Espalhe Amor
Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
sábado, 26 de setembro de 2026
Fruto do Amor
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Lá na Barbearia do Tio Ritsonn
Confesso que não estava preparada
Nem ao menos disposta
A ficar tanto tempo distante
De você,
Não depois do quanto
Foi bom estarmos juntos
E o quanto desejei que estivesse
Por perto,
Eu imaginei e reimaginei nós
Milhões de vezes,
E agora sinto apenas o medo.
Bem, mas não guardo ódio
A distância foi escolha sua
E eu concordo.
Tanto tempo se passou
E hoje me pareceu que te vi
Andando pela rua,
Livre e disposto,
Fiquei feliz por isso
E te vi a distância onde
pude perceber que os anos
Chegaram até você
E te fazem sofrer
Tal como foi comigo.
E então, te vi mais humano,
Mais suscetível a erros,
Você parecia, até mesmo,
Estar mancando e lhe vi
Com dor,
A dor que sinto,
Talvez, os planos que tenho,
Quem sabe os sonhos,
E então, outra pessoa
É isso.
Mas, ver você humano
Me deixou mais segura
E não lhe guardo rancor,
Eu me sentiria péssima
Se te encontrasse recostado
Na porta do carro
Com uma cerveja entre os dedos
E um cigarro a esfumacear
O rosto,
Mas, não.
Você estava normalzão,
Mancando, com seus cabelos escassos,
Barba por fazer na sua opinião,
Pêlos que nem vi,
Necessidades que nem notei,
Mas você estava indo
Na direção da barbearia...
ok.
Você conseguiu dar um basta,
E foi simples,
Comigo foi diferente,
Eu ainda o imagino comigo
E isso torna tudo difícil,
Você ainda opina
Na minha mente sobre coisas
Do meu cotidiano
E eu respeito a sua opinião,
Está certo,
Isso é interno,
Na verdade você está distante
E o que houve ganhou um basta.
Eu desejei sorrir
E estar perto de você,
E você seguiu seu destino,
Parabéns,
Eu já posso te ver
E não chorar nenhum pouco,
E você muito mais que isso...
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Cris-ti-a-nooooo
E aí Cristiano,
Depois de duas tardes de amor
Você se foi,
Sem dizer adeus,
Sem despedir-se,
Cansou-se,
Esqueceu o telefone,
Esqueceu de nós.
Eu sofri muito
Com isso,
Tento ocupar meus pensamentos
Com o trabalho,
Mas, você me preenche
E sua ausência me enche!
Eu queria socá-lo,
Eu queria gritar ódio,
Mas, não fui capaz de
Fazer mais que alguns fuxicos
Ao acaso e torcer por nós,
Por favor,
Não fica com outra!
Eu sou tão capaz
De ser boa para nós
E lhe fazer bem
Que qualquer outra garota.
Poxa, eu sou difícil,
Previsível e áustera,
Que droga,
Você foi tão meigo
E quente que não consigo esquecê-lo
E também não tenho preparo psicológico
Para te ver ao lado
De qualquer pessoa que seja.
Eu prefiro a cegueira,
Eu sinto dor,
A saudade sufoca,
Eu viro uma louca,
Desvairada e irrefreada.
Que faço por nós?
O que me é permitido?
Eu não posso esquecer,
Não sou capaz de fugir
De nós,
Nem de suprir sua ausência,
Por favor volta,
fica comigo outra vez,
Só mais uma,
Ou todas as vezes:
Fica!
Amor ao Acaso
Ela fechou os olhos
Para conter as lágrimas
Que a memória
Da dor que passou
Ao lado de seu ex namorado
Ainda tinha o dom de causar.
Um simples olhar
Ao acaso
E a lembrança chega
Lhe pega desprevida
E vem a recaída:
Toda a dor dói ainda,
Fere e machuca
Como se o ontem
Fosse o agora,
E o agora nunca
Pudesse passar.
Desprevenida pegou a bolsa
De cima do sofá
E correu para a rua,
Uma corrida que sua calça jeans
Não poderia frear,
Que a camiseta branca
Não impediria
Nem ao menos se todo
O pó da rua se apegasse
As suas linhas
E o suor lhe marcasse
A expressão dos seios nus
E fartos a farfalhar
Por baixo da malha.
