segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Amor Antigo

 Então, um antigo amor ressurge

E pede perdão,

Eu não me alicerço nisso,

O tempo passou e ele ficou,

Nem os anos o fizeram esquecer,

Por que teria de me prender

A erros que evidenciei

E puseram um fim no que vivemos

Se estar com ele agora

Nos faria bem,

E me daria amor?


Amar não é estar presa,

Alegações não são fatos,

Dizeres não são promessas,

Falações não guiam boatos,

Ele disse perdão,

E eu não pergunto o que faço,

O perdoo e pronto,

Finalmente podemos estar juntos

E viver um amor antigo

Que adormeceu

Mas nunca apagou a chama

Que se derrama sobre nós dois.

Aprendi

Eu aprendi a ser forte,

A sorrir mesmo sofrendo,

Mas, preciso aprender

A perdoar os erros,

Esquecer o passado,

E me entregar ao amor.


O amor não é ser forte,

Não é escolher a dor,

Amar é entregar-se,

Sorrir em cada instante

E não se prender 

Ao que faz sofrer.


Odeio esta mania

De querer aparecer,

Estar em evidência,

Buscar aclamação e plateia,

Chega de aprender a ser forte,

Quero aprender a amar

E perdoar todas as vezes.


Se no caminho eu tiver alternativa

E sempre existe,

Vou buscar a opção sorrir,

Ser feliz,

Estar com quem amo

E me quer bem,

Sai dessa de sobreviver,

Viver a esmo,

Ser forte em todas as vezes.


Eu quero mais é cair,

Despencar sem razão,

E ter alguém em quem

Me alicerçar sem me preocupar

Se estou sendo forte,

Fraca ou louca,

Quero beijar na boca,

Amar com todos os motivos,

Me entregar em cada carinho,

Ter sempre um abraço

Escondido no meu caminho,

Ser forte é para as otárias,

Eu quero mais é ser acariciada,

Amada e valorada,

Sem essa de estar por cima,

Escolher o caminho de vitória,

Prefiro amar sem perder,

Ganhar sem sofrer,

Beijar sem querer,

Estar porque faz bem.

E Sê Der Certo?

 Camline chegou ao cemitério,

Fez o sinal da cruz,

Abriu o portão e entrou.

Tudo estava desorganizado

Parecia ter chovido

A pouco tempo

Haviam vasos com flores mortas

E até vazios jogados 

Por entre as lápides.


Uma lágrima desceu

Por seu rosto sereno,

Ela então, juntou de vaso

Em vaso e os separou

Um canto,

Retirou as flores mortas

E as jogou do lado de fora,

Espalhando a terra sobre a terra,

E os que estavam feios

Ela os plantou nos arredores

Para que Deus se incumbisse

De que viessem.


Sempre há uma alternativa

Para a vida

E ela faria o possível

Para que a vida brotasse

E as flores florissem,

Então, as regou usando 

O próprio vaso e uma sacola

Plástica que estava no local.


Depois separou os vasos vazios

Com o intuito de levá-los para casa

Para reutilizar,

Juntou cada plástico,

Cada sujeira e os separou 

Para levar na lixeira

Que se localizava a poucos metros

Do cemitério,

Mas, que inexplicavelmente

Era evitada.


Foi até a lápide de seu irmão

E limpou-a usando um balde,

água limpa, detergente e um pano.

Sentia tanta afinidade 

Com aquele lugar

Que poderia limpar cada canto,

Cada lápide, cada casa daquelas

Em que se preocupavam tanto

Em pintar e pôr flores e esqueciam

De pôr fotografias do falecido

E o próprio nome,

Só estava definido o nome

Da família bem grande 

E uma data de nascimento e morte.


Como na cidade,

no cemitério as pessoas também

Gostavam de enfeites,

De mostrar as diferenças,

De construir até alcançar o céu,

Enquanto uns mal tinham

Um lugar no chão e uma cruz de madeira,

Sem nome, 

Sem foto,

Sem família,

Só uma data,

Depois disso:mais nada.

