domingo, 26 de julho de 2026

Patrulha Rural a Caminho!

 Suzan abriu a torneira

E aproveitou em seu copo

De vidro escurecido

As últimas gotas de água

Que mal saciaram sua cede

E arfou em desacordo.


-"outra vez faltou água,

Como irei lavar a roupa?"

Ela indagou em voz alta,

Correndo para a área de serviço

E apertando o botão de desligar

Da máquina que fazia barulhos

Ensurdecedores por estar

Sem água.


-"Que droga,

Quase queimei a máquina

Por deixar ela funcionar

Tanto tempo sem água."

Ela falou outra vez.

Estava sozinha,

Mais uma vez

Outro de seus namorados

A abandonou devido ao lugar ermo

Em que vivia,

Pois dependia de água encanada

Para beber

E de energia elétrica da cidade

Para ter luz.


A água faltava por qualquer motivo,

E ficava as vezes três dias

Sem ter água para lavar a roupa,

Puxar a descarga do banheiro,

Fazer limpeza ou a comida.

Tudo ficava as moscas,

E muito sujo,

O banho era racionado pela 

água de uma sanga

Que corria próximo a casa.


Quando a sanga tinha

Bastante volume de água

Ela tomava banho desnuda

Na própria sanguinha,

Quando tinha pouco ela

Puxava de balde 

E tomava banho com poquissíma

Água,

Isso passava uma impressão 

De sujeira que a irritava.


Já quanto a energia elétrica,

Sempre faltava até devido ao vento,

Ou então por mal contato,

Ou algum galho de árvore

Que se enroscou nos fios

De alta tensão da estrada.


Os namorados odiavam

Os banhos de sanga,

E tinham pouca paciência

Para a luz que faltava,

Sempre ocorria de quebrarem

A vela antes de acender,

Devido a irritação por faltar luz

E serem obrigados a ficar no escuro.


A vela acesa e torta

Passava uma ideia de desleixo,

ninguém ficava,

O amor morria da mesma

Maneira que nascia:

Do dia para a noite.


O senhor que cuidava

Do funcionamento da água

já não atendia o telefone

Para Suzan irritada

Ela corria até seu pai

E gritava para ele tomar atitude.


Seu pai,

Homem sério e honesto

Sempre era ouvido,

E ao menos recebia 

Uma notícia em razão

Da falta de água:

-Ah, quebrou o cano

Próximo ao terceiro vizinho,

Depois de esta arruamado

A água seguira o destino.

Dizia o senhor ao seu pai.


-Quanto tempo demora isso?

Indagou ele.

-Demora ir até a cidade

Comprar o tamanho do cano

Que precisa,

Depois abrir o buraco onde

O cano passa e concerta-lo.

Ele respondeu.

-Está certo,

Vou esperar.


Mas, Suzan perdeu a calma,

Tomou o telefone

Das mãos de seu pai

E começou a gritar ferozmente

Com o Antonio que cuida

Da água,

Irritado ele respondeu a altura:

-Vou deixar você sem água Suzan 

Quem você pensa 

Que é para me irritar?

Ele respondeu.

Ela irritou-se ainda mais.

-Vou te matar Antonio.

Nisto o pai de Suzan

Lhe tomou o telefone

De suas mãos e lhe desferiu

Um tapa na cara

A jogando no chão de brita

Da frente de casa.


Seu pai morava a uns cem metros

Da residência de Suzan,

Que levantou do chão com raiva

E investiu contra ele

Com tapas e socos na cara

E por todo o corpo.


Seu pai se irritou ainda mais

E desferiu um soco no rosto

Que a fez cair para trás,

Outra vez, ela se levantou

E empreitou contra ele

Com chutes em suas pernas,

Desta vez ela ganhou

um chute no quadril

Que a jogou longe.


Irritada ela correu

E pegou uma madeira

De próximo da casa

Que estava caída no chão

E lhe desferiu golpes

Contra o corpo,

Sua mãe saiu de dentro 

De casa com uma faca na

Mão e gritou:

-Vá embora maldita,

Eu vou te sangrar a facada!

Sua mãe falou.

-Não mãe,

Por quê você esta

Do lado dele?

