Espalhe Amor
Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
domingo, 9 de agosto de 2026
Amor de Boca a Boca
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Amor Antigo
Então, um antigo amor ressurge
E pede perdão,
Eu não me alicerço nisso,
O tempo passou e ele ficou,
Nem os anos o fizeram esquecer,
Por que teria de me prender
A erros que evidenciei
E puseram um fim no que vivemos
Se estar com ele agora
Nos faria bem,
E me daria amor?
Amar não é estar presa,
Alegações não são fatos,
Dizeres não são promessas,
Falações não guiam boatos,
Ele disse perdão,
E eu não pergunto o que faço,
O perdoo e pronto,
Finalmente podemos estar juntos
E viver um amor antigo
Que adormeceu
Mas nunca apagou a chama
Que se derrama sobre nós dois.
Aprendi
Eu aprendi a ser forte,
A sorrir mesmo sofrendo,
Mas, preciso aprender
A perdoar os erros,
Esquecer o passado,
E me entregar ao amor.
O amor não é ser forte,
Não é escolher a dor,
Amar é entregar-se,
Sorrir em cada instante
E não se prender
Ao que faz sofrer.
Odeio esta mania
De querer aparecer,
Estar em evidência,
Buscar aclamação e plateia,
Chega de aprender a ser forte,
Quero aprender a amar
E perdoar todas as vezes.
Se no caminho eu tiver alternativa
E sempre existe,
Vou buscar a opção sorrir,
Ser feliz,
Estar com quem amo
E me quer bem,
Sai dessa de sobreviver,
Viver a esmo,
Ser forte em todas as vezes.
Eu quero mais é cair,
Despencar sem razão,
E ter alguém em quem
Me alicerçar sem me preocupar
Se estou sendo forte,
Fraca ou louca,
Quero beijar na boca,
Amar com todos os motivos,
Me entregar em cada carinho,
Ter sempre um abraço
Escondido no meu caminho,
Ser forte é para as otárias,
Eu quero mais é ser acariciada,
Amada e valorada,
Sem essa de estar por cima,
Escolher o caminho de vitória,
Prefiro amar sem perder,
Ganhar sem sofrer,
Beijar sem querer,
Estar porque faz bem.
E Sê Der Certo?
Camline chegou ao cemitério,
Fez o sinal da cruz,
Abriu o portão e entrou.
Tudo estava desorganizado
Parecia ter chovido
A pouco tempo
Haviam vasos com flores mortas
E até vazios jogados
Por entre as lápides.
Uma lágrima desceu
Por seu rosto sereno,
Ela então, juntou de vaso
Em vaso e os separou
Um canto,
Retirou as flores mortas
E as jogou do lado de fora,
Espalhando a terra sobre a terra,
E os que estavam feios
Ela os plantou nos arredores
Para que Deus se incumbisse
De que viessem.
Sempre há uma alternativa
Para a vida
E ela faria o possível
Para que a vida brotasse
E as flores florissem,
Então, as regou usando
O próprio vaso e uma sacola
Plástica que estava no local.
Depois separou os vasos vazios
Com o intuito de levá-los para casa
Para reutilizar,
Juntou cada plástico,
Cada sujeira e os separou
Para levar na lixeira
Que se localizava a poucos metros
Do cemitério,
Mas, que inexplicavelmente
Era evitada.
Foi até a lápide de seu irmão
E limpou-a usando um balde,
água limpa, detergente e um pano.
Sentia tanta afinidade
Com aquele lugar
Que poderia limpar cada canto,
Cada lápide, cada casa daquelas
Em que se preocupavam tanto
Em pintar e pôr flores e esqueciam
De pôr fotografias do falecido
E o próprio nome,
Só estava definido o nome
Da família bem grande
E uma data de nascimento e morte.
Como na cidade,
no cemitério as pessoas também
Gostavam de enfeites,
De mostrar as diferenças,
De construir até alcançar o céu,
Enquanto uns mal tinham
Um lugar no chão e uma cruz de madeira,
Sem nome,
Sem foto,
Sem família,
Só uma data,
Depois disso:mais nada.
A madeira apodrece tão cedo
E leva a vida,
As memórias,
O lugar em que se deixou
Este alguém que fez a diferença
Lá nas ruas e nas construções,
Um bom pedreiro,
Diarista, servente,
Agora um indigente,
um corpo não definido
E um rosto vazio,
Que teria poucas velas,
Pouco choro,
e talvez, umas garrafas
De pinga no seu redor.
