quarta-feira, 22 de julho de 2026

Mãos de Guerreiro

 Minha vontade

foi não me libertar,

Eu nunca quis mais

Que neste dia

Ser possuída ali mesmo,

Sem vergonha,

Sem máscaras,

Em público por ele.


O grande homem

Por quem me apaixonei,

De olhos escuros e brilhantes,

Rosto gentil,

Sorriso compassivo,

Mãos grandes,

Eu o quis sem reservas.


Mas, antes de tudo

Desejei que ele implorasse,

Quis algum consolo,

Alguma prova contundente

De que não me abandonaria,

Ou trairia com quem fosse.


Eu me violaria

Se agisse diferente,

Eu precisava dele

E essa necessidade iria durar,

Eu soube disso,

Desde a primeira vez

Que olhei em seus olhos castanhos.


Ao examinar seu rosto,

Me vi insegura,

eu não parecia tão perfeita,

Tão pronta

 Quanto a urgência gritava

De dentro de mim.


Ele se achegou e

Pegou em minha mão,

Sua mão grande guardava

A minha tão dentro

Que me vi consumida ali,

Suas mãos acostumadas

A empunhar uma espada

Sabiam bem manusear uma faca,

Como um guerreiro corajoso

Que sabe buscar o que quer,

Braços tão fortes

Que dobrariam o ferro

Entre os dedos,

Que tinham destreza no machado,

A lâmina afiada entre

Seus dedos virava artigo

De luxo

tamanha perfeição e habilidade,

o toque de suas mãos 

Me deixou com os braços moles.


Eu me vi perdida nele,

Submersa em seu olhar,

Segura de todos os medos,

Vitoriosa e apaixoanda.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Apaixonada

"Eu estaria mentindo

Se dissesse que não a quero

Em minha cama!"

Gustav guardou as palavras,

Lhe soavam aos ouvidos

Como uma carícia,

Era como uma lembrança

Vívida que causava prazer

E trazia sonhos.


Então, ele a desejava,

Sonhava em estar com ela,

Protegê-la dos perigos

de ser solitária

E ser protegida é bom,

Ela logo descobriria isso

E o escolheria.


Não seria erro

Se Gustav o escolhesse,

Ele era íntegro e honrado,

Sua voz lhe causava prazer,

A simples lembrança 

De estarem juntos 

Causava paz.


Uma mulher precisa de paz,

E um homem precisa

De uma mulher ao seu lado,

Tudo se encaixava tão bem,

Que perdê-lo seria impossível,

Ele a queria,

Dava para perceber isso

Em cada olhar

Que se esquivava

Como se buscasse fugir

Por ser incapaz de negar

O que sentia.


E aí Lucas

 Oi Lucas

Então você me aceitou?

Por que eu discuto comigo

O tempo inteiro

E sito cada um dos meus erros,

E você acha isso pouco

E ainda pensa que

Eu não errei tanto?

Obrigada,

Eu não sei te agradecer

Preciso lutar contra isso,

Eu me exijo,

Volto atrás e só me vejo

Em erro,

Que droga,

Maldita faculdade

Em que estudei pouco

Não me esforcei

E parece que só perdi meu tempo,

Bem, mas você é ganho,

Você é lucro,

Você é sucesso,

E o Tiago?

Hum, seu lindo primo 

Comprometido,

Eu não resisti aquelas fotografias

Dele seminu na piscina

E você me conhece tão bem,

Eu fui lá e tentei seduzir ele

Fazendo o mais errado possível,

Tipo, falando mal para caramba

Da esposa e pedindo para

Ele fazer sexo comigo,

Assim, na frente de todo mundo,

E ainda jurei que eu e ele,

Num rompante do destino

Éramos casados,

Bem, veja bem,

Embora estivesse tudo deslocado,

Caramba ele é super lindo,

E eu não desisti nenhum pouco,

Então, você veio lá com nós

E me perdoou outra vez.

OK, está certo porque

Você é lindo,

Perfeito e eu não me sinto digna,

Sei lá,

Me sinto tão inapta a ser sua,

Parece tanto que você

Merece outra garota

Que seja tão melhor que eu,

Eu me vejo tão falha

e você como você me vê?

