terça-feira, 2 de junho de 2026

Discussão acalorada

Queria poder
Usar as palavras
De maneira
Que eu convencesse
As pessoas
E obtivesse sucesso.
Não queria enganar,
Apenas ter um bom palavreado
E saber convencer
Os outros sobre
Minhas certezas.
Mas, tento falar
Encontro um obstáculo
E saio no grito,
Falo alto,
E se precisar esmurro,
Isso não me dá êxito,
Só faz inimigos,
Depois disso,
Por algum tempo
Preciso evitar
Encontrar estas pessoas
Pois existe um constrangimento
Entre nós
E aquela discussão desmedida
Sobre um assunto
Que eu só penso:
“Por que quis falar sobre isso?”
Finjo que isso
Nunca teve importância,
E quando retorno
Ao assunto
Fico pensando
Se a outra pessoa
Não ensaiou
Ser pior que antes
Para a rixa ocorrer
Logo de imediato.
(Eu, ela e o outro vivente 
Que nada tinha a ver
Com os fatos).

A culpa é dos pais?

Não,
Culpar meus pais
Por meus erros
Não me faz melhor,
Nem me ensina
A tomar decisões exitosas.
Não,
Odiar cada palavra
Dos meus pais
Por ter chegado
Num ponto da vida
Em que tudo parece errado
Não me ajuda a melhorar
Ou ter sucesso.
Não,
Quanto mais eu fracasso,
Mais me distancio
Dos meus pais
E menos os quero perto.
Trabalhar para alcançar resultados
É difícil,
Quanto mais se torna árduo
Mais eu desisto
Fujo e grito:
“É culpa de vocês,
Vocês me fizeram um fracasso!”
Me escondo e me omito,
Culpo a eles e pronto,
Não ganho nada com isso,
Mas, nem me esforço
E nenhum êxito vem disso.

Discurso sobre os pais

Quanto mais os anos
Se somam a experiência
Mais me vejo
Culpar meus pais
Por tudo que sou,
Cada erro,
Cada discurso,
Cada decisão.
Eles estão velhos
Os anos ficam evidentes
Em cada um deles,
Mas, eu não consigo
Fugir da dependência
Psicológica de culpa-los
Por eu não poder
Ser independente
No que penso, digo e faço.
Eu tento admitir
Que a culpa
Não é deles,
O que colho é resultado,
Mas, a cada passo
Me viro e grito:
Fica quieto,
Você é o culpado!
Eu me perdi
Em algum discurso moral
De ame seus pais
E respeitem,
Daquilo eu só entendi:
Você veio deles,
Seus resultados são o efeito!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Odeio Amor de Presídio

Não tolero amor
De presídio,
Aquele que só existe
Porque resultou
De um crime,
Se você forçou meu beijo
Você foi cruel
E eu te rejeito.
Eu não aceito amor
De presídio,
Que precisa ter roupa
Que se adeque
Para poder estar perto,
Que necessite de hora
Marcada para ver
E para dizer adeus,
Se você não gosta
Do que eu visto,
Não abuse da minha confiança
Afaste-se e busque
Outra garota.
Eu não gosto
De amor presidiário
Onde é cheio de regras
E nenhuma liberdade,
Eu prefiro o amor livre
Onde você se expressa
E é aceito,
Onde você é ouvida
E ninguém se rebaixa.
Eu odeio amor presidiário
Onde precisa revista
Para você se aproximar,
O encontro é as escuras
E ninguém quer ter testemunhas,
Se você não confia
Em mim não se aproxime,
Se você odeia meus amigos
Você me reprime,
E não me aceita
Por completa,
Se precisa ser escondido
Então, não é correspondido.

Feita de amor

Eu sou feita
De amor
Que dura a noite toda
E fica ao amanhecer,
Eu sou feita
Do amor
Que espera,
Valoriza e me busca.
Eu sou feita do amor
Que me deseja
A toda hora
E me cuida sempre.
Eu sou feita
Do amor
Que se sujeita
E entende meus defeitos,
Eu sou feita
Do amor
Que deseja estar
Comigo
Por toda a vida.
Eu não aceito
Amor que dura
Enquanto for noite
E ninguém possa ver.
Eu não tolero
O amor que não respeita
Prefere ficar escondido,
Não assumir
Por determinado tempo.
Eu sou feita
Do amor que me vê
E quer ficar,
Se esforça por nós,
Sente orgulho
De sermos um casal.

Policial

Marchando pelas ruas
Onde eu passo
Eu deixo meu rastro,
Protejo o velho,
Ajudo o novo,
Trago a lei,
Faço a repressão,
Sou assim,
Policial anti ladrão,
Anticorrupção,
Não me força a batalha,
Isso eu faço por opção,
Não temo o tiro
Que me espera,
E vem da mesma mão
Que eu protegi
Até então.
Eu sou policial treinado,
Entendo o caminho
Que faço,
Armado e estudado,
Eu não escolho
Quem protejo,
Mas, você escolhe
Quem matar
E quem denunciar,
Então, não me faça
De seu alvo,
Veja por onde passo,
Sempre que você precisa
Eu te ajudo,
Eu sou o policial
Que está no seu bairro,
Sei da sua realidade,
Entendo suas necessidades
Por que você insiste
Em dizer que sou
Seu alvo?
Sou eu quem está
Cruzando a sua rua,
Evitando que você morra
Por tão pouco,
Por que você me critica?
Se estou sempre pronto
Pra te auxiliar,
Pra te proteger,
Em que você se baseia
Quando me coloca
Em sua mira?
Eu não estou apto
A morrer,
Mas, enfrento tudo
Pra te proteger
Por que você insiste
Em me fazer de alvo?
Eu estou a serviço
E você a quem serve?
Você conhece o presídio?
Então, por que se esforça
Tanto para ir para lá?
Não me use de seu alvo
Eu nunca te coloquei
Na minha mira.

Operação Policial

Não existe operação
Que a polícia
Não conclua,
A munição é a prevista,
O inimigo que inove,
O policial mune-se
Dá mente
E encerada a munição
Vale-se do pessoal
Que tem.
É assim mesmo,
Eles marcham seguros,
Confiantes de seu poderio,
Usam fardas reconhecidas,
Sem máscaras
Só metem a cara mesmo
Em repúdio ao terrorismo.
Já os malandros,
Se escondem,
Se armam,
Se mutilam
Atacam de traição,
Lá não tem amigo não,
É bala a esmo
E quem pender
Sai perdendo.
O policial vai de munição contada
E uns socos pra jogar
Na sua cara,
Uns pontapés bem potentes
Pra derrubar sua porta,
E um ombro forte
Pra derrubar o muro
Em que você se apoia,
Sai dessa vida
Garoto terror,
Seu fuzil tá na mira,
Seu rosto vai ser
Capa de jornal de polícia.

Ao Primeiro Olhar