quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Nem Perdão Nem Prisão

Nem perdão,
Nem prisão 
A guerra é voluntária 
Luta-se pelo que
Não se tem
E sendo oferecido
Não convence
Por estar desvalido
E nem chegar ao alcance.

A politicagem do voto
Se alastra pelos bairros
Toma as ruas
Ganha o interior,
Trafega-se por caminhos
Nunca andados
E pouco após 
Esquecidos.

Chega de palavratorio,
De voto por convencimento 
Através de diálogo falso,
Proposta sem crença 
Não alimenta,
Intenção sem ação 
Não se credita,
De um lado o povo
Luta pelo pão 
E sofre no trabalho
Feito cão 
De outro lado
O herói voluntário 
Armado de punhos
E ideias revolucionárias
Não limpa o próprio armário,
Não cuida da família,
Ganha o pão por doação.

Chega deste tipo 
De herói sem convicção
Que detesta o povo trabalhador,
Prefere a guerra
Ao invés de solucionar,
Só pensa em crescimento próprio 
Sem ver no seu lado
O povo sofrido
Que trabalha dobrado 
E não sabe se defender
Deste típico herói safado.

Onde reina o dinheiro,
Impera o terror,
O sangue escorre nos dedos 
Do povo trabalhador 
E calejado
E daquele que farqueja
O punho no aço 
Da arma que usa
Para pôr de lados opostos
Cidadãos de um mesmo país.

De um lado ergue-se a revolução 
E o cansaço causado pelo 
Sofrimento de tanto trabalhar
E não alcançar sucesso.

De outro lado ergue-se o policial
Marchando por ideias egoístas 
Num conflito bárbaro 
Que faz pender do inocente
Ao culpado
Que coloca o cidadão armado
Contra o trabalhador indefeso.

Considerando que do povo
Todos vem
Mas poucos absorvem
As necessidades 
Indaga-se para que
Tanto falatório 
Se o fazer permanece
Nem na mão do calejado trabalhador 
Nem na munição do policial revolucionador
Mas fica por fazer.

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