domingo, 31 de maio de 2026

Policial

Boa tarde senhor policial
Meu filho quer sair,
Frequentar lugares noturnos,
Eu sinto medo,
Ele é tão jovem ainda,
Mas, sua viatura
Passa em minha rua,
E daqui de dentro de casa
Eu vejo as luzes intermitentes
Ligadas e me sinto segura,
Eu sei,
Eu gostaria de estar com ele,
Mas, ele deseja liberdade,
Quer amadurecer,
Viver novas aventuras,
E eu serei submissa,
Permitirei que saia
Com seus amigos
Porque me espelho
No senhor
Para acreditar que ele
Ficará bem,
Pois, se algo ruim acontecer
O senhor estará lá
Para proteger,
E antes que o crime ocorra,
O senhor estará lá
Para impedir que aconteça,
Então, meu coração se alivia,
É hora do meu filho crescer
E estou segura
Porque o senhor está nas ruas.

Senhor policial

Caríssimo senhor policial
Eu poderia pagar
Vigilância privada
Pra proteger meu filho
Que vai a escola,
Mas, você sabe minha história
Eu sou pobre,
O dinheiro que ganho
Mal dá pro sustento
Dá minha família,
Não me leve a mau
Se confio tanto no senhor
A ponto de acreditar
Que meu filho
Fará este trajeto
São e salvo,
E assim voltará,
Porque eu sei
Que sua viatura
Está nas ruas,
Então, eu confio
Que tudo ficará bem.
Veja senhor policial
Eu dependo do futuro
Do meu filho
Para melhorar nosso status
De vida,
Então, ele precisa estudar,
Aprender por si próprio
E depois trabalhar.
Eu confio no senhor
Policial e tenho certeza
Que lá na escola
Não haverá crimes,
Nada lhe faltará
Que o senhor
Não possa resolver,
Eu sei que o encargo
Que lhe transmito
É importante,
Cuide por favor do meu filho
Ele é meu bem maior,
Minha própria vida,
É em você que eu confio
De que ele irá
E voltará
E nada lhe fará mal.

