Espalhe Amor
Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
domingo, 13 de setembro de 2026
Encontro na Mira
sábado, 12 de setembro de 2026
Para o Cristiano.
Você é minha salvação,
Seu beijo é minha redenção,
O beijo que anseio ganhar,
O abraço que desejo,
A paixão que não irá se apagar.
Você é apego,
É abraço que não solta,
É carinho que aquece,
Amor e fogo que mantém,
Eu ardo e gemo,
Eu peço por você,
Não tenho medo,
Busco onde quer
Que você esteja,
Você é lindo,
É desejo que não sacia,
É apego que mantenho
Em meu peito.
Você é quente feito algo
Que faz meu sangue jorrar,
Minha paixão te buscar,
Meu corpo tremer
E chamar seu nome mil vezes.
Meu peito pulsa
Seu nome e seu rosto vem,
Então, eu tremo
E fico fraca:
Quero você
Cristiano.
Respiro seu toque
Sobre minha pele em brasa,
Anseio pela segurança
Dos seus carinhos
Que me ganha forte
O que você quer?
Por que espera tanto?
Os dias são feitos de súplicas
E beijos que desejo ganhar,
Venha e fica comigo,
Eu preciso do seu corpo,
Seu abrigo e sossego.
Você é amor,
Nunca imaginei que sentiria tanto,
Que iria gostar da espera,
Que buscaria um alguém
Como busco você Cristiano,
Sinta em você o amor
Que desejo te dar
E não fique distante,
Passe seu tempo comigo,
Me beije ternamente,
Cada centímetro da sua pele
É quente e doce,
Cada instante do seu corpo
Chama meu desejo
E me consome e inunda,
Me sinto entregue e inteira
Por ser sua.
Cristiano,
Seus lindos olhos castanhos
e bem redondinhos
São os olhos mais lindos
Que já vi na vida,
Você vê de uma forma tão profunda,
Você tem um olhar vítreo
Que me faz suspirar
E sentir orgulho de ser sua.
Seu corpo perfeito
E bem definido é incrivelmente lindo,
Sua pele macia e branca
Parece uma flor
Que chama o beijo,
Que reclama meu amor.
Seus lábios rosadinhos
São um encanto de carinho,
Seu vocabulário educado
É uma correção para os meus atos,
Que se desdobram sobre seu corpo
E clamam por amor
E entrega e me vejo sua.
Seu rosto é seguro e terno,
Seus dentes brancos de sorriso perfeito
São um toque de magia
Nestes seus quarenta e poucos anos
De músculos, força e sedução:
Cristiano terno, sedutor,
Com uma voz grave que me faz suspirar,
Sonhar acordada,
Eu te amo, Cristiano.
Você é perfeito desde o cabelo escasso,
As suas mãos,
Ao corpo másculo,
As pernas torneadas,
Você é ossos, pele e perfeição,
Cristiano você fode de montão!
Uau, amo lembrar de nós,
Esperar por você,
Imaginar nossa próxima vez,
Vamos tomar sorvete juntos
Meu amor,
Amo você Cristiano...
Vem ficar a vida toda comigo
Cristiano.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Enlace Perigoso
No resort Doupresx,
Todos os casais mais badalados
Se encontram e sorriem
Um para o outro,
Os biquínis usados lá dentro
Não escondem a etiqueta
Ou mesmo os preços pagos,
Cada espreguiçadeira
É colocada em local reservado
E privativamente caro.
Bem, mas lá dentro
Casais se encontram
Enquanto outros separam-se.
Setembrante pediu ao irmão
De presente de aniversário
Algumas diárias para usufruir
Lá dentro.
-Você jura Setembrante
Que quer usar o seu presente
Nesta ideia tão tosca?
Indagou o irmão
Enquanto almoçavam com os pais
Na mesa do meio-dia.
-Sim, meu irmão.
Estou querendo mudar
Algumas atitudes,
Vamos, nós dois descansar
Um pouco do trabalho...
Ela continuou.
-Não sei minha irmã,
Então terei que pedir férias antecipadas.
Ele continuou enquanto cortava
Um pedaço de toucinho
Embebido em vinho tinto,
E passava na mandioca cozida
Do canto do prato e comia.
-É meu aniversário e quero
Passar ao seu lado.
Ela continuou.
Movendo em redemoinhos
O garfo no arroz feito a cerveja.
-Está bem,
Você vai comer arroz puro?
Ele indagou.
-Sim, já iniciei minha dieta.
-Filha, coma mais coisas,
Se alimente bem para ficar forte.
Falou seu pai do canto da mesa.
-Pai, eu sou forte,
Não posso estar feia no meu biquíni
Super caro.
Ela respondeu.
-Ah, filha não seja boba,
Use o biquíni que lhe fiz
De tricô.
Eu o moldei bem certinho
No seu corpo
E a renda que coloquei nele
é de sua cor favorita.
A mãe continuou falando
Do canto oposto da mesa
Olhando para o esposo.
-Ficou lindo amor,
Você o adorou.
Ela disse sorrindo.
-Certo que sim, querida.
Eu amo tudo que você faz.
Ele respondeu enquanto
Levava o garfo com comida
Na boca.
-Está certo,
Eu o levarei.
Tenho muitos assim
Que eu mesma tricotei.
Ela disse.
Cinco meses se passaram
E os dois irmãos foram passar
Cinco dias no resort
Para desfrutar o aniversário
Da irmã no terceiro dia da estadia.
