quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Retratos em branco

Retratos em branco,
Telas vazias,
- mãe, você nunca
Gostou de mim.
Nunca me quis perto!

Eu me indago hoje,
Com dificuldade em ter
Relacionamentos:
Por que pessoas como você 
Vivem tanto?
O seu viver é estupro,
Seu subsistir é em cima
Do que eu vivo,
Você vive do que consegue
Extrair de mim.

Ah, eu preciso me afastar
Deste amor doentio
Que me extrai e não acrescenta,
Por que você sente
De mim inveja?
Por que tudo que toco
Você esmigalha,
Destrói, odeia e rejeita?

Que lhe fiz 
Por nascer de você?
Você disse:
- você é resultado 
De estupro,
Abuso sobre o meu corpo
E sobre a minha vida
E mente!

Mas, me fala
Por que meu irmão 
Que veio depois 
Foi aceito?
Querido e desejado?
E tão horrível 
Para você me ver
Que o outro até se torna adaptável?

Ok.
Perfeito. 
Hoje ele reside no cemitério. 
Você o carregou
Com seu ventre putrido. 
E seu carrasco,
Ex-esposo,
Meu pai ainda insiste nisso
De desejar ser chamado
"Bom pai"!
Ele se esforça para isso,
Não é?
Vocês dois se conectam
E se entendem,
Eu noto seus entrosamentos. 

Retratos vazios 
Preenchem espaços,
Homens feito meu pai 
E os seus eu renego!
De cadelas iguais a você 
Eu me distancio,
Mas me diga
"O que seus vindos querem comigo?"

Bem, queridos:
"Apaixonada pelo Tom,
E vocês?
Fodam-se!

Adeus Pih

Me sinto diferente de você,
De olhos amedrontados
E vistas para um futuro assustador.
Serei cada vez mais
Distante de você,
Mãe. 
Minha própria mãe,
Você se aproximou de mim
Retirou meus segredos 
Que convenhamos nem tão
Secretos assim
E usou-os,
Oh, como você abusou de mim!

Você disse:
- eu te odeio,
Afaste-se!
Eu senti medo,
Perdão, 
Te vendo tão alcoolizada 
Junto com uma favela da
Eu pensei:
- perdi meu irmão,
Não posso tolerar perde-la.

Mas você se foi,
Galgou sua estrada antiga,
Recordou falsos remorsos,
Se apegou a quem nunca
Me pertenceu.
- você tem razão,
Mãe: 
O homem a quem dediquei sentimentos 
Não me amou, também!

Mas você foi intolerante,
Chamou meu pai
O convenceu!
Ele pegou meu filho Pitelmario,
Um patinho inseguro e simples,
Dócil e amigo
E o estuprou sob meus olhos
Ele disse:
- e Rahat, e Rahat
E isto o isentava. 

Eu permaneci fechada
Dentro de casa,
Pensei comigo:
"Bati nele a socos com pedras
Nas mãos,
Eu lhe desferi golpes de pedra
Direto em seu peito,
Ele é imatavel, 
Inquebrável,
Ele não cai!
Mas eu caio 
Eu morro
Eu desfaleço 
E me perco,
Perco,
Perco....

Depois de se ajoelhar
E meu filho tremer de medo,
Depois de eu ver seus olhos azuis
Abertos e assustados,
Depois de eu ver ele implorar,
Xingar, tentar se defender....

Ele andou com ele nos braços,
Eu eu me vi desfalecer,
Meu coração não batia
E eu acho que não pude dizer...
Então, ele pegou o Pato
E esfregou na parede,
O esmagou.
Meu pato,
Meu pato,
Meu pato. 
Ele o matou.

Então, você veio as escondidas
E levou o outro,
Você levou.
Armou a carnificina pública,
Chamou todos que pode através 
Da rede social,
E eu fui exercer meu direito
A cidadania,
Fui votar,
Eleger a presidência.

Você chegou lá 
E disse que eu estava 
Com homem casado,
Que ele não me quis
Como também não deseja
A outra que é esposa,
Você gritou na frente
De todos.

Você disse que ele viria
Te ver na minha própria casa,
Estar com você 
Por um mês no que é meu
E eu iria para debaixo de lonas
Enquanto você,
A desejada dele,
A gostosa dele
Se amariam no que é meu,
Porque de tanto que eu
Não presto o que é meu é seu.

