segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Adeptos De Fé Nenhuma!

Deus é pai,
Um dia ele irou-se 
Contra certa cidade,
Lá não respeitavam
Pai e mãe ou crianças. 

Irritado, Deus pediu ao povo
Clemência e disse que tivessem
Fé em seus corações,
Se houvesse lá, entre mil
E milhões, dez pessoas 
De Fé pura 
Toda a cidade seria poupada.

Mas não houve,
Veio a noite e novo dia
E a violência continuava
Instaurada nas ruas,
Haviam idosos pedindo comida
E morrendo de fome,
Crianças sendo vendidas
Em plena rua por misérias,
E para Deus
Qualquer valor é miséria 
Porque o que é de verdadeiro valor 
É a vida
E a existência digna da criança. 

O cemitério foi invadido
E os sepulcros foram abertos,
As carnes do mortos foram 
Retiradas por alguns
E feito deles a comida.
Marta passou por lá 
E vendo a enxurrada descer vermelha 
Pela sanga pegou um balde
E juntou toda a água 
Que descia devido a chuva.

A água vermelha foi usada
Para dar cor ao bolo
E aos pães e depois
De toda a família alimentada
Estes alimentos foram vendidos. 
Chegando no cemitério 
Para ir levar flor ao seu ente querido
Pedro avistou o sepulcro 
Do irmão aparentemente aberto,
Pois havia nele uma espécie 
De rachadura quase invisível. 

Irritado ele ajoelhou-se
Em frente a lápides 
E pos-se a chorar,
Um estranho saiu debaixo
Da terra de próximo a ele
E o puxou pelo braço.
Pedro gritou amedrontado:
- como você saiu da boca
Da terra?
E o rapaz sorriu
O puxando com duas mãos.
- me deixe!
O que você é?
Um fantasma?
Ele indagou.
- eu sou seu vizinho
E vivo aqui embaixo,
Eu durmo na lápides 
Onde você está 
E irei comer a sua carne!
O rapaz falou
E levantou-se deixando
Em vista metade 
Do seu corpo magro 
E de camiseta. 

- por favor!
Me deixe em paz!
Eu tenho família. 
O que você fez do meu irmão 
Que estava aqui?
Ele gritou.
Virou para trás e esbofeteou 
O rapaz que caiu
Sobre a terra.

Pedro se levantou do chão 
Sujo de barro e suor
E buscou escoicear o rapaz
Que se jogou para baixo
Da terra e de repente 
Nada havia ali
Exceto barro e folhas.

Pedro tentou abrir 
O chão com os dedos 
Mas não pode como
Se houvesse uma espécie 
De porta.
Pedro correu até a Cruz mestre
E gritou em alta voz:
- Deus me ajude!
Comeram meu irmão 
E o venderam na cidade!

Relâmpagos soaram no céu 
E raios vieram de lá 
E a cidade pegou fogo.
Algumas bolas de fogo
Caiam do céu formando
Buracos onde as pessoas 
Eram tragadas para dentro 
E gritavam por ajuda.

Um homem pegou suas filhas
E trouxe até a porta
Gritando com a Bíblia na mão:
- tome minhas filhas 
Para sacrifício,
São virgens.
As tenha Deus e me poupe!
Mas Deus não entendeu
Que virgindade é paridade,
Pois a ação era profana.

A cidade virou ossos
E cinzas e suas cinzas
Voavam para distante,
Até que vendo aquilo 
Como um sinal
Duas filhas decidiram
Invadir o quarto do pai
E ter filhos vindo dele mesmo.

Antes que a segunda entrasse
No quarto do idoso 
Que dormia no escuro
As cinzas a cegaram 
E os filhos de ambas
Não chegaram a vida
Pois as cinzas consumiram
Também está cidade
Trancando suas portas
E impedindo a saída. 

Deus não quer adeptos
Que estupram pais e filhos,
Ele inundou tudo com cinzas
Deixando apenas a Cruz
Da igreja fora dela. 

Um Único Filho, Por Favor!

Esposa acatada,
Dedicada ao lar,
Mas, impedida de ser mãe 
Por fatos alheios 
A minha vontade:
Eu estava com uma xícara 
De café em minhas mãos,
Caminhei sem ver o chão,
Tropecei e caí na escada
Com a barriga contra
O corrimão. 

Sangrei aos 11 anos,
Tudo que uma mãe sangra
No parto,
Porque desde aquele dia
Fiquei impossibilitada
De ser mãe para sempre.

Meu marido me esperou,
Cuidou e afagou,
Então, eu lhe disse:
"Tenha filhos com minha amiga,
Ela é como minha irmã,
A amo tanto
Que é como se tivesse 
Meu próprio sangue".
 E ele respondeu:
"Querida, ela não lhe ama tanto,
Eu posso esperar".

Eu o beijei nos lábios 
E olhei em seus olhos
Então o disse:
"Amor, não!"
A gravidez chegou
Era perfeita e sonhadora,
A casa foi limpa e trocada a cor,
Trocamos o piso,
Organizamos o quarto.

Mas minha amiga
Me virou o rosto,
Após isso,
Quis dormir com meu esposo,
Não foi de susto
Que a peguei no meu próprio quarto
Com ele sobre minha cama,
Nus e ela como filho
Em seu ventre,
O meu filho,
O filho dele. 
O filho que eu não seria capaz...

"Amor, você está em nossa cama".
Eu disse.
Me voltei para trás,
Fechei a porta.
" tudo bem"
Respondi com o corpo arfante.
Eu o amava ainda
Com ardor e carinho.
Sequei as lágrimas 
Do meu rosto e sorri.

