terça-feira, 22 de setembro de 2026

Lá na Barbearia do Tio Ritsonn

 Confesso que não estava preparada

Nem ao menos disposta

A ficar tanto tempo distante

De você,

Não depois do quanto

Foi bom estarmos juntos

E o quanto desejei que estivesse 

Por perto,

Eu imaginei e reimaginei nós

Milhões de vezes,

E agora sinto apenas o medo.


Bem, mas não guardo ódio

A distância foi escolha sua

E eu concordo.

Tanto tempo se passou

E hoje me pareceu que te vi

Andando pela rua,

Livre e disposto,

Fiquei feliz por isso

E te vi a distância onde

pude perceber que os anos

Chegaram até você

E te fazem sofrer

Tal como foi comigo.


E então, te vi mais humano,

Mais suscetível a erros,

Você parecia, até mesmo,

Estar mancando e lhe vi

Com dor,

A dor que sinto,

Talvez, os planos que tenho,

Quem sabe os sonhos,

E então, outra pessoa

É isso.


Mas, ver você humano

Me deixou mais segura 

E não lhe guardo rancor,

Eu me sentiria péssima

Se te encontrasse recostado

Na porta do carro

Com uma cerveja entre os dedos

E um cigarro a esfumacear

O rosto,

Mas, não.

Você estava normalzão,

Mancando, com seus cabelos escassos,

Barba por fazer na sua opinião,

Pêlos que nem vi,

Necessidades que nem notei,

Mas você estava indo 

Na direção da barbearia...

ok.


Você conseguiu dar um basta,

E foi simples,

Comigo foi diferente,

Eu ainda o imagino comigo

E isso torna tudo difícil,

Você ainda opina 

Na minha mente sobre coisas

Do meu cotidiano

E eu respeito a sua opinião,

Está certo,

Isso é interno,

Na verdade você está distante

E o que houve ganhou um basta.


Eu desejei sorrir

E estar perto de você,

E você seguiu seu destino,

Parabéns,

Eu já posso te ver

E não chorar nenhum pouco,

E você muito mais que isso...

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Cris-ti-a-nooooo

 E aí Cristiano,

Depois de duas tardes de amor

Você se foi,

Sem dizer adeus,

Sem despedir-se,

Cansou-se,

Esqueceu o telefone,

Esqueceu de nós.


Eu sofri muito 

Com isso,

Tento ocupar meus pensamentos

Com o trabalho,

Mas, você me preenche

E sua ausência me enche!


Eu queria socá-lo,

Eu queria gritar ódio,

Mas, não fui capaz de 

Fazer mais que alguns fuxicos

Ao acaso e torcer por nós,

Por favor,

Não fica com outra!

Eu sou tão capaz

De ser boa para nós

E lhe fazer bem

Que qualquer outra garota.


Poxa, eu sou difícil,

Previsível e áustera,

Que droga, 

Você foi tão meigo

E quente que não consigo esquecê-lo

E também não tenho preparo psicológico

Para te ver ao lado

De qualquer pessoa que seja.


Eu prefiro a cegueira,

Eu sinto dor,

A saudade sufoca,

Eu viro uma louca,

Desvairada e irrefreada.

Que faço por nós?

O que me é permitido?

Eu não posso esquecer,

Não sou capaz de fugir

De nós,

Nem de suprir sua ausência,

Por favor volta,

fica comigo outra vez,

Só mais uma,

Ou todas as vezes:

Fica!

Amor ao Acaso

Ela fechou os olhos

Para conter as lágrimas

Que a memória 

Da dor que passou

Ao lado de seu ex namorado

Ainda tinha o dom de causar.


Um simples olhar

Ao acaso

E a lembrança chega

Lhe pega desprevida

E vem a recaída:

Toda a dor dói ainda,

Fere e machuca

Como se o ontem

Fosse o agora,

E o agora nunca 

Pudesse passar.


Desprevenida pegou a bolsa

De cima do sofá

E correu para a rua,

Uma corrida que sua calça jeans

Não poderia frear,

Que a camiseta branca

Não impediria

Nem ao menos se todo 

O pó da rua se apegasse

As suas linhas

E o suor lhe marcasse

A expressão dos seios nus

E fartos a farfalhar 

Por baixo da malha.


De ímpeto cruzou

Para o outro lado 

Da calçada

Quase colidindo num carro escuro

Que cruzava por ela,

Um homem alto e claro

Disse algo inexpressivo.


Ao longe ela viu fumaça

E partiu para ela,

Era estranho ver fumaça

Em plena avenida da cidade,

Mas, seguiu.

Chegando lá encontrou

Uma casa em chamas,

Chamou os bombeiros pelo celular

Com o peito arfante

A palpitar a dor e o medo.


De imediato,

O rosto do seu ex namorado

Surgiu em sua mente

Como uma fotografia

Que não se apaga,

E ela se voltou para trás

Num passo de dor e medo,

Não queria vê-lo

E esta era sua chance

De esquecer toda a dor

Para sempre.


A dor de tê-lo esfregando

Seus dedos quentes

E fortes sobre sua pele

Até marcar de vermelho,

A dor de sentir aqueles lábios

Colarem-se sobre os seus

Lhe pressionando,

E a fazendo desvanecer,

Porque beijos salvam

E outros afogam em dor,

E Doug jamais poderia

Confundir-se com amor,

Ele era possessividade,

Distância e nenhuma falta.


Irritada ela correu para a fumaça,

Jogou o celular na calçada

E adentrou pela porta fechada,

Não ouvia gritos,

Não se importava,

Passou tanto tempo de medo

E dores em segredo

Que sabia que nem toda a dor

Era confidenciada.


A atendente dos bombeiros

Continuou a fazer perguntas estúpidas,

Tal como, ponto de referência,

Se tinha feridos,

Se ela via alguém,

Se o incêndio parecia criminoso

Ou se iria se espalhar pelas casas...


Encontrando a porta trancada

Ela deu um chute com seu tênis

E logo abriu-a,

Em meio ao sufoco da fumaça

Algo fez bem em seu íntimo

E ela seguiu porta adentro,

Chegando lá encontrou um rapaz

E um casal de velhinhos

Desvanecidos sobre o sofá,

Foi simples vê-los,

foi difícil retirar de um por vez.


Quando chamou a vida

Todos responderam no sufoco,

Então, ela correu porta adentro,

No caminho encontrou retratos espalhados

Pelos cômodos e paredes,

Neles não continha tantas pessoas

E a maioria deles

Era preenchido por fotos dos três

O que sugeriu que não haveriam

Outros moradores na casa.


Ela chegou no quarto

E viu tudo em meio ao fogo,

Não havia ninguem e as chamas

Crepitavam para dentro da casa,

Invadindo o corredor

e ganhando a sala e a cozinha,

Alicia correu.


Saiu para fora toda avermelhada,

E abraçou aqueles três

Que estavam entristecidos

Sentados na calçada,

Quando os bombeiros chegaram

Após confundirem a casa em chamas

Com uma próxima que não tinha fogo,

Eles encontraram todos salvos.


O celular estava caído e inteiro,

Alicia o pegou e desligou-o.

Roberto, o rapaz que foi salvo,

Entregou-se ao abraço de Alicia ternamente.

Após o incidente Alicia passou

A ter amizade com a família

Composta pelos pais e o filho

Mais novo.



Como o pai de Alicia trabalhava

Como construtor ele foi chamado

Para refazer a casa,

Muito feliz Alicia foi em cada dia ajudar,

E o rosto de Doug desaparecia,

Aos poucos feito fumaça

Que mata sufocando,

ele tinha esse dom e jamais perderia,

O de sufocar,

De matar abraçando,

De ferir sempre que estivesse

Por perto.


O namoro corria bem,

E Roberto ajudava na construção,

Porém, chegada a entrega 

Da casa pronta,

Os pais reclamaram que o gasto

Foi dobrado e que Antonio 

Fez este furto na ausência

De Damião e Maria aproveitando-se

De sua idade avançada

E do desejo expressivo de Roberto

Por Alicia.


Roberto pegou a Nota Fiscal apresentada

Por Antonio e falou em alta voz:

-Aqui tem gastos excessivos.

O homem muito envergonhado

Correu porta a fora

E chorou descompassado.

-Eu pago.

Ele disse da porta.

-Eu pago o que for de excessivo,

Mas eu fiz o trabalho

Com o melhor equipamento

e materiais, 

Ficou tudo perfeito.


Roberto ficou nervoso

E foi até a porta e pegou

A mão de Antonio com carinho,

-Seu Antonio,

Eu sei que foi,

Apenas reclamei do valor excessivo,

Me perdoe mas nunca vi casa tão cara!

Ele continuou.

-Eu pago.

Antonio disse e saiu.


Roberto preferiu distanciar-se

De Alicia sem dizer nada,

Alicia esperou as ligações,

Enviou mensagens não visualizadas,

E sofreu,

Outra vez Doug tomou seus pensamentos

E desta vez não foi mau,

Ele mostrou tudo que um homem

É capaz de causar:

Dor e decepção.


Então, Alicia conversou com o pai

Para ver como aconteceu a entrega

Das chaves da casa nova,

E soube que Roberto o acusou de furto,

De fraude na Nota Fiscal,

De comprar material por um valor

E cobrar outro...


Alicia chorou,

Fez as malas e pegou o carro

Dirigiu até a casa de Roberto

E chegando lá lhe disse:

-Perfeito!

Eu pago a dívida de meu pai

Com meu trabalho doméstico!

Ela falou ao entrar num rompante

Para dentro da casa.

-O quê?

Disse Roberto.

-Serei a empregada até quitar

Qualquer valor excessivo!

Ela continuou.

-Impossível.

Ele respondeu.

Ela soltou suas duas malas

No chão com barulho e falou:

-Não, vocês sofreram escoriações

E queimaduras graves,

Estão todos tomando remédios

E com dificuldade na mobilidade

Em razão das queimaduras,

Eu faço a comida,

Limpo a casa e tudo que precisar,

Eu não estou queimada,

Nem tenho dor.

Ela encerrou.

-Eu vou até o quarto que estiver desocupado

E deixarei minhas malas lá,

você esta tão dolorido que nem consegue

Por meu carro na caragem,

Deixe lá fora e eu o guardo,

Vocês não possuem carro

Eu os levo para onde for.

Ela disse e seguiu pelo corredor.

-Está certo,

Sentimos muita dor,

Precisamos de alguém,

Mas, seu pai não nos deve tanto...

Ela virou-se para Roberto e encerrou

Pegando no colarinho de sua camiseta

E acariciando perto de sua pele

Sem tocá-la e sem olhar 

Em seus olhos,

Sentia saudade da proximidade,

Falta de seus beijos,

Mas foi mais forte e resistiu:

-Eu sei fazer faxina perfeitamente

E sou ótima na cozinha,

Ninguém irá arrepender-se,

Marque os horários dos remédios

E pendure na geladeira

Eu passo lá e decoro todos os horários

E não haverá erros ou atrasos.


