Ele me fez esperar,
Deu continuidade ao que fazia
Como se eu não estivesse lá,
E funcionários vieram me pedir
O que eu ainda fazia ali:
Estou esperando respondi.
Não acreditei que fosse
Uma indireta bem direta
Contra a minha cara
Ignorei todos os bons princípios
E fiquei ali.
Pois é, o dia veio
E a garota de um ano e meio
De cama
Não valeu uma única olhada
Em público.
Sim, fui amor de noites,
Amor de cama,
De lençóis limpos
Que não dura um dia inteiro,
Amor de menos de 24 horas,
Amor com hora marcada
E lugar para se encontrar,
Tivesse cobrado não teria
Me sentido tão humilhada.
Malditamente em suas mãos,
Maleável por entre seus dedos
Não me respondi num único ato,
Só respondi aos seus dedos
Implorando por seus toques
Numa oração silenciosa
De olhar nos seus olhos
E implorar para me recompor.
Trêmula em cada ângulo,
A ver suas mãos e rezar
Para que repousassem
Sobre meu corpo sôfrego,
Sua, desmascaradamente sua,
Excitada feito uma puta,
A rezar por um minuto
A mais de sua noite...
Saí daquele lugar emputecida,
Amaldiçoando ter ido lá,
E preferi a espera,
Aguardar, rezar e tê-lo,
Até que alguma vergonha
Domine meu corpo
E eu encontre resistência.
Eu juro,
Não haveria nada
De mais terrível,
Eu só me contive
Quando senti seus dedos
Presos sobre minha intimidade,
Que droga,
Que há naquele olhar
Que repousou sobre
A minha mente
E levou toda a minha dignidade?
Eu vi meus lábios tremerem
Até descerem no seu corpo,
E eu estava muito distante,
Então, vi meu corpo vibrar
Feito cordas entre seus dedos,
Mas, eu nem estava lá.
Vi um suor frio me percorrer
E não pude mais desviar
De olhar ele e desejar seu corpo,
Eu o vi por inteiro,
Desejei cada gesto e ele nunca
Esteve mais seguro,
Em pleno domínio
De si mesmo e de meu corpo.
Perto dele não sou mais
Que mulher e dele,
Anseio e morro de desejo
Só quero ele,
Esqueço tudo,
Só estremeço a olhá-lo,
Sem controle,
Em plena necessidade.
O amo e esqueço de tudo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário