu,

Uma lágrima beirou seu olhar,

Que ela não tentou disfarçar,

Sorriu e permitiu que o amor

Transbordasse em seu rosto.

Depois, ela o segurou pelos ombros,

Se aproximou de seus braços,

E se agachou para abraça-lo,

Ficando recostada em sua cinrura,

Abraçada a ele fortemente.


Ali recostada,

Ela o notou com um problema

Na coluna onde ela estava

Levemente agachada para trás,

Ou seja, torta,

um problema próprio de pessoas

Mais altas que por sentirem-se

Intimidadas com a presença

De uma multidão se retesam

Para baixo em busca de passarem

Despercebidos ou não chamarem

Atenção de público por vergonha

Da estatura ser realmente evidentemente alta.


Com isso,

Ela levou sua mão

Até seu coração e pediu 

A Deus intercessão,

Deus aqueceu sua mão

E ela acariciou este 

Por quem se apaixonou instantaneamente

Usando as duas mãos,

Organizou seus músculos 

Que estavam tesos,

Depois organizou sua coluna

Lombar que estava arcada,

Na posição em que ele

Se colocou de estar parado

E de braços cruzados sobre

O peito,

Mantendo o peso para trás,

E não no corpo todo,

Conforme teria de ser feito.


De tanto manter o peso

Sobre a coluna e não

No corpo a coluna rendeu-se

um pouco,

Mas, o amor de Legislaine

Foi mais forte que o osso

Que verga mas não quebra,

Mais intenso que o músculo

Que se retesa mas não se rompe,

Mais forte que o pai que julga

Mas sua palavra já não fere.


Depois de arrumar sua coluna

E organizar sua camisa amarela,

Ela se colocou de volta

Na posição inicial 

De estar recostada na sua cintura,

Então o olhou lá de baixo,

E nunca viu homem

Mais lindo ou mais perfeito

Que ele.


O olhar de magdielson 

Disparou lá de cima

Feito uma águia

Que desce profunda lá do ceú,

Caindo de um azul profundo,

E vindo até ela

Fazendo disparar seu coração,

Alvejado de desejo,

O arremesso do olhar

Teve recepção calorosa,

O branco do teto parecia

Um algodão doce de nuvem

Que lhe trouxe o mais puro

Do céu,

O amor nas asas de um olhar

Compenetrado e apaixonado,

Ele capturou-lhe os lábios

Com um beijo sedento,

O efeito era de voar 

num céu arrebatador

Do qual não se consegue

Soltar,

Suas mãos fortes

A agarraram sem perdão,

Ela o enlaçou pelo pescoço,

Com paixão e desejo sedento

Por muito mais tempo,

E privacidade,

O beijo se aprofundou

E se tornou íntimo,

E uma salva de palmas e gritos

E risos despertou ambos

Do transe de amor e carinhos.


Ele sorriram alto,

E continuaram a passar

As compras no caixa

E por no carrinho para levar

Para casa.

E ele ficou lá em pé,

Só depois de muito tempo

Desviou o olhar da plateia

Para se direcionar a ela

E sorrir daquela forma

Que jamais outro sorriria:

Com amor e proteção.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Desista dele

Garota quando você 
For escolher a cor
Do batom e o salto alto,
Se olha no espelho 
E escolha se respeitar,
Não fica refletindo 
Se o que houve
Entre você e seu namorado 
Foi violência ou não,
Não aguarda o soco 
Na cara,
O empurrão no meio 
Dá rua,
O grito no seu ouvido,
Entenda:
Se ele te olhar torto
Ele está te ofendendo,
Se ele retesa o rosto
Ele está te ofendendo,
Se ele usa palavras ofensivas
Ele está sendo violento.
Não aguarde ele mudar,
Toma medidas preventivas,
As vezes,
Não raras vezes,
Algumas mulheres 
Não resistem ao primeiro soco,
Não aguarde o hematoma,
Não espere a dor física,
Compreenda seu psicológico 
E desista.
Optei por se valorizar,
Se não te cuida,
Não te ama,
Se te ofende
Não te quer,
Desista.
Seja forte,
Busca medidas 
De proteção,
Não espera a ação violenta,
Proteja-se,
Ama-se,
Você é mais que um reflexo,
Mais que uma ideia
De pessoa,
Você é uma mulher 
Por completo,
E ele também é homem feito,
Desista,
Diga não a violência!