Resistir a primeira noite

Foi díficil

Principalmente vendo a família reunida

E tão feliz no jantar,

Mas Alicia jantou com todos

E não entregou seu amor

De nenhuma maneira.


Depois de lavar a louça

Ela foi para seu quarto,

Abriu a janela e chorou

Sobre o espaldar vendo as estrelas

Brilharem lá fora,

Doug ia e vinha,

Feito um piscar de luz

Que se ascende e apaga,

Dá esperança e morre,

Mas, Doug não é do tipo que desfalece

Ele fere e mata.


Alguns instantes depois disso,

Alicia não rememorou o tempo,

Roberto surgiu atrás dela

Sem pedir permissão e a abraçou,

Depois seus beijos correram

Por seu corpo como se fosse o luar,

E Roberto é do tipo que faz sonhar,

E seus beijos são irresistíveis

Naqueles seus lábios roseados,

E fartos cheios de desejo

E algo de afeto de sua língua rosa

De palavras doces 

E sonhos alucinantes.


Em meio a penumbra do quarto

Roberto era o que havia 

De extraordinário,

Com sua pele alva de frio de inverno

E um calor irreconhecível,

Feito lava de vulcão que surge

Do nada e ganha seu redor

Enquanto enche de vida,

Seus carinhos são chamas vivas

De amor e desejos irrefreados,

Seu cabelo com aquelas entradinhas

De calvície enegrecidos por um tinta

Do tipo esquecida em algum canto,

Tinham a maciez e o encanto

Da noite que brilhava lá fora,

E incendiava seus olhos vivos,

Abertos e expressivamente escuros.


Seu corpo másculo e viril

Eram a chama viva

Que deixava Doug muito,

Muito longe e insignificante.

Quando Roberto a abraçou,

Ela sentiu que foi mais que um abraço,

Mais que desejo,

Ou pele a pele,

Ela foi tomada de si mesma,

De seus medos e erros,

E entregou-se para ele,

Como se fosse a única chance,

O único beijo,

O único instante,

Uma bala afiada e atirada

Rápida e segura contra Doug

E todo o mal que sua lembrança

Continha e a vivência lhe fez

Num passado que se apagava

No sereno frio do inverno,

Através de um homem alto 

E poderoso em seus carinhos,

Seguro de suas atitudes

E alcance.


Ela fez amor com ele

Ali mesmo na cadeira,

Sentada em seu colo,

E o dia amanheceu ensolarado,

Como o sorriso de Roberto

E seus dentes brancos 

E bem cuidados...

Convidativo,

Encantador,

Seguro.


Em cada noite dormiu com Roberto

E isso não lhe fez mau,

Mediante o conhecimento que ganhou

Sobre ele  e sua família

Logo percebeu que o erro referente

Aos valores não se devia a eles

E foi investigar.


Chegando lá na loja de materiais 

De construção descobriu que 

A fatura era dupla,

ou seja, seu pai havia sido contratado

Para fazer dois serviços ao mesmo tempo,

E enquanto ele trabalhou para Roberto,

Seu irmão e funcionários se dissiparam

E se dividiram entre ajudar

Na construção da casa de Roberto

E de outra propriedade.


Isso explicava os valores,

E os cheques assinados demonstravam

Os valores pagos,

Ela retirou um xerox de cada um

E descobriu que o pagamento

Ocorreu de maneira correta,

Contudo a NF se referia a todos

Os materiais colhidos lá na loja.


Nem a família de Roberto,

Nem a outra pagou dobrado,

Pois a NF se referia ao trabalho de Antonio,

E deveria ter sido tirada em seu nome,

E não no nome da família de Roberto.

Chocada ela apresentou a ambas

As famílias no jantar 

Os cheques com os valores específicos

E a confusão que a loja cometeu

Com relação aos materiais.


As famílias ficaram felizes

E brindaram ao noivado

Que ocorreu no mesmo instantes,

Por Roberto levantou-se 

E ergueu o copo de suco

Pedindo a Alicia para casar-se

Com ele,

Alicia não resistiu

Levantou de sua cadeira

E foi até ele para abraçá-lo,

Dizendo sim.


-Eu fico tão feliz

Por estar tudo resolvido,

Sou o homem mais completo

Do mundo!

Roberto disse.

domingo, 13 de setembro de 2026

Encontro na Mira

As treze horas da tarde,
As flores que caíam 
Da grande árvore amarelo
Se acumularam no chão 
Feito um tapete de seda
E fios de lã. 

Alicia contemplava
Da sacada do prédio 
Enquanto flores ganhavam
A vista feito um véu 
Que se estende a sua frente 
Tomando a imagem
E colorindo o asfalto negro,
Isso carros parados no acostamento
E os prédios inteiros,
Bordando seus acabamentos. 

Nisto, um Cadillac preto
De contornos dourados
Passou pela rua estreita,
Dirigido por um homem clássico,
Moreno, de tez baixa, olhos abertos
E redondos e escuros
Para o horizonte,
Lábios rosados unidos
Num semblante esbranquiçado 
Feito a roseira branca
Que iniciava seu desabrochar 
No canteiro a direita da calçada
Vagaroso e absorto em pensamentos,
Tão puro e íntegro 
Quanto caloroso e convidativo.

Alicia olhou para a amiga Karla
Que tomava seu mate doce
De leite, canela, coco ralado 
E hortelã e esbravejou:
- poxa! Um homem tão lindo
Passa pela nossa rua
E não nos digna o olhar?
Ela disse,
Dando um safanão no banco
Branco de ferro e almofadas
No qual estavam sentadas.
- petulante demais!
Karla respondeu,
Tocando a bomba do chimarão 
E apertando como se estivesse
Tocando o homem e o retirasse
De seus devaneios.

- será que seu ego é tão grande
Quanto seu pênis?
Alicia gritou e correu até 
A grade da sacada 
Levantou um pé sobre ela
E levantou a camiseta
Deixando seus seios a mostra,
Balançando-os entre as flores
Que caíam. 

Imediatamente, ele freou 
O Cadillac e parou no meio
Da rua olhando para ela
Assustado,
Com seu semblante sereno
Olhando só para ela,
Sua boca abriu-se lentamente,
Deixando a vista sua língua 
Rosada e perfeita
Num convite inevitável 
Ao beijo.

Ela não resistiu,
Pulou da sacada e foi
Até a janela dele,
Envolvendo seu pescoço 
E o puxando para um beijo
Terno, doce e apaixonado. 
O peito dele pulsava quente
Sob a camisa branca,
Suas pernas bambeavam
Para próximo das mãos de Alicia,
Que as tocou com força 
E possessividade.

- venha, vamos para o meu ape.
Ela pediu para ele,
Alguns carros passavam
Por eles que ainda se beijavam
E buzinaram com seus motoristas
Irritados, 
Um deles passou muito perto
E então, lhe levou a mão 
Até as nádegas apertando 
E falando palavras ofensivas
A sua dignidade feminina:
- gostosa, entre aqui vou te comer!

Alicia esquivou-se para o lado
Do carro colidindo seu corpo
E se ferindo na lataria.
-aí me desculpa,
Este rapaz está me tocando
E eu não o conheço.
Ela falou para o lindo homem
Que beijava,
Depois se virou para o outro
Estranho que estava com o carro
Marrom glace colado a ela.
- eu não tenho conheço,
Para!

Ela falou irritada
E bateu na mão dele.
- o que você acha que é?
Você está quase transando
Com este homem na rua,
Você irá me falar ou te matarei!
Ele disse extremamente irritado.
- o quê?
Nunca!
Ela falou vermelha de vergonha.

É certo que seu ato
De pular a sacada 
E desejar tão ardentemente 
Um estranho foi errado,
Mas ela não o obrigou a nada 
E agora se aproximava um sujeito 
E tentava força-la ao ato sexual.

- ele é seu amigo?
Ela perguntou se voltando
Para a janela aberta 
Onde estava seu estranho desejado,
Os lábios dele extremeceram
E ela o tomou num beijo tórrido. 
O sujeito do carro ao lado
Se impertigou e retirou uma arma
Que tinha no bolso
E apontou contra a sua cabeça:
-canela, me chupe agora!
Ele disse.

Alicia levantou as mãos 
Para o alto em tom de rendição 
E se virou para o outro homem,
De perfil alto, olhos claros
E lábios vermelhos. 
Então, o beijou plácida 
E imperturbável. 
- eu não estou excitada por você,
Posso beija-lo a tarde toda
E não será como beijar um instante 
O outro que tanto desejei
E vim atrás dele. 

O homem riu alto,
E limpou o suor da testa
Usando a arma que tinha em mãos. 
- vocês são amantes há muito tempo?
Ele indagou.
- não, eu o vi agora,
Eu juro.

O loiro puxou a cabeça dela
Até seu pênis sobre a calça,
Alicia não resistiu a sua beleza
E masculinidade e o beijou 
Tórrida e voraz.
- vadia gostosa,
Ele é esposo da minha filha.
O homem falou.
Alicia estremeceu e o chupou.

Quando levantou o corpo
O outro homem estava 
Fora do carro, 
Ela não resistiu a beleza dele
Outra vez, então,
Roçou seu corpo contra o dele,
E o acariciou com força 
Até que ele a puxou 
E a penetrou ali mesmo
Na rua. 
Com carros buzinando atrás dele.

Seu pênis viril e quente
Latejava em seu corpo,
Como uma flor que desabrocha
E guarda todo o seu pecado
E ego esplendoroso dentro dela.
A polícia chegou logo atrás,
Ele virou-se para a frente 
E fechou o zíper,
Alicia apenas organizou 
O calção pois ele só foi 
Puxado para o lado
E nem foi retirado 
Ou aberto o zíper. 

A viatura parou,
Dois homens abriram a porta
E se posicionaram com as mãos 
Esticadas para a frente 
E a arma em punho
Escorados sobre a viatura,
Olhar sério e compenetrado 
E disseram:
- vocês estão presos
Por estarem fazendo algazarra
No meio da rua impedindo 
A passagem.

Alicia levantou as mãos 
Para o alto e fingiu 
Que enroscava elas na camiseta
E a puxou junto para cima, 
- nós não fizemos nada!
Ela disse e soltou a camiseta.
Os dois homens riram
Um parado outro 
E o loiro saiu também do carro,
Levantou a mão direita
Para o alto com a arma engatilhada
E atirou nos dois policiais
Com dois tiros certeiros.