De ímpeto cruzou
Para o outro lado
Da calçada
Quase colidindo num carro escuro
Que cruzava por ela,
Um homem alto e claro
Disse algo inexpressivo.
Ao longe ela viu fumaça
E partiu para ela,
Era estranho ver fumaça
Em plena avenida da cidade,
Mas, seguiu.
Chegando lá encontrou
Uma casa em chamas,
Chamou os bombeiros pelo celular
Com o peito arfante
A palpitar a dor e o medo.
De imediato,
O rosto do seu ex namorado
Surgiu em sua mente
Como uma fotografia
Que não se apaga,
E ela se voltou para trás
Num passo de dor e medo,
Não queria vê-lo
E esta era sua chance
De esquecer toda a dor
Para sempre.
A dor de tê-lo esfregando
Seus dedos quentes
E fortes sobre sua pele
Até marcar de vermelho,
A dor de sentir aqueles lábios
Colarem-se sobre os seus
Lhe pressionando,
E a fazendo desvanecer,
Porque beijos salvam
E outros afogam em dor,
E Doug jamais poderia
Confundir-se com amor,
Ele era possessividade,
Distância e nenhuma falta.
Irritada ela correu para a fumaça,
Jogou o celular na calçada
E adentrou pela porta fechada,
Não ouvia gritos,
Não se importava,
Passou tanto tempo de medo
E dores em segredo
Que sabia que nem toda a dor
Era confidenciada.
A atendente dos bombeiros
Continuou a fazer perguntas estúpidas,
Tal como, ponto de referência,
Se tinha feridos,
Se ela via alguém,
Se o incêndio parecia criminoso
Ou se iria se espalhar pelas casas...
Encontrando a porta trancada
Ela deu um chute com seu tênis
E logo abriu-a,
Em meio ao sufoco da fumaça
Algo fez bem em seu íntimo
E ela seguiu porta adentro,
Chegando lá encontrou um rapaz
E um casal de velhinhos
Desvanecidos sobre o sofá,
Foi simples vê-los,
foi difícil retirar de um por vez.
Quando chamou a vida
Todos responderam no sufoco,
Então, ela correu porta adentro,
No caminho encontrou retratos espalhados
Pelos cômodos e paredes,
Neles não continha tantas pessoas
E a maioria deles
Era preenchido por fotos dos três
O que sugeriu que não haveriam
Outros moradores na casa.
Ela chegou no quarto
E viu tudo em meio ao fogo,
Não havia ninguem e as chamas
Crepitavam para dentro da casa,
Invadindo o corredor
e ganhando a sala e a cozinha,
Alicia correu.
Saiu para fora toda avermelhada,
E abraçou aqueles três
Que estavam entristecidos
Sentados na calçada,
Quando os bombeiros chegaram
Após confundirem a casa em chamas
Com uma próxima que não tinha fogo,
Eles encontraram todos salvos.
O celular estava caído e inteiro,
Alicia o pegou e desligou-o.
Roberto, o rapaz que foi salvo,
Entregou-se ao abraço de Alicia ternamente.
Após o incidente Alicia passou
A ter amizade com a família
Composta pelos pais e o filho
Mais novo.
Como o pai de Alicia trabalhava
Como construtor ele foi chamado
Para refazer a casa,
Muito feliz Alicia foi em cada dia ajudar,
E o rosto de Doug desaparecia,
Aos poucos feito fumaça
Que mata sufocando,
ele tinha esse dom e jamais perderia,
O de sufocar,
De matar abraçando,
De ferir sempre que estivesse
Por perto.
O namoro corria bem,
E Roberto ajudava na construção,
Porém, chegada a entrega
Da casa pronta,
Os pais reclamaram que o gasto
Foi dobrado e que Antonio
Fez este furto na ausência
De Damião e Maria aproveitando-se
De sua idade avançada
E do desejo expressivo de Roberto
Por Alicia.
Roberto pegou a Nota Fiscal apresentada
Por Antonio e falou em alta voz:
-Aqui tem gastos excessivos.
O homem muito envergonhado
Correu porta a fora
E chorou descompassado.
-Eu pago.
Ele disse da porta.