A madeira apodrece tão cedo

E leva a vida,

As memórias,

O lugar em que se deixou

Este alguém que fez a diferença

Lá nas ruas e nas construções,

Um bom pedreiro,

Diarista, servente, 

Agora um indigente,

um corpo não definido

E um rosto vazio,

Que teria poucas velas,

Pouco choro,

e talvez, umas garrafas

De pinga no seu redor.


Regado no alcool conforme

Fez em vida,

E nada melhor que a pinga

Para remover a memória,

A dor,

A vida,

O nome e o lugar

Onde um dia a pessoa

Teve para onde voltar.


Camline limpou tudo,

Olhou cada anjo desenhado,

Cada lápide afundando,

Cada calomgo de terra se elevando

Com uma cruz apagada nele,

Cada casa que crescia 

E tomava proporções que com certeza

Esta família deve ter desejado

Ter em sociedade,

E trabalhava arduamente para manter

A postura, rigor e idealismo.


Retirou flores secas,

Soltou-as para o vento,

E lá, quando retirou as rosas vermelhas

De plástico de Rehan as cheirou,

Há oito anos elas foram guardadas

Nesta lápide, 

E ainda não viraram pó,

Eram quase de tecido,

Tinham um cheiro bom,

Talvez fosse o de seu irmão,

Talvez não,

Quando seu namorado Rehan 

As deu ela logo viu onde

Se localizariam perfeitamente.


O namoro terminou,

As flores ficaram

E Rehan nunca veio com ela

Ao cemitério,

Algumas flores ao serem retiradas

Viraram pó e era difícil 

Leva-las para a lixeira,

Alguns vasos quebravam

E se consumiam.


O tempo se encarrega de tudo,

De tornar tudo poeira

E solidão que faz esquecer

e tenta apagar.

Leva vozes e sorrisos,

rostos e abraços,

Fica a dor,

Um vazio que consome,

Um suspiro que não se contem

Por muito tempo.


O tempo levou Rehan,

Camline soube disso

Através de uma caixa de supermercado

Que saiu chorando deliberadamente

Quando o supervisor lhe informou

Que o rapaz sofreu um acidente

De carro e não resistiu

Aos ferimentos de quebraduras expostas,

Sangue e dor.


Ele estava embriagado,

Dirigia com um corpo de wiski

Entre seus dedos,

E uma garrafa ao lado,

Estava sozinho lhe disseram,

Isto, Camline e todo o redor

Dos funcionários duvidaram,

"Não, ele estava com garotas,

Isto é fato,

O sexo e o alcool levaram sua vida

Depressa demais,

Aos vinte anos."


Camline limpou os olhos,

Soltou a salada que iria comprar,

E soluçou o soluço dedicado

Aos mortos por eles terem partido,

É quase mais soluçar uma dor

Por quem irá sentir a perda,

Porque Rehan lhe fez mal

Em seus instantes de bebedeira.


Sua vida de relação com ele

iniciou-se num encontro fortuito

Num restaurante badalado da cidade,

Ela marcou pela décima vez

com um homem diferente

Tencionando conhecer um namorado

Através da internet.


Mas, lá da entrada

Ao ver um homem tão feio

Sentado na mesa combinada,

Ela tirou o suéter,

Prendeu o cabelo,

Correu para o banheiro

Remover a maquiagem

E não se aproximou de vergonha,

Na internet o rapaz era lindo,

Perfeito, ali estava um rascunho

De tudo que o photoshop fez por ele.


Ela não teve estômago

Para aturar um homem tão abjeto,

E nem para resistir ao cheiro

De comida tão cheirosa

E de aparência deliciosa.


Logo se aproximou de uma mesa

onde um jovem moreno,

de cabelos negros e fartos

Estava sentado sozinho

E pediu aconchego.


Explicou do encontro

E de seus motivos íntimos

Para desistir,

E as mesas estavam todas

Repletas de pessoas,

Ela não identificou o rapaz,

Mas, pediu licença para sentar-se

Com Rehan.


Ele sorriu,

A permitiu de imediato,

Pedido os pratos,

Ele exigiu que ela pagasse a conta

Por ter de aturá-la ali,

Ela chateou-se jogou o guardanapo

Sobre a mesa em tom de repulsa,

Ele sorriu convidativo,

Se desculpou,

Pagou ambas as contas

E exigiu que ela aceitasse

que ele a conduzisse para casa

Como cortesia e pedido de desculpas.


