quarta-feira, 4 de março de 2026

Campos Férteis

Diz o Senhor:
“O que gastam nesta vida
Assemelha-se a um vento glacial
Que fustiga os campos
De um povo iníquo
E os destrói.”

A felicidade não está
Nos bens que você possui,
Mas, em ser prestativo,
Amoroso com a família,
Valoroso filho,
Afetuoso esposo.

Estar oprimido por dívidas
Não é coisa que pertence
A Deus
Ou a seus amigos,
Pertence, na verdade,
A você próprio.

E também 
A ideia de que felicidade
E bem-estar vem atribuído
A bens materiais ou é 
Dependente de itens
Compráveis
É sua ideia.

Um amigo seu
Pode se divertir
Na sua casa
Sem ingerir bebida alcoólica.

Você e sua namorada
Podem se divertir
Apenas por estar
Um com o outro
Sem precisar ter junto
Com vocês uma
Carteira de cigarros.

Você pode se deslocar
Para qualquer lugar
Com quem quiser
Sem precisar ter o melhor
Carro ou viajar de avião.

Escolha, para divertir-se,
O método que não lhe dê
Dívidas e que não lhe
Acarrete gastos
Que a longo prazo
Você encontre dificuldades
Para pagar.

Deus vem até você
Através do Alcorão,
O leia, entenda e reze.

Ele não te cobra ouro,
Casa cara,
Ou qualquer bens
Para chegar até você,
Ele vem por intermédio 
De sua fé.

Isto também se refere
Aos seus amigos,
Esposa e filhos,
Eles estão com você
Devido ao que você fala,
Ao que você faz
E te acompanham aonde
Você for,
Não precisa ter comida,
Carro, casa, bebida ou álcool.

Basta que você seja bondoso
E o supérfluo
Lhe será sempre desnecessário,
E o valioso não lhe faltará.

Tudo que você doar
De bom alvitre
Será dado com uma mão
E recebido com duas,
Pois ao alcançar você usa uma
E para receber tem duas
Com um abraço a sua espera.

É de maior valia o abraço
Que vem cheio de carinho
E bons sentimentos
Que o dinheiro que você gastou
E investiu para ajudar o desamparado.

Não culpe a Deus
Ou as suas más escolhas,
Deus lhe é próximo,
E está sempre ouvindo
As suas necessidades,
Deus sabe tudo,
Seja caridoso,
Precavido e amigo afetuoso.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Me Dá o Perdão

Nosso Senhor
Coloco-me de joelhos,
Levanto meus olhos
Para o céu,
Com mãos no chão,
Apegada a tudo que sou:
Pó e coração.

E lhe peço:
Me perdoa
Por meus erros,
Tolera minhas falhas,
Guia meus passos,
Me ajuda com meus sonhos.

Eu errei
E preciso ser perdoada,
Eu fui fraca,
Cai em tentação,
E agora Lhe peço perdão,
Somente com sua benevolência
Eu serei forte o suficiente
Para vencer este momento
Difícil em que me encontro.

Dá a eu tudo que eu merecer
E que eu saia desse momento
Muito mais forte
Que quando eu entrei.

Exige de mim
Tudo que eu for capaz,
E que eu o seja Senhor
E peço que o Senhor
Seja capaz de enxergar
Minhas capacidades.

Perdoa meu esquecimento,
Perdoa o quanto eu busco
Lembranças para atormentar
Minha alma
E me apegar em discórdias
De tantos anos atrás
Que já nem sei mais.

Perdoa meus erros,
Eu ouço as coisas
E quero julgar
Como se eu fosse dona
De verdade,
Eu sou fraca Deus,
Tenha fé em mim,
Me concede piedade.

Diminua meu fardo Deus,
Minhas pernas estão bambas,
Meus músculos não me respondem,
Eu estou prestes
A cair na sarjeta
E não me mover
Para frente ou para trás,
Sou fraca,
Este fardo que carrego
É pesado demais.

Absolva-me de fuxicar
Dos vizinhos,
De querer que eles
Façam coisas erradas
Para eu me sentir suficiente,
Eu sou intolerante,
Sou fraca,
Cai no pecado da inveja
E cobiça,
Me perdoa.

