No resort Doupresx,
Todos os casais mais badalados
Se encontram e sorriem
Um para o outro,
Os biquínis usados lá dentro
Não escondem a etiqueta
Ou mesmo os preços pagos,
Cada espreguiçadeira
É colocada em local reservado
E privativamente caro.
Bem, mas lá dentro
Casais se encontram
Enquanto outros separam-se.
Setembrante pediu ao irmão
De presente de aniversário
Algumas diárias para usufruir
Lá dentro.
-Você jura Setembrante
Que quer usar o seu presente
Nesta ideia tão tosca?
Indagou o irmão
Enquanto almoçavam com os pais
Na mesa do meio-dia.
-Sim, meu irmão.
Estou querendo mudar
Algumas atitudes,
Vamos, nós dois descansar
Um pouco do trabalho...
Ela continuou.
-Não sei minha irmã,
Então terei que pedir férias antecipadas.
Ele continuou enquanto cortava
Um pedaço de toucinho
Embebido em vinho tinto,
E passava na mandioca cozida
Do canto do prato e comia.
-É meu aniversário e quero
Passar ao seu lado.
Ela continuou.
Movendo em redemoinhos
O garfo no arroz feito a cerveja.
-Está bem,
Você vai comer arroz puro?
Ele indagou.
-Sim, já iniciei minha dieta.
-Filha, coma mais coisas,
Se alimente bem para ficar forte.
Falou seu pai do canto da mesa.
-Pai, eu sou forte,
Não posso estar feia no meu biquíni
Super caro.
Ela respondeu.
-Ah, filha não seja boba,
Use o biquíni que lhe fiz
De tricô.
Eu o moldei bem certinho
No seu corpo
E a renda que coloquei nele
é de sua cor favorita.
A mãe continuou falando
Do canto oposto da mesa
Olhando para o esposo.
-Ficou lindo amor,
Você o adorou.
Ela disse sorrindo.
-Certo que sim, querida.
Eu amo tudo que você faz.
Ele respondeu enquanto
Levava o garfo com comida
Na boca.
-Está certo,
Eu o levarei.
Tenho muitos assim
Que eu mesma tricotei.
Ela disse.
Cinco meses se passaram
E os dois irmãos foram passar
Cinco dias no resort
Para desfrutar o aniversário
Da irmã no terceiro dia da estadia.
Na mesa de bilhar,
Natal fez amizade imediatamente
Com Gusmante.
Logo que Setembrante chegou perto
Os sorrisos irradiaram
Todos para o lado dela.
-Parabéns minha irmãzinha,
Logo irá comemorar 22 anos.
Iniciou o irmão.
Setembrante pegou o taco
E invadiu a jogada,
Marcando três bolas ao acaso
No buraco.
-Uau, você joga bem,
Para uma garota de fora
Da partida,
Resistiu muito bem
Sem nos interromper
Até agora.
Disse o rapaz moreno,
De olhos claros e cabelo castanho,
de altura 1,55 e corpo esguio,
Que jogava com seu irmão.
-Obrigada,
Não resisti e foi simples
Jogar as bolas a esmo para a caçapa.
-Uau, ela sabe o nome das jogadas.
Ele continuou sorrindo
E mirando o taco na direção dela
Sobre a mesa,
Sem olhar nenhuma bola.
-Certo que sim.
Ela respondeu se colocando
De frente para ele
E o encarando sorridente,
Deixando os seios fartos saltitarem
Em sua direção sobre o sutiã
Do biquíni amarelo de tricô
Com renda branca ao redor.
Ela se levantou e arfou o peito,
Depois fez um movimento
Com os braços para fazer os seios
Saltitarem na direção do rapaz,
Que sorriu e despiu a camisa branca social.
-Qual é o seu nome?
Sou Alfredo.
Ele respondeu.
Ela não o reconheceu pelo que
Acompanhou nas revistas,
Mas, seu rosto era lindo
E peculiar.
Talvez, ele fosse um dos sócios.
Os multibilionários sócios donos
Daquele local
Que tinha uma piscina,
Dentre muitas outras coisas
Retangular
e sobre ela várias mesas
De bilha ao dispor
Onde os jogos ocorriam sobre
A água morna
E escorriam para a piscina
Que por sua vez caia
Numa espécie de cascata
No quintal do prédio de três andares.
A piscina se localizava
No segundo andar,
O prédio era rodeado por palmeiras
E redes de balanço nelas,
De frente para um imenso lago
De patos e barcos ao dispor.
Haviam espreguiçadeiras
Em quase todo o prédio,
Também redes e balanços
E sofás e poltronas solitárias.
O local tinha muitas pessoas,
Alguns poucos de cabelos grisalhos,
Muitas bebidas e comida
De toda espécie deixadas ao dispor
Dos que lá estavam.
-Você também é muito linda.
Disse o rapaz,
Com o taco tremendo entre os dedos,
Enquanto bolas e outras bolas
Não paravam de cair.
-Obrigada.
Ela respondeu
E virou para a mesa ao lado
Deixando o bumbum empinado
Na saia de saída de banho amarela
De tricô e renda branca.
