sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Pegadas no Chão

Certo homem
Apaixonou-se por determinada
Mulher,
Colou sua face no chão
E fez preces com todo
O coração,
Apresentou ela a Deus
Por nome e face.
Deus sabendo de seus sentimentos
Não tardou,
Apresentou-a a ele,
E logo ele foi convidado
A visitá-la.
Contudo, ao aproximar-se,
Sentia-se, ele, homem
De renovada fé,
Respeitado entre todos,
Quis sobrecarregar-se dê valor.
Ao invés de usar
A porta da frente da casa,
Preferiu a entrada escondida,
Preferiu adentrar na residência
Por trás,
E assim, conforme os rumores
Escolheria detalhar
Tê-la conhecido ou não.
Deus entristeceu-se,
Tanto rezou o rapaz por ela,
Dobrou os joelhos,
Fez calos nas mãos,
Para nada então.
Conhecedor da palavra
Do Alcorão,
Sopesou seu valor,
Se qualificou como bondoso,
Sem ter no coração
Bondade para com os estranhos.
Mas, um impulso no seu peito,
Fez ele errar de entrada,
E arrodeando a casa,
Chegou na porta da frente,
E viu-se ali completo,
Pois assim havia pedido,
A moça por esposa,
Seu coração para deleite,
Sua alma para sempre.
Entrando na casa,
A enxergou ajoelhada
Em frente a um altar improvisado,
Havia nele o Alcorão
E alguns buquês de flores
Coloridas e
Uma foto do rapaz
E outra dela com sua família.
Ele levantou as mãos
Para o céu e agradeceu a Deus,
Nenhuma de suas orações
Foram em vão,
Ela o amava,
E pedia a Deus intercessão
Para serem apresentados
Um ao outro.
Retirando do bolso
Uma aliança,
Ele ajoelhou-se atrás dela,
A abraçou e chamou-a
“Querida”,
Mostrou as alianças e
A pediu em casamento
Imediatamente.
Não haveria felicidade
Maior que estampada
No olhar da jovem,
Ela abraçou-a,
Beijou sua face.
Porém, abraçados um no outro,
Sua veste era a moça,
E a dela era ele,
Ele sentiu calor tremendo,
Como se as pegadas
Do demônio estivessem
Muito perto.
Deixou-a descansando
Sobre sua roupa
Em frente ao altar
Da sala de entrada da casa.
E olhou para o corredor
O que havia.
Havia lá a outra porta,
A saída,
Que dirigia para o quintal,
Onde não seria visto,
Parado a porta
Estava uma espécie de vulto,
Corrompido pelo ódio
E cobiça.
O homem levou a mão
Ao peito,
Estes sentimentos
Não eram dignos desta
Que agora desposava,
Correu para a porta de saída,
Ajoelhou-se nela,
Levou as mãos ao rosto
E pranteou de seu fracasso.
Admitiu em voz alta
Que repensou de desposar
A moça,
Que ponderou sobre a família,
E o demônio fez passadas pesadas,
Que se desenhavam no chão,
Queimava vivo
Mas não sentia,
Porém, o homem consciente
Do seu amor
Juntou suas lágrimas
E jogou-as no demônio
Que vendo seu fogo apagar-se
Se amedrontou
E usou ele a porta de saída detrás,
O demônio era quem não
Queria ser visto ali,
Mas que sorrateiro
Percorria os cômodos
Sem mostrar-se
Ou contar a alguém.
O homem conhecedor
De Deus e Sua vontade,
Fechou a porta
E passou cadeado, corrente
E chaves,
E seu coração se apiedou,
Nunca foi ele que sentiu dúvidas
Sobre estar com a moça
Sempre foi o demônio
Que não se viu bem-vindo.
Depois disso,
O homem voltou-se
Para a mulher e a abraçou.

Brasa viva

Então, a moça fez-se mulher,
Honrada baixou a face
Para o chão,
E na prece
Entregou o coração.
Pediu a Deus um bom esposo,
Homem honrado
E que fosse bom dirigente
Da família,
Deus, conhecendo face
E nome,
Concedeu-lhe a prece
E tudo corria bem.
Contudo, a moça
Sabedora da letra do Alcorão,
Desviou-se de seu caminho,
Realizada em seu destino,
Foi incapaz de abandonar
Antigos costumes de sua família
Que já os tinha por tradição.
Desrespeitou mãe e pai,
Abusou do irmão,
Não soube fazer distinção
Entre o adulto e a criança,
Tomou a ambos pela mão.
Fez-se mulher,
No dia de jejuar,
Comeu a palavra do Alcorão
Como quem bebe
Sopa fervente
E quase disse
“Fez-me mal”.
Não soube doar
Ao necessitado,
Não soube reconhecer
A face de Deus
No carinho do próprio namorado.
O rapaz temente a Deus
E a Ele obediente,
Sentiu-se no íntimo enganado,
Desconhecedor destes costumes,
Viu-se ele ludibriado
Por moça experiente
E desonesta.
A moça era simples,
De vestes modestas,
Em sua frente era íntegra
E não lhe cabia malícia,
Porém, não era desta forma
Quando estava a sós,
Costumeira em vil cultura,
O deixou temeroso.
O moço foi a mesquita,
Dobrou os joelhos,
Estendeu as mãos ao altar,
Encostou a face no chão
E pediu a Deus por esclarecimento,
Não tardou,
Deus mostrou ao seus olhos
A moça chegando a mesquita,
Comendo das páginas
Do Alcorão,
Queimando-se viva,
Chamando de amante o irmão,
Proclamando súplicas
A criança perdida,
Virou fogo,
Brasa viva,
Em plena porta
Ao olhar de todos,
Virou cinzas.

Prece Indevida

Houve naquele casamento
Insensatos que testemunharam
Contra a união
E usaram da palavra do Alcorão
Para desunir aquela família.
Vez que a moça
Que em prece
Suplicou o nome
Do esposo para desposa-lo,
E o esposo que vendo
Sua face
Reconheceu nela o amor,
Se desorientaram um do outro.
Houve ali a discórdia,
E ambos esconderam as provas,
Feriram-se no casamento,
E separaram-se por arrependimento.
Foi isso para a moça castigo,
Sentiu-se sozinha
Com efeito de estar amaldiçoada,
Não teve ombro
Para amparar sua dor,
Ou olhar que lhe sentisse piedade.
O suplício que a aguardou
Foi duro no castigo,
Cada soluço solitário
Fez de cada hora de sua vida
Soar-lhe a veneno
Para a alma.
Os laços que Deus uniu
Se romperam,
E suas preces se desfizeram,
Os insensatos que forjaram
Motivos para provocar
A separação se afastaram
E não houve quem a desse amparo.
Repudiada por quem
Organizou a discórdia,
A moça pranteou a solidão
E não soube pedir
Outra coisa que não fosse
Uma segunda chance
De reviver seu amor,
Com a intenção de lá
No âmbito conjugal
Lhe provocar tanta dor
Quanto agora era capaz
De sentir em seu pranto.
Contudo, Deus viu
Sua dor lá do céu,
E entristecido,
Viu também o vento
Que tomou aquela direção,
E atacou-a dentro de sua casa,
Que em ruínas se desfez,
Caindo sobre ela.