Na mesa de bilhar,
Natal fez amizade imediatamente
Com Gusmante.
Logo que Setembrante chegou perto
Os sorrisos irradiaram
Todos para o lado dela.
-Parabéns minha irmãzinha,
Logo irá comemorar 22 anos.
Iniciou o irmão.
Setembrante pegou o taco
E invadiu a jogada,
Marcando três bolas ao acaso
No buraco.
-Uau, você joga bem,
Para uma garota de fora
Da partida,
Resistiu muito bem
Sem nos interromper
Até agora.
Disse o rapaz moreno,
De olhos claros e cabelo castanho,
de altura 1,55 e corpo esguio,
Que jogava com seu irmão.
-Obrigada,
Não resisti e foi simples
Jogar as bolas a esmo para a caçapa.
-Uau, ela sabe o nome das jogadas.
Ele continuou sorrindo
E mirando o taco na direção dela
Sobre a mesa,
Sem olhar nenhuma bola.
-Certo que sim.
Ela respondeu se colocando
De frente para ele
E o encarando sorridente,
Deixando os seios fartos saltitarem
Em sua direção sobre o sutiã
Do biquíni amarelo de tricô
Com renda branca ao redor.
Ela se levantou e arfou o peito,
Depois fez um movimento
Com os braços para fazer os seios
Saltitarem na direção do rapaz,
Que sorriu e despiu a camisa branca social.
-Qual é o seu nome?
Sou Alfredo.
Ele respondeu.
Ela não o reconheceu pelo que
Acompanhou nas revistas,
Mas, seu rosto era lindo
E peculiar.
Talvez, ele fosse um dos sócios.
Os multibilionários sócios donos
Daquele local
Que tinha uma piscina,
Dentre muitas outras coisas
Retangular
e sobre ela várias mesas
De bilha ao dispor
Onde os jogos ocorriam sobre
A água morna
E escorriam para a piscina
Que por sua vez caia
Numa espécie de cascata
No quintal do prédio de três andares.
A piscina se localizava
No segundo andar,
O prédio era rodeado por palmeiras
E redes de balanço nelas,
De frente para um imenso lago
De patos e barcos ao dispor.
Haviam espreguiçadeiras
Em quase todo o prédio,
Também redes e balanços
E sofás e poltronas solitárias.
O local tinha muitas pessoas,
Alguns poucos de cabelos grisalhos,
Muitas bebidas e comida
De toda espécie deixadas ao dispor
Dos que lá estavam.
-Você também é muito linda.
Disse o rapaz,
Com o taco tremendo entre os dedos,
Enquanto bolas e outras bolas
Não paravam de cair.
-Obrigada.
Ela respondeu
E virou para a mesa ao lado
Deixando o bumbum empinado
Na saia de saída de banho amarela
De tricô e renda branca.
-Posso?
Ela disse para os dois jovens
Que jogavam bilhar.
-Sim.
Ambos responderam.
Então ela fez a tacada de fechamento
Do jogo,
Derrubando a última bola
Na caçapa.
-Empate!
Ela disse,
Levantando o taco
Ao lado do corpo.
-Hei, garota.
vamos fazer trilha de bicicleta
Aqui no lado do resort?
Indagou o rapaz que estava
Com seu irmão.
-Sim.
Ela respondeu virando-se para ela.
-Meu irmão vai com nós?
Ela indagou.
-Claro, vamos todos os três.
Alfredo disse.
Então, soltaram os tacos
Sobre a mesa
E Alfredo pediu as fichas
Para usar as bicicletas
E foram.
A trilha era marcada por árvores
Floridas e flores no chão
Onde passavam e tudo era
Maravilhosamente perfeito.
Na primeira parada,
Alfredo ficou bem próximo
De Setembrante e pediu a ela um beijo.
Sem sair, ambos da bicicleta
Eles beijaram-se,
Gusmante percebeu a química
Que acontecia entre ambos
E optou por ficar um pouco para trás.
Logo que ele sumiu de vista,
Alfredo e Setembrante apostaram
Uma corrida e correram
Fazendo levantar pó para trás.
Depois pararam,
E beijaram-se, deixando as bicicletas.
O beijo esquentou,
E eles deixaram a trilha
Para se recostarem num tronco
De árvore e aproveitar a companhia
Um do outro.
Uma hora depois Gusmante os encontrou.
-Ah, vocês estão aí?
Vamos voltar eu cansei de tanto pedalar,
Acho que assei as pernas,
Estou dolorido.
-Sim, nós já vamos.
Nos deixe ver o pôr-do-sol
Aqui juntos?
Pediu a irmã suplicante.
-Ta bom,
Não vejo perigo nisso.
Eu espero logo a frente.
Ele falou e retornou empurrando
A bicicleta.
-Case-se comigo?
Disse Alfredo.
-Assim, do nada?
Indagou Setembrante.
-Sim, eu a amo.
Respondeu Alfredo.
-Você trabalha com quê?
Ela indagou.
-Sou sócio do resort.
Ele respondeu.
-Verdade?
Ela perguntou incrédula.
-Sim.
Ele disse.
No aniversário de Setembrante
Eles passaram os três juntos
Andando de barco no lago
E comendo coisas
Que levaram numa sesta de piquenique.
Depois de encerrada a estadia,
Setembrante o apresentou aos pais
Que ficaram orgulhosos do garoto
E felizes com a união.
