terça-feira, 1 de setembro de 2026

Enlace Perigoso

 No resort Doupresx,

Todos os casais mais badalados

Se encontram e sorriem

Um para o outro,

Os biquínis usados lá dentro

Não escondem a etiqueta

Ou mesmo os preços pagos,

Cada espreguiçadeira

É colocada em local reservado

E privativamente caro.


Bem, mas lá dentro

Casais se encontram

Enquanto outros separam-se.

Setembrante pediu ao irmão

De presente de aniversário

Algumas diárias para usufruir

Lá dentro.

-Você jura Setembrante

Que quer usar o seu presente

Nesta ideia tão tosca?

Indagou o irmão

Enquanto almoçavam com os pais

Na mesa do meio-dia.

-Sim, meu irmão.

Estou querendo mudar

Algumas atitudes,

Vamos, nós dois descansar

Um pouco do trabalho...

Ela continuou.

-Não sei minha irmã,

Então terei que pedir férias antecipadas.

Ele continuou enquanto cortava

Um pedaço de toucinho

Embebido em vinho tinto,

E passava na mandioca cozida

Do canto do prato e comia.

-É meu aniversário e quero

Passar ao seu lado.

Ela continuou.

Movendo em redemoinhos

O garfo no arroz feito a cerveja.

-Está bem,

Você vai comer arroz puro?

Ele indagou.

-Sim, já iniciei minha dieta.

-Filha, coma mais coisas,

Se alimente bem para ficar forte.

Falou seu pai do canto da mesa.

-Pai, eu sou forte,

Não posso estar feia no meu biquíni

Super caro.

Ela respondeu.

-Ah, filha não seja boba,

Use o biquíni que lhe fiz

De tricô.

Eu o moldei bem certinho

No seu corpo

E a renda que coloquei nele

é de sua cor favorita.

A mãe continuou falando

Do canto oposto da mesa

Olhando para o esposo.

-Ficou lindo amor,

Você o adorou.

Ela disse sorrindo.

-Certo que sim, querida.

Eu amo tudo que você faz.

Ele respondeu enquanto

Levava o garfo com comida

Na boca.


-Está certo,

Eu o levarei.

Tenho muitos assim

Que eu mesma tricotei.

Ela disse.

Cinco meses se passaram

E os dois irmãos foram passar

Cinco dias no resort 

Para desfrutar o aniversário

Da irmã no terceiro dia da estadia.


Na mesa de bilhar,

Natal fez amizade imediatamente

Com Gusmante.

Logo que Setembrante chegou perto

Os sorrisos irradiaram

Todos para o lado dela.

-Parabéns minha irmãzinha,

Logo irá comemorar 22 anos.

Iniciou o irmão.


Setembrante pegou o taco

E invadiu a jogada,

Marcando três bolas ao acaso

No buraco.

-Uau, você joga bem,

Para uma garota de fora

Da partida,

Resistiu muito bem

Sem nos interromper 

Até agora.

Disse o rapaz moreno,

De olhos claros e cabelo castanho,

de altura 1,55 e corpo esguio,

Que jogava com seu irmão.


-Obrigada,

Não resisti e foi simples

Jogar as bolas a esmo para a caçapa.

-Uau, ela sabe o nome das jogadas.

Ele continuou sorrindo

E mirando o taco na direção dela

Sobre a mesa,

Sem olhar nenhuma bola.

-Certo que sim.

Ela respondeu se colocando

De frente para ele

E o encarando sorridente,

Deixando os seios fartos saltitarem

Em sua direção sobre o sutiã

Do biquíni amarelo de tricô

Com renda branca ao redor.


Ela se levantou e arfou o peito,

Depois fez um movimento 

Com os braços para fazer os seios

Saltitarem na direção do rapaz,

Que sorriu e despiu a camisa branca social.

-Qual é o seu nome?

Sou Alfredo.

Ele respondeu.

Ela não o reconheceu pelo que

Acompanhou nas revistas,

Mas, seu rosto era lindo 

E peculiar.

Talvez, ele fosse um dos sócios.

Os multibilionários sócios donos

Daquele local 

Que tinha uma piscina,

Dentre muitas outras coisas

Retangular 

e sobre ela várias mesas

De bilha ao dispor

Onde os jogos ocorriam sobre 

A água morna

E escorriam para a piscina

Que por sua vez caia

Numa espécie de cascata 

No quintal do prédio de três andares.


A piscina se localizava

No segundo andar,

O prédio era rodeado por palmeiras

E redes de balanço nelas,

De frente para um imenso lago

De patos e barcos ao dispor.


Haviam espreguiçadeiras

Em quase todo o prédio,

Também redes e balanços

E sofás e poltronas solitárias.

O local tinha muitas pessoas,

Alguns poucos de cabelos grisalhos,

Muitas bebidas e comida

De toda espécie deixadas ao dispor

Dos que lá estavam.


-Você também é muito linda.

Disse o rapaz,

Com o taco tremendo entre os dedos,

Enquanto bolas e outras bolas

Não paravam de cair.

-Obrigada.

Ela respondeu

E virou para a mesa ao lado

Deixando o bumbum empinado

Na saia de saída de banho amarela

De  tricô e renda branca.

-Posso?

Ela disse para os dois jovens

Que jogavam bilhar.

-Sim.

Ambos responderam.

Então ela fez a tacada de fechamento

Do jogo,

Derrubando a última bola

Na caçapa.

-Empate! 

Ela disse,

Levantando o taco

Ao lado do corpo.

-Hei, garota.

vamos fazer trilha de bicicleta

Aqui no lado do resort?

Indagou o rapaz que estava

Com seu irmão.

-Sim.

Ela respondeu virando-se para ela.


-Meu irmão vai com nós?

Ela indagou.

-Claro, vamos todos os três.

Alfredo disse.

Então, soltaram os tacos

Sobre a mesa

E Alfredo pediu as fichas

Para usar as bicicletas

E foram.


A trilha era marcada por árvores

Floridas e flores no chão

Onde passavam e tudo era 

Maravilhosamente perfeito.

Na primeira parada,

Alfredo ficou bem próximo 

De Setembrante e pediu a ela um beijo.


Sem sair, ambos da bicicleta

Eles beijaram-se,

Gusmante percebeu a química

Que acontecia entre ambos

E optou por ficar um pouco para trás.

Logo que ele sumiu de vista,

Alfredo e Setembrante apostaram

Uma corrida e correram

Fazendo levantar pó para trás.

Depois pararam,

E beijaram-se, deixando as bicicletas.


O beijo esquentou,

E eles deixaram a trilha

Para se recostarem num tronco

De árvore e aproveitar a companhia

Um do outro.

Uma hora depois Gusmante os encontrou.

-Ah, vocês estão aí?

Vamos voltar eu cansei de tanto pedalar,

Acho que assei as pernas,

Estou dolorido.