E você estava com o Heartman 
No colo segurando- o pelos pés 
Com a mão no pescoço dele
Para mata-lo,
Você fez isso.
Você disse que eu estava
Armando artifícios 
Para ficar com o Cristiano 
Convencendo minha irmã 
De cair de bicicleta 
Por ele
Porque ele viria até você,
Ele queria você 
E nem mesmo queria a Mary. 

Bem, o Pitelmario você matou
Mas o Cristiano eu o vi
Com uma garota linda
Andando esbelto no supermercado 
E quem estava com ele
Não era eu,
Não era Mary e querida
Horrenda e desgraçada 
Lhe desejo morte trágica,
Também, nunca seria você!

Mas você tem quem defenda
Seus atos,
Me fazem de trouxa,
Não me dão expectativas,
Me enganam,
Mas, eu sobrevivo
Distante demais de você. 

Seu velho maldito,
O meu pai,
Ele foi cúmplice dos dois cães 
Que foram logo soltos 
Para virem até a minha propriedade 
Eu sei disso,
Ele disse:
"Eu não quero um filho seu!"
Parabéns,
O filho mais novo vocês dois mataram,
Mas, eu me recuso a chacina 
Familiar de vocês!
Eu permaneço,
Eu fico,
Distante não sonhem comigo!

Eu estou a milhas de distância,
Não ambicionem minha visita
Ou meu sorriso
Eu estou tão longe
Que você não me encontrará. 
Não coloquem cúmplices,
Co-autores ou o que for,
Vocês tem seus adeptos
Eu vi você estuprar seu cachorro!

Que nojo,
Estuprar um cãozinho frágil
E comedor de lixo
Da lixeira de vizinhos,
"Você me dá nojo
E também cada um dos seus!"

Mas, o mundo move-se
E o direito atualizou-se 
Em conformidade com as necessidades 
Dos seres humanos,
Então, os animais não estão 
Totalmente desassistidos de seus direitos,
Por mais que a visão ambientalista
Seja parcial e fragmentada,
As causas que neste instante 
Refere-se a prática de maus tratos
Aos animais estão sendo coibidas
No intuito de desfavorecer seus efeitos
Que é o sofrimento do animal 
E o risco de morte dele.

O direito existe para ser
Posto em prática,
No entanto, ele está engessado
No que a lei descreve como crime,
Mas, este processo merece discurso,
Ou seja, ser discutido e redefinido,
Adaptado para a realidade humana.
Estupro contra um animal indefeso
Não é simples maus tratos,
É causa de dor e sofrimento 
Da qual o animal não consegue
Se livrar,
Ele é ser frágil e indefeso
E a lei está omisso com relação ao fato.

Porém, o homem está ausente 
De suas buscas e conhecimentos
E ele não compreende que o direito
Precisa evoluir e se adaptar
A realidade que existe:
Os animais são frágeis 
E cuidado pela pessoa
Que estupra-os
E um estupro é pior que
Dar pouca comida
Ou cercear a água.

Este intuito não é um direito romântico,
Cuidar de um animal é abrangente,
Pois refere-se a sobrevivência planetária,
E a civilização precisa evoluir
Pois prazer se encontra entre adultos
E não com seres que não podem
Defender-se.

Jamile disse sentada 
Na cadeira em frente ao delegado
E mais ela falou:
- o estupro contra o Pih
Foi categoricamente uma ameaça
Contra eu própria,
Não resta dúvida:
Meu pai quer matar-me!
O Pih era minha própria vida,
Eu o cuidei desde a abertura 
Do ovo,
Alguém que causa mal 
Ao meu animal de estimação 
Me faz mal grave e terrível. 

O olhar sobre o meio ambiente 
Terá sempre uma visão fragmentada,
Setorial e parcial.
Nosso conhecimento provém
De realidades parciais,
E ele é lento.
A busca entre o nexo da causa
E o efeito é limitada.
É preciso que o sujeito pessoa
Se identifique com o objeto 
Meio ambiente 
Para haver compreensão. 

O destino do planeta
Está ligado ao da espécie humana,
Diversas espécies de seres vivos
Desaparecerão sem que se saiba porquê 
E eu prefiro que desapareça a espécie 
Que não se importa,
Que ameaça, faz mal 
E mata os seres vivos.
Eu sou totalmente contra
A existência de pessoas que 
Estupram animais!

Jamile disse.
- você quer dizer que deseja
A pena de morte ao seu pai Jamile?
O delegado interrogou-a
Fazendo ela estremecer 
Sobre a cadeira amedrontada.
- e a sua também,
Pois você está reforçando 
O ato ilícito dele
Ao desmotivar minha repulsa
Pelo crime que ele cometeu.

- prendam-na!
O delegado disse
Movimentando um braço 
E mostrando ao soldado a cela
De frente a sala dele
Para ela ser encarcerada.
- depois que você se acalmar 
E pagar uma multa
Por ameaça e desacato
Ao funcionário público
Eu retorno a sua oitiva.

-senhor, meu pai está a solta
Meus animaizinhos estão sozinhos
No pátio,
Eles estão a mercê dele
E de sua maldita complacência!
Ela gritou enquanto
Era erguida da cadeira 
Pelo soldado que puxou
Seus braços para trás,
Então, ela cuspiu na cara 
Do delegado,
Que olhou raivoso
E limpou o cuspe.


O risco da degradação ambiental
E o ritmo são desconhecidos,
O ar se torna irrespirável,
O patrimônio genético se desgasta,
A vida humana corre risco,
Os recursos naturais 
Não são eternos,
O Brasil vem perdendo 18,6 mil
Km² de área verde por ano,
Vossa Senhoria não pode estar
Desatento ao fato.

Cuidar dos seres humanos
E importante para a vida,
A erosão está levando 
190 milhões de toneladas
De terra do estado de Sao Paulo,
E os males disso
E que doenças se espalham
Feito fumaça pelo país,
Tal como a anencefalia
E outras incuráveis,
O mundo está adoecendo!

O homem que tanto buscou 
A técnica agora pode não ter
Mais que ela para salvar-se
Vítima de tecnologia e ideais enganosos.
Já passamos do ponto de retorno
Dos danos ambientais,
O aquecimento global está 
Nos desfalecendo a ponto de
Que até 2100 a raça humana
Seja toda extinta.

O planeta vem perdendo de 5%
A 20% do PIB (produto interno bruto)
Mundial as perdas podem chegar
A 7 trilhões de dólares 
Por não haver importação de materia
Prima e alimentos naturais
Dos países internacionais. 
Isto sugere uma sobrecarga
Que poderá matar a Amazônia 
Num prazo de 50 ou 100 anos.

As preocupações materialistas
Sufocam as preocupações com o ser,
Esta doença chama-se degradação ambiental.
Nisto assino,
Que eu Jamile não possuo trabalho
Nem condições financeiras
De custear minha multa 
E peço a Vossa Excelência 
Que conceda o meu Alvará de Soltura
Imediato por eu ser pobre
E não ter condições de pagar a multa.

O pedido de Habeas-corpus 
Foi assinado por ela própria,
Vez que não precisa de assinatura 
De advogado e encaminhado
Ao delegado para ser enviado
Ao juiz plantonista.

- Está correto Jamile,
O plantonista está analisando 
O seu pedido.
Disse o soldado ao se
Voltar para ela 
Que permaneceu na cela
Sentada a esperar a resposta. 

-a agressão ao meio ambiente 
Põe em risco a vida humana,
O crescimento humano precisa
Ser repensado de maneira sustentável,
Ele precisa se conciliar
Com a preservação do meio ambiente
E a melhoria da qualidade de vida.
É isto o que o Princípio 4  da Declaração 
Do Rio definida no CNUMAD (Conferência das
Nações Unidas 
Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento,
Conhecida como Rio 92 definiu. 

A política ambiental 
Não deve significar obstáculo
Mas sim instrumento 
Para a gestão racional 
Dos recursos ambientais.
As tecnologias devem
Voltar-se aos recursos de maneira
A preservar e proteger e gerar patrimônio. 

Embora milhões de pessoas
Tenham saído da faixa de pobreza
Outros milhões estão nela
E o mundo urgente por qualidade 
De vida,
A pobreza, a exclusão social
E o desemprego precisam
Ser erradicados mas não sob ameaça 
Global de dano planetário, 
A chuva ácida, 
O entulho espacial tudo isso
Deve ser resolvido 
E eu preciso ter meu direito
De defesa exercido
Porque o estupro do meu pato
É fator crucial para a satisfação 
Da normativa ambiental,
Não adianta haver lei
Se ela não for efetiva.
Eu sou pobre não tenho 
Condições financeiras de pagar
Qualquer multa ou valor econômico 
Mas eu preciso proteger meu pato,
Ele é como um filho
Que tivesse nascido do meu ventre,
Meu pai foi cruel.