-Posso?
Ela disse para os dois jovens
Que jogavam bilhar.
-Sim.
Ambos responderam.
Então ela fez a tacada de fechamento
Do jogo,
Derrubando a última bola
Na caçapa.
-Empate!
Ela disse,
Levantando o taco
Ao lado do corpo.
-Hei, garota.
vamos fazer trilha de bicicleta
Aqui no lado do resort?
Indagou o rapaz que estava
Com seu irmão.
-Sim.
Ela respondeu virando-se para ela.
-Meu irmão vai com nós?
Ela indagou.
-Claro, vamos todos os três.
Alfredo disse.
Então, soltaram os tacos
Sobre a mesa
E Alfredo pediu as fichas
Para usar as bicicletas
E foram.
A trilha era marcada por árvores
Floridas e flores no chão
Onde passavam e tudo era
Maravilhosamente perfeito.
Na primeira parada,
Alfredo ficou bem próximo
De Setembrante e pediu a ela um beijo.
Sem sair, ambos da bicicleta
Eles beijaram-se,
Gusmante percebeu a química
Que acontecia entre ambos
E optou por ficar um pouco para trás.
Logo que ele sumiu de vista,
Alfredo e Setembrante apostaram
Uma corrida e correram
Fazendo levantar pó para trás.
Depois pararam,
E beijaram-se, deixando as bicicletas.
O beijo esquentou,
E eles deixaram a trilha
Para se recostarem num tronco
De árvore e aproveitar a companhia
Um do outro.
Uma hora depois Gusmante os encontrou.
-Ah, vocês estão aí?
Vamos voltar eu cansei de tanto pedalar,
Acho que assei as pernas,
Estou dolorido.
-Sim, nós já vamos.
Nos deixe ver o pôr-do-sol
Aqui juntos?
Pediu a irmã suplicante.
-Ta bom,
Não vejo perigo nisso.
Eu espero logo a frente.
Ele falou e retornou empurrando
A bicicleta.
-Case-se comigo?
Disse Alfredo.
-Assim, do nada?
Indagou Setembrante.
-Sim, eu a amo.
Respondeu Alfredo.
-Você trabalha com quê?
Ela indagou.
-Sou sócio do resort.
Ele respondeu.
-Verdade?
Ela perguntou incrédula.
-Sim.
Ele disse.
No aniversário de Setembrante
Eles passaram os três juntos
Andando de barco no lago
E comendo coisas
Que levaram numa sesta de piquenique.
Depois de encerrada a estadia,
Setembrante o apresentou aos pais
Que ficaram orgulhosos do garoto
E felizes com a união.
Chegando no apartamento
Morar com Alfredo,
Setembrante duvidou da fotografia
Que encontrou presa a parede,
Onde ele estava com ao lado
De uma garota reconhecida
Em revistas sociais
Limpando a piscina onde jogaram bilhar.
"Ele iniciou lá como faxineiro?"
Ela se indagou.
Não era o que aparentava
Pois tudo no minúsculo apartamento
Estava sujo,
E a comida da geladeira era escassa.
Também no armário da dispensa
Não havia muita variedade de alimento.
Alfredo não esperou que passasse
O susto de Setembrante e a levou
Ao quarto minúsculo
E lhe tirou as roupas a força,
Também rasgou o zíper
De sua calça e sua calcinha e sutiã.
-Você está indo tão depressa...
Ela disse.
-Estou com tesão e você, não?
Ele perguntou apertando
Com força seus seios nus.
-Você está marcando meu corpo
Usando muita força sobre eu.
Ela disse.
-Beije-me.
ele respondeu
Pegando sua nuca e puxando
Para seu peito com ímpeto
Fazendo os dentes de Setembrante sangrar.
-Meu Deus,
Está doendo minha boca
E seu peitoral tem sangue.
Ela disse.
Ele puxou os cabeços dela
Com força e a jogou sobre a cama,
Fazendo a cabeça dela bater
Contra o beiral.
-Eu passei tanto tempo
Tentando te conquistar
E gastando meu dinheiro
Que você precisa valer
Cada moeda e me pagar
Por cada gasto.
Ele falou pegando uma corrente
e se aproximando dela.
-O quê?
Ela respondeu.
-Cada minuto ao seu lado
Me foi caro,
Mas, agora você é minha.
Ele disse,
Colocando a perna direita
Ajoelhada sobre a cama
E se agachando sobre ela
Com a corrente na mão esquerda.
-Eu pago,
Meu irmão ajuda a pagar,
Meus pais ajudam também.
ele riu alto ao ouvir isso.
-Mas, eu já estou cobrando,
Por quê você pensou
Que não esta pagando?
ele indagou,
Levando a outra perna
Para sobre a cama e
A pressionando entre elas.
-Mas, eu estou apaixonada
E você também jurou que estava...
Ela disse entre lágrimas.
-Amor por etiqueta
Tem preço pré-datado...
Ele lhe respondeu.
-O quê?
Eu não te amei pelo dinheiro
Que pensei que você tinha
Para. agora, pagar tão caro.