Deus o Trouxe pelo Nome

Deus viu você
Erguer seu rosto
Para o céu
E tomar a direção da
Mesquita Sagrada.
Lá você pediu seu esposo
Para direcionamento,
Agora que você o desposa
Não deverá outro ser
O seu senhor,
O rumo para o qual
O seu coração deve
Lhe levar.
Aquele que seguir a palavra
De Deus não ficará em vão,
Mas, há aquele que
Conquistando sua prece
A nega e perde a fé.
A verdade vem de Deus,
Ele viu sua face,
Ouviu sua prece,
Não negue-se a seu esposo,
Você o pediu pelo nome
E Deus o trouxe por
Sua fé.
Onde quer que seu amor
Esteja,
Deus unira você a ele,
Conforme o fez,
Deus tem poder sobre tudo,
Porém, desposando este
Que você ama
Por que o nega?
Por que deixou de rezar?
Por qual motivo
Surgiu outro nome
Que tomou de sua alma
Os sonhos que você
Teve anteriormente?
Aonde quer que te dirijas,
Volte a face
A teu esposo,
Deus o reconhece
E ouviu de seus lábios
A prece,
Não temais o que dizem,
Lembrai de suas próprias orações,
Agradeça suas conquistas,
E não negue seus sonhos
Porque obteve vitória.

Deus te Reconhece

Deus conhece suas preces,
Vê seu olhar brilhar
E sabe para onde
Aponta a sua face
De nome e face.
Não há outro
Que sabe mais
Do que você sente
De que Deus,
Não confie que seu próximo
Sabe mais de você
Ou de como você vive.
Haverá nisso dura prova?
Não.
Dura prova é você
Entregar a direção
De sua vida a um estranho
Que mal sabe do quanto
Você sofre,
O quanto reza,
E o tanto que merece
Conquistar seus sonhos.
Se você se direciona
A Deus o mais acontece
Por merecimento.
Deus sabe quem você ama
E Deus deseja
Que ambos permaneçam unidos,
Mas, nem todos aqueles
Que te cercam
Desejam o mesmo,
E cada um que se aproximar
Pode ter argumentos
Para impor um fim
Ao seu relacionamento.
Permaneça com o olhar
Direcionado a Deus,
Ele reconhece suas necessidades,
Seu amor,
E não há direcionador melhor,
Deus está atento.

A Deus o Poente

Aquele amor teve fim,
Na relação houve
O que ela levou de experiência,
E permaneceu o que há
Em sua alma.
Quando duas pessoas
Se amam,
Ninguém sai da relação
Da mesma forma
Ou a anula
Como se não tivesse existido.
Os insensatos indagam:
“De quem foi o erro
Que levou ao final
Do namoro?”
Aquele que foi inteligente
Sabe que não deve
Apontar e difamar o nome,
Dirá apenas:
“Deus conhece o levante
E o poente!”
O que for inteligente sabe
Que quando Deus une
Duas pessoas,
A oração as faz se amar
Para sempre,
Pois aquele que inicia
E aquele que rompe,
Não precisa ter mesmo nome,
Mas tem sua face reconhecida,
Uma vez,
Mudando o rumo da oração,
Perde a direção
De onde está sua paixão,
Perdidos de seu guia,
Perdem também sua motivação,
E o amor,
Mesmo eterno,
Perde-se,
E entra em disputa
Dentro de casa,
Dando fim ao que
Foi tão bonito
E do qual não resta
Mais que brigas.
Deus conhece
Tudo que retira
De sua vida,
E reconhece
Tudo que coloca
Em sua alma,
Não se deve
Lhe negar ouvidos.
Os insensatos que criam intrigas,
Não lhes sabem mais
Que seus próprios nomes,
Suas intimidades estão preservadas
Em Deus,
E não há outro
Que deve dirigir seu amor.

Símbolo do Amor

Dois namorados
Se amavam,
Contudo, ao discutir
Um munia-se do Alcorão
Para impor opressão
Ao outro,
Este, por sua vez,
Se impunha e usava
Das escrituras do Alcorão
Para oprimir
E responder da mesma forma
Ditadora que o outro.
Vez que o Alcorão
É escrita simples
Todo aquele que lê
Retira de lá seu entender.
Mas, Deus, não o fez
Para que fosse usado
De má fé,
E enviando este namorado
A mesquita o fez entender
Que o homem deve aceitar
A marca do amor
E celebrar com quem ama
O casamento
E como símbolo do ato
Deve pôr em sua mão
Uma aliança.
A aliança é a marca
Dos que amam,
A expressão daqueles
Que sentem afeto
E não o negam em público.
Por sua vez,
A moça que ama
Usa após seu nome
O nome do esposo,
Pois, constitui nova família,
Sente orgulho
De tudo que o namorado,
Agora esposo, representa
E coloca na aliança
Seu nome em símbolo de afeto.
Quem ama um ao outro
Não sente medo
De ter entre seus dedos
Uma aliança que brilhe
No dia e resplandeça na noite,
E nela ele grava o nome
Desta que ama,
Porque o afeto marca
A alma e é demonstrado
Em atos públicos.
O amor não é para
Ser escondido,
Qual marca em seu dedo
É melhor?
(Há quem prefira algemas,
Acredite,
Estes não são felizes)
Quem ama
E assume seu amor
Não comete crime,
Prevaricador é quem esconde,
E Deus está atento,
Respeite o que sente,
Assuma seu amor,
Dá a está uma aliança
Com seu nome,
E uma família que os ajude
A serem felizes.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Palavra: A Fonte de toda Ação

A palavra proferida
Produz adeptos,
Convence a quem acredita.
Depois de falada a frase,
Prende-se a ideia,
E faz dela
Um caminho
Em que a carrega consigo
Como verdade
E fonte.
Quem bebe
Desta fonte
Se felicita,
Se convence
E segue.
Os adeptos fazem
Desta frase,
A ideia pública
Do que aquele que a disse
Acredita.
Depois de pública,
Outras pessoas seguem
E algumas poucas refletem
E regurgitam.
Afastada a ideia
Considerada errada,
O primeiro que a disse
Ainda se sente preso
Ao que falou,
E recusa-se a se afastar
Por mais que se diga:
“Primeiro, você está
Em erro”.
O primeiro não entende,
E ele tem seus adeptos.
Porém, o Senhor
Apresentou o nome
De cada coisa a Adão,
E Adão conhece tudo
Pelo nome,
Porém, os anjos não,
Mas, os anjos,
No céu,
Esquecem mais rápido.

