Espalhe Amor
Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
terça-feira, 29 de setembro de 2026
diploma
Preparar
sábado, 26 de setembro de 2026
Fruto do Amor
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Lá na Barbearia do Tio Ritsonn
Confesso que não estava preparada
Nem ao menos disposta
A ficar tanto tempo distante
De você,
Não depois do quanto
Foi bom estarmos juntos
E o quanto desejei que estivesse
Por perto,
Eu imaginei e reimaginei nós
Milhões de vezes,
E agora sinto apenas o medo.
Bem, mas não guardo ódio
A distância foi escolha sua
E eu concordo.
Tanto tempo se passou
E hoje me pareceu que te vi
Andando pela rua,
Livre e disposto,
Fiquei feliz por isso
E te vi a distância onde
pude perceber que os anos
Chegaram até você
E te fazem sofrer
Tal como foi comigo.
E então, te vi mais humano,
Mais suscetível a erros,
Você parecia, até mesmo,
Estar mancando e lhe vi
Com dor,
A dor que sinto,
Talvez, os planos que tenho,
Quem sabe os sonhos,
E então, outra pessoa
É isso.
Mas, ver você humano
Me deixou mais segura
E não lhe guardo rancor,
Eu me sentiria péssima
Se te encontrasse recostado
Na porta do carro
Com uma cerveja entre os dedos
E um cigarro a esfumacear
O rosto,
Mas, não.
Você estava normalzão,
Mancando, com seus cabelos escassos,
Barba por fazer na sua opinião,
Pêlos que nem vi,
Necessidades que nem notei,
Mas você estava indo
Na direção da barbearia...
ok.
Você conseguiu dar um basta,
E foi simples,
Comigo foi diferente,
Eu ainda o imagino comigo
E isso torna tudo difícil,
Você ainda opina
Na minha mente sobre coisas
Do meu cotidiano
E eu respeito a sua opinião,
Está certo,
Isso é interno,
Na verdade você está distante
E o que houve ganhou um basta.
Eu desejei sorrir
E estar perto de você,
E você seguiu seu destino,
Parabéns,
Eu já posso te ver
E não chorar nenhum pouco,
E você muito mais que isso...
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Cris-ti-a-nooooo
E aí Cristiano,
Depois de duas tardes de amor
Você se foi,
Sem dizer adeus,
Sem despedir-se,
Cansou-se,
Esqueceu o telefone,
Esqueceu de nós.
Eu sofri muito
Com isso,
Tento ocupar meus pensamentos
Com o trabalho,
Mas, você me preenche
E sua ausência me enche!
Eu queria socá-lo,
Eu queria gritar ódio,
Mas, não fui capaz de
Fazer mais que alguns fuxicos
Ao acaso e torcer por nós,
Por favor,
Não fica com outra!
Eu sou tão capaz
De ser boa para nós
E lhe fazer bem
Que qualquer outra garota.
Poxa, eu sou difícil,
Previsível e áustera,
Que droga,
Você foi tão meigo
E quente que não consigo esquecê-lo
E também não tenho preparo psicológico
Para te ver ao lado
De qualquer pessoa que seja.
Eu prefiro a cegueira,
Eu sinto dor,
A saudade sufoca,
Eu viro uma louca,
Desvairada e irrefreada.
Que faço por nós?
O que me é permitido?
Eu não posso esquecer,
Não sou capaz de fugir
De nós,
Nem de suprir sua ausência,
Por favor volta,
fica comigo outra vez,
Só mais uma,
Ou todas as vezes:
Fica!
Amor ao Acaso
Ela fechou os olhos
Para conter as lágrimas
Que a memória
Da dor que passou
Ao lado de seu ex namorado
Ainda tinha o dom de causar.
Um simples olhar
Ao acaso
E a lembrança chega
Lhe pega desprevida
E vem a recaída:
Toda a dor dói ainda,
Fere e machuca
Como se o ontem
Fosse o agora,
E o agora nunca
Pudesse passar.