-Sim, nós já vamos.

Nos deixe ver o pôr-do-sol

Aqui juntos?

Pediu a irmã suplicante.

-Ta bom,

Não vejo perigo nisso.

Eu espero logo a frente.

Ele falou e retornou empurrando

A bicicleta.


-Case-se comigo?

Disse Alfredo.

-Assim, do nada?

Indagou Setembrante.

-Sim, eu a amo.

Respondeu Alfredo.

-Você trabalha com quê?

Ela indagou.

-Sou sócio do resort.

Ele respondeu.

-Verdade?

Ela perguntou incrédula.

-Sim.

Ele disse.


No aniversário de Setembrante

Eles passaram os três juntos

Andando de barco no lago

E comendo coisas

Que levaram numa sesta de piquenique.

Depois de encerrada a estadia,

Setembrante o apresentou aos pais

Que ficaram orgulhosos do garoto

E felizes com a união.


Chegando no apartamento

Morar com Alfredo,

Setembrante duvidou da fotografia

Que encontrou presa a parede,

Onde ele estava com ao lado

De uma garota reconhecida

Em revistas sociais

Limpando a piscina onde jogaram bilhar.

"Ele iniciou lá como faxineiro?"


Ela se indagou.

Não era o que aparentava

Pois tudo no minúsculo apartamento

Estava sujo,

E a comida da geladeira era escassa.

Também no armário da dispensa

Não havia muita variedade de alimento.


Alfredo não esperou que passasse

O susto de Setembrante e a levou

Ao quarto minúsculo

E lhe tirou as roupas a força,

Também rasgou o zíper

De sua calça e sua calcinha e sutiã.

-Você está indo tão depressa...

Ela disse.

-Estou com tesão e você, não?

Ele perguntou apertando

Com força seus seios nus.

-Você está marcando meu corpo

Usando muita força sobre eu.

Ela disse.

-Beije-me.

ele respondeu

Pegando sua nuca e puxando

Para seu peito com ímpeto

Fazendo os dentes de Setembrante sangrar.

-Meu Deus,

Está doendo minha boca

E seu peitoral tem sangue.

Ela disse.

Ele puxou os cabeços dela

Com força e a jogou sobre a cama,

Fazendo a cabeça dela bater

Contra o beiral.


-Eu passei tanto tempo

Tentando te conquistar

E gastando meu dinheiro

Que você precisa valer

Cada moeda e me pagar

Por cada gasto.

Ele falou pegando uma corrente

e se aproximando dela.

-O quê?

Ela respondeu.

-Cada minuto ao seu lado

Me foi caro,

Mas, agora você é minha.

Ele disse,

Colocando a perna direita

Ajoelhada sobre a cama

E se agachando sobre ela

Com a corrente na mão esquerda.


-Eu pago,

Meu irmão ajuda a pagar,

Meus pais ajudam também.

ele riu alto ao ouvir isso.

-Mas, eu já estou cobrando,

Por quê você pensou

Que não esta pagando?

ele indagou,

Levando a outra perna 

Para sobre a cama e 

A pressionando entre elas.

-Mas, eu estou apaixonada

E você também jurou que estava...

Ela disse entre lágrimas.

-Amor por etiqueta

Tem preço pré-datado...

Ele lhe respondeu.

-O quê?

Eu não te amei pelo dinheiro

Que pensei que você tinha

Para. agora, pagar tão caro.

Ela disse.

E foi interrompida

Por um  tapa contra seu rosto,

E alguns arranhões ao lado do seu corpo.

-Não minta!

Ele disse.

-Mas, você é rico,

Por que age assim?

Ele riu levantando a cabeça

Para o alto

E depois a baixou sobre os seios dela

Arfante e possuidor.

-Eu sou o jardineiro de lá,

Sua idiota,

Você não me viu trabalhar 

Porque eu me escondi de você

Todas as vezes.

ele respondeu enquanto

Absorvia o tecido do corpo

Dela com a boca

Como se fosse devora-la

Com seus dentes e língua

Indiferente ao que causava.

Ela gemeu.

-Mas, eu o amo e sinto

Muito prazer por você.

Ela disse.


Contudo, terminado o ato de sexo,

Alfredo a algemou a aquelas correntes

e a prendeu na cama.

-Limpe todo o apartamento,

Organize tudo e faça o almoço,

Cuide bem de mim

E você fica viva.

Alfredo falou.

Setembrante acordou assustada

Com o que ouvia,

Então, notou a dor no pulso

E se viu algemada.

-Alfredo, por que se eu te amo

E tudo que quero é estar aqui

Ao seu lado e viver nosso amor,

Eu não me importo que você

Seja pobre,

Não se envergonhe por isso.

Então, ele lhe deu um tapa

Na cara que a fez virar o rosto,

E arfar de medo quando ele

A obrigou a beijá-lo outra vez.

-Beije com mais intensidade

E grite que me ama.


Ela o fez,

Pois achava que sentia isso,

Ele era lindo

E radiante como um sol

Que nasce sobre o jardim

E colore as flores.

Mas, ela nunca mais veria jardim,

Flores ou o sol.

Tudo estava trancado,

A porta, as janelas, a luz,

E a vida.


Sua vida pertencia a sua vagina

E o prazer que pudesse proporcionar,

Pois, agora sua vida dependia

De trabalhar para este estranho

E dar prazer a ele,

Sem importar-se com o que custasse.

-Que me custa fazer sexo

Com você?

Ela indagou.

-Meu nome não é Alfredo

E seu irmão ou seus pais

Nada sabem sobre eu.

Ele disse e saiu.


Ela chorou,

Depois se levantou e percebeu

Que a corrente levava a toda a casa,

Mas não havia saída disponível.

Ele lhe deu uma identidade falsa,

Momentos gloriosos

De atenção e sorrisos fáceis,

E depois lhe tomou sua família.


Com uma faca entre os dedos

Ela imaginou-se

Por diversas vezes retirando

Sua própria vida

Não tinha coragem de mata-lo,

Mesmo que não soubesse

O nome real de Alfredo,

O amava e o queria vivo.


Sem receber ligações da família

Ou notícias ela entregou-se

Aos afazeres domésticos

E ao ato de dar prazer a Alfredo.

Estava de férias e sua ausência

Não comprometia a identidade

Falsa do próprio casamento,

Pois, sua falta de notícias estaria ligada

Aos bons eventos do início das núpcias.


Mas, Alfredo tornou a ser infiel

Fazendo uso de força bruta

Contra Setembrante.

Que usou de sua coragem

E uma faca de cozinha e

Cortou suas correntes,

Depois se jogou contra a porta

Diversas vezes até que ela se rompeu,

Sem medo ela correu pelo corredor,

Encontrou o elevador 

E o usou até a saída.


Foi simples chegar na casa

De seus pais,

Ela pegou um taxi 

E passou o endereço,

Esperou na porta e o pagou

Com o dinheiro deles.