-Eu pago o que for de excessivo,
Mas eu fiz o trabalho
Com o melhor equipamento
e materiais,
Ficou tudo perfeito.
Roberto ficou nervoso
E foi até a porta e pegou
A mão de Antonio com carinho,
-Seu Antonio,
Eu sei que foi,
Apenas reclamei do valor excessivo,
Me perdoe mas nunca vi casa tão cara!
Ele continuou.
-Eu pago.
Antonio disse e saiu.
Roberto preferiu distanciar-se
De Alicia sem dizer nada,
Alicia esperou as ligações,
Enviou mensagens não visualizadas,
E sofreu,
Outra vez Doug tomou seus pensamentos
E desta vez não foi mau,
Ele mostrou tudo que um homem
É capaz de causar:
Dor e decepção.
Então, Alicia conversou com o pai
Para ver como aconteceu a entrega
Das chaves da casa nova,
E soube que Roberto o acusou de furto,
De fraude na Nota Fiscal,
De comprar material por um valor
E cobrar outro...
Alicia chorou,
Fez as malas e pegou o carro
Dirigiu até a casa de Roberto
E chegando lá lhe disse:
-Perfeito!
Eu pago a dívida de meu pai
Com meu trabalho doméstico!
Ela falou ao entrar num rompante
Para dentro da casa.
-O quê?
Disse Roberto.
-Serei a empregada até quitar
Qualquer valor excessivo!
Ela continuou.
-Impossível.
Ele respondeu.
Ela soltou suas duas malas
No chão com barulho e falou:
-Não, vocês sofreram escoriações
E queimaduras graves,
Estão todos tomando remédios
E com dificuldade na mobilidade
Em razão das queimaduras,
Eu faço a comida,
Limpo a casa e tudo que precisar,
Eu não estou queimada,
Nem tenho dor.
Ela encerrou.
-Eu vou até o quarto que estiver desocupado
E deixarei minhas malas lá,
você esta tão dolorido que nem consegue
Por meu carro na caragem,
Deixe lá fora e eu o guardo,
Vocês não possuem carro
Eu os levo para onde for.
Ela disse e seguiu pelo corredor.
-Está certo,
Sentimos muita dor,
Precisamos de alguém,
Mas, seu pai não nos deve tanto...
Ela virou-se para Roberto e encerrou
Pegando no colarinho de sua camiseta
E acariciando perto de sua pele
Sem tocá-la e sem olhar
Em seus olhos,
Sentia saudade da proximidade,
Falta de seus beijos,
Mas foi mais forte e resistiu:
-Eu sei fazer faxina perfeitamente
E sou ótima na cozinha,
Ninguém irá arrepender-se,
Marque os horários dos remédios
E pendure na geladeira
Eu passo lá e decoro todos os horários
E não haverá erros ou atrasos.
Resistir a primeira noite
Foi díficil
Principalmente vendo a família reunida
E tão feliz no jantar,
Mas Alicia jantou com todos
E não entregou seu amor
De nenhuma maneira.
Depois de lavar a louça
Ela foi para seu quarto,
Abriu a janela e chorou
Sobre o espaldar vendo as estrelas
Brilharem lá fora,
Doug ia e vinha,
Feito um piscar de luz
Que se ascende e apaga,
Dá esperança e morre,
Mas, Doug não é do tipo que desfalece
Ele fere e mata.
Alguns instantes depois disso,
Alicia não rememorou o tempo,
Roberto surgiu atrás dela
Sem pedir permissão e a abraçou,
Depois seus beijos correram
Por seu corpo como se fosse o luar,
E Roberto é do tipo que faz sonhar,
E seus beijos são irresistíveis
Naqueles seus lábios roseados,
E fartos cheios de desejo
E algo de afeto de sua língua rosa
De palavras doces
E sonhos alucinantes.
Em meio a penumbra do quarto
Roberto era o que havia
De extraordinário,
Com sua pele alva de frio de inverno
E um calor irreconhecível,
Feito lava de vulcão que surge
Do nada e ganha seu redor
Enquanto enche de vida,
Seus carinhos são chamas vivas
De amor e desejos irrefreados,
Seu cabelo com aquelas entradinhas
De calvície enegrecidos por um tinta
Do tipo esquecida em algum canto,
Tinham a maciez e o encanto
Da noite que brilhava lá fora,
E incendiava seus olhos vivos,
Abertos e expressivamente escuros.
