quarta-feira, 15 de julho de 2026

O Cara não desiste de mim!

 É 15 de julho,

Me desculpo,

Há anos perdi a Lara,

Dose única de horror

E medo:

Medo do escuro,

Medo do desconhecido,

Susto com o que conheço,

Espasmos com o que 

Perco apreço.


A preço alto,

Perdi minha pequena,

Preço injusto

Para uma alma 

Que sedenta sente falta

E chora,

Lamenta anos passados,

Que não refletem

O que vivo.


Mas, reflete a tela

Do celular e outro rosto

Se mostra evidente,

Foi lá atrás a Lara,

Hoje a acompanha

O Laro que liga

E não sabe o que faz,

Que fala e não cre

No que diz,

Que cala

E não se importa

Com o que fez.


Com um espasmo

De medo

E não pouco choro

Me despeço de amores

Passados,

Que em cada fotografia

Insistem em me ver

Ao seu lado.


Ausente de cada imagem

Me vejo em reflexo,

Por que está aí com outra

E não me tira do pensamento?

Aline, Aline, Aline,

Cadê a Aline,

Por que ela fez isso?

Aonde esta que não a vejo?


Eu me repreendo

E choro em lamento,

Que fiz para merecer

Tanta busca,

Tanta lembrança,

Tantos pensamentos?

Você é casado

Deveria se dar o respeito,

A puta com quem você dorme

Não merece um pingo

Da minha insegurança.


Nesta puta,

Tu fez um filho,

Por favor,

Me tira da lembrança,

Isso é doença,

Me ter por troféu,

Busca desregrada,

Que há em você

Pra se meter nesta desgraça?

Sai dessa cara,

São seis anos

E em nenhum deles

Você viveu para esta moça?


Eu não te vi tanto,

Não te busquei,

Não lhe conheço,

Mas, choro sua dor,

Por que fez isso?

Se lá com você eu não estou,

Agora esta puta 

É capaz de acreditar

Que seria bem-vinda

Em minha casa,

Por que me indago:

Então, você seria convidado?

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