Desprevenida pegou a bolsa
De cima do sofá
E correu para a rua,
Uma corrida que sua calça jeans
Não poderia frear,
Que a camiseta branca
Não impediria
Nem ao menos se todo
O pó da rua se apegasse
As suas linhas
E o suor lhe marcasse
A expressão dos seios nus
E fartos a farfalhar
Por baixo da malha.
De ímpeto cruzou
Para o outro lado
Da calçada
Quase colidindo num carro escuro
Que cruzava por ela,
Um homem alto e claro
Disse algo inexpressivo.
Ao longe ela viu fumaça
E partiu para ela,
Era estranho ver fumaça
Em plena avenida da cidade,
Mas, seguiu.
Chegando lá encontrou
Uma casa em chamas,
Chamou os bombeiros pelo celular
Com o peito arfante
A palpitar a dor e o medo.
De imediato,
O rosto do seu ex namorado
Surgiu em sua mente
Como uma fotografia
Que não se apaga,
E ela se voltou para trás
Num passo de dor e medo,
Não queria vê-lo
E esta era sua chance
De esquecer toda a dor
Para sempre.
A dor de tê-lo esfregando
Seus dedos quentes
E fortes sobre sua pele
Até marcar de vermelho,
A dor de sentir aqueles lábios
Colarem-se sobre os seus
Lhe pressionando,
E a fazendo desvanecer,
Porque beijos salvam
E outros afogam em dor,
E Doug jamais poderia
Confundir-se com amor,
Ele era possessividade,
Distância e nenhuma falta.
Irritada ela correu para a fumaça,
Jogou o celular na calçada
E adentrou pela porta fechada,
Não ouvia gritos,
Não se importava,
Passou tanto tempo de medo
E dores em segredo
Que sabia que nem toda a dor
Era confidenciada.
A atendente dos bombeiros
Continuou a fazer perguntas estúpidas,
Tal como, ponto de referência,
Se tinha feridos,
Se ela via alguém,
Se o incêndio parecia criminoso
Ou se iria se espalhar pelas casas...
Encontrando a porta trancada
Ela deu um chute com seu tênis
E logo abriu-a,
Em meio ao sufoco da fumaça
Algo fez bem em seu íntimo
E ela seguiu porta adentro,
Chegando lá encontrou um rapaz
E um casal de velhinhos
Desvanecidos sobre o sofá,
Foi simples vê-los,
foi difícil retirar de um por vez.
Quando chamou a vida
Todos responderam no sufoco,
Então, ela correu porta adentro,
No caminho encontrou retratos espalhados
Pelos cômodos e paredes,
Neles não continha tantas pessoas
E a maioria deles
Era preenchido por fotos dos três
O que sugeriu que não haveriam
Outros moradores na casa.
Ela chegou no quarto
E viu tudo em meio ao fogo,
Não havia ninguem e as chamas
Crepitavam para dentro da casa,
Invadindo o corredor
e ganhando a sala e a cozinha,
Alicia correu.
Saiu para fora toda avermelhada,
E abraçou aqueles três
Que estavam entristecidos
Sentados na calçada,
Quando os bombeiros chegaram
Após confundirem a casa em chamas
Com uma próxima que não tinha fogo,
Eles encontraram todos salvos.
O celular estava caído e inteiro,
Alicia o pegou e desligou-o.
Roberto, o rapaz que foi salvo,
Entregou-se ao abraço de Alicia ternamente.
Após o incidente Alicia passou
A ter amizade com a família
Composta pelos pais e o filho
Mais novo.
Como o pai de Alicia trabalhava
Como construtor ele foi chamado
Para refazer a casa,
Muito feliz Alicia foi em cada dia ajudar,
E o rosto de Doug desaparecia,
Aos poucos feito fumaça
Que mata sufocando,
ele tinha esse dom e jamais perderia,
O de sufocar,
De matar abraçando,
De ferir sempre que estivesse
Por perto.