Eu estou tão sozinha

a tanto tempo

Que parece que não sei

Pertencer a alguém,

Mas, vamos nos esforçar para dar certo?

Sair curtir de carro,

Sentir o vento nos cabelos,

Parar num barzinho

De beira de estrada

E beber além da conta,

Subir no capô do carro

e transar além das horas

E do tempo.

Veja, somos tão jovens

Aqui no espaço dos 40 anos,

Quem se importa

Com o que fazemos?

Vamos transar e transar,

Vamos beber até cansar,

Vamos virar a noite

num barzinho de rua abandonada

Bem longe de tudo,

Onde ninguem nos conheça,

Ninguém comente sobre nós,

E nós não precisemos vestir

Máscaras e fingir qualquer coisa,

Vamos só viver,

Viver e tentar,

Depois disso damos

Um mergulho no rio pelados,

Só para sentir o frescor noturno

Invadir cada parte do corpo

Então transamos na água,

Na terra, no banco do carro,

Sem limites,

Estamos nos 40 anos

Quem se importa com oq ue fazemos?

Me abraça

 Estou cicatrizando

As feridas

Que não sangram

Como marcam a alma

E me ferem por dentro,

Queria entender,

O que houve entre nós,

Bem,

Minha parte eu sei:

Eu sai para te trair,

Ficar com um homem

Melhor que você

Que me desse prazer

Sem me irritar logo após

Que me fizesse sorrir

Sem cobrar erros,

Ou falar do que

Não quero saber...

Mas, ele foi cruel,

Foi muito pior que você,

Ele me agarrou pelos ombros,

Me chacoalhou forte,

Rasgou meu melhor vestido

E me obrigou a fazer sexo.

Ok, você estaria certo

Se eu te contasse isso,

Eu sai de fato

Com o intuito de transar,

Mas, desisti no caminho

Por que ele me obrigou?

Por que insistiu

Se eu já não queria mais?

Eu queria saber,

Queria entender,

Ele foi pior que você,

Por que agora 

Que eu chego ferida 

Em casa

Você não esquece tudo

E me abraça?

Isso me força,

Eu não quero contar

E você parece buscar

Em mim o que houve,

Cara, eu fui transar

E o cara me obrigou,

Eu acho que é estupro isso,

Sei lá,

Por que você não estava lá?

Você teria sido mais forte

Que eu,

Você teria me protegido,

Mas, que droga,

Por que dentro de casa

A gente só briga?

O que há entre nós?

O que é essa desconfiança

E medo que me impede

De te contar

Que eu fui trair 

Para me divertir

E o cara me estuprou

Do início ao fim,

É isso!

Não me deixa sozinha,

Me abraça bem forte

E apaga da minha cabeça

O que eu fiz,

Estou ferida

e guardo as marcas,

Mas, a culpa também é sua,

Por que você não me abraça?

Agora você sente  nojo 

De mim por que eu fui tocada

Por outro,

E te parece tanto

Que eu só fui te trair?

Sim, eu entendo,

Isso não é se divertir.

Me abraça antes 

Que eu fique louca!

domingo, 19 de julho de 2026

Eu, Ranita, Namorada e Violentada!

 A garota nunca imaginou

Que se envolveria

Num relacionamento tóxico,

Do tipo em que o namorado

Convida os amigos para beber

E comer churrasco

E por tradição,

Começa a esnobá-la 

Em frente  a todos.


Foi dessa forma

Que ocorreu desde o primeiro encontro,

E Ranita não sabe

Porque continuou com isso,

Roão passava a mão 

Na sua bunda na frente de todos,

Exigia cerveja gelada

E erguia sua saia 

Toda vez que ela chegava perto.


Ele tinha algo que coçava

Em sua mão,

A todo instante a apalpava

E cheirava seu corpo

Buscando marcas 

E cheiros que denunciasse

Seu caso de amor.


Pois é, Roão nunca lhe deu razão

Ou acreditou na palavra de Ranita,

Cada vez que podia 

Erguia sua roupa,

Vasculhava a sua calcinha

Na frente de todos

E ainda lhe dava tapas

Na bunda e nas cochas

Que ele dizia que eram de amor

E domínio.