Solitária e arredia

Se escondeu em seu quarto,

Até muito após conseguir falar

Sobre o fato.

-O quê?

Você foi vítima de cárcere privado?

Nós pensamos que você tivesse engravidado

Por isso esqueceu de dar notícias.

A mãe falou sentada

No final da cama olhando

Para Setembrinte que tremia

E chorava enquanto contava

Sua história.


Quando a polícia foi acionada,

Encontrou Alfredo limpando a piscina

E descobriu que ele tinha

Mais de uma propriedade

Onde mantinha garotas trancadas,

E ninguém nunca soube seu nome,

Porque ele usou muitos

E não sabia qual era o verdadeiro,

Pois, jurou que nunca iria dizer

E não disse.


Setembrante foi vê-lo na prisão,

E após conversarem intimamente

Entregou-se a ele com paixão,

Desejou novo matrimônio,

Seus pais a obrigaram a frequentar

Um psiquiatra alegando insanidade mental,

Mas, nada a separou de Alfredo.


Ela nunca importou-se de ve-lo

Atrás de grades,

Escondido atrás de fuzis

De guardas armados que o odiavam.

-Eu sei que você me ama.

Ela dizia e ele sorria

Sentado numa cadeira

Com os pulsos algemados

Numa corrente.

-Eu reconheço seu amor.

Ela falou na sala íntima,

Onde fizeram sexo,

E ela gemeu em seu ouvido

Palavras de prazer

E nenhum remorso.

O amor não tem etiquetas

Amar é criar expectativas,

Querer sonhos

É diferente de desejar

Fazer compras

Em supermercados caros,

Frequentar lugares famosos,

Usar roupas por etiquetas...


Um alguém é diferente

De um ideal com valores

Ao dispor.


O amor não é o saldo bancário

Que vem com beijos quentes

E listas de compras após isso,

Também ele não é dinheiro

Que lhe faz abraçar alguém,

Fazer juras de amor

Como uma espécie de cartão

De crédito

Onde você troca sentimentos

E jura afeto

Para poder usufruir o saldo

A vista de todos,

Escondido e a crédito.


Um beijo

E um anel em seu dedo,

Um abraço

E uma jura de namorados...


Amor é diferente

Do lucro que você obtém

Por gostar de alguém

Com o intuito de obter vantagens.


Amor é achar alguém bonito,

Não é passear pelo shopping

E desejar algo,

Olhar a etiqueta de preço,

E pagar o valor em pecado,

O pecado de perder-se

Em busca de um vestido

Ou outro desejo financeiro qualquer,

Um amor não vem com etiqueta

De preços anexas a ele,

Ou de vantagens patrimoniais

Que tenha a oferecer,

O amor vem com cumplicidade

E desejo de fortalecer,

Crescer junto

E fazer bem.

domingo, 30 de agosto de 2026

Apaixonada

Te ver é bom

Desperta saudade,

Me faz desejar

Te ver outra vez,

Te ver sempre,

Sonhar em estar 

Com você 

Em cada anoitecer,

Antes do meu despertar,

Sempre que o sol nascer.


Te ver é imaginar

Que as águas límpidas

Do rio que descansa

No nosso quintal

Nos banhe

Sem a gente se importar,

Simplesmente,

Escorregue por nós,

Por entre nossos carinhos,

Num véu de calma

E tranquilidade

E profundezas que só

Seu amor sabe me dar.


Te ver é imaginar

Que logo no amanhecer

Todas as flores do jardim

Floresçam e se tornem perfeitas

Como um véu de carinhos

Deitadas sobre a grama

E elevadas até o azul do céu.


Te ver é sonhar

Em cada instante

Em ter você e seus carinhos,

Não querer parar,

Provar de um calor inesgotável,

De uma fonte de prazer inigualável,

Que horas não fazem saciar.


Seus cabelos escuros

E fartos me dão prazer,

Seu cheiro doce e imperturbável

Me dá saciedade,

Seus lábios ávidos

Me dão vontade,

Seu hálito atrevido 

Me dá necessidade

E eu te busco e espero,

E você: vem?

Sedução Irresistível

 -Alicia, vamos para a casa

De vovô a vaca caiu no poço

E eles estão sem água 

Para consumo.

Disse seu irmão Osvald.

Alicia correu da sala

Para a porta e abraçou

O irmão desamparada.

-Eles estão bem?

A vaquinha se feriu?

Ela pediu enlaçada 

No pescoço dele.

-Infelizmente ela perdeu 

A cria, um bezerro enorme

Nasceu deste tombo

E esta fraco devido ao parto antecipado.

Ele disse.

Enlaçando a cintura dela.

-Perfeito.

Ele nasceu com vida

E isso já é ótimo.

Ela disse,

Olhando nos olhos do irmão

E encontrando amparo

Para a sua dor no seu pescoço.

-Sim, mas pode morrer

E ela quebrou uma perna

E seu sangue caiu na água,

Isso gerou danos na qualidade

Da água de consumo doméstico.

Ele continuou.

-Não acredito

E o vizinho não empresta

A água do poço dele

Até que se faça algo

Sobre o poço de vovô?

Ela falou se afastando.

-Iremos pedir e então

Encanar a água ao menos

Para dar de beber ao gado.

O irmão respondeu sorrindo

E tremulo.

-Temos que providenciar uma

Saída com relação a água 

Que ficou imprópria 

Para o consumo.

Ela disse ligeiro.

-Certo, estou levando a manga grossa

Para pôr no poço e deixar

A água suja escorrer.

Ele falou.

E saiu para o corredor 

Da casa.

-Ande depressa os bois

Estão encangados para levar

A carroça até o vovô,

Eu já avisei nossos pais.

Ele disse virando as costas

Para ela e mexendo

Em seu chapéu de palha.


A carroça era de pneus de ferro

e toda feita de madeira,

Os bois eram grandes e fortes

E tinham força para percorrer

Os cinquenta quilômetros

De distância que os separavam

Da casa de vovô Jusmento.


Alicia colocou suas roupas

Numa mala feita de tecido

Pela própria avó,

E levou também um cobertor

Na mala de couro que a mãe

Lhe deu de presente de Natal.


Osvald também preparou

Uma mala feita de chifres 

De bois unidos por um crochê,

Levando somente roupas necessárias.

Eles eram dois irmão da família 

Girold, que continha mais quatro

Irmãos que, as dez da manhã

Se encontravam na roça

Sogueando os bois.


Eles fizeram pequenos piquetes

De aveia plantadas,

E lá eles cuidavam os bois mais jovens

Comer até ficarem saciados,

Depois disso,

Os traziam para perto de casa

Para protegê-los de infortúnios

e predadores desconhecidos.


A família Girold sempre

Morou na roça e sobreviveu

Do que colhem através 

De seus esforços agrícolas,

Principalmente, relacionados

Ao gado.


