quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Viagem pra cidade

Hoje pegamos os filhos,
A chave do carro,
E fomos pra cidade,
Passeamos pelas ruas,
Fomos visitar o titio,
Dar um abraço nos sobrinhos,
Deixar as crianças livres
Para interagir
Uns com os outros.
Aproveitamos e almoçamos,
Conversamos sobre
Coisas apenas
E outras coisas necessárias,
O tempo passou tão bom,
Que me vi abraçada
Ao meu esposo
Como se não houvesse o amanhã,
Só que houve,
E eu o abracei muito mais.
Depois de sair da casa
Do titio,
Fomos tomar café
No supermercado,
Foi muito bom,
As crianças
Ficaram felizes
E nós também,
Vivemos tão bons momentos,
Que iremos guardar
Pra sempre.
Te amo,
Meu esposo,
Você faz meu dia gostoso,
Você me abraça
E eu fico melhor,
Você faz o pequeno bebê,
Sentir-se enorme,
De tão poderoso que é,
Por tê-lo como pai,
Eu amo você
Querido esposo,
Amado pai,
Gentil senhor.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Agradecimento

Por mais
Que eu escrevesse
Tudo que quero dizer
Eu nunca descreveria
O quanto agradeço
Meus pais.
Por cada brincadeira
Que participaram
Ao meu lado,
Cada abraço,
Cada sorriso,
Cada vez
Que me deram colo.
Eu guardo
No coração
Cada eu te amo,
Cada vez,
Que desamparada
Corri e tive socorro.
Com meus pais
Eu nunca senti dor
Que não passasse,
Medo que não fosse afastado,
Carinho que doesse.
O abraço do meu pai
E da minha mãe
Nunca poderá ser descrito,
Alivia a alma,
Constrói sonhos,
Me faz forte,
Evita meu encontro
Com a morte.
Eu te amo pai,
Eu te amo mãe,
Obrigada por cada dia,
Cada lição oferecida
Entre seus carinhos,
Cada correção ofertada
Sem cobranças,
Sem pressão,
Obrigada por me amparar
Sem nunca cortar minhas asas,
Obrigada por me libertar
E nunca ter querido me prender,
Somente me amar
E me fazer vencer.
Vocês me ensinaram
A ser boa esposa,
Graças a isso,
Encontrei bom marido,
Que me cobre
De carinhos,
E faz bem a vocês.
Cuida de mim,
Ampara meus pais,
Obrigada por me ensinar
A me tornar esposa,
Meu marido feliz
E agradece por isso.
Obrigada meus sogros,
Por fazer tão bons filhos,
Meu marido
É o melhor de todos,
Nós, juntos, retribuímos
Com afeto.

Aurora

Te amo minha vida,
Você coloriu meus sonhos,
Realizou cada um deles,
Fez parte dos meus planos,
Você é o raiar do sol
Em dias frios.
Te ver,
Faz o gelo
Da minha alma
Derreter,
Com seu olhar,
Vez que
Sendo meu raiar
Do sol,
A aurora dos meus dias
Faz tudo ficar melhor.
A aurora que me traz você,
Realiza minha fé,
Move meus planos,
Cuida de nós,
E nos faz ficar juntos,
Eu amo cada nascer
De dia,
Desde a claridade
Que me faz te ver,
Até o alvorecer
Da sua pele,
Que me deixa aquecida
E feliz da vida,
Amo você.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Boa noite

Limpa a louça
Na cozinha,
Eu desligo a televisão,
E vou para o quarto.
Lá está meu amor,
Dorme sereno,
Eu aprumo o travesseiro,
Beijo seu rosto moreno,
Puxo o edredom,
E sussurro:
“Dorme bem,
Meu amor”.
Os lábios dele
Se movem levemente,
Parece me responder:
“Eu amo você”
Tão calmos
Parecem sorrir,
Eu o deixo a dormir,
Desligo a luz,
Me aproximo
Por suas costas,
Abro um espaço
No edredom,
O abraço por trás
Bem forte
E sussurro satisfeita,
Encosto meu rosto
Em sua nuca
E adormeço
Feliz, satisfeita
Enquanto sinto
O arfar do seu peito
Por entre meus braços
E ouço respirar tranquilo.
Beijo sua nuca,
Me recosto
Em seu cheiro,
Amo este homem,
Ele é tudo
Que quero,
Doce e amável,
Estou segura
Em tê-lo.
“dorme bem,
Meu amor,
Eu te amo”
Digo de novo,
Eu repito em meu sonho,
Não sei,
A calmaria dele
Me ganha,
E eu já não distingo
O sono do sonho.