Chegando no apartamento
Morar com Alfredo,
Setembrante duvidou da fotografia
Que encontrou presa a parede,
Onde ele estava com ao lado
De uma garota reconhecida
Em revistas sociais
Limpando a piscina onde jogaram bilhar.
"Ele iniciou lá como faxineiro?"
Ela se indagou.
Não era o que aparentava
Pois tudo no minúsculo apartamento
Estava sujo,
E a comida da geladeira era escassa.
Também no armário da dispensa
Não havia muita variedade de alimento.
Alfredo não esperou que passasse
O susto de Setembrante e a levou
Ao quarto minúsculo
E lhe tirou as roupas a força,
Também rasgou o zíper
De sua calça e sua calcinha e sutiã.
-Você está indo tão depressa...
Ela disse.
-Estou com tesão e você, não?
Ele perguntou apertando
Com força seus seios nus.
-Você está marcando meu corpo
Usando muita força sobre eu.
Ela disse.
-Beije-me.
ele respondeu
Pegando sua nuca e puxando
Para seu peito com ímpeto
Fazendo os dentes de Setembrante sangrar.
-Meu Deus,
Está doendo minha boca
E seu peitoral tem sangue.
Ela disse.
Ele puxou os cabeços dela
Com força e a jogou sobre a cama,
Fazendo a cabeça dela bater
Contra o beiral.
-Eu passei tanto tempo
Tentando te conquistar
E gastando meu dinheiro
Que você precisa valer
Cada moeda e me pagar
Por cada gasto.
Ele falou pegando uma corrente
e se aproximando dela.
-O quê?
Ela respondeu.
-Cada minuto ao seu lado
Me foi caro,
Mas, agora você é minha.
Ele disse,
Colocando a perna direita
Ajoelhada sobre a cama
E se agachando sobre ela
Com a corrente na mão esquerda.
-Eu pago,
Meu irmão ajuda a pagar,
Meus pais ajudam também.
ele riu alto ao ouvir isso.
-Mas, eu já estou cobrando,
Por quê você pensou
Que não esta pagando?
ele indagou,
Levando a outra perna
Para sobre a cama e
A pressionando entre elas.
-Mas, eu estou apaixonada
E você também jurou que estava...
Ela disse entre lágrimas.
-Amor por etiqueta
Tem preço pré-datado...
Ele lhe respondeu.
-O quê?
Eu não te amei pelo dinheiro
Que pensei que você tinha
Para. agora, pagar tão caro.
Ela disse.
E foi interrompida
Por um tapa contra seu rosto,
E alguns arranhões ao lado do seu corpo.
-Não minta!
Ele disse.
-Mas, você é rico,
Por que age assim?
Ele riu levantando a cabeça
Para o alto
E depois a baixou sobre os seios dela
Arfante e possuidor.
-Eu sou o jardineiro de lá,
Sua idiota,
Você não me viu trabalhar
Porque eu me escondi de você
Todas as vezes.
ele respondeu enquanto
Absorvia o tecido do corpo
Dela com a boca
Como se fosse devora-la
Com seus dentes e língua
Indiferente ao que causava.
Ela gemeu.
-Mas, eu o amo e sinto
Muito prazer por você.
Ela disse.
Contudo, terminado o ato de sexo,
Alfredo a algemou a aquelas correntes
e a prendeu na cama.
-Limpe todo o apartamento,
Organize tudo e faça o almoço,
Cuide bem de mim
E você fica viva.
Alfredo falou.
Setembrante acordou assustada
Com o que ouvia,
Então, notou a dor no pulso
E se viu algemada.
-Alfredo, por que se eu te amo
E tudo que quero é estar aqui
Ao seu lado e viver nosso amor,
Eu não me importo que você
Seja pobre,
Não se envergonhe por isso.
Então, ele lhe deu um tapa
Na cara que a fez virar o rosto,
E arfar de medo quando ele
A obrigou a beijá-lo outra vez.
-Beije com mais intensidade
E grite que me ama.
Ela o fez,
Pois achava que sentia isso,
Ele era lindo
E radiante como um sol
Que nasce sobre o jardim
E colore as flores.
Mas, ela nunca mais veria jardim,
Flores ou o sol.
Tudo estava trancado,
A porta, as janelas, a luz,
E a vida.
Sua vida pertencia a sua vagina
E o prazer que pudesse proporcionar,
Pois, agora sua vida dependia
De trabalhar para este estranho
E dar prazer a ele,
Sem importar-se com o que custasse.
-Que me custa fazer sexo
Com você?
Ela indagou.
-Meu nome não é Alfredo
E seu irmão ou seus pais
Nada sabem sobre eu.
Ele disse e saiu.
Ela chorou,
Depois se levantou e percebeu
Que a corrente levava a toda a casa,
Mas não havia saída disponível.
Ele lhe deu uma identidade falsa,
Momentos gloriosos
De atenção e sorrisos fáceis,
E depois lhe tomou sua família.
Com uma faca entre os dedos
Ela imaginou-se
Por diversas vezes retirando
Sua própria vida
Não tinha coragem de mata-lo,
Mesmo que não soubesse
O nome real de Alfredo,
O amava e o queria vivo.
Sem receber ligações da família
Ou notícias ela entregou-se
Aos afazeres domésticos
E ao ato de dar prazer a Alfredo.
Estava de férias e sua ausência
Não comprometia a identidade
Falsa do próprio casamento,
Pois, sua falta de notícias estaria ligada
Aos bons eventos do início das núpcias.