Regado no alcool conforme
Fez em vida,
E nada melhor que a pinga
Para remover a memória,
A dor,
A vida,
O nome e o lugar
Onde um dia a pessoa
Teve para onde voltar.
Camline limpou tudo,
Olhou cada anjo desenhado,
Cada lápide afundando,
Cada calomgo de terra se elevando
Com uma cruz apagada nele,
Cada casa que crescia
E tomava proporções que com certeza
Esta família deve ter desejado
Ter em sociedade,
E trabalhava arduamente para manter
A postura, rigor e idealismo.
Retirou flores secas,
Soltou-as para o vento,
E lá, quando retirou as rosas vermelhas
De plástico de Rehan as cheirou,
Há oito anos elas foram guardadas
Nesta lápide,
E ainda não viraram pó,
Eram quase de tecido,
Tinham um cheiro bom,
Talvez fosse o de seu irmão,
Talvez não,
Quando seu namorado Rehan
As deu ela logo viu onde
Se localizariam perfeitamente.
O namoro terminou,
As flores ficaram
E Rehan nunca veio com ela
Ao cemitério,
Algumas flores ao serem retiradas
Viraram pó e era difícil
Leva-las para a lixeira,
Alguns vasos quebravam
E se consumiam.
O tempo se encarrega de tudo,
De tornar tudo poeira
E solidão que faz esquecer
e tenta apagar.
Leva vozes e sorrisos,
rostos e abraços,
Fica a dor,
Um vazio que consome,
Um suspiro que não se contem
Por muito tempo.
O tempo levou Rehan,
Camline soube disso
Através de uma caixa de supermercado
Que saiu chorando deliberadamente
Quando o supervisor lhe informou
Que o rapaz sofreu um acidente
De carro e não resistiu
Aos ferimentos de quebraduras expostas,
Sangue e dor.
Ele estava embriagado,
Dirigia com um corpo de wiski
Entre seus dedos,
E uma garrafa ao lado,
Estava sozinho lhe disseram,
Isto, Camline e todo o redor
Dos funcionários duvidaram,
"Não, ele estava com garotas,
Isto é fato,
O sexo e o alcool levaram sua vida
Depressa demais,
Aos vinte anos."
Camline limpou os olhos,
Soltou a salada que iria comprar,
E soluçou o soluço dedicado
Aos mortos por eles terem partido,
É quase mais soluçar uma dor
Por quem irá sentir a perda,
Porque Rehan lhe fez mal
Em seus instantes de bebedeira.
Sua vida de relação com ele
iniciou-se num encontro fortuito
Num restaurante badalado da cidade,
Ela marcou pela décima vez
com um homem diferente
Tencionando conhecer um namorado
Através da internet.
Mas, lá da entrada
Ao ver um homem tão feio
Sentado na mesa combinada,
Ela tirou o suéter,
Prendeu o cabelo,
Correu para o banheiro
Remover a maquiagem
E não se aproximou de vergonha,
Na internet o rapaz era lindo,
Perfeito, ali estava um rascunho
De tudo que o photoshop fez por ele.
Ela não teve estômago
Para aturar um homem tão abjeto,
E nem para resistir ao cheiro
De comida tão cheirosa
E de aparência deliciosa.
Logo se aproximou de uma mesa
onde um jovem moreno,
de cabelos negros e fartos
Estava sentado sozinho
E pediu aconchego.
Explicou do encontro
E de seus motivos íntimos
Para desistir,
E as mesas estavam todas
Repletas de pessoas,
Ela não identificou o rapaz,
Mas, pediu licença para sentar-se
Com Rehan.
Ele sorriu,
A permitiu de imediato,
Pedido os pratos,
Ele exigiu que ela pagasse a conta
Por ter de aturá-la ali,
Ela chateou-se jogou o guardanapo
Sobre a mesa em tom de repulsa,
Ele sorriu convidativo,
Se desculpou,
Pagou ambas as contas
E exigiu que ela aceitasse
que ele a conduzisse para casa
Como cortesia e pedido de desculpas.