Futuro Amor

Airton trabalhava
Para a empresa
Galinha, pintos e outros,
Iniciava cedo da manhã,
No entardecer fechava
O expediente.
O salário que ganhava
Era pouco,
Usava para pagar o aluguel
E vestir roupas bonitas
Para ser bem aceito
Entre os colegas de trabalho
E buscar um bom amor.
Não chegava a sexta-feira
E ele corria para o mercado
Comprar bebida alcoólica
E carne para fazer churrasco
Em algum lugar escondido
Com os amigos.
Da sexta ao domingo
A bebida corria solta
E a carne chiava na grelha,
Mas, viu nisto
A necessidade de comprar
Um carro,
Por está ideia largou tudo:
Aluguel, roupas e o amor.
Menos a bebida
E os amigos,
Isto jamais poderia
Abandonar,
Os risos soltos,
As piadas bobas,
As horas a voar...
Comprado o carro
Se viu nas nuvens,
Agora ele deixou
De ser o caroneiro,
Ia aonde queria,
Dirigia como podia,
Marcava o chão a pneus,
Deixava suas marcas
Naquele asfalto travesso
Que tanto o viu caminhar,
Gastar a sola dos sapatos,
Agora sentia na pele
A face de seus pneus,
Com o motor a roncar
Suas gargalhadas,
Partiu sem deixar pistas,
Fez as curvas parecerem
Linhas retas,
Rompeu sinais de pare,
Quebrou a placa
Do ‘va devagar’
Atropelou algumas crianças
Que saiam correndo da escola
Com suas mochilinhas infantis.
Ao levar a primeira reprimenda
Da criança e ser escoiceado
Por outra, fugiu,
Fazendo fumaça atrás de si.
No caminho,
Rápido feito uma águia,
Vendo um carro
Não diminuiu,
Nem fez sinal de alerta,
Porém, não decolou voo,
Bateu de frente
No danado do outro veículo.
Com o carro destruído,
Mais as parcelas a pagar,
O emprego abandonado,
O aluguel já em atraso,
Encontrou a casa de um amigo,
Um antigo professor da língua portuguesa.
Lá foi se achegar com ele,
Bem recebido,
Soube da idade avançada
Do velho,
E a debilidade de seus movimentos,
Ele possuía uma única filha.
Gentilmente,
Pediu a Airton que ficasse,
Lhe fizesse companhia,
E ouvisse suas histórias,
Como maneira de preparar
Priscila para o fim inevitável:
Sua morte.
Triste,
Mas ciente de sua amabilidade
Como amigo do professor Cacildo,
Airton ficou.
Ao seu aproximar de Priscila,
Ouviu falar de uma máquina
Do tempo que o professor
Construiu em sua biblioteca,
Através dela,
Podia-se adiantar o tempo
E chegando lá
Enxergar como seria o futuro.
Contudo, estar lá dentro
Consumia as forças
E levava com aquela visita
Aos anos futuros,
Algum tempo de vida
De quem lá estivesse,
Mas valia a pena.
E isto foi feito,
De mãos dadas
Foram para trinta anos
A frente,
Viram a cidade avançar,
Os carros a passar,
Tudo corria dentro
Daquela máquina
E passava diante
De seus olhares,
Sair de lá,
Consumiu dois anos
De suas vidas.
Contudo,
Na atualidade nenhum dia
Se passou,
Foi inacreditável,
Mas, as marcas iam ficando
Visíveis.
Nisto, o professor Cacildo morreu.
Jovem, talvez,
Consumido pela máquina,
Com certeza,
Mas, até seu último suspiro
Ele jurou que valeu a pena,
E jamais se arrependeria.
Sozinha, Priscila
Fica enternecida entre
O amor de Airton,
E a máquina,
Afinal, quanto de dinheiro
O uso da máquina lhe traria,
E amar Airton
Não lhe apresentava nada.
Ele era um homem comum,
Bonito e educado,
Mas pobre.
Ela poderia abrir
As viagens ao público,
Vender olhares futurescos...
Airton se preocupou
Com ela,
Pediu que fechasse
A maquina e não usasse-a
Mais pelo bem de sua saúde,
Porém, Priscila
Sempre foi dona de si mesma
E não queria desistir
De seus hobbies
Por Airton,
Ele era simples demais,
Pobre e pouco inteligente.
Mandou-o embora,
Pediu que voltasse visita-la,
Mas que fosse,
Pois chegou sua hora.
Dois anos se passaram,
Airton quitou suas dívidas,
Voltou a trabalhar,
Mas, nunca esqueceu
Sua amizade com o já falecido
Professor Cacildo.
Ao voltar lá,
Ninguém veio atende-lo,
Se preocupando ele
Entrou na casa,
Não vendo ninguém
Invadiu a biblioteca
E encontrou Priscila
Dentro da máquina.
Com seu rosto enrugado,
Cabelo branco,
Debilitada pela ação do tempo,
Em dois anos se tornou idosa
Para quem a olha.
Não tinha forças
Para se mover,
Estava ajoelhada,
Vendo o futuro,
Feito uma boneca
Quase sem vida,
Foi-se seus vinte anos
E ela não viveu um
Único deles.
Nada dela
Se distinguia de uma velha.
Sonhador e apaixonado,
Ele beijou-a sôfrego
E enternecido.
Aceitou o destino
Que ela escolheu,
E amou-a do mesmo jeito,
Com um vagar de cílios
Típicos de uma velhinha,
Ela abriu os olhos
E piscou serena,
Sua visão estava turva,
Já não via como antes,
Mas soube reconhecer Airton,
O único homem que teve.
Embevecido pelo amor
De Priscila,
Airton deixou-se consumir
Pelo desejo,
E a abraçou como jamais faria,
Não se importou 
Com sua aparência,
Com os anos que lhe roubaram
Apenas desejou 
Aproveitar o máximo 
E se agora, aos vinte 
Sua aparência era de velhinha,
Ele a protegeria das doenças 
Relacionadas a idade,
Lhe daria amor
Que nunca teve,
E viveria casa segundo 
Ao seu lado
Como se estes segundos
Lhe trouxessem a vida
Que a máquina consumiu.
E ele só soube abraça-la.
Saíram de lá,
E puseram chaves
Na entrada da biblioteca.
Foi uma oportunidade única
Destas que só o amor alcança.