Mas, Alfredo tornou a ser infiel
Fazendo uso de força bruta
Contra Setembrante.
Que usou de sua coragem
E uma faca de cozinha e
Cortou suas correntes,
Depois se jogou contra a porta
Diversas vezes até que ela se rompeu,
Sem medo ela correu pelo corredor,
Encontrou o elevador
E o usou até a saída.
Foi simples chegar na casa
De seus pais,
Ela pegou um taxi
E passou o endereço,
Esperou na porta e o pagou
Com o dinheiro deles.
Solitária e arredia
Se escondeu em seu quarto,
Até muito após conseguir falar
Sobre o fato.
-O quê?
Você foi vítima de cárcere privado?
Nós pensamos que você tivesse engravidado
Por isso esqueceu de dar notícias.
A mãe falou sentada
No final da cama olhando
Para Setembrinte que tremia
E chorava enquanto contava
Sua história.
Quando a polícia foi acionada,
Encontrou Alfredo limpando a piscina
E descobriu que ele tinha
Mais de uma propriedade
Onde mantinha garotas trancadas,
E ninguém nunca soube seu nome,
Porque ele usou muitos
E não sabia qual era o verdadeiro,
Pois, jurou que nunca iria dizer
E não disse.
Setembrante foi vê-lo na prisão,
E após conversarem intimamente
Entregou-se a ele com paixão,
Desejou novo matrimônio,
Seus pais a obrigaram a frequentar
Um psiquiatra alegando insanidade mental,
Mas, nada a separou de Alfredo.
Ela nunca importou-se de ve-lo
Atrás de grades,
Escondido atrás de fuzis
De guardas armados que o odiavam.
-Eu sei que você me ama.
Ela dizia e ele sorria
Sentado numa cadeira
Com os pulsos algemados
Numa corrente.
-Eu reconheço seu amor.
Ela falou na sala íntima,
Onde fizeram sexo,
E ela gemeu em seu ouvido
Palavras de prazer
E nenhum remorso.
O amor não tem etiquetas
Amar é criar expectativas,
Querer sonhos
É diferente de desejar
Fazer compras
Em supermercados caros,
Frequentar lugares famosos,
Usar roupas por etiquetas...
Um alguém é diferente
De um ideal com valores
Ao dispor.
O amor não é o saldo bancário
Que vem com beijos quentes
E listas de compras após isso,
Também ele não é dinheiro
Que lhe faz abraçar alguém,
Fazer juras de amor
Como uma espécie de cartão
De crédito
Onde você troca sentimentos
E jura afeto
Para poder usufruir o saldo
A vista de todos,
Escondido e a crédito.
Um beijo
E um anel em seu dedo,
Um abraço
E uma jura de namorados...
Amor é diferente
Do lucro que você obtém
Por gostar de alguém
Com o intuito de obter vantagens.
Amor é achar alguém bonito,
Não é passear pelo shopping
E desejar algo,
Olhar a etiqueta de preço,
E pagar o valor em pecado,
O pecado de perder-se
Em busca de um vestido
Ou outro desejo financeiro qualquer,
Um amor não vem com etiqueta
De preços anexas a ele,
Ou de vantagens patrimoniais
Que tenha a oferecer,
O amor vem com cumplicidade
E desejo de fortalecer,
Crescer junto
E fazer bem.
domingo, 30 de agosto de 2026
Apaixonada
Te ver é bom
Desperta saudade,
Me faz desejar
Te ver outra vez,
Te ver sempre,
Sonhar em estar
Com você
Em cada anoitecer,
Antes do meu despertar,
Sempre que o sol nascer.
Te ver é imaginar
Que as águas límpidas
Do rio que descansa
No nosso quintal
Nos banhe
Sem a gente se importar,
Simplesmente,
Escorregue por nós,
Por entre nossos carinhos,
Num véu de calma
E tranquilidade
E profundezas que só
Seu amor sabe me dar.
Te ver é imaginar
Que logo no amanhecer
Todas as flores do jardim
Floresçam e se tornem perfeitas
Como um véu de carinhos
Deitadas sobre a grama
E elevadas até o azul do céu.
Te ver é sonhar
Em cada instante
Em ter você e seus carinhos,
Não querer parar,
Provar de um calor inesgotável,
De uma fonte de prazer inigualável,
Que horas não fazem saciar.
Seus cabelos escuros
E fartos me dão prazer,
Seu cheiro doce e imperturbável
Me dá saciedade,
Seus lábios ávidos
Me dão vontade,
Seu hálito atrevido
Me dá necessidade
E eu te busco e espero,
E você: vem?
Sedução Irresistível
-Alicia, vamos para a casa
De vovô a vaca caiu no poço
E eles estão sem água
Para consumo.
Disse seu irmão Osvald.
Alicia correu da sala
Para a porta e abraçou
O irmão desamparada.
-Eles estão bem?
A vaquinha se feriu?
Ela pediu enlaçada
No pescoço dele.
-Infelizmente ela perdeu
A cria, um bezerro enorme
Nasceu deste tombo
E esta fraco devido ao parto antecipado.
Ele disse.
Enlaçando a cintura dela.
-Perfeito.
Ele nasceu com vida
E isso já é ótimo.
Ela disse,
Olhando nos olhos do irmão
E encontrando amparo
Para a sua dor no seu pescoço.
-Sim, mas pode morrer
E ela quebrou uma perna
E seu sangue caiu na água,
Isso gerou danos na qualidade
Da água de consumo doméstico.