Precisa haver uma mudança
Na estrutura política e econômica 
Com vistas ao progresso humano,
A compulsão pelo consumo
Vai além da necessidade real,
Meu pai precisa ver que meu pato
Não é uma mulher,
Ele é um pato.
Mulheres são feitas para o ato sexual
Patos são feitos para atos
Com outros patos.

Ele não precisava fazer isso,
Ele não tem este direito
E o Pitel não sabe se defender,
Ele precisa de mim.
E preciso criar instrumentos legais
Para protege-lo e não apenas a ele 
São bilhões de bichinhos
Que sofrem estupro no seu corpo,
Eles morrem calados,
Através de leis coercitivo
E imposições fiscais 
Haverá um fim nesta cultura 
De estupro.

Há intrínseco ao ser humano 
O dever de cuidar
No que se refere ao uso e gozo
Do patrimônio ambiental,
Este uso e gozo não é ilimitado.
Milhões de bois, frangos e porcos
São estuprados e depois vendidos
Para o comércio com fins
De lucro, isso transmite doenças,
Pragas, infecções e mortes. 
A cultura de estupro tem que ter fim.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Um Conselho

Gostaria de poder secar
Meus olhos úmidos,
Com a certeza de não ter
Nenhum verme
Depois de tudo que vi
Por estar onde precisei ir
E nunca desejei
Por meus pés,
Mas fiz isso por nós 
E pranteio dor desmedida
Porque de tudo que constatei
E pude lhe dizer com propriedade
Ao que você assimilou
E acreditou não fez tanta diferença 
O que faço 
Para te mostrar melhor
E assim possa impedir
Você de estar entre eles,
Devorado por dentro 
Conforme eles estão. 
Querido, eles são bonitos
Na aparência,
Mas compreenda seus atos
E ouça o que falam,
Logo verá que está muito errado 
Então, eles não lhe são boa companhia,
Fique em casa,
Se resguarde,
Ou eles te conduzirão 
Para o mal caminho.
Na vida, esqueça de tudo,
Mas mantenha em mente
Quem você é,
Cuidar de sua dignidade 
E essencial.
O que lhe resta
Se a vergonha deixar
De guiar seus atos
E montar suas forças?
Se você tiver memória 
Do erro dos outros,
Evitará seus próprios,
Você é a medida do seu nome 
E a vida abre caminhos
E fecha-os da mesma forma.
Você é a soma dos incidentes
E dos acertos,
Vista-se de certezas 
E boas companhias,
O cemitério está a deriva
Não se guie para lá,
Eu odiaria ter de carrega-lo,
Me despedir não será possível,
Abrir o caixão 
E te ver lá dentro
Seria destrutivo, 
Por favor,
Guie-se por seu nome
E se distancie disso.
Eu preciso de você comigo,
E vivo,
Por favor.
Eu não sei atirar,
Mas compraria uma arma
Para te proteger,
Isto é um fato,
Me ouça,
Não va para onde
Todos estão indo,
Se guie por seu nome,
Lembre-se de quem você é. 

Eu Prometo

Oi nene,
Eu sei que o que você 
Me fala 
Está correto
E eu estou te ouvindo,
Se pareço 
Estar desatenta
E pôr não ter o que dizer.

Você está corretíssimo 
Nossos colegas do colegial
Tem bebido muito
E tem usado drogas,
Eu, vi tudo!
E depois eles embarcam
Em motos e carros 
De motores furiosos
E começam a fazer barulho,
Depois correm em altas velocidades,
Então, se perdem no caminho. 

Você tem razão 
E eu preciso mudar
O meu jeito,
Mas, eles caíram todos
E agora temos pouco tempo
Para nos despedirmos,
Você pensa que se eles
Soubessem que teriam colidido
Uns contra os outros,
Se perdido pelo caminho
E acabando indo parar 
Fora da estrada,
Colidindo contra as árvores,
Portões e casas
Eles teriam mudado seus jeitos?

A polícia esta passando busca-los,
Os hospitais organizam 
Seus quartos para tentar salva-los
E no cemitério 
Abre-se um buraco
Após o outro a espera-los,
Você está com medo?
Eu sinto medo
De perder você 
Como perco eles.