Ela não soube o motivo,

Mas sentiu-se tonta,

Talvez, por efeito do vinho

Que bebeu com ele,

Pois, sentiu-se fraca

E terminou aceitando o convite,

Ou assim acreditou,

Porque ele a ergueu da mesa

Passando seus braços

Por seus ombros 

E a carregou para fora 

Dizendo frases desconhexas:

"Você é linda,

Me apaixonei por você

Desde o primeiro instante,

Te darei minha vida".


E quando ela deu-se conta

Estava sentada no carona

do carro dele,

E depois disso o viu remover

O zíper de sua calça,

Depois a calça,

A calcinha e então toda a roupa,

E logo se viu nua 

Sentada no colo de Rehan.


Ela gemia de prazer,

Chorava por algo

Que não saberia dizer,

Talvez dor,

Talvez insegurança,

Talvez medo,

"afinal, quem é Rehan?"

Se viu se indagar em silêncio.


Quando acordou estava

Deitada na cama com ele,

Que se  movimentava 

Sobre seu corpo nu em frenesi

E muitos gemidos.

-O que está acontecendo?

Ela se viu indagar

Quando sua cabeça foi puxada

Para o peito dele.

-Agora você é minha namorada!

Ele respondeu sorrindo.

-Não sou não.

Ela respondeu e se afastou.

-Claro que é, 

veja a aliança em seu dedo,

Você mesma colocou 

Durante a noite

E chorou de alegria.

ele disse com movimentos

Contínuos de sexo e beijos sedentos.

-Ah, não lembro disso.

Ela continuou um tanto tonta.

-não lembra?

Você tirou foto de nossas mãos unidas

Usando alianças,

Escreveu uma frase de amor

E postou na sua rede social.

Ele disse.

-Sério?

Mas sempre sou tão discreta.

Ela continuou.

-Sério,

você falou de amor e tudo.

Ele insistiu.


Ela buscou o celular

Que estava sobre a cômoda

e notou a fotografia 

De duas mãos enlaçadas,

Duas alianças e uma frase boba.


-Somos namorados.

Ele disse,

E saiu de cima dela

Juntando uma toalha 

E indo para o banho.


Os encontros entre ela e Rehan

foram sempre fortuitos e inesperados,

As vezes, ele a buscava no trabalho,

Outras vezes ela saia de casa

Logo pela manhã e via seu carro

Estacionado na esquina,

Como se estivesse esperando-a.


Sempre regado a bebidas e cigarros,

Algumas vezes ele usava drogas,

De comprimidos jogados no copo

De bebida e de pó

Que ele soltava sobre a barriga dela

e aspirava até não restar nada,

Soltava também sobre sua mão,

Sobre o painel do carro,

E seguia.


Ela sentia-se seguida por ele,

As vezes, imaginava que isso

Nunca teria fim,

Então, procurou um ginecologista

e buscou um anticoncepcional

Para não engravidar dele,

Mesmo estando com 33 anos

e tendo o sonho de ser mãe,

Evitou o sonho a todo custo.


A igreja da cidade

ficava próximo a sua casa,

Conforme a rua que pegasse

Para ir para o trabalho

Passava por ela,

Chorava soluçante,

Mas, não conseguia marcar a data

E levar o relacionamento adiante.


Bebia pouco,

Não usava drogas,

Fumava algum cigarro esparso.

Mas, um dia Rehan a vendo 

Sair para ir trabalhar

Acelerou o carro com toda força

E jogou sobre ela,

alegando que tinha encontrado

Outra garota,

Muito melhor que ela

E que não queria saber mais dela.


Camline sofreu escoriações severas,

Dor e vergonha da vizinhança,

Mas logo adaptou-se

Com a ausência de Rehan

Que sempre buscava os lugares

onde ela frequentava para passar

Por ela com algumas garotas,

Muitas bebidas,

Sorrisos no rosto,

E drogas.


