segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Passinhos de Boneca

Olha
Velha amargurada
Da coroa de pedras
E dinheiro que sustenta.
Sim,
Você é grande,
Só é medíocre
Como pessoa,
Não se aproxime
De mim,
Eu tenho nojo
De tudo que você é.
A culpa não é minha
De você dar seus primeiros passos
E cair no pênis
De um homem,
Rico,
Está certo,
Mas, me compreenda:
Você quis ficar ali pra sempre!
E quando saiu,
Coitada,
Saiu deficiente,
Sim,
Querida transar demais
Estraga e você apodreceu,
Apodreceu suas ideias,
Fracassou como pessoa,
Você soube quicar
No pênis e só isso,
Meu bem,
Seu estilo caiu em desuso,
Abandone os pênis
Que te sustenta
E tente mover-se
Por si própria.
Olha,
A culpa não é minha
Se seu filho
Quis entrar pra minha família,
Cara, vagabunda,
Se ele quis estar comigo
Vai ter que usar o cérebro,
E ser mais gentil,
E meu bem,
Você tem razão:
Ele não serve
Para está pobre,
Leve-o embora!
Sim,
Me entenda,
Eu o rejeitei desde
O início
E você me ajuda
A odiá-lo,
Desculpa,
Minha vagina
Não se entrosa
Naquela bosta
Que você
Enquanto quicava
Nem soube cuidar.
Seus passinhos
De boneca
Não me servem,
Leve o seu babaca,
Você o fez pra si própria.

Vai Embora

Não falei comigo
Eu não quero
Te ouvir,
Eu odeio tua imagem,
Eu não quero ver você.
Não falei comigo,
De tudo que houve
Só restou mágoa e ódio,
Por favor,
Se afaste,
Esqueça de nós,
Eu não quero
Matar você.
Ferir minha mão
De sangue
Por causa de sua
Maldita face,
Esconder um corpo
Como se eu pudesse
Acalmar meu ódio,
Por favor,
Vai embora,
Fique distante
Eu cansei de te ver,
Eu não quero você
Eu exijo vai embora,
Coloque-se para fora!

Queimo Cada Fotografia

Rasgo os seus retratos,
Queimo cada fotografia,
Quebrou o lindo quadro,
Estilhaço seu rosto
A socos
De maneira
Que eu não consigo
Fazer com você,
Mas amaria
Se estivesse feito.
Rasgou seu rosto
Com uma faca,
Rasuro cada parte sua
No estilete,
Rasgo a imundície
Que fui
Por tê-lo aceito,
Destruo a maldita fotografia
De nós dois,
Fingindo sonhos.
Com uma faca no peito,
Me sinto a rasgar,
Com a maldita faca
No peito decido
Que você não merece
Meu pranto,
Minha dor,
Nem meu ódio,
Maldita é a vaca
Da sua mãe,
Maldita é o viado
Do seu pai,
Eu odeio a todos.
Eu odeio você,
Odeio o fio da sua faca
Que marca meu peito,
E conta as minhas batidas,
Eu odeio meu coração
Que ainda pulsa,
Um dia,
Irei me vingar,
Maldita fotografia sua,
Maldita aproximação sua,
Maldito de família,
Maldito monstro do ouro.

Homem Nenhum Fala Mal de Mim, hein

Homem nenhum
Me desvaloriza,
Não hein,
Homem nenhum
Se aproveita de mim
Não hein.
Você se aproxima,
Fala frases decoradas
E quer me levar
Pra cama?
Eu lá sou de promessinha?
Você acha que promessa
Cai na conta
E credita em suas dívidas?
Não heim,
Promessa não enche barriga.
Homem nenhum
Me apronta,
Não hein,
Você acha
Que sou de moedinhas,
Colher as migalhas
Que você joga,
Viver no seu encalço
Feito gata caçando lixo?
Homem nenhum
Me usa
Não hein,
Vê se cresce,
Paga as suas contas
Para querer garota,
E a conquistando
Vê se vem com carteira
Recheada,
Você acha que investi
Tanto em mim
Pra viver catando sobras?
Se quer garota bonita,
Vê se valoriza,
Dinheiro depois sexo!
Dói ouvir isso?
Dói em mim também ouvir:
Se me ama prove,
Faça sexo comigo!
Depois do sexo feito
Você some
E minha fome
Quem sustenta
E este corpo bonito
Quem alimenta?
Você acha que
Eu vivo de miséria?
Engano o seu,
Inclusive,
Sai da minha casa
Você inteiro
É muito pouco
E o que você tem a dar
Não me satisfaz,
Cai fora!

Lhe Devolvo

Acabou,
Nunca mais
Te aceito.
E lamento
Cada coisa
Que te dei
E que houve
Entre nós.
Lamento a seda,
O ouro, o tempo,
Lamento meus beijos,
Lamento ter acreditado
Em você,
Ter me dedicado
Por nós.
Nunca pense em voltar,
Eu lhe dei tudo,
Lhe dei minha vida,
Me dediquei a nós dois,
Já não me diga
O que você pensa
Eu não quero mais saber,
Saia da minha casa,
Saia da minha vida,
Vá embora:
Eu lhe devolvo
A sorte ingrata
Que lhe trouxe
E me obrigou a você!

Véu Rasgado

Ora,
Que o vento te leve,
Mijenta,
Você rasgou seu véu,
Se expôs no mercado,
Quando uma mulher
Rasga o véu,
Que sobra dela?
Nada!
Sua mãe
Lhe ensinou isso,
Veio de família,
Rasgar o véu,
Se expor ao ridículo
De um homem
Que não lhe deu crédito,
Não lhe deu sentimento,
Lhe largou a própria sorte.
Que o juízo final
Lhe condene,
Que o céu
Lhe feche a porta,
Só me resta protege-la,
Maldita abandonada,
Renegada por este rasgo
Que lhe expôs
A praça pública,
Lhe colocou para assunto
De línguas afiadas
Que não fizeram mais
Que prometer até conseguir.
Tola,
Condenada ao mármore
Do inferno,
Solta nos tijolos
Da praça pública,
Rasgou o véu
Ainda tão moça,
Que valor você recebeu
Agora que cada olhar
Sabe exatamente
Cada parte de você
E lhe abandona a sorte.

Até o Sonho

Sem sonhos,
a vida não tem brilho.
Sem metas,
os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades,
os sonhos não se tornam reais. Sonhe,
trace metas,
estabeleça prioridades
E corra riscos para executar
seus sonhos.
Melhor é errar
Por tentar do que errar
Por omitir.
Os sonhos
Constroem identidade,
Dão sustentabilidade
Para seguir adiante,
Os sonhos fazem
Você ir em frente,
Mesmo que tudo
Esteja péssimo,
E suas forças
Estejam se esvaindo,
Há sempre um passo
Na direção de alcançar
Algo que esteja
Em seu querer.
Sonhos fazem
Você ser melhor,
Se esforçar mais,
Buscar algo,
Sonhos fazem você ver
Além do óbvio,
Fora do posto,
Além de expresso,
Sonhos fazem seguir
Quando tudo diga:
“ é até aqui”.

Ao Primeiro Olhar