Eles possuem parte

Que cultivam o leite e derivados,

E parte para a carne.

Enquanto a terra é dividida

Entre gramados verdejantes,

Pastos para moer no moedor

E aveia plantadas em piquetes.


Os pastos moídos eram divididos

Entre a família e o avô e a avó,

Neste instante quem tinha

Mais pasto disponível era o avô,

Por isso, os dois irmão iriam

Aproveitar a viagem para trazer

O pasto moído para o gado.


-Vamos Alicia,

A viagem é longa.

Disse Osvald ao pegar

As malas moles da irmã

E as colocá-las na caroça.

-Ta bom,

Vou abraçar o papai e

a mamãe na roça

E também nossos irmão,

Vou correndo e volto logo,

Você vai comigo?

Ela indagou e se colocou

A correr na direção

Dos piquetes para dizer tchau

A família.


Osvald a acompanhou

A passos rápidos.

Abraçaram os pais

E os quatro irmãos

Depois saíram chorosos.

A família Girold tinha pouca

Habilidade em despedir-se,

Vez que, por serem jovens,

Nunca saíam de casa,

Exceto para irem nos avós

E costumavam irem juntos.

-Tchau filhos,

Vão com Deus,

Que Deus abençoe

A viagem de vocês

E os acompanhe,

Mande lembrança a família.

Disse o pai levantando

A mão para acenar para eles.

-Tchau filhos,

Que Deus abençoe vocês,

Mande lembranças,

Logo nós vamos

Lá passear.

Disse a mãe,

E os filhos todos acenaram.


A viagem ocorreu numa estrada

De cascalho

E foi difícil de ser percorrida,

Vez que tinha mato

E o caminho ladeado de árvores

Assustava por não ter 

Nenhum vizinho.


No caminho uma cobra

Cruzou pelo meio da estrada

Assustando os bois

Que se jogaram para trás

E fizeram um solavanco na carroça.

-Meu Deus, por pouco

Não quebra a roda!

Gritou Alicia assustada.

-Veja o tamanho desta cobra,

Ela quase mata os bois

E nos deixa de a pé!

Gritou Osvald

Que pulou da carroça

E quebrou um galho

Depois retirou as folhas dele

Com a própria mão

Esfregando ela fechada

Do início ao fim do galho

E matou com ele a cobra.


-Era venenosa,

Veja as cores dela,

Mas não mordeu os bois.

Ele disse,

Enquanto a matava.

-Não mordeu, não,

Iremos fazer uma ótima viagem.

Alicia respondeu.

Então o irmão pegou a cobra morta

E a jogou para fora 

Da estrada.

Depois ele subiu na caroça

E chacoalhou a corda

Sobre o lombo dos bois

Para fazer eles andar.


Logo após, o céu ficou nublado,

E um vento forte

Jogou folhas contra eles

Que tiveram que se abaixar

Na carroça para se proteger

Das folhas que feriam a visão.


Um gelho pesado caiu

Sobre Alicia e se Osvald 

Não tivesse visto

A teria ferido,

Contudo, ele se levantou

E segurou o galho com a mão

O empurrando para longe

Da coluna da irmã.

-Meu Deus,

Que medo,

Porque não chove 

De uma vez para parar o vento?

Alicia gritou.


Uma árvore fez um alto barulho

Logo a frente deles,

E depois o barranco desmoronou

Com ela sobre ele.

A ponta das folhas tocou

Os bois,

Mas os galhos não os feriram.


Ela caiu sobre a estrada,

Impedindo a passagem deles.

-E agora, meu irmão,

Como faremos?

Será que teremos que voltar

E pedir ajuda ao papai?

Alicia gritou assustada.

-Não, eu trouxe um facão

E ele irá nos ajudar.

Osvald cortou os galhos

Mais pequenos a facão

E Alicia o ajudou

A afastar a árvore da estrada.


Depois, eles seguiram a viagem

E uma chuva caiu torrencial

Sobre eles, 

Os enormes pingos caiam sobre

Os bois e pulavam para cima

Para depois escorrer sobre o pêlo

Dos animais.


A chuva não impediu eles

De irem,

Mesmo enxarcados de água.


Chegando na fazendo dos avós,

Encontraram o gado todo na estrada

Espalhado pela roça de milho

E pelo gramado do potreiro,

Cujo alicerce da cerca

Havia apodrecido e caído

Sobre a estrada e ninguém 

Viu para trocar o alicerce

e recolocar o gado no potreiro.


Eles estavam comendo o milho novo,

Espalhados pela roça,

Subindo os barrancos

E desbarrancando a terra para a estrada.

Osvald e Alicia desceram da carroça

E os repontaram para o potreiro.

-Alicia, aguarde aí para impedir

A saída deles,

Eu vou até a fazenda

E busco um mourão para substituir

O alicerce da cerca,

Também trago alicates e arames

Caso falte para arrumar o potreiro.

Osvald falou, enquanto

Subia na carroça e dava voz

De comando para os bois seguirem.

-Ta certo meu irmão,

Eu fico,

Precisamos ajudar o vovô e

A vovó.


Logo Osvald voltou

E trouxe os avós juntos,

Alicia correu abraçar os dois:

-Benção vovô,

Benção vovó?

Ela gritou chegando perto deles

Com as mãos juntas

Como se fosse rezar

E estendidas para a frente

Na direção de cada um.

Que as pegou com uma mão

E respondeu enquanto

A abraçavam:

-Deus te abençoe filha,

Como foi a viagem?

-Foi boa,

Chegamos muito bem.

Ela respondeu.

-Mas, vocês estão molhados,

Precisam trocar suas roupas

Ou ficarão gripados.

A avó respondeu.

-Não, o tempo esta nublado 

Para lá.

Ela disse apontando o dedo

Para o céu cada vez mais escuro.

-Precisamos arrumar a cerca

Caso contrário, os bois irão sair.

Ela disse,

Se virando para trás 

E vendo os bois saírem

Do potreiro.

-Veja já estão saindo.

Ela disse.

E todos correram com os braços abertos

Para fazerem eles retornarem

Para dentro do potreiro.


Meia hora depois,

A cerca estava arrumada

E todos seguiram felizes 

Caminhando até a casa

Os quinhentos metros

Que faltava para chegar.


De imediato,

Osvald colocou a mangueira grossa

Dentro do poço que continha sangue

E fez a água de lá começar a sair,

Depois deixou a manga lá

Para escorrer a água até o poço

Voltar a ficar limpo

E a água ser consumida.


Descobriu que o vizinho

Aceitava emprestar sua água,

E iniciaram o ato de levar 

Uma manga de plástico até o poço dele

E depois puxá-la até a casa 

Para ter água para beber

E outra para o gado.


O vizinho morava a duzentos metros 

Da casa dos avós 

E o ato de pegar a água dele

Não estava dificultado.

