quarta-feira, 20 de maio de 2026

Amor

Me apaixonei
Tão cedo,
Frágil garota,
Te desejei sem medo,
Oh perfeito garoto,
Fui atrás,
Esperei você até tarde,
Me esforcei por nós,
Fiz tudo que pude.
Então, enfim,
Você aqui
E eu não sei amar outro,
Não irei querer
Amar outro,
Lindo garoto,
Te amo no transcorrer
Do tempo,
De eras passadas
E através dos anos.
Agradeço a Deus
Por este amor perfeito,
Eu ainda sinto medo
É estranho ter tudo
Que sonho
Assim tão perto,
Mas, se você
Não estiver
Eu morro,
Eu juro,
Preciso de você,
Você é meu socorro,
Meu futuro,
O homem que sonhei
E que desejo para a vida,
Eu amo você!

Te amo

Te amo,
Você me faz bem,
Ao seu lado,
Meus sonhos
São tão plenos
Que esqueço
Que preciso
De outra coisa
Fora seu abraço.
Você é a honradez
Em pessoa,
Seu caráter
É forjado na enxada,
No arado
Que limpa a terra
E faz germinar
A semente,
Que espalha a vida
E trás a ela as flores.
Você é meu sonho,
Meu melhor amigo,
O esposo dedicado,
O homem mais carinhoso,
Eu amo
Ouvir nossos filhos
Chamarem seu nome,
Lhe pedirem abraços
E ver todos nós seguros
Com você.
Eu te amo,
Eu te quero
Para a vida inteira,
Cada parte dos
Meus dias,
Cada segundo
Do tempo
Que eu tiver.
Te amo pra sempre,
Meu anjo,
Meu amigo,
Marido,
Namorado.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Te amo Boo

Te amo Boo,
Não me deixe sozinha,
Não me abandone,
Não me veja
A cair e cair sem parar,
Sem você eu estou presa
Num lodo escorregadio
E meu fim é frio
E trágico.
Não me deixe,
Não caia em armadilhas
Que sempre me vi presa,
Você é livre,
É mais inteligente,
Lute por nós,
Acredite na gente.
Não me deixe a errar
Feito uma idiota,
Só para depois você
Voltar e concertar,
Nenhum outro se importaria
Ou irá se importar.
É você por nós,
E mais nenhuma
Outra alma,
Não caia nesta teia
Onde a aranha se vê pequena,
Só para poder te pegar.

