Não me irritar,
Não implicar,
Não buscar sempre
Manter tudo no controle,
Pois me indago:
Que controle?
Da vida?
Das coisas?
Do tempo?
Ora, mas o tempo urge,
Corre e cavalga
E eu feito uma louca
Em busca dele
Tentando parar as horas,
Por quê?
Pra tudo ocorrer conforme,
Conforme o quê?
Se nesta busca desregrada
Eu perco os atos,
Grito as palavras
E tudo dá errado
Onde me vejo
A chorar desvairada
E a ouvir o que não desejava.
Desejos,
Segredos,
O tempo... por que
Quero controlar tanto?
Ora, esta certo
Eu te amo
E o quero comigo
Já perdi tanto
Então, finjo não o ter
Ou o obrigo?
Obrigar a que?
Me amar como amo você?
Exigência,
Carência,
Competência,
Preparar...
As palavras voam
Em minha mente
E dobram minha língua,
Não a ouça
Se você for me virar as costas,
Estou sozinha
E não posso perder você agora!
Nenhum comentário:
Postar um comentário