O poço do vizinho tinha bom caimento

De água pois se localizava

No alto da terra,

E a água chegava forte até a casa dos avós.


A vaca teve a perna enfaixada

E devido a dor comia no cocho baixo,

Apenas foragem feita de milho

E grama colhidas e canas de açucar

Para ganhar força e quirela de milho seco.


Na noite de quinta-feira

Para sexta, Orvald acordou

Com uma luz na janela

Que lhe afogueava o rosto,

Ao abrir a janela percebeu

Que o galpão de foragem

E quirela estava em chamas.


Ele correu para fora do quarto

Gritando por ajuda,

Acordou os avós batendo 

Na porta do quarto

E os chamou,

Depois chamou a irmã

Que logo abriu a porta.

-Que houve?

-O galpão de guardar a ração

Para o gado esta pegando fogo.

Ele disse.

-Meu Deus,

Precisamos evitar 

Que o fogo se espalhe

E chegue até nossa casa

Ou até o galpão do gado dormir.

Ela disse.

E correram porta a fora

Com um balde em cada mão

Para buscar água no poço

E atirar no fogo.


O avô juntou uns galhos verdes

Que retirou com a própria mão

Dos pés de canela

Que tinha no quintal e correu

Até o fogo para bater nele

E apagá-lo.

-Corre Orvald,

Pega galhos verdes

Que serve para apagar o fogo.

ele gritou.

-Ta bão vovô,

Eu levo água e levo 

Os galhos,

Veja as chamas estão no teto

E crepitando para o alto,

Estão muito grandes

Vai queimar tudo.

Ele gritou.

-Meu Deus,

Acabou a comida do gado!

A avó gritou com levando

As mãos para os cabelos brancos.


O fogo consumiu a maior parte

Do galpão,

Mas não se espalhou pela propriedade.

Os bois se assustaram com o calor

E colidiram contra a parede

Do galpão onde dormiam

E derrubaram parte da parede,

Sofrendo escorriações

E ferimentos leves.


O vizinho Nataline chegou logo

A trote de cavalo.

-O que aconteceu?

Lá de casa eu vi chamas

E pensei o que será

Que pegou fogo por lá?

Então, montei no cavalo

e vim ajudar.

Ele gritou.


Foi a primeira vez

Que Alicia o viu,

Alto, atlético e de chapéu 

De palha na cabeça.

-Uau, Nataline,

Me deixe ajudar você

A descer do cavalo.

Ela respondeu e correu

Até ele.

-Uau, Alicia como você está linda!

Ele respondeu,

Alcançando a mão para ela

E descendo em seguida do cavalo.


-Pegou fogo no galpão de comida

Do gado e ele ficou assustado

E fugiu do galpão de dormir,

Estão soltos pela propriedade,

Iremos leva-los de noite mesmo

Para o potreiro.

Ela respondeu.

-Ta bem,

Eu trouxe lanternas 

Vamos usa-las.

Ele respondeu.

-Que ótimo estava tão ruim

No escuro a gente não via nada

Se não fosse a luz das chamas.

Ela disse.

-Meu filho,

Você veio ajudar!

Respondeu o avô

Se aproximando de Nataline.

Que era muito estimado

Na família.


O gado foi repontado

Para o potreiro,

E lá Nataline abraçou Alicia.

-Eu sempre fui apaixonado

Por você Alicia.

ele disse.

-É, eu me lembro.

Ela respondeu e sorriu.

Depois se desvencilhou

Do abraço e foram até a cozinha

Tomar café com bolo e cuca.


-como o tempo passou...

Nataline disse,

Enquanto tomava um gole 

Do café.

-Sim, e nos fez bem.

Alicia respondeu.

-Guardamos todo o gado.

-Não sobrou nada de comida

Pra eles no galpão.

Diziam os avós e seu irmão

Ao chegarem na cozinha

E acenderem mais dois lampiões,

Depois foram tomar café

Que estava servido e pronto

No bule sobre a mesa.


Alicia apaixonou-se por Nataline

Desde o primeiro olhar.

No dia seguinte,

Começaram a reconstruir o galpão,

Nataline participou da construção

Desde a primeira hora.


Os palanques foram retirados

Do mato perto de casa,

E serrados a serrote,

Depois puxados pelos bois

Até o pátio de um a um.


Os buracos para por eles

Foram feitos a mão,

E Alicia fez bolo e cuca

Em cada dia de serviço

E sempre arrumava uma desculpa

Para estar perto dele.

-Que delícia seu bolo, Alcia.

Nataline dizia.


Mas, certo dia,

Uma linda moça aproximou-se dele,

E o encontrando o chamou para si:

-Venha, Nataline,

Corra para mim,

Que saudade!

Ela gritou e correu até o abraço dele.


Alicia derrubou a cuca no chão,

Sem ainda tê-la levado ao forno,

Ela ficou suja.

E Alicia se trancou na cozinha

Para refazer a cuca.


-Quem você é?

Ela indagou chegando 

Com a cuca quente 

Horas depois até a moça.

-Me chamo, Juçan.

Ela respondeu e aproximou-se

De Alicia mordendo a cuca

Para abraça-la.

-Que linda você é,

Não me admira Nataline estar aqui

A tanto tempo e tão feliz.

A moça respondeu.

-Ele está apenas ajudando,

Pois é vizinho e nós sempre

O ajudamos.

Alicia respondeu.

-Claro, ele é sempre bondoso.

Disse Juçan e se aproximou

Abraçando Nataline de volta.


Alicia tremeu de ódio,

E rezou para que ele não

A beijasse,

E odiou a si própria por evitá-lo

A tanto tempo proporcionando

Que outra garota conquistasse

Seu afeto.


-Deixe-o trabalhar,

Você esta incomodando!

Ela disse em voz ríspida.

Nataline afastou a moça

Com suas mãos sujas de terra

E se voltou para o buraco

Que cavava.


-Alicia não seja grosseira

Com a moça.

Corrigiu o avô.

-Boa tarde, senhorita!

Disse seu irmão,

Retirando o chapéu

com uma mão 

E mantendo o olhar firme

Para a moça que usava

Um vestido florido e solto

No corpo

De fundo rosa e flores brancas.


Alicia se odiou dentro

Daquela calça jeans comprida

E sem querer retirou os chinelos

Para ficar descalça sobre a terra.


Mesmo sem estar feia,

ela não sentiu-se segura,

Vendo uma garota da região

Se interessar pelo garoto

Que ela estava apaixonada.


Logo a garota voltou

Para a própria casa,

E Alicia não se perturbou

Por ficar ali vendo

O irmão e o avô e o vizinho

Reconstruírem o galpão.


Quando Nataline se preparava

Para ir almoçar,

Ela o conteve.

-Você fica muito bem trabalhando

No pesado. Nataline.

Alicia disse.

E o encarou com olhar apaixonado.

-Obrigado.