Ele só faltou tatuar

O nome dele nas regiões de Ranita,

E depois disso,

Ele a encontrava dentro de casa

E reclama dos vermelhões

E apertões que ele próprio

Tinha feito.


Roão a obrigava 

A fazer uma espécie 

De encenação de amor

A pegando no colo

E lhe fazendo carícias expostas

Na frente de todos,

E depois ele a seguia pelos cômodos,

A obrigando a  ter relações sexuais

Com ele.


Ele a obrigava a beber

Lhe derramando a bebida

Garganta abaixo,

E exigia provas de amor,

Pedindo que ela dançasse

Sobre a mesa

E fingisse tirar a roupa,

Tudo isso exigia da moral

De Ranita um percentual 

De baixaria.


"E se alguém gravar?"

Ela perguntava.

"Quem grava sou eu".

Ele respondia,

E a chamava de "gostosa",

E outras coisas pegajosas

De cunho sexual.


Isso denegriu Ranita

Para si própria,

Era muita sexualização

De seu corpo,

Ela parecia ser um objeto,

Uma espécie de prostituta

Gratuita.


O preço deste relacionamento

Era a sua dignidade,

De repente,

Roão invadiu a sala

Onde ela estava e a

Encontrou com uma amiga

Sentada no sofá,

Imediatamente ele deu-lhe

Um tapa na cocha

E falou alto:

"Vocês estão transando?"

Ela o olhou assustada:

"É certo que não".

Ela disse.


Mas, ele invadiu com sua mão

A sua saia e penetrou

Com o dedos a sua vagina:

"Então, eu quero isso de você,

Agora."

Ele disse em tom áspero.


Ranita desta vez 

não cedeu,

Levantou-se munindo-se

Do pouco de dignidade

Que tinha e foi para

A direção do quarto,

Porem, Roão a pegou 

Pelos cabelos e a impediu

Derrubando-a para trás,

E arrancando um chumaço

De cabelos.


Sua amiga Assilei,

Chamou a polícia

Que logo chegou 

Com as sirenes ligadas,

E as luzes de emergência.

A vida de Ranita foi exposta

Para  toda a vizinhança.


E Roão foi preso

Por violência doméstica,

Ranita mostrou as marcas

Aos policiais e contou

Como tudo ocorreu,

Também pediu medida de proteção,

Que trata-se de uma ordem judicial

Para que ele afasta-se dela.


Agora Ranita se envolveu

Com o policial que lhe ajudou,

Ela ainda busca em suas mãos

Alguma marca que denuncie violência,

Não acredita que ele nunca irá

Bater nela,

Como o namorado anterior,

Que não era policial mas

Lhe jurando amor

Tanto mal lhe fez.


A noite ela acorda assustada

E busca o policial ao seu lado,

Ela se sente segura,

Ele não irá gritar contra ela,

Prendê-la ou ofendê-la,

Ele é um bom soldado

Que soube vê-la,

Admirá-la e protegê-la.


Cada vez que ele sai

Para trabalhar

Ela se ajoelha 

Implorando a Deus

Que ele volte bem

E que ninguém o fira,

Ela ama a arma que ele

Usa no coldre,

Ama suas mãos fortes

E seguras,

Ama seu abraço,

Ela não quer perde-lo

Para um criminoso qualquer.

Abuso de Direito - A Emboscada

 "Eu nunca sei

Qual será minha última batalha!"

Disse um sargento

Sentado no banco do carona

Do carro policial

Segurando uma grande arma

Para cima em frente a janela.


Talvez, ele pensasse

Que esta arma poderia

Protegê-lo de um tiro

Ou que lhe vendo tão forte

Iriam evitar tentar matá-lo,

Talvez ele pensasse que

Ferro contra ferro

Lhe dava vantagens.


O esposo daquela mulher

Não pensou assim,

Ele bateu nela pela milésima vez

E outra vez

A polícia acreditava que iria

Remedia-lo o levando para a 

Delegacia de Polícia Civil

E o encarcerando por algum tempo,

Ou talvez, algum valor.


