sábado, 3 de janeiro de 2026

Terror no Narcotráfico

“Amor só de mãe”
Era o lema do meu pai
Que ele gostava
De repetir em alta voz
Na saída de casa
Com o dedo levantado
Para o alto
Sempre que saía
Na calada da noite
Vender drogas
Nos lugares mais imprevisíveis.
Nós vivíamos disso,
Vivíamos muito bem,
Meu pai,
Um sujeito sem tatuagens,
Com cabelo curto escuro,
Olhos no mesmo tom
Passava facilmente despercebido
Por onde fosse,
E lucrava muito.
Tinha coleção de armas
Espalhadas pela casa,
Dinheiro por todo canto,
Dinheiro nunca nos fez falta,
Minha mãe
O respeitava muito,
Tinha ao seu alcance
Tudo que queria,
Eu fui a concretização
Do sonho do casal.
Na última primavera,
A polícia começou
A perder a força
E vender nunca foi mais
Lucrativo,
Nossos carros de luxo
Passeavam com ímpeto
Pela cidade,
Nossa cidade.
O nome do meu pai
Começou a ser pichado
Pelos muros
E ele foi sendo exigido
Para prefeito,
Minha mãe não desgostou
Da ideia,
Eu sou jovem para falar.
Eu via a coleção
De roupas do meu pai
Com os olhos brilhosos
Com que via suas demais
Coleções de calçados,
Carros e mulheres.
Bem, meu pai
Não disfarçava
O gosto pelo toque feminino
E minha mãe percebia.
Ele teria dado
Um beijo de felicidade
Em minha mãe
E um abraço de despedida
Em mim,
Mas, seu lema não era este.
Fechou a porta atrás de si
E foi para a cidade,
Buscou uma casa de danças,
Entrou como quem é o dono,
E lá ficou por uma noite inteira.
Nunca temeu a polícia,
Se orgulhava de sua profissão
Narcotraficante,
Não perdia a oportunidade
De vender o máximo que podia,
Via garotas caírem,
Via garotos morrerem
De overdose,
Isto não lhe importava,
Não tinha limites.
Se a droga era forte
E pegava bem,
Ele apostava nela,
Gostava de mostrar
O rosto
E a multidão se jogar
Ao seu dispor,
Amava o dinheiro.
Nada lhe tinha
Maior valor,
A polícia chegava,
Passeava com seus carros
E sirenes ligadas,
Armados até os dentes,
Treinavam feito poucos
Seus aspectos físicos,
Meu pai gostava
De matar policiais,
Aliás, não dava importância
A morte,
Ele costumava dizer:
“A morte não me alcança”.
Quando a polícia
Chegava no local
Em que ele estava,
Alguém sempre o defendia,
Quase sempre
O policial não saía vivo
De onde ele estava.
“Policia é função de frouxos”
Ele dizia.
Levantava seu brinde
Para o alto,
Todos o protegiam,
Era homem íntegro,
Reconhecido bom cidadão,
Orgulho da família,
Rapaz trabalhador.
Distribuía droga
Como polícias recebem
Socos na cara,
Aos montes,
Derramado sobre a mesa,
Ele apontava o dedo
E o povo se jogava sobre.
Era assim
Com os policiais,
Apontavam o nariz
Para dentro
E mil socos voavam
Em sua cara.
“Polícia tem que estar sangrando”
Ele dizia,
E ria.
Sem que desejasse
Policial algum chegava perto,
Ele era grande,
Senhor dos sonhos,
Dono da droga,
A multidão lhe obedecia,
A polícia fugia
Sem imaginar de quê.
Quem o via,
De longe lhe cumprimentava,
De perto o admirava,
Sorriam
E ele não poupava sorrisos.
Bem, está noite,
Que tardou ter fim,
Trouxe alguns mortos,
Famílias separadas,
E dez policiais encontrados
Na sarjeta,
Fardados, desarmados,
Inertes.
Meu pai do alto buzinou,
A garagem se elevou,
Ele entrou,
Eu sorrateira,
Me assustei com sua ausência,
Em entrei algumas armas
Por acaso
E pus-me a mexer.
Assustada
Com alguns tiros
Feri minha perna,
Chorando me coloquei
Para fora do quarto de papai,
Encontrei a mamãe
Fazendo café na cozinha,
A espera de papai,
Mirei e atirei.
Eu sentia dor
Na perna que mancava,
Ademais, a perna sangrava,
Não vi alternativa
Com sangue no olhar,
Apertei o gatilho
Contra ela e disse
“Ma-mae”.
Ela só olhou assustada
Para aquela criança
De três anos
De cabelos loiros
E olhos azuis chorosos.
Voou bala,
Caiu minha mãe no chão,
Eu me assustei
Olhei para aquilo
Que tinha entre os dedos
E não parou de sair tiros,
Nem mesmo quando
Meu pequeno corpinho
Caiu sacudido no chão.
“Que foi isso?”
 Ronilson disse assustado
Quando viu sua filha
No chão,
“Minha filha?”
Ele viu mais a frente
A sua esposa
“Marta?”
Correu até ela
Com a criança no colo,
Juntou seus melhores
Traficantes,
Pegou as armas,
Entregou os carros
E gritou a ordem:
“Matar polícia”.
Único grito
E a ordem se espalhou
Feito fogo
Com balas a perfurar janelas,
Explodir casas,
Fazer voar corpo
De policiais por onde encontrassem.
Sua coleção de carros
E armas era grande,
A polícia se tornou pequena,
O batalhão foi explodido,
Voou pelos ares,
As viaturas foram queimadas,
A delegacia caiu invadida
Pelos capangas com tiros
Nas janelas,
Paredes sendo quebradas
E depois a explosão,
E caiu com ruído frouxo,
Segundos e tudo ruiu
Ao chão.
“malditos,
Mataram minha família “
Ele continuou,
Espalhou a ordem
Pelos meios eletrônicos:
Rádio, televisão, internet,
Celular”.
O povo se ergueu
De suas camas
Como quem levanta
Do caixão,
Com ódio mórbido
E cegueira doentia,
E correu para a cidade
Em busca de destruir,
Aniquilar,
Não haveria saída,
Não restaria farda,
Nenhum homem armado,
Exceto os traficantes.
Houve invasão e fuga
No presídio,
Invasão e roubo de dados
Do juizado,
Dos sistemas policiais.
Este dia Ronilson chorou
E com ele
Toda a cidade.
Chegou na base Sul
Da cidade e a queimou,
Não restou um único
Indivíduo de queixo erguido,
E orgulho nos olhos,
Ele espalhou a morte
Por algumas horas,
Foi como se fosse
A passagem de um furacão.
Casas foram incendiadas,
Ao fim chegou no Coronel,
Ele vestis sua farda
Em frente ao espelho,
Sorria,
Seguro de si,
Colocava sua arma no coldre,
Nem terminou,
Da rua Ronilson o explodiu,
Nem moveu-se
E caiu.
O espelho voou,
A janela estourou,
Sua esposa nem acordou.

