segunda-feira, 2 de março de 2026

Deus é Generoso

Os sonhos pertencem
Aos que buscam realizar-se,
Queira o que não está
No seu alcance,
E vá em frente.

Antes de iniciar
O caminho que te conduza,
Faça sua prece,
No caminho
Continue a rezar,
E ao alcançar o seu sonho
Não esqueça de agradecer
Fazendo nova prece.

Deus é poderoso e sábio,
Ele sabe o que você desconhece.
Se no caminho
Você abrir o Alcorão
E de lá retirar a palavra
De Deus,
Não a renegue,
Ouça com atenção
E seja obediente,
Os anjos te conduzirão,
E isto será seu sinal
Se você tiver fé.

Siga em busca
De seus sonhos
Sem nunca parar,
Deus conhece sua fé,
Ouviu sua prece,
Ele te conduzirá,
Não faça diferente.

Deus está com os que perseveram.
Você é capaz de conquistar
Tudo que você sonhar,
Deus é generoso,
Ele dá sonhos aos homens
E estes se realizam mutuamente.

Não Iluda

Deus observa o que fazeis.
Se vendo a mulher
Você apaixonar-se,
Ame perdidamente.
Não sinta medo
Das promessas,
Nem urgência em
Conquistar seus sonhos,
Sonhe,
Nenhum sonho
É mais bonito
Que o sonho dos apaixonados.

Contudo, se o amor
Não for correspondido,
Não sofra escondido,
Não finja o que não houver
Apenas para agradar outros
E fazer você próprio sofrer.

No casamento
Quando um sofre
O outro vê,
E a dor é sentida por ambos,
Quer amem-se,
Quer se rejeitem.

Dê a você nova oportunidade,
Contudo,
Não esqueça as promessas
Que apaixonado você fez,
Nem os sonhos,
Que abraçados vocês
Almejaram para ambos.

Cumpra-os na medida
Que puder,
Não deixem-se em carências
De dinheiro,
De respaldo mental,
De carinho.

Dê fim ao casamento
Que só faz sofrer,
Mas não tratem-se
Com ódio,
Pois, houve uma vez
O amor,
Por qual motivo
Agora prefiram ambos
Causarem-se mutuamente
A dor?

Deus sabe,
E vós não sabeis.
Deus é poderoso
E sábio,
Ele recorda o que houve,
Não teime em negar
O passado lindo
Que vocês tiveram
E os sonhos que sonharam.

De ninguém é exigido
Mais do que pode,
Deus sabe disso.
É uma obrigação para
Todos os casais,
Repartir de seus recursos
Conforme você os obteve
No âmbito conjugal.
Não alimentar ódio
No leito de casal
Onde você jurou amor.

Deixem-se mutuamente
E façam novas promessas,
Acreditem em novos sonhos
Sem ferirem-se,
E que isto valha também
Para quem neste leito
Teve filhos.

É odioso jurar amor
E poucos anos depois
Abandonar com ódio
No olhar
O parceiro de seus sonhos,
Tenha responsabilidade
Com o que você disser.
Deus ouve tudo
E não esquece.

domingo, 1 de março de 2026

Deteste Sentir Ódio

Deteste,
Sinta ódio,
Diz o Alcorão.
Mas, que estes sentimentos
Sejam atribuídos
Contra a guerra
E as injustiças.
E não tente enganar-se,
Deus sabe o que você
Esconde.
Não há erro pior
Que a matança,
Não há mal maior
Que a descrença.
Aquele que descrê
Perde neste mundo
E no outro
Para todo o sempre.
Estes queimarão
Num fogo eterno
E nada os salvará.
Deus é clemente e compassivo,
Porem, intolerante a
Bebida alcoólica e aos jogos,
Deus odeia a disputa
Entre seus semelhantes.
Há no vício culpa maior
Que sua utilidade,
O cigarro, o narguilé,
A bebida alcoólica,
Tudo isto é visto com desprezo.
Não despose palavras
Que vos agrade,
Prefira dentre as pessoas
Aquela que seja crente,
Uma crente é preferível
A uma idólatra,
Que lhe cativa com promessas
Mas é incapaz de ler
E entender a palavra do Alcorão.
Deus é poderoso e sábio,
Ele ama aqueles que
Cuidam de sua saúde,
E preferem o Paraíso
Ao fogo.
Vossas mulheres são
Vosso campo de lavrar,
Lavrai o tanto
Que desejar,
Mantenha seu campo limpo
E fértil,
Arrependimentos não devolvem
Saúde perdida,
Deus ouve tudo
E sabe tudo,
Não se permita viver
As custas de juramentos.
Juramentos que não
Se concretizam não são
Verdadeiros,
E há nisso o excesso
Causado por intenções enganadoras,
Não se permita enganar,
E não engane a si próprio.