Eles caíram no chão 
Feito uma almofada imóveis 
E sangrando com as armas caídas.
- vagabunda, eu vou te matar. 
Eles disseram enquanto
Tateavam no chão
E gemiam de dor.
- que medo!
Alicia disse.
- entre na sua casa!
O loiro falou.
- vai pra lá 
Que nós voltamos. 
O moreno disse.
Então, ela beijou o moreno
E correu até o loiro,
O beijou e depois foi para o ape.

Sua amiga Karla
Continuava tomando chimarão 
Na sacada sem dizer nada.

sábado, 12 de setembro de 2026

Para o Cristiano.

Você é minha salvação,

Seu beijo é minha redenção,

O beijo que anseio ganhar,

O abraço que desejo,

A paixão que não irá se apagar.


Você é apego,

É abraço que não solta,

É carinho que aquece,

Amor e fogo que mantém,

Eu ardo e gemo,

Eu peço por você,

Não tenho medo,

Busco onde quer

Que você esteja,

Você é lindo,

É desejo que não sacia,

É apego que mantenho

Em meu peito.


Você é quente feito algo

Que faz meu sangue jorrar,

Minha paixão te buscar,

Meu corpo tremer

E chamar seu nome mil vezes.

Meu peito pulsa

Seu nome e seu rosto vem,

Então, eu tremo

E fico fraca:

Quero você

Cristiano.


Respiro seu toque

Sobre minha pele em brasa,

Anseio pela segurança

Dos seus carinhos

Que me ganha forte

O que você quer?

Por que espera tanto?

Os dias são feitos de súplicas

E beijos que desejo ganhar,

Venha e fica comigo,

Eu preciso do seu corpo,

Seu abrigo e sossego.


Você é amor,

Nunca imaginei que sentiria tanto,

Que iria gostar da espera,

Que buscaria um alguém

Como busco você Cristiano,

Sinta em você o amor

Que desejo te dar

E não fique distante,

Passe seu tempo comigo,

Me beije ternamente,

Cada centímetro da sua pele 

É quente e doce,

Cada instante do seu corpo

Chama meu desejo

E me consome e inunda,

Me sinto entregue e inteira

Por ser sua.


Cristiano,

Seus lindos olhos castanhos

e bem redondinhos

São os olhos mais lindos

Que já vi na vida,

Você vê de uma forma tão profunda,

Você tem um olhar vítreo

Que me faz suspirar

E sentir orgulho de ser sua.


Seu corpo perfeito

E bem definido é incrivelmente lindo,

Sua pele macia e branca

Parece uma flor

Que chama o beijo,

Que reclama meu amor.


Seus lábios rosadinhos

São um encanto de carinho,

Seu vocabulário educado

É uma correção para os meus atos,

Que se desdobram sobre seu corpo

E clamam por amor

E entrega e me vejo sua.


Seu rosto é seguro e terno,

Seus dentes brancos de sorriso perfeito

São um toque de magia

Nestes seus quarenta e poucos anos

De músculos, força e sedução:

Cristiano terno, sedutor,

Com uma voz grave que me faz suspirar,

Sonhar acordada,

Eu te amo, Cristiano.


Você é perfeito desde o cabelo escasso,

As suas mãos,

Ao corpo másculo,

As pernas torneadas,

Você é ossos, pele e perfeição,

Cristiano você fode de montão!

Uau, amo lembrar de nós,

Esperar por você,

Imaginar nossa próxima vez,

Vamos tomar sorvete juntos

Meu amor,

Amo você Cristiano...

Vem ficar a vida toda comigo

Cristiano.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Enlace Perigoso

 No resort Doupresx,

Todos os casais mais badalados

Se encontram e sorriem

Um para o outro,

Os biquínis usados lá dentro

Não escondem a etiqueta

Ou mesmo os preços pagos,

Cada espreguiçadeira

É colocada em local reservado

E privativamente caro.


Bem, mas lá dentro

Casais se encontram

Enquanto outros separam-se.

Setembrante pediu ao irmão

De presente de aniversário

Algumas diárias para usufruir

Lá dentro.

-Você jura Setembrante

Que quer usar o seu presente

Nesta ideia tão tosca?

Indagou o irmão

Enquanto almoçavam com os pais

Na mesa do meio-dia.

-Sim, meu irmão.

Estou querendo mudar

Algumas atitudes,

Vamos, nós dois descansar

Um pouco do trabalho...

Ela continuou.

-Não sei minha irmã,

Então terei que pedir férias antecipadas.

Ele continuou enquanto cortava

Um pedaço de toucinho

Embebido em vinho tinto,

E passava na mandioca cozida

Do canto do prato e comia.

-É meu aniversário e quero

Passar ao seu lado.

Ela continuou.

Movendo em redemoinhos

O garfo no arroz feito a cerveja.

-Está bem,

Você vai comer arroz puro?

Ele indagou.

-Sim, já iniciei minha dieta.

-Filha, coma mais coisas,

Se alimente bem para ficar forte.

Falou seu pai do canto da mesa.

-Pai, eu sou forte,

Não posso estar feia no meu biquíni

Super caro.

Ela respondeu.

-Ah, filha não seja boba,

Use o biquíni que lhe fiz

De tricô.

Eu o moldei bem certinho

No seu corpo

E a renda que coloquei nele

é de sua cor favorita.

A mãe continuou falando

Do canto oposto da mesa

Olhando para o esposo.

-Ficou lindo amor,

Você o adorou.

Ela disse sorrindo.

-Certo que sim, querida.

Eu amo tudo que você faz.

Ele respondeu enquanto

Levava o garfo com comida

Na boca.


-Está certo,

Eu o levarei.

Tenho muitos assim

Que eu mesma tricotei.

Ela disse.

Cinco meses se passaram

E os dois irmãos foram passar

Cinco dias no resort 

Para desfrutar o aniversário

Da irmã no terceiro dia da estadia.


Na mesa de bilhar,

Natal fez amizade imediatamente

Com Gusmante.

Logo que Setembrante chegou perto

Os sorrisos irradiaram

Todos para o lado dela.

-Parabéns minha irmãzinha,

Logo irá comemorar 22 anos.

Iniciou o irmão.


Setembrante pegou o taco

E invadiu a jogada,

Marcando três bolas ao acaso

No buraco.

-Uau, você joga bem,

Para uma garota de fora

Da partida,

Resistiu muito bem

Sem nos interromper 

Até agora.

Disse o rapaz moreno,

De olhos claros e cabelo castanho,

de altura 1,55 e corpo esguio,

Que jogava com seu irmão.


-Obrigada,

Não resisti e foi simples

Jogar as bolas a esmo para a caçapa.

-Uau, ela sabe o nome das jogadas.

Ele continuou sorrindo

E mirando o taco na direção dela

Sobre a mesa,

Sem olhar nenhuma bola.

-Certo que sim.

Ela respondeu se colocando

De frente para ele

E o encarando sorridente,

Deixando os seios fartos saltitarem

Em sua direção sobre o sutiã

Do biquíni amarelo de tricô

Com renda branca ao redor.


Ela se levantou e arfou o peito,

Depois fez um movimento 

Com os braços para fazer os seios

Saltitarem na direção do rapaz,

Que sorriu e despiu a camisa branca social.

-Qual é o seu nome?

Sou Alfredo.

Ele respondeu.

Ela não o reconheceu pelo que

Acompanhou nas revistas,

Mas, seu rosto era lindo 

E peculiar.

Talvez, ele fosse um dos sócios.

Os multibilionários sócios donos

Daquele local 

Que tinha uma piscina,

Dentre muitas outras coisas

Retangular 

e sobre ela várias mesas

De bilha ao dispor

Onde os jogos ocorriam sobre 

A água morna

E escorriam para a piscina

Que por sua vez caia

Numa espécie de cascata 

No quintal do prédio de três andares.


A piscina se localizava

No segundo andar,

O prédio era rodeado por palmeiras

E redes de balanço nelas,

De frente para um imenso lago

De patos e barcos ao dispor.


Haviam espreguiçadeiras

Em quase todo o prédio,

Também redes e balanços

E sofás e poltronas solitárias.

O local tinha muitas pessoas,

Alguns poucos de cabelos grisalhos,

Muitas bebidas e comida

De toda espécie deixadas ao dispor

Dos que lá estavam.


-Você também é muito linda.

Disse o rapaz,

Com o taco tremendo entre os dedos,

Enquanto bolas e outras bolas

Não paravam de cair.

-Obrigada.

Ela respondeu

E virou para a mesa ao lado

Deixando o bumbum empinado

Na saia de saída de banho amarela

De  tricô e renda branca.

-Posso?

Ela disse para os dois jovens

Que jogavam bilhar.

-Sim.

Ambos responderam.

Então ela fez a tacada de fechamento

Do jogo,

Derrubando a última bola

Na caçapa.

-Empate! 

Ela disse,

Levantando o taco

Ao lado do corpo.

-Hei, garota.

vamos fazer trilha de bicicleta

Aqui no lado do resort?

Indagou o rapaz que estava

Com seu irmão.

-Sim.

Ela respondeu virando-se para ela.


-Meu irmão vai com nós?

Ela indagou.

-Claro, vamos todos os três.

Alfredo disse.

Então, soltaram os tacos

Sobre a mesa

E Alfredo pediu as fichas

Para usar as bicicletas

E foram.


A trilha era marcada por árvores

Floridas e flores no chão

Onde passavam e tudo era 

Maravilhosamente perfeito.

Na primeira parada,

Alfredo ficou bem próximo 

De Setembrante e pediu a ela um beijo.


Sem sair, ambos da bicicleta

Eles beijaram-se,

Gusmante percebeu a química

Que acontecia entre ambos

E optou por ficar um pouco para trás.

Logo que ele sumiu de vista,

Alfredo e Setembrante apostaram

Uma corrida e correram

Fazendo levantar pó para trás.

Depois pararam,

E beijaram-se, deixando as bicicletas.


O beijo esquentou,

E eles deixaram a trilha

Para se recostarem num tronco

De árvore e aproveitar a companhia

Um do outro.

Uma hora depois Gusmante os encontrou.

-Ah, vocês estão aí?

Vamos voltar eu cansei de tanto pedalar,

Acho que assei as pernas,

Estou dolorido.


-Sim, nós já vamos.

Nos deixe ver o pôr-do-sol

Aqui juntos?

Pediu a irmã suplicante.

-Ta bom,

Não vejo perigo nisso.

Eu espero logo a frente.

Ele falou e retornou empurrando

A bicicleta.


-Case-se comigo?

Disse Alfredo.

-Assim, do nada?

Indagou Setembrante.

-Sim, eu a amo.

Respondeu Alfredo.

-Você trabalha com quê?

Ela indagou.

-Sou sócio do resort.

Ele respondeu.

-Verdade?

Ela perguntou incrédula.

-Sim.

Ele disse.


No aniversário de Setembrante

Eles passaram os três juntos

Andando de barco no lago

E comendo coisas

Que levaram numa sesta de piquenique.