Uma multa já lhe dava

O direito de retornar para o lar,

A questão nunca foi

Por que Rosalva aceitava-o

Tão facilmente em casa,

Mas, por que a polícia

Acreditou tanto nela

E lhe deu tantas chances

Para melhorar sua mente violenta.


Esta foi a última vez

Que Janito trabalhou 

Para a polícia,

Quando ele abriu a porta

Com sua arma apontada

Para o alto,

Ela realmente impediu

Que o primeiro tiro

Apontado contra ele

Fosse fatal,

O segundo também,

Mas, o terceiro lhe acertou

Em cheio.


Na sua frente caiu Rosalva

Estatelada,

Com os braços esticados

Tentando impedir o marido,

Este foi seu último ato de bravura

Criminosa,

Ele ceifou a vida de um sargento,

Não a  de Rosalva.


Rosalva era forte e prepotente,

Ela sabia como evitar a batalha,

Bastava entregar o rosto

Para ser chutado 

E o corpo para ser estuprado,

Mas, o sargento Janito

não entendia disso.


Ele pensava que sua batalha

Contra o crime só se dava

Por encerrada se ele fizesse

Seu melhor que neste instante

Era apenas verificar 

Esta ocorrência que envolvia

Gritos e ameaças contra

Uma esposa em seu lar.


Não havia armas,

Não havia violência

Exceto isso,

Gritos e ameaças distantes.

Mas, o sargento sentia pena

Desta vítima,

Diversas vezes ele atendeu

Ocorrência similar relacionada a ela.


Quando os outros três polciais

Desceram da viatura

O encontraram caído 

Sobre o banco sangrando,

O colete e prova de balas

Que ele usava para proteção

Foi insuficiente,

As instruções de ação

Foram insuficientes,

A coragem de enfrentar

Violências  a vida inteira

E o amor por sua família

Não o livraram da morte.


Um policial correu até o criminoso,

O jogou no chão

Com um muro contra a cabeça

E o prendeu algemando.


Rosalva não foi presa

Por cúmplice de assassinato,

Ela era a vítima,

A perfeita vítima,

Porém, seu diário soube a verdade.


Há tempos Rosalva passava

Em frente a base de polícia militar

E cuidava o sargento treinando,

Ela estacionou seu carro

Próximo a base e o cuidou

Por muito tempo.


O sargento homem casado

E honrado,

Pai de família nunca 

Deu oportunidades de sexo

Para Rosalva que guardou a dor,

O rancor e o desejo 

Que sentia profundamente por ele.


Tendo visto a esposa

Do sargento indo até o trabalho

Diversas vezes,

Chegou a apontar a arma

Contra o rosto dela,

E depois a baixou 

Entre suas pernas.


Tendo visto seu filho pequeno,

Ela assoviou para ele na creche,

E o fez escorregar várias vezes

No escorregador até cair

E se ferir um pouco,

Ela tirou fotos quando

A enfermeira o buscou

E o carregou para a enfermaria,

Sangrando uma dor inexplicável.


Isto aumentou o prazer de Rosalva,

E seu esposo gostou de tê-la

Em casa em cada uma dessas noites,

Onde ela desenhou no papel 

Um boné de soldado e o usou

Para fazer fetiche.


Ao ver o sargento no trabalho,

Ela pediu para um de seus conhecidos

Que lhe roubassem a arma

De sua farda,

A que ele usava para defender-se,

Para trabalhar e  exercer seu ofício,

De arma em punho,

Ela a usou para masturbar-se

Quando o chefe da corporação

O advertiu pela perda.


Na frente dele

Ela masturbou-se com ela,

E vendo seu sofrimento

Sentiu ainda mais prazer,

Várias vezes ela ligou

Para o sargento em busca de sexo,

E masturbou-se,

Em cada vez ele evitou atender,

E desligou contra a vontade dela.


O salário do sargento é baixo,

E ele nunca imaginou

Que fosse seguido de tão perto,

E muito menos pensou

Que seria Rosalva.


Na primeira ocorrência

De briga com o esposo

Ela estava de vestido curto,

Isso não inspirou o sargento,

Nem nas outras tentativas,

Então, este era o seu fim.


A arma que tirou a vida

Do sargento era de Rosalva,

E quem atirou foi ela própria,

O esposo apenas ajudou

Com alguns outros tiros.