Deus Tudo Vê

Há na humanidade
Uma única nação,
Composta por todas
As almas
E cada coração,
Deus não distingue,
Mas, tudo vê.
Você que crê,
E se ajoelha aos pés
Do Senhor,
Peça com fé
E ele lhe guiará,
Porque há na palavra
Do Alcorão a profecia,
E todo que procura
Encontrará.
A fé deve preceder
Toda atitude
Em repúdio da inveja,
Pois, Deus guia quem quiser,
E conhece toda a mente,
Há de você sofrer
Apenas o tanto
Que seu semelhante,
Todos são vistos com igualdade.
Contudo, no primeiro impasse
Caem em contradição,
Açoitam-se entre a aflição
E a adversidade,
Esquecem que o socorro
De Deus está próximo
E caem em loucura
Indagando o por que
De seu sofrimento.
Perguntam em que gastar,
Ora, gastai em benefício
De si próprios,
De seus parentes e de seus
Próximos,
Do mais próximo
Ao mais distante,
De seu vizinho
Até o desconhecido,
Deus tudo vê,
Inclusive o bem que fizerdes.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Pegadas no Chão

Certo homem
Apaixonou-se por determinada
Mulher,
Colou sua face no chão
E fez preces com todo
O coração,
Apresentou ela a Deus
Por nome e face.
Deus sabendo de seus sentimentos
Não tardou,
Apresentou-a a ele,
E logo ele foi convidado
A visitá-la.
Contudo, ao aproximar-se,
Sentia-se, ele, homem
De renovada fé,
Respeitado entre todos,
Quis sobrecarregar-se dê valor.
Ao invés de usar
A porta da frente da casa,
Preferiu a entrada escondida,
Preferiu adentrar na residência
Por trás,
E assim, conforme os rumores
Escolheria detalhar
Tê-la conhecido ou não.
Deus entristeceu-se,
Tanto rezou o rapaz por ela,
Dobrou os joelhos,
Fez calos nas mãos,
Para nada então.
Conhecedor da palavra
Do Alcorão,
Sopesou seu valor,
Se qualificou como bondoso,
Sem ter no coração
Bondade para com os estranhos.
Mas, um impulso no seu peito,
Fez ele errar de entrada,
E arrodeando a casa,
Chegou na porta da frente,
E viu-se ali completo,
Pois assim havia pedido,
A moça por esposa,
Seu coração para deleite,
Sua alma para sempre.
Entrando na casa,
A enxergou ajoelhada
Em frente a um altar improvisado,
Havia nele o Alcorão
E alguns buquês de flores
Coloridas e
Uma foto do rapaz
E outra dela com sua família.
Ele levantou as mãos
Para o céu e agradeceu a Deus,
Nenhuma de suas orações
Foram em vão,
Ela o amava,
E pedia a Deus intercessão
Para serem apresentados
Um ao outro.
Retirando do bolso
Uma aliança,
Ele ajoelhou-se atrás dela,
A abraçou e chamou-a
“Querida”,
Mostrou as alianças e
A pediu em casamento
Imediatamente.
Não haveria felicidade
Maior que estampada
No olhar da jovem,
Ela abraçou-a,
Beijou sua face.
Porém, abraçados um no outro,
Sua veste era a moça,
E a dela era ele,
Ele sentiu calor tremendo,
Como se as pegadas
Do demônio estivessem
Muito perto.
Deixou-a descansando
Sobre sua roupa
Em frente ao altar
Da sala de entrada da casa.
E olhou para o corredor
O que havia.
Havia lá a outra porta,
A saída,
Que dirigia para o quintal,
Onde não seria visto,
Parado a porta
Estava uma espécie de vulto,
Corrompido pelo ódio
E cobiça.
O homem levou a mão
Ao peito,
Estes sentimentos
Não eram dignos desta
Que agora desposava,
Correu para a porta de saída,
Ajoelhou-se nela,
Levou as mãos ao rosto
E pranteou de seu fracasso.
Admitiu em voz alta
Que repensou de desposar
A moça,
Que ponderou sobre a família,
E o demônio fez passadas pesadas,
Que se desenhavam no chão,
Queimava vivo
Mas não sentia,
Porém, o homem consciente
Do seu amor
Juntou suas lágrimas
E jogou-as no demônio
Que vendo seu fogo apagar-se
Se amedrontou
E usou ele a porta de saída detrás,
O demônio era quem não
Queria ser visto ali,
Mas que sorrateiro
Percorria os cômodos
Sem mostrar-se
Ou contar a alguém.
O homem conhecedor
De Deus e Sua vontade,
Fechou a porta
E passou cadeado, corrente
E chaves,
E seu coração se apiedou,
Nunca foi ele que sentiu dúvidas
Sobre estar com a moça
Sempre foi o demônio
Que não se viu bem-vindo.
Depois disso,
O homem voltou-se
Para a mulher e a abraçou.

