quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Cris-ti-a-nooooo

 E aí Cristiano,

Depois de duas tardes de amor

Você se foi,

Sem dizer adeus,

Sem despedir-se,

Cansou-se,

Esqueceu o telefone,

Esqueceu de nós.


Eu sofri muito 

Com isso,

Tento ocupar meus pensamentos

Com o trabalho,

Mas, você me preenche

E sua ausência me enche!


Eu queria socá-lo,

Eu queria gritar ódio,

Mas, não fui capaz de 

Fazer mais que alguns fuxicos

Ao acaso e torcer por nós,

Por favor,

Não fica com outra!

Eu sou tão capaz

De ser boa para nós

E lhe fazer bem

Que qualquer outra garota.


Poxa, eu sou difícil,

Previsível e áustera,

Que droga, 

Você foi tão meigo

E quente que não consigo esquecê-lo

E também não tenho preparo psicológico

Para te ver ao lado

De qualquer pessoa que seja.


Eu prefiro a cegueira,

Eu sinto dor,

A saudade sufoca,

Eu viro uma louca,

Desvairada e irrefreada.

Que faço por nós?

O que me é permitido?

Eu não posso esquecer,

Não sou capaz de fugir

De nós,

Nem de suprir sua ausência,

Por favor volta,

fica comigo outra vez,

Só mais uma,

Ou todas as vezes:

Fica!

Amor ao Acaso

Ela fechou os olhos

Para conter as lágrimas

Que a memória 

Da dor que passou

Ao lado de seu ex namorado

Ainda tinha o dom de causar.


Um simples olhar

Ao acaso

E a lembrança chega

Lhe pega desprevida

E vem a recaída:

Toda a dor dói ainda,

Fere e machuca

Como se o ontem

Fosse o agora,

E o agora nunca 

Pudesse passar.


Desprevenida pegou a bolsa

De cima do sofá

E correu para a rua,

Uma corrida que sua calça jeans

Não poderia frear,

Que a camiseta branca

Não impediria

Nem ao menos se todo 

O pó da rua se apegasse

As suas linhas

E o suor lhe marcasse

A expressão dos seios nus

E fartos a farfalhar 

Por baixo da malha.


De ímpeto cruzou

Para o outro lado 

Da calçada

Quase colidindo num carro escuro

Que cruzava por ela,

Um homem alto e claro

Disse algo inexpressivo.


Ao longe ela viu fumaça

E partiu para ela,

Era estranho ver fumaça

Em plena avenida da cidade,

Mas, seguiu.

Chegando lá encontrou

Uma casa em chamas,

Chamou os bombeiros pelo celular

Com o peito arfante

A palpitar a dor e o medo.


De imediato,

O rosto do seu ex namorado

Surgiu em sua mente

Como uma fotografia

Que não se apaga,

E ela se voltou para trás

Num passo de dor e medo,

Não queria vê-lo

E esta era sua chance

De esquecer toda a dor

Para sempre.


A dor de tê-lo esfregando

Seus dedos quentes

E fortes sobre sua pele

Até marcar de vermelho,

A dor de sentir aqueles lábios

Colarem-se sobre os seus

Lhe pressionando,

E a fazendo desvanecer,

Porque beijos salvam

E outros afogam em dor,

E Doug jamais poderia

Confundir-se com amor,

Ele era possessividade,

Distância e nenhuma falta.


Irritada ela correu para a fumaça,

Jogou o celular na calçada

E adentrou pela porta fechada,

Não ouvia gritos,

Não se importava,

Passou tanto tempo de medo

E dores em segredo

Que sabia que nem toda a dor

Era confidenciada.


A atendente dos bombeiros

Continuou a fazer perguntas estúpidas,

Tal como, ponto de referência,

Se tinha feridos,

Se ela via alguém,

Se o incêndio parecia criminoso

Ou se iria se espalhar pelas casas...


Encontrando a porta trancada

Ela deu um chute com seu tênis

E logo abriu-a,

Em meio ao sufoco da fumaça

Algo fez bem em seu íntimo

E ela seguiu porta adentro,

Chegando lá encontrou um rapaz

E um casal de velhinhos

Desvanecidos sobre o sofá,

Foi simples vê-los,

foi difícil retirar de um por vez.


Quando chamou a vida

Todos responderam no sufoco,

Então, ela correu porta adentro,

No caminho encontrou retratos espalhados

Pelos cômodos e paredes,

Neles não continha tantas pessoas

E a maioria deles

Era preenchido por fotos dos três

O que sugeriu que não haveriam

Outros moradores na casa.


Ela chegou no quarto

E viu tudo em meio ao fogo,

Não havia ninguem e as chamas

Crepitavam para dentro da casa,

Invadindo o corredor

e ganhando a sala e a cozinha,

Alicia correu.


Saiu para fora toda avermelhada,

E abraçou aqueles três

Que estavam entristecidos

Sentados na calçada,

Quando os bombeiros chegaram

Após confundirem a casa em chamas

Com uma próxima que não tinha fogo,

Eles encontraram todos salvos.


O celular estava caído e inteiro,

Alicia o pegou e desligou-o.