Ele continuou.
-Não acredito
E o vizinho não empresta
A água do poço dele
Até que se faça algo
Sobre o poço de vovô?
Ela falou se afastando.
-Iremos pedir e então
Encanar a água ao menos
Para dar de beber ao gado.
O irmão respondeu sorrindo
E tremulo.
-Temos que providenciar uma
Saída com relação a água
Que ficou imprópria
Para o consumo.
Ela disse ligeiro.
-Certo, estou levando a manga grossa
Para pôr no poço e deixar
A água suja escorrer.
Ele falou.
E saiu para o corredor
Da casa.
-Ande depressa os bois
Estão encangados para levar
A carroça até o vovô,
Eu já avisei nossos pais.
Ele disse virando as costas
Para ela e mexendo
Em seu chapéu de palha.
A carroça era de pneus de ferro
e toda feita de madeira,
Os bois eram grandes e fortes
E tinham força para percorrer
Os cinquenta quilômetros
De distância que os separavam
Da casa de vovô Jusmento.
Alicia colocou suas roupas
Numa mala feita de tecido
Pela própria avó,
E levou também um cobertor
Na mala de couro que a mãe
Lhe deu de presente de Natal.
Osvald também preparou
Uma mala feita de chifres
De bois unidos por um crochê,
Levando somente roupas necessárias.
Eles eram dois irmão da família
Girold, que continha mais quatro
Irmãos que, as dez da manhã
Se encontravam na roça
Sogueando os bois.
Eles fizeram pequenos piquetes
De aveia plantadas,
E lá eles cuidavam os bois mais jovens
Comer até ficarem saciados,
Depois disso,
Os traziam para perto de casa
Para protegê-los de infortúnios
e predadores desconhecidos.
A família Girold sempre
Morou na roça e sobreviveu
Do que colhem através
De seus esforços agrícolas,
Principalmente, relacionados
Ao gado.
Eles possuem parte
Que cultivam o leite e derivados,
E parte para a carne.
Enquanto a terra é dividida
Entre gramados verdejantes,
Pastos para moer no moedor
E aveia plantadas em piquetes.
Os pastos moídos eram divididos
Entre a família e o avô e a avó,
Neste instante quem tinha
Mais pasto disponível era o avô,
Por isso, os dois irmão iriam
Aproveitar a viagem para trazer
O pasto moído para o gado.
-Vamos Alicia,
A viagem é longa.
Disse Osvald ao pegar
As malas moles da irmã
E as colocá-las na caroça.
-Ta bom,
Vou abraçar o papai e
a mamãe na roça
E também nossos irmão,
Vou correndo e volto logo,
Você vai comigo?
Ela indagou e se colocou
A correr na direção
Dos piquetes para dizer tchau
A família.
Osvald a acompanhou
A passos rápidos.
Abraçaram os pais
E os quatro irmãos
Depois saíram chorosos.
A família Girold tinha pouca
Habilidade em despedir-se,
Vez que, por serem jovens,
Nunca saíam de casa,
Exceto para irem nos avós
E costumavam irem juntos.
-Tchau filhos,
Vão com Deus,
Que Deus abençoe
A viagem de vocês
E os acompanhe,
Mande lembrança a família.
Disse o pai levantando
A mão para acenar para eles.
-Tchau filhos,
Que Deus abençoe vocês,
Mande lembranças,
Logo nós vamos
Lá passear.
Disse a mãe,
E os filhos todos acenaram.
A viagem ocorreu numa estrada
De cascalho
E foi difícil de ser percorrida,
Vez que tinha mato
E o caminho ladeado de árvores
Assustava por não ter
Nenhum vizinho.
No caminho uma cobra
Cruzou pelo meio da estrada
Assustando os bois
Que se jogaram para trás
E fizeram um solavanco na carroça.
-Meu Deus, por pouco
Não quebra a roda!
Gritou Alicia assustada.
-Veja o tamanho desta cobra,
Ela quase mata os bois
E nos deixa de a pé!
Gritou Osvald
Que pulou da carroça
E quebrou um galho
Depois retirou as folhas dele
Com a própria mão
Esfregando ela fechada
Do início ao fim do galho
E matou com ele a cobra.
-Era venenosa,
Veja as cores dela,
Mas não mordeu os bois.
Ele disse,
Enquanto a matava.
-Não mordeu, não,
Iremos fazer uma ótima viagem.
Alicia respondeu.
Então o irmão pegou a cobra morta
E a jogou para fora
Da estrada.
Depois ele subiu na caroça
E chacoalhou a corda
Sobre o lombo dos bois
Para fazer eles andar.
Logo após, o céu ficou nublado,
E um vento forte
Jogou folhas contra eles
Que tiveram que se abaixar
Na carroça para se proteger
Das folhas que feriam a visão.
Um gelho pesado caiu
Sobre Alicia e se Osvald
Não tivesse visto
A teria ferido,
Contudo, ele se levantou
E segurou o galho com a mão
O empurrando para longe
Da coluna da irmã.
-Meu Deus,
Que medo,
Porque não chove
De uma vez para parar o vento?
Alicia gritou.
Uma árvore fez um alto barulho
Logo a frente deles,
E depois o barranco desmoronou
Com ela sobre ele.
A ponta das folhas tocou
Os bois,
Mas os galhos não os feriram.
Ela caiu sobre a estrada,
Impedindo a passagem deles.
-E agora, meu irmão,
Como faremos?