No Quintal com Minha Inimiga Mortal

Rashid era agricultor,
Trabalhava com gado,
Todo dia plantava grama,
Todos os dias os bois
Se alimentavam dela.
Rashid casou-se com Aline,
Muito felizes,
Tiveram o Bruce Wayne,
Bruce gostava de galinhas,
Cuidava delas desde pintinho,
Corria atrás dos pintinhos
Brancos, pretos e amarelinhos.
O galo amarelo amava
O Bruce,
E a galinha Namadinha
Gostava demais do garotinho.
Certo dia,
Bruce notou
Que seus pintinhos sumiam,
Então, correu para a cozinha
E chorou abraçado
Mas pernas de sua mãe
Dizendo:
“Você está fazendo
Pintinho para o almoço!”
Ele gritava.
“eu não Brucinho,
Estou fazendo um gatinho”.
Mas, Bruce não se acalmou,
Como seus pintinhos
Não cresciam?
Para onde foram seus filhinhos?
Ele correu para fora
De casa,
Encontrou um ninho
Cheio de ovinhos,
Haviam vinte e cinco ovos.
Ele se acalmou,
Ficou feliz de novo,
Brincou com os ovos,
Logo teria mais vinte e cinco
Pintinhos para o seu terreiro.
Porém, um cheiro quente
Chegou no ar,
Bruce soltou os ovos
Que tinha no colo
E olhou para o céu.
Não havia nuvens lá,
Mas um cheiro estranho
E quente chegou nele.
O que será?
Ele se perguntou.
No outro dia,
Feliz contou ao papai
Rashid que encontrou
O ninho repleto de ovos,
Pegou na mão do papai
E correu levar o papai
Até lá.
Mas, chegando perto,
Viu o que não queria ver,
Cascas de ovos
Por toda parte,
E ovo nenhum mais
No ninho,
Cadê os bichinhos?
Foram comidos!
“Quem comeu os ovos
Da galinha do meu filho?”
Gritou Rashid exasperado.
E pegou o filho no colo
E correu para a cozinha.
“Você está fazendo pastel
Aline?”
Ele indagou falando
Do lado de fora da janela
Aberta.
“Eu não, meu amor!”
Respondeu ela
Que abria uma massa
Com o rolo.
“Mas papai,
Ela está fazendo massa!”
Gritou Bruce Wayne
Apontando para as mãos
Da mamãe sujas de ovos
E a massa sendo aberta
Aos seus olhos.
“Mas, querido filho,
Que mal há nisso?
Você ama massa!”
Ela disse.
Levando a mão suja
Até o rosto do filho
E repousando um beijo
No rosto do esposo,
Ao seu esticar da pia
Para fora da janela.
Mas, Bruce irritou-se.
E empurrou a mão da mamãe
Com força.
“Você catou os ovos
Dos meus pintinhos
No ninho e está fazendo
Massa deles”.
Ele gritou,
Se jogou no peito
Do papai e chorou.
“Não filho,
Estes ovos
Foi você quem trouxe,
Não são os dos seus pintinhos.”
Ela disse com amor.
“Mentira mamãe”.
Continuou Bruce aos
Prantos.
“Verdade filho,
Sua mamãe não mente.”
Disse Rashid.
“Vamos ver o gado
E você se acalma,
Logo descobrimos
O que houve.”
Disse Rashid.
E subiu ladeira acima
Com o Bruce no colo
Ainda chorando.
No caminho ele achou
Alguns pés de Pitaya
E colheu algumas frutas
Para os dois,
Depois sentaram sobre
Umas pedras próximas
A plantação de Pitaya
E comeram a fruta
Abrindo com os dedos
E comendo com a própria boca,
Sem facas ou outro
Utensílio.
Com isso,
O gado assustou-se
Ao vê-los lá de longe,
E começaram a correr
E pular e soltar os pés
Para trás.
“Há algo errado filho”.
Disse Rashid.
Se levantando das pedras
E olhando assustado
Para o gado
Que corria atordoado.
“to, tô, tô, toooo”.
Bruce disse,
Levantando a mãozinha
Para o alto
E chamando o gado.
O gado ouviu
E se acalmou,
E a passos rápidos
Veio até ele
Por meio do potreiro
Que ficava ao lado
Deles.
“O que vocês tem?”
Perguntou o Bruce
Assustado.
O gado chorava
De medo e levantava
Os pés do chão,
Como se dissesse
Que algo da terra vinha
E pegava eles.
Rashid ficou assustado
E contou o gado,
Faltava três bois.
Cadê os bois?
Bruce olhou
Para a janela
E buscou a mamãe,
Que cortava o macarrão
Com uma faca sobre a pia.
Rashid não se contentou,
“Há alguém nos fazendo mal
Filho “
Ele disse.
Então subiu nas pedras
E buscou com os olhos,
Segurando o filho nos braços,
Buscou algo de errado próximo.
Não havia nada.
Depois disso,
Ele achou a estrada
De perto de casa
Muito suja,
E falou:
“ Filho, a estrada está suja
De capim grande e alto,
Eu vou capinar
Porque algum bicho
Surge dali e assusta
Os pintinhos e o gado
E eles fogem pra longe”.
Soltou o menino na escada.
“Ta bom, papai”.
O menino ficou ali
Comendo Pitaya.
Rashid pegou a enxada
E foi capinar,
Da escada, Bruce notou
Aquele ar quente perto do
Papai e correu até lá,
O ar vinha do canavial
Ali debaixo da estrada.
Bruce correu,
E viu algo escuro
Dentro do canavial
Como se fossem três grandes
Pneus um sobre o outro.
Inocente,
Pulou sobre aqueles
“Pneus”,
Porém, chegando lá
Viu se tratar de uma
Gigante cobra,
Escura por cima
E desenhada por baixo,
Com cores da terra
E desenhos que lembravam
Folclore árabe.
“Papai”
Gritou o menino
Agarrado a cobra
Com unhas e dentes.
Então, a cobra virou
A boca da direção
De Rashid
E não o comeu,
Mas tentou
Comer o Bruce.
Rashid se levantou
Do capim que cortava
Com a enxada e viu
Tamanha cobra.
E se assustou.
“Filho, filho, filho”.
Gritou.
E a cobra tomou
Conta do céu,
Enegrecendo o azul
E era enorme,
E alcançou grandes proporções.
A galinha e o galo
Correram para ajudar,
Pulando com os pés 
No couro da cobra
E mordendo ela
Sem parar,
Os pintinhos pequeninhos
Que mal andavam
Também ajudaram piando,
E bicando com seus 
Pequenos bicos.
Nisto, Wolverine 
Correu muito irritado,
E mordeu o rabo
Da cobra e o puxou,
Eis que era enorme,
Chegou até o quintal
De casa
E a cobra não saiu do céu.
Ele arranhou com as garras
O rabo da cobra,
E mordeu com toda força,
Então, a cobra dançava 
No ar,
Parecia não sentir dor,
Quase sorria,
Feliz porque iria se alimentar 
Da família de Bruce.
Mas Rashid lhe desferiu
Cinco golpes mortais
Com a própria enxada
Na cobra,
E ela caiu no chão como
Se fosse um prédio,
Enorme, negra e sem controle
E Bruce caiu do lado,
Mas Rashid o pegou no colo.
E com a outra mão
Jogou pedras na cobra,
Que morta,
Abriu a boca devido
Ao golpe e vomitou
Os ovos do Bruce
E também um boi.
Bruce gritou de medo
“Corre papaiii”.
Ele disse.
“Não se preocupe filho,
A cobra está morta”
Gritou o papai.
Depois ele pegou uma
Enxada e cavou sem parar,
Fez um buraco enorme
E jogou a cobra dentro
Para que não sobrasse nada
Dela.
E a partir de então,
Os ovos trouxeram
Muitos pintinhos
E o gado nunca ficou
Assustado.
O Bruce ajudou
O papai a cavar o buraco
Com suas mãozinhas
De bebê,
E também ajudou a empurrar ela,
E a cobrir o buraco
Com terra e pedras.
Ninguém contou nada
A mamãe
Para ela não ficar assustada,
E mamãe fez para almoço
Macarrão com bacon
E batata fritas e queijo.

Meu Esposo

Saudade do meu amor

Que não se contém

E sempre me ajuda

Em tudo que eu precisar.

 

Ele vê a estrada suja,

Não se poupa,

Pega a enxada

E me ajuda a capinar.

 

Dividimos o trabalho,

Eu amontoo a sujeira,

Ele recolhe com a camioneta

Strada,

E leva o capim recém

Capinado

Para dar de alimento

Aos porquinhos.

 

Aproveitamos

Colhemos uvas na parreira,

Ele lava de uma a uma,

Eu seco com a toalha,

Depois guardamos na geladeira.

