domingo, 26 de outubro de 2025

Os Balões dos Erros

Certa vez,
Discuti com meu irmão,
No calor da conversa,
Eu lhe desferi um tapão
Forte contra seu rosto
Que estalou,
Virou de lado
E nos fez chorar.
Uso aqui o nós,
Porque meu pai
Juntou um chinelo
E bateu contra minhas pernas,
Depois nos colocou próximos.
Juntou uns dez balões
E os encheu com ar
E glitter colorido,
Após encher ele colou
Uma fita dupla face
E colou os balões
Em nossas camisetas compridas,
Falando o nome
De cada erro ou pecado
Que cometemos
Um contra o outro.
Foram muitos,
Nossas camisetas
Pesaram e chegaram
Aos joelhos,
Depois ele disse:
“Filhos, caminhem”.
Nós seguimos na frente dele,
Chorando de medo
E imaginando quando
Ele nos bateria
Com o chinelo dele
Outra vez.
Caminhamos tanto
Que nosso medo
Apenas cresceu,
Chegando um tanto longe,
Incapaz de olhar
Para trás
E ver se ele nos seguia,
Começamos a olhar
Um para o outro,
Depois, de nós encorajar
Decidimos olhar os dois juntos
E justamente,
Logo atrás de nós,
Estava ele
Com o chinelo nos pés.
Então, estremecemos
De medo e juntamos
Nossas mãos,
Tudo que queríamos
Era não apanhar
Nem de chinelos
Ou de qualquer outra coisa.
Então, ele nos pediu
Para parar e explicou:
“Sempre que vocês
Carregam erros com vocês,
Os erros de tornam evidentes,
E logo, logo,
Todos serão capazes de ver
Porque se tornaram públicos,
Nisto, vocês sujam seus caminhos
E ao seguir a mesma estrada
Sempre irão ver eles
Sendo reconhecidos
E recordados,
É só estourar cada balão
E será perceptível que os erros
Se espalharam,
E vocês serão culpados
E eu também serei
Pois não terei lhes ajudado
A superar e aprender
O suficiente.
Pesados de erros
E pecados ninguém segue
Muito longe,
Com o caminho sujo
E prejudicado
Ninguém alcança o sucesso,
E eu não serei um bom pai,
Nem vocês bons filhos.
Precisamos seguir unidos,
Amar um ao outro,
Nos perdoar
E ser sinceros.
As vezes,
Algumas coisas
Se espalham tanto
Que ganham proporções
Incapazes de ser contidas,
E vocês viram
Que mediante o medo
Vocês souberam buscar
A amizade um do outro,
É assim que deve ser
Desde o início,
Seguir juntos,
Com amor um pelo outro.

Amar Deus

Deus não é mais importante
Que as pessoas,
Escolher um tempo
Para dedicar a religião
É bonito e vem de eras,
Contudo, achar que eleger
Um ponto de vista
E colocá-lo acima de tudo
Não vem do sentimento
Amar a Deus.
Um amor por religião cego
E rígido demais consigo próprio
E com os outros é um erro,
Faz mal,
E vai contra amar a Deus.
Amar a Deus
É amar as pessoas,
Entender a religião
É ser tolerável com o outro,
Respeitar suas paixões,
E valorizar suas virtudes.
Todo o amor cego
É um amor burro,
E nunca atinge seu alvo
Pois se torna medíocre,
Dá a Deus
Um sentido pejorativo.
Deus é amar o próximo,
Amar a Deus
É ser benéfico,
Entender a divergência
Nas palavras,
Nos atos,
E não julgar
Como se você mesmo
Fosse perfeito,
Ninguém é.
Há sempre o arrependimento
Enraigado em todo discurso
Ou brigas com quem você ama,
Seus amigos
E as pessoas que são próximas,
Também fazem parte de sua família
E Deus precisa ser amado
E amar a Deus é amar as pessoas.
Pensar em Deus
É pensar no outro
Com carinho,
Amar Deus
É amar o outro,
Deus é feito de compaixão
E amor ao próximo.

Apelo Contra a Violência

Mulheres,
Apoiem-se,
Os braços de um homem
São sempre maiores
Que os seus,
Eles alcançam seu rosto
E seu corpo
Para te agredir
E por mais
Que vocês se esforcem
E acreditem em vocês
Vocês não deram capazes
De alcança-los.
Me envolvi
Num relacionamento destrutivo,
Eu não fui capaz de ser mãe
Mas, ele bateu na minha cabeça,
Quebrou meu braço,
E me jogou para meu pai
Terminar o que ele iniciou.
Não aceitem meias pessoas,
Não achem que vocês
Irão gritar
E eles irão te ouvir,
Não,
Eles irão se irritar
E espancar você
E isto leva a morte.
Enquanto vocês tentam acerta-lo
E se desvencilhar de seus braços
Eles já bateram contra
A sua cabeça
E você morreu
Por ter sequelas
Ou devido ao próprio ato.
Por favor,
Não se vendam por nada,
Não tenham filhos
Destes tipos.
#ApeloContraAViolencia