Garoto Sozinho

Um garoto sozinho
No mundo,
Sofre de tudo,
E não tem como defender-se,
Até a dor da solidão
Lhe é mais palpável,
A ausência de um ser querido
Lhe é mais aterradora.
Um verme
É capaz de come-lo
Numa única noite
Sem que ele tenha
No outro dia
Um alguém
Que lhe sinta falta,
Ou menos,
Um alguém
Que lhe procure
Em noites mal dormidas
Para encontrá-lo a sofrer
E nisto lhe amparei
De maneira
A protegê-lo
Do verme que lhe devora.
Qualquer verme
É forte o bastante
Contra um garoto sozinho,
Lhe é capaz de absorve-lo
De pouco a pouco
Até o consumir
Sem que outros notem.
Um garoto sozinho
Sofre,
Mesmo que seja
Forte,
Ele chora,
Se esconde,
Tenta viver,
Mas um garoto sozinho
Morre.

Marido

Não importa
O quanto eu falei
De você,
Eu nunca
Poderei expressar
O quanto você
É importante
E todo bem
Que me fez.
Dentre tantos
Você foi a pedra preciosa
No caminho de pedras
De areia,
Lindo e brilhante
E único com sua força
E resistência,
Não sei porquê
Amou-me
E nisto me fez
O ser mais incrível
Que eu poderia descrever.
No chão
Em que andei,
Você foi como
Um impulso,
Um meio onde tudo
Correu mais rápido,
Seguro e amável.
Você foi a mão
Em que me agarrei,
O braço onde me apoiei,
Ombro onde chorei,
O peito em que me amparei
E nunca foi o motivo
De eu ter sofrido,
Ao contrário,
Das pedras de areia,
Você foi a preciosa
Que me fez conhecer
Outros meios,
Outros jeitos,
Outras formas,
E somente seu sorriso,
Me é tão indescritível.

Destino à ROCAM