O namoro corria bem,
E Roberto ajudava na construção,
Porém, chegada a entrega
Da casa pronta,
Os pais reclamaram que o gasto
Foi dobrado e que Antonio
Fez este furto na ausência
De Damião e Maria aproveitando-se
De sua idade avançada
E do desejo expressivo de Roberto
Por Alicia.
Roberto pegou a Nota Fiscal apresentada
Por Antonio e falou em alta voz:
-Aqui tem gastos excessivos.
O homem muito envergonhado
Correu porta a fora
E chorou descompassado.
-Eu pago.
Ele disse da porta.
-Eu pago o que for de excessivo,
Mas eu fiz o trabalho
Com o melhor equipamento
e materiais,
Ficou tudo perfeito.
Roberto ficou nervoso
E foi até a porta e pegou
A mão de Antonio com carinho,
-Seu Antonio,
Eu sei que foi,
Apenas reclamei do valor excessivo,
Me perdoe mas nunca vi casa tão cara!
Ele continuou.
-Eu pago.
Antonio disse e saiu.
Roberto preferiu distanciar-se
De Alicia sem dizer nada,
Alicia esperou as ligações,
Enviou mensagens não visualizadas,
E sofreu,
Outra vez Doug tomou seus pensamentos
E desta vez não foi mau,
Ele mostrou tudo que um homem
É capaz de causar:
Dor e decepção.
Então, Alicia conversou com o pai
Para ver como aconteceu a entrega
Das chaves da casa nova,
E soube que Roberto o acusou de furto,
De fraude na Nota Fiscal,
De comprar material por um valor
E cobrar outro...
Alicia chorou,
Fez as malas e pegou o carro
Dirigiu até a casa de Roberto
E chegando lá lhe disse:
-Perfeito!
Eu pago a dívida de meu pai
Com meu trabalho doméstico!
Ela falou ao entrar num rompante
Para dentro da casa.
-O quê?
Disse Roberto.
-Serei a empregada até quitar
Qualquer valor excessivo!
Ela continuou.
-Impossível.
Ele respondeu.
Ela soltou suas duas malas
No chão com barulho e falou:
-Não, vocês sofreram escoriações
E queimaduras graves,
Estão todos tomando remédios
E com dificuldade na mobilidade
Em razão das queimaduras,
Eu faço a comida,
Limpo a casa e tudo que precisar,
Eu não estou queimada,
Nem tenho dor.
Ela encerrou.
-Eu vou até o quarto que estiver desocupado
E deixarei minhas malas lá,
você esta tão dolorido que nem consegue
Por meu carro na caragem,
Deixe lá fora e eu o guardo,
Vocês não possuem carro
Eu os levo para onde for.
Ela disse e seguiu pelo corredor.
-Está certo,
Sentimos muita dor,
Precisamos de alguém,
Mas, seu pai não nos deve tanto...
Ela virou-se para Roberto e encerrou
Pegando no colarinho de sua camiseta
E acariciando perto de sua pele
Sem tocá-la e sem olhar
Em seus olhos,
Sentia saudade da proximidade,
Falta de seus beijos,
Mas foi mais forte e resistiu:
-Eu sei fazer faxina perfeitamente
E sou ótima na cozinha,
Ninguém irá arrepender-se,
Marque os horários dos remédios
E pendure na geladeira
Eu passo lá e decoro todos os horários
E não haverá erros ou atrasos.
Resistir a primeira noite
Foi díficil
Principalmente vendo a família reunida
E tão feliz no jantar,
Mas Alicia jantou com todos
E não entregou seu amor
De nenhuma maneira.
Depois de lavar a louça
Ela foi para seu quarto,
Abriu a janela e chorou
Sobre o espaldar vendo as estrelas
Brilharem lá fora,
Doug ia e vinha,
Feito um piscar de luz
Que se ascende e apaga,
Dá esperança e morre,
Mas, Doug não é do tipo que desfalece
Ele fere e mata.
