quinta-feira, 2 de julho de 2026

Namoro

Eu gostaria de não morrer

De ciúmes

Sempre que você some,

Queria entender

Que trabalho não rouba

O amor da gente,

Que colegas 

Não são tão eficientes

E que quando um homem

Decide ficar

É porque ele não quer outra.


Queria entender

Que ninguém namora

Com a ideia de trair,

E que posso

Te esperar lá fora

Para fazer um lanche

E você não se retrairia

Ou enjoaria de mim.


Estar namorando

É o objetivo comum,

Mas, você entra no trabalho,

Some lá dentro

Por entre aquelas garotas

E eu penso:

Poxa, será que ele está fugindo?

Se eu ligar para ele

Só um pouquinho

Ele será demitido?


Ta bom,

Eu entendo,

Tenho que controlar

Minhas vontades

E não ficar aqui no carro

A te buscar de janela a janela

Em busca do seu olhar.


Um olhar serve

Para arrematar a saudade,

E me convencer

De te esperar,

Amar não é pegajoso,

É bonito e causa 

Vontade de ficar junto,

Você concorda com isso

Ou eu estou ultrapassando

Seus limites de amor,

De namoro ou caso fortuito.

Expediente

É difícil quando

Você ama muito

E precisa ficar longe,

Por pouco tempo,

Mas cada instante

É tão intenso

Que estar longe

Destrói muito.


É difícil separar-se,

Aceitar que oito horas

Passam rapidinho,

Que o trabalho

Não toma o amor da gente,

Que se tudo der certo,

Ocorrer direitinho,

Logo fora do expediente

Nós estamos juntinhos.


Eu não me importo

Em te esperar lá fora,

Levar um lanche rápido,

Te olhar a distância,

Mas, meu amor

Se houvesse um jeito

De fazer o tempo

Passar rápido,

Eu gostaria que voasse

Cada segundo

Que você não estivesse perto.

Te Amo

Eu rejeitei ele,

Depois mudei de ideia,

Eu nem sei porquê,

Juntei uma sesta de flores,

Frutos e livros

E fui até ele.


Bem, eu perdi,

Ele me rejeitou

Deu a resposta

A tudo que fiz,

No trabalho

Em frente aos conhecidos

Eu fui ignorada.


Não é problema,

Errar é humano,

Deixei tudo lá

E dei o fora,

Agora sempre que passo

Por esta empresa,

Também não sei porque

Eu levo sempre comigo

Uma flor 

E deixo lá com seu nome

Se ele odeia tanto faz,

Se gosta eu penso

Que um dia saberei,

Mas, não peço para ver

Apenas deixo lá 

Com seu nome,

Mas, uma recusa dessas

Na frente de todos

É vergonhosa,

Porém, nada que

Não se possa superar.

O Eu te amo é livre,

No eu também

É que está a dificuldade.

Adeus

Eu moça pobre,

Ele Coronel da polícia,

Se achou grande chefe,

Subiu no coturno

E me acertou no meio.


De salto,

Eu senti o solavanco,

Com uma sesta de flores,

Frutas e livros 

Nos braços

Você me deixou a esperar,

Me ignorou em público.


Eu sou boa para a cama,

Na minha casa,

No meu quarto,

Mas sou inferior

Para o seu Batalhão,

Onde você trabalha

E é reconhecido 

Eu sou rejeitada

Por você próprio,

O que é isso?

Que degrau você subiu

Que te deixou rico?

Ignorante e submisso,

Diga adeus a esta idiota

Que um dia desceu do carro

Para te convidar

Para dar uma volta.

Quem você pensa que é?

 Eu não sei porque

Desci do meu salto

E fui até você,

Claro, você é bonito,

Está certo,

Seu salário é alto,

Mas eu não merecia 

O seu descaso,

Homem o tanto 

Que você se acha

Só deve significar

Que você lambe seu rabo.


Desculpa o palavreado,

Você foi a bosta,

Você achou que eu quis

Te ver em quê?

Sai deste seu pensamento

De superior e valente,

Você me ouviu 

Te dar as respostas correspondentes,

Se viu ao chão,

Chorou e gemeu,

Sai dessa garotão,

Te sobrou seu pênis

E este seu pescoção,

Sai de mim,

Vai buscar alguém 

Na esquina 

Que aceite suas deficiências.

Me Esquece

Você se aproveitou bem

Do meu instinto frágil,

Ignorou quem sou,

Minha capacidade de 

Te superar.


Na verdade,

Você nunca foi grande coisa,

Me deixou

E acabou,

Sigo em frente,

Não preciso sofrer.


Marco um novo encontro

Na sua cara,

Com aquele seu subalterno

Que você odeia,

Pois é, 

Até mesmo ele

Consegue te superar,

Me fazer te esquecer,

Aliás, te apagar.


Você não vale

O meu pensamento triste,

Minha cara de contradição

Por ter errado

Em te convidar

Para ir ao cinema.


Você não vale meu vestido curto,

O frio que eu passo

No salto alto,

Você não vale tirar minha calcinha,

Um único passo,

Obrigada pelo descaso,

Adeus,

Vou aproveitar com quem

Me queira bem,

Dane-se você!

Eu não sou sua demente,

Me esquece

Pra sempre!

Tranco a Porta

Você tem um gênio forte,

Eu concordo plenamente,

Aí você decidiu me proteger

Acima do nosso relacionamento

Com base em tudo que você

Acredita ser necessário

E pronto.


Não te importou

O que você disse,

O tom de voz usou,

Você quis ferir-me

A custa do que for.


E se eu te disser

Que o que você perdeu

Fui eu,

Você permanece irritante?

Fala tão alto e categorico

Quanto antes?


Se eu disser

Que sua voz grossa

Destruiu tudo que houve,

Você permanece desta forma

Tão irredutível e categórico

No seu posto?


Eu não sito vagabundas,

Querido, 

O que é isso?

Talvez, eu chore 

Na sua frente,

Não seria a primeira vez

Que eu choraria 

Na frente de um idiota.


Mas dor se retrai,

E maldade não se desfaz,

O que você diz agora?

Vem até minha porta e implora?

Eu tranco a porta,

Eu não quero ouvir

Suas promessas vazias

De sentir.

Amor de Boca a Boca