Será que teremos que voltar
E pedir ajuda ao papai?
Alicia gritou assustada.
-Não, eu trouxe um facão
E ele irá nos ajudar.
Osvald cortou os galhos
Mais pequenos a facão
E Alicia o ajudou
A afastar a árvore da estrada.
Depois, eles seguiram a viagem
E uma chuva caiu torrencial
Sobre eles,
Os enormes pingos caiam sobre
Os bois e pulavam para cima
Para depois escorrer sobre o pêlo
Dos animais.
A chuva não impediu eles
De irem,
Mesmo enxarcados de água.
Chegando na fazendo dos avós,
Encontraram o gado todo na estrada
Espalhado pela roça de milho
E pelo gramado do potreiro,
Cujo alicerce da cerca
Havia apodrecido e caído
Sobre a estrada e ninguém
Viu para trocar o alicerce
e recolocar o gado no potreiro.
Eles estavam comendo o milho novo,
Espalhados pela roça,
Subindo os barrancos
E desbarrancando a terra para a estrada.
Osvald e Alicia desceram da carroça
E os repontaram para o potreiro.
-Alicia, aguarde aí para impedir
A saída deles,
Eu vou até a fazenda
E busco um mourão para substituir
O alicerce da cerca,
Também trago alicates e arames
Caso falte para arrumar o potreiro.
Osvald falou, enquanto
Subia na carroça e dava voz
De comando para os bois seguirem.
-Ta certo meu irmão,
Eu fico,
Precisamos ajudar o vovô e
A vovó.
Logo Osvald voltou
E trouxe os avós juntos,
Alicia correu abraçar os dois:
-Benção vovô,
Benção vovó?
Ela gritou chegando perto deles
Com as mãos juntas
Como se fosse rezar
E estendidas para a frente
Na direção de cada um.
Que as pegou com uma mão
E respondeu enquanto
A abraçavam:
-Deus te abençoe filha,
Como foi a viagem?
-Foi boa,
Chegamos muito bem.
Ela respondeu.
-Mas, vocês estão molhados,
Precisam trocar suas roupas
Ou ficarão gripados.
A avó respondeu.
-Não, o tempo esta nublado
Para lá.
Ela disse apontando o dedo
Para o céu cada vez mais escuro.
-Precisamos arrumar a cerca
Caso contrário, os bois irão sair.
Ela disse,
Se virando para trás
E vendo os bois saírem
Do potreiro.
-Veja já estão saindo.
Ela disse.
E todos correram com os braços abertos
Para fazerem eles retornarem
Para dentro do potreiro.
Meia hora depois,
A cerca estava arrumada
E todos seguiram felizes
Caminhando até a casa
Os quinhentos metros
Que faltava para chegar.
De imediato,
Osvald colocou a mangueira grossa
Dentro do poço que continha sangue
E fez a água de lá começar a sair,
Depois deixou a manga lá
Para escorrer a água até o poço
Voltar a ficar limpo
E a água ser consumida.
Descobriu que o vizinho
Aceitava emprestar sua água,
E iniciaram o ato de levar
Uma manga de plástico até o poço dele
E depois puxá-la até a casa
Para ter água para beber
E outra para o gado.
O vizinho morava a duzentos metros
Da casa dos avós
E o ato de pegar a água dele
Não estava dificultado.
O poço do vizinho tinha bom caimento
De água pois se localizava
No alto da terra,
E a água chegava forte até a casa dos avós.
A vaca teve a perna enfaixada
E devido a dor comia no cocho baixo,
Apenas foragem feita de milho
E grama colhidas e canas de açucar
Para ganhar força e quirela de milho seco.
Na noite de quinta-feira
Para sexta, Orvald acordou
Com uma luz na janela
Que lhe afogueava o rosto,
Ao abrir a janela percebeu
Que o galpão de foragem
E quirela estava em chamas.
Ele correu para fora do quarto
Gritando por ajuda,
Acordou os avós batendo
Na porta do quarto
E os chamou,
Depois chamou a irmã
Que logo abriu a porta.
-Que houve?
-O galpão de guardar a ração
Para o gado esta pegando fogo.
Ele disse.
-Meu Deus,
Precisamos evitar
Que o fogo se espalhe
E chegue até nossa casa
Ou até o galpão do gado dormir.
Ela disse.
E correram porta a fora
Com um balde em cada mão
Para buscar água no poço
E atirar no fogo.
O avô juntou uns galhos verdes
Que retirou com a própria mão
Dos pés de canela
Que tinha no quintal e correu
Até o fogo para bater nele
E apagá-lo.
-Corre Orvald,
Pega galhos verdes
Que serve para apagar o fogo.
ele gritou.
-Ta bão vovô,
Eu levo água e levo
Os galhos,
Veja as chamas estão no teto
E crepitando para o alto,
Estão muito grandes
Vai queimar tudo.
Ele gritou.
-Meu Deus,
Acabou a comida do gado!
A avó gritou com levando
As mãos para os cabelos brancos.
O fogo consumiu a maior parte
Do galpão,
Mas não se espalhou pela propriedade.
Os bois se assustaram com o calor
E colidiram contra a parede
Do galpão onde dormiam
E derrubaram parte da parede,
Sofrendo escorriações
E ferimentos leves.
O vizinho Nataline chegou logo
A trote de cavalo.
-O que aconteceu?
Lá de casa eu vi chamas
E pensei o que será
Que pegou fogo por lá?
Então, montei no cavalo
e vim ajudar.