Depois de encerrada a estadia,

Setembrante o apresentou aos pais

Que ficaram orgulhosos do garoto

E felizes com a união.


Chegando no apartamento

Morar com Alfredo,

Setembrante duvidou da fotografia

Que encontrou presa a parede,

Onde ele estava com ao lado

De uma garota reconhecida

Em revistas sociais

Limpando a piscina onde jogaram bilhar.

"Ele iniciou lá como faxineiro?"


Ela se indagou.

Não era o que aparentava

Pois tudo no minúsculo apartamento

Estava sujo,

E a comida da geladeira era escassa.

Também no armário da dispensa

Não havia muita variedade de alimento.


Alfredo não esperou que passasse

O susto de Setembrante e a levou

Ao quarto minúsculo

E lhe tirou as roupas a força,

Também rasgou o zíper

De sua calça e sua calcinha e sutiã.

-Você está indo tão depressa...

Ela disse.

-Estou com tesão e você, não?

Ele perguntou apertando

Com força seus seios nus.

-Você está marcando meu corpo

Usando muita força sobre eu.

Ela disse.

-Beije-me.

ele respondeu

Pegando sua nuca e puxando

Para seu peito com ímpeto

Fazendo os dentes de Setembrante sangrar.

-Meu Deus,

Está doendo minha boca

E seu peitoral tem sangue.

Ela disse.

Ele puxou os cabeços dela

Com força e a jogou sobre a cama,

Fazendo a cabeça dela bater

Contra o beiral.


-Eu passei tanto tempo

Tentando te conquistar

E gastando meu dinheiro

Que você precisa valer

Cada moeda e me pagar

Por cada gasto.

Ele falou pegando uma corrente

e se aproximando dela.

-O quê?

Ela respondeu.

-Cada minuto ao seu lado

Me foi caro,

Mas, agora você é minha.

Ele disse,

Colocando a perna direita

Ajoelhada sobre a cama

E se agachando sobre ela

Com a corrente na mão esquerda.


-Eu pago,

Meu irmão ajuda a pagar,

Meus pais ajudam também.

ele riu alto ao ouvir isso.

-Mas, eu já estou cobrando,

Por quê você pensou

Que não esta pagando?

ele indagou,

Levando a outra perna 

Para sobre a cama e 

A pressionando entre elas.

-Mas, eu estou apaixonada

E você também jurou que estava...

Ela disse entre lágrimas.

-Amor por etiqueta

Tem preço pré-datado...

Ele lhe respondeu.

-O quê?

Eu não te amei pelo dinheiro

Que pensei que você tinha

Para. agora, pagar tão caro.

Ela disse.

E foi interrompida

Por um  tapa contra seu rosto,

E alguns arranhões ao lado do seu corpo.

-Não minta!

Ele disse.

-Mas, você é rico,

Por que age assim?

Ele riu levantando a cabeça

Para o alto

E depois a baixou sobre os seios dela

Arfante e possuidor.

-Eu sou o jardineiro de lá,

Sua idiota,

Você não me viu trabalhar 

Porque eu me escondi de você

Todas as vezes.

ele respondeu enquanto

Absorvia o tecido do corpo

Dela com a boca

Como se fosse devora-la

Com seus dentes e língua

Indiferente ao que causava.

Ela gemeu.

-Mas, eu o amo e sinto

Muito prazer por você.

Ela disse.


Contudo, terminado o ato de sexo,

Alfredo a algemou a aquelas correntes

e a prendeu na cama.

-Limpe todo o apartamento,

Organize tudo e faça o almoço,

Cuide bem de mim

E você fica viva.

Alfredo falou.

Setembrante acordou assustada

Com o que ouvia,

Então, notou a dor no pulso

E se viu algemada.

-Alfredo, por que se eu te amo

E tudo que quero é estar aqui

Ao seu lado e viver nosso amor,

Eu não me importo que você

Seja pobre,

Não se envergonhe por isso.

Então, ele lhe deu um tapa

Na cara que a fez virar o rosto,

E arfar de medo quando ele

A obrigou a beijá-lo outra vez.

-Beije com mais intensidade

E grite que me ama.


Ela o fez,

Pois achava que sentia isso,

Ele era lindo

E radiante como um sol

Que nasce sobre o jardim

E colore as flores.

Mas, ela nunca mais veria jardim,

Flores ou o sol.

Tudo estava trancado,

A porta, as janelas, a luz,

E a vida.


Sua vida pertencia a sua vagina

E o prazer que pudesse proporcionar,

Pois, agora sua vida dependia

De trabalhar para este estranho

E dar prazer a ele,

Sem importar-se com o que custasse.

-Que me custa fazer sexo

Com você?

Ela indagou.

-Meu nome não é Alfredo

E seu irmão ou seus pais

Nada sabem sobre eu.

Ele disse e saiu.


Ela chorou,

Depois se levantou e percebeu

Que a corrente levava a toda a casa,

Mas não havia saída disponível.

Ele lhe deu uma identidade falsa,

Momentos gloriosos

De atenção e sorrisos fáceis,

E depois lhe tomou sua família.


Com uma faca entre os dedos

Ela imaginou-se

Por diversas vezes retirando

Sua própria vida

Não tinha coragem de mata-lo,

Mesmo que não soubesse

O nome real de Alfredo,

O amava e o queria vivo.


Sem receber ligações da família

Ou notícias ela entregou-se

Aos afazeres domésticos

E ao ato de dar prazer a Alfredo.

Estava de férias e sua ausência

Não comprometia a identidade

Falsa do próprio casamento,

Pois, sua falta de notícias estaria ligada

Aos bons eventos do início das núpcias.


Mas, Alfredo tornou a ser infiel

Fazendo uso de força bruta

Contra Setembrante.

Que usou de sua coragem

E uma faca de cozinha e

Cortou suas correntes,

Depois se jogou contra a porta

Diversas vezes até que ela se rompeu,

Sem medo ela correu pelo corredor,

Encontrou o elevador 

E o usou até a saída.


Foi simples chegar na casa

De seus pais,

Ela pegou um taxi 

E passou o endereço,

Esperou na porta e o pagou

Com o dinheiro deles.


Solitária e arredia

Se escondeu em seu quarto,

Até muito após conseguir falar

Sobre o fato.

-O quê?

Você foi vítima de cárcere privado?

Nós pensamos que você tivesse engravidado

Por isso esqueceu de dar notícias.

A mãe falou sentada

No final da cama olhando

Para Setembrinte que tremia

E chorava enquanto contava

Sua história.


Quando a polícia foi acionada,

Encontrou Alfredo limpando a piscina

E descobriu que ele tinha

Mais de uma propriedade

Onde mantinha garotas trancadas,

E ninguém nunca soube seu nome,

Porque ele usou muitos

E não sabia qual era o verdadeiro,

Pois, jurou que nunca iria dizer

E não disse.


Setembrante foi vê-lo na prisão,

E após conversarem intimamente

Entregou-se a ele com paixão,

Desejou novo matrimônio,

Seus pais a obrigaram a frequentar

Um psiquiatra alegando insanidade mental,

Mas, nada a separou de Alfredo.


Ela nunca importou-se de ve-lo

Atrás de grades,

Escondido atrás de fuzis

De guardas armados que o odiavam.

-Eu sei que você me ama.

Ela dizia e ele sorria

Sentado numa cadeira

Com os pulsos algemados

Numa corrente.

-Eu reconheço seu amor.

Ela falou na sala íntima,

Onde fizeram sexo,

E ela gemeu em seu ouvido

Palavras de prazer

E nenhum remorso.

O amor não tem etiquetas

Amar é criar expectativas,

Querer sonhos

É diferente de desejar

Fazer compras

Em supermercados caros,

Frequentar lugares famosos,

Usar roupas por etiquetas...


Um alguém é diferente

De um ideal com valores

Ao dispor.


O amor não é o saldo bancário

Que vem com beijos quentes

E listas de compras após isso,

Também ele não é dinheiro

Que lhe faz abraçar alguém,

Fazer juras de amor

Como uma espécie de cartão

De crédito

Onde você troca sentimentos

E jura afeto

Para poder usufruir o saldo

A vista de todos,

Escondido e a crédito.


Um beijo

E um anel em seu dedo,

Um abraço

E uma jura de namorados...


Amor é diferente

Do lucro que você obtém

Por gostar de alguém

Com o intuito de obter vantagens.


Amor é achar alguém bonito,

Não é passear pelo shopping

E desejar algo,

Olhar a etiqueta de preço,

E pagar o valor em pecado,

O pecado de perder-se

Em busca de um vestido

Ou outro desejo financeiro qualquer,

Um amor não vem com etiqueta

De preços anexas a ele,

Ou de vantagens patrimoniais

Que tenha a oferecer,

O amor vem com cumplicidade

E desejo de fortalecer,

Crescer junto

E fazer bem.

domingo, 30 de agosto de 2026

Apaixonada

Te ver é bom

Desperta saudade,

Me faz desejar

Te ver outra vez,

Te ver sempre,

Sonhar em estar 

Com você 

Em cada anoitecer,

Antes do meu despertar,

Sempre que o sol nascer.


Te ver é imaginar

Que as águas límpidas

Do rio que descansa

No nosso quintal

Nos banhe

Sem a gente se importar,

Simplesmente,

Escorregue por nós,

Por entre nossos carinhos,

Num véu de calma

E tranquilidade

E profundezas que só

Seu amor sabe me dar.


Te ver é imaginar

Que logo no amanhecer

Todas as flores do jardim

Floresçam e se tornem perfeitas

Como um véu de carinhos

Deitadas sobre a grama

E elevadas até o azul do céu.


Te ver é sonhar

Em cada instante

Em ter você e seus carinhos,

Não querer parar,

Provar de um calor inesgotável,

De uma fonte de prazer inigualável,

Que horas não fazem saciar.


Seus cabelos escuros

E fartos me dão prazer,

Seu cheiro doce e imperturbável

Me dá saciedade,

Seus lábios ávidos

Me dão vontade,

Seu hálito atrevido 

Me dá necessidade

E eu te busco e espero,

E você: vem?

Sedução Irresistível

 -Alicia, vamos para a casa

De vovô a vaca caiu no poço

E eles estão sem água 

Para consumo.

Disse seu irmão Osvald.

Alicia correu da sala

Para a porta e abraçou

O irmão desamparada.

-Eles estão bem?

A vaquinha se feriu?

Ela pediu enlaçada 

No pescoço dele.

-Infelizmente ela perdeu 

A cria, um bezerro enorme

Nasceu deste tombo

E esta fraco devido ao parto antecipado.

Ele disse.

Enlaçando a cintura dela.

-Perfeito.

Ele nasceu com vida

E isso já é ótimo.

Ela disse,

Olhando nos olhos do irmão

E encontrando amparo

Para a sua dor no seu pescoço.