Ela disse.
E foi interrompida
Por um tapa contra seu rosto,
E alguns arranhões ao lado do seu corpo.
-Não minta!
Ele disse.
-Mas, você é rico,
Por que age assim?
Ele riu levantando a cabeça
Para o alto
E depois a baixou sobre os seios dela
Arfante e possuidor.
-Eu sou o jardineiro de lá,
Sua idiota,
Você não me viu trabalhar
Porque eu me escondi de você
Todas as vezes.
ele respondeu enquanto
Absorvia o tecido do corpo
Dela com a boca
Como se fosse devora-la
Com seus dentes e língua
Indiferente ao que causava.
Ela gemeu.
-Mas, eu o amo e sinto
Muito prazer por você.
Ela disse.
Contudo, terminado o ato de sexo,
Alfredo a algemou a aquelas correntes
e a prendeu na cama.
-Limpe todo o apartamento,
Organize tudo e faça o almoço,
Cuide bem de mim
E você fica viva.
Alfredo falou.
Setembrante acordou assustada
Com o que ouvia,
Então, notou a dor no pulso
E se viu algemada.
-Alfredo, por que se eu te amo
E tudo que quero é estar aqui
Ao seu lado e viver nosso amor,
Eu não me importo que você
Seja pobre,
Não se envergonhe por isso.
Então, ele lhe deu um tapa
Na cara que a fez virar o rosto,
E arfar de medo quando ele
A obrigou a beijá-lo outra vez.
-Beije com mais intensidade
E grite que me ama.
Ela o fez,
Pois achava que sentia isso,
Ele era lindo
E radiante como um sol
Que nasce sobre o jardim
E colore as flores.
Mas, ela nunca mais veria jardim,
Flores ou o sol.
Tudo estava trancado,
A porta, as janelas, a luz,
E a vida.
Sua vida pertencia a sua vagina
E o prazer que pudesse proporcionar,
Pois, agora sua vida dependia
De trabalhar para este estranho
E dar prazer a ele,
Sem importar-se com o que custasse.
-Que me custa fazer sexo
Com você?
Ela indagou.
-Meu nome não é Alfredo
E seu irmão ou seus pais
Nada sabem sobre eu.
Ele disse e saiu.
Ela chorou,
Depois se levantou e percebeu
Que a corrente levava a toda a casa,
Mas não havia saída disponível.
Ele lhe deu uma identidade falsa,
Momentos gloriosos
De atenção e sorrisos fáceis,
E depois lhe tomou sua família.
Com uma faca entre os dedos
Ela imaginou-se
Por diversas vezes retirando
Sua própria vida
Não tinha coragem de mata-lo,
Mesmo que não soubesse
O nome real de Alfredo,
O amava e o queria vivo.
Sem receber ligações da família
Ou notícias ela entregou-se
Aos afazeres domésticos
E ao ato de dar prazer a Alfredo.
Estava de férias e sua ausência
Não comprometia a identidade
Falsa do próprio casamento,
Pois, sua falta de notícias estaria ligada
Aos bons eventos do início das núpcias.
Mas, Alfredo tornou a ser infiel
Fazendo uso de força bruta
Contra Setembrante.
Que usou de sua coragem
E uma faca de cozinha e
Cortou suas correntes,
Depois se jogou contra a porta
Diversas vezes até que ela se rompeu,
Sem medo ela correu pelo corredor,
Encontrou o elevador
E o usou até a saída.
Foi simples chegar na casa
De seus pais,
Ela pegou um taxi
E passou o endereço,
Esperou na porta e o pagou
Com o dinheiro deles.
Solitária e arredia
Se escondeu em seu quarto,
Até muito após conseguir falar
Sobre o fato.
-O quê?
Você foi vítima de cárcere privado?
Nós pensamos que você tivesse engravidado
Por isso esqueceu de dar notícias.
A mãe falou sentada
No final da cama olhando
Para Setembrinte que tremia
E chorava enquanto contava
Sua história.
Quando a polícia foi acionada,
Encontrou Alfredo limpando a piscina
E descobriu que ele tinha
Mais de uma propriedade
Onde mantinha garotas trancadas,
E ninguém nunca soube seu nome,
Porque ele usou muitos
E não sabia qual era o verdadeiro,
Pois, jurou que nunca iria dizer
E não disse.
Setembrante foi vê-lo na prisão,
E após conversarem intimamente
Entregou-se a ele com paixão,
Desejou novo matrimônio,
Seus pais a obrigaram a frequentar
Um psiquiatra alegando insanidade mental,
Mas, nada a separou de Alfredo.
Ela nunca importou-se de ve-lo
Atrás de grades,
Escondido atrás de fuzis
De guardas armados que o odiavam.
-Eu sei que você me ama.
Ela dizia e ele sorria
Sentado numa cadeira
Com os pulsos algemados
Numa corrente.
-Eu reconheço seu amor.
Ela falou na sala íntima,
Onde fizeram sexo,
E ela gemeu em seu ouvido
Palavras de prazer
E nenhum remorso.