Ele gritou.
Foi a primeira vez
Que Alicia o viu,
Alto, atlético e de chapéu
De palha na cabeça.
-Uau, Nataline,
Me deixe ajudar você
A descer do cavalo.
Ela respondeu e correu
Até ele.
-Uau, Alicia como você está linda!
Ele respondeu,
Alcançando a mão para ela
E descendo em seguida do cavalo.
-Pegou fogo no galpão de comida
Do gado e ele ficou assustado
E fugiu do galpão de dormir,
Estão soltos pela propriedade,
Iremos leva-los de noite mesmo
Para o potreiro.
Ela respondeu.
-Ta bem,
Eu trouxe lanternas
Vamos usa-las.
Ele respondeu.
-Que ótimo estava tão ruim
No escuro a gente não via nada
Se não fosse a luz das chamas.
Ela disse.
-Meu filho,
Você veio ajudar!
Respondeu o avô
Se aproximando de Nataline.
Que era muito estimado
Na família.
O gado foi repontado
Para o potreiro,
E lá Nataline abraçou Alicia.
-Eu sempre fui apaixonado
Por você Alicia.
ele disse.
-É, eu me lembro.
Ela respondeu e sorriu.
Depois se desvencilhou
Do abraço e foram até a cozinha
Tomar café com bolo e cuca.
-como o tempo passou...
Nataline disse,
Enquanto tomava um gole
Do café.
-Sim, e nos fez bem.
Alicia respondeu.
-Guardamos todo o gado.
-Não sobrou nada de comida
Pra eles no galpão.
Diziam os avós e seu irmão
Ao chegarem na cozinha
E acenderem mais dois lampiões,
Depois foram tomar café
Que estava servido e pronto
No bule sobre a mesa.
Alicia apaixonou-se por Nataline
Desde o primeiro olhar.
No dia seguinte,
Começaram a reconstruir o galpão,
Nataline participou da construção
Desde a primeira hora.
Os palanques foram retirados
Do mato perto de casa,
E serrados a serrote,
Depois puxados pelos bois
Até o pátio de um a um.
Os buracos para por eles
Foram feitos a mão,
E Alicia fez bolo e cuca
Em cada dia de serviço
E sempre arrumava uma desculpa
Para estar perto dele.
-Que delícia seu bolo, Alcia.
Nataline dizia.
Mas, certo dia,
Uma linda moça aproximou-se dele,
E o encontrando o chamou para si:
-Venha, Nataline,
Corra para mim,
Que saudade!
Ela gritou e correu até o abraço dele.
Alicia derrubou a cuca no chão,
Sem ainda tê-la levado ao forno,
Ela ficou suja.
E Alicia se trancou na cozinha
Para refazer a cuca.
-Quem você é?
Ela indagou chegando
Com a cuca quente
Horas depois até a moça.
-Me chamo, Juçan.
Ela respondeu e aproximou-se
De Alicia mordendo a cuca
Para abraça-la.
-Que linda você é,
Não me admira Nataline estar aqui
A tanto tempo e tão feliz.
A moça respondeu.
-Ele está apenas ajudando,
Pois é vizinho e nós sempre
O ajudamos.
Alicia respondeu.
-Claro, ele é sempre bondoso.
Disse Juçan e se aproximou
Abraçando Nataline de volta.
Alicia tremeu de ódio,
E rezou para que ele não
A beijasse,
E odiou a si própria por evitá-lo
A tanto tempo proporcionando
Que outra garota conquistasse
Seu afeto.
-Deixe-o trabalhar,
Você esta incomodando!
Ela disse em voz ríspida.
Nataline afastou a moça
Com suas mãos sujas de terra
E se voltou para o buraco
Que cavava.
-Alicia não seja grosseira
Com a moça.
Corrigiu o avô.
-Boa tarde, senhorita!
Disse seu irmão,
Retirando o chapéu
com uma mão
E mantendo o olhar firme
Para a moça que usava
Um vestido florido e solto
No corpo
De fundo rosa e flores brancas.
Alicia se odiou dentro
Daquela calça jeans comprida
E sem querer retirou os chinelos
Para ficar descalça sobre a terra.
Mesmo sem estar feia,
ela não sentiu-se segura,
Vendo uma garota da região
Se interessar pelo garoto
Que ela estava apaixonada.
Logo a garota voltou
Para a própria casa,
E Alicia não se perturbou
Por ficar ali vendo
O irmão e o avô e o vizinho
Reconstruírem o galpão.
Quando Nataline se preparava
Para ir almoçar,
Ela o conteve.
-Você fica muito bem trabalhando
No pesado. Nataline.
Alicia disse.
E o encarou com olhar apaixonado.
-Obrigado.
Nataline disse,
E pegou na mão de Alicia então
A beijou.
-Aceite que eu conheça você,
Alicia, gostaria tanto de estar perto
E poder te namorar.
Ele falou.
-Mas, e a garota?
Ela indagou ríspida.
-Veja, ela é minha prima,
Nada mais.
ele respondeu.
-Mentira.
Alicia disse
E lhe empurou.
-Verdade,
Você se irrita muito fácil.
ele disse.
e ela se pôs a andar.
-E fica linda!
Então, ela parou
E se voltou para ele
Que abriu dois botões
Da camisa lilás que usava
Para deixar seu peitoril a mostra.
-Uau, você é tão lindo!
Ela disse.
Depois se jogou nos braços
Dele e se permitiu beijá-lo
O máximo que pode.