Roberto, o rapaz que foi salvo,

Entregou-se ao abraço de Alicia ternamente.

Após o incidente Alicia passou

A ter amizade com a família

Composta pelos pais e o filho

Mais novo.



Como o pai de Alicia trabalhava

Como construtor ele foi chamado

Para refazer a casa,

Muito feliz Alicia foi em cada dia ajudar,

E o rosto de Doug desaparecia,

Aos poucos feito fumaça

Que mata sufocando,

ele tinha esse dom e jamais perderia,

O de sufocar,

De matar abraçando,

De ferir sempre que estivesse

Por perto.


O namoro corria bem,

E Roberto ajudava na construção,

Porém, chegada a entrega 

Da casa pronta,

Os pais reclamaram que o gasto

Foi dobrado e que Antonio 

Fez este furto na ausência

De Damião e Maria aproveitando-se

De sua idade avançada

E do desejo expressivo de Roberto

Por Alicia.


Roberto pegou a Nota Fiscal apresentada

Por Antonio e falou em alta voz:

-Aqui tem gastos excessivos.

O homem muito envergonhado

Correu porta a fora

E chorou descompassado.

-Eu pago.

Ele disse da porta.

-Eu pago o que for de excessivo,

Mas eu fiz o trabalho

Com o melhor equipamento

e materiais, 

Ficou tudo perfeito.


Roberto ficou nervoso

E foi até a porta e pegou

A mão de Antonio com carinho,

-Seu Antonio,

Eu sei que foi,

Apenas reclamei do valor excessivo,

Me perdoe mas nunca vi casa tão cara!

Ele continuou.

-Eu pago.

Antonio disse e saiu.


Roberto preferiu distanciar-se

De Alicia sem dizer nada,

Alicia esperou as ligações,

Enviou mensagens não visualizadas,

E sofreu,

Outra vez Doug tomou seus pensamentos

E desta vez não foi mau,

Ele mostrou tudo que um homem

É capaz de causar:

Dor e decepção.


Então, Alicia conversou com o pai

Para ver como aconteceu a entrega

Das chaves da casa nova,

E soube que Roberto o acusou de furto,

De fraude na Nota Fiscal,

De comprar material por um valor

E cobrar outro...


Alicia chorou,

Fez as malas e pegou o carro

Dirigiu até a casa de Roberto

E chegando lá lhe disse:

-Perfeito!

Eu pago a dívida de meu pai

Com meu trabalho doméstico!

Ela falou ao entrar num rompante

Para dentro da casa.

-O quê?

Disse Roberto.

-Serei a empregada até quitar

Qualquer valor excessivo!

Ela continuou.

-Impossível.

Ele respondeu.

Ela soltou suas duas malas

No chão com barulho e falou:

-Não, vocês sofreram escoriações

E queimaduras graves,

Estão todos tomando remédios

E com dificuldade na mobilidade

Em razão das queimaduras,

Eu faço a comida,

Limpo a casa e tudo que precisar,

Eu não estou queimada,

Nem tenho dor.

Ela encerrou.

-Eu vou até o quarto que estiver desocupado

E deixarei minhas malas lá,

você esta tão dolorido que nem consegue

Por meu carro na caragem,

Deixe lá fora e eu o guardo,

Vocês não possuem carro

Eu os levo para onde for.

Ela disse e seguiu pelo corredor.

-Está certo,

Sentimos muita dor,

Precisamos de alguém,

Mas, seu pai não nos deve tanto...

Ela virou-se para Roberto e encerrou

Pegando no colarinho de sua camiseta

E acariciando perto de sua pele

Sem tocá-la e sem olhar 

Em seus olhos,

Sentia saudade da proximidade,

Falta de seus beijos,

Mas foi mais forte e resistiu:

-Eu sei fazer faxina perfeitamente

E sou ótima na cozinha,

Ninguém irá arrepender-se,

Marque os horários dos remédios

E pendure na geladeira

Eu passo lá e decoro todos os horários

E não haverá erros ou atrasos.


Resistir a primeira noite

Foi díficil

Principalmente vendo a família reunida

E tão feliz no jantar,

Mas Alicia jantou com todos

E não entregou seu amor

De nenhuma maneira.


Depois de lavar a louça

Ela foi para seu quarto,

Abriu a janela e chorou

Sobre o espaldar vendo as estrelas

Brilharem lá fora,

Doug ia e vinha,

Feito um piscar de luz

Que se ascende e apaga,

Dá esperança e morre,

Mas, Doug não é do tipo que desfalece

Ele fere e mata.


Alguns instantes depois disso,

Alicia não rememorou o tempo,

Roberto surgiu atrás dela

Sem pedir permissão e a abraçou,

Depois seus beijos correram

Por seu corpo como se fosse o luar,

E Roberto é do tipo que faz sonhar,

E seus beijos são irresistíveis

Naqueles seus lábios roseados,

E fartos cheios de desejo

E algo de afeto de sua língua rosa

De palavras doces 

E sonhos alucinantes.