Ela não soube o motivo,
Mas sentiu-se tonta,
Talvez, por efeito do vinho
Que bebeu com ele,
Pois, sentiu-se fraca
E terminou aceitando o convite,
Ou assim acreditou,
Porque ele a ergueu da mesa
Passando seus braços
Por seus ombros
E a carregou para fora
Dizendo frases desconhexas:
"Você é linda,
Me apaixonei por você
Desde o primeiro instante,
Te darei minha vida".
E quando ela deu-se conta
Estava sentada no carona
do carro dele,
E depois disso o viu remover
O zíper de sua calça,
Depois a calça,
A calcinha e então toda a roupa,
E logo se viu nua
Sentada no colo de Rehan.
Ela gemia de prazer,
Chorava por algo
Que não saberia dizer,
Talvez dor,
Talvez insegurança,
Talvez medo,
"afinal, quem é Rehan?"
Se viu se indagar em silêncio.
Quando acordou estava
Deitada na cama com ele,
Que se movimentava
Sobre seu corpo nu em frenesi
E muitos gemidos.
-O que está acontecendo?
Ela se viu indagar
Quando sua cabeça foi puxada
Para o peito dele.
-Agora você é minha namorada!
Ele respondeu sorrindo.
-Não sou não.
Ela respondeu e se afastou.
-Claro que é,
veja a aliança em seu dedo,
Você mesma colocou
Durante a noite
E chorou de alegria.
ele disse com movimentos
Contínuos de sexo e beijos sedentos.
-Ah, não lembro disso.
Ela continuou um tanto tonta.
-não lembra?
Você tirou foto de nossas mãos unidas
Usando alianças,
Escreveu uma frase de amor
E postou na sua rede social.
Ele disse.
-Sério?
Mas sempre sou tão discreta.
Ela continuou.
-Sério,
você falou de amor e tudo.
Ele insistiu.
Ela buscou o celular
Que estava sobre a cômoda
e notou a fotografia
De duas mãos enlaçadas,
Duas alianças e uma frase boba.
-Somos namorados.
Ele disse,
E saiu de cima dela
Juntando uma toalha
E indo para o banho.
Os encontros entre ela e Rehan
foram sempre fortuitos e inesperados,
As vezes, ele a buscava no trabalho,
Outras vezes ela saia de casa
Logo pela manhã e via seu carro
Estacionado na esquina,
Como se estivesse esperando-a.
Sempre regado a bebidas e cigarros,
Algumas vezes ele usava drogas,
De comprimidos jogados no copo
De bebida e de pó
Que ele soltava sobre a barriga dela
e aspirava até não restar nada,
Soltava também sobre sua mão,
Sobre o painel do carro,
E seguia.
Ela sentia-se seguida por ele,
As vezes, imaginava que isso
Nunca teria fim,
Então, procurou um ginecologista
e buscou um anticoncepcional
Para não engravidar dele,
Mesmo estando com 33 anos
e tendo o sonho de ser mãe,
Evitou o sonho a todo custo.
A igreja da cidade
ficava próximo a sua casa,
Conforme a rua que pegasse
Para ir para o trabalho
Passava por ela,
Chorava soluçante,
Mas, não conseguia marcar a data
E levar o relacionamento adiante.
Bebia pouco,
Não usava drogas,
Fumava algum cigarro esparso.
Mas, um dia Rehan a vendo
Sair para ir trabalhar
Acelerou o carro com toda força
E jogou sobre ela,
alegando que tinha encontrado
Outra garota,
Muito melhor que ela
E que não queria saber mais dela.
Camline sofreu escoriações severas,
Dor e vergonha da vizinhança,
Mas logo adaptou-se
Com a ausência de Rehan
Que sempre buscava os lugares
onde ela frequentava para passar
Por ela com algumas garotas,
Muitas bebidas,
Sorrisos no rosto,
E drogas.
Camline o odiou,
Denunciou isso na delegacia,
Mas nada amenizou o ódio.
Por isso, ficou muito tempo
Sem buscar novo relacionamento,
Mais de anos,
Sem ter encontros, beijos, abraços,
Carinhos ou sentimentos masculinos,
Apenas a abstinência e o exílio
Lhe restou.
