Espalhe Amor
Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Ciúmes na Faculdade
Próximo Demais
Por que flertar com o desastre?
É o que repito em minha mente,
Busco ignorar sua fragilidade,
Sua incompatibilidade
Com a segurança de si própria,
Esta garota é de arrasar,
Ela ganha meus instintos,
Me faz buscar e ansiar
Só com o dispor do seu cheiro,
Que quer ela agora?
Meu eu por inteiro?
Ela gosta de soltar o cabelo,
Mexer o pescoço
E desviar meu olhar
Para seu colo,
Garota que flerta
Com seus apuros,
Frágil braços
A buscar amparo,
Lindo sorriso
Que me faz feliz sem motivo,
Olhar cativo
De quem vê, gosta e fica.
Eu lhe rodeio em perigo,
Ela ignora tudo que fui
E fico assombrado
Com sua paciência
Para ser vítima,
Me busca em suas alternativas,
Me deixa desconfortável
O tanto que estar próximo
Depende de para que lado
Sopra o vento.
Por que seu extinto
Não a avisa sobre o que sou,
Eu chego perto,
Bem perto,
E nada nela lhe grita perigo,
Não há nesta fragilidade limites
Ou sou eu que de tão arredio
Nem pareço corresponder
Aos meus efeitos,
A ponto de não merecer
Ser evitado,
Ou ser tão envolvente
Que ela nem percebe
O tanto que a tenho,
Não a guardo,
Mas, nem exponho.
Com amor e algumas flores
Hoje me permiti a graça,
Comprei flores,
Dirigi até seu trabalho
E as deixei com o porteiro.
Ignorei seu paradeiro,
Me fiz de rogada
E o busquei nos rodeio,
Lhe dei flores brancas,
Rosas e vermelhas,
Diversifiquei as cores
Só para me ver faceira
E te ver de amores.
Eu sei que você gosta
De plantar e ver elas dispostas,
Cada florzinha que flori
Lhe faz sorrir,
Espero que elas cresçam
Até o alto
E levem cores
Para todo o canto,
Com mil amores
Para lhe causar contento.
Espero que goste
Do carinho que lhe dedico,
Faço isso com amor,
E algumas flores por capricho.
No Dundo da Sua Mente
Eu nunca fiz esforço
Para saber a mente
Sem virar o pescoço
Daquele que mente.
A mentira eu conheço
De letra
E esforço,
Não adianta
Pagar o preço.
Eu gosto de pessoas
Que não se importam
De eu olhar para elas
E ver seu obscuro,
Buscar lá no fundo,
Pois lá dentro
No mais profundo
Não há o que esconder,
E não teme me dizer
Nem o que eu possa ver.
Sofrendo,
Hoje, porém,
Ver a mente me fez sofrer,
O garoto que eu gosto
Tem uma mente fechada
Na qual me esforço
Desde a entrada.
Ele é como um lago
De vidro transparente,
Onde eu entro,
Habito e não há outro alguém,
No entanto,
Penetrar um vidro
Sem me ferir
É que me causa espanto,
Outra não faz assim,
E mil homens não valem a sua mente,
Nem o que ela me diz,
O que o faz permitir?
Amor ele repete
Sem cansaço ou esforço,
Singelo e com apreço,
Está lá escrito e pronto.
Não me sinto culpada
Por conhecer sua mente,
Ela é pura e cristalina,
Como uma rosa que sente,
Ignora os espinhos
E floresce,
Ele nunca me vê ofender
Ou ser má pessoa,
Há sempre uma desculpa
Para as minhas prioridades
E eu penso poxa:
Que há neste amor
Para ser tão de verdade?!
Já outros odeiam meu olhar,
Rejeitam o que posso ver,
Tudo que há lá dentro
Não reflete lá fora,
É escondido, vazio
E pernicioso,
Me chamam de intrometida
E eu digo:
Cadê meu esposo?
Nele me sinto segura,
Eu o olho e o vejo,
Não há mentiras,
Sigilo ou mesquinharia.
É o BOPE!
Se você quer
Dar uma volta
De viatura,
Você escolhe a forma
E pode evitar o confronto.
A abordagem é dura
E o rigor é a técnica,
Se você for eloquente
Você vem sentado,
Mas, se for divergente
Vem deitado.
Geralmente, algemado,
Porém, o número de socos
Que você irá levar no rosto
Você escolhe,
Seja curto e franco,
Não gosta de polícia
Compra seu próprio carro.
O policial não pode
Oferecer carona,
E quando ele convida,
Não hesite,
Corra para o camburão,
Espere eu abrir a cela
E não deseje algemas,
Se coloque no porta malas
Evite ser grosseiro
Ou usar armas
E eu poupo meus pontapés
Contra a sua cara.
Você que é sujeito criminoso
Gosta de passar despercebido,
Busca a todos custo
Não ser reconhecido,
No entanto, me evite,
Evite confronto
Porque se eu te achar
Eu te soco até você ficar roxo
E aí você ganha o rosto
Irreconhecível que procura.