Nataline disse,

E pegou na mão de Alicia então

A beijou.

-Aceite que eu conheça você,

Alicia, gostaria tanto de estar perto

E poder te namorar.

Ele falou.

-Mas, e a garota?

Ela indagou ríspida.

-Veja, ela é minha prima,

Nada mais.

ele respondeu.

-Mentira.

Alicia disse

E lhe empurou.

-Verdade, 

Você se irrita muito fácil.

ele disse.

e ela se pôs a andar.

-E fica linda!

Então, ela parou

E se voltou para ele

Que abriu dois botões 

Da camisa lilás que usava

Para deixar seu peitoril a mostra.

-Uau, você é tão lindo!

Ela disse.


Depois se jogou nos braços

Dele e se permitiu beijá-lo

O máximo que pode.

Então, entraram no galpão

E não resistiram a paixão

avassaladora que os consumiu

Por horas.


Mais tarde,

Avô e o irmão voltaram até ali.

-Seu Jusmento, gostaria de namorar

Alicia o senhor aceita?

Indagou Nataline.

-Se lhe é do agrado,

Também é do meu,

Ela é moça prendada

E merece um bom rapaz.

O avô respondeu.

-Que ótimo,

Porque eu a amo

E sonho em me casar com ela.

Ele respondeu 

E correu até o avô para abraça-lo.

-E você, Osvald,

O que diz?

Ovald se aproximou 

E abraçou o rapaz.

-Eu faço muito zelo

E sei que nossos pais 

Irão ficar muito felizes

Pela graça de tê-lo em nossa família.

Osvald respondeu.

-Quando você irá falar 

Com meus pais?

Alicia indagou.

-Hoje mesmo meu amor!


A tarde Nataline

Partiu para sua casa feliz,

Pois, em quatro dias de serviço

Quase haviam reconstruído

O galpão de volta.

Porém, no quinto dia

ele não voltou,

E seria para ele ir falar

Com os pais de Alcia.


No sexto também não veio,

A denixando desmoralizada

Sobre a escada chorando sem parar.

No domingo,

Ou seja, sétimo dia,

Alicia foi até a casa dele.


Lá chegando encontrou Juçan

Abraçada nele sobre a escada

De entrada na casa.

-Nataline? por que você fez isso?

Alicia indagou chegando perto,

Então, juntou algumas pedras

Do chão e jogou contra ambos.


Juçan desceu de lá,

E revidou as pedradas

Acertando uma no braço

De Alicia que caiu no chão

Chorando.


-Você me traiu,

Por que pediu eu em namoro

Ao meu avô se era para me trair?

Ela pediu.

Ele correu até ela

E a ajuntou do chão.

-Solte esta maldita

Ou nunca mais te olho.

Juçan gritou.

-Juçan, vá embora,

Está tudo encerrado entre nós.


Juçan pegou o cavalo

E foi.

-Por que você fez isso comigo?

Alicia indagou.

-Porque amo você

E a quero comigo para sempre.

Ele respondeu.

-Mas, por que me traiu?

Ela continuou.

-Porque ela é minha prima,

E ela me agarrou no quarto

Enquanto eu dormia.

-Você facilitou.

-Eu não, eu juro

Que farei outra porta

E ela nunca mais irá entrar.

-Não acredito nisso.

-Eu juro,

Me dê tempo

E poderei lhe provar.

Ele falou e a beijou demoradamente,

Depois a levou para o quarto

Onde passaram juntos o resto do dia.


Os avós notaram a situação,

Mas ficaram felizes em ver

Os dois juntos.

-Quero que saibam

Que não é para dormirem juntos

Antes do casamento.

O avô falou.

-Sim, eu conheço os costumes.

Nataline disse.

-Vocês precisam noivar.

Ele insistiu.


Embora namorando,

Nataline e Alicia precisavam disfarçar

Que dormiam juntos

Devido ao acatamento familiar.

Nataline emprestou o pasto

Para a família e o gado

Não passou fome,

E também emprestou seu galpão

de ração.


A água ficou potável e voltou

A ser usada,

Mas, Nataline continuou

Vindo todos os dias ali.

Até que certo dia 

Trouxe um cavalo junto

E convidou Alicia para 

Ir com ele ver o gado no potreiro dele.


O galpão já estava finalizado.

Alicia e Osvald optaram

Por ficar mais tempo com os avós,

E assim ela teve oportunidade

De conhecer bem Nataline.

Fizeram jantares de noivado

e ele ficou para jantar

Em cada noite.

Os encontros se tornaram regulares.


Os pais de Alicia aceitaram 

O casamento com enorme felicidade.

Alicia passou a fugir

Do quarto a noite

Para ir dormir com Nataline.

Ele também vinha dormir

Com ela, instantes em que,

Ambos dormiam nos paióls 

Da propriedade de ambos.


O amor deles ficou mais intenso

E cobrava proximidade,

Seus olhares de paixão eram evidentes,

E na igreja ninguém duvidava

Que se amavam,

eles marcaram a data para casarem-se.


sábado, 22 de agosto de 2026

Te amo

 Te amo

Com consciência

De tudo que sinto

E na consequência

De tudo que faço,

Amo você

E amo o seu abraço.


Te amo

Com saudade 

De ver você.

Te amo

Com vontade

De abraçar você.


Te amo

E quero estar perto,

Ter rumo certo,

Objetivo pronto:

Estarmos juntos,

Ligados um ao outro

E que não haja atrito,

Braveza ou espanto.

É amor e pronto.


Te amo 

E busco por você,

Como se não houvesse

Outro destino,

Outro caminho,

Tempo ou distanciamento,

Te amo

E te mantenho comigo

Não importa o seu paradeiro,

Eu o sinto,

E o amo.

É tudo.

Um Relacionamento Conflituoso

 -Eu amo você,

Vamos ficar juntos 

Para sempre!

Angelino disse

Entre sussurros e beijos

Sobre os lábios de Debora.

-Eu te amo para sempre.

Ela respondeu.

Dormiram juntos

no apartamento dela,

As sete em ponto Angelino

Se levantou fez o café

E chamou Debora,

As sete e meia eles saíram juntos

Para o trabalho,

No mesmo carro.


Debora não se importou

de ir com ele

E ao meio-dia voltar a pé

Para o apê afim de se alimentar,

No caminho eles conversaram

Muito mais e trocaram ideias,

Trabalhavam em bairros diferentes

E moravam longe um do outro.


Porém, em cada noite

Ela o chamaria e ele a levaria

Para casa,

Então, ficariam juntos

Até que num belo dia

Se casariam.

Ela optou por não apresentá-lo

Aos pais,

Ainda era cedo e ela queria conhecê-lo melhor.


Sua melhor parceira de festas,

A irmã mais velha Bianca

Postou uma fotografia dela

Velejando numa praia próxima

Com seringas ao seu lado,

Sim, Bianca recaiu para a droga,

E seu pai tendo acesso a esta fotografia

Infartou no mesmo instante.