-Sim, mas pode morrer

E ela quebrou uma perna

E seu sangue caiu na água,

Isso gerou danos na qualidade

Da água de consumo doméstico.

Ele continuou.

-Não acredito

E o vizinho não empresta

A água do poço dele

Até que se faça algo

Sobre o poço de vovô?

Ela falou se afastando.

-Iremos pedir e então

Encanar a água ao menos

Para dar de beber ao gado.

O irmão respondeu sorrindo

E tremulo.

-Temos que providenciar uma

Saída com relação a água 

Que ficou imprópria 

Para o consumo.

Ela disse ligeiro.

-Certo, estou levando a manga grossa

Para pôr no poço e deixar

A água suja escorrer.

Ele falou.

E saiu para o corredor 

Da casa.

-Ande depressa os bois

Estão encangados para levar

A carroça até o vovô,

Eu já avisei nossos pais.

Ele disse virando as costas

Para ela e mexendo

Em seu chapéu de palha.


A carroça era de pneus de ferro

e toda feita de madeira,

Os bois eram grandes e fortes

E tinham força para percorrer

Os cinquenta quilômetros

De distância que os separavam

Da casa de vovô Jusmento.


Alicia colocou suas roupas

Numa mala feita de tecido

Pela própria avó,

E levou também um cobertor

Na mala de couro que a mãe

Lhe deu de presente de Natal.


Osvald também preparou

Uma mala feita de chifres 

De bois unidos por um crochê,

Levando somente roupas necessárias.

Eles eram dois irmão da família 

Girold, que continha mais quatro

Irmãos que, as dez da manhã

Se encontravam na roça

Sogueando os bois.


Eles fizeram pequenos piquetes

De aveia plantadas,

E lá eles cuidavam os bois mais jovens

Comer até ficarem saciados,

Depois disso,

Os traziam para perto de casa

Para protegê-los de infortúnios

e predadores desconhecidos.


A família Girold sempre

Morou na roça e sobreviveu

Do que colhem através 

De seus esforços agrícolas,

Principalmente, relacionados

Ao gado.


Eles possuem parte

Que cultivam o leite e derivados,

E parte para a carne.

Enquanto a terra é dividida

Entre gramados verdejantes,

Pastos para moer no moedor

E aveia plantadas em piquetes.


Os pastos moídos eram divididos

Entre a família e o avô e a avó,

Neste instante quem tinha

Mais pasto disponível era o avô,

Por isso, os dois irmão iriam

Aproveitar a viagem para trazer

O pasto moído para o gado.


-Vamos Alicia,

A viagem é longa.

Disse Osvald ao pegar

As malas moles da irmã

E as colocá-las na caroça.

-Ta bom,

Vou abraçar o papai e

a mamãe na roça

E também nossos irmão,

Vou correndo e volto logo,

Você vai comigo?

Ela indagou e se colocou

A correr na direção

Dos piquetes para dizer tchau

A família.


Osvald a acompanhou

A passos rápidos.

Abraçaram os pais

E os quatro irmãos

Depois saíram chorosos.

A família Girold tinha pouca

Habilidade em despedir-se,

Vez que, por serem jovens,

Nunca saíam de casa,

Exceto para irem nos avós

E costumavam irem juntos.

-Tchau filhos,

Vão com Deus,

Que Deus abençoe

A viagem de vocês

E os acompanhe,

Mande lembrança a família.

Disse o pai levantando

A mão para acenar para eles.

-Tchau filhos,

Que Deus abençoe vocês,

Mande lembranças,

Logo nós vamos

Lá passear.

Disse a mãe,

E os filhos todos acenaram.


A viagem ocorreu numa estrada

De cascalho

E foi difícil de ser percorrida,

Vez que tinha mato

E o caminho ladeado de árvores

Assustava por não ter 

Nenhum vizinho.


No caminho uma cobra

Cruzou pelo meio da estrada

Assustando os bois

Que se jogaram para trás

E fizeram um solavanco na carroça.

-Meu Deus, por pouco

Não quebra a roda!

Gritou Alicia assustada.

-Veja o tamanho desta cobra,

Ela quase mata os bois

E nos deixa de a pé!

Gritou Osvald

Que pulou da carroça

E quebrou um galho

Depois retirou as folhas dele

Com a própria mão

Esfregando ela fechada

Do início ao fim do galho

E matou com ele a cobra.


-Era venenosa,

Veja as cores dela,

Mas não mordeu os bois.

Ele disse,

Enquanto a matava.

-Não mordeu, não,

Iremos fazer uma ótima viagem.

Alicia respondeu.

Então o irmão pegou a cobra morta

E a jogou para fora 

Da estrada.

Depois ele subiu na caroça

E chacoalhou a corda

Sobre o lombo dos bois

Para fazer eles andar.


Logo após, o céu ficou nublado,

E um vento forte

Jogou folhas contra eles

Que tiveram que se abaixar

Na carroça para se proteger

Das folhas que feriam a visão.


Um gelho pesado caiu

Sobre Alicia e se Osvald 

Não tivesse visto

A teria ferido,

Contudo, ele se levantou

E segurou o galho com a mão

O empurrando para longe

Da coluna da irmã.

-Meu Deus,

Que medo,

Porque não chove 

De uma vez para parar o vento?

Alicia gritou.


Uma árvore fez um alto barulho

Logo a frente deles,

E depois o barranco desmoronou

Com ela sobre ele.

A ponta das folhas tocou

Os bois,

Mas os galhos não os feriram.


Ela caiu sobre a estrada,

Impedindo a passagem deles.

-E agora, meu irmão,

Como faremos?

Será que teremos que voltar

E pedir ajuda ao papai?

Alicia gritou assustada.

-Não, eu trouxe um facão

E ele irá nos ajudar.

Osvald cortou os galhos

Mais pequenos a facão

E Alicia o ajudou

A afastar a árvore da estrada.


Depois, eles seguiram a viagem

E uma chuva caiu torrencial

Sobre eles, 

Os enormes pingos caiam sobre

Os bois e pulavam para cima

Para depois escorrer sobre o pêlo

Dos animais.


A chuva não impediu eles

De irem,

Mesmo enxarcados de água.


Chegando na fazendo dos avós,

Encontraram o gado todo na estrada

Espalhado pela roça de milho

E pelo gramado do potreiro,

Cujo alicerce da cerca

Havia apodrecido e caído

Sobre a estrada e ninguém 

Viu para trocar o alicerce

e recolocar o gado no potreiro.


Eles estavam comendo o milho novo,

Espalhados pela roça,

Subindo os barrancos

E desbarrancando a terra para a estrada.

Osvald e Alicia desceram da carroça

E os repontaram para o potreiro.

-Alicia, aguarde aí para impedir

A saída deles,

Eu vou até a fazenda

E busco um mourão para substituir

O alicerce da cerca,

Também trago alicates e arames

Caso falte para arrumar o potreiro.

Osvald falou, enquanto

Subia na carroça e dava voz

De comando para os bois seguirem.

-Ta certo meu irmão,

Eu fico,

Precisamos ajudar o vovô e

A vovó.


Logo Osvald voltou

E trouxe os avós juntos,

Alicia correu abraçar os dois:

-Benção vovô,

Benção vovó?

Ela gritou chegando perto deles

Com as mãos juntas

Como se fosse rezar

E estendidas para a frente

Na direção de cada um.

Que as pegou com uma mão

E respondeu enquanto

A abraçavam:

-Deus te abençoe filha,

Como foi a viagem?

-Foi boa,

Chegamos muito bem.

Ela respondeu.

-Mas, vocês estão molhados,

Precisam trocar suas roupas

Ou ficarão gripados.

A avó respondeu.

-Não, o tempo esta nublado 

Para lá.

Ela disse apontando o dedo

Para o céu cada vez mais escuro.

-Precisamos arrumar a cerca

Caso contrário, os bois irão sair.

Ela disse,

Se virando para trás 

E vendo os bois saírem

Do potreiro.

-Veja já estão saindo.

Ela disse.

E todos correram com os braços abertos

Para fazerem eles retornarem

Para dentro do potreiro.


Meia hora depois,

A cerca estava arrumada

E todos seguiram felizes 

Caminhando até a casa

Os quinhentos metros

Que faltava para chegar.


De imediato,

Osvald colocou a mangueira grossa

Dentro do poço que continha sangue

E fez a água de lá começar a sair,

Depois deixou a manga lá

Para escorrer a água até o poço

Voltar a ficar limpo

E a água ser consumida.


Descobriu que o vizinho

Aceitava emprestar sua água,

E iniciaram o ato de levar 

Uma manga de plástico até o poço dele

E depois puxá-la até a casa 

Para ter água para beber

E outra para o gado.


O vizinho morava a duzentos metros 

Da casa dos avós 

E o ato de pegar a água dele

Não estava dificultado.

O poço do vizinho tinha bom caimento

De água pois se localizava

No alto da terra,

E a água chegava forte até a casa dos avós.


A vaca teve a perna enfaixada

E devido a dor comia no cocho baixo,

Apenas foragem feita de milho

E grama colhidas e canas de açucar

Para ganhar força e quirela de milho seco.


Na noite de quinta-feira

Para sexta, Orvald acordou

Com uma luz na janela

Que lhe afogueava o rosto,

Ao abrir a janela percebeu

Que o galpão de foragem

E quirela estava em chamas.


Ele correu para fora do quarto

Gritando por ajuda,

Acordou os avós batendo 

Na porta do quarto

E os chamou,

Depois chamou a irmã

Que logo abriu a porta.

-Que houve?

-O galpão de guardar a ração

Para o gado esta pegando fogo.

Ele disse.

-Meu Deus,

Precisamos evitar 

Que o fogo se espalhe

E chegue até nossa casa

Ou até o galpão do gado dormir.

Ela disse.

E correram porta a fora

Com um balde em cada mão

Para buscar água no poço

E atirar no fogo.


O avô juntou uns galhos verdes

Que retirou com a própria mão

Dos pés de canela

Que tinha no quintal e correu

Até o fogo para bater nele

E apagá-lo.

-Corre Orvald,

Pega galhos verdes

Que serve para apagar o fogo.

ele gritou.

-Ta bão vovô,

Eu levo água e levo 

Os galhos,

Veja as chamas estão no teto

E crepitando para o alto,

Estão muito grandes

Vai queimar tudo.

Ele gritou.

-Meu Deus,

Acabou a comida do gado!

A avó gritou com levando

As mãos para os cabelos brancos.


O fogo consumiu a maior parte

Do galpão,

Mas não se espalhou pela propriedade.

Os bois se assustaram com o calor

E colidiram contra a parede

Do galpão onde dormiam

E derrubaram parte da parede,

Sofrendo escorriações

E ferimentos leves.