Casamento Oficial

Eloa escolheu o tema
De monografia
E foi recebida
Pelo Major Ror
Que a auxiliou
Com indicações de livros
E exposição da área
De atuação da segurança pública.
Ela o acompanhou
Em palestras sobre criminalidade,
E até mesmo no curso
De formação de oficiais,
Tudo isso compunha
O tema de trabalho.
Nisso Eloá se apaixonou,
Tardou um pouco
Ele enviou flores
Ao major,
Passou de carro
Uma diversidade de vezes
E lhe dava carona
Até sua casa
No final do expediente.
O amor ocorreu
De maneira natural,
Ambos solteiros
Ela estudava direito,
Ele lecionava em outra universidade.
Encerrada a monografia,
Ela fechou a banca de apresentação
E correu até ele
Para mostrar a nota máxima
E comemorar,
O convidaria para tomar
Um sorvete
E lá se declararia.
Tudo estava perfeito,
Porém, chegando lá
O encontrou num bar
Tomando cerveja
Com alunos,
Despojado, sedutor
E entre risos.
Os documentos caíram
No chão
E ela chorou,
Mas, reuniu suas forças
E os juntou do chão
E foi até lá,
Trêmula, incerta e envergonhada.
Chegando lá
Descobriu que a mãe dele
Fazia hemodiálise
E que precisava de transfusão
De sangue,
Apta decidiu ajudar,
E ao descobrir que ela
Tinha um problema
No rim,
Conseguiu doador compatível
Depois de fazer campanha
Nos pontos de multidão
Dá cidade.
Eloa acompanhou
A transfusão de sangue,
A mãe do major frágil
Chorando recebendo
Gotas de vida
Em sua veia,
Provenientes de Eloá,
Foi obrigada a tomar
A decisão que poria fim
Nas expectativas de curar-se
Ou morrer: - receber o rim
Que segundo os exames
Lhe era compatível.
Na cirurgia,
Eloá ficou a postos
Para o caso de precisar
Doar sangue,
O doador era seu primo,
E melhor amigo Balt.
A mãe do major
Sofreu uma parada respiratória
Mas, foi reanimada pelo próprio
Que tinha treinamento
Para primeiros socorros.
Todos juntos
Uniram forças em oração
Por ela,
Ela salvou-se,
Aceitou o rim
E ficou ótima.
Bem de saúde,
O major fez uma festa surpresa
E chamou Eloá,
Que não entendeu porque
Teve que usar um vestido branco,
De olhar distante
Parecia um casamento
E quanto mais se aproximou
Mais aparentou.
Então, o major veio até ela
E a conduziu pelo braço
Até o altar
Que ficava no final de um deck
Dentro do mar.
Rodeavam a entrada
Do caminho que conduzia
Até os pais de Eloá
E do Major e o padre
Vasos de flores coloridas
E também oficiais da Polícia
Militar
Vestidos em seu uniforme
Segurando em um dos braços
Um fuzil
E no outro uma tocha de fogo
Cuja base continha flores
Brancas que caiam
Feito um buquê.
Os fuzis estavam em pé
E encostavam no chão
E a tocha era erguida
Na altura do rosto.
Quando o casal entrou,
O fuzil foi erguido
E um encontrou no outro
Do ofícial da frente
Em posição cruzada.
Eloá nunca se sentiu
Mais feliz,
Não foi beijada,
Abraçada ou pedida
Em casamento,
E no entanto,
Tudo estava lá
A postos.
Assim que pôs
O pé para seguir até o altar,
Os oficiais viraram para
O lado com o rosto
E a tocha e acenderam
Uma espécie de bacia
Que estava atrás deles,
A labareda tocou o céu
E soltou fumaça colorida
Por entre o fogo crepitante
E flores que rodeavam.
Depois os oficiais viraram-se
Na posição original 
E ergueram seus fuzis
Entrelaçados permitindo 
A passagem,
Iniciando do lado 
Para o chão e subindo
Entrelaçados um no outro 
Para permitir a entrada 
Do casal.
Chegando no altar
Seus pais vieram lhe encontrar
E beijar seus rostos,
O major não soltou
Um único instante
A mão de Eloá,
Estava muito apaixonado.
Depois do sim,
O casal virou-se
E a tocha foi solta
Ao lado da bacia,
Enquanto uma espada
Foi erguida para o alto
E retirada da cintura
De cada oficial,
Sabendo que a fileira
Era composta por
Um masculino e um feminino.
A espada foi erguida
Para o alto,
Ao lado do fuzil,
Então, foi liberado um tiro,
Com o fuzil erguido
Em linha reta,
Recostado no ombro
De cada oficial,
O fuzil fez barulho 
De tiro e soltou 
Fogo e papel picotado,
Saindo de cada arma
Para o alto
E as espadas baixaram
Impedindo a saída,
Depois lentamente
Foram erguidas em x
Até a altura do braço
Dobrado na linha
Do pescoço 
Que permitia a saída 
Do casal.
O major estava fardado,
Ele retirou seu kep
E segurou embaixo
Do braço 
E beijou Eloá na boca
Jurando amor,
Então, saíram do altar
E conforme saiam
Seguidos por seus pais,
E o padre,
Os fuzis entrelaçavam-se em x
Descendo até o chão 
E depois colocados
Ao lado de seus corpos
Que dó último 
Para o primeiro 
Iniciaram a saída 
Do altar improvisado
Com peixes pulando
No seu redor
E jogando água neles.

Casados

As vezes,
Em situação irracional,
Eu me levanto do sofá
E me pego a discutir...
Estou casada
A pouco tempo
E não sei pedir abrigo,
Pedir proximidade,
E também me canso
De ansiar pelo beijo
Que tarda a chegar.
É sempre no horário
Que meu esposo escolhe,
Ele tem a habilidade
De ser mais esperto
Para resolver os problemas
Dá família,
E eu a habilidade de
Não me importar
Com os problemas.
Aí eu preciso dele
E ele precisa não estar,
Eu fico triste,
Mas, não me canso
De esperar,
Porém, estamos
Numa relação tão inicial
Por que eu não posso
Ser mais próxima,
Afetiva e carinhosa?
Preciso trabalhar isso
Em mim,
Ser mais passional,
Falar de amor
Com amor,
Casar é um diálogo
Gentil sem fim.