 

Ele me protege dos insetos,

Dos animais peçonhentos

Ou bichos venenosos,

E eu protejo ele de tudo

Que posso,

Nós protegemos um ao outro

E eu o amo

E sinto saudades

Até mesmo se ele for

Ao banheiro,

É perto,

Mas eu sinto falta

E o amo,

Amo sem parar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Amor e Um café

Eu me sento seguro
No café do shopping,
Sorvo um gole fresco,
O sinto escorrer
Por meus lábios,
Massagear minha garganta.
Nisto, Tess chega,
Se senta ao meu lado,
Abraça meu braço
E encosta sua cabeça
Em meu ombro.
Eu sorrio,
Ela parece adormecer,
Sinto que minha esposa sonha,
E como se despertasse
Ela diz com sua voz suave:
“Marlon, se eu me virar
Você ainda estará aqui?”
Ela indaga
E neste instante
Se segura com ambas
As mãos em braços fortes:
“Sim”.
Digo.
“Enquanto você estiver
Eu estarei”.
Ela sorriu
E quase salta da cadeira
Então se vira
E beija meu ombro
Com seu hálito fresco,
Intenso feito café,
Doce feito um anjo.
“Obrigada.”
Ela fala.
“Eu te amo”.
Ela encerra.
“Te amo “
Acrescento
Repousando um beijo
Sobre seus cabelos escuros,
Um beijo que vem
Lá do alto,
Como se estivesse no céu,
E repousa nela feito
Uma carícia.
Um beijo de um homem
De seus mais de um metro
E oitenta,
Na minha pequena garota
De seus um metro
E cinquenta e tantos.
Ela suspira,
Eu me sinto satisfeito,
Levo minha xícara 
Até sua boca,
Ela bebe serena
Do café que escolhi,
Ela me olha,
Eu sorrio,
Continuo ali.

Eu Te amo

O amor dispensa juramentos,
Não,
O amor pede declaração,
Pede frases com paixão,
Olhar atrevido,
Carinho público,
Afeto desatinado.
Sim,
O amor se contém,
Mas também se abre,
Se expõe,
Se você pensa
Que amar é corriqueiro,
Saiba que a carga mental
Do dia-a-dia é muito
Exigente,
E não custa nada
Dizer que ama,
Sorrir da raiva,
E abraçar nas discutidas.
Amar é estar com um pé
No medo
E o outro na vontade
De correr para este
Ser que é amado
E não deixá-lo sozinho
Por nada,
Amar é vencer o medo,
Amar é contar segredos,
Repartir ideias,
Falar de vivências,
Rever experiências
E deixar o passado
Para trás.
Amar é dizer que ama,
É expor sentimentos evidentes
E não guardar para si próprio
A intensidade do que sente,
Eu te amo
E sinto orgulho de sentir isso,
Nós discutimos
E eu te amo
Com o mesmo ímpeto.

Amar-se

Da frase sempre

Te amei

Sem pedir

Nada em troca

Eu retiro a ideia simples:

Me amo de toda forma.

 

Me amo quando

Você me ama,

Me amo quando

Me visto bem,

Me sinto segura

De tudo que uso,

Me sinto em paz

Com meu espírito,

Minha maneira de ser

E minhas características.

 

Sim,

Me aprovo se estou gorda,

Me aprovo mais magra,

Gosto de mim mesma

Como eu estiver

E sou forte o suficiente

Para controlar questão

De peso,

Gosto,

Medidas

E apegos.

 

O não pedir nada em troca

Vem do amar profundamente

Você própria

A ponto de dar a você

O que você gosta

E precisa

E abandonar o que te faz mal,

Querida,

Se você precisa pedir

Saia fora desta medida

A relação não é para ti.

 

O ganhar vem do dar

Pelo ato de amar,

Pela bondade de ser,

Do ato de agradar

Porque quer estar perto,

Ser admirado,

E amado.

 

Se você precisa pedir

Ele não quer dar,

Desista,

Este garoto não precisa

De você,

Muito menos a ama o bastante.

 

Entenda que amor

Não é pedido

É cedido

Por ser amor,

Ame-se e não

Coloque-se

Em relação

De pedinte.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Pequena Mariazinha

Desde pequena fodia,
Com pais, irmãos e família
A linda Mariazinha,
Agora diz-se mocinha
Quer casar
Virou moça do lar.
Contudo,
Lá está o lindo rostinho
Com as marcas da infância
Estampada em toda face,
Começou o sexo
Em idade pequena
E guarda com ela
Cada uma de suas mazelas.
Quem a desposa
É este rapaz de família?
Homem honrado
Que deseja ser respeitado,
Coitado, coitado,
Sobrará para o João
Da Mercearia,
Que nada vende
Nem tampouco faria.
Por quê Seu João,
Aí neste estabelecimento
Comprava Mariazinha,
A pequena menina
Que não amadureceu
Seus traços
Apenas perdeu seu regaço
Para o pai, irmãos e o
Padrasto.
Ora, mas não faça
Pouco caso,
Bem aí na sua esquina
Vende-se agora
Uma pequena Mariazinha
Por que você passa
E fecha os olhos,
O que você se nega a ver?
O que é comprável
Com seu dinheiro ,
Ou o que você fez
E nunca cansa de fazer?!
Deixa a Mariazinha falar
Todos na cidade
Querem ouvir
O que tem a dizer,
Vejam seus traços de bebê
Caírem a mesa,
Pobre menina
Desde sua majestosa infância
Deixou de ser criança,
Tornou-se mulher cedo
Ainda,
A pequena cobiçada menina.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Distúrbio

Querido,
Este escuro vazio
Que me envolve
Engoliu minhas palavras,
Roubou minhas atitudes.
Querido, este escuro
Não me permite ver,
Eu já não posso compreender,
E meu peito arfa em dor,
Minha alma se rompe
Em choro convulsivo,
Querido, aqui o que me move
É o silêncio e o desamor.
Querido,
O que houve?
Você se apegou as mentiras,
Me enganou com falsas
Promessas,
Está certo,
Você evitou falar de amor,
Mas, me rasgou em dores,
Me diga o que fiz a você
E estas suas malditas garotas
Que sou obrigada a aturar
Com suas vozes
E intolerâncias a tudo que sou.
Querido,
Você me deixou a mercê,
Sozinha e desamparada,
Estou a soluçar minhas dores
No silêncio e escuro da noite,
Você já não me ouve,
Não pode me ver,
Querido,
Não se apiede,
Você rasgou nossos laços,
Se desfez em mentiras,
Você rasgou a noite
De luar,
Jogou para longe
As estrelas,
Eu que não fui sua,
Menos sou agora,
Porém, saiba:
Te amei
E não foi por um dia!