Me Abrace

Me abrace
Com uma segurança eterna
Pra guiar meu amor
Me deixar feliz,
Me fazer sua mulher,
Me permitir te querer.
Me beije
Com seu amor eterno
Que me faz segura,
Ampara meus medos,
Me segura forte
E nunca me deixa.
Me sorria
Com seu sorriso eterno
Destes que arrepia,
Que me faz sonhar,
Me leva ao seu abraço
E me faz ficar.
Me olha
Com seu olhar eterno,
Destes olhos brilhantes
Que me faz ver o horizonte
E querer estar,
Te abraçar,
Te sorrir,
Te amar.
Palavras
São tudo que tenho
Pra te dar,
Me dê amor,
Me queira segura,
Cuida de nós,
Eu sinto sua falta,
Pra nós chegarmos
Ao pra sempre
É só você querer,
Me abraçar tão forte,
Nos proteger,
Eu amo você.

Que Dure

Desejo te visitar
E que minha passagem
Por sua casa
Não lhe seja
Para prejudicar,
Desejo te abraçar,
E rezo para que
Tudo esteja sob
O olhar atento de Deus,
Porquê Deus sabe
O quanto te amo
E caso minha mente
Enfraqueça
Deus sabe mais que
Eu para que te mantenha,
Porquê, baby
Eu sinto sua falta,
Mas, baby,
As vezes tudo me falta.
Eu posso estar errado,
Sei disso,
Mas, baby,
Com amor
Eu aprendo fácil,
Basta seu beijo,
Seu carinho,
Seu abraço.
Não digo para agradar,
Não faço para chamar
A atenção,
Me gabar,
Nem duvido
Do quanto te amo,
Mas, lhe guardo
No olhar de Deus,
E em minha falta
Que ele saiba te amar,
Tanto quanto ele sabe
Que te amo a distância.
Que não paire dúvidas,
Mas se houver,
Me pergunte
E eu poderei lhe falar,
Olhar em seus olhos,
Te abraçar,
Te amparar,
Estar perto.
Pois, o que se faz
Quando a gente
É mal tratado,
Se cuida de si mesmo
E vai embora,
Mas o ódio passa
E o amor fica,
Se eu me for,
Baby,
Deus nos sustenta.
Eu quero isso,
Eu peço a ele,
E que nosso amor
Dure para sempre.
Não há beijo
Que desapaixonar,
Nem amor que
Dure pouco,
O eterno
É só questão de carinho,
Segurar a mão,
Abraçar com paixão.
Amar é glorioso,
Sustentar o amor
É o ato maior.