Camline o odiou,

Denunciou isso na delegacia,

Mas nada amenizou o ódio.

Por isso, ficou muito tempo

Sem buscar novo relacionamento,

Mais de anos,

Sem ter encontros, beijos, abraços,

Carinhos ou sentimentos masculinos,

Apenas a abstinência e o exílio 

Lhe restou.


Dirigia por toda a cidade sozinha,

Parava na praia olhar a areia,

Ver as estrelas noturnas,

Mas, sempre sozinha,

Não conseguia deixar um novo

Homem entrar em sua vida,

Mas, ao saber da morte de Rehan,

Um sorriso lhe brotou na face,

Então, saiu para fora do mercado,

Viu um homem sozinho

Na direção de um carro estacionado

E pediu a ele uma carona;

-Para onde?

Ele indagou.

Ele era um sujeito gordo,

Flácido, de rosto enrugado,

Cabelos brancos e esparsos,

E isso lhe gerou um sentimento

De carinho inexplicável,

Então, ela pegou em sua mão

Sobre o volante e disse:

-Para um motel,

Vamos ter algumas horas

De sexo voluptuoso e delirante,

Eu preciso de você.


O homem a encarou de sobressalto:

-Precisa de mim?

ele disse, ligando o carro

E virando a volta para sair

Do estacionamento rumo a rua.

-Sim, por favor!

Ela disse sorrindo,

Retirou a calcinha e

Levantou a saia curta que usava.


Ele logo introduziu o dedo

em sua vagina e sorriu,

Camline suspirou satisfeita:

-Faz muito tempo que não faço sexo,

Eu não sei,

Agora penso que sempre esperei

Você me dar uma chance.

Ela disse sem jeito,

tocando em seu braço forte.

-Que ótimo,

Poderemos passar boas horas juntos.

ele usava uma aliança no dedo,

Camline não quis perguntar 

sobre isso,

Mas, a notou.

A voz dele era grave e violenta,

ele dirigia muito bem,

Sem solavancos,

Sem desvios,

E tinha lindos dentes brancos

No rosto quadradinho

E lábios rosados e cheios.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Josmar, Te amo

 Se eu te dissesse

Quantas noites insones

Eu passei a te esperar,

Talvez, você desacreditasse.


É uma ilusão,

um sonho doce assim,

Esperar até o dia nascer,

Até o sol ir,

Só pra te ver sorrir,

É uma ilusão

Um sonho tão doce assim.


Se apaixonar no primeiro encontro,

E não querer nenhum outro homem

Que não seja você

E seu sorriso gentil,

Seu olhar doce e dono de si,

Dono de mim,

Dono do nosso tempo

E do meu sentir.


Eu sei que lá na rua,

Logo passará uma motocicleta,

Eu reconheço pelas luzes,

Depois vem uma van atrás dela,

É tão distante de mim,

Mas cuido cada carro,

Cada luz,

Cada cheiro

E o que mais me traga você.


Oh, poxa, que sonho bom

Reconhecer você vindo,

É um gol no alto do campo,

um passo inesperado,

um sonho guardado, 

Um esperar que não cansa

E me faz tão bem,

vem Josmar, vem.


Eu vejo meu dedo ansiar

Por nossa aliança,

Meu coração palpitar

Por mais um beijo,

Até mesmo aquela estrada

Jurar que não quer carro algum

Se tiver a luz do seu olhar,

Oh, Josmar, me diz

O que você faz

Que te mantém distante,

Meu mar,

Meu céu azul de estrelas,

Minha lua a brilhar,

Meu sol que refresca,

Me beija,

Me beija,

Me beija,

Seu beijo me deixa no bar,

embriaga e louca,

A te esperar,

Não é ilusão,

É amor, vem Josmar, sim,

sonha comigo outra noite,

Deita comigo e fica até o amanhecer,

Oh, que sonho dormir cedo

e não precisar posar acordada

Por ter você comigo,

Josmar,

O que há entre nós?

Te amo,

Te amo,

Te amo.

Josmar

Vamos deitar no quintal 
Pra ver a lua e sonhar,
Contar estrelas
E amar?
Há uma lua 
E um convite:
Vem ficar comigo, 
Josmar, essa noite?