Violência Infantil

As 5 horas da manhã,
Laura gosta de acordar,
Ainda a noite faz o café,
O deixa sobre o fogão a lenha
E o mantém aquecido
A noite inteira.
Com o fogo sempre aceso
Evita comprar tantos cobertores
E se protege do frio,
João a deixou cedo,
Muito cedo,
Mas, em cada vez que retornou
Lhe fez de presente,
Em nome do amor
Que sentiam um pelo outro,
Apenas para reacender a chama
Da paixão ardente:
Um filho.
Eles terminaram uma vez,
Reataram outra,
E nunca mais se viram
Depois disso,
Um casal de filhos
Restou do relacionamento,
E um pai foragido da justiça
Que não tem emprego fixo
Para evitar pagar pensão
Alimentícia as crianças,
Nem possui domicílio reconhecido
Por medo de ser encontrado.
As crianças estão totalmente
Desamparadas,
Não fosse pela mãe
Se esforçar tanto,
E buscar sustento
Como vendedora numa loja
Próxima a sua casa.
Sem condições de pagar
Empregado,
Ela mantém a casa limpa,
E a comida sempre está disponível,
A filha tem seis anos,
E o filho oito.
Ambos são tristonhos
Por não terem o amparo
Paterno,
Os avós também evitam contato,
Sentem medo de sustentar
O fardo de pagar pensão
Aos netos.
Sempre no meio do dia
Ela pede que seu irmão
Vrife entre na casa
E veja as crianças
Para confirmar que estão bem
E não precisam de nada.
Nas manhãs eles possuem
Aula numa escola próxima
Da sua casa,
E a tarde ficam assistindo
A televisão e comendo,
Porque Laura se certificar
De que nunca passem fome,
Não importa quanto precise
Correr atrás de cliente,
Ser gentil
E suba e desça das escadas
Onde busca as peças de roupa
E as oferece a eles.
O sorriso nunca sai
De seu rosto,
E as horas voam,
E os extras chegam,
É considerada eficiente.
Um dia, porém, seu sorriso
Se desvaneceu,
Ao chegar em casa
Encontrou o casal de filhos
Sobre o sofá
Fazendo sexo.
Ela carregava um bolo
Em suas mãos
Que rapidamente oscilou
E quase caiu,
Danificando um pouco
A lateral.
- filhos, o que é isso?
As crianças levantaram
Seus rostinhos suados
E vermelhos:
- aprendemos na escola.
Responderam.
Ela não tolerou a resposta,
Soltou o bolo sobre a mesa
Tirou seu chinelo dos pés
E bateu nas crianças
Até que ficassem vermelhos
E gritassem de dor.
A resposta não foi eficaz,
Ela preferiu culpar o tio,
Odiou seu irmão
Como quem odeia
O próprio capeta.
Correu até sua casa,
Bateu na porta
E quando foi aberta
Vou sobre ela
Lhe batendo muito
Com tapas, socos, pontapés
E o que mais pudesse.
- o que foi, Laura?
Diga!
Ele gritou.
- maldito,
Maldito!
Ela disse em prantos.
Então, cansada de bater nele
Retornou a sua casa,
Não pode compreender
Os fatos,
Fez a denúncia
E o colocou como autor.
Imediatamente,
A polícia o prendeu.
Contudo, ouvidas as crianças
Elas mantiveram o depoimento,
A escola,
Os colegas da maldita escola
Levaram seus filhos
A tal ato desprezível.
O advogado não se conteve,
Se recusou a acreditar
No depoimento,
Alegou que as crianças eram
Ingênuas e que queriam
Proteger o tio estuprador.
Seu irmão chorou,
Em frente a um juiz
E promotor, chorou.
- sou inocente,
Inocente.
Ele dizia.
- mas quem trará o culpado?
A irmã gritou.
Ele foi paciente,
Não respondeu.
- talvez o pai deles
Tenha se aproximado,
Talvez, os tenha ensinado
Para te ofender
Por você o rejeita-lo.
Ele disse.
Ela pôs as mãos sobre
O rosto e chorou.
Indiciado os professores
E trabalhadores da escola,
Descobriu-se que alunos
De maior idade andavam
Por entre as crianças,
E que, poderia ter partido
De um desses a ideia
Do cometimento de tal atrocidade.
Os depoimentos eram conexos,
Contudo, um dos estagiários
Se interessou sobre o assunto,
E gostou da ideia.
Sobre a situação
Delituosa da família,
A escola escolheu
Contar aos alunos e pais,
Porém, devido a delicadeza
Dá situação,
Pediram ajuda policial para isso.
A Polícia Militar foi,
Pela primeira vez,
Convidada a entrar nas dependências
Escolar,
Havia lá, segurança privada,
Contudo, o acontecimento
Dá situação delatou que
Era insuficiente.
Com preparo psicológico,
A Polícia Militar escolheu
Policiais treinados para isso,
E ofereceu o programa
“Diga Não a Violência Escolar”,
Onde foi usado palestra
E slides para falar sobre
A diversidade de tipos de violência escolar.
No término alguns alunos,
Decidiram conversar com
O policial e os relatos
Foram condizentes
Com o delito ocorrido:
Um estagiário oferecia notas
E ensino mais eficiente
Aos alunos em troca
De que aceitassem
Serem tocados intimamente
Por ele,
E lhe dessem prazer,
Os atos eram os mais variados
E íntimos.
Tomado o depoimento,
O soldado foi até o fórum
E apresentou o relato
Ao processo,
O tio foi, só então, livre
De toda a acusação
E teve liberdade para retornar
Ao lar e receber o perdão
Da irmã.
O estagiário,
Menor de idade,
Foi encaminhado para depoimento,
E os pais das crianças
Tiveram conhecimento
De toda a situação.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Amo Você

Quando a gente ama
Tudo que importa
É encontrar o sorriso
Daquele por quem
A gente vive,
A gente morre,
A gente sonha
Em viver junto
Pra sempre.
Sem ver esse sorriso,
Tudo fica triste
E obscurecido,
Nada nos fortalece
Mais que o sorriso
Meigo e caloroso
Deste por quem
Vibro,
Sonho,
Espero
E amo!
Não quero ficar longe,
Não quero brigas,
Quero seu sorriso inteligente,
Sua conversa amiga,
Fica comigo
Não de atenção as coisas bobas,
Eu falo besteira,
Ajo sem pensar,
Mas te amo a vida inteira
E não sei estar
Onde você não está.
Me abraça forte,
Me ajuda no que
Eu for fazer,
Preciso de você,
Você é meu alicerce
Eu amo você!