Seu corpo másculo e viril
Eram a chama viva
Que deixava Doug muito,
Muito longe e insignificante.
Quando Roberto a abraçou,
Ela sentiu que foi mais que um abraço,
Mais que desejo,
Ou pele a pele,
Ela foi tomada de si mesma,
De seus medos e erros,
E entregou-se para ele,
Como se fosse a única chance,
O único beijo,
O único instante,
Uma bala afiada e atirada
Rápida e segura contra Doug
E todo o mal que sua lembrança
Continha e a vivência lhe fez
Num passado que se apagava
No sereno frio do inverno,
Através de um homem alto
E poderoso em seus carinhos,
Seguro de suas atitudes
E alcance.
Ela fez amor com ele
Ali mesmo na cadeira,
Sentada em seu colo,
E o dia amanheceu ensolarado,
Como o sorriso de Roberto
E seus dentes brancos
E bem cuidados...
Convidativo,
Encantador,
Seguro.
Em cada noite dormiu com Roberto
E isso não lhe fez mau,
Mediante o conhecimento que ganhou
Sobre ele e sua família
Logo percebeu que o erro referente
Aos valores não se devia a eles
E foi investigar.
Chegando lá na loja de materiais
De construção descobriu que
A fatura era dupla,
ou seja, seu pai havia sido contratado
Para fazer dois serviços ao mesmo tempo,
E enquanto ele trabalhou para Roberto,
Seu irmão e funcionários se dissiparam
E se dividiram entre ajudar
Na construção da casa de Roberto
E de outra propriedade.
Isso explicava os valores,
E os cheques assinados demonstravam
Os valores pagos,
Ela retirou um xerox de cada um
E descobriu que o pagamento
Ocorreu de maneira correta,
Contudo a NF se referia a todos
Os materiais colhidos lá na loja.
Nem a família de Roberto,
Nem a outra pagou dobrado,
Pois a NF se referia ao trabalho de Antonio,
E deveria ter sido tirada em seu nome,
E não no nome da família de Roberto.
Chocada ela apresentou a ambas
As famílias no jantar
Os cheques com os valores específicos
E a confusão que a loja cometeu
Com relação aos materiais.
As famílias ficaram felizes
E brindaram ao noivado
Que ocorreu no mesmo instantes,
Por Roberto levantou-se
E ergueu o copo de suco
Pedindo a Alicia para casar-se
Com ele,
Alicia não resistiu
Levantou de sua cadeira
E foi até ele para abraçá-lo,
Dizendo sim.
-Eu fico tão feliz
Por estar tudo resolvido,
Sou o homem mais completo
Do mundo!
Roberto disse.
domingo, 13 de setembro de 2026
Encontro na Mira
sábado, 12 de setembro de 2026
Para o Cristiano.
Você é minha salvação,
Seu beijo é minha redenção,
O beijo que anseio ganhar,
O abraço que desejo,
A paixão que não irá se apagar.
Você é apego,
É abraço que não solta,
É carinho que aquece,
Amor e fogo que mantém,
Eu ardo e gemo,
Eu peço por você,
Não tenho medo,
Busco onde quer
Que você esteja,
Você é lindo,
É desejo que não sacia,
É apego que mantenho
Em meu peito.
Você é quente feito algo
Que faz meu sangue jorrar,
Minha paixão te buscar,
Meu corpo tremer
E chamar seu nome mil vezes.
Meu peito pulsa
Seu nome e seu rosto vem,
Então, eu tremo
E fico fraca:
Quero você
Cristiano.
Respiro seu toque
Sobre minha pele em brasa,
Anseio pela segurança
Dos seus carinhos
Que me ganha forte
O que você quer?
Por que espera tanto?
Os dias são feitos de súplicas
E beijos que desejo ganhar,
Venha e fica comigo,
Eu preciso do seu corpo,
Seu abrigo e sossego.