Então, entraram no galpão
E não resistiram a paixão
avassaladora que os consumiu
Por horas.
Mais tarde,
Avô e o irmão voltaram até ali.
-Seu Jusmento, gostaria de namorar
Alicia o senhor aceita?
Indagou Nataline.
-Se lhe é do agrado,
Também é do meu,
Ela é moça prendada
E merece um bom rapaz.
O avô respondeu.
-Que ótimo,
Porque eu a amo
E sonho em me casar com ela.
Ele respondeu
E correu até o avô para abraça-lo.
-E você, Osvald,
O que diz?
Ovald se aproximou
E abraçou o rapaz.
-Eu faço muito zelo
E sei que nossos pais
Irão ficar muito felizes
Pela graça de tê-lo em nossa família.
Osvald respondeu.
-Quando você irá falar
Com meus pais?
Alicia indagou.
-Hoje mesmo meu amor!
A tarde Nataline
Partiu para sua casa feliz,
Pois, em quatro dias de serviço
Quase haviam reconstruído
O galpão de volta.
Porém, no quinto dia
ele não voltou,
E seria para ele ir falar
Com os pais de Alcia.
No sexto também não veio,
A denixando desmoralizada
Sobre a escada chorando sem parar.
No domingo,
Ou seja, sétimo dia,
Alicia foi até a casa dele.
Lá chegando encontrou Juçan
Abraçada nele sobre a escada
De entrada na casa.
-Nataline? por que você fez isso?
Alicia indagou chegando perto,
Então, juntou algumas pedras
Do chão e jogou contra ambos.
Juçan desceu de lá,
E revidou as pedradas
Acertando uma no braço
De Alicia que caiu no chão
Chorando.
-Você me traiu,
Por que pediu eu em namoro
Ao meu avô se era para me trair?
Ela pediu.
Ele correu até ela
E a ajuntou do chão.
-Solte esta maldita
Ou nunca mais te olho.
Juçan gritou.
-Juçan, vá embora,
Está tudo encerrado entre nós.
Juçan pegou o cavalo
E foi.
-Por que você fez isso comigo?
Alicia indagou.
-Porque amo você
E a quero comigo para sempre.
Ele respondeu.
-Mas, por que me traiu?
Ela continuou.
-Porque ela é minha prima,
E ela me agarrou no quarto
Enquanto eu dormia.
-Você facilitou.
-Eu não, eu juro
Que farei outra porta
E ela nunca mais irá entrar.
-Não acredito nisso.
-Eu juro,
Me dê tempo
E poderei lhe provar.
Ele falou e a beijou demoradamente,
Depois a levou para o quarto
Onde passaram juntos o resto do dia.
Os avós notaram a situação,
Mas ficaram felizes em ver
Os dois juntos.
-Quero que saibam
Que não é para dormirem juntos
Antes do casamento.
O avô falou.
-Sim, eu conheço os costumes.
Nataline disse.
-Vocês precisam noivar.
Ele insistiu.
Embora namorando,
Nataline e Alicia precisavam disfarçar
Que dormiam juntos
Devido ao acatamento familiar.
Nataline emprestou o pasto
Para a família e o gado
Não passou fome,
E também emprestou seu galpão
de ração.
A água ficou potável e voltou
A ser usada,
Mas, Nataline continuou
Vindo todos os dias ali.
Até que certo dia
Trouxe um cavalo junto
E convidou Alicia para
Ir com ele ver o gado no potreiro dele.
O galpão já estava finalizado.
Alicia e Osvald optaram
Por ficar mais tempo com os avós,
E assim ela teve oportunidade
De conhecer bem Nataline.
Fizeram jantares de noivado
e ele ficou para jantar
Em cada noite.
Os encontros se tornaram regulares.
Os pais de Alicia aceitaram
O casamento com enorme felicidade.
Alicia passou a fugir
Do quarto a noite
Para ir dormir com Nataline.
Ele também vinha dormir
Com ela, instantes em que,
Ambos dormiam nos paióls
Da propriedade de ambos.
O amor deles ficou mais intenso
E cobrava proximidade,
Seus olhares de paixão eram evidentes,
E na igreja ninguém duvidava
Que se amavam,
eles marcaram a data para casarem-se.
sábado, 22 de agosto de 2026
Te amo
Te amo
Com consciência
De tudo que sinto
E na consequência
De tudo que faço,
Amo você
E amo o seu abraço.
Te amo
Com saudade
De ver você.
Te amo
Com vontade
De abraçar você.
Te amo
E quero estar perto,
Ter rumo certo,
Objetivo pronto:
Estarmos juntos,
Ligados um ao outro
E que não haja atrito,
Braveza ou espanto.
É amor e pronto.
Te amo
E busco por você,
Como se não houvesse
Outro destino,
Outro caminho,
Tempo ou distanciamento,
Te amo
E te mantenho comigo
Não importa o seu paradeiro,
Eu o sinto,
E o amo.
É tudo.
-
“porque não veio água Pra você, Você vem me incomodar Aqui em casa, Eu não sou rio, Eu não sou rio”. Foi a resposta do meu Próp...
-
Sim, O rapaz da rede? Ele me ligou, Eu atendi. Pra eu foi amor, Pra ele eu nem sei, Questão de tempo, Conhecimento um do ...
-
Tenha bons sentimentos, Anime-se com um coração bom, A raiva desperta a ira, A ira perverte-se no ódio, E as circunstâncias ...