Em meio a penumbra do quarto

Roberto era o que havia 

De extraordinário,

Com sua pele alva de frio de inverno

E um calor irreconhecível,

Feito lava de vulcão que surge

Do nada e ganha seu redor

Enquanto enche de vida,

Seus carinhos são chamas vivas

De amor e desejos irrefreados,

Seu cabelo com aquelas entradinhas

De calvície enegrecidos por um tinta

Do tipo esquecida em algum canto,

Tinham a maciez e o encanto

Da noite que brilhava lá fora,

E incendiava seus olhos vivos,

Abertos e expressivamente escuros.


Seu corpo másculo e viril

Eram a chama viva

Que deixava Doug muito,

Muito longe e insignificante.

Quando Roberto a abraçou,

Ela sentiu que foi mais que um abraço,

Mais que desejo,

Ou pele a pele,

Ela foi tomada de si mesma,

De seus medos e erros,

E entregou-se para ele,

Como se fosse a única chance,

O único beijo,

O único instante,

Uma bala afiada e atirada

Rápida e segura contra Doug

E todo o mal que sua lembrança

Continha e a vivência lhe fez

Num passado que se apagava

No sereno frio do inverno,

Através de um homem alto 

E poderoso em seus carinhos,

Seguro de suas atitudes

E alcance.


Ela fez amor com ele

Ali mesmo na cadeira,

Sentada em seu colo,

E o dia amanheceu ensolarado,

Como o sorriso de Roberto

E seus dentes brancos 

E bem cuidados...

Convidativo,

Encantador,

Seguro.


Em cada noite dormiu com Roberto

E isso não lhe fez mau,

Mediante o conhecimento que ganhou

Sobre ele  e sua família

Logo percebeu que o erro referente

Aos valores não se devia a eles

E foi investigar.


Chegando lá na loja de materiais 

De construção descobriu que 

A fatura era dupla,

ou seja, seu pai havia sido contratado

Para fazer dois serviços ao mesmo tempo,

E enquanto ele trabalhou para Roberto,

Seu irmão e funcionários se dissiparam

E se dividiram entre ajudar

Na construção da casa de Roberto

E de outra propriedade.


Isso explicava os valores,

E os cheques assinados demonstravam

Os valores pagos,

Ela retirou um xerox de cada um

E descobriu que o pagamento

Ocorreu de maneira correta,

Contudo a NF se referia a todos

Os materiais colhidos lá na loja.


Nem a família de Roberto,

Nem a outra pagou dobrado,

Pois a NF se referia ao trabalho de Antonio,

E deveria ter sido tirada em seu nome,

E não no nome da família de Roberto.

Chocada ela apresentou a ambas

As famílias no jantar 

Os cheques com os valores específicos

E a confusão que a loja cometeu

Com relação aos materiais.


As famílias ficaram felizes

E brindaram ao noivado

Que ocorreu no mesmo instantes,

Por Roberto levantou-se 

E ergueu o copo de suco

Pedindo a Alicia para casar-se

Com ele,

Alicia não resistiu

Levantou de sua cadeira

E foi até ele para abraçá-lo,

Dizendo sim.


-Eu fico tão feliz

Por estar tudo resolvido,

Sou o homem mais completo

Do mundo!

Roberto disse.

domingo, 13 de setembro de 2026

Encontro na Mira

As treze horas da tarde,
As flores que caíam 
Da grande árvore amarelo
Se acumularam no chão 
Feito um tapete de seda
E fios de lã. 

Alicia contemplava
Da sacada do prédio 
Enquanto flores ganhavam
A vista feito um véu 
Que se estende a sua frente 
Tomando a imagem
E colorindo o asfalto negro,
Isso carros parados no acostamento
E os prédios inteiros,
Bordando seus acabamentos. 

Nisto, um Cadillac preto
De contornos dourados
Passou pela rua estreita,
Dirigido por um homem clássico,
Moreno, de tez baixa, olhos abertos
E redondos e escuros
Para o horizonte,
Lábios rosados unidos
Num semblante esbranquiçado 
Feito a roseira branca
Que iniciava seu desabrochar 
No canteiro a direita da calçada
Vagaroso e absorto em pensamentos,
Tão puro e íntegro 
Quanto caloroso e convidativo.

Alicia olhou para a amiga Karla
Que tomava seu mate doce
De leite, canela, coco ralado 
E hortelã e esbravejou:
- poxa! Um homem tão lindo
Passa pela nossa rua
E não nos digna o olhar?
Ela disse,
Dando um safanão no banco
Branco de ferro e almofadas
No qual estavam sentadas.
- petulante demais!
Karla respondeu,
Tocando a bomba do chimarão 
E apertando como se estivesse
Tocando o homem e o retirasse
De seus devaneios.

- será que seu ego é tão grande
Quanto seu pênis?
Alicia gritou e correu até 
A grade da sacada 
Levantou um pé sobre ela
E levantou a camiseta
Deixando seus seios a mostra,
Balançando-os entre as flores
Que caíam. 

Imediatamente, ele freou 
O Cadillac e parou no meio
Da rua olhando para ela
Assustado,
Com seu semblante sereno
Olhando só para ela,
Sua boca abriu-se lentamente,
Deixando a vista sua língua 
Rosada e perfeita
Num convite inevitável 
Ao beijo.