Marido e Mulher

Vida,
Nos socorra,
Outra vez fomos furtados,
Levaram nossos bens,
Nos deixaram em frangalhos.
Que dor eu sinto
Em minha alma,
Por Deus, minha vida
Como poderemos reagir,
Eles nos furtam
O trabalho de uma vida,
Não pagam absolutamente nada
E não se importam
Sobre o quanto sofremos
Para conseguir
O que temos,
Nem se importam
Em quais situações
De miséria nos deixam.
Meu amor,
Estes criminosos
São assassinos,
Não são bondosos,
Não há desculpa
Que discrimine,
Nem limite
Para suas maldades.
Eles estão sempre
Se inibindo de arcar
Com o que fazem,
Minha vida,
Precisamos descobrir
Seus nomes
Antes que nos encerrem
A vida.

Casados

Minha vida
Minha tia veio nos visitar,
Ele estava intrigada
Contou que vizinhos próximos
Foram até ela
Fazer fuxico contra nós.
Falou sobre mal grave,
Contou que alguns adeptos
A esses fuxicos
Puseram veneno
Em nossas terras,
Envenenaram nossa água
E não mediram esforço
Para nos matar.
Minha vida,
Ela indagou o que fizemos
De proporção tão grave
Que instigou estas pessoas
Contra nós,
Amor nunca me senti
Tão alvo frágil de pessoas
De má índole,
Nós nunca fizemos mal
A ninguém,
Somos donos da nossa terra,
Trabalhamos arduamente nela,
Nem temos tempo
Para pensar maldade
Contra qualquer ser
Que seja.
Mas, me diga,
Minha vida
Como faremos
Para nos defender
Destes que nos causam
Tanto mal e não nos
Permitem defesa?
Eu sinto medo,
Estou assustada,
Precisamos ser fortes
Para nos defender
Desta emboscada.

Meu Amor

Amor preciso te contar,
Eu não quero te magoar,
Seja forte e me entenda,
Não sou capaz de suportar:
Uma pessoa
Falou mal de nós,
Colocou ideias falsas,
Desejou separar-nos,
Por que, meu bem,
Para quê?
Não basta me fazer chorar,
Tenta me fazer te perder,
Por que minha vida
Para que?
Justo eu que preciso
Tanto de você.
Eu não compreendo
Esse tipo de atitude
De uma pessoa distante
E desconhecida de nós,
Usar artifícios e maldades
Para separar-nos,
Pra quê, meu amor,
Por que?
O que fizemos a ela,
Que mal existe
Em estarmos juntos?
Nossa felicidade a reprime,
Nosso bem-estar interfere
Em que na vida
Desta pessoa,
Que usou tantos meios
Esforçou-se tanto
Apenas para separar-nos,
Por que, meu bem,
Para quê?
Penso que muito antes
Está pessoa
Nos fez mal injusto e grave
O qual nunca ligamos
Ao seu nome,
Mas agora nosso olhar
Se descortina
E então vemos:
Sempre foi ela
E sem motivo algum
Além de malícia,
Inveja e o quê?
Por que, meu bem,
Para quê?
Perseguição é crime grave,
Por Deus,
Entre nós já é atentado,
Crime contra o Estado,
Escapou da limitação
Pessoa versus pessoa,
É motim, 
É facção,
Quadrilha, bando...
Não encontro nomenclatura 
Para o tanto
Que está pessoa 
Se move contra nós,
Por que meu bem
Para quê?
A língua dela ganhou
O povo,
Sua fala nos fez alvo,
Pra quê, meu amor,
Por quê?

Casada, Mãe e Trisal