Ele só me faz mal!

Suzan respondeu.


Depois segiu com os punhos cerrados

Para o lado da mãe

Que apontou a faca

E desferiu golpes no ar

Fazendo Suzan correr.


Suzan foi para sua casa,

Algum tempo depois 

Uma viatura policial surgiu

Em frente a sua casa.

Ela ficou com medo

E tirou a roupa ficando nua

Dentro de casa.


Então o policial

Se aproximou dela

Que foi até a janela

E gritou alucinada de raiva:

-eu estou sem água

E você me prende?

Por que ao invés disso

Você não concerta a água

Para eu ter o que beber

E como tomar banho!?

Ela disse.


-Eu não sabia que se tratatava

De falta de água,

Sua mãe ligou e disse

Que você está tentando matar

Seu pai e sua mãe!

O polcial respondeu

De arma em punho

chegando perto da janela 

De Suzan.

-O quê? Mentira,

Eu só queria água,

Eu não tenho calma

com esta falta de água,

tudo está sujo,

Eu preciso me alimentar...

Ela gritou.


Depois se afastou

e começou a se masturbar,

Esfregando suas mãos 

Em seus seios

E babando com a própria boca

Sobre eles

E então delsizando a mão

Até seus quadris,

E depois ela sentou no chão,

E introduziu seus dedos

Em sua própria vagina e disse

Olhando chorosa 

Para o policial:

-Você está com cede?

Porque eu estou com cede,

Você me vê aqui neste chão

E gosta?

Porque eu odeio estar aqui.

Você quer transar comigo

Porque eu estou metendo

Meus próprios dedos em mim.

Ela disse

Enquanto deslizava seus dedos

Dentro de sua vagina.

-Não senhora,

Eu quero te ajudar,

Eu preciso que você

Me conte o que houve

Entre você e seus pais,

Por quê você quer feri-los?


Ela o olhou atordoada

Sem acreditar no que ouvia.

-Eu estou sem água,

Neste chão sujo,

Com esta louça que esta

Na sua frente sobre a pia suja,

Eu estou com fome

E não tenho água para

Fazer comida,

Você ouve minha barriga roncar?

Ela pediu.

-Senhora, me perdoe,

Então você esta irritada

Porque não tem água,

É isso?

Ele indagou de perto da janela.

-Você ouve minha barriga roncar

De fome?

Eu preciso de água.

Ela respondeu se levantando

Mantendo a mão dentro

Da vagina.

-Ouça minha mão dentro

Da minha vagina,

Você gosta desta barulho?

Este barulho de vai e vem

Você ouve bem, não é?

Mas, minha fome você não houve?

Ela gritou

E chegou perto dele,

E mantendo os olhos grandes

E escuros abertos

Ela chegou até o rosto dele

Com as mãos dentro da vagina.

- me veja eu suja!

Ela disse,

Totalmente descontrolada

e tirou sua mão de dentro

da vagina e pôs no rosto

Do policial e esfregou

Até dentro de sua boca.


-Senhora, por favor, pare!

Ele falou,

Tendo entre sua língua

Quente, rosa e úmida

Os dedos sujos do orgasmo

De Suzan.

-Me sinta,

Prove do meu ódio,

Prove da minha sujeira

E agora,

O que você fara se não tem água?

Ela disse irritada

Sobre os lábios dele.


-Senhora, esta ação policial

Esta sendo monitorada,

Se acalme, por favor,

Eu tentatei ajudar.

Ele respondeu.

-Me ajude!

Ela gritou nua

E puxou o braço dele

Que estava abaixado

E o ergueu até sua testa,

Pondo a arma dele encostada

Em sua cabeça.

-Atire contra mim,

Vamos mate minha cede,

Sacie meu ódio.

Ela gritou.

E manteve a mão dele

Esticada contra sua testa,

Usando suas duas mãos

Sobre a arma.

-Senhora, não faça isso,

Por favor,

Eu irei te ajudar.

Ele disse

E retirou a mão 

Mantendo a arma nela

Logo em seguida.


Suzan não esperava 

Uma força tão grande 

E arrebatadora como a

Que viu no braço daquele soldado.