Você é amor,
Nunca imaginei que sentiria tanto,
Que iria gostar da espera,
Que buscaria um alguém
Como busco você Cristiano,
Sinta em você o amor
Que desejo te dar
E não fique distante,
Passe seu tempo comigo,
Me beije ternamente,
Cada centímetro da sua pele
É quente e doce,
Cada instante do seu corpo
Chama meu desejo
E me consome e inunda,
Me sinto entregue e inteira
Por ser sua.
Cristiano,
Seus lindos olhos castanhos
e bem redondinhos
São os olhos mais lindos
Que já vi na vida,
Você vê de uma forma tão profunda,
Você tem um olhar vítreo
Que me faz suspirar
E sentir orgulho de ser sua.
Seu corpo perfeito
E bem definido é incrivelmente lindo,
Sua pele macia e branca
Parece uma flor
Que chama o beijo,
Que reclama meu amor.
Seus lábios rosadinhos
São um encanto de carinho,
Seu vocabulário educado
É uma correção para os meus atos,
Que se desdobram sobre seu corpo
E clamam por amor
E entrega e me vejo sua.
Seu rosto é seguro e terno,
Seus dentes brancos de sorriso perfeito
São um toque de magia
Nestes seus quarenta e poucos anos
De músculos, força e sedução:
Cristiano terno, sedutor,
Com uma voz grave que me faz suspirar,
Sonhar acordada,
Eu te amo, Cristiano.
Você é perfeito desde o cabelo escasso,
As suas mãos,
Ao corpo másculo,
As pernas torneadas,
Você é ossos, pele e perfeição,
Cristiano você fode de montão!
Uau, amo lembrar de nós,
Esperar por você,
Imaginar nossa próxima vez,
Vamos tomar sorvete juntos
Meu amor,
Amo você Cristiano...
Vem ficar a vida toda comigo
Cristiano.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Enlace Perigoso
No resort Doupresx,
Todos os casais mais badalados
Se encontram e sorriem
Um para o outro,
Os biquínis usados lá dentro
Não escondem a etiqueta
Ou mesmo os preços pagos,
Cada espreguiçadeira
É colocada em local reservado
E privativamente caro.
Bem, mas lá dentro
Casais se encontram
Enquanto outros separam-se.
Setembrante pediu ao irmão
De presente de aniversário
Algumas diárias para usufruir
Lá dentro.
-Você jura Setembrante
Que quer usar o seu presente
Nesta ideia tão tosca?
Indagou o irmão
Enquanto almoçavam com os pais
Na mesa do meio-dia.
-Sim, meu irmão.
Estou querendo mudar
Algumas atitudes,
Vamos, nós dois descansar
Um pouco do trabalho...
Ela continuou.
-Não sei minha irmã,
Então terei que pedir férias antecipadas.
Ele continuou enquanto cortava
Um pedaço de toucinho
Embebido em vinho tinto,
E passava na mandioca cozida
Do canto do prato e comia.
-É meu aniversário e quero
Passar ao seu lado.
Ela continuou.
Movendo em redemoinhos
O garfo no arroz feito a cerveja.
-Está bem,
Você vai comer arroz puro?
Ele indagou.
-Sim, já iniciei minha dieta.
-Filha, coma mais coisas,
Se alimente bem para ficar forte.
Falou seu pai do canto da mesa.
-Pai, eu sou forte,
Não posso estar feia no meu biquíni
Super caro.
Ela respondeu.
-Ah, filha não seja boba,
Use o biquíni que lhe fiz
De tricô.
Eu o moldei bem certinho
No seu corpo
E a renda que coloquei nele
é de sua cor favorita.
A mãe continuou falando
Do canto oposto da mesa
Olhando para o esposo.
-Ficou lindo amor,
Você o adorou.
Ela disse sorrindo.
-Certo que sim, querida.
Eu amo tudo que você faz.
Ele respondeu enquanto
Levava o garfo com comida
Na boca.
-Está certo,
Eu o levarei.
Tenho muitos assim
Que eu mesma tricotei.
Ela disse.
Cinco meses se passaram
E os dois irmãos foram passar
Cinco dias no resort
Para desfrutar o aniversário
Da irmã no terceiro dia da estadia.
Na mesa de bilhar,
Natal fez amizade imediatamente
Com Gusmante.
Logo que Setembrante chegou perto
Os sorrisos irradiaram
Todos para o lado dela.
-Parabéns minha irmãzinha,
Logo irá comemorar 22 anos.