A Vida Longe dos Pais

Lana era feliz,
Mas, solitária,
Seus dias transcorreram-se
No trabalho com o gado leiteiro.
Desde cedo aprendeu
A tirar leite
E fazer queijo para sustento,
Aos finais de semana
Ela se unia aos seus pais
E partiram até a cidade
Mais próxima para vender
O alimento.
O dinheiro era revertido
Para sustento da casa,
Seus dias se passavam
Desde menina plantando grama,
E levando as vacas comer
De um lado para o outro,
Depois as levava ao rio
Para tomar água.
Chegou o tempo escolar
E seus sonhos cresceram,
Se uniu a turma
E desejou ter dinheiro,
Para isso,
Precisava de um emprego
E depois cursar uma faculdade.
Ela tinha em mente
Que a faculdade era
A resposta para todas
As perguntas
E a solução para a escassez
De comida, de roupas,
E de outras coisas
Em sua casa.
Largou a vida da fazenda,
Partiu para a cidade estudar,
Alugou um imóvel,
Trabalhava de dia,
Estudava a noite,
E tudo partia para a realização
Do seu sonho.
Ocorre, que uma vaca
Teve terneiro e ficou irritada,
Ao chegar perto
Sua mãe foi chifrada
E os hematomas foram profundos,
Também os ferimentos que
Jorraram sangue.
Ela gritou,
E seu esposo conseguiu
Socorre-la a tempo:
Salvou sua vida,
Mas não pode impedir sua dor.
Levada ao hospital
Precisou receber sangue
No Hemosc,
Chamou os conhecidos
Com o sangue compatível
E seguiu tratamento.
Ela adormeceu por muito tempo,
Sua estadia levou todo
O dinheiro da família,
Chegou as dívidas,
E ao financiamento.
Agora, o leite dava pouco
Retorno,
E seu pai sofria sozinho
Perdido entre tirar o leite,
Fazer o queijo,
Levar vender
E cuidar da mãe doente.
Não tardou,
E sua mãe faleceu,
Um segundo financiamento
Veio só socorro
Para custear o velório
E o sarcófago no cemitério.
Lana caiu de joelhos,
Levantou as mãos
Para o céu e suplicou
A Deus,
Na faculdade pegou exame
E então, reprovou.
Viu sua turma seguir
E ela ficou para trás,
Repetiu a fase,
Tirou notas ruins mas insistiu.
Lá da sua turma,
Um lindo garoto se formou,
Estudou muito
E passou para o oficialato da
Polícia Militar,
Lana o viu de longe,
Depois seguiu para a faculdade
Fazer outra prova.
Por fim, formou-se
E se tornou advogada.
Neste percurso,
Uma parte de sua terra
E algumas vacas foram vendidas,
O patrimônio foi mexido,
As dívidas ficaram quitadas,
Mas, agora já não tinha
Tanto quanto possuía
E precisava iniciar um escritório.
Foi escolher a sala,
Pagar o aluguel adiantado
Para não ter problema,
E comprar os móveis
Para iniciar o trabalho.
Os dias correram
E as ações eram escassas,
O resultado insatisfatório,
E seu colega continuou
Na carreira de superior hierarquia,
Recebeu mérito,
Mas, insistiu em estar sozinho.
Ela sorriu feliz,
Sempre guardou um sentimento
De carinho por ele,
Torceu em casa instante
Para que ele evoluísse a carreira
E obtivesse sucesso.
Os vizinhos que compraram
A terra vieram morar
Ao seu lado,
Não tardou,
E o homem iniciou a limpeza
De sua propriedade através
Do veneno,
E tomou cuidado para que
O veneno escorresse na propriedade
De Lana
Tencionava envenena-la.
Também passava veneno
Em todos os arbustos
Que via prejudicando
A arquitetura urbanística
Dá propriedade dela.
Lana denunciou na delegacia
E esperou procedimento,
O vizinho irritou-se e jogou
Milho envenenado para
As vacas de Lana,
Resultando na morte
De todas.
Da noite para o dia,
Lana estava completamente destruída,
Seu pai,