Sinta pena de mim,
Seja meu protetor,
Não tenho a quem recorrer,
Já briguei com todos,
Estou sozinha e aflita,
Dá-me a vitória
Sobre eu mesma,
Meu maior erro
Sou eu própria,
Eu sou minha pior inimiga.

Não sou capaz de olhar
O outro sem sentir inveja,
E querer buscar seus
Pontos fracos
Para eu me sentir forte,
Senhor parece que eu sobrevivo
Da fraqueza alheia.

Eu nunca estive
Num poço mais fundo
Que estou agora,
Morro afogada em minhas lágrimas
Ou afundo no lodo
De cobiça e inveja
Que me meti agora.

Me dá o perdão,
Meus erros eu vi
E admito,
Me dá a força necessária
Para sair de cada um.

Faça a minha mente
Mais forte,
Me faça baixar os olhos
E ser mais humilde,
O ódio impregnou
Meu coração,
Eu estou em maldição.

Atos de Amor

Certo homem apaixonou-se,
E desejando desposar
Tal mulher,
Encontrou no Alcorão
As palavras que a fizeram
Ver em seus olhos
O amor.

Casaram-se,
E dez anos ao lado
Desta que tanto amou,
Soou para ele
Com efeito de dez dias.

Ele arava a terra,
Ela vinha atrás jogando
O adubo,
Ele retornava cobrindo
O adubo jogado,
Ela vinha atrás
Retirando as pedras
Que podia do caminho.

Nesta terra abençoada
Nasceu milho,
E nasceu soja,
Também brotou dali
Dois lindos filhos.

Porém, na segunda gestação,
A mulher sentiu imensa dor,
E indo o homem arar a terra,
Ela também foi,
No entanto, deitou sobre
Uma rocha
E fez sua primeira prece
Para Deus.

Gemendo e chorando sua dor
Pediu que a rocha
Fosse sua morada
E que a antiga
Que dividia com seu amor,
Caísse em ruínas
E fosse destruída
Por chuva fina
Como se fosse mentira,
Mas, que antecedesse
Tal chuva pedras de gelo.

Tais pedras duras
E poderosas
Que levassem tudo,
A plantação,
A casa e os sonhos.

O homem viu o céu
Riscar-se de nuvens densas,
E seu coração se afligiu,
Levou a mão no peito,
E ali mesmo,
Em plena verga de terra
Ajoelhou-se e pediu
Clemência a Deus.

Deus apiedou-se
E riscou o céu de trovões,
Sem barulho algum
Pareceu-lhe mentira,
O dia caiu na noite
E a terra era vista ainda
Por densos fios de prata
Que riscavam-se e formavam
Uma espécie de chicote,
Cada risco um susto,
Cada susto uma visão
De tudo que ficou oculto.

Emudecido e amedrontado,
Ele chacoalhou a corda
Dos camelos,
Retirou ambos do arado
E os conduziu para o galpão.

Dentre tantos trovões
Que rompiam do céu
E desceu na terra enxuta
Ele lembrou da esposa
E filho
E correu para casa
Chamando o nome de ambos
“Minha amada,
Vem chuva,
Feche a casa!”.

Tarde,
Muito tarde viria a resposta,
Sua amada não estava
Em casa,
Ela o perseguiu até a roça,
Lá chegando
Escondeu-se dele,
Lhe negou afeto
E se apegou a rocha segura,
Pedindo a Deus
Que nada mais sobrevivesse
Naquela terra
Que não fosse ela.

Ela odiou a maternidade,
Nunca leu o Alcorão
Que ganhou de presente
De núpcias
Também odiou o modesto
Presente,
Não sabia ela
Que palavras de conforto,
Fé, esperança e sabedoria
Encontravam-se nele.

E tudo que ouviu
Do esposo,
(Que lia atentamente 
Um pouco cada dia 
O Alcorão),
Nunca lhe chegou
Aos olhos,
Apenas encantou,
Temporariamente,
Os ouvidos,
Não lhe virou palavra,
Não tornou-se atitude,
Foi simplório.