Feliz dia

Acordar de manhã
Com a aurora buscando
Você não cama,
A brisa matutina
Chacoalhando as cortinas
Da janela aberta,
É que é vida.
Então, você acorda
Vai até a cozinha
Come uma boa polenta
Feita por você própria,
Aquela da noite passada,
As boas sobras,
Que você fez com tanto
Carinho
E guardou o que sobrou
Pra depois.
Ela toda feinha,
Mas feita por suas mãos,
Mais gostosa impossível,
Deliciosa a percorrer
Cada canto da boca,
Até saciar.
Mais valor tem
A polentinha feia
Que o hambúrguer
Comprado a pouco tempo,
Que custou
Um dinheiro que você
Não tinha,
Exigiu de você
Tudo que não precisava
E que,
Ao abrir,
Você consegue contar
O pedacinho de carne
Que vem dentro,
Um queijo de migalhas
E mais nada,
Não sacia,
Não enche a barriga.
Claro,
Hambúrguer é hambúrguer,
Contudo, a polenta
Que você come
Se sacia e deixa
As sobras pra mais tarde
Tem muito mais valia,
É vida,
É investimento em si própria,
Ah, amada polenta,
Bom dia,
Que meu paladar te espera.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Sua Doida Incorrigível

Eu o amo tanto
Que lhe daria
Meu último suspiro,
O último sopro de
Minha vida
Até te ver
Transbordar amor
E não existir mais
Exceto nós.
Eu o amo tanto
Que dos mil amores
Que beijei
Sopraria casa gosto
Que amei
E você pudesse
Ser tão amado
Quando sonhei,
Quanto fui,
Quanto desejei.
O amo tanto,
Que sussurraria
De nome a nome
Ao seu ouvido
Até não restar
Nada oculto
E não haver amor
Que não seja correspondido.
O amo tanto
Que despejaria
Cada gota
Da minha saliva
Em seus lábios secos
Até saciar
Sua cede,
Olha aquele príncipe
Eu fiz um cãozinho,
Não há nada
Igual a você não,
Você viu,
Eu lhe contei agora
Sobre um ex,
Que ele seja seu
Muito mais que foi meu,
Que tudo que me deu
De bom,
Você receba
Destes lábios beijados
Em dobro de amor,
E eu não ficaria
Fora do seu encalço
Um único segundo
Meu amor,
Hora te vejo,
Hora o busco,
Sou aquela
Doida por você incorrigível.
Você me deixa
Eu te tocar agora,
Sentir sua pele,
O gosto da sua roupa
Molhada de suor,
Me deixa te acompanhar,
Andar com você
Em sua jornada,
Só queria ir com você
Até o final,
Sou a sua doida
E por você incorrigível.
Me deixa te beijar
Até saciar sua cede,
Te tocar
Até secar seu suor,
De tão quente
Te fazer derreter,
De tão sua
Beijar tudo em você.

Espero Seu beijo 😚

No mistério da noite,
Guardo o seu sorriso,
No brilho da lua,
Que não brilha sozinha,
Eu guardo seu sorriso,
Uma única estrela
Reluz ao seu lado
Como um namorado,
Lá no céu
No escuro infinito
Eu penso
Onde você está
Quando poderia estar comigo.
E eu sinto sua falta,
Espero o frescor noturno
Como quem espera
O seu beijo
Doce e esperado.
O tempo parece
Parar
Pois tudo de mais
Importante
Está distante agora
E eu espero o seu olhar,
Sonho com seu sorriso,
Os traços perfeitamente
Delineado neste rosto
Incrivelmente perfeito,
Espero o seu abraço,
Sonho com nós dois juntos,
De mãos dadas
Noite adentro
Até saciar a vontade
Um do outro,
Secar a saliva
Que escorre
Pela boca,
E puxa seus beijos
A tragar de um a um,
Ver-me sua,
Inabalavelmente sua.

Na Escuridão da Noite

Na escuridão
Da noite,
Início de
Ver as estrelas,
O sereno
Toca as flores
E eu queria
Você perto.
Na escuridão
Da noite,
Quando o vento sopra
E faz frio
Em meu corpo
Eu queria você perto.
Na escuridão
Da noite,
Com o rosto
Banhado de lembranças
Eu queria você perto.
No toque
Do final da noite,
Você me toca
E eu posso
Ser todo seu.

Destino à ROCAM