Quando estive cara a cara
Com este que amo
Não encontrei única frase
Que traduzisse o que sinto,
Vi meu corpo pular
Como se o coração
Passasse a percorrer as veias
E comandar cada membro,
Eu pulsava e suava
E latejava palavras
Que eu não sabia dizer,
Mas, que sentia tão forte em mim.
O amor escolhe as pessoas,
Ele nos trai,
Vê a pessoa e a quer,
Isto me deixa insegura,
É difícil quando este homem
Não te retribui,
Então você o olha
Bem no fundo
E vê que não passa de um menino
E amores não são feitos
Para homens imaturos,
Mas, dizer isso para si mesma,
Acreditar no que você insiste
É difícil.
Ele é dono de si mesmo,
Possui domínio no que sente,
Habilidade em cada ato,
Ele resistiu distante,
Me viu tremer até os pés
E não importou-se comigo.
É ele foi frio,
Ele gosta de dizer isso
Para as pessoas,
Que tardou fazer sua escolha
De amor,
E que, em primeiro lugar,
Escolheu o amor próprio,
Então, quando vi
Eu não fui a escolhida.
Mas, ele continuava
Sendo a minha escolha,
Acima do que dizia,
Me vi um lixo,
Um objeto descartável
Que não percebeu
Que sua utilidade
Durou uma noite
E que nunca se perpetuaria
Na luz do dia.
Pois é,
Eu fui garota de muitas noites,
Mas, de nenhum amanhecer,
Muito menos ver-se
Fora de quatro paredes,
Vadia e descartável,
Boa de cama
E péssima de hábitos,
Não me contive em sua frente,
Chorei e me angustiei,
Ele sorriu soberbo,
Mantinha o domínio,
Não chegou perto,
Não me ofereceu abraço,
Me fez desmoronar sobre
Um chão frio
Que nem tinha uma maldita cama
De onde eu nunca deveria ter saído.
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