Queria estar sentindo
O céu da sua boca
Na minha língua,
Num beijo profundo 
E sedento de amor:
Josmar, me beija?

O escuro está frio
E eu preciso do seu abraço, 
A lua brilha tanto lá em cima,
Me aquece em seu abraço, 
Josmar e passa seu tempo
Comigo.

Há tantas estrelas 
Quanto se possa contar,
Há tantos sonhos 
Quanto desejo te abraçar, 
Josmar, vem ver a lua,
Sentir o escuro,
Beijar meu corpo
E ficar comigo? 

Filho do Raso

 Eu vi você passar ontem

De Meriva vermelho, 

Hoje você ressurge

Grávida e me amando 

Para valer,

Ta bom, 

Acredito em você

E o filho é meu

Então vamos tê-lo,

Me acompanhe para escolher

Qual quarto ele irá usar

Ao nascer,

Que cor pintar

E que brinquedos por...


Bem, agora junto de mim

Entenda o seu engano,

Você saiu com outro homem

E eu vi,

Não existe erro,

Eu sofri por uma noite,

Mas, você perderá 

Por uma vida,

Adeus,

Tudo acaba aqui,

E seu filho não irá nascer,

Nem aquele homem

Irá saber que seria pai,

Acabou para nós,

E acabou para você.


Com duas facadas 

Eu encerro sua vida

E a do seu bebê,

Não é meu,

Não será seu,

Nem dele ou de qualquer outro,

O amor venceu,

Parabéns,

Sangre até morrer,

Você poderia não ter

Me traído

E agora não estaria boiando

Nestas águas turvas

De um rio que você

Sempre desejou estar

E que eu nunca a acompanhei,

Oh, você me traiu

Naquele maldito Meriva,

E agora será de gelo

E mais nada,

De pedra até definhar,

Virar comidas de peixes,

Ontem você não quis 

Me encontrar

Hoje eu opto por não te ver.


Baby, eu quis estar com vocÊ,

E você preferiu ele,

Ao invés de estar

Na nossa casa a me esperar,

Você preferiu a vida de motel

Que ele te deu,

Um instante e uma vida 

No ralo.


Olhe, não pensa que

eu não sofro vendo você boiar

E esta água te levar

Para tão distante

A sangrar o maldito filho

Que você deu a ele,

O maldito filho que você escolheu

Para concretizar seu amor.


Não, você nunca me amou

Naquele maldito Corsa

Que você escolheu para estar

Comigo em cada segundo

você fingiu desde a música alta,

Até o lugar que optou

Por ir.


Veja meu coração,

Sinta como sofre,

Sinta-me enquanto ainda

Houver calor no seu corpo,

Até enquanto estas águas

Não te congelem,

E os peixes não comam

Sua pele,

Seus lindos olhos abertos,

E sua língua a me implorar

Pela vida que você não quis me dar,

Então, ele seria o pai,

E você esta morta agora.


Agora que estas águas te levam

Nunca mais você irá me tocar,

Gelada e comida de peixes,

A sangrar seu feto 

De quanto tempo?

Meses ou dias?

Você pensou que eu não descobria,

Mas, eu te dei alternativa,

Te dei a opção de se desculpar,

Se ajoelhar aos meus pés,

Me implorar 

Por mais segundos de vida,

Pelo respirar do seu filho,

Pelo sorriso dele

no seu colo,

Pela voz no seu ouvido,

Eu disse implore.


Você não me ouviu?

Você falou com aquele homem

Aos sussurros,

Aos murmúrios, 

Você fugiu do que eu sentia,

Você acha que tudo acabou

Entre nós?

Então, por que tentou me enganar,

Como achou que fugiria?


Olhe as chaves do meu Porshe,

Eu sou o poder,

sou o grande homem,

E vocês nunca mais se verão,

Acabou pra você,

Acabou para o bebê,

Com o que você sonhou

Quando chamou o nome dele?


