Nem prisão
A guerra é voluntária
Luta-se pelo que
Não se tem
E sendo oferecido
Não convence
Por estar desvalido
E nem chegar ao alcance.
A politicagem do voto
Se alastra pelos bairros
Toma as ruas
Ganha o interior,
Trafega-se por caminhos
Nunca andados
E pouco após
Esquecidos.
Chega de palavratorio,
De voto por convencimento
Através de diálogo falso,
Proposta sem crença
Não alimenta,
Intenção sem ação
Não se credita,
De um lado o povo
Luta pelo pão
E sofre no trabalho
Feito cão
De outro lado
O herói voluntário
Armado de punhos
E ideias revolucionárias
Não limpa o próprio armário,
Não cuida da família,
Ganha o pão por doação.
Chega deste tipo
De herói sem convicção
Que detesta o povo trabalhador,
Prefere a guerra
Ao invés de solucionar,
Só pensa em crescimento próprio
Sem ver no seu lado
O povo sofrido
Que trabalha dobrado
E não sabe se defender
Deste típico herói safado.
Onde reina o dinheiro,
Impera o terror,
O sangue escorre nos dedos
Do povo trabalhador
E calejado
E daquele que farqueja
O punho no aço
Da arma que usa
Para pôr de lados opostos
Cidadãos de um mesmo país.
De um lado ergue-se a revolução
E o cansaço causado pelo
Sofrimento de tanto trabalhar
E não alcançar sucesso.
De outro lado ergue-se o policial
Marchando por ideias egoístas
Num conflito bárbaro
Que faz pender do inocente
Ao culpado
Que coloca o cidadão armado
Contra o trabalhador indefeso.
Considerando que do povo
Todos vem
Mas poucos absorvem
As necessidades
Indaga-se para que
Tanto falatório
Se o fazer permanece
Nem na mão do calejado trabalhador
Nem na munição do policial revolucionador
Mas fica por fazer.
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