Para derrubar a vida do sargento

Precisou mais de um tiro,

Mais de uma tentativa,

Mais de uma emboscada,

Mas ele partiu sangrando

E gemendo e sua família

Ficou a mercê 

Da vontade de Rosalva.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Encantadoramente Apaixonada por um militar

Eu teria me apaixonado

Se fosse o caso,

Contudo, foi tesão tórrido,

Amor doentio,

Um tipo atrevido de sentimento

Que não se deseja tão intenso.


Um topo que lhe toma

Por inteiro e lhe ganha

A alma,

Tão alto,

Seguro e estranho.


Prisioneira de seu olhar,

Eu movi mundos para chegar

Até ele e sentir seu calor,

Provar da atração

que nunca senti tão intensa.


Enfrentei medos e miras,

Fosse seu olhar a estrela 

Da noite

Brilharia de braços abertos

Pronta para receber-me,

Porém, sendo ela este,

Este conteve-se,

Afastou-se o máximo que pode

E me tirou do sério.


Seu olhar fulminante

Com efeito balístico,

Tornou-se irresistível,

Segui até ele com ímpeto

E muito de medo.


Chegando próxima

Me vi atraída por seu jeito

E algo de masculino

Que imaginei proteção,

assim que o enlacei

Me vi agarrada

A uma espécie de força,

Um colete balístico

Ou algo intenso

Que me protegia de tudo...


Ah, se olhares ferissem,

E se existissem os que salvam,

Este me abrigaria

Sob um véu de proteção

Do qual eu nunca iria

Querer sair.


Estando tão perto,

Vi seus braços deslizarem

Por sobre meu corpo

Feito uma guilhotina

De ferro e forças cortantes

Que me retiravam a resistência,

Eu já não queria ser de outro,

Tê-lo me era o mundo,

Como se o universo descesse

Do céu e se pusesse 

Ao meu alcance,

Girando no meu entorno,

Feito duas estrelas

Fora de órbita que enlaçam-se

E vagam numa dança 

De conquistas e seduções.


Guilhotinada me vi nua

E sua,

Eu não sabia o que falar,

A intensidade do seu olhar

Era como mergulhar

Num infinito e perder-se

Sem vagar a esmo,

Era um perder-se bom

E seguro.


Duas balas sobre você

Era a intensidade dos seus olhos,

Duas navalhas de ferro afiado

Eram seus braços enlaçados

Sobre meu corpo,

E uma muralha de calor ardente

E força viciante 

Era seu corpo retendo-me,

Já seus lábios era como o luar,

Que brilha a meia luz

E esconde-se um pouco,

Doce lua crescente que

Fez meu coração ficar louco,

Já seu nariz me pareceu

Dois enlevos de montanhas

Num escuro de luar

Que encontram-se 

Em beleza e vida iniguláveis.


Eu queria estar ali,

Eu desejei estar ali,

Entremeio as suas pernas

Que me erguiam num alto

Tão acima de tudo

Que parecia que nada 

Poderia me alcançar.


Segura no monte mais alto,

Do plano mais seguro,

No lugar intocável

De um templo sagrado e puro

Em que nos unimos,

Eu de pura matéria apaixonada

E ele feito da mais pura segurança,

Mistérios e força bruta

Que me protegia,

E me dava paz.


Eu me apaixonei descaradamente

Por este militar,

Sua farda,

Seu olhar,

A forma segura

Como ele olhava tão distante

E me permitia vagar.


Com ele eu pensei

Que não precisaria estar

Tão no controle de tudo,

E era ali que eu estaria,

Sua voz de trovão,

Soava como um rompante

Que não se resiste,

Se força ou enfrenta,

Você ouve e obedece

E é bom.


É ter um militar 

A sua espera é seguro,

Todos te olham com espanto

E uma espécie de admiração,

Você sente-se protegida,

E ele se sente másculo,

E ele é muito masculino,

Forte, atrevido e impetuoso,

Adoro vê-lo em frente a tropa,

Seguro de tudo que fala,

E se me abraça,

Adoro muito mais que tudo.

Mãos de Guerreiro