-Meu pai me bateu,

Ele fica contra eu

Sempre que tento lutar

Para nós ter água,

Ele me odeia...

ela gritava atordoada,

Depois puxou a mão dele

E colocou sobre

Seu ombro deslizando

Sua arma por seu corpo nu

E estremecendo de frio,

Medo e ódio.


O soldado tremia na sua frente

Assustado, com a arma

a percorrê-la apontando reta

Em seu corpo bonito e trêmulo.

-eu estou queimando,

Eu estou ardendo de desejo!

O soldado disse.

-Você esta com cede agora?

Tome da minha saliva!

Ela gritou e cuspiu

Contra o rosto dele.

Depois se aproximou

Com sua língua e o lambeu:

-Sinta a minha cede,

Sinta a minha cede.

Ela gritava trêmula

E ardente segurando o braço

Musculoso do soldado.


Depois num rompante de 

Fúria ela puxou o braço dele

Para si e introduziu sua arma

No meio de suas pernas quentes

E seguras:

- Limpe meu corpo,

Me lave de desejo,

Tire este cheiro de vontade

De você que eu sinto agora!

Ela gritou.


Num ato desesperado

De desejo o soldado

Tentou pular a janela

Mas não conseguiu,

Então gemeu alto

E introduziu a própria arma

Que segurava dentro

Da vagina de Suzan e a moveu

Ferozmente e com desejos incotroláveis.


Suzan gozou alto

E o policial retirou a arma 

De dentro de sua vagina

E então a lambeu:

-Deixe-me lavá-la 

De desejo Suzan,

Deixa-me molhá-la 

De porra.

Ele falou descontrolado.


Suzan tremia recostada

A pia de louça suja.

-Cuspa em meu corpo,

Me lave com sua saliva.

Ela gritou e o outro policial

Que esperava na viatura

Pôs-se a vir até eles:

-Shmit o que você está esperando?

Aconteceu algo errado?

Ele indagou enquanto

Estava a caminho deles.

-Gostosa, vadia,

Vou de lavar de prazer.

O soldado gritou da janela

Gemendo alto,

Então, cuspiu nos seios

De Suzan e depois tocou

Em seu pênis e lhe jogou porra

No rosto gemendo muito.


-Já vou Ronann.

Gritou ele

Olhando para trás.

-Não chame ele,

Suzan, venha até minha casa

E tome seu banho,

Eu vou conseguir água para você.

O policial respondeu sôfrego

De desejos e se afastou.


Suzan arfou 

E o policial manteve

Seu corpo nu oculto

De seu amigo através 

De seu próprio corpo.

O pai de Suzan estava

Próximo a viatura 

Gritando de ódio,

E ele foi conduzido

Até o Antonio,

Instante em que foram

Solucionar pessoalmente

O problema da falta de água.


Então, o cano foi concertado

Pelos quatro e logo

A água chegou até a caixa

De água de Suzan que feliz

Correu tomar banho.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Prazer Criminoso

Vasculhar o celular

Do esposo nunca foi

Seu hábito favorito,

e estava ficando cada vez pior.

Sempre haviam mensagens estranhas,

Com nomes masculinos,

Porém, soavam tão femininas,

Não era do costume de Élide

Aceitar relações homoafetivas,

Aliás, nenhuma relação,

Ela era casada com Edist

Por que ele teimava em traí-la?


Teria que desistir,

Conhecer um novo homem,

Se distrair.

Bem, apareceu Antony,

E ela nunca mexeu no celular dele,

E ele nunca foi tão perfeito

e inexplicavelmente bonito.


Mas, algumas pessoas

Comentavam sobre ele,

Faziam esteriótipo,

Diziam sobre suas manias

Com relação as suas mulheres

E ele tinha muitas,

Em milhares sedentas

Por seus carinhos.


Isto, não era sedutor

Ou romântico.

Um homem que coleciona mulheres

É antiquado e antipático,

Ele se valoriza demais,

E não se adapta a ter uma vida casual.


Um sujeito mulherengo

Que fica com todo mundo,

Também não é um relacionamento

Perfeito ou mesmo adequado,

Mas, por que Edist insiste

Em se relacionar com homens,

E se forem mulheres

E ele apenas fingiu um nome?


