Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
domingo, 9 de agosto de 2026
Amor de Boca a Boca
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Amor Antigo
Então, um antigo amor ressurge
E pede perdão,
Eu não me alicerço nisso,
O tempo passou e ele ficou,
Nem os anos o fizeram esquecer,
Por que teria de me prender
A erros que evidenciei
E puseram um fim no que vivemos
Se estar com ele agora
Nos faria bem,
E me daria amor?
Amar não é estar presa,
Alegações não são fatos,
Dizeres não são promessas,
Falações não guiam boatos,
Ele disse perdão,
E eu não pergunto o que faço,
O perdoo e pronto,
Finalmente podemos estar juntos
E viver um amor antigo
Que adormeceu
Mas nunca apagou a chama
Que se derrama sobre nós dois.
Aprendi
Eu aprendi a ser forte,
A sorrir mesmo sofrendo,
Mas, preciso aprender
A perdoar os erros,
Esquecer o passado,
E me entregar ao amor.
O amor não é ser forte,
Não é escolher a dor,
Amar é entregar-se,
Sorrir em cada instante
E não se prender
Ao que faz sofrer.
Odeio esta mania
De querer aparecer,
Estar em evidência,
Buscar aclamação e plateia,
Chega de aprender a ser forte,
Quero aprender a amar
E perdoar todas as vezes.
Se no caminho eu tiver alternativa
E sempre existe,
Vou buscar a opção sorrir,
Ser feliz,
Estar com quem amo
E me quer bem,
Sai dessa de sobreviver,
Viver a esmo,
Ser forte em todas as vezes.
Eu quero mais é cair,
Despencar sem razão,
E ter alguém em quem
Me alicerçar sem me preocupar
Se estou sendo forte,
Fraca ou louca,
Quero beijar na boca,
Amar com todos os motivos,
Me entregar em cada carinho,
Ter sempre um abraço
Escondido no meu caminho,
Ser forte é para as otárias,
Eu quero mais é ser acariciada,
Amada e valorada,
Sem essa de estar por cima,
Escolher o caminho de vitória,
Prefiro amar sem perder,
Ganhar sem sofrer,
Beijar sem querer,
Estar porque faz bem.
E Sê Der Certo?
Camline chegou ao cemitério,
Fez o sinal da cruz,
Abriu o portão e entrou.
Tudo estava desorganizado
Parecia ter chovido
A pouco tempo
Haviam vasos com flores mortas
E até vazios jogados
Por entre as lápides.
Uma lágrima desceu
Por seu rosto sereno,
Ela então, juntou de vaso
Em vaso e os separou
Um canto,
Retirou as flores mortas
E as jogou do lado de fora,
Espalhando a terra sobre a terra,
E os que estavam feios
Ela os plantou nos arredores
Para que Deus se incumbisse
De que viessem.
Sempre há uma alternativa
Para a vida
E ela faria o possível
Para que a vida brotasse
E as flores florissem,
Então, as regou usando
O próprio vaso e uma sacola
Plástica que estava no local.
Depois separou os vasos vazios
Com o intuito de levá-los para casa
Para reutilizar,
Juntou cada plástico,
Cada sujeira e os separou
Para levar na lixeira
Que se localizava a poucos metros
Do cemitério,
Mas, que inexplicavelmente
Era evitada.
Foi até a lápide de seu irmão
E limpou-a usando um balde,
água limpa, detergente e um pano.
Sentia tanta afinidade
Com aquele lugar
Que poderia limpar cada canto,
Cada lápide, cada casa daquelas
Em que se preocupavam tanto
Em pintar e pôr flores e esqueciam
De pôr fotografias do falecido
E o próprio nome,
Só estava definido o nome
Da família bem grande
E uma data de nascimento e morte.
Como na cidade,
no cemitério as pessoas também
Gostavam de enfeites,
De mostrar as diferenças,
De construir até alcançar o céu,
Enquanto uns mal tinham
Um lugar no chão e uma cruz de madeira,
Sem nome,
Sem foto,
Sem família,
Só uma data,
Depois disso:mais nada.
A madeira apodrece tão cedo
E leva a vida,
As memórias,
O lugar em que se deixou
Este alguém que fez a diferença
Lá nas ruas e nas construções,
Um bom pedreiro,
Diarista, servente,
Agora um indigente,
um corpo não definido
E um rosto vazio,
Que teria poucas velas,
Pouco choro,
e talvez, umas garrafas
De pinga no seu redor.
Regado no alcool conforme
Fez em vida,
E nada melhor que a pinga
Para remover a memória,
A dor,
A vida,
O nome e o lugar
Onde um dia a pessoa
Teve para onde voltar.