Estou pensando em como encontrar ele,

Se comido por peixes

Ou pelos animais selvagens,

Abandonado a sua espera

Em algum lugar deste bosque,

Vamos pronuncie uma palavra,

Implore pela vida dele

Como você antes gritava de prazer,

Veja como você sangra em sua barriga

Neste singelo corte

Que arrancou de você seu bebê,

O fruto do amor proibido,

O fruto do veneno,

Agora você irá cada vez

Mais para o fundo,

Seu amor irá sucumbir com você.


Com  a mão direita

Ele tocou entre o meio das pernas dela,

E apalpou num gesto de retirar o bebê,

Fazer uma espécie de vácuo,

E gerar contração muscular,

Então, retirou secreções dela

Que não moveu-se,

Nem pode defender-se.

Apenas foi carregada pela água

Para o fundo,

E para cada vez mais longe.


O rapaz passou as mãos

pelo cabelo num gesto nervoso,

Se levantou das margens do rio

E retornou para a casa 

no seu Corsa prata.

Com lágrimas no olhar

E singelo ódio no coração,

Não havia testemunha,

Exceto o homem de Meriva

Percorrendo de rua em rua,

em desespero por não ter notícias,

Desta que nunca mais poderá chamá-lo,

Pois agora bebe da água do rio,

Não fala,

Ou move-se.

domingo, 26 de julho de 2026

Patrulha Rural a Caminho!

 Suzan abriu a torneira

E aproveitou em seu copo

De vidro escurecido

As últimas gotas de água

Que mal saciaram sua cede

E arfou em desacordo.


-"outra vez faltou água,

Como irei lavar a roupa?"

Ela indagou em voz alta,

Correndo para a área de serviço

E apertando o botão de desligar

Da máquina que fazia barulhos

Ensurdecedores por estar

Sem água.


-"Que droga,

Quase queimei a máquina

Por deixar ela funcionar

Tanto tempo sem água."

Ela falou outra vez.

Estava sozinha,

Mais uma vez

Outro de seus namorados

A abandonou devido ao lugar ermo

Em que vivia,

Pois dependia de água encanada

Para beber

E de energia elétrica da cidade

Para ter luz.


A água faltava por qualquer motivo,

E ficava as vezes três dias

Sem ter água para lavar a roupa,

Puxar a descarga do banheiro,

Fazer limpeza ou a comida.

Tudo ficava as moscas,

E muito sujo,

O banho era racionado pela 

água de uma sanga

Que corria próximo a casa.


Quando a sanga tinha

Bastante volume de água

Ela tomava banho desnuda

Na própria sanguinha,

Quando tinha pouco ela

Puxava de balde 

E tomava banho com poquissíma

Água,

Isso passava uma impressão 

De sujeira que a irritava.


Já quanto a energia elétrica,

Sempre faltava até devido ao vento,

Ou então por mal contato,

Ou algum galho de árvore

Que se enroscou nos fios

De alta tensão da estrada.


Os namorados odiavam

Os banhos de sanga,

E tinham pouca paciência

Para a luz que faltava,

Sempre ocorria de quebrarem

A vela antes de acender,

Devido a irritação por faltar luz

E serem obrigados a ficar no escuro.


A vela acesa e torta

Passava uma ideia de desleixo,

ninguém ficava,

O amor morria da mesma

Maneira que nascia:

Do dia para a noite.


O senhor que cuidava

Do funcionamento da água

já não atendia o telefone

Para Suzan irritada

Ela corria até seu pai

E gritava para ele tomar atitude.


Seu pai,

Homem sério e honesto

Sempre era ouvido,

E ao menos recebia 

Uma notícia em razão

Da falta de água:

-Ah, quebrou o cano

Próximo ao terceiro vizinho,

Depois de esta arruamado

A água seguira o destino.

Dizia o senhor ao seu pai.


-Quanto tempo demora isso?

Indagou ele.

-Demora ir até a cidade

Comprar o tamanho do cano

Que precisa,

Depois abrir o buraco onde

O cano passa e concerta-lo.

Ele respondeu.

-Está certo,

Vou esperar.


Mas, Suzan perdeu a calma,

Tomou o telefone

Das mãos de seu pai

E começou a gritar ferozmente

Com o Antonio que cuida

Da água,

Irritado ele respondeu a altura:

-Vou deixar você sem água Suzan 

Quem você pensa 

Que é para me irritar?