Ela não resistiu,
Pulou da sacada e foi
Até a janela dele,
Envolvendo seu pescoço 
E o puxando para um beijo
Terno, doce e apaixonado. 
O peito dele pulsava quente
Sob a camisa branca,
Suas pernas bambeavam
Para próximo das mãos de Alicia,
Que as tocou com força 
E possessividade.

- venha, vamos para o meu ape.
Ela pediu para ele,
Alguns carros passavam
Por eles que ainda se beijavam
E buzinaram com seus motoristas
Irritados, 
Um deles passou muito perto
E então, lhe levou a mão 
Até as nádegas apertando 
E falando palavras ofensivas
A sua dignidade feminina:
- gostosa, entre aqui vou te comer!

Alicia esquivou-se para o lado
Do carro colidindo seu corpo
E se ferindo na lataria.
-aí me desculpa,
Este rapaz está me tocando
E eu não o conheço.
Ela falou para o lindo homem
Que beijava,
Depois se virou para o outro
Estranho que estava com o carro
Marrom glace colado a ela.
- eu não tenho conheço,
Para!

Ela falou irritada
E bateu na mão dele.
- o que você acha que é?
Você está quase transando
Com este homem na rua,
Você irá me falar ou te matarei!
Ele disse extremamente irritado.
- o quê?
Nunca!
Ela falou vermelha de vergonha.

É certo que seu ato
De pular a sacada 
E desejar tão ardentemente 
Um estranho foi errado,
Mas ela não o obrigou a nada 
E agora se aproximava um sujeito 
E tentava força-la ao ato sexual.

- ele é seu amigo?
Ela perguntou se voltando
Para a janela aberta 
Onde estava seu estranho desejado,
Os lábios dele extremeceram
E ela o tomou num beijo tórrido. 
O sujeito do carro ao lado
Se impertigou e retirou uma arma
Que tinha no bolso
E apontou contra a sua cabeça:
-canela, me chupe agora!
Ele disse.

Alicia levantou as mãos 
Para o alto em tom de rendição 
E se virou para o outro homem,
De perfil alto, olhos claros
E lábios vermelhos. 
Então, o beijou plácida 
E imperturbável. 
- eu não estou excitada por você,
Posso beija-lo a tarde toda
E não será como beijar um instante 
O outro que tanto desejei
E vim atrás dele. 

O homem riu alto,
E limpou o suor da testa
Usando a arma que tinha em mãos. 
- vocês são amantes há muito tempo?
Ele indagou.
- não, eu o vi agora,
Eu juro.

O loiro puxou a cabeça dela
Até seu pênis sobre a calça,
Alicia não resistiu a sua beleza
E masculinidade e o beijou 
Tórrida e voraz.
- vadia gostosa,
Ele é esposo da minha filha.
O homem falou.
Alicia estremeceu e o chupou.

Quando levantou o corpo
O outro homem estava 
Fora do carro, 
Ela não resistiu a beleza dele
Outra vez, então,
Roçou seu corpo contra o dele,
E o acariciou com força 
Até que ele a puxou 
E a penetrou ali mesmo
Na rua. 
Com carros buzinando atrás dele.

Seu pênis viril e quente
Latejava em seu corpo,
Como uma flor que desabrocha
E guarda todo o seu pecado
E ego esplendoroso dentro dela.
A polícia chegou logo atrás,
Ele virou-se para a frente 
E fechou o zíper,
Alicia apenas organizou 
O calção pois ele só foi 
Puxado para o lado
E nem foi retirado 
Ou aberto o zíper. 

A viatura parou,
Dois homens abriram a porta
E se posicionaram com as mãos 
Esticadas para a frente 
E a arma em punho
Escorados sobre a viatura,
Olhar sério e compenetrado 
E disseram:
- vocês estão presos
Por estarem fazendo algazarra
No meio da rua impedindo 
A passagem.

Alicia levantou as mãos 
Para o alto e fingiu 
Que enroscava elas na camiseta
E a puxou junto para cima, 
- nós não fizemos nada!
Ela disse e soltou a camiseta.
Os dois homens riram
Um parado outro 
E o loiro saiu também do carro,
Levantou a mão direita
Para o alto com a arma engatilhada
E atirou nos dois policiais
Com dois tiros certeiros.

Eles caíram no chão 
Feito uma almofada imóveis 
E sangrando com as armas caídas.
- vagabunda, eu vou te matar. 
Eles disseram enquanto
Tateavam no chão
E gemiam de dor.
- que medo!
Alicia disse.
- entre na sua casa!
O loiro falou.
- vai pra lá 
Que nós voltamos. 
O moreno disse.
Então, ela beijou o moreno
E correu até o loiro,
O beijou e depois foi para o ape.

Sua amiga Karla
Continuava tomando chimarão 
Na sacada sem dizer nada.

sábado, 12 de setembro de 2026

Para o Cristiano.

Você é minha salvação,

Seu beijo é minha redenção,

O beijo que anseio ganhar,

O abraço que desejo,

A paixão que não irá se apagar.