Iniciou o irmão.
Setembrante pegou o taco
E invadiu a jogada,
Marcando três bolas ao acaso
No buraco.
-Uau, você joga bem,
Para uma garota de fora
Da partida,
Resistiu muito bem
Sem nos interromper
Até agora.
Disse o rapaz moreno,
De olhos claros e cabelo castanho,
de altura 1,55 e corpo esguio,
Que jogava com seu irmão.
-Obrigada,
Não resisti e foi simples
Jogar as bolas a esmo para a caçapa.
-Uau, ela sabe o nome das jogadas.
Ele continuou sorrindo
E mirando o taco na direção dela
Sobre a mesa,
Sem olhar nenhuma bola.
-Certo que sim.
Ela respondeu se colocando
De frente para ele
E o encarando sorridente,
Deixando os seios fartos saltitarem
Em sua direção sobre o sutiã
Do biquíni amarelo de tricô
Com renda branca ao redor.
Ela se levantou e arfou o peito,
Depois fez um movimento
Com os braços para fazer os seios
Saltitarem na direção do rapaz,
Que sorriu e despiu a camisa branca social.
-Qual é o seu nome?
Sou Alfredo.
Ele respondeu.
Ela não o reconheceu pelo que
Acompanhou nas revistas,
Mas, seu rosto era lindo
E peculiar.
Talvez, ele fosse um dos sócios.
Os multibilionários sócios donos
Daquele local
Que tinha uma piscina,
Dentre muitas outras coisas
Retangular
e sobre ela várias mesas
De bilha ao dispor
Onde os jogos ocorriam sobre
A água morna
E escorriam para a piscina
Que por sua vez caia
Numa espécie de cascata
No quintal do prédio de três andares.
A piscina se localizava
No segundo andar,
O prédio era rodeado por palmeiras
E redes de balanço nelas,
De frente para um imenso lago
De patos e barcos ao dispor.
Haviam espreguiçadeiras
Em quase todo o prédio,
Também redes e balanços
E sofás e poltronas solitárias.
O local tinha muitas pessoas,
Alguns poucos de cabelos grisalhos,
Muitas bebidas e comida
De toda espécie deixadas ao dispor
Dos que lá estavam.
-Você também é muito linda.
Disse o rapaz,
Com o taco tremendo entre os dedos,
Enquanto bolas e outras bolas
Não paravam de cair.
-Obrigada.
Ela respondeu
E virou para a mesa ao lado
Deixando o bumbum empinado
Na saia de saída de banho amarela
De tricô e renda branca.
-Posso?
Ela disse para os dois jovens
Que jogavam bilhar.
-Sim.
Ambos responderam.
Então ela fez a tacada de fechamento
Do jogo,
Derrubando a última bola
Na caçapa.
-Empate!
Ela disse,
Levantando o taco
Ao lado do corpo.
-Hei, garota.
vamos fazer trilha de bicicleta
Aqui no lado do resort?
Indagou o rapaz que estava
Com seu irmão.
-Sim.
Ela respondeu virando-se para ela.
-Meu irmão vai com nós?
Ela indagou.
-Claro, vamos todos os três.
Alfredo disse.
Então, soltaram os tacos
Sobre a mesa
E Alfredo pediu as fichas
Para usar as bicicletas
E foram.
A trilha era marcada por árvores
Floridas e flores no chão
Onde passavam e tudo era
Maravilhosamente perfeito.
Na primeira parada,
Alfredo ficou bem próximo
De Setembrante e pediu a ela um beijo.
Sem sair, ambos da bicicleta
Eles beijaram-se,
Gusmante percebeu a química
Que acontecia entre ambos
E optou por ficar um pouco para trás.
Logo que ele sumiu de vista,
Alfredo e Setembrante apostaram
Uma corrida e correram
Fazendo levantar pó para trás.
Depois pararam,
E beijaram-se, deixando as bicicletas.
O beijo esquentou,
E eles deixaram a trilha
Para se recostarem num tronco
De árvore e aproveitar a companhia
Um do outro.
Uma hora depois Gusmante os encontrou.
-Ah, vocês estão aí?
Vamos voltar eu cansei de tanto pedalar,
Acho que assei as pernas,
Estou dolorido.