O vizinho Nataline chegou logo

A trote de cavalo.

-O que aconteceu?

Lá de casa eu vi chamas

E pensei o que será

Que pegou fogo por lá?

Então, montei no cavalo

e vim ajudar.

Ele gritou.


Foi a primeira vez

Que Alicia o viu,

Alto, atlético e de chapéu 

De palha na cabeça.

-Uau, Nataline,

Me deixe ajudar você

A descer do cavalo.

Ela respondeu e correu

Até ele.

-Uau, Alicia como você está linda!

Ele respondeu,

Alcançando a mão para ela

E descendo em seguida do cavalo.


-Pegou fogo no galpão de comida

Do gado e ele ficou assustado

E fugiu do galpão de dormir,

Estão soltos pela propriedade,

Iremos leva-los de noite mesmo

Para o potreiro.

Ela respondeu.

-Ta bem,

Eu trouxe lanternas 

Vamos usa-las.

Ele respondeu.

-Que ótimo estava tão ruim

No escuro a gente não via nada

Se não fosse a luz das chamas.

Ela disse.

-Meu filho,

Você veio ajudar!

Respondeu o avô

Se aproximando de Nataline.

Que era muito estimado

Na família.


O gado foi repontado

Para o potreiro,

E lá Nataline abraçou Alicia.

-Eu sempre fui apaixonado

Por você Alicia.

ele disse.

-É, eu me lembro.

Ela respondeu e sorriu.

Depois se desvencilhou

Do abraço e foram até a cozinha

Tomar café com bolo e cuca.


-como o tempo passou...

Nataline disse,

Enquanto tomava um gole 

Do café.

-Sim, e nos fez bem.

Alicia respondeu.

-Guardamos todo o gado.

-Não sobrou nada de comida

Pra eles no galpão.

Diziam os avós e seu irmão

Ao chegarem na cozinha

E acenderem mais dois lampiões,

Depois foram tomar café

Que estava servido e pronto

No bule sobre a mesa.


Alicia apaixonou-se por Nataline

Desde o primeiro olhar.

No dia seguinte,

Começaram a reconstruir o galpão,

Nataline participou da construção

Desde a primeira hora.


Os palanques foram retirados

Do mato perto de casa,

E serrados a serrote,

Depois puxados pelos bois

Até o pátio de um a um.


Os buracos para por eles

Foram feitos a mão,

E Alicia fez bolo e cuca

Em cada dia de serviço

E sempre arrumava uma desculpa

Para estar perto dele.

-Que delícia seu bolo, Alcia.

Nataline dizia.


Mas, certo dia,

Uma linda moça aproximou-se dele,

E o encontrando o chamou para si:

-Venha, Nataline,

Corra para mim,

Que saudade!

Ela gritou e correu até o abraço dele.


Alicia derrubou a cuca no chão,

Sem ainda tê-la levado ao forno,

Ela ficou suja.

E Alicia se trancou na cozinha

Para refazer a cuca.


-Quem você é?

Ela indagou chegando 

Com a cuca quente 

Horas depois até a moça.

-Me chamo, Juçan.

Ela respondeu e aproximou-se

De Alicia mordendo a cuca

Para abraça-la.

-Que linda você é,

Não me admira Nataline estar aqui

A tanto tempo e tão feliz.

A moça respondeu.

-Ele está apenas ajudando,

Pois é vizinho e nós sempre

O ajudamos.

Alicia respondeu.

-Claro, ele é sempre bondoso.

Disse Juçan e se aproximou

Abraçando Nataline de volta.


Alicia tremeu de ódio,

E rezou para que ele não

A beijasse,

E odiou a si própria por evitá-lo

A tanto tempo proporcionando

Que outra garota conquistasse

Seu afeto.


-Deixe-o trabalhar,

Você esta incomodando!

Ela disse em voz ríspida.

Nataline afastou a moça

Com suas mãos sujas de terra

E se voltou para o buraco

Que cavava.


-Alicia não seja grosseira

Com a moça.

Corrigiu o avô.

-Boa tarde, senhorita!

Disse seu irmão,

Retirando o chapéu

com uma mão 

E mantendo o olhar firme

Para a moça que usava

Um vestido florido e solto

No corpo

De fundo rosa e flores brancas.


Alicia se odiou dentro

Daquela calça jeans comprida

E sem querer retirou os chinelos

Para ficar descalça sobre a terra.


Mesmo sem estar feia,

ela não sentiu-se segura,

Vendo uma garota da região

Se interessar pelo garoto

Que ela estava apaixonada.


Logo a garota voltou

Para a própria casa,

E Alicia não se perturbou

Por ficar ali vendo

O irmão e o avô e o vizinho

Reconstruírem o galpão.


Quando Nataline se preparava

Para ir almoçar,

Ela o conteve.

-Você fica muito bem trabalhando

No pesado. Nataline.

Alicia disse.

E o encarou com olhar apaixonado.

-Obrigado.

Nataline disse,

E pegou na mão de Alicia então

A beijou.

-Aceite que eu conheça você,

Alicia, gostaria tanto de estar perto

E poder te namorar.

Ele falou.

-Mas, e a garota?

Ela indagou ríspida.

-Veja, ela é minha prima,

Nada mais.

ele respondeu.

-Mentira.

Alicia disse

E lhe empurou.

-Verdade, 

Você se irrita muito fácil.

ele disse.

e ela se pôs a andar.

-E fica linda!

Então, ela parou

E se voltou para ele

Que abriu dois botões 

Da camisa lilás que usava

Para deixar seu peitoril a mostra.

-Uau, você é tão lindo!

Ela disse.


Depois se jogou nos braços

Dele e se permitiu beijá-lo

O máximo que pode.

Então, entraram no galpão

E não resistiram a paixão

avassaladora que os consumiu

Por horas.


Mais tarde,

Avô e o irmão voltaram até ali.

-Seu Jusmento, gostaria de namorar

Alicia o senhor aceita?

Indagou Nataline.

-Se lhe é do agrado,

Também é do meu,

Ela é moça prendada

E merece um bom rapaz.

O avô respondeu.

-Que ótimo,

Porque eu a amo

E sonho em me casar com ela.

Ele respondeu 

E correu até o avô para abraça-lo.

-E você, Osvald,

O que diz?

Ovald se aproximou 

E abraçou o rapaz.

-Eu faço muito zelo

E sei que nossos pais 

Irão ficar muito felizes

Pela graça de tê-lo em nossa família.

Osvald respondeu.

-Quando você irá falar 

Com meus pais?

Alicia indagou.

-Hoje mesmo meu amor!


A tarde Nataline

Partiu para sua casa feliz,

Pois, em quatro dias de serviço

Quase haviam reconstruído

O galpão de volta.

Porém, no quinto dia

ele não voltou,

E seria para ele ir falar

Com os pais de Alcia.


No sexto também não veio,

A denixando desmoralizada

Sobre a escada chorando sem parar.

No domingo,

Ou seja, sétimo dia,

Alicia foi até a casa dele.


Lá chegando encontrou Juçan

Abraçada nele sobre a escada

De entrada na casa.

-Nataline? por que você fez isso?

Alicia indagou chegando perto,

Então, juntou algumas pedras

Do chão e jogou contra ambos.


Juçan desceu de lá,

E revidou as pedradas

Acertando uma no braço

De Alicia que caiu no chão

Chorando.


-Você me traiu,

Por que pediu eu em namoro

Ao meu avô se era para me trair?

Ela pediu.

Ele correu até ela

E a ajuntou do chão.

-Solte esta maldita

Ou nunca mais te olho.

Juçan gritou.

-Juçan, vá embora,

Está tudo encerrado entre nós.


Juçan pegou o cavalo

E foi.

-Por que você fez isso comigo?

Alicia indagou.

-Porque amo você

E a quero comigo para sempre.

Ele respondeu.

-Mas, por que me traiu?

Ela continuou.

-Porque ela é minha prima,

E ela me agarrou no quarto

Enquanto eu dormia.

-Você facilitou.

-Eu não, eu juro

Que farei outra porta

E ela nunca mais irá entrar.

-Não acredito nisso.

-Eu juro,

Me dê tempo

E poderei lhe provar.

Ele falou e a beijou demoradamente,

Depois a levou para o quarto

Onde passaram juntos o resto do dia.


Os avós notaram a situação,

Mas ficaram felizes em ver

Os dois juntos.

-Quero que saibam

Que não é para dormirem juntos

Antes do casamento.

O avô falou.

-Sim, eu conheço os costumes.

Nataline disse.

-Vocês precisam noivar.

Ele insistiu.


Embora namorando,

Nataline e Alicia precisavam disfarçar

Que dormiam juntos

Devido ao acatamento familiar.

Nataline emprestou o pasto

Para a família e o gado

Não passou fome,

E também emprestou seu galpão

de ração.


A água ficou potável e voltou

A ser usada,

Mas, Nataline continuou

Vindo todos os dias ali.

Até que certo dia 

Trouxe um cavalo junto

E convidou Alicia para 

Ir com ele ver o gado no potreiro dele.


O galpão já estava finalizado.

Alicia e Osvald optaram

Por ficar mais tempo com os avós,

E assim ela teve oportunidade

De conhecer bem Nataline.

Fizeram jantares de noivado

e ele ficou para jantar

Em cada noite.

Os encontros se tornaram regulares.


Os pais de Alicia aceitaram 

O casamento com enorme felicidade.

Alicia passou a fugir

Do quarto a noite

Para ir dormir com Nataline.

Ele também vinha dormir

Com ela, instantes em que,

Ambos dormiam nos paióls 

Da propriedade de ambos.


O amor deles ficou mais intenso

E cobrava proximidade,

Seus olhares de paixão eram evidentes,

E na igreja ninguém duvidava

Que se amavam,

eles marcaram a data para casarem-se.


sábado, 22 de agosto de 2026

Te amo

 Te amo

Com consciência

De tudo que sinto

E na consequência

De tudo que faço,

Amo você

E amo o seu abraço.


Te amo

Com saudade 

De ver você.

Te amo

Com vontade

De abraçar você.


Te amo

E quero estar perto,

Ter rumo certo,

Objetivo pronto:

Estarmos juntos,

Ligados um ao outro

E que não haja atrito,

Braveza ou espanto.

É amor e pronto.


Te amo 

E busco por você,

Como se não houvesse

Outro destino,

Outro caminho,

Tempo ou distanciamento,

Te amo

E te mantenho comigo

Não importa o seu paradeiro,

Eu o sinto,

E o amo.

É tudo.

Um Relacionamento Conflituoso

 -Eu amo você,

Vamos ficar juntos 

Para sempre!

Angelino disse

Entre sussurros e beijos

Sobre os lábios de Debora.

-Eu te amo para sempre.

Ela respondeu.