Você é apego,

É abraço que não solta,

É carinho que aquece,

Amor e fogo que mantém,

Eu ardo e gemo,

Eu peço por você,

Não tenho medo,

Busco onde quer

Que você esteja,

Você é lindo,

É desejo que não sacia,

É apego que mantenho

Em meu peito.


Você é quente feito algo

Que faz meu sangue jorrar,

Minha paixão te buscar,

Meu corpo tremer

E chamar seu nome mil vezes.

Meu peito pulsa

Seu nome e seu rosto vem,

Então, eu tremo

E fico fraca:

Quero você

Cristiano.


Respiro seu toque

Sobre minha pele em brasa,

Anseio pela segurança

Dos seus carinhos

Que me ganha forte

O que você quer?

Por que espera tanto?

Os dias são feitos de súplicas

E beijos que desejo ganhar,

Venha e fica comigo,

Eu preciso do seu corpo,

Seu abrigo e sossego.


Você é amor,

Nunca imaginei que sentiria tanto,

Que iria gostar da espera,

Que buscaria um alguém

Como busco você Cristiano,

Sinta em você o amor

Que desejo te dar

E não fique distante,

Passe seu tempo comigo,

Me beije ternamente,

Cada centímetro da sua pele 

É quente e doce,

Cada instante do seu corpo

Chama meu desejo

E me consome e inunda,

Me sinto entregue e inteira

Por ser sua.


Cristiano,

Seus lindos olhos castanhos

e bem redondinhos

São os olhos mais lindos

Que já vi na vida,

Você vê de uma forma tão profunda,

Você tem um olhar vítreo

Que me faz suspirar

E sentir orgulho de ser sua.


Seu corpo perfeito

E bem definido é incrivelmente lindo,

Sua pele macia e branca

Parece uma flor

Que chama o beijo,

Que reclama meu amor.


Seus lábios rosadinhos

São um encanto de carinho,

Seu vocabulário educado

É uma correção para os meus atos,

Que se desdobram sobre seu corpo

E clamam por amor

E entrega e me vejo sua.


Seu rosto é seguro e terno,

Seus dentes brancos de sorriso perfeito

São um toque de magia

Nestes seus quarenta e poucos anos

De músculos, força e sedução:

Cristiano terno, sedutor,

Com uma voz grave que me faz suspirar,

Sonhar acordada,

Eu te amo, Cristiano.


Você é perfeito desde o cabelo escasso,

As suas mãos,

Ao corpo másculo,

As pernas torneadas,

Você é ossos, pele e perfeição,

Cristiano você fode de montão!

Uau, amo lembrar de nós,

Esperar por você,

Imaginar nossa próxima vez,

Vamos tomar sorvete juntos

Meu amor,

Amo você Cristiano...

Vem ficar a vida toda comigo

Cristiano.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Enlace Perigoso

 No resort Doupresx,

Todos os casais mais badalados

Se encontram e sorriem

Um para o outro,

Os biquínis usados lá dentro

Não escondem a etiqueta

Ou mesmo os preços pagos,

Cada espreguiçadeira

É colocada em local reservado

E privativamente caro.


Bem, mas lá dentro

Casais se encontram

Enquanto outros separam-se.

Setembrante pediu ao irmão

De presente de aniversário

Algumas diárias para usufruir

Lá dentro.

-Você jura Setembrante

Que quer usar o seu presente

Nesta ideia tão tosca?

Indagou o irmão

Enquanto almoçavam com os pais

Na mesa do meio-dia.

-Sim, meu irmão.

Estou querendo mudar

Algumas atitudes,

Vamos, nós dois descansar

Um pouco do trabalho...

Ela continuou.

-Não sei minha irmã,

Então terei que pedir férias antecipadas.

Ele continuou enquanto cortava

Um pedaço de toucinho

Embebido em vinho tinto,

E passava na mandioca cozida

Do canto do prato e comia.

-É meu aniversário e quero

Passar ao seu lado.

Ela continuou.

Movendo em redemoinhos

O garfo no arroz feito a cerveja.

-Está bem,

Você vai comer arroz puro?

Ele indagou.

-Sim, já iniciei minha dieta.

-Filha, coma mais coisas,

Se alimente bem para ficar forte.

Falou seu pai do canto da mesa.

-Pai, eu sou forte,

Não posso estar feia no meu biquíni

Super caro.

Ela respondeu.

-Ah, filha não seja boba,

Use o biquíni que lhe fiz

De tricô.

Eu o moldei bem certinho

No seu corpo

E a renda que coloquei nele

é de sua cor favorita.

A mãe continuou falando

Do canto oposto da mesa

Olhando para o esposo.

-Ficou lindo amor,

Você o adorou.

Ela disse sorrindo.

-Certo que sim, querida.

Eu amo tudo que você faz.

Ele respondeu enquanto

Levava o garfo com comida

Na boca.


-Está certo,

Eu o levarei.

Tenho muitos assim

Que eu mesma tricotei.

Ela disse.

Cinco meses se passaram

E os dois irmãos foram passar

Cinco dias no resort 

Para desfrutar o aniversário

Da irmã no terceiro dia da estadia.


Na mesa de bilhar,

Natal fez amizade imediatamente

Com Gusmante.