Alguns instantes depois disso,
Alicia não rememorou o tempo,
Roberto surgiu atrás dela
Sem pedir permissão e a abraçou,
Depois seus beijos correram
Por seu corpo como se fosse o luar,
E Roberto é do tipo que faz sonhar,
E seus beijos são irresistíveis
Naqueles seus lábios roseados,
E fartos cheios de desejo
E algo de afeto de sua língua rosa
De palavras doces
E sonhos alucinantes.
Em meio a penumbra do quarto
Roberto era o que havia
De extraordinário,
Com sua pele alva de frio de inverno
E um calor irreconhecível,
Feito lava de vulcão que surge
Do nada e ganha seu redor
Enquanto enche de vida,
Seus carinhos são chamas vivas
De amor e desejos irrefreados,
Seu cabelo com aquelas entradinhas
De calvície enegrecidos por um tinta
Do tipo esquecida em algum canto,
Tinham a maciez e o encanto
Da noite que brilhava lá fora,
E incendiava seus olhos vivos,
Abertos e expressivamente escuros.
Seu corpo másculo e viril
Eram a chama viva
Que deixava Doug muito,
Muito longe e insignificante.
Quando Roberto a abraçou,
Ela sentiu que foi mais que um abraço,
Mais que desejo,
Ou pele a pele,
Ela foi tomada de si mesma,
De seus medos e erros,
E entregou-se para ele,
Como se fosse a única chance,
O único beijo,
O único instante,
Uma bala afiada e atirada
Rápida e segura contra Doug
E todo o mal que sua lembrança
Continha e a vivência lhe fez
Num passado que se apagava
No sereno frio do inverno,
Através de um homem alto
E poderoso em seus carinhos,
Seguro de suas atitudes
E alcance.
Ela fez amor com ele
Ali mesmo na cadeira,
Sentada em seu colo,
E o dia amanheceu ensolarado,
Como o sorriso de Roberto
E seus dentes brancos
E bem cuidados...
Convidativo,
Encantador,
Seguro.
Em cada noite dormiu com Roberto
E isso não lhe fez mau,
Mediante o conhecimento que ganhou
Sobre ele e sua família
Logo percebeu que o erro referente
Aos valores não se devia a eles
E foi investigar.
Chegando lá na loja de materiais
De construção descobriu que
A fatura era dupla,
ou seja, seu pai havia sido contratado
Para fazer dois serviços ao mesmo tempo,
E enquanto ele trabalhou para Roberto,
Seu irmão e funcionários se dissiparam
E se dividiram entre ajudar
Na construção da casa de Roberto
E de outra propriedade.
Isso explicava os valores,
E os cheques assinados demonstravam
Os valores pagos,
Ela retirou um xerox de cada um
E descobriu que o pagamento
Ocorreu de maneira correta,
Contudo a NF se referia a todos
Os materiais colhidos lá na loja.
Nem a família de Roberto,
Nem a outra pagou dobrado,
Pois a NF se referia ao trabalho de Antonio,
E deveria ter sido tirada em seu nome,
E não no nome da família de Roberto.
Chocada ela apresentou a ambas
As famílias no jantar
Os cheques com os valores específicos
E a confusão que a loja cometeu
Com relação aos materiais.
As famílias ficaram felizes
E brindaram ao noivado
Que ocorreu no mesmo instantes,
Por Roberto levantou-se
E ergueu o copo de suco
Pedindo a Alicia para casar-se
Com ele,
Alicia não resistiu
Levantou de sua cadeira
E foi até ele para abraçá-lo,
Dizendo sim.
-Eu fico tão feliz
Por estar tudo resolvido,
Sou o homem mais completo
Do mundo!
Roberto disse.
domingo, 13 de setembro de 2026
Encontro na Mira
-
“porque não veio água Pra você, Você vem me incomodar Aqui em casa, Eu não sou rio, Eu não sou rio”. Foi a resposta do meu Próp...
-
Sim, O rapaz da rede? Ele me ligou, Eu atendi. Pra eu foi amor, Pra ele eu nem sei, Questão de tempo, Conhecimento um do ...
-
Tenha bons sentimentos, Anime-se com um coração bom, A raiva desperta a ira, A ira perverte-se no ódio, E as circunstâncias ...