Dirigia por toda a cidade sozinha,
Parava na praia olhar a areia,
Ver as estrelas noturnas,
Mas, sempre sozinha,
Não conseguia deixar um novo
Homem entrar em sua vida,
Mas, ao saber da morte de Rehan,
Um sorriso lhe brotou na face,
Então, saiu para fora do mercado,
Viu um homem sozinho
Na direção de um carro estacionado
E pediu a ele uma carona;
-Para onde?
Ele indagou.
Ele era um sujeito gordo,
Flácido, de rosto enrugado,
Cabelos brancos e esparsos,
E isso lhe gerou um sentimento
De carinho inexplicável,
Então, ela pegou em sua mão
Sobre o volante e disse:
-Para um motel,
Vamos ter algumas horas
De sexo voluptuoso e delirante,
Eu preciso de você.
O homem a encarou de sobressalto:
-Precisa de mim?
ele disse, ligando o carro
E virando a volta para sair
Do estacionamento rumo a rua.
-Sim, por favor!
Ela disse sorrindo,
Retirou a calcinha e
Levantou a saia curta que usava.
Ele logo introduziu o dedo
em sua vagina e sorriu,
Camline suspirou satisfeita:
-Faz muito tempo que não faço sexo,
Eu não sei,
Agora penso que sempre esperei
Você me dar uma chance.
Ela disse sem jeito,
tocando em seu braço forte.
-Que ótimo,
Poderemos passar boas horas juntos.
ele usava uma aliança no dedo,
Camline não quis perguntar
sobre isso,
Mas, a notou.
A voz dele era grave e violenta,
ele dirigia muito bem,
Sem solavancos,
Sem desvios,
E tinha lindos dentes brancos
No rosto quadradinho
E lábios rosados e cheios.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Josmar, Te amo
Se eu te dissesse
Quantas noites insones
Eu passei a te esperar,
Talvez, você desacreditasse.
É uma ilusão,
um sonho doce assim,
Esperar até o dia nascer,
Até o sol ir,
Só pra te ver sorrir,
É uma ilusão
Um sonho tão doce assim.
Se apaixonar no primeiro encontro,
E não querer nenhum outro homem
Que não seja você
E seu sorriso gentil,
Seu olhar doce e dono de si,
Dono de mim,
Dono do nosso tempo
E do meu sentir.
Eu sei que lá na rua,
Logo passará uma motocicleta,
Eu reconheço pelas luzes,
Depois vem uma van atrás dela,
É tão distante de mim,
Mas cuido cada carro,
Cada luz,
Cada cheiro
E o que mais me traga você.
Oh, poxa, que sonho bom
Reconhecer você vindo,
É um gol no alto do campo,
um passo inesperado,
um sonho guardado,
Um esperar que não cansa
E me faz tão bem,
vem Josmar, vem.
Eu vejo meu dedo ansiar
Por nossa aliança,
Meu coração palpitar
Por mais um beijo,
Até mesmo aquela estrada
Jurar que não quer carro algum
Se tiver a luz do seu olhar,
Oh, Josmar, me diz
O que você faz
Que te mantém distante,
Meu mar,
Meu céu azul de estrelas,
Minha lua a brilhar,
Meu sol que refresca,
Me beija,
Me beija,
Me beija,
Seu beijo me deixa no bar,
embriaga e louca,
A te esperar,
Não é ilusão,
É amor, vem Josmar, sim,
sonha comigo outra noite,
Deita comigo e fica até o amanhecer,
Oh, que sonho dormir cedo
e não precisar posar acordada
Por ter você comigo,
Josmar,
O que há entre nós?
Te amo,
Te amo,
Te amo.
Josmar
Filho do Raso
Eu vi você passar ontem
De Meriva vermelho,
Hoje você ressurge
Grávida e me amando
Para valer,
Ta bom,
Acredito em você
E o filho é meu
Então vamos tê-lo,
Me acompanhe para escolher
Qual quarto ele irá usar
Ao nascer,
Que cor pintar
E que brinquedos por...
Bem, agora junto de mim
Entenda o seu engano,
Você saiu com outro homem
E eu vi,
Não existe erro,
Eu sofri por uma noite,
Mas, você perderá
Por uma vida,
Adeus,
Tudo acaba aqui,
E seu filho não irá nascer,
Nem aquele homem
Irá saber que seria pai,
Acabou para nós,
E acabou para você.