Logo que Setembrante chegou perto

Os sorrisos irradiaram

Todos para o lado dela.

-Parabéns minha irmãzinha,

Logo irá comemorar 22 anos.

Iniciou o irmão.


Setembrante pegou o taco

E invadiu a jogada,

Marcando três bolas ao acaso

No buraco.

-Uau, você joga bem,

Para uma garota de fora

Da partida,

Resistiu muito bem

Sem nos interromper 

Até agora.

Disse o rapaz moreno,

De olhos claros e cabelo castanho,

de altura 1,55 e corpo esguio,

Que jogava com seu irmão.


-Obrigada,

Não resisti e foi simples

Jogar as bolas a esmo para a caçapa.

-Uau, ela sabe o nome das jogadas.

Ele continuou sorrindo

E mirando o taco na direção dela

Sobre a mesa,

Sem olhar nenhuma bola.

-Certo que sim.

Ela respondeu se colocando

De frente para ele

E o encarando sorridente,

Deixando os seios fartos saltitarem

Em sua direção sobre o sutiã

Do biquíni amarelo de tricô

Com renda branca ao redor.


Ela se levantou e arfou o peito,

Depois fez um movimento 

Com os braços para fazer os seios

Saltitarem na direção do rapaz,

Que sorriu e despiu a camisa branca social.

-Qual é o seu nome?

Sou Alfredo.

Ele respondeu.

Ela não o reconheceu pelo que

Acompanhou nas revistas,

Mas, seu rosto era lindo 

E peculiar.

Talvez, ele fosse um dos sócios.

Os multibilionários sócios donos

Daquele local 

Que tinha uma piscina,

Dentre muitas outras coisas

Retangular 

e sobre ela várias mesas

De bilha ao dispor

Onde os jogos ocorriam sobre 

A água morna

E escorriam para a piscina

Que por sua vez caia

Numa espécie de cascata 

No quintal do prédio de três andares.


A piscina se localizava

No segundo andar,

O prédio era rodeado por palmeiras

E redes de balanço nelas,

De frente para um imenso lago

De patos e barcos ao dispor.


Haviam espreguiçadeiras

Em quase todo o prédio,

Também redes e balanços

E sofás e poltronas solitárias.

O local tinha muitas pessoas,

Alguns poucos de cabelos grisalhos,

Muitas bebidas e comida

De toda espécie deixadas ao dispor

Dos que lá estavam.


-Você também é muito linda.

Disse o rapaz,

Com o taco tremendo entre os dedos,

Enquanto bolas e outras bolas

Não paravam de cair.

-Obrigada.

Ela respondeu

E virou para a mesa ao lado

Deixando o bumbum empinado

Na saia de saída de banho amarela

De  tricô e renda branca.

-Posso?

Ela disse para os dois jovens

Que jogavam bilhar.

-Sim.

Ambos responderam.

Então ela fez a tacada de fechamento

Do jogo,

Derrubando a última bola

Na caçapa.

-Empate! 

Ela disse,

Levantando o taco

Ao lado do corpo.

-Hei, garota.

vamos fazer trilha de bicicleta

Aqui no lado do resort?

Indagou o rapaz que estava

Com seu irmão.

-Sim.

Ela respondeu virando-se para ela.


-Meu irmão vai com nós?

Ela indagou.

-Claro, vamos todos os três.

Alfredo disse.

Então, soltaram os tacos

Sobre a mesa

E Alfredo pediu as fichas

Para usar as bicicletas

E foram.


A trilha era marcada por árvores

Floridas e flores no chão

Onde passavam e tudo era 

Maravilhosamente perfeito.

Na primeira parada,

Alfredo ficou bem próximo 

De Setembrante e pediu a ela um beijo.


Sem sair, ambos da bicicleta

Eles beijaram-se,

Gusmante percebeu a química

Que acontecia entre ambos

E optou por ficar um pouco para trás.

Logo que ele sumiu de vista,

Alfredo e Setembrante apostaram

Uma corrida e correram

Fazendo levantar pó para trás.

Depois pararam,

E beijaram-se, deixando as bicicletas.


O beijo esquentou,

E eles deixaram a trilha

Para se recostarem num tronco

De árvore e aproveitar a companhia

Um do outro.

Uma hora depois Gusmante os encontrou.

-Ah, vocês estão aí?

Vamos voltar eu cansei de tanto pedalar,

Acho que assei as pernas,

Estou dolorido.


-Sim, nós já vamos.

Nos deixe ver o pôr-do-sol

Aqui juntos?

Pediu a irmã suplicante.

-Ta bom,

Não vejo perigo nisso.

Eu espero logo a frente.

Ele falou e retornou empurrando

A bicicleta.


-Case-se comigo?

Disse Alfredo.

-Assim, do nada?

Indagou Setembrante.

-Sim, eu a amo.

Respondeu Alfredo.

-Você trabalha com quê?

Ela indagou.

-Sou sócio do resort.

Ele respondeu.

-Verdade?

Ela perguntou incrédula.

-Sim.

Ele disse.


No aniversário de Setembrante

Eles passaram os três juntos

Andando de barco no lago

E comendo coisas

Que levaram numa sesta de piquenique.