Ela agendou encontro com uma,

E o que viu naquele bar

Acabou com sua autoestima,

Se tratava de uma garota,

E ela vinha acompanhada

De uma criança.


Ela ficou incrédula,

Seu esposo tinha relações

Com crianças?

Ele era pedófilo?

Chorando ligou desconsolada

Para Antony que logo veio

De motocicleta buscá-la

No bar.


Ela descobriu tudo isso

Através deste encontro,

No qual a mulher ficou chateada

Por ter de esperar algum tempo

Até que Edist chegasse

E foi logo falando todo o crime,

Que ele gostava desta relação,

Que sempre estaria com ela,

Porque ela nunca deixaria

De trazer a criança para ele

Sentir todo o prazer de que

Necessitava para se satisfazer.


Que ela tinha vídeos dele

Tocando a criança e 

Fazendo sexo com a menina

De apenas um ano.

Que conforme a criança morresse,

Porque isso já ocorreu 

Num passado não muito distante,

Ela nunca se importou

Em trocá-la na maternidade

Do hospital,

Já que ela trabalha como enfermeira.


Ela teria desmaiado

se a situação permitisse

Ante cada mensagem que recebia,

Tomando um Coca-Cola

Sentada na mesa

Em frente aquela mulher

Que enviou mensagens de texto

E também faladas

Sem importar-se com o conteúdo.


Depois enviou uma fotografia

Da menina sentada

Comendo um sanduíche,

De suas pernas abertas,

Como se isso causasse prazer.

Um desconfortável desejo

Por objetos ilícitos.


Antony chegou logo,

E ela correu até ele

Tonta e chorosa,

Temerosa de tudo que soube,

Tardou a falar 

e não se importou

Nenhum pouco quando

Ele a tocou e transaram

Incessantemente naquele motel barato.


Ela optou por pegar o celular,

E enviá-lo por carta anônima

Até a delegacia por um mototáxi,

Tomando o cuidado de ficar

Extremamente longe de casa,

e esconder sua identidade,

Ela não quis envolver-se

Nenhum pouco com a situação,

Mas, também não desejou

Que ficasse impune.


Tomou todo o cuidado

De negar ter visto o celular

Do esposo,

E preferiu esperar para

Se separar dele por completo,

Mas, no mesmo dia

Encontrou pretexto casual

Para dormir em quartos separados.


Um cartão de prostituição

Que ele tinha na carteira

Foi motivo suficiente,

Ela era forte e destemida,

Mas o que soube a atordoou,

Seu esposo tinha relações

Sexuais criminosas

O tempo inteiro as escondidas.


Ela iria tomar a casa

Por dano moral,

E trazer Antony para protege-la,

Infelizmente, o teor do que 

Edist fazia não lhe permitiria 

um único dia de solidão

Ou solteirice,

Teria que imediatamente

Processar um e separar-se

E trazer o outro para morar

Com ela,

Ela temia por sua vida.

Já Apanhei e com Este, Como Será?

Tudo estava perfeito,

O rosto moreno entre seus dedos,

O sorriso malicioso

Em seus lábios 

Feito um convite ao prazer,

O olhar másculo,

Contudo,

Quando fechou os olhos

Para beijá-lo,

Algo em seu peito a deteve:

As lembranças do passado

Foram mais fortes

E de tão intensas

Pareciam sufocá-la,

Ela teve que empurrar

Seu rosto e sentiu falta de ar.

O maxilar dele se contraiu assustado,

Ainda com os lábios serrados

Num bico de beijo

como se ainda estivesse nela,

Até seus olhos ficaram fechados,

E ele pareceu embasbacado.

O cheiro que vinha dele

Lhe causava enjoo,

Era como se outra vez,

Mesmo não se tratando

Da mesma pessoa,

Ela fosse sofrer.

E morrer em vida por um homem

Não faz bem,

Chorar pelos cantos,

Sofrer pela cidade

Deixou de ser seu objetivo,

Ela já se sentia madura demais

Para se permitir avassalar

Por um alguém fosse quem fosse.

Amar doía,

E se doía ela fujia.

O homem abriu os olhos

Estendeu as mãos

E segurou forte seu rosto,

Com os lábios avermelhados

E tão intensos de calor.