Vou de soco na cara,
Algema no pulso
E pontapé no porta malas,
Esquece a maldade,
Comigo é delegacia
E evite as balas.
domingo, 28 de junho de 2026
Ao Primeiro Olhar
Casada, Mãe e Trisal
- Olá, meu amor,
Você é o que tenho
De mais importante,
Sinto medo se meu para sempre
Não o tiver comigo.
Disse Angelina ajoelhada
No chão de terra
Com gotas de chuva
Iniciando a cair sobre
Os seus cabelos curtos.
-Eu fiquei louca
Por você,
Fiz tudo que pude,
Me chamaram de puta
E eu cortei todo o cabelo
Para mostrar meu rosto
Perfeito, redondo e ingenuo
Igual ao seu,
Eu juro.
Ela insistiu,
A chuva ficou mais forte
E descia torrencial
Até suas mãos
Levando terra e sujeira
Do chão.
-Eu não mereço você,
Poxa, eu errei tanto,
Fui casada,
Me divorciei,
Nunca fui fiel,
Mas tudo mudou
Assim que te vi,
Eu juro,
Sendo sua
Não seria de outro.
A chuva percorria
Seus cabelos curtos
Molhando seu rosto
Como se fosse suor
De uma noite de amor tórrido,
Mas, ali escorria chuva,
Lágrimas e dor.
Agora que encontrou Juliano
Todos o desejavam,
Todos moviam montanhas por ele,
E Angelina ali,
Tão frágil, forte e submissa.
Realmente o destino
Não lhe foi promissor,
A fez casar-se cedo,
Aos 15 anos,
Lhe deu um filho
E três anos após lhe tirou.
Seu esposo,
Um sujeito cruel
Se pôs a esconder-se
Com o menino no quarto,
Seu pranto
Deixava Angelina louca,
Mas a porta trancada
Impedia a sua entrada,
Não importava quais
Eram seus gritos de socorro
Ou o quanto alto fossem,
Tiano o matou.
Só soltou a criança
Quando esta ficou
Sem vida e esmorecida
Nos braços de Angelina,
Simplesmente, ele abriu a porta
E a entregou roxo e silencioso.
Os brinquedos espalhados
Pela casa foram guardados
Numa caixinha de papelão,
Que logo Tiano descobriu
E queimou todos.
O sorriso da criança se apagou,
Seu pranto cessou,
Também suas dores abdominais,
Sua voz emudeceu
E suas roupas foram tomadas
Da mão de Angelina
Para serem jogadas
Sobre a lata da lixeira.
A dor foi imensurável,
Mas, logo Tiano se afeiçoou
A uma criança de uma prima
E passou a maior parte do tempo
Em que não trabalhava
Na casa da própria.
Angelina foi renegada
Aos cantos da casa
Sempre limpando
E nunca sendo valorizada.
Seu batom acabou
E com ele a vontade
De adquirir outro,
A minissaia rodada escapou
E nenhuma vontade lhe surgiu
De comprar outra,
A última camisola rasgou
E nenhuma vontade lhe surgiu
De comprar uma nova.
Convites surgiram
De suas redes sociais
Para ela sair de casa
E se aproximar de amigos,
Conhecer novas pessoas,
Interagir,
E fotografias chegavam
No celular de seu esposo
Com o menino no colo,
Abraçado a criança sentado
De peito nu,
E pés descalços.
Foi estranha a atitude,
E isso a levou para a faculdade,
Lá na classe,
Tomou partido de nova aula
Optativa onde conheceu
Um professor
Que não tardou lhe ofereceu
Notas e um emprego
Em troca de favores sexuais.
Angelina ficou arrasada,
Trancou a faculdade e
Foi viajar para a praia,
Era frio
Mas ela arriscou um biquíni.
No retorno,
Abriu a porta de casa
E encontrou Tiano
Com uma criança
Fazendo sexo sobre o sofá,
De imediato avançou
Irritada sobre ele
E lhe desferiu golpes
De punho fechado
Para que se afastasse.
Ele foi até a cozinha,
Pegou uma faca
E a esfaqueou no peito,
Angelina ajoelhada
De dor,
Removeu a faca e
Empurrou com a própria mão
De Tiano contra o peito dele.
Ele não resistiu,
Caiu sangrando,
Chacoalhando o corpo
De dor e ficou ali imóvel.
Angelina pegou a criança
Pelo braço e a pôs para fora.
A vizinha correu até ela irritada,
Ameaçou processá-la,
Chamou a polícia
E denunciou Angelina
Pelo assassinato de Tiano,
E informou que a criança
Era filho dele,
Então, exigiu a casa de Angelina
Como retorno financeiro.
Angelina sofreu,
Buscou um advogado
E retornou a classe escolar,
Apaixonou-se por Laerte,
Que impediu sua prisão
E a defendeu no tribunal do júri.
