Espalhe Amor
Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Despertar
Mamata- A Vaquinha
Mamata nasceu na fazenda,
Desde pequena odiava o dono
Que a chicoteava nas costas
E feria suas orelhas
Colocando cordas ao redor delas
Para mantê-la.
Certa vez, ocorreram trovadas
Muito intensas com rajadas de vento
E raios tingindo o horizonte,
O gado ficou arredio,
E investiram uns contra os outros
Para chifrarem-se mutuamente.
Bois eram jogados contra a cerca
E outros corriam até ela
Colocando chifres e o peito
Para derrubá-la,
Não tardou o primeiro poste caiu,
Depois o segundo
E então o terceiro.
Finalmente, Mamata viu-se livre,
E sorrateira passou a comer
O gramado que havia fora da cerca
E andou para longe
Sem perceber.
Logo, viu-se solitária,
Contudo, sempre teve a comida
Que a terra dava
E vendo um coelho que saltitava
Próximo a ela
O seguiu para achar a água.
A água seguia o curso de um rio,
E partia para distante,
Mamata ali ficou,
A longa distancia ouvia
O rugido de um touro,
E o berro de uma vaca grávida,
Mas, nada a motivou a sair.
Comia do alimento que brotava
E bebia da água que corria.
Certo dia, decidiu ir até próximo
A cerca e o que viu assustou-a:
O gado estava magro
E os bebedouros de água estavam secos.
O dono da fazenda esqueceu
De dar água a eles,
E o gado perambulava berrando triste
Ao redor da fazenda cercada
Por postes e cerca de arame.
Dois bezerros estavam caídos
No chão fracos demais,
Estes nem mesmo a água
Os traria a vida.
Não tinham força para berrar,
O couro deles adentrou os ossos,
E mosquitos rondavam sua carne,
Bem próximo a eles haviam corvos
Cercando-os a espera de suas mortes
Para comer sua carne.
Inexplicavelmente aranhas
E cobras chegavam até os bezerros
E depois saiam saciadas.
O touro vendo a situação chorava
E vendo Mamata sorriu,
E foi até ela.
Mamata engravidou ali ao lado
Do cercado da fazenda,
Mas, não permaneceu,
Voltou até o bosque.
Lá tinha comida a vontade.
Contudo, choveu forte,
E a chuva chegou ao nariz dos três bezerros caídos
E encerrou seu circulo vital.
Morreram da água que não tiveram
De beber.
Os corvos se agacharam sobre eles
E comeram toda a carne
E as partes internas.
As vacas amedrontaram-se
E esconderam o leite,
Por cinco dias não entregaram o leite
Ao fazendeiro que as amarrou
E as açoitou,
Nem a dor das chicotadas
Amenizou a dor da morte
Que as vacas prezenciaram
E o leite cessou para algumas
De maneira inexplicável.
Caiu a renda do dono da fazenda
Que agora diminuiu a comida
Para o cercado do gado.
Alguns bezerros nasceram mortos
E de aparência pequena e desgrenhada,
Com os ossos reluzentes sob o pelo brilhoso.
Mamata feliz a comer
Com os bichos selvagens:
Coelhos, galinhas, pássaros
E outros da região,
Viu a água descer do céu
com muita força e se escondeu
Embaixo de uma árvore.
Um raio caiu sobre ela
E o galho quebrou caindo
Sobre a perna dela que feriu-se.
Ela sentiu a dor em sua pele
Sangrar de maneira violenta,
Para logo após amenizar
Quando seu medo cessou.
O touro veio até ela
E lhe trouxe ramos verdes
Para que ela se alimentasse.
Assim, sob a chuva torrencial,
Ambos levaram ramos ao cercado.
Mas, um grito do dono da fazenda
Os assustou e Mamata correu intensa
Para a mata com medo de ser presa.
Ele se agachou e juntou pedras
Que jogou contra ela
Com a intensão de que ela permanecesse
Com o resto do gado.
O touro Bream ficou no lugar dela
E avançou com seus chifres
Contra o fazendeiro que correu
Após lhe acertar com uma grande pedra
Contra a sua cabeça.
O touro caiu bufando de dor,
E escorrendo baba pelo nariz e
A boca,
Seus olhos se arregalaram
E ficaram vítreos de dor.
Mas, ante o medo de que Mamata
Fosse ferida ele levantou-se,
E embrenhou outra vez
Para protege-la.
O fazendeiro correu
E Mamata correu mais,
Escondida no mato
Permitiu-se suspirar segura
Com a perna a mancar sua dor.
Depois disso,
Sentiu cede e foi até o rio,
A margem estava molhada,
Logo Mamata resvalou e foi parar
Dentro da água,
Mas ela não sabia nadar,
Então, batia suas pernas dianteiras
Descontroladas
Sobre a água.
Depois, bufou e mugiu
Para que Bream viesse salva-la,
Ele estava ferido
E ela sabia,
Mas a correnteza estava carregando-a consigo.
Logo Bream chegou próximo a margem,
Sujo de terra e escorrendo água da chuva
Que ainda caia,
Mamata só em vê-lo sentiu-se segura
E soltou as pernas dianteiras
Com força dentro da água até se agarrar
Ao barro e parar de ser carregada.
Depois disso ela ficou paralizada,
Pois o barro a imobilizou,
Suas pernas afundaram bastante dentro
Do barro e a água suja
Corria ao redor dela.
O nível do rio ia subindo
E lhe chegava à barriga.
Dentro de Mamata algo se moveu,
E a vida saiu de dentro dela
Através de um lindo bezerro
Que caiu sobre a água
E estava sendo carregado
Para o fundo,
Mas Mamata o reteve usando
Sua boca ao pegá-lo pelo pescoço
Próximo a cabeça.
Com o fucinho ela o empurrou
Para a margem e Bream chegou próximo
O bastante para puxá-lo.
O bezerro começou a mugir
E um barulho perto deles
Assustou alguns pássaros que voaram
dos galhos das árvores.
Mamata chorava com medo,
Mas, Bream não sabia o que fazer,
Ela estava presa e a água continuava
A subir até suas costelas.
Quando Bream tentou aproximar-se
Ele viu que suas patas logo afundaram
No barro.
Então, ele voltou até a margem
E carregou o bezerro para longe,
Depois retornou e viu que a água
Já chegava ao fucinho de Mamata
E iria sufocá-la
Em poucos instantes.
Mas, ele não desisitiu,
Mesmo afundando levou um pé
Depois o outro,
E ergueu do chão que o carregou
Para o fundo um pé e depois o outro,
Como ele era bastante maior
Que Mamata ele pode passar
Por trás dela e empurrou-a
Com sua cabeça para fora
Da água.
E assim salvaram-se os três.
Movidos pelo medo
Bream retornou ao cercado e derrubou
A cerca deixando todo o gado livre,
Todos seguiram para o mato
Buscando uma vida fora de perigos.
Quando o fazendeiro retornou
Ao cercado viu que não havia
Gado algum lá.
O gado encontrou logo adiante
Do mato uma fonte
De onde jorrava muita água
Que escorria em direção ao rio.
Lá eles beberam e saciaram
Sua cede.
Então, deitaram todos ao redor
Da fonte onde encontraram comida
Através do mato verde
Que havia no chão.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Saudade
Saudade
Gostaria de estar
Perto tanto quanto
Eu sinto falta,
Gostaria de abraçar
Tanto quanto
Eu sinto sua falta,
Gostaria de te beijar
Tanto quanto sinto sua falta.
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
inesquecível beijo
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Imposição da palavra
há emboscadas no amor
Nem Perdão Nem Prisão
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