Ele fazia tratamento

Para pressão alta

Há muitos anos,

Sofria com isso,

Sempre estava entre 18 e 19

Por 11, 12, 13, 14.


O tratamento exigia que ele

Não fizesse uso de bebida alcoólica,

Mas isso nunca o impediu de beber

As escondidas uma cervejinha gelada

De vez em quando,

Já Pamela, a esposa dele fumava

Sem parar recostada num canto qualquer

Da casa.


Já não se escondia,

Ou fingia,

Fumava cigarros abertamente,

Seus pais, velhos e cansados

Trabalharam com isso a vida toda.

Eles possuiam uma empresa

Que confeccionava cigarros

E charutos.

Todo ano eles possuem fumicultores

Que plantam tabaco para eles

e os entregam o produto seco,

Pronto para passar pelo processo

De esmagar as folhas do fumo,

Esfarelar e juntar num enrolado

De papel com o timbre da empresa.


O processo era simples e rentoso,

Milhões de famílias sobreviviam

Devido a terceirização do serviço

Do plantio, colheita, secagem,

Enfardamento e entrega.

Eles eram empresários respeitados

No país inteiro.


Mesmo com a recaída no que refere-se

A venda do produto e usuários,

Cada vez menos os jovens

Tem se entregado ao uso do tabaco,

Eles tem preferido o uso de drogas ilícitas

E bebidas alcoólicas que produzem

Um efeito mais duradouro e 

animados a eles.


Pamela não optou por trabalhar

Na empresa, mas sua filha

assumiu o negócio da mãe.

Já Bianca se entrosou ao vício,

E preferiu uma vida de viagens,

Animações e a maldita seringa de drogas

Injetada na veia

Até a produção de dormência,

Uma alegria falsa

E o perdimento dela em qualquer

Lugar que gera comoção

Na família até que alguém

A encontra caída num canto,

Com maquiagem desfeita,

Vestido rasgado,

Bolsa com conteúdo esparramado

E inconsciente.


Nestes instantes

Ela esquece tudo que aconteceu,

E até mesmo onde está

Ou porque foi até ali,

Ela possui muitos amigos,

Seu pai sempre precisa pagar alguém

Para cuidar dela,

Até que encontra este alguém

Também caído com ela

E decide trocar suas amizades.


Amar um filho é simples,

Mas, é preciso estar atento as suas amizades

E isso, as vezes, implica gastos,

Ele paga por muitas das companhias

De Bianca, até mesmo seus namoradinhos

E tenda direcionar as ações deles

Com ela para que ela se fortaleça,

E case-se, então, forme sua família.


Eles nunca optaram pelo internamento dela,

Bianca é jovem e descompromissada.

Seu pai decide presentes

Que ela ganhará e tenda direcionar

Os locais onde passará.

Mas, nem sempre é simples

E sua doença piorou tudo.


Levado numa maca para o internamento,

Desta vez, ele não salvou-se: morreu.

O enterro foi preocupante,


Bianca não atendeu o telefone,

E ninguém sabia seu paradeiro,

Sua mãe não parou de fumar

Sobre o caixão,

Debora convidou Angelino

Que não a deixou sozinha

Por um único instante, 

Apenas aí ele teve conhecimento

Do velho pai de Debora

E o perdeu sem poder lhe dar

Um abraço ou uma palavra amiga.


No entanto, levou flores

e abraçou a sogra o tempo inteiro,

O irmão de Debora não deixou

As amizades sempre conversando

Entre um e outro

E mantendo entre os dedos

Uma xícara de café fumegante.


Ele era um dos administradores

Da empresa do avô,

Agora o testamento seria aberto

E a herança seria dividida

Entre os três,

Pois sua mãe estava debilitada

Para administrar tudo sozinha.


Não tardou,

ele entrou na empresa

Num rompante de ódio,

Como seu pai possuía apenas

Alguns terrenos e prédios

Era apenas isso que estava testado,

Por tanto, ele não estava tão rico

Quando gostaria

E nem poderia viver a vida

Que optou para si próprio.


Arredio com relação a família,

Henrique só desejava dividir 

A empresa de cigarros,

Mas o avô negou-se ao ato,

e embora, contasse com seus oitenta

Anos de idade,

Era um velho diabético

E consideravelmente forte.


Impetuoso e arrogante

Ele fechou a porta da casa do avô

Com um tapa na cara dele:

-O que?

Eu sou o único homem da família,

Você tem que passar tudo para eu

Em doação e retirar Debora e Bianca

Do testamento com cláusula

De elas nunca tornarem-se 

Donas de nada.

Ele gritou para o velho.

-Filho, você é tão

Meu neto quanto elas.

O velho revidou sentado no sofá.

-Tão seu neto?

Debora é alienada na vida,

Não possui filhos para sustentar

Nem família,

E Bianca é uma drogada,

Para que elas precisam

De bens ou dinheiro?

Eu administro tudo e eu 

Darei a elas o que lhes cabe.

Ele gritou.

-É certo que isso 

Não ocorrerá...

O avô levantou-se dizendo

E o neto levantou rapidamente

Lhe estapeando e saindo

De dentro da casa.

-Maldito velho que não morre,

Maldita casa que eu odeio,

Eu vou falar com vovó,

Isso não ficará desta forma!


-Meu filho,

Achem Bianca

Pelo amor de Deus,

Seu pai recem morreu

E vocês nem sentiram a falta dela,

Onde ela estará?

O velho indagou levando

A mão ao peito e sofrendo

Para respirar.

-Amor, amor,

Fique calmo.

Disse a sua esposa 

Entrando na sala onde ele

Estava e o abraçando forte

Para mantê-lo no sofá.

-Não vá atrás de Henrique,

ele está irritado,

Você o conhece!


Henrique pegou o carro

E foi visitar uma de suas esposas,

Ele possuía três relacionamentos

Consecutivos e sete filhos.

Tinham um prédio inteiro

Da família em uso próprio.

Um prédio de seis andares,

Localizando no centro da cidade,

Com piscina, hidromassagem,

Garagem e salão de festas.


Bianca passou dois meses fora,

Debora se dilacerou de rua em rua

Da cidade a sua procura,

Pôs anúncio no jornal,

Pagou seguranças privados

Para irem atrás dela,

Procurou por delegacias,

Hospitais e locais públicos,

Buscou em cada prédio,

Pois na cidade todos eram amigos

De sua família e lhe permitiam

A entrada devido a situação conflitante.


Três meses depois ela ligou,

Disse que foi velejar fora da cidade,

Não trocou de roupa e pouco

Se alimentou e soube pela internet

Sobre o falecimento do pai

Não conseguiu se recuperar

e iria permanecer lá,

Onde estava,

Sem permitir visitas ou acesso

De parentes.