Depois de encerrada a estadia,

Setembrante o apresentou aos pais

Que ficaram orgulhosos do garoto

E felizes com a união.


Chegando no apartamento

Morar com Alfredo,

Setembrante duvidou da fotografia

Que encontrou presa a parede,

Onde ele estava com ao lado

De uma garota reconhecida

Em revistas sociais

Limpando a piscina onde jogaram bilhar.

"Ele iniciou lá como faxineiro?"


Ela se indagou.

Não era o que aparentava

Pois tudo no minúsculo apartamento

Estava sujo,

E a comida da geladeira era escassa.

Também no armário da dispensa

Não havia muita variedade de alimento.


Alfredo não esperou que passasse

O susto de Setembrante e a levou

Ao quarto minúsculo

E lhe tirou as roupas a força,

Também rasgou o zíper

De sua calça e sua calcinha e sutiã.

-Você está indo tão depressa...

Ela disse.

-Estou com tesão e você, não?

Ele perguntou apertando

Com força seus seios nus.

-Você está marcando meu corpo

Usando muita força sobre eu.

Ela disse.

-Beije-me.

ele respondeu

Pegando sua nuca e puxando

Para seu peito com ímpeto

Fazendo os dentes de Setembrante sangrar.

-Meu Deus,

Está doendo minha boca

E seu peitoral tem sangue.

Ela disse.

Ele puxou os cabeços dela

Com força e a jogou sobre a cama,

Fazendo a cabeça dela bater

Contra o beiral.


-Eu passei tanto tempo

Tentando te conquistar

E gastando meu dinheiro

Que você precisa valer

Cada moeda e me pagar

Por cada gasto.

Ele falou pegando uma corrente

e se aproximando dela.

-O quê?

Ela respondeu.

-Cada minuto ao seu lado

Me foi caro,

Mas, agora você é minha.

Ele disse,

Colocando a perna direita

Ajoelhada sobre a cama

E se agachando sobre ela

Com a corrente na mão esquerda.


-Eu pago,

Meu irmão ajuda a pagar,

Meus pais ajudam também.

ele riu alto ao ouvir isso.

-Mas, eu já estou cobrando,

Por quê você pensou

Que não esta pagando?

ele indagou,

Levando a outra perna 

Para sobre a cama e 

A pressionando entre elas.

-Mas, eu estou apaixonada

E você também jurou que estava...

Ela disse entre lágrimas.

-Amor por etiqueta

Tem preço pré-datado...

Ele lhe respondeu.

-O quê?

Eu não te amei pelo dinheiro

Que pensei que você tinha

Para. agora, pagar tão caro.

Ela disse.

E foi interrompida

Por um  tapa contra seu rosto,

E alguns arranhões ao lado do seu corpo.

-Não minta!

Ele disse.

-Mas, você é rico,

Por que age assim?

Ele riu levantando a cabeça

Para o alto

E depois a baixou sobre os seios dela

Arfante e possuidor.

-Eu sou o jardineiro de lá,

Sua idiota,

Você não me viu trabalhar 

Porque eu me escondi de você

Todas as vezes.

ele respondeu enquanto

Absorvia o tecido do corpo

Dela com a boca

Como se fosse devora-la

Com seus dentes e língua

Indiferente ao que causava.

Ela gemeu.

-Mas, eu o amo e sinto

Muito prazer por você.

Ela disse.


Contudo, terminado o ato de sexo,

Alfredo a algemou a aquelas correntes

e a prendeu na cama.

-Limpe todo o apartamento,

Organize tudo e faça o almoço,

Cuide bem de mim

E você fica viva.

Alfredo falou.

Setembrante acordou assustada

Com o que ouvia,

Então, notou a dor no pulso

E se viu algemada.

-Alfredo, por que se eu te amo

E tudo que quero é estar aqui

Ao seu lado e viver nosso amor,

Eu não me importo que você

Seja pobre,

Não se envergonhe por isso.

Então, ele lhe deu um tapa

Na cara que a fez virar o rosto,

E arfar de medo quando ele

A obrigou a beijá-lo outra vez.

-Beije com mais intensidade

E grite que me ama.


Ela o fez,

Pois achava que sentia isso,

Ele era lindo

E radiante como um sol

Que nasce sobre o jardim

E colore as flores.

Mas, ela nunca mais veria jardim,

Flores ou o sol.

Tudo estava trancado,

A porta, as janelas, a luz,

E a vida.


Sua vida pertencia a sua vagina

E o prazer que pudesse proporcionar,

Pois, agora sua vida dependia

De trabalhar para este estranho

E dar prazer a ele,

Sem importar-se com o que custasse.

-Que me custa fazer sexo

Com você?

Ela indagou.

-Meu nome não é Alfredo

E seu irmão ou seus pais

Nada sabem sobre eu.

Ele disse e saiu.


Ela chorou,

Depois se levantou e percebeu

Que a corrente levava a toda a casa,

Mas não havia saída disponível.

Ele lhe deu uma identidade falsa,

Momentos gloriosos

De atenção e sorrisos fáceis,

E depois lhe tomou sua família.