Brasa viva

Então, a moça fez-se mulher,
Honrada baixou a face
Para o chão,
E na prece
Entregou o coração.
Pediu a Deus um bom esposo,
Homem honrado
E que fosse bom dirigente
Da família,
Deus, conhecendo face
E nome,
Concedeu-lhe a prece
E tudo corria bem.
Contudo, a moça
Sabedora da letra do Alcorão,
Desviou-se de seu caminho,
Realizada em seu destino,
Foi incapaz de abandonar
Antigos costumes de sua família
Que já os tinha por tradição.
Desrespeitou mãe e pai,
Abusou do irmão,
Não soube fazer distinção
Entre o adulto e a criança,
Tomou a ambos pela mão.
Fez-se mulher,
No dia de jejuar,
Comeu a palavra do Alcorão
Como quem bebe
Sopa fervente
E quase disse
“Fez-me mal”.
Não soube doar
Ao necessitado,
Não soube reconhecer
A face de Deus
No carinho do próprio namorado.
O rapaz temente a Deus
E a Ele obediente,
Sentiu-se no íntimo enganado,
Desconhecedor destes costumes,
Viu-se ele ludibriado
Por moça experiente
E desonesta.
A moça era simples,
De vestes modestas,
Em sua frente era íntegra
E não lhe cabia malícia,
Porém, não era desta forma
Quando estava a sós,
Costumeira em vil cultura,
O deixou temeroso.
O moço foi a mesquita,
Dobrou os joelhos,
Estendeu as mãos ao altar,
Encostou a face no chão
E pediu a Deus por esclarecimento,
Não tardou,
Deus mostrou ao seus olhos
A moça chegando a mesquita,
Comendo das páginas
Do Alcorão,
Queimando-se viva,
Chamando de amante o irmão,
Proclamando súplicas
A criança perdida,
Virou fogo,
Brasa viva,
Em plena porta
Ao olhar de todos,
Virou cinzas.

Prece Indevida

Houve naquele casamento
Insensatos que testemunharam
Contra a união
E usaram da palavra do Alcorão
Para desunir aquela família.
Vez que a moça
Que em prece
Suplicou o nome
Do esposo para desposa-lo,
E o esposo que vendo
Sua face
Reconheceu nela o amor,
Se desorientaram um do outro.
Houve ali a discórdia,
E ambos esconderam as provas,
Feriram-se no casamento,
E separaram-se por arrependimento.
Foi isso para a moça castigo,
Sentiu-se sozinha
Com efeito de estar amaldiçoada,
Não teve ombro
Para amparar sua dor,
Ou olhar que lhe sentisse piedade.
O suplício que a aguardou
Foi duro no castigo,
Cada soluço solitário
Fez de cada hora de sua vida
Soar-lhe a veneno
Para a alma.
Os laços que Deus uniu
Se romperam,
E suas preces se desfizeram,
Os insensatos que forjaram
Motivos para provocar
A separação se afastaram
E não houve quem a desse amparo.
Repudiada por quem
Organizou a discórdia,
A moça pranteou a solidão
E não soube pedir
Outra coisa que não fosse
Uma segunda chance
De reviver seu amor,
Com a intenção de lá
No âmbito conjugal
Lhe provocar tanta dor
Quanto agora era capaz
De sentir em seu pranto.
Contudo, Deus viu
Sua dor lá do céu,
E entristecido,
Viu também o vento
Que tomou aquela direção,
E atacou-a dentro de sua casa,
Que em ruínas se desfez,
Caindo sobre ela.

Destino à ROCAM