-Sim, nós já vamos.
Nos deixe ver o pôr-do-sol
Aqui juntos?
Pediu a irmã suplicante.
-Ta bom,
Não vejo perigo nisso.
Eu espero logo a frente.
Ele falou e retornou empurrando
A bicicleta.
-Case-se comigo?
Disse Alfredo.
-Assim, do nada?
Indagou Setembrante.
-Sim, eu a amo.
Respondeu Alfredo.
-Você trabalha com quê?
Ela indagou.
-Sou sócio do resort.
Ele respondeu.
-Verdade?
Ela perguntou incrédula.
-Sim.
Ele disse.
No aniversário de Setembrante
Eles passaram os três juntos
Andando de barco no lago
E comendo coisas
Que levaram numa sesta de piquenique.
Depois de encerrada a estadia,
Setembrante o apresentou aos pais
Que ficaram orgulhosos do garoto
E felizes com a união.
Chegando no apartamento
Morar com Alfredo,
Setembrante duvidou da fotografia
Que encontrou presa a parede,
Onde ele estava com ao lado
De uma garota reconhecida
Em revistas sociais
Limpando a piscina onde jogaram bilhar.
"Ele iniciou lá como faxineiro?"
Ela se indagou.
Não era o que aparentava
Pois tudo no minúsculo apartamento
Estava sujo,
E a comida da geladeira era escassa.
Também no armário da dispensa
Não havia muita variedade de alimento.
Alfredo não esperou que passasse
O susto de Setembrante e a levou
Ao quarto minúsculo
E lhe tirou as roupas a força,
Também rasgou o zíper
De sua calça e sua calcinha e sutiã.
-Você está indo tão depressa...
Ela disse.
-Estou com tesão e você, não?
Ele perguntou apertando
Com força seus seios nus.
-Você está marcando meu corpo
Usando muita força sobre eu.
Ela disse.
-Beije-me.
ele respondeu
Pegando sua nuca e puxando
Para seu peito com ímpeto
Fazendo os dentes de Setembrante sangrar.
-Meu Deus,
Está doendo minha boca
E seu peitoral tem sangue.
Ela disse.
Ele puxou os cabeços dela
Com força e a jogou sobre a cama,
Fazendo a cabeça dela bater
Contra o beiral.
-Eu passei tanto tempo
Tentando te conquistar
E gastando meu dinheiro
Que você precisa valer
Cada moeda e me pagar
Por cada gasto.
Ele falou pegando uma corrente
e se aproximando dela.
-O quê?
Ela respondeu.
-Cada minuto ao seu lado
Me foi caro,
Mas, agora você é minha.
Ele disse,
Colocando a perna direita
Ajoelhada sobre a cama
E se agachando sobre ela
Com a corrente na mão esquerda.
-Eu pago,
Meu irmão ajuda a pagar,
Meus pais ajudam também.
ele riu alto ao ouvir isso.
-Mas, eu já estou cobrando,
Por quê você pensou
Que não esta pagando?
ele indagou,
Levando a outra perna
Para sobre a cama e
A pressionando entre elas.
-Mas, eu estou apaixonada
E você também jurou que estava...
Ela disse entre lágrimas.
-Amor por etiqueta
Tem preço pré-datado...
Ele lhe respondeu.
-O quê?
Eu não te amei pelo dinheiro
Que pensei que você tinha
Para. agora, pagar tão caro.
Ela disse.
E foi interrompida
Por um tapa contra seu rosto,
E alguns arranhões ao lado do seu corpo.
-Não minta!
Ele disse.
-Mas, você é rico,
Por que age assim?
Ele riu levantando a cabeça
Para o alto
E depois a baixou sobre os seios dela
Arfante e possuidor.
-Eu sou o jardineiro de lá,
Sua idiota,
Você não me viu trabalhar
Porque eu me escondi de você
Todas as vezes.
ele respondeu enquanto
Absorvia o tecido do corpo
Dela com a boca
Como se fosse devora-la
Com seus dentes e língua
Indiferente ao que causava.
Ela gemeu.
-Mas, eu o amo e sinto
Muito prazer por você.
Ela disse.
Contudo, terminado o ato de sexo,
Alfredo a algemou a aquelas correntes
e a prendeu na cama.