Ele respondeu.

Ela irritou-se ainda mais.

-Vou te matar Antonio.

Nisto o pai de Suzan

Lhe tomou o telefone

De suas mãos e lhe desferiu

Um tapa na cara

A jogando no chão de brita

Da frente de casa.


Seu pai morava a uns cem metros

Da residência de Suzan,

Que levantou do chão com raiva

E investiu contra ele

Com tapas e socos na cara

E por todo o corpo.


Seu pai se irritou ainda mais

E desferiu um soco no rosto

Que a fez cair para trás,

Outra vez, ela se levantou

E empreitou contra ele

Com chutes em suas pernas,

Desta vez ela ganhou

um chute no quadril

Que a jogou longe.


Irritada ela correu

E pegou uma madeira

De próximo da casa

Que estava caída no chão

E lhe desferiu golpes

Contra o corpo,

Sua mãe saiu de dentro 

De casa com uma faca na

Mão e gritou:

-Vá embora maldita,

Eu vou te sangrar a facada!

Sua mãe falou.

-Não mãe,

Por quê você esta

Do lado dele?

Ele só me faz mal!

Suzan respondeu.


Depois segiu com os punhos cerrados

Para o lado da mãe

Que apontou a faca

E desferiu golpes no ar

Fazendo Suzan correr.


Suzan foi para sua casa,

Algum tempo depois 

Uma viatura policial surgiu

Em frente a sua casa.

Ela ficou com medo

E tirou a roupa ficando nua

Dentro de casa.


Então o policial

Se aproximou dela

Que foi até a janela

E gritou alucinada de raiva:

-eu estou sem água

E você me prende?

Por que ao invés disso

Você não concerta a água

Para eu ter o que beber

E como tomar banho!?

Ela disse.


-Eu não sabia que se tratatava

De falta de água,

Sua mãe ligou e disse

Que você está tentando matar

Seu pai e sua mãe!

O polcial respondeu

De arma em punho

chegando perto da janela 

De Suzan.

-O quê? Mentira,

Eu só queria água,

Eu não tenho calma

com esta falta de água,

tudo está sujo,

Eu preciso me alimentar...

Ela gritou.


Depois se afastou

e começou a se masturbar,

Esfregando suas mãos 

Em seus seios

E babando com a própria boca

Sobre eles

E então delsizando a mão

Até seus quadris,

E depois ela sentou no chão,

E introduziu seus dedos

Em sua própria vagina e disse

Olhando chorosa 

Para o policial:

-Você está com cede?

Porque eu estou com cede,

Você me vê aqui neste chão

E gosta?

Porque eu odeio estar aqui.

Você quer transar comigo

Porque eu estou metendo

Meus próprios dedos em mim.

Ela disse

Enquanto deslizava seus dedos

Dentro de sua vagina.

-Não senhora,

Eu quero te ajudar,

Eu preciso que você

Me conte o que houve

Entre você e seus pais,

Por quê você quer feri-los?


Ela o olhou atordoada

Sem acreditar no que ouvia.

-Eu estou sem água,

Neste chão sujo,

Com esta louça que esta

Na sua frente sobre a pia suja,

Eu estou com fome

E não tenho água para

Fazer comida,

Você ouve minha barriga roncar?

Ela pediu.

-Senhora, me perdoe,

Então você esta irritada

Porque não tem água,

É isso?

Ele indagou de perto da janela.

-Você ouve minha barriga roncar

De fome?

Eu preciso de água.

Ela respondeu se levantando

Mantendo a mão dentro

Da vagina.

-Ouça minha mão dentro

Da minha vagina,

Você gosta desta barulho?

Este barulho de vai e vem

Você ouve bem, não é?

Mas, minha fome você não houve?

Ela gritou

E chegou perto dele,

E mantendo os olhos grandes

E escuros abertos

Ela chegou até o rosto dele

Com as mãos dentro da vagina.

- me veja eu suja!

Ela disse,

Totalmente descontrolada

e tirou sua mão de dentro

da vagina e pôs no rosto

Do policial e esfregou

Até dentro de sua boca.