Me perdoa o meu jeito?
Eu quero tanto você vivo!
Desculpa se sou de difícil temperamento,
Mas, vamos facilitar 
As coisas:
Como eu faço
Para mante-lo comigo?
Eu te amo.
Eu prometo 
Fazer tudo que puder
Para te manter vivo,
Eu te amo até depois
Que o buraco do cemitério 
Se feche e o leve
Ou me leve com ele.
Nene, eu não fui
E você foi com eles.

Encontro

Eu te quero te levar ao céu,
Te fazer sorrir sem parar,
Sorrir pelo fato
De ver seus olhos brilharem
De prazer e satisfação,
Sim, querido:
Eu quero fazer você gozar
De prazer
Por estar comigo,
Pelo que eu digo,
Pela maneira como me visto,
Querido,
Sorria comigo,
Me dá sua mão,
Eu serei seu abrigo,
Me deixa ver
Seus lábios roseados,
Carnudos e cheios entreabertos 
Num sorriso 
Que não se fecha,
Oh, querido me mostra
Seus dentes desparelhos
E brancos porque 
Eu não quero parar,
Querido, eu não vou parar
De te fazer sorrir
Com piadas loucas,
Ideias tortuosas,
Movimentos sensuais
E tudo o mais
Que te deixe feliz,
Que te deixe lá no alto,
Querido, sem bebidas alcoólicas,
Sem nada ilícito,
Apenas desejo e amor,
Querido,
Sorria para eu,
Me deixa ver seu maxilar
Mover-se em sorrisos,
Deixa eu ver sua pele avermelhar
Por não sessar de sorrisos bobos. 
Eu quero te ver sorrir,
Te fazer feliz
Em todo tempo,
Eu sou capaz,
Marca um encontro comigo!

Um Jardim, Tom!

Plantei girassois amarelos
Da cor dos seus cabelos,
Você conhece meus sonhos:
Trazer você para perto Tom,
Bem, alguns já floresceram 
E olhando-os de baixo
Vejo o azul dos seus olhos
Perfeitamente refletidos
Num horizonte tão próximo 
Que quase posso toca-lo,
Num instante tão perfeito
Quase posso tê-lo
Aqui tão pertinho
Na pétala do meu girassolzinho.

A Dália amarela fez o botão,
Tão logo esteja aberta
Lhe tirarei uma fotografia,
Então. 
Plantei muitas sementes de girassois,
E outras tantas mudas
E em cada segundo
Imaginei você comigo,
Estive segura,
Estive completa.

Você é sinônimo de força,
Beleza e estrutura.
Eu moveria um mundo
Para ser abraçada 
Por você 
E você, que faria 
Se eu dissesse que há tantos anos
Você está em minhas fantasias
De homem perfeito?

Estou construindo um jardim,
Em cada flor que floresce
Eu vejo você perto de mim,
Agora a minha cobertura verde
Floresceu no tom da sua pele,
Roseada,
Que posso fazer por ela?
Em seu lado
Mais algumas flores amarelas,
Perto de mim estão elas
E perto de você,
Diga-me o que te produz encantamento?
Eu gosto muito 
Da minha roseira
Que produz rosa cor de rosa,
Sua pele vibra nela
E eu: devo beija-la?

Saudades

Queria ouvir dos seus lábios 
Como eu estou,
Queria ver nos seus olhos
Que estou muito bem,
Queria que você recordasse,
De alguma forma lutasse
E mudasse as coisas entre nós,
Sim,
Eu o quero aqui.

Queria receber um abraço 
Mas não um qualquer,
Queria que viesse de você 
E eu pudesse lhe dizer
Eu te amo
Como nunca fiz,
E por que eu te evitei?
Que motivo me levou
A reclamar de você,
Te achar insuficiente,
Exiger outras coisas entre a gente?

Sim,
Eu te queria aqui,
Queria notícias suas
E nestas notícias 
Queria ouvir que sentiu saudades,
Que me espera,
Que nunca quis me deixar
E que erros acontecem
E eu estou perdoada.

Preciso ouvir sua voz,
Evito todas as pessoas
Só para lembrar de nós 
Numa busca desenfreada 
De te trazer de volta.
Por que você está tão frio?
Por que ficou tão arredio?
Ossos e fragmentos e dor...
De que mais estou me desfazendo?

Retratos em branco