É 15 de julho,
Me desculpo,
Há anos perdi a Lara,
Dose única de horror
E medo:
Medo do escuro,
Medo do desconhecido,
Susto com o que conheço,
Espasmos com o que
Perco apreço.
A preço alto,
Perdi minha pequena,
Preço injusto
Para uma alma
Que sedenta sente falta
E chora,
Lamenta anos passados,
Que não refletem
O que vivo.
Mas, reflete a tela
Do celular e outro rosto
Se mostra evidente,
Foi lá atrás a Lara,
Hoje a acompanha
O Laro que liga
E não sabe o que faz,
Que fala e não cre
No que diz,
Que cala
E não se importa
Com o que fez.
Com um espasmo
De medo
E não pouco choro
Me despeço de amores
Passados,
Que em cada fotografia
Insistem em me ver
Ao seu lado.
Ausente de cada imagem
Me vejo em reflexo,
Por que está aí com outra
E não me tira do pensamento?
Aline, Aline, Aline,
Cadê a Aline,
Por que ela fez isso?
Aonde esta que não a vejo?
Eu me repreendo
E choro em lamento,
Que fiz para merecer
Tanta busca,
Tanta lembrança,
Tantos pensamentos?
Você é casado
Deveria se dar o respeito,
A puta com quem você dorme
Não merece um pingo
Da minha insegurança.
Nesta puta,
Tu fez um filho,
Por favor,
Me tira da lembrança,
Isso é doença,
Me ter por troféu,
Busca desregrada,
Que há em você
Pra se meter nesta desgraça?
Sai dessa cara,
São seis anos
E em nenhum deles
Você viveu para esta moça?
Eu não te vi tanto,
Não te busquei,
Não lhe conheço,
Mas, choro sua dor,
Por que fez isso?
Se lá com você eu não estou,
Agora esta puta
É capaz de acreditar
Que seria bem-vinda
Em minha casa,
Por que me indago:
Então, você seria convidado?
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