Os Intocáveis Violentos

“porque não veio água
Pra você,
Você vem me incomodar
Aqui em casa,
Eu não sou rio,
Eu não sou rio”.
Foi a resposta do meu
Próprio pai,
Sangue do meu sangue,
Meu sobrenome.
Há três dias
Sem ter água para beber,
Manter a higiene
Ou me alimentar
Ele diz isso.
Tá bom,
Ele casou-se
Com uma que não é minha mãe,
Tá certo,
Ele tem água
Para ele,
Tá bem,
O Rahat Ahmed
É rico e não me dá água,
Ok.
A vontade do meu coração
É te-los mortos.
Que Deus me perdoe,
Este não servir
Para esposo,
Que Deus me perdoe
Está estranha
Não servir para minha mãe,
Que Deus me perdoe
Meu próprio pai
Me abandonar,
Que Deus me permita
O livramento
Me envie a morte,
Eu não quero
Mais ve-los.
Ok, Deus,
A família Ahmed
São em cinco
Intocáveis e nunca mexidos,
Os leve para distante
De mim,
Eu sei , eles são ricos
Estão acima das minhas palavras
Aonde não chegam os meus pedidos.
Deus,
Você acha justo
Tudo isto que sofro?
Eu já fiz aborto,
Faz com que ele
Não me toque,
Deus,
Em Seu santo nome
Por favor.
Cortou,
Hoje e agora
Relações com meu
Próprio pai,
Sigo sozinha,
Me perdoa Deus,
Porque os Ahmed são intocáveis?
Há neles nome santo?
E ações, Deus,
Quais te favorece?

sábado, 25 de outubro de 2025

Em Frente

Na minha vida
Houveram perdas,
Algumas que acho
Que nunca poderei superar.
Mas, eu luto
Pelo que aprendi
Com elas
E não deixo de lutar
Por elas.
“O Coronel tombou”.
Disse o soldado,
Quando cheguei naquele corpo
Quase irreconhecível
De tanto sangue
Que tinha sobre seu uniforme.
“O Coronel caiu.”
As palavras que chegavam
Aos nossos ouvidos
Enquanto estávamos ali
Inertes não definiriam.
“O Coronel está morto”.
Eu juntei coragem
E disse ao buscar seus batimentos.
“Este coração deixou de bater”.
Eu continuei
Levantando e olhando
Para cada um.
Foi necessária a guerra
E ele marchou a nossa frente,
Matou inimigos,
Defendeu seus ideias,
Mas, o tiro veio,
Não se sabe de quem
E o levou.
Contudo, seguimos.
“Dois levam o corpo,
Os demais ficam”.
Eu poderia fugir
E me prender a dor,
Eu poderia desistir,
Não há vigília,
Acabou.
Mas, olho para aquele
Corpo que hoje segue amparado
Que preciso seguir,
Para onde ele vai agora
Precisam de nós,
“Ou a guerra rompe aqui
Ou lá atrás,
Rompe sobre aqueles que deixamos “.
Seguimos.
Os que sobraram.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Player Game

Querido,
Que caminho você segue,
Marchando a olhos cegos,
Segue reto a linha no horizonte,
Você não é capaz de ver,
Eu aqui a espera-lo,
Ansiar por um pingo
Do seu suor?
Não,
Isto não é um jogo.
E está sua lâmina
Solta ao lado de sua perna,
Não irá feri-la,
Não se levantara,
Mas me tira o sangue,
Me deixa a esmo
Nesta calçada,
Espada em punhos,
Mão no peito,
Você segue o quê,
Não é capaz de me ver?
Não, isto não é um jogo.
Mão dupla,
Fio afiado,
Dois gumes apontados
Para rumar o horizonte,
Cabo firme entre os dedos,
Não lhe pesa o que sinto
Sobre estes seus músculos
Moldados no ferro
E na minha impaciência?
Não,
Isto não é um jogo.
Você segue
E eu, permaneço?
Calça comprida até o tornozelo,
Terno asseado,
Aceite-me,
Eu rodo e hei hei hei,
Estudo e hei hei hei,
Aceite-me,
Vamos juntos
Eu sou capaz de acompanha-lo,
Aceita a honra
De eu poder marchar
Ao seu lado,
Estender a mão a você,
Apertar sua mão quente Coronel,
Não,
Isto não é um jogo.
Rodo, rodo e rodo
Sem parar.
Eu posso apertar sua
Mão esquerda,
Marcho deste lado
E você me mostra o caminho.

Solidão

Eu vejo seu vulto,
Me perco em memórias,
O tempo passa,
As lembranças vão junto.
Queria ter seu abraço,
Manter contato,
Entre tantas notícias péssimas,
Por que você não é aquela
Que me fez bem,
Se eu tenho curiosidade
E quero saber de você.
Eu o vejo tão humano,
Distante de mim,
Inseguro,
Eu não sei bem o que houve,
Mas, parece que sem você
Não há um futuro
Em que eu confie.
As pessoas ainda
Querem ter respostas
Para a minha vida,
Decidir quem vai e
Quem fica,
Eu não gosto disso,
Preferia que desta vez
Eu pudesse ter escolha
E tê-lo comigo.
Por quê
O que dizem é tão importante,
Por quê fica acima
De nós dois?
Por quê fomos impedidos
De estarmos juntos?
Eu queria tanto o seu abraço.
A solidão é pior que veneno,
Fere a casa dia que chama o nome,
Ou quando se mantém calada?
É como uma sucessão de ferimentos
Onde cessa o mais superficial
E mantém-se o outro,
Solidão é ruim,
Você ainda é meu socorro.

Destino à ROCAM