-Senhora, por favor, pare!

Ele falou,

Tendo entre sua língua

Quente, rosa e úmida

Os dedos sujos do orgasmo

De Suzan.

-Me sinta,

Prove do meu ódio,

Prove da minha sujeira

E agora,

O que você fara se não tem água?

Ela disse irritada

Sobre os lábios dele.


-Senhora, esta ação policial

Esta sendo monitorada,

Se acalme, por favor,

Eu tentatei ajudar.

Ele respondeu.

-Me ajude!

Ela gritou nua

E puxou o braço dele

Que estava abaixado

E o ergueu até sua testa,

Pondo a arma dele encostada

Em sua cabeça.

-Atire contra mim,

Vamos mate minha cede,

Sacie meu ódio.

Ela gritou.

E manteve a mão dele

Esticada contra sua testa,

Usando suas duas mãos

Sobre a arma.

-Senhora, não faça isso,

Por favor,

Eu irei te ajudar.

Ele disse

E retirou a mão 

Mantendo a arma nela

Logo em seguida.


Suzan não esperava 

Uma força tão grande 

E arrebatadora como a

Que viu no braço daquele soldado.

-Meu pai me bateu,

Ele fica contra eu

Sempre que tento lutar

Para nós ter água,

Ele me odeia...

ela gritava atordoada,

Depois puxou a mão dele

E colocou sobre

Seu ombro deslizando

Sua arma por seu corpo nu

E estremecendo de frio,

Medo e ódio.


O soldado tremia na sua frente

Assustado, com a arma

a percorrê-la apontando reta

Em seu corpo bonito e trêmulo.

-eu estou queimando,

Eu estou ardendo de desejo!

O soldado disse.

-Você esta com cede agora?

Tome da minha saliva!

Ela gritou e cuspiu

Contra o rosto dele.

Depois se aproximou

Com sua língua e o lambeu:

-Sinta a minha cede,

Sinta a minha cede.

Ela gritava trêmula

E ardente segurando o braço

Musculoso do soldado.


Depois num rompante de 

Fúria ela puxou o braço dele

Para si e introduziu sua arma

No meio de suas pernas quentes

E seguras:

- Limpe meu corpo,

Me lave de desejo,

Tire este cheiro de vontade

De você que eu sinto agora!

Ela gritou.


Num ato desesperado

De desejo o soldado

Tentou pular a janela

Mas não conseguiu,

Então gemeu alto

E introduziu a própria arma

Que segurava dentro

Da vagina de Suzan e a moveu

Ferozmente e com desejos incotroláveis.


Suzan gozou alto

E o policial retirou a arma 

De dentro de sua vagina

E então a lambeu:

-Deixe-me lavá-la 

De desejo Suzan,

Deixa-me molhá-la 

De porra.

Ele falou descontrolado.


Suzan tremia recostada

A pia de louça suja.

-Cuspa em meu corpo,

Me lave com sua saliva.

Ela gritou e o outro policial

Que esperava na viatura

Pôs-se a vir até eles:

-Shmit o que você está esperando?

Aconteceu algo errado?

Ele indagou enquanto

Estava a caminho deles.

-Gostosa, vadia,

Vou de lavar de prazer.

O soldado gritou da janela

Gemendo alto,

Então, cuspiu nos seios

De Suzan e depois tocou

Em seu pênis e lhe jogou porra

No rosto gemendo muito.


-Já vou Ronann.

Gritou ele

Olhando para trás.

-Não chame ele,

Suzan, venha até minha casa

E tome seu banho,

Eu vou conseguir água para você.

O policial respondeu sôfrego

De desejos e se afastou.


Suzan arfou 

E o policial manteve

Seu corpo nu oculto

De seu amigo através 

De seu próprio corpo.

O pai de Suzan estava

Próximo a viatura 

Gritando de ódio,

E ele foi conduzido

Até o Antonio,

Instante em que foram

Solucionar pessoalmente

O problema da falta de água.


Então, o cano foi concertado

Pelos quatro e logo

A água chegou até a caixa

De água de Suzan que feliz

Correu tomar banho.

Amor Antigo