A criança fez exame
E constatou o estupro,
Também constatou
Que ele não era o pai,
Laerte comprava crianças
Em troca de favorecimento sexual.
Mas, um dia Juliano
Sobrevoou de helicóptero
A casa de Angelina
Indo realizar uma busca
E apreensão aerea
Devido ao fato de o caso
Ser especial porque o sujeito
Tinha muitas posses
E corria sério risco
De que ele fugisse
Por diversos meios,
Entre eles, através de veículo
Aéreo.
De longe, Angelina o viu,
A porta do helicóptero
Estava aberta e ele estava
Parado entre ela,
De arma na mão,
Rosto sério e sua beleza esplendorosa.
Angelina o ouviu
Gritar a voz de prisão e
Pedir que o bandido não fugisse,
Pois viaturas o cercaram.
Seu coração acelerou,
E ela ligou para ele,
Tendo uma recaída em
Seus sentimentos.
No passado,
Foi amante de Juliano,
E agora, após a morte de Tiano,
Retornava depois de cinco anos
A vê-lo e isto abalou
O que sentia por Laerte,
Até vê-lo e não sentir forças
Para desistir de ser sua.
Laerte fez generoso desconto
Em sua defesa criminal,
Mas, agora Angelina estava
Grávida outra vez,
E não sabia quem era o pai:
Juliano o policial civil
Ou Laerte o advogado criminal.
Decidiu por fim nos estudos
E foi aprovada como policial,
Grávida e aprovada,
Só esperava ser chamada
Para assumir sua função.
Não conseguiu separar-se
De nenhum dos homens
Que tanto amava
E isto a colocava em dúvida
Sobre como reagir,
Precisava contar
Que estava grávida
E depois disso,
Que não sabia quem
Era o pai.
Quis o destino soar traiçoeiro,
Numa emboscada
Em que Juliano invadia
Uma residência em flagrante delito,
Ele foi surpreeendido
Pelo sujeito armado
Que atirou contra seu peito
E o deixou debilitado
Preso a uma cama hospitalar.
Angelina nunca o deixou,
E o nascimento da criança,
A linda menina trouxe vida
Ao seu olhar,
Nesta medida,
Larte foi buscar um laudo médico
Para um cliente no hospital
E a viu.
Sorrindo, com a criança
No colo olhando Juliano
Na maca.
Seu coração impetuoso,
A amou mais que a qualquer outra
E isto o impediu de abandoná-la.
A menina era surpreendentemente linda,
Seu sorriso fazia eco
Pelo cômodo
Enchendo a casa de vida.
Isso trouxe movimentos a Juliano,
Depois sua voz,
Então, certa vez ele
Levantou da cama,
Sentou-se e abraçou ambas.
Angelina, Juliano e Laerte
Decidiram seguir a vida em comum,
Escolheram uma casa
Para os três e a filha,
E a registraram em nome
De todos,
Com os dois masculinos
Descritos como pai.
Andriane é especial
Possui uma mãe
E dois pais.
Angelina é casada com ambos,
Através de contrato conjugal,
A lei insiste que casamento
É feito de duas pessoas apenas,
E ainda exige que sejam
Um homem e outro mulher,
Mas, abre respaldo para que
Uniões afetivas como as de Angelina
Não fiquem ao acaso.
A igreja está alheia ao fato,
O padre recusou-se
A levar o pedido dos três
Para o Papa fazer um respaldo
Em favor do casamento dos três,
É sonho de todos casar-se
Com a benção de Deus,
Mas, os pais de cada um
Concederam suas bençãos,
E os irmãos foram testemunhas
De seu amor,
Também dois casais próximo
A eles.
O casamento ocorreu no quintal
De sua casa,
Sua filha foi vestida de aia,
Com vestido azul e uma
Cesta de flores na mão
Espalhando sobre o gramado.
Juliano separou alguns policiais
Vestidos a caráter
Para levantar suas armas
Ao alto e atirar um tiro falso
Feito de barulho e fogo
Quando o trisal se afastasse
Da mesa onde o juiz celebrou
O casamento.
De uniforme negro,
E pistola para o alto,
Juliano e Laerte decidiram
Dar um fim,
Um tiro fatal no preconceito
Das pessoas
Que rexplandesse na lei
E impede o casamento
De mais de duas pessoas,
Ou de pessoas do mesmo sexo.
E Laerte pediu que
Os advogados que trabalham
Para ele trouxessem um abaixo assinado
Para que cada convidado assinasse
Pedindo a liberação do casamento
Homoafetivo e de mais de duas pessoas
Pela lei e pela igreja,
O qual seria remetido
A um senador e deputado
Próximos a família para proposição
De um projeto de lei.
Depois do acordo de vontades
Assinado, o trisal saiu do local
E o tiro foi dado para o alto,
O documento passou de mão
Em mão,
E então, foi entregue ao
Deputado e Senador presentes
Para envio como projeto de lei.
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