" saia daqui"
Ele disse atrás de mim.
Me assustei olhei para trás 
E ele a tirava do quarto
Pelo braço,
Nua e barriguda.
" oh, amor..."
Ela disse.
Eu coloquei as mãos 
No rosto.
Não queria ver.
Ele estava nu,
Lindamente nu
Para ela.

" se você desrespeitar minha esposa,
Sairá desta casa
E não me importa o filho
Que você tirou de mim
Por se aproveitar da nobreza dela"
Ele falou.
Passou por ela
E me abraçou no corredor. 
" perdão, senhor,
Perdão."

Ela disse a ele de joelhos
Aos prantos agarrada
Em seus sapatos. 
" não!"
Ele respondeu categórico. 
"Passaras agora ao quarto
Do andar de baixo".
Ele disse.
" o quê?"
Ela o indagou suplicante..
" este filho que você carrega
Não lhe pertence.
É meu e de minha esposa.
Respeite-a!"
Retornei a antiga amizade
Com minha amiga
E logo ela teve a criança,
Um lindo menino
Com o rosto e outros traços fortes
Do meu esposo.
Amei aquela criança 
Como se fosse do próprio ventre.
Moramos os três juntos.

domingo, 1 de novembro de 2026

Deus Bondoso

Disse Deus:
Não tenha medo,
Eu sou seu escudo,
Grande será seu sucesso!
Respondeu Abrão:
Não tenho filhos,
Mas encaminho meus servos
Para herdeiros da fé que tenho!
Respondeu Deus:
Virão seus servos 
E também seus filhos,
Pois te abençoo
Com amor bondoso!
Olhe para o céu 
E conte as estrelas,
Assim você receberá 
Bênçãos por recompensa!
Abrao olhou o céu 
E dormiu e veio escuridão 
Em seus olhos
Que o assustou,
Mas Deus com sua bondade 
Enviou um fogareiro 
Com uma tocha acesa
E a escuridão cessou.
Porque dificuldades existem
Mas o amor de Deus
É poderoso e protege.
Não temo o sono
Em que meus olhos
Se fecham e os problemas pesam,
Porque Deus está comigo
E ele divide ao meio
O meu fardo
E se abutres me cercam
Eles carregam o que existe 
De ruim e eu durmo bem 
Porque a tocha de Deus
Está acesa e seus olhos
Não se fecham
E sua mente não carrega problemas,
Então, estou seguro,
Salvo,
Redimido,
Protegido,
Garantido
Estou com Deus. 

Finados

Bendito seja o Deus Altíssimo,
A Ele entrego meus familiares
Que se foram desta vida 
E pôr quem rezo em cada dia
E não abandonarei na morte
Como não fiz em vida.

Deus criou o amor 
Em minha alma,
Minha família o fortaleceu
Em cada hora,
Entrego todos em Suas
Bondosas mãos e peço 
Seja gentil com cada um
Como sempre busquei ser
Pois os amo
Com bondade e imensidão. 

Dou a Ti cada bem
Que tenho,
Nada é tão valoroso
Quanto estes 
Que estão aí Contigo 
E também os que ficaram. 

Devolve-me as pessoas
E fica com os bens,
Se puderes
E não estou a Lhe ofender
Leva o que precisar
Mas deixa meus parentes 
Os amo 
E quero todos comigo.

Mas devolver quem foi
Não é possível,
Então rezo e clamo a Deus
Proteje os que vão 
Como cuida os que ficam.

Todos os Santos

Hoje é dia de todos os santos,
Dia de se apegar
As orações 
E pedir forças 
Para o que vem amanhã,
Dia de Finados.

Reza para um,
Agradece o outro,
Faz benzimentos,
Se apega ao terço,
Hoje se ajoelha
Quem jurou nunca chorar,
Hoje sente saudades
Aquele que nunca iria amar. 

Hoje é dia de pedir
O impossível,
Entregar o irreparável,
Sonhar com lágrimas,
Morrer de dor com classe,
Porque amanhã haja abraço 
Para dar forças 
Para te manter em pé 
Em frente a lápide,
Daquele que daríamos tudo
Mas, contudo:
Por quem nada mais
Temos a fazer.

Finado Amigo

Saturou meu amigo,
Estou saturado de cobranças,
De brigas desnecessárias 
Desta chuva que não acalma.

Estou farto
De procurar flores
Pra agradar o cemitério,
Em vida você 
Tinha as melhores,
Agora em sua memória 
Quais te lembram 
Nossa história?

Estou saturado 
De agradar passantes 
Que pisam no seu chão,
Reclamam do calor
E não valem recordação. 

O que quero dizer
É que sinto saudades 
E queria te abraçar 
Outra vez,
Ser educado com você,
Falar sobre amores
E fortalecer nossa amizade,
Você foi tão ligeiro
Mas deixou saudades
Por onde eu passo.

Oi Tom

Oi Tom
Gosto de escrever
E minha carta chegar
Até você, 
Você é doce e meigo,
Suas palavras 
São convidativas 
E você é perfeito.

Sonho em te abraçar,
Estar perto
E que as coisas mudem,
Sonho em não estar
Tão triste,
Não ter medo.

Você é reconfortante,
É força para meu coração. 
Você é sorriso,
Você é meigo.
Eu amo você 
E amo ler as coisas
Que você diz,
Você é inteligente 
E convidativo. 
Fica sempre comigo.
Te amo.

Santuário do Seu Amor