Ele a puxou e pediu desculpas

Bem de perto,

Com seu hálito sedutor

A tocando devagar

Feito uma carícia.

Depois ele a puxou para o

Seu ombro e a deixou ali

Até que seus medos descansassem,

Até que ela quisesse ficar,

E nunca um ficar quieta

Só sentindo cheiro e calor

Foi tão bom.

Seu antigo relacionamento

Lhe deixou marcas pelo corpo,

E sua alma o via em cada homem,

E sentia medo de todos,

Por que com este

Estava sendo diferente?

Até quando seria?

Ela já não sabia 

Se queria encontrar 

Estas respostas,

Mas, por ora se permitiu ficar.

Só desta vez,

Só enquanto ele estivesse

Sobressaltado de desejo,

Só enquanto o calor dele

Lhe tomasse por inteira,

Só enquanto seu cheiro

Lhe soasse tão suave e bom,

Só enquanto o suor dele

Escorresse por seu rosto,

Lhe tocasse a pele,

O pescoço e os seios...

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Mãos de Guerreiro

 Minha vontade

foi não me libertar,

Eu nunca quis mais

Que neste dia

Ser possuída ali mesmo,

Sem vergonha,

Sem máscaras,

Em público por ele.


O grande homem

Por quem me apaixonei,

De olhos escuros e brilhantes,

Rosto gentil,

Sorriso compassivo,

Mãos grandes,

Eu o quis sem reservas.


Mas, antes de tudo

Desejei que ele implorasse,

Quis algum consolo,

Alguma prova contundente

De que não me abandonaria,

Ou trairia com quem fosse.


Eu me violaria

Se agisse diferente,

Eu precisava dele

E essa necessidade iria durar,

Eu soube disso,

Desde a primeira vez

Que olhei em seus olhos castanhos.


Ao examinar seu rosto,

Me vi insegura,

eu não parecia tão perfeita,

Tão pronta

 Quanto a urgência gritava

De dentro de mim.


Ele se achegou e

Pegou em minha mão,

Sua mão grande guardava

A minha tão dentro

Que me vi consumida ali,

Suas mãos acostumadas

A empunhar uma espada

Sabiam bem manusear uma faca,

Como um guerreiro corajoso

Que sabe buscar o que quer,

Braços tão fortes

Que dobrariam o ferro

Entre os dedos,

Que tinham destreza no machado,

A lâmina afiada entre

Seus dedos virava artigo

De luxo

tamanha perfeição e habilidade,

o toque de suas mãos 

Me deixou com os braços moles.


Eu me vi perdida nele,

Submersa em seu olhar,

Segura de todos os medos,

Vitoriosa e apaixoanda.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Apaixonada

"Eu estaria mentindo

Se dissesse que não a quero

Em minha cama!"

Gustav guardou as palavras,

Lhe soavam aos ouvidos

Como uma carícia,

Era como uma lembrança

Vívida que causava prazer

E trazia sonhos.


Então, ele a desejava,

Sonhava em estar com ela,

Protegê-la dos perigos

de ser solitária

E ser protegida é bom,

Ela logo descobriria isso

E o escolheria.


Não seria erro

Se Gustav o escolhesse,

Ele era íntegro e honrado,

Sua voz lhe causava prazer,

A simples lembrança 

De estarem juntos 

Causava paz.


Uma mulher precisa de paz,

E um homem precisa

De uma mulher ao seu lado,

Tudo se encaixava tão bem,

Que perdê-lo seria impossível,

Ele a queria,

Dava para perceber isso

Em cada olhar

Que se esquivava

Como se buscasse fugir

Por ser incapaz de negar

O que sentia.


E aí Lucas

 Oi Lucas

Então você me aceitou?

Por que eu discuto comigo

O tempo inteiro

E sito cada um dos meus erros,

E você acha isso pouco

E ainda pensa que

Eu não errei tanto?

Obrigada,

Eu não sei te agradecer

Preciso lutar contra isso,

Eu me exijo,

Volto atrás e só me vejo

Em erro,

Que droga,

Maldita faculdade

Em que estudei pouco

Não me esforcei

E parece que só perdi meu tempo,

Bem, mas você é ganho,

Você é lucro,

Você é sucesso,

E o Tiago?