Com duas facadas
Eu encerro sua vida
E a do seu bebê,
Não é meu,
Não será seu,
Nem dele ou de qualquer outro,
O amor venceu,
Parabéns,
Sangre até morrer,
Você poderia não ter
Me traído
E agora não estaria boiando
Nestas águas turvas
De um rio que você
Sempre desejou estar
E que eu nunca a acompanhei,
Oh, você me traiu
Naquele maldito Meriva,
E agora será de gelo
E mais nada,
De pedra até definhar,
Virar comidas de peixes,
Ontem você não quis
Me encontrar
Hoje eu opto por não te ver.
Baby, eu quis estar com vocÊ,
E você preferiu ele,
Ao invés de estar
Na nossa casa a me esperar,
Você preferiu a vida de motel
Que ele te deu,
Um instante e uma vida
No ralo.
Olhe, não pensa que
eu não sofro vendo você boiar
E esta água te levar
Para tão distante
A sangrar o maldito filho
Que você deu a ele,
O maldito filho que você escolheu
Para concretizar seu amor.
Não, você nunca me amou
Naquele maldito Corsa
Que você escolheu para estar
Comigo em cada segundo
você fingiu desde a música alta,
Até o lugar que optou
Por ir.
Veja meu coração,
Sinta como sofre,
Sinta-me enquanto ainda
Houver calor no seu corpo,
Até enquanto estas águas
Não te congelem,
E os peixes não comam
Sua pele,
Seus lindos olhos abertos,
E sua língua a me implorar
Pela vida que você não quis me dar,
Então, ele seria o pai,
E você esta morta agora.
Agora que estas águas te levam
Nunca mais você irá me tocar,
Gelada e comida de peixes,
A sangrar seu feto
De quanto tempo?
Meses ou dias?
Você pensou que eu não descobria,
Mas, eu te dei alternativa,
Te dei a opção de se desculpar,
Se ajoelhar aos meus pés,
Me implorar
Por mais segundos de vida,
Pelo respirar do seu filho,
Pelo sorriso dele
no seu colo,
Pela voz no seu ouvido,
Eu disse implore.
Você não me ouviu?
Você falou com aquele homem
Aos sussurros,
Aos murmúrios,
Você fugiu do que eu sentia,
Você acha que tudo acabou
Entre nós?
Então, por que tentou me enganar,
Como achou que fugiria?
Olhe as chaves do meu Porshe,
Eu sou o poder,
sou o grande homem,
E vocês nunca mais se verão,
Acabou pra você,
Acabou para o bebê,
Com o que você sonhou
Quando chamou o nome dele?
Estou pensando em como encontrar ele,
Se comido por peixes
Ou pelos animais selvagens,
Abandonado a sua espera
Em algum lugar deste bosque,
Vamos pronuncie uma palavra,
Implore pela vida dele
Como você antes gritava de prazer,
Veja como você sangra em sua barriga
Neste singelo corte
Que arrancou de você seu bebê,
O fruto do amor proibido,
O fruto do veneno,
Agora você irá cada vez
Mais para o fundo,
Seu amor irá sucumbir com você.
Com a mão direita
Ele tocou entre o meio das pernas dela,
E apalpou num gesto de retirar o bebê,
Fazer uma espécie de vácuo,
E gerar contração muscular,
Então, retirou secreções dela
Que não moveu-se,
Nem pode defender-se.
Apenas foi carregada pela água
Para o fundo,
E para cada vez mais longe.
O rapaz passou as mãos
pelo cabelo num gesto nervoso,
Se levantou das margens do rio
E retornou para a casa
no seu Corsa prata.
Com lágrimas no olhar
E singelo ódio no coração,
Não havia testemunha,
Exceto o homem de Meriva
Percorrendo de rua em rua,
em desespero por não ter notícias,
Desta que nunca mais poderá chamá-lo,
Pois agora bebe da água do rio,
Não fala,
Ou move-se.
-
“porque não veio água Pra você, Você vem me incomodar Aqui em casa, Eu não sou rio, Eu não sou rio”. Foi a resposta do meu Próp...
-
Tenha bons sentimentos, Anime-se com um coração bom, A raiva desperta a ira, A ira perverte-se no ódio, E as circunstâncias ...
-
Sim, O rapaz da rede? Ele me ligou, Eu atendi. Pra eu foi amor, Pra ele eu nem sei, Questão de tempo, Conhecimento um do ...