-Limpe todo o apartamento,
Organize tudo e faça o almoço,
Cuide bem de mim
E você fica viva.
Alfredo falou.
Setembrante acordou assustada
Com o que ouvia,
Então, notou a dor no pulso
E se viu algemada.
-Alfredo, por que se eu te amo
E tudo que quero é estar aqui
Ao seu lado e viver nosso amor,
Eu não me importo que você
Seja pobre,
Não se envergonhe por isso.
Então, ele lhe deu um tapa
Na cara que a fez virar o rosto,
E arfar de medo quando ele
A obrigou a beijá-lo outra vez.
-Beije com mais intensidade
E grite que me ama.
Ela o fez,
Pois achava que sentia isso,
Ele era lindo
E radiante como um sol
Que nasce sobre o jardim
E colore as flores.
Mas, ela nunca mais veria jardim,
Flores ou o sol.
Tudo estava trancado,
A porta, as janelas, a luz,
E a vida.
Sua vida pertencia a sua vagina
E o prazer que pudesse proporcionar,
Pois, agora sua vida dependia
De trabalhar para este estranho
E dar prazer a ele,
Sem importar-se com o que custasse.
-Que me custa fazer sexo
Com você?
Ela indagou.
-Meu nome não é Alfredo
E seu irmão ou seus pais
Nada sabem sobre eu.
Ele disse e saiu.
Ela chorou,
Depois se levantou e percebeu
Que a corrente levava a toda a casa,
Mas não havia saída disponível.
Ele lhe deu uma identidade falsa,
Momentos gloriosos
De atenção e sorrisos fáceis,
E depois lhe tomou sua família.
Com uma faca entre os dedos
Ela imaginou-se
Por diversas vezes retirando
Sua própria vida
Não tinha coragem de mata-lo,
Mesmo que não soubesse
O nome real de Alfredo,
O amava e o queria vivo.
Sem receber ligações da família
Ou notícias ela entregou-se
Aos afazeres domésticos
E ao ato de dar prazer a Alfredo.
Estava de férias e sua ausência
Não comprometia a identidade
Falsa do próprio casamento,
Pois, sua falta de notícias estaria ligada
Aos bons eventos do início das núpcias.
Mas, Alfredo tornou a ser infiel
Fazendo uso de força bruta
Contra Setembrante.
Que usou de sua coragem
E uma faca de cozinha e
Cortou suas correntes,
Depois se jogou contra a porta
Diversas vezes até que ela se rompeu,
Sem medo ela correu pelo corredor,
Encontrou o elevador
E o usou até a saída.
Foi simples chegar na casa
De seus pais,
Ela pegou um taxi
E passou o endereço,
Esperou na porta e o pagou
Com o dinheiro deles.
Solitária e arredia
Se escondeu em seu quarto,
Até muito após conseguir falar
Sobre o fato.
-O quê?
Você foi vítima de cárcere privado?
Nós pensamos que você tivesse engravidado
Por isso esqueceu de dar notícias.
A mãe falou sentada
No final da cama olhando
Para Setembrinte que tremia
E chorava enquanto contava
Sua história.
Quando a polícia foi acionada,
Encontrou Alfredo limpando a piscina
E descobriu que ele tinha
Mais de uma propriedade
Onde mantinha garotas trancadas,
E ninguém nunca soube seu nome,
Porque ele usou muitos
E não sabia qual era o verdadeiro,
Pois, jurou que nunca iria dizer
E não disse.
Setembrante foi vê-lo na prisão,
E após conversarem intimamente
Entregou-se a ele com paixão,
Desejou novo matrimônio,
Seus pais a obrigaram a frequentar
Um psiquiatra alegando insanidade mental,
Mas, nada a separou de Alfredo.
Ela nunca importou-se de ve-lo
Atrás de grades,
Escondido atrás de fuzis
De guardas armados que o odiavam.
-Eu sei que você me ama.
Ela dizia e ele sorria
Sentado numa cadeira
Com os pulsos algemados
Numa corrente.
-Eu reconheço seu amor.
Ela falou na sala íntima,
Onde fizeram sexo,
E ela gemeu em seu ouvido
Palavras de prazer
E nenhum remorso.
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