Chegando na cocheira
E vendo as vacas correu
Desesperado,
Era o fim.
Não sobrou uma única.
No caminho para o escritório,
Lana já não estava em sua calma
Costumeira,
Passou a odiar a própria vida,
Dirigir sem o cinto de segurança,
Em velocidade alta,
Ultrapassando na faixa amarela,
Seu carro era uma espécie 
De conforto onde descarregava
Todo seu ódio e dor.
Sentia falta da mãe,
Sentia ódio de si própria
Por não ter obtido sucesso,
Largou-se na bebedeira,
Levava com ela sempre
Uma lata de cerveja aberta
Dentro do carro,
Sua vida lhe perdeu o valor.
Seu vizinho sorria 
E a perseguia por onde ia,
Parecia uma sombra de morte
Que se aproveitou de seu momento
De tristeza e doença 
Para lhe tirar parte da prioridade 
E agora, realmente, parecia
Desejar tirar sua própria vida.
Lana fez outra denúncia,
Colheu provas,
Pediu exames das vacas mortas,
Irritada,
Pegou uma arma
E empreendeu contra o vizinho.
O matou a tiros,
E também a sua esposa,
Agora, ela buscava na lei
Amparo para recuperar
Toda a sua propriedade
Em razão das empreitadas
Do vizinho de prejudica-la
E mata-la.
Na tarde,
Depois disso,
Em seu escritório,
Um primo do vizinho surgiu lá,
E depois de ameaça-la,
Lhe desferiu tapas e socos.
Lana se defendeu
E o lesionou bastante,
Seu amigo,
Ex colega de aula
Foi acionado para resolver
A questão
E rapidamente chegou lá
De viatura e o prendeu.
Também chamou Lana
Para prestar depoimento,
Enquanto o lesionado
Foi levado ao hospital
Para atendimento.
Triste e indefesa,
Lana buscou o olhar do
Colega de classe,
Olhou para ele recordando
De quantas orações fez
Para o bem dele,
E o quanto torceu
Para que ele tivesse êxito.
E ficou silenciosa,
Na meia tarde do dia seguinte,
Lana limpava o quintal,
Rastelando a sujeira
E a levando para fora da propriedade
Através de um carrinho de pedreiro.
Suja de terra,
Ela sentiu descansar
Em frente ao rio,
Quando seu ex colega
Chegou por trás dela,
Com o carrinho cheio de sujeira,
Deixou do seu lado
E sentou-se atrás dela
No chão a abraçando.
Ele não se preocupou
Em evitar que sua farda sujasse,
Só pensou em protege-la,
A abraçou tão forte,
Que um vento frio soprou
Contra seus rostos
Impedindo que seus corpos
Se desvencilhassem.
O Major comandante
Do batalhão deixou sua tropa
Para ir abraçar a advogada.
Logo acima deles,
Uma viatura mantinha
Suas luzes de emergência ligadas
Iluminando ambos
Na beira do rio,
Que beijaram-se apaixonados.

sábado, 16 de maio de 2026

Amo Você Binden

Minhas horas são amargas
Se você não está,
Meus segundos
São imundos
Se você não está,
Não há ninguém
Igual a você,
Fica aqui no hoje
E no pra sempre?
Eu amo você,
Não sei viver
Se você não estiver,
Me desculpa
As frases tristes,
Este implorar
Sem medir o que digo?
Eu preciso que esteja
Comigo.
Minhas frases açucaradas
Foram descartadas
Por outras mais tênues:
Fica comigo
E que seja para sempre!
Eu preciso de você,
Das coisas que você diz,
De tudo que você pensa,
Eu preciso de nós juntos,
Ninguém me protegeu,
Pensou em mim
Ou me quis como você,
Não mude,
Apenas me queira,
Eu não sei viver
Se você estiver distante.
Anseio por seu abraço,
Seu cheiro,
Você é o mais perfeito,
E eu o amo em cada gesto,
Desculpa,
Se não estive perto,
Se errei,
Fui burra,
Despretensiosa?
Amar você
É o maior valor que existe,
Não há ninguém tão perfeito,
Nem outra que te ame tanto,
Amo você Binden.

Destino à ROCAM