Vendo o céu enegrecer-se
Em plena manhã
Como se fosse tarde
Da noite,
Ela cobriu-se de terra
Desejando não ser encontrada,
Até que passando a chuva,
Sobrasse ela,
E mais nada.

Nem o filho pequeno,
Nem esposo,
Nem o filho de seu ventre.

As nuvens ficaram densas,
Pareciam descer sobre
A terra,
Ela rejeitou o convite,
Ficou onde estava.

O marido chegando em casa,
Correu e fechou as janelas,
Recolheu a roupa do varal,
Abraçou o filho amedrontado,
E a chuva iniciou.

Ele correu assustado
Com o filho no colo,
Chamando a esposa,
Rezando em voz alta.

Mas, tudo escureceu por completo,
E ele não desistia,
E a chuva caiu fria,
E o vento soprou,
Bateu contra suas janelas
E as abriu.

Ele obrigou-se a retornar
Para casa fechar as janelas
E proteger seus móveis simples.

A chuva veio torrencial,
Não ouviu a mulher,
E retirou de sobre seu corpo
Toda a terra,
E depois despiu-lhe
As roupas,
Ela ficou nua sobre a rocha,
E desfaleceu
Com o primeiro romper
De nuvens no céu.

O marido não tardou
E a encontrou,
Havia entre suas pernas
Sangue, e no sangue
Seu filho,
Um forte menino,
E vida nenhuma
No rosto de sua amada.

Ele caiu em pranto sofrido,
Fez sua prece a Deus
Ajoelhado sobre rocha firme,
Pegou a esposa 
Em seus braços 
E clamou a Deus por sua vida.
Deus, desta vez,
Não lhe respondeu.

Da terra cada semente
Fez brotar sete espigas,
Delas mais de cem grãos,
Ele comprou móveis novos,
Fez quatro meses de viuvez,
Em respeito a antiga esposa,
Que foi enterrada
No cemitério local.

Deus não ama o pecador
E ingrato,
Não importa o quanto
Este que a ama reze,
Se ajoelhe
Ou faça preces.

Deus observa o que fazeis,
E ama de você até aqueles
Por quem você faz suas preces,
Deus é imenso e sabedor.

Se sua fé é sincera,
Se você soubesse
O quanto Deus te releva
Entenderia o tanto
Que Ele protege
Quem você ama.
Em Deus ninguém é lesado.

Deus é Generoso

Os sonhos pertencem
Aos que buscam realizar-se,
Queira o que não está
No seu alcance,
E vá em frente.

Antes de iniciar
O caminho que te conduza,
Faça sua prece,
No caminho
Continue a rezar,
E ao alcançar o seu sonho
Não esqueça de agradecer
Fazendo nova prece.

Deus é poderoso e sábio,
Ele sabe o que você desconhece.
Se no caminho
Você abrir o Alcorão
E de lá retirar a palavra
De Deus,
Não a renegue,
Ouça com atenção
E seja obediente,
Os anjos te conduzirão,
E isto será seu sinal
Se você tiver fé.

Siga em busca
De seus sonhos
Sem nunca parar,
Deus conhece sua fé,
Ouviu sua prece,
Ele te conduzirá,
Não faça diferente.

Deus está com os que perseveram.
Você é capaz de conquistar
Tudo que você sonhar,
Deus é generoso,
Ele dá sonhos aos homens
E estes se realizam mutuamente.

Não Iluda

Deus observa o que fazeis.
Se vendo a mulher
Você apaixonar-se,
Ame perdidamente.
Não sinta medo
Das promessas,
Nem urgência em
Conquistar seus sonhos,
Sonhe,
Nenhum sonho
É mais bonito
Que o sonho dos apaixonados.

Contudo, se o amor
Não for correspondido,
Não sofra escondido,
Não finja o que não houver
Apenas para agradar outros
E fazer você próprio sofrer.

No casamento
Quando um sofre
O outro vê,
E a dor é sentida por ambos,
Quer amem-se,
Quer se rejeitem.

Dê a você nova oportunidade,
Contudo,
Não esqueça as promessas
Que apaixonado você fez,
Nem os sonhos,
Que abraçados vocês
Almejaram para ambos.