Hum, seu lindo primo 

Comprometido,

Eu não resisti aquelas fotografias

Dele seminu na piscina

E você me conhece tão bem,

Eu fui lá e tentei seduzir ele

Fazendo o mais errado possível,

Tipo, falando mal para caramba

Da esposa e pedindo para

Ele fazer sexo comigo,

Assim, na frente de todo mundo,

E ainda jurei que eu e ele,

Num rompante do destino

Éramos casados,

Bem, veja bem,

Embora estivesse tudo deslocado,

Caramba ele é super lindo,

E eu não desisti nenhum pouco,

Então, você veio lá com nós

E me perdoou outra vez.

OK, está certo porque

Você é lindo,

Perfeito e eu não me sinto digna,

Sei lá,

Me sinto tão inapta a ser sua,

Parece tanto que você

Merece outra garota

Que seja tão melhor que eu,

Eu me vejo tão falha

e você como você me vê?

Eu estou tão sozinha

a tanto tempo

Que parece que não sei

Pertencer a alguém,

Mas, vamos nos esforçar para dar certo?

Sair curtir de carro,

Sentir o vento nos cabelos,

Parar num barzinho

De beira de estrada

E beber além da conta,

Subir no capô do carro

e transar além das horas

E do tempo.

Veja, somos tão jovens

Aqui no espaço dos 40 anos,

Quem se importa

Com o que fazemos?

Vamos transar e transar,

Vamos beber até cansar,

Vamos virar a noite

num barzinho de rua abandonada

Bem longe de tudo,

Onde ninguem nos conheça,

Ninguém comente sobre nós,

E nós não precisemos vestir

Máscaras e fingir qualquer coisa,

Vamos só viver,

Viver e tentar,

Depois disso damos

Um mergulho no rio pelados,

Só para sentir o frescor noturno

Invadir cada parte do corpo

Então transamos na água,

Na terra, no banco do carro,

Sem limites,

Estamos nos 40 anos

Quem se importa com oq ue fazemos?

Me abraça

 Estou cicatrizando

As feridas

Que não sangram

Como marcam a alma

E me ferem por dentro,

Queria entender,

O que houve entre nós,

Bem,

Minha parte eu sei:

Eu sai para te trair,

Ficar com um homem

Melhor que você

Que me desse prazer

Sem me irritar logo após

Que me fizesse sorrir

Sem cobrar erros,

Ou falar do que

Não quero saber...

Mas, ele foi cruel,

Foi muito pior que você,

Ele me agarrou pelos ombros,

Me chacoalhou forte,

Rasgou meu melhor vestido

E me obrigou a fazer sexo.

Ok, você estaria certo

Se eu te contasse isso,

Eu sai de fato

Com o intuito de transar,

Mas, desisti no caminho

Por que ele me obrigou?

Por que insistiu

Se eu já não queria mais?

Eu queria saber,

Queria entender,

Ele foi pior que você,

Por que agora 

Que eu chego ferida 

Em casa

Você não esquece tudo

E me abraça?

Isso me força,

Eu não quero contar

E você parece buscar

Em mim o que houve,

Cara, eu fui transar

E o cara me obrigou,

Eu acho que é estupro isso,

Sei lá,

Por que você não estava lá?

Você teria sido mais forte

Que eu,

Você teria me protegido,

Mas, que droga,

Por que dentro de casa

A gente só briga?

O que há entre nós?

O que é essa desconfiança

E medo que me impede

De te contar

Que eu fui trair 

Para me divertir

E o cara me estuprou

Do início ao fim,

É isso!

Não me deixa sozinha,

Me abraça bem forte

E apaga da minha cabeça

O que eu fiz,

Estou ferida

e guardo as marcas,

Mas, a culpa também é sua,

Por que você não me abraça?

Agora você sente  nojo 

De mim por que eu fui tocada

Por outro,

E te parece tanto

Que eu só fui te trair?

Sim, eu entendo,

Isso não é se divertir.

Me abraça antes 

Que eu fique louca!

Patrulha Rural a Caminho!