Dormiram juntos

no apartamento dela,

As sete em ponto Angelino

Se levantou fez o café

E chamou Debora,

As sete e meia eles saíram juntos

Para o trabalho,

No mesmo carro.


Debora não se importou

de ir com ele

E ao meio-dia voltar a pé

Para o apê afim de se alimentar,

No caminho eles conversaram

Muito mais e trocaram ideias,

Trabalhavam em bairros diferentes

E moravam longe um do outro.


Porém, em cada noite

Ela o chamaria e ele a levaria

Para casa,

Então, ficariam juntos

Até que num belo dia

Se casariam.

Ela optou por não apresentá-lo

Aos pais,

Ainda era cedo e ela queria conhecê-lo melhor.


Sua melhor parceira de festas,

A irmã mais velha Bianca

Postou uma fotografia dela

Velejando numa praia próxima

Com seringas ao seu lado,

Sim, Bianca recaiu para a droga,

E seu pai tendo acesso a esta fotografia

Infartou no mesmo instante.


Ele fazia tratamento

Para pressão alta

Há muitos anos,

Sofria com isso,

Sempre estava entre 18 e 19

Por 11, 12, 13, 14.


O tratamento exigia que ele

Não fizesse uso de bebida alcoólica,

Mas isso nunca o impediu de beber

As escondidas uma cervejinha gelada

De vez em quando,

Já Pamela, a esposa dele fumava

Sem parar recostada num canto qualquer

Da casa.


Já não se escondia,

Ou fingia,

Fumava cigarros abertamente,

Seus pais, velhos e cansados

Trabalharam com isso a vida toda.

Eles possuiam uma empresa

Que confeccionava cigarros

E charutos.

Todo ano eles possuem fumicultores

Que plantam tabaco para eles

e os entregam o produto seco,

Pronto para passar pelo processo

De esmagar as folhas do fumo,

Esfarelar e juntar num enrolado

De papel com o timbre da empresa.


O processo era simples e rentoso,

Milhões de famílias sobreviviam

Devido a terceirização do serviço

Do plantio, colheita, secagem,

Enfardamento e entrega.

Eles eram empresários respeitados

No país inteiro.


Mesmo com a recaída no que refere-se

A venda do produto e usuários,

Cada vez menos os jovens

Tem se entregado ao uso do tabaco,

Eles tem preferido o uso de drogas ilícitas

E bebidas alcoólicas que produzem

Um efeito mais duradouro e 

animados a eles.


Pamela não optou por trabalhar

Na empresa, mas sua filha

assumiu o negócio da mãe.

Já Bianca se entrosou ao vício,

E preferiu uma vida de viagens,

Animações e a maldita seringa de drogas

Injetada na veia

Até a produção de dormência,

Uma alegria falsa

E o perdimento dela em qualquer

Lugar que gera comoção

Na família até que alguém

A encontra caída num canto,

Com maquiagem desfeita,

Vestido rasgado,

Bolsa com conteúdo esparramado

E inconsciente.


Nestes instantes

Ela esquece tudo que aconteceu,

E até mesmo onde está

Ou porque foi até ali,

Ela possui muitos amigos,

Seu pai sempre precisa pagar alguém

Para cuidar dela,

Até que encontra este alguém

Também caído com ela

E decide trocar suas amizades.


Amar um filho é simples,

Mas, é preciso estar atento as suas amizades

E isso, as vezes, implica gastos,

Ele paga por muitas das companhias

De Bianca, até mesmo seus namoradinhos

E tenda direcionar as ações deles

Com ela para que ela se fortaleça,

E case-se, então, forme sua família.


Eles nunca optaram pelo internamento dela,

Bianca é jovem e descompromissada.

Seu pai decide presentes

Que ela ganhará e tenda direcionar

Os locais onde passará.

Mas, nem sempre é simples

E sua doença piorou tudo.


Levado numa maca para o internamento,

Desta vez, ele não salvou-se: morreu.

O enterro foi preocupante,


Bianca não atendeu o telefone,

E ninguém sabia seu paradeiro,

Sua mãe não parou de fumar

Sobre o caixão,

Debora convidou Angelino

Que não a deixou sozinha

Por um único instante, 

Apenas aí ele teve conhecimento

Do velho pai de Debora

E o perdeu sem poder lhe dar

Um abraço ou uma palavra amiga.


No entanto, levou flores

e abraçou a sogra o tempo inteiro,

O irmão de Debora não deixou

As amizades sempre conversando

Entre um e outro

E mantendo entre os dedos

Uma xícara de café fumegante.


Ele era um dos administradores

Da empresa do avô,

Agora o testamento seria aberto

E a herança seria dividida

Entre os três,

Pois sua mãe estava debilitada

Para administrar tudo sozinha.


Não tardou,

ele entrou na empresa

Num rompante de ódio,

Como seu pai possuía apenas

Alguns terrenos e prédios

Era apenas isso que estava testado,

Por tanto, ele não estava tão rico

Quando gostaria

E nem poderia viver a vida

Que optou para si próprio.


Arredio com relação a família,

Henrique só desejava dividir 

A empresa de cigarros,

Mas o avô negou-se ao ato,

e embora, contasse com seus oitenta

Anos de idade,

Era um velho diabético

E consideravelmente forte.


Impetuoso e arrogante

Ele fechou a porta da casa do avô

Com um tapa na cara dele:

-O que?

Eu sou o único homem da família,

Você tem que passar tudo para eu

Em doação e retirar Debora e Bianca

Do testamento com cláusula

De elas nunca tornarem-se 

Donas de nada.

Ele gritou para o velho.

-Filho, você é tão

Meu neto quanto elas.

O velho revidou sentado no sofá.

-Tão seu neto?

Debora é alienada na vida,

Não possui filhos para sustentar

Nem família,

E Bianca é uma drogada,

Para que elas precisam

De bens ou dinheiro?

Eu administro tudo e eu 

Darei a elas o que lhes cabe.

Ele gritou.

-É certo que isso 

Não ocorrerá...

O avô levantou-se dizendo

E o neto levantou rapidamente

Lhe estapeando e saindo

De dentro da casa.

-Maldito velho que não morre,

Maldita casa que eu odeio,

Eu vou falar com vovó,

Isso não ficará desta forma!


-Meu filho,

Achem Bianca

Pelo amor de Deus,

Seu pai recem morreu

E vocês nem sentiram a falta dela,

Onde ela estará?

O velho indagou levando

A mão ao peito e sofrendo

Para respirar.

-Amor, amor,

Fique calmo.

Disse a sua esposa 

Entrando na sala onde ele

Estava e o abraçando forte

Para mantê-lo no sofá.

-Não vá atrás de Henrique,

ele está irritado,

Você o conhece!


Henrique pegou o carro

E foi visitar uma de suas esposas,

Ele possuía três relacionamentos

Consecutivos e sete filhos.

Tinham um prédio inteiro

Da família em uso próprio.

Um prédio de seis andares,

Localizando no centro da cidade,

Com piscina, hidromassagem,

Garagem e salão de festas.


Bianca passou dois meses fora,

Debora se dilacerou de rua em rua

Da cidade a sua procura,

Pôs anúncio no jornal,

Pagou seguranças privados

Para irem atrás dela,

Procurou por delegacias,

Hospitais e locais públicos,

Buscou em cada prédio,

Pois na cidade todos eram amigos

De sua família e lhe permitiam

A entrada devido a situação conflitante.


Três meses depois ela ligou,

Disse que foi velejar fora da cidade,

Não trocou de roupa e pouco

Se alimentou e soube pela internet

Sobre o falecimento do pai

Não conseguiu se recuperar

e iria permanecer lá,

Onde estava,

Sem permitir visitas ou acesso

De parentes.


Henrique logo se aproveitou

Desta situação para expor ao avô

O comportamento desregrado da irmã

E insistir que a retirasse do testamento,

E citou o nome de Debora

Com ausente do serviço por meses.

-Todos os meses em que

Ela buscou pela irmã sem parar,

Henrique?

O avô indagou.

E colocou o neto e o advogado

Para fora de casa,

Depois serviu-se de wisky.


Irritado, o avô se esquecia 

Da pressão alta e do diabetes

E bebia sem parar.

Sorvendo o cheiro do cigarro

de sua esposa que lhe chegava

Ao nariz vindo do cômodo próximo.

-Henrique se esforça

Para ser o único administrador

Da empresa amor?

Ele disse sorrindo.

-Não sei porquê ele faz isso.

Me irrita.

Ela respondeu.


Debora separou-se de Angelino

Em todo este período de tempo

Recusando suas ligações

E se mantendo distante,

Não se sentia segura

Para namorar e ter alguém perto.


Entristecida foi buscar  apoio

No irmão,

Sem saber onde estaria,

Decidiu visitar uma de suas esposas,

Ao chegar lá, 

O pegou bebendo vodka 

com leite condensado e frutas.


-Olá, meu irmão,

Que saudade eu estava 

De você.

Ela entrou dizendo.

-Pois é querida,

Estou tão tesudo de ver você

Que tenho uma salsicha

Aqui para você degustar.

Ele respondeu

Naqueles seus ímpetos de humor.


Debora aproximou-se rápida

Do sofá onde ele estava

E ele abriu o zíper da calça

De supetão e expos seu pênis.

-Você não tem homem,

Se expresse neste membro duro

Para você querida!


Dizendo isso

ele a puxou para perto,

E ela gritou estarrecida,

Sofreu falta de ar 

e desmaiou.

Sua esposa aproximou-se dela,

Lhe trouxe água fria

Para molhar o rosto

E a ajudou a recuperar-se.


-Patricia, por que você

Permite ele tratar você desta forma?

Ela indagou caído no sofá

De frente a ele.

-Ele estava brincando 

Com você Debora,

Você já tem quase quarenta anos,

Não tem namorado,

Família ou filhos e vive enrabichada nele...


-Não diga isso, Patricia.

Eu respeito meu irmão,

Nós sempre vivemos uma união

De integridade na família,

Eu vou abraça-lo 

e então, irei para casa,

Eu sei que ele precisa de ajuda,

Ele está sofrendo.

Dedora disse,

Interrompendo Patricia,

Depois abraçou o irmão e saiu.


No caminho do retorno

Para casa decidiu passar na casa de Angelino,

E o encontrando pelo celular

Ficou por lá.

Assumiu o namoro

E optou por casar-se com ele

De imediato,

Mudando-se naquele instante

Para a casa dele.


Ao saber disso,

Sua irmã retornou da viagem,

Foi até o cemitério,

Levou flores para o pai,

E foi até a irmã

Chorar em seu abraço.


Unidas, Bianca se sentiu segura

Para confidenciar a irmã

Que sua vida estava fadada a morte rápida,

Ela adquiriu HIV ao ter relações

Com estranhos em lugares desconhecidos,

E não teve coragem de contar a ninguém.