conquistador

Me cansei de suas artimanhas
De me ver no seu encalço,
A louca desmaquilada,
Correndo de perder o salto
Enquanto você passa
Por mim com mil outras garotas,
Se faz de besta,
Me esnoba,
Está sempre feliz
No seu patamar de conquistador,
Me faz chorar
Até não restar nada
Desta que só te ama,
Te espera
E se esforça 
Para manter o relacionamento,
Te cuidar bem,
Te amar a todos momento,
Você poderia me dizer
Por quê,
Por quê querer tantas garotas,
Por que não sou suficiente,
O que há de errado?
Você diz que nunca 
Houve nada,
Então, por que você 
Está aqui comigo agora?
Você poderia estar 
Com outra
Em outro lugar,
Me diga se te sufoco?
Se estou te obrigando,
Impondo minha presença?
Eu o amo tanto,
Eu só busco estar perto,
Por que você me despenca?
Me joga lá do alto
Se estou sempre a sua espera
E só quis que durassemos
Um tempo,
Uma vida,
Me diga o que há 
No seu ânimo 
De conquistador 
Que adora números?

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Viva o Amor

 Amanheceu frio,

Com neblina e dedos gelados,

Convido meu esposo

E descemos até o rio,

Lá as flores encantam

Num verde que nem parece

Estar no pleno inverno.


Juntamos enxada e cavadeira,

Passamos a replantar flores,

Pois é, aqui nosso inverno

É preparar o jardim da primavera

Não vemos o colorido

Sobre o branco,

Mas, o sol resplandece 

E logo a primavera nos floresce.


Ele faz os buracos,

Eu colho as mudas

E depois as solto,

Ele me protege das cobras

E das aranhas

E eu me sinto livre

E feliz.


O inverno com quem amamos

É mais ameno

E o lençol é quente,

A cama convidativa

E até mesmo o jardim

É mais satisfatório

Que a solidão de não ter ninguém.


Meu marido me abraça,

Eu sorrio,

Lá na área já avistamos

As crianças felizes

E seguras porque 

Estamos todos juntos,

Não há neve que esfrie

O clima da nossa família,

Nem sereno que ofusque

Nossa felicidade

Por estarmos unidos.


Viva o amor

Que faz tudo mais bonito,

Viva o amor

Que vê flores no inverno,

Viva o amor,

Que vê estrelas no sereno,

Viva o amor

Que me trouxe este esposo

E me deu toda a felicidade

E os sonhos mais profundos,

De aliança e confiabilidade.


terça-feira, 7 de julho de 2026

Não me bate!

Chegou o adeus,
Você pega as suas coisas
E vai embora,
Não haverá filhos,
Não teremos sonhos,
Eu vou trocar a chave
Do apartamento 
E você, por favor,
Evita passar perto daqui
Porque chegou ao fim.

Você não se esforça,
Você não trabalha,
Você vive de cheques
E de quem te dá esmolas,
Entenda,
Tudo poderia ter sido perfeito 
E eu aceitaria as suas contas,
Sustentaria alguns de seus defeitos,
Mas, você fez da nossa história 
Uma batalha em guerra,
Onde só competimos 
Um com o outro,
Não andamos juntos,
Não fazemos esforços,
É só competição 
E ver quais serão os comentários 
Dos vizinhos,
De alguns amigos
E favoráveis,
E eu me cansei disso.
Vou buscar alguém 
Que trabalhe,
Se esforce e queira viver
Em família 
Ao invés de escolher
Competir todo o dia,
E não me bata,
Eu odeio violência,
Bater é falta de caráter,
Me cansei de sua indecência!


Amar é mais que isso

Amar cansa,

Amar fortifica,

Mas, amar faz perder,

Perder o medo de dizer

Que te amei sem porque

E quanto mais fiz

Por você

Mais faltou fazer,

Mas quer saber

Você nunca me pediu nada,

Em contrapartida,

Você nunca fez nada,

Aliás,

Pra você pouco importa

Ser o fim ou o início

Contanto que você

Tenha conforto

Neste seu mundo de patrício,

De chefe,

Mas, chefe de quê?

De ganhar tudo de graça,

Sem esforço,

Sem interesse,

Sem querer nada,

Só ganhar sem custo?

Um dia

Você irá se cansar de

Tudo isso

E vai ver

Que o tanto que te deram

Nunca foi suficiente

Para o quanto dariam

Se você tivesse

Sido um pouco,

Bem pouco melhor

Porque amar faz isso:

Faz dar-se

Por amor e entrega,

Faz dar sem reservas,

Amar,

Amar não é só receber

Ou ter tudo de graça,

Amar é estar perto

Por querer ficar,

Amar não é como

Você imagina

Ou foi amado.

À Sua Disposição