Acordar de manhã
Com a aurora buscando
Você não cama,
A brisa matutina
Chacoalhando as cortinas
Da janela aberta,
É que é vida.
Então, você acorda
Vai até a cozinha
Come uma boa polenta
Feita por você própria,
Aquela da noite passada,
As boas sobras,
Que você fez com tanto
Carinho
E guardou o que sobrou
Pra depois.
Ela toda feinha,
Mas feita por suas mãos,
Mais gostosa impossível,
Deliciosa a percorrer
Cada canto da boca,
Até saciar.
Mais valor tem
A polentinha feia
Que o hambúrguer
Comprado a pouco tempo,
Que custou
Um dinheiro que você
Não tinha,
Exigiu de você
Tudo que não precisava
E que,
Ao abrir,
Você consegue contar
O pedacinho de carne
Que vem dentro,
Um queijo de migalhas
E mais nada,
Não sacia,
Não enche a barriga.
Claro,
Hambúrguer é hambúrguer,
Contudo, a polenta
Que você come
Se sacia e deixa
As sobras pra mais tarde
Tem muito mais valia,
É vida,
É investimento em si própria,
Ah, amada polenta,
Bom dia,
Que meu paladar te espera.
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