Precisava fazer tratamento médico

Para sobreviver,

Mas evitou isso a todo custo.

-Eu a levo ao médico,

Vamos lutar por sua vida!

Debora disse.

-Não é tão simples,

é como se todos olhassem

Na cara da gente e reconhecessem,

Então, eles ficam com medo

E nos evitam.

Bianca respondeu.

-Não é bem assim,

Se muitos soubessem ajudariam,

Mas, não precisamos contar.

Debora respondeu

A abraçando forte.

-Eu não poderei ser mãe,

O vírus passa para o bebê,

Então, tenho evitado meu noivo

A todo custo,

Mas, não importa o que faço

Ele não me abandona.


Debora afagou os cabelos

De Bianca.

-E a doença lhe causa dor?

Indagou.

-Sim, meu corpo inteiro dói,

O próprio correr do sangue

Nas veias me mata de dor

Em cada segundo que eu existo,

Eu existo para sofrer.

Debora puxou Bianca 

Para seu peito.

-Não acredito nisso,

Meu Deus, 

Encontraremos a cura.


Debora decidiu ir passear

Na propriedade rural da família

E cultivar estufas de chás

Em busca de um remédio

E um conforto as dores da irmã.


Plantaram inúmeros tipos de chás,

Escreviam nas paredes

Os nomes e serventias,

E os tomavam o dia inteiro.

Dedicavam seu tempo a isso,

Limpeza da terra,

Plantio de sementes,

De mudas de chás,

E a dor de Bianca pareceu diminuir.


Ela, ao menos abandonou 

O uso de drogas,

E Angelino vinha sempre

Passear ali com elas,

Onde ficava por alguns dias,

Até que, com várias estufas prontas,

Debora dividiu seus dias

Entre ir trabalhar na cidade

E dormir ali em cada noite,

Diminuiu seus horarios

Dentro da empresa

Para ficar mais ao lado da irmã

Que trouxe também o noivo

Para morar junto.

Moram juntos os quatro

No chalé de madeira da família.

-Perto de você eu não sofro minha irmã.

Bianca confidenciou

A Debora enquanto mexia

Na terra com uma espátula de ferro.


Henrique sentiu-se orgulhoso

Por ter a administração da empresa

Quase totalmente para si próprio

E investiu na área de importação de tabaco,

A empresa passou ao status de internacional,

Tendo reconhecimento em grandes países,

O patrimônio aumentou consideravelmente.


Tendo conhecimento do trabalho

Das irmãs e como meio de incentivo

Ele confeccionou um novo tipo de cigarro

Que insere chás em sua fórmula,

Ou seja, junto as folhas de tabaco

Ele coloca os chás para dar sabor.

O novo tipo fez sucesso e sua mãe

E sua avó aprovaram completamente.

Também as esposas,

Que tornaram-se tabagistas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Homem Certo

Ouvindo aquele homem
Do rádio 
Pedir a moça em namoro,
Eu me emociono
E me sinto orgulhosa
Por cada atitude
Que tomei por mim
Quando desisti
De sofrer,
De buscar quem nunca
Quis vir
E optei por sonhar
Com um amor
Que me jogasse 
Lá no alto
E me mantivesse,
Um amor
Que me dê escolhas,
Opção de viver bem,
Que me queira
E cuide amorosamente. 

Sonhar não é ser rude,
Escolher alguém 
Que nos valorize
Não é ser interesseira,
Buscar o melhor homem,
O que trabalhei
E ganhe bem
Não é erro.
Erro é sustentar
Sujeito que só faz farra,
Que goste de flertar,
Ter várias garotas
E não escolhe uma única,
Erro é desejar
Os cobiçados da balada,
Que passam as noites alcoolizados
E não se importam com nada.

Tempero bom

 Eu acendo o fogo,

Escolho os melhores temperos,

Jogo na panela,

Coloco o óleo,

Coloco a carne

E frito tudo,

Com esse cheiro maravilhoso

eu sei que meu vizinho

Logo vem aqui comigo,

Eu como bem

e não como sozinha,

Escolho o melhor tempero,

A carne mais gostosa

E tenho todos os beijos

Que desejar,

Do garoto mais lindo

E que mais admiro,

Cozinheira e apaixonada,

E ele ama isso,

Prefere meu jantar 

Ao de qualquer outra,

Escolhe estar comigo

a ir para o restaurante,

Que delícia,

Durma abraçada

E quentinha

Com o cheiro de conforto

Entre os cômodos da casa,

Não durma sozinha,

Não fico sem beijar,

Eu capricho na cozinha

E ele corre para cá.

Casa Limpa

 Comprei o esguicho

Para a mangueira,

Amanhã é dia de faxina,

Vou concertar as coisas,

Limpar a casa,

Casa limpa é saúde

E economia,

A tarde eu chamo 

Os amigos,

A noite a gente faz um churrasco,

Aquece a pizza,

conversa sobre a  semana

e sobre como foi o trabalho,

Sem sujeira,

Sem gastos,

Só faxina e uma cervejinha,

Mais nada.

solidão e casa limpa,

Amigos e casa cheia,

Felicidade é isso,

Ter quem esperar

Para quando a casa estiver limpa

e a pizza estiver sendo feita

E pronta para ir para o forno.

Nem Balada

 Esta perfeito

Se a balada esta bombando,

Eu escolhi não ir

não me importa

O valor do ingresso

Ou quem irá ir,

Se aquele garoto antigo

Que há muito tempo atrás

Ficou comigo irá

e espera me encontrar,

Desista disso,

Sobre este assunto

Ele não me falou palavra,

Se ele for sozinho

Ou com outra,

Cuida da sua vida,

Deixe ele ir como quiser

E fazer como queira,

Eu me mantenho aqui

tenho todas as prioridades,

Nenhuma é ele,

Cai fora com esta conversa,

Eu estou farta,

Não quero dançar,

Nem ouvir música tão alto,

Prefiro o aconchego do lar,

Um convite de um garoto

Mais apto,

Que escolha estar comigo.

No supermercado

 Se eu for no mercado

Eu vou como gosto

De estar em casa,

Roupa simples e folgada,

Pele limpa,

Sem maquiagem

E meu filho,

Oh, por favor,

Não reclama:

Meu filho vai comigo

E lá dentro ele ajuda

Na escolha das compras,

Escolhe o café,

E também a guloseima,

Não reclama do meu menino,

Ele me ajuda,

ele é gentil e educado,

Por que você o olha tanto?

Se ele é tão lindo,

Por favor,

Deixa de vigiar meus atos,

Para de cuidar o que eu faço,

Se você na sua casa 

Quebra os pratos,

Deixa meus copos

Que eu mesma os guardo,

E faço como quero.

O carrinho é grande,

E quando for pequeno

A escolha de quanto compro,

O que como,

Ou o que faço é minha,

Por que você me cuida tanto?


Garota Cozinheira

 Uau, me apaixonei 

Por uma garota da roça,

Não bastasse ser linda

Ainda cozinha um risoto perfeito,

Uau, que me poupem as galinhas,

Vou levar ovos,

Vou comprar temperos,

Encerrei o período restaurante,

Pizzas rápidas e fast food,

Vou namorar a garota 

Lá da roça

Que cozinha como eu gosto,

Se esforça e é linda.

Nossa que delícia,

O tempero só  melhora

E meu bolso não reclama,

Se for para namorar

Eu vou de barriga cheia,

A garota além de linda

Cozinha como nenhuma outra,

Vou namorar,

Vou casar,

Vou lá na casa dela

E fico dormindo lá,

Se precisar levar a roupa

Eu levo e já não saio de lá.

Pela Estrada

 Eu estava com pouco combustível,

Dirigia a cem por hora,

Bem, ficar na estrada

Não é o fora,

Me mantive alerta,

De olho nos pneus

E em quem passava,

Uau, ele foi bem mais que legal,

Dirigia seu Onix,

Tanque cheio,

Óculos escuro,

Vidro da janela baixo,

Eu logo acenei 

E gritei:

Cara, com um carro desses

Eu apostava um tanque cheio,

E um motorista lindo assim,

Eu jogava beijo,

Chamava para o acostamento,

Chega aqui e me dá um oi

De pertinho.


Ele sorriu feliz,

Reduziu a velocidade,

Acenou e jogou beijinho,

Não poderia ser melhor,

Logo ele aumentou a velocidade,

Cruzou por mim

Quando eu aumentava

a marcha

E ligou o alerta,

Reduziu até ficar muito perto.


Nossa, com uma garota dessas

Eu desisto do trabalho,

Esqueço o horário,

Reduzo as horas,

Chega no acostamento

Me dá um beijo,

Me namora?


Eu sorri e liguei o alerta,

E disse bem próximo a ele

"Caramba, quanta sorte

Eu estava com pouca gasolina

E você foi gentil comigo,

Agora eu não fico para trás.

Ele sorriu e respondeu:

-É certo que não, garota

Eu estou de tanque cheio,

Espera e já lhe passo um pouco,

Depois disso,

Você pode me dar um beijo

E me aceitar em namoro!

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Estrada Habitadas

Sigo numa estrada repleta
De carros,
De amores solitários,
De casas que possuem histórias 
E eu penso na minha,
Enquanto eu ando,
Eu construo uma história,
Onde busco amores casados,
Com pessoas solteiras
Que paradas ou esgueiras
Querem se encontrar
E passando por mim
Escolham ficar,
Por pouco tempo,
Só o suficiente para descarregar,
Acalmar os ânimos,
Ter um novo caminho
Pelo qual andar.

Na fronteira de tudo isso,
Não sei se desvio
E escolho entrar
Numa destas casas
De portas abertas
E olhares simpáticos,
É tudo simplista:
Escolher de tantos
Que passam neste asfalto
Um que queira 
Seguir um pouco 
Ao meu lado,
O bastante para
Não me cansar,
O tanto que eu deseje
Que esteja,
Até recarregar.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Amuleto do Amor

Amar é entrega,
Amar é volúpia! 
Mas, existem instantes 
Em que você repensa
Cada atitude
E se cansa.

Vira as costas
Retira a aliança 
E a carga de dor
Se extrai
Como se estivesse liberta!
Porém, o tempo passa
E a saudade chama,
Os beijos retornam a mente
E a alma clama: 
Volta-se a por a aliança 
Como se tudo estivesse 
Limpo e perdoado!

A aliança passa a ser
Uma espécie de amuleto
Que vem para o dedo
Para dar sorte,
Apagar todos os erros,
Alcançar sonhos,
Gravar um nome
Ao qual se apegar
Sempre que a dor vier
E fizer sofrer.

Com o amuleto
Bem preso ao dedo,
Sente-se que tudo 
Está perfeito
E que não há obstáculo,
Ou impecilho,
Prevalece o amor e pronto! 

Lá na Barbearia do Tio Ritsonn