Distúrbio do Silêncio

No silêncio da noite
Que rompe minha dor
E me faz soluçar
Eu tento não contar,
Eu busco não lembrar
Tamanha dor
De quando confiei tanto
E você se foi.
Você me virou as costas,
Você ignorou tudo
Que senti,
Oh, querido,
Você foi imperdoável comigo,
Eu nunca sofri tanto,
Eu nunca chorei tanto
Pelo amor que eu nunca falei,
Eu nunca solucei tão alto
O amor que eu nunca contei.
Eu aqui peco em silêncio,
Querido, não vou perturbar
Seus olhos fechados,
Seu sono profundo,
Onde você se encontra
Hoje,
Você já não sabe
O que eu sinto
Porque selei meus lábios
E jurei nunca te confessar
Que te amei e não pouco,
Que deixei a porta aberta
Apenas para te esperar,
Expus meu corpo nu
Para que você soubesse
Do quanto me guardei
Para você,
Para unicamente ser sua,
Em silêncio.
No amargor do silêncio
Que tantas vezes me adormeceu
Só para me acordar
Para pensar em você,
E sussurrar seu nome.
As sementes no meu colo
De estrelas que desistem
De brilhar
Não te contam nada,
Este lugar que se distanciou
Não será capaz de te contar,
Do quanto me guardei
Para nós
E o tanto que fui capaz de esperar.
Querido,
Passaram-se os anos,
Eu vivi de suas palavras,
Me alimentei das promessas
Que você,
Na verdade,
Nunca fez,
Mas nas quais me apeguei
E chamei por você,
E esperei no silêncio
Profundo de uma noite escura
Que me envolveu
Num frio do qual
Você não me protegeu,
Por quê,
Querido, por quê?
Você me feriu de sangue,
Você cortou minha alma,
Maldita a distância
Que me impede de te ver.

No Silêncio

Olá escuridão,
Só você sabe
Do quanto sofro,
Quantas vezes
Olho para o horizonte,
Em busca de uma luz
Que rompa todo
Este céu escuro e frio
E me traga esperança.
Só você me viu chorar,
Só você enxergou minha dor,
Aquela que nunca ousei falar,
Mas que solucei tantas vezes
No silêncio de um suspiro
Vazio
Que vinha do fundo de mim,
E esperava me fazer recompor,
Recuperar minha autoestima,
Trazer algo de luz
A estes olhos que sofrem
E gemem dor.
“Estúpida”,
Eu acho que ele disse,
Mas, lembro
Que ele riu
Do que eu sentia,
Depois fugiu.
Fugiu de nós
E de tudo que ouve
E me deixou aqui
A colher as sementes
Das promessas que plantei,
As quais ele nem recorda
Ou imagina que as revivo
A cada envolver
Deste escuro que me abraça,
E mantém.
No silêncio
De não dizer nada,
Calar o que sinto,
Abandonar as juras
Eu me fecho
E me esforço para não chorar,
Estas são coisas
Que não conto:
A dor,
O medo
E a solidão.

Querido, evite cenas

Querido,
Você me pede uma chance?
Ora, é tudo
Que eu quero
Ficar com você
Pra sempre!
Mas, veja,
Eu tenho um passado
E nele diversos garotos,
Você compreende
Que eu não sou virgem
Nem tenho ideias inocentes
E odeio apregoar
Preces para seja lá
O que for?
Ora, querido,
Eu sou daquelas
Que erram
Choram escondido
E evitam rezar,
E muitas vezes,
Não importa
O quanto eu esteja errada
Eu evito o perdão,
Você me compreende, coração?
Eu sou apta
A estar com você,
Seguir um caminho unidos,
Mas, entenda,
Neste tal de destino
Você cruzara
Com ex amores meus,
E nem por isso
Te dou direito
De fazer cenas,
Ou morrer de ciúmes.
Querido,
Você me quer por inteira
Com direito a passado,
Ex amores
E experiências?
Se for isso, querido,
Obrigada pelas juras
De amor apaixonado
São todas aceitas.

Fique Comigo

Bom,
Bem-vindo ao meu coração,
Estou de alma aberta,
Promessas refeitas,
Destino em branco,
Estou pronta
Para pegar a estrada
E reconstruir tudo que houve,
E reinventar o novo.
Eu não sei dizer
Se esta mulher
Que te escreve
Ama o bastante você,
Mas, posso falar
Que ela se esforça
E deseja do fundo
Do coração
E com toda paixão
Ser sua,
Ser apta a caminhar
Com você
Por este caminho difícil
Que é a vida.
Bem, vejamos,
Eu gostaria de te mostrar
Toda a minha vida,
Te falar do passado,
Reatar com os sonhos
Adormecidos,
Você tolera
Que eu te fale de outras pessoas
Que, como você,
Me prometeram amor,
Mas, que porém,
Muito cedo foram embora,
Sem querer mais nada.
Eu gostaria de falar
De outros caras,
Lhe dizer que não sou virgem
Nem tão recatada
Quanto você espera,
Mas, eu estou disposta,
Com toda a minha bagagem
De experiências abertas
Para que você as conheça
E estou disposta
A lutar por nós,
Veja,
Meu coração está aberto
Para você,
Entre e faça morada,
Mas, por favor,
Não seja como o anterior,
Que você sabe,
São muitos,
Por favor,
Fique comigo
E não me abandone
No primeiro encalço.

Imperdoável Estuprador

Então, eu estou de joelhos
A prantear minha dor,
A sangrar o que me fazem,
A chorar o que me dizem,
Estes, os imperdoáveis.
Então, eles me dizem:
A frígida,
Sem lágrimas,
Sem amor,
Aquela que não se esforça
Para casar-se,
Construir família,
Ter uma relação estável.
Eu os olho assustada,
Gostaria de dizer
A estes,
Os imperdoáveis,
Sim, não gozo por nada
Do carinho falso
Que me atribuem vocês.
Eles olham
Como se se importassem
E dizem:
Quem?
Os imperdoáveis?.
Então, eles riem,
Riem alto da minha dor.
Aos prantos,
Para eu mesma
Eu os defino:
Não, os estupradores.
Estes imperdoáveis
Que mutilam minha mente,
Me impedem de ver
Quem sente
Daqueles que fingem,
Eu os odeio,
Gostaria de dizer
O quanto sou intolerante
A estes que forçam
Atitudes sexuais de garotas
Inocentes.
Eu os odeio,
Estes imperdoáveis estupradores,
Que abusam de garotas,
Que forçam crianças,
Que mutilam vidas de seres,
Eu os odeio.
Eu queria gritar minha dor,
Eu os odeio
Estes imperdoáveis.
Que vão-se,
Jurando pra sempre,
E então, voltam-se,
Como se eu não tivesse
Vontade,
Opção de escolher,
Como se eu fosse
Um espécime mulher
Objeto de seus prazeres.
Eu os odeio,
Estes imperdoáveis
Estupradores,
Que não desistem,
Não conseguem se afastar,
Que me buscam,
E obrigam,
Eu os odeio.
Eu não posso,
Eu não consigo,
Eu não sou capaz
De perdoar a violência.
A violência com a qual
Referem-se a eu,
Meu corpo
E minhas vontades,
Não,
Eu não consigo
Mais estar
Ao seu dispor.
Eu quero ser dona,
Dona de mim mesma,
Dona dos meus prazeres,
Cansei de ser sua escrava,
O último espécime mulher,
O tipo disponível
Para tudo que você quiser
Em troca de promessas,
Não,
Suas juras se amor
Não me convencem,
Eu estou farta
De sua violência
Senhor imperdoável estuprador.
Você fere minha pele,
Você fere minha mente,
Você fere minha dor,
Você se delícia do meu pranto.
Te ensoberbece
O seu poderio
Sobre esta mulher simples
Que sou.
Estúpido,
Maldito,
Imperdoável estuprador,
Você se diverte
Da minha dor.,
Cansei de ser
Seu espécime
Do prazer.

Eu sou sua boa garota?