Cumpra-os na medida
Que puder,
Não deixem-se em carências
De dinheiro,
De respaldo mental,
De carinho.

Dê fim ao casamento
Que só faz sofrer,
Mas não tratem-se
Com ódio,
Pois, houve uma vez
O amor,
Por qual motivo
Agora prefiram ambos
Causarem-se mutuamente
A dor?

Deus sabe,
E vós não sabeis.
Deus é poderoso
E sábio,
Ele recorda o que houve,
Não teime em negar
O passado lindo
Que vocês tiveram
E os sonhos que sonharam.

De ninguém é exigido
Mais do que pode,
Deus sabe disso.
É uma obrigação para
Todos os casais,
Repartir de seus recursos
Conforme você os obteve
No âmbito conjugal.
Não alimentar ódio
No leito de casal
Onde você jurou amor.

Deixem-se mutuamente
E façam novas promessas,
Acreditem em novos sonhos
Sem ferirem-se,
E que isto valha também
Para quem neste leito
Teve filhos.

É odioso jurar amor
E poucos anos depois
Abandonar com ódio
No olhar
O parceiro de seus sonhos,
Tenha responsabilidade
Com o que você disser.
Deus ouve tudo
E não esquece.

domingo, 1 de março de 2026

Deteste Sentir Ódio

Deteste,
Sinta ódio,
Diz o Alcorão.
Mas, que estes sentimentos
Sejam atribuídos
Contra a guerra
E as injustiças.
E não tente enganar-se,
Deus sabe o que você
Esconde.
Não há erro pior
Que a matança,
Não há mal maior
Que a descrença.
Aquele que descrê
Perde neste mundo
E no outro
Para todo o sempre.
Estes queimarão
Num fogo eterno
E nada os salvará.
Deus é clemente e compassivo,
Porem, intolerante a
Bebida alcoólica e aos jogos,
Deus odeia a disputa
Entre seus semelhantes.
Há no vício culpa maior
Que sua utilidade,
O cigarro, o narguilé,
A bebida alcoólica,
Tudo isto é visto com desprezo.
Não despose palavras
Que vos agrade,
Prefira dentre as pessoas
Aquela que seja crente,
Uma crente é preferível
A uma idólatra,
Que lhe cativa com promessas
Mas é incapaz de ler
E entender a palavra do Alcorão.
Deus é poderoso e sábio,
Ele ama aqueles que
Cuidam de sua saúde,
E preferem o Paraíso
Ao fogo.
Vossas mulheres são
Vosso campo de lavrar,
Lavrai o tanto
Que desejar,
Mantenha seu campo limpo
E fértil,
Arrependimentos não devolvem
Saúde perdida,
Deus ouve tudo
E sabe tudo,
Não se permita viver
As custas de juramentos.
Juramentos que não
Se concretizam não são
Verdadeiros,
E há nisso o excesso
Causado por intenções enganadoras,
Não se permita enganar,
E não engane a si próprio.

Deus Tudo Vê

Há na humanidade
Uma única nação,
Composta por todas
As almas
E cada coração,
Deus não distingue,
Mas, tudo vê.
Você que crê,
E se ajoelha aos pés
Do Senhor,
Peça com fé
E ele lhe guiará,
Porque há na palavra
Do Alcorão a profecia,
E todo que procura
Encontrará.
A fé deve preceder
Toda atitude
Em repúdio da inveja,
Pois, Deus guia quem quiser,
E conhece toda a mente,
Há de você sofrer
Apenas o tanto
Que seu semelhante,
Todos são vistos com igualdade.
Contudo, no primeiro impasse
Caem em contradição,
Açoitam-se entre a aflição
E a adversidade,
Esquecem que o socorro
De Deus está próximo
E caem em loucura
Indagando o por que
De seu sofrimento.
Perguntam em que gastar,
Ora, gastai em benefício
De si próprios,
De seus parentes e de seus
Próximos,
Do mais próximo
Ao mais distante,
De seu vizinho
Até o desconhecido,
Deus tudo vê,
Inclusive o bem que fizerdes.

Um Princípe