Henrique logo se aproveitou

Desta situação para expor ao avô

O comportamento desregrado da irmã

E insistir que a retirasse do testamento,

E citou o nome de Debora

Com ausente do serviço por meses.

-Todos os meses em que

Ela buscou pela irmã sem parar,

Henrique?

O avô indagou.

E colocou o neto e o advogado

Para fora de casa,

Depois serviu-se de wisky.


Irritado, o avô se esquecia 

Da pressão alta e do diabetes

E bebia sem parar.

Sorvendo o cheiro do cigarro

de sua esposa que lhe chegava

Ao nariz vindo do cômodo próximo.

-Henrique se esforça

Para ser o único administrador

Da empresa amor?

Ele disse sorrindo.

-Não sei porquê ele faz isso.

Me irrita.

Ela respondeu.


Debora separou-se de Angelino

Em todo este período de tempo

Recusando suas ligações

E se mantendo distante,

Não se sentia segura

Para namorar e ter alguém perto.


Entristecida foi buscar  apoio

No irmão,

Sem saber onde estaria,

Decidiu visitar uma de suas esposas,

Ao chegar lá, 

O pegou bebendo vodka 

com leite condensado e frutas.


-Olá, meu irmão,

Que saudade eu estava 

De você.

Ela entrou dizendo.

-Pois é querida,

Estou tão tesudo de ver você

Que tenho uma salsicha

Aqui para você degustar.

Ele respondeu

Naqueles seus ímpetos de humor.


Debora aproximou-se rápida

Do sofá onde ele estava

E ele abriu o zíper da calça

De supetão e expos seu pênis.

-Você não tem homem,

Se expresse neste membro duro

Para você querida!


Dizendo isso

ele a puxou para perto,

E ela gritou estarrecida,

Sofreu falta de ar 

e desmaiou.

Sua esposa aproximou-se dela,

Lhe trouxe água fria

Para molhar o rosto

E a ajudou a recuperar-se.


-Patricia, por que você

Permite ele tratar você desta forma?

Ela indagou caído no sofá

De frente a ele.

-Ele estava brincando 

Com você Debora,

Você já tem quase quarenta anos,

Não tem namorado,

Família ou filhos e vive enrabichada nele...


-Não diga isso, Patricia.

Eu respeito meu irmão,

Nós sempre vivemos uma união

De integridade na família,

Eu vou abraça-lo 

e então, irei para casa,

Eu sei que ele precisa de ajuda,

Ele está sofrendo.

Dedora disse,

Interrompendo Patricia,

Depois abraçou o irmão e saiu.


No caminho do retorno

Para casa decidiu passar na casa de Angelino,

E o encontrando pelo celular

Ficou por lá.

Assumiu o namoro

E optou por casar-se com ele

De imediato,

Mudando-se naquele instante

Para a casa dele.


Ao saber disso,

Sua irmã retornou da viagem,

Foi até o cemitério,

Levou flores para o pai,

E foi até a irmã

Chorar em seu abraço.


Unidas, Bianca se sentiu segura

Para confidenciar a irmã

Que sua vida estava fadada a morte rápida,

Ela adquiriu HIV ao ter relações

Com estranhos em lugares desconhecidos,

E não teve coragem de contar a ninguém.


Precisava fazer tratamento médico

Para sobreviver,

Mas evitou isso a todo custo.

-Eu a levo ao médico,

Vamos lutar por sua vida!

Debora disse.

-Não é tão simples,

é como se todos olhassem

Na cara da gente e reconhecessem,

Então, eles ficam com medo

E nos evitam.

Bianca respondeu.

-Não é bem assim,

Se muitos soubessem ajudariam,

Mas, não precisamos contar.

Debora respondeu

A abraçando forte.

-Eu não poderei ser mãe,

O vírus passa para o bebê,

Então, tenho evitado meu noivo

A todo custo,

Mas, não importa o que faço

Ele não me abandona.


Debora afagou os cabelos

De Bianca.

-E a doença lhe causa dor?

Indagou.

-Sim, meu corpo inteiro dói,

O próprio correr do sangue

Nas veias me mata de dor

Em cada segundo que eu existo,

Eu existo para sofrer.

Debora puxou Bianca 

Para seu peito.

-Não acredito nisso,

Meu Deus, 

Encontraremos a cura.


Debora decidiu ir passear

Na propriedade rural da família

E cultivar estufas de chás

Em busca de um remédio

E um conforto as dores da irmã.


Plantaram inúmeros tipos de chás,

Escreviam nas paredes

Os nomes e serventias,

E os tomavam o dia inteiro.

Dedicavam seu tempo a isso,

Limpeza da terra,

Plantio de sementes,

De mudas de chás,

E a dor de Bianca pareceu diminuir.


Ela, ao menos abandonou 

O uso de drogas,

E Angelino vinha sempre

Passear ali com elas,

Onde ficava por alguns dias,

Até que, com várias estufas prontas,

Debora dividiu seus dias

Entre ir trabalhar na cidade

E dormir ali em cada noite,

Diminuiu seus horarios

Dentro da empresa

Para ficar mais ao lado da irmã

Que trouxe também o noivo

Para morar junto.

Moram juntos os quatro

No chalé de madeira da família.

-Perto de você eu não sofro minha irmã.

Bianca confidenciou

A Debora enquanto mexia

Na terra com uma espátula de ferro.


Henrique sentiu-se orgulhoso

Por ter a administração da empresa

Quase totalmente para si próprio

E investiu na área de importação de tabaco,

A empresa passou ao status de internacional,

Tendo reconhecimento em grandes países,

O patrimônio aumentou consideravelmente.


Tendo conhecimento do trabalho

Das irmãs e como meio de incentivo

Ele confeccionou um novo tipo de cigarro

Que insere chás em sua fórmula,

Ou seja, junto as folhas de tabaco

Ele coloca os chás para dar sabor.

O novo tipo fez sucesso e sua mãe

E sua avó aprovaram completamente.

Também as esposas,

Que tornaram-se tabagistas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Homem Certo

Ouvindo aquele homem
Do rádio 
Pedir a moça em namoro,
Eu me emociono
E me sinto orgulhosa
Por cada atitude
Que tomei por mim
Quando desisti
De sofrer,
De buscar quem nunca
Quis vir
E optei por sonhar
Com um amor
Que me jogasse 
Lá no alto
E me mantivesse,
Um amor
Que me dê escolhas,
Opção de viver bem,
Que me queira
E cuide amorosamente. 

Sonhar não é ser rude,
Escolher alguém 
Que nos valorize
Não é ser interesseira,
Buscar o melhor homem,
O que trabalhei
E ganhe bem
Não é erro.
Erro é sustentar
Sujeito que só faz farra,
Que goste de flertar,
Ter várias garotas
E não escolhe uma única,
Erro é desejar
Os cobiçados da balada,
Que passam as noites alcoolizados
E não se importam com nada.

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