Não me interessa
O que dizem de nós,
Eles pensam
Que você fez o bastante
Por mim,
Para me tirar deste temor
Em que me invado,
Me firo,
E me guardo.
Sozinha,
Abraçada a mim,
E a sangrar de dor,
Por que você pensa
Que me salva
Com seu amor?
Que loucura doida
Lhe toma a mão
E te faz pensar
Em nós?
Ah, você
Com seus sonhos adolescentes,
A buscar amor
Sem eu te dar o equivalente,
Você se nutre
De suas atitudes?
Você se reforça
Do amor que você
Mesmo dá?
Oh, o amor endoidece,
Você não deveria esperar
Que eu lhe retribuísse?
Ajoelhada,
Mãos unidas a fazer
Uma prece
Em que você não está,
Então, me diga
O que te faz ficar?
Por que você permanece?
Nada mais te importa,
Nem mesmo o que grito
Em alta voz
Para feri-lo,
Nem mesmo meus gestos
De ferocidade,
Nada agride
Este amor
No qual você se pôs?
Oh, então nada mais
Te importa,
Por que você sempre
Se coloca no meu caminho
A evitar meus erros,
A prantear minha dor,
Me proteger do que sou?
Então, você me acha
Boa garota?
A sua boa garota?
Você acha realmente
Que eu sou apta
A ser
A sua boa garota?
Isto eu não apenas digo,
Eu penso nisso
E penso muito:
Por que você me elegeu
Para ser a sua boa garota?
Você é um despreocupado,
Um errante sem razão de ser,
Fala de sonhos,
Se nutre do amor
Que você tem,
E me põe nos seus planos,
E então, me acha
A sua boa garota,
Isso eu não posso compreender,
Isto,
Isto de ser a sua boa garota.

Nada Te Importa

Então, não te interessa
Eu estar a loucura?
Não te importa
Eu desistir de minha fé?
Nem interessa
Eu desistir de amar,
Contanto que você esteja
Comigo,
Bem perto?
Oh, isto soa a castigo,
Olhar o horizonte
Totalmente desesperada
E você pensar
Que permitirei
Que esteja ao meu lado,
Evitando o golpe fatal
Em que me privo de viver,
O que você quer?
Salvar minha alma?
Ser o último apaixonado,
Reviver sonhos
Que já não lembro
Se tive?
Oh, você aposta
Alto no amor,
Sua fé remove
Minhas lágrimas,
E daí?
Isto é temporário,
Ou você realmente
Acredita que abraços
Salvam?
E que beijos são remédios?
Que sonho louco
É este seu
Em que você só pensa
Em estar ao meu lado,
Me proteger de todos,
De tudo,
De eu própria?
Você me acha
Suficientemente sóbria?
E nada mais te importa.
Ah, o amor,
O amor realmente nos dá
Sonhos idiotas,
E você por que não vê isso?
Então, não lhe interessa
O quanto me distancie
Contanto que você possa
Me proteger,
Nos proteger,
Me manter aquecida,
Alimentada e febril de quê?
De arder por amar você...
Você realmente
Espera está frase
Dita por minhas palavras?
Oh, o amor nos dá
Sonhos idiotas.

Isto é o que te importa!

Eu me coloquei
Do joelhos,
Eu neguei minhas preces,
Eu feri a mim mesma,
Eu não tive confiança
Alguma em qualquer coisa
Que fazia.
Sim,
Eu me perdi,
Mas, você não largou
De mim,
Não desistiu de nós,
Se colocou perto
Quando eu estava perdida
Num horizonte sem fim,
Sem saber o que fazer,
Sem querer confiar,
Todas as minhas expectativas
Se estilhaçaram na minha
Frente e você
Vem me dizer
Que quer estar comigo
E enfrentar tudo isso?
Eu me importo
Com o que eles pensam,
Eu me importo
Com você,
Estar nisso que sou
É loucura,
Por que você aposta
Todas as suas cartas
No que sou?
Eu estou distante,
Eu não consigo ficar perto
E por que isto
Não te importa
A ponto de você
Jogar todos os seus sonhos,
Todas as suas juras
De amor comigo?
O que é isto tão forte
Que te alicerça?
Amor?
Então, você acha
Que eu sinto isso?
Você pensa
Que sou capaz
De sentir amor?
De me nutrir de fé
Depois de tudo que vivi,
Tudo que sofri
E tudo que você passou
Por nós?
Você não se cansa
De amar dessa maneira
Intensa e profunda
E arrebatadora,
E nada mais te importa?
O que te sustenta,
O que te guia a está
Que sou
E que você, também,
Deixou de joelhos?
Amor, é isso?
Então, amor é isso!
Está fé inabalável
Que não se cansa
E onde nada mais importa.
Amor,
Isto é amor.

Por todo o tempo

Dirigindo pelas ruas
A mercê das lembranças,
O guardarei comigo:
Será que foi um sonho?
Indago enquanto
Levo uma mão no crucifixo
Que carrego no peito,
Olho para o horizonte,
E beijo-o,
Sinto neste calor
Que ele ainda está aqui.
Não,
Não foi só um sonho,
É mais que juras
De amor tórrido,
Ele é o meu escolhido,
É algo do destino,
Eu sei que posso confiar,
Duraremos para sempre,
Logo ele acorda
E me chama,
Eu sei,
Será assim,
Enquanto o sol brilhar.
O amor não é feito
De areia que se perde
Com o vento,
Que foge
Na velocidade do tempo,
Não,
O nosso amor
É este que vai durar,
Que vai ser eterno,
Fugir de uma noite,
Para perdurar
Por todo o tempo.
Sim,
Eu me lembro
De suas carícias
Criando vida
Pelo meu corpo,
De suas promessas
Me percorrendo
Por dentro,
Me cedendo a vida,
Me convidando
Ao eterno,
Será que duraremos
Para sempre?
Eu sei que sim,
E você,
O que você sabe?
Será pelo tempo
Do eterno,
Por enquanto perdurar
As areias,
Enquanto o tempo correr,
Enquanto o sol brilhar,
Pelo tempo
Em que o vento
Possa manter a terra
No lugar,
Será eterno,
Maior que promessas,
Maior que sonhos,
Eu sei disso,
E você crê nisso?

Pra Sempre

Você lembra
De nossas promessas
Sussurradas ao luar,
Do tempo em que
Falávamos de amor,
Jurávamos amar por
Todo o tempo
Que as areias pudessem
Contar?
Você nos lembra
A caminhar pelas areias,
Afundar os pés
No chão frio
Enquanto caminhávamos?
Era como se disséssemos
Um ao outro:
Ficaremos aqui para sempre?
Você me sorriu
Tão intenso,
Segurou minhas mãos,
Olhou em meus olhos,
Senti como se dissesse:
Até enquanto o sol brilhar?
Vamos nos amar
Para sempre,
Em casa momento,
Sob a lua ou sob o sol,
Andar juntos até o final,
Eu sinto como se
Seu afeto
Me invadisse feito
Um sonho
A acalorar meu peito
E me inflar de vida,
Eu me vejo a transbordar
Amor por você
De toda a alma,
Viveremos assim
Para sempre?
Eu sempre te buscando,
Você sem me evitar,
Não há alternativas
Quando se trata de destino,
Está em nós
Ficarmos juntos
Pra sempre.
Você acredita
No que o amor
Nos diz,
Você sabe que é verdade,
Vamos ser nós dois
Para a eternidade.
E eu sempre andarei
Ao seu lado,
E você sempre
Segurará minha mão,
Não se trata de promessas,
São sonhos,
É algo do destino,
Isto está em nós:
O pra sempre!