Com uma faca entre os dedos

Ela imaginou-se

Por diversas vezes retirando

Sua própria vida

Não tinha coragem de mata-lo,

Mesmo que não soubesse

O nome real de Alfredo,

O amava e o queria vivo.


Sem receber ligações da família

Ou notícias ela entregou-se

Aos afazeres domésticos

E ao ato de dar prazer a Alfredo.

Estava de férias e sua ausência

Não comprometia a identidade

Falsa do próprio casamento,

Pois, sua falta de notícias estaria ligada

Aos bons eventos do início das núpcias.


Mas, Alfredo tornou a ser infiel

Fazendo uso de força bruta

Contra Setembrante.

Que usou de sua coragem

E uma faca de cozinha e

Cortou suas correntes,

Depois se jogou contra a porta

Diversas vezes até que ela se rompeu,

Sem medo ela correu pelo corredor,

Encontrou o elevador 

E o usou até a saída.


Foi simples chegar na casa

De seus pais,

Ela pegou um taxi 

E passou o endereço,

Esperou na porta e o pagou

Com o dinheiro deles.


Solitária e arredia

Se escondeu em seu quarto,

Até muito após conseguir falar

Sobre o fato.

-O quê?

Você foi vítima de cárcere privado?

Nós pensamos que você tivesse engravidado

Por isso esqueceu de dar notícias.

A mãe falou sentada

No final da cama olhando

Para Setembrinte que tremia

E chorava enquanto contava

Sua história.


Quando a polícia foi acionada,

Encontrou Alfredo limpando a piscina

E descobriu que ele tinha

Mais de uma propriedade

Onde mantinha garotas trancadas,

E ninguém nunca soube seu nome,

Porque ele usou muitos

E não sabia qual era o verdadeiro,

Pois, jurou que nunca iria dizer

E não disse.


Setembrante foi vê-lo na prisão,

E após conversarem intimamente

Entregou-se a ele com paixão,

Desejou novo matrimônio,

Seus pais a obrigaram a frequentar

Um psiquiatra alegando insanidade mental,

Mas, nada a separou de Alfredo.


Ela nunca importou-se de ve-lo

Atrás de grades,

Escondido atrás de fuzis

De guardas armados que o odiavam.

-Eu sei que você me ama.

Ela dizia e ele sorria

Sentado numa cadeira

Com os pulsos algemados

Numa corrente.

-Eu reconheço seu amor.

Ela falou na sala íntima,

Onde fizeram sexo,

E ela gemeu em seu ouvido

Palavras de prazer

E nenhum remorso.

O amor não tem etiquetas

Amar é criar expectativas,

Querer sonhos

É diferente de desejar

Fazer compras

Em supermercados caros,

Frequentar lugares famosos,

Usar roupas por etiquetas...


Um alguém é diferente

De um ideal com valores

Ao dispor.


O amor não é o saldo bancário

Que vem com beijos quentes

E listas de compras após isso,

Também ele não é dinheiro

Que lhe faz abraçar alguém,

Fazer juras de amor

Como uma espécie de cartão

De crédito

Onde você troca sentimentos

E jura afeto

Para poder usufruir o saldo

A vista de todos,

Escondido e a crédito.


Um beijo

E um anel em seu dedo,

Um abraço

E uma jura de namorados...


Amor é diferente

Do lucro que você obtém

Por gostar de alguém

Com o intuito de obter vantagens.


Amor é achar alguém bonito,

Não é passear pelo shopping

E desejar algo,

Olhar a etiqueta de preço,

E pagar o valor em pecado,

O pecado de perder-se

Em busca de um vestido

Ou outro desejo financeiro qualquer,

Um amor não vem com etiqueta

De preços anexas a ele,

Ou de vantagens patrimoniais

Que tenha a oferecer,

O amor vem com cumplicidade

E desejo de fortalecer,

Crescer junto

E fazer bem.

domingo, 30 de agosto de 2026

Apaixonada

Te ver é bom

Desperta saudade,

Me faz desejar

Te ver outra vez,

Te ver sempre,

Sonhar em estar 

Com você 

Em cada anoitecer,

Antes do meu despertar,

Sempre que o sol nascer.


Te ver é imaginar

Que as águas límpidas

Do rio que descansa

No nosso quintal

Nos banhe

Sem a gente se importar,

Simplesmente,

Escorregue por nós,

Por entre nossos carinhos,

Num véu de calma

E tranquilidade

E profundezas que só

Seu amor sabe me dar.


Te ver é imaginar

Que logo no amanhecer

Todas as flores do jardim

Floresçam e se tornem perfeitas

Como um véu de carinhos

Deitadas sobre a grama

E elevadas até o azul do céu.


Te ver é sonhar

Em cada instante

Em ter você e seus carinhos,

Não querer parar,

Provar de um calor inesgotável,

De uma fonte de prazer inigualável,

Que horas não fazem saciar.


Seus cabelos escuros

E fartos me dão prazer,

Seu cheiro doce e imperturbável

Me dá saciedade,

Seus lábios ávidos

Me dão vontade,

Seu hálito atrevido 

Me dá necessidade

E eu te busco e espero,

E você: vem?

Cris-ti-a-nooooo