Tempo Demais

Um homem atreveu-se
A abrir a igreja,
Eles disseram:
“Jejue, você faz isso
Para glorificar a Deus,
Jejue, Deus precisa disso”!
A chave que ele tentou usar
Já estava velha demais,
Ele jejuou para Deus
Por tempo demais,
Ele queria rezar,
Falar com Deus,
Ler suas escrituras,
Mas, ele jejuou por
Tempo demais.
Fechado em sua casa,
Ele não viu
A porta apodrecer,
E a criança morrer
De fome na calçada
De sua rua,
Porque ele jejuou
Por tempo demais.
Então, triste e temente
A Deus ele sentou
Na escada da igreja,
Levou as mãos ao rosto
E chorou,
Por Deus, ele jejuou
Por tempo demais,
Nem viu o velhinho da rua
Desfalecer de frio,
Porque ele jejuou
Por tempo demais.
Então, eu era seu vizinho
E fiquei triste por vê-lo
Daquela forma
Aí eu enfiei o pé na porta
E derrubei a porta,
Ele assustou-se
E disse:
“Você ofendeu a Deus,
Por quê?”
Eu olhei para ele
Abri os braços e
Levantei meu rosto
Para o céu e disse:
“Porque você jejuou
Por tempo demais!”

É amor, sim

O telefone tocar insistente,
Eu nem acordei direito,
E ele vibra e toca sem parar,
Ora, quem será?
Eu não atenderia,
Em dia normal eu não atenderia,
Mas, há poucos dias
Conheci um gatinho
E espero ansiosa
Para ver ele outra vez,
Então, eu rezo de olhos fechados,
Eu peço com toda a força,
Que seja ele,
Que me goste
E esteja agora me chamando
Para tomar café juntos.
Sorrio,
Pego o celular,
E bem... É ele sim,
Sorria,
Felicidades pra mim,
Ele está enviando mensagens,
Uma atrás da outra,
É saudade sim,
Ele me gosta sim.
Que delícia,
Bom dia, ele diz,
Como você está
Ele pergunta,
Dormiu bem, querida,
Ele insiste.
Me ama,
Me ama sim,
E quer muito saber
De mim.
Eu rapidamente respondo,
Pergunto como está
E não disfarço
O convido para nos vermos
Outra vez,
Eu já sei a resposta,
Trago meu celular
Com carinho
Para o calor do meu peito,
Eu já sei a resposta,
Ele quer me ver,
Ele sente saudade,
Ele gosta de mim
Tanto quanto eu gosto dele,
É amor,
É amor, sim.

Meu Carinho Favorito

Meu cantinho favorito,
É o seu abraço quentinho,
Seu sorriso acolhedor,
Suas promessas no meu ouvido,
Seu olhar abrasador,
Sua pele que derrete
Meus medos
E me pede para ficar
Mais algum tempo
E me promete uma vida
De sonhos,
Felicidade plena,
Saúde
E gozos sem fim.
Meu cantinho favorito
É correr para seus braços,
Meu querer arrebatador
E não me desvencilhar
De seu abraço,
Minha segurança plena
É nós dois juntos,
Eu não me sinto completa
Se você não está comigo.
Eu te amo,
Me faz feliz,
Me faça sorrir,
Fica pra sempre comigo,
Eu desisto de errar
Por nós dois juntos,
Eu desisto das artimanhas,
Das conquistas,
Das horas intermináveis
Na balada,
Se você segurar minha mão,
Me abraçar com carinho
E estar sempre comigo,
Porque eu amo você
E odeio quando você está longe.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Feita de Carne e Osso

Tenho medo
Do falso que me abraça,
O mentiroso
Que me sorri,
E o traidor
Que me faz falta.
Tenho medo
Do fingido que me admira,
O bajulador
Que me orgulha,
O desleal que me quer perto.
Sinto medo
Quando meu orgulho
Me domina
E eu já não sou capaz
De identificar o verdadeiro
Do falso
E opto por aquele
Que simplesmente
Preenche meu ego,
Eleva minha autoestima,
Sem me importar
Com o preço que pago.
Fosse eu feita de elogios
Desmoronaria a cada esnobe
Que me evita
Ou que faz intrigas
Me impossibilitando a defesa.
Fosse feita de perfeição,
Despencaria no chão
A casa riso alto
Pronunciando com meu
Nome próximo,
De histórias em que
Não sou convidada a participar.
Fosse feita de admiração
Não sentiria tanto medo
A cada instante
Que mudo meu método
De agir,
Somente para elevar meu ego,
Vez que, confio em meu
Modo de ser,
E por isso o demonstro,
Quer gostem,
Quer rejeitem,
Se aproximam os que
Toleram minha maneira de ser
Diferenciada e única,
Não preciso de admiração,
Aceitação,
Basta o respeito
E o entendimento
De que sou como sou.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Desapaixonados

O convite foi aceito,
Finalmente, Ronilson viria.
Angela estava afim dele
A tanto tempo
Que adormeceu de felicidade
E sonhou em abraça-lo,
Foi tão realista
Que chegou a vê-lo chegar
Na altura da janela,
E correu para lhe sorrir,
Foi tão intenso que acordou
Chamando seu nome.
Rapidamente, foi até o banheiro
Tomou um banho frio
E pôs-se a lavar do chão
Até a parede,
Ela realmente era afim
De Ronilson
E agora, aos 24 anos de idade,
Não havia empecilho
Contra este amor.
Ela morava próxima
Aos seus pais,
Uns 500 metros,
No interior,
Após lavar o banheiro,
Vestiu-se e foi aparar
O gramado da frente de casa,
Era próximo ao meio dia
Do primeiro sábado
Do mês.
Porém, chegou a tarde
Em que passou colhendo flores
Para o vaso de cima da pia,
E Ronilson não apareceu.
Não enviou mensagem,
Nem disse adeus,
Simplesmente, sumiu.
No domingo,
Ela chamou Jorge,
Jorge era seu ficante antigo,
Há algum tempo ele vinha
Passava um tempo com Angela,
Depois, ia embora,
Dizia não querer relacionamento.
No domingo a tarde,
Jorge estacionou o carro
Do lado da estrada
E pôs-se a descer até a casa
Pelo pomar.
Logo no início do pomar
Jorge se separou com a bergamoteira
Carregada de bergamotas
E amarelas e suculentas.
Então, se aproximou para
Tirar bergamotas,
De repente, viu ali
Recostado no tronco
Da árvore Ronilson,
Ele estava esmagado
Contra os espinhos,
Enrolado num cipó
Muito grosso marrom
De folgas verdes
E sobre ele haviam
Milhares de vespas preta
E amarela.
Elas lhe devoraram vivo,
Jorge assustou-se,
Arregalou os olhos e afastou-se
Rápido,
Então, Ronilson levantou
A mão na sua direção
Apontando seus dedos
Ressecados e com ossos
Aparentes para ele,
Jorge retirou o boné branco
De seus cabelos e fez
O sinal de cruz,
Rezando proteção
Pra si próprio.
Então, Ronilson abriu
A boca enorme
Até recostar no peito,
E de lá saiu uma aranha
Terrível, grande, marrom
E ela olhou para Jorge
E se atirou na direção
Do rosto dele.
Ronilson pareceu sorrir
Aliviado,
Mas as abelhas não
O libertaram,
E Jorge assustado
Correu para até o carro,
Então, colidiu contra a pitangueira,
E se assustou,
Estapeando-se para se livrar
Da aranha,
Nisto viu um cipo enraigado
Na árvore e se puxou
Através dele.
Contudo, suas pernas
Foram tragadas para o
Fundo da terra,
E Jorge ficou até a cintura
Preso num buraco
Que se abriu do nada
Aos seus pés.
Da terra firme
O buraco se abriu
O devorando como
Se tivesse lábios,
O engoliu para dentro.
Assustado,
Ele gritou,
E isto chamou a atenção
De formigas que estavam
Dentro do buraco
E elas, em bando,
O puxaram para dentro
Do buraco
Com força irresistível.
Depois, paulatinamente,
Comeram-no vivo.
Jorge mordido por tantas formigas
Não teve forças
Para sair do buraco,
O cipó ficou longe dele,
Porém, num gesto de misericórdia,
Ele se pôs para fora
Do buraco,
Se jogou para cima,
E tentou buscar o cipó
Que agora, balançava,
Logo a sua frente,
Mas não foi alcançado.
Com dor,
E milhões de formigas
Em seu corpo,
Jorge perdeu seus olhos,
Sua língua, e a pele de seu
Corpo até sua carne,
As formigas estavam insaciáveis,
Eram enormes e vermelhas,
Esfomeadas,
Comeram-no vivo.
Angela ficou embasbacada,
Agora, nem ao menos Jorge
Vinha lhe ver,
Seu destino era a solidão,
Sozinha e descompassada,
Foi fazer o jantar,
Tomando vinho.
Olhou ao seu redor,
O pomar ficava logo
Acima de casa,
Era distante da residência,
Ela não ouviu um único
Ruído a respeito de tudo
Que houve.
Irritou-se ao derrubar
A taça de vinho no tapete
E decidiu não jantar sozinha,
Humilhada e triste,
Praticamente implorou
Para um rapaz conhecido
Na cidade vir lhe fazer companhia.
-o que você me dá em troca?
O rapaz pediu.
- minha companhia.
Ela disse.
- ah, sem essa de companhia.
Eu quero seu cu.
Ele falou com a maior naturalidade
Possível.
Angela quase parou de enviar
Mensagem pelo seu celular,
Olhou-se no espelho
Com os olhos marejados
De lágrimas ,
Sentindo-se horrível.
-Claro.
Ela respondeu, por fim.
Não queria a solidão,
Não desejava ficar sozinha.
Juanito não bastou-se,
Trouxe também tequila
E duas de suas amigas íntimas,
Queria fazer orgia,
Ele não era homem
Para pouco.
Os três deixaram o carro
Na estrada e puseram-se
Pelo pomar rumo a casa.
Nisto, uma cobra gigante
Saiu de trás da serigueleira
E lhe abocanhou por inteiro,
Ele não teve tempo
De gritar,
E as duas garotas
Puseram-se a correr,
Em três goles a cobra
Devorou Juanito,
E abocanhou uma das garotas.
Amedrontada,
A terceira viu o buraco
Aberto,
E correu se esconder nele,
Se atirou lá dentro
E então encontrou
Jorge entre pele, carne
E osso exposto devorado
Por milhares de formigas,
Mal se viu seu corpo,
Mutilado, sendo percorrido
Por tantas formigas.
Assustada,
Ela conteve o grito
Com sua mão por medo
Da cobra,
No entanto,
Algumas aranhas voaram
Sobre ela,
E juntou das formigas
Não lhe deram escapatória.
Mataram-na,
Naquele escuro buraco
Cheio de formigas,
Nquela espécie de formigueiro
Composto por algo branco,
E muitos caminhos
De formigas.
Angela pôs-se a chorar,
Jogou-se sobre a cama
E se desesperou.
Ninguém a desejava,
Mesmo sendo tão jovem,
Bonita e alegre.
Ela, de algum modo,
Não despertava
A afeição de ninguém.
Entristecida,
Foi até o pomar
Na segunda feira,
Onde logo avistou na
Estrada todos aqueles carros,
E nenhuma pessoa,
Correu para os carros,
Sem saber quem desejava
Ver primeiro,
Vez que não queria ser solitária.
Contudo, não tinha uma
Única pessoa lá,
Ou vestígios de qualquer que fosse.
Irritada , ela pôs-se a gritar:
-Não acredito,
Vocês estão fazendo festa
Em minha terra
Todos juntos e não
Me convidaram,
Eu não acredito,
Vocês estão rindo da minha cara,
Não!
Ela gritou desesperada.
Pegou uma pedra
E jogou contra um dos
Carros,
Depois se chocou contra
Os carros gritando
E chorando e despedindo
Golpes de punho
Sobre os carros.
Então, sentou-se na estrada quente
Chorando e gritando.
Ninguém ouviu ou
Fez nada
Para lhe ajudar,
A solidão quando chega mata.
É necessário ser forte
Para enfrentar a dor
De ser abandonada.
E Angela não tinha
Está força,
Ela simplesmente, se desesperou,
Se embrenhou para
O pomar aos prantos.
Chegou nos dois grandes pés
De Louro que existiam lá
E sentou sobre duas
Das grandes pedras
Que se recostavam na árvore,
Uma conta sorrateira
Saiu de entre as pedras,
Por trás de Angela
E lhe deu um bote
Que abocanhou suas costas.
Angela gritou de dor
Presa aos dentes da cobra,
Se irritou,
Fez esforço
E juntou uma pedra
Do chão e desferiu
Na cabeça da cobra
Que assim que recebeu
O golpe se desvencilhou,
E estonteada,
Voltou um pouco para trás.
Angela pulou para a frente
E juntou outras duas pedras,
Que jogou contra a cabeça
Da enorme cobra,
Que logo caiu vencida no chão.
Isto chamou a atenção das formigas,
Que logo lhes subiam
Pelos calcanhares,
Angela gritou de dor,
Estapeou as pernas e correu.
Na corrida,
Se chocou contra
Um galho de pocan,
Que tinha pendurado em si
Um ninho de vespas,
E todas chamuscaram
Contra ela,
Angela estapeou os ares
E correu,
Correu muito,
Chegou até sua casa
Cansada e exausta
E foi para o banheiro
Tomar banho.
Triste e solitária,
Chamou seus pais
E falou sobre precisar
Matar o balão de vespas
Que havia no pomar
E também o formigueiro,
Vez que as formigas
Iriam destruir o pomar.

Minha Princesa

Meu ponto fraco
Tem nome,
Um endereço,
Telefone
E rede social,
Ele me liga,
Me busca,
Me procura
E sempre sabe
Onde eu estou.
Ele entende
Que tudo que
Eu preciso é
Me sentir seguro
Em seus braços,
Aconchegado entre
Seus seios fartos
Que se elevam
Ao me ver
E ficam prontos
Pra eu descansar.
É uma linda garota
De cabelos curtos
E irritadiços,
Ela tem sempre
Um sorriso gentil
E um olhar de saudades
Pra me oferecer.
Amo o abraço dela,
Amo cada hora
Que passo em seu corpo,
Cada carinho suado,
Cada promessa
Ao ouvido,
Ela é minha garota,
Minha perfeita princesa garota.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Amor

Do amor
Estamos todos precisados
Em doses altas
Que nos acalme,
Dê paz para os dias difíceis,
Solidez para nossas atitudes,
Saúde para nossas almas.
Amor,
Sentimento de honradez,
Que alicerça para a vida,
Aprova os atos,
Justifica fatos,
Vem da infância
Com pilares mais sólidos,
Faz de nós
Adultos crédulos,
Seguros de si próprio,
Felizes com o que somos.
Amor,
Preciso de amor,
Agradeço o amor,
Porque sonhos se constroem
Com bases que perdurem,
No amor eu me alicerço,
Me fortifico
E o mais dá certo!

Um Princípe