Camline limpou tudo,
Olhou cada anjo desenhado,
Cada lápide afundando,
Cada calomgo de terra se elevando
Com uma cruz apagada nele,
Cada casa que crescia
E tomava proporções que com certeza
Esta família deve ter desejado
Ter em sociedade,
E trabalhava arduamente para manter
A postura, rigor e idealismo.
Retirou flores secas,
Soltou-as para o vento,
E lá, quando retirou as rosas vermelhas
De plástico de Rehan as cheirou,
Há oito anos elas foram guardadas
Nesta lápide,
E ainda não viraram pó,
Eram quase de tecido,
Tinham um cheiro bom,
Talvez fosse o de seu irmão,
Talvez não,
Quando seu namorado Rehan
As deu ela logo viu onde
Se localizariam perfeitamente.
O namoro terminou,
As flores ficaram
E Rehan nunca veio com ela
Ao cemitério,
Algumas flores ao serem retiradas
Viraram pó e era difícil
Leva-las para a lixeira,
Alguns vasos quebravam
E se consumiam.
O tempo se encarrega de tudo,
De tornar tudo poeira
E solidão que faz esquecer
e tenta apagar.
Leva vozes e sorrisos,
rostos e abraços,
Fica a dor,
Um vazio que consome,
Um suspiro que não se contem
Por muito tempo.
O tempo levou Rehan,
Camline soube disso
Através de uma caixa de supermercado
Que saiu chorando deliberadamente
Quando o supervisor lhe informou
Que o rapaz sofreu um acidente
De carro e não resistiu
Aos ferimentos de quebraduras expostas,
Sangue e dor.
Ele estava embriagado,
Dirigia com um corpo de wiski
Entre seus dedos,
E uma garrafa ao lado,
Estava sozinho lhe disseram,
Isto, Camline e todo o redor
Dos funcionários duvidaram,
"Não, ele estava com garotas,
Isto é fato,
O sexo e o alcool levaram sua vida
Depressa demais,
Aos vinte anos."
Camline limpou os olhos,
Soltou a salada que iria comprar,
E soluçou o soluço dedicado
Aos mortos por eles terem partido,
É quase mais soluçar uma dor
Por quem irá sentir a perda,
Porque Rehan lhe fez mal
Em seus instantes de bebedeira.
Sua vida de relação com ele
iniciou-se num encontro fortuito
Num restaurante badalado da cidade,
Ela marcou pela décima vez
com um homem diferente
Tencionando conhecer um namorado
Através da internet.
Mas, lá da entrada
Ao ver um homem tão feio
Sentado na mesa combinada,
Ela tirou o suéter,
Prendeu o cabelo,
Correu para o banheiro
Remover a maquiagem
E não se aproximou de vergonha,
Na internet o rapaz era lindo,
Perfeito, ali estava um rascunho
De tudo que o photoshop fez por ele.
Ela não teve estômago
Para aturar um homem tão abjeto,
E nem para resistir ao cheiro
De comida tão cheirosa
E de aparência deliciosa.
Logo se aproximou de uma mesa
onde um jovem moreno,
de cabelos negros e fartos
Estava sentado sozinho
E pediu aconchego.
Explicou do encontro
E de seus motivos íntimos
Para desistir,
E as mesas estavam todas
Repletas de pessoas,
Ela não identificou o rapaz,
Mas, pediu licença para sentar-se
Com Rehan.
Ele sorriu,
A permitiu de imediato,
Pedido os pratos,
Ele exigiu que ela pagasse a conta
Por ter de aturá-la ali,
Ela chateou-se jogou o guardanapo
Sobre a mesa em tom de repulsa,
Ele sorriu convidativo,
Se desculpou,
Pagou ambas as contas
E exigiu que ela aceitasse
que ele a conduzisse para casa
Como cortesia e pedido de desculpas.
Ela não soube o motivo,
Mas sentiu-se tonta,
Talvez, por efeito do vinho
Que bebeu com ele,
Pois, sentiu-se fraca
E terminou aceitando o convite,
Ou assim acreditou,
Porque ele a ergueu da mesa
Passando seus braços
Por seus ombros
E a carregou para fora
Dizendo frases desconhexas:
"Você é linda,
Me apaixonei por você
Desde o primeiro instante,
Te darei minha vida".
E quando ela deu-se conta
Estava sentada no carona
do carro dele,
E depois disso o viu remover
O zíper de sua calça,
Depois a calça,
A calcinha e então toda a roupa,
E logo se viu nua
Sentada no colo de Rehan.
Ela gemia de prazer,
Chorava por algo
Que não saberia dizer,
Talvez dor,
Talvez insegurança,
Talvez medo,
"afinal, quem é Rehan?"
Se viu se indagar em silêncio.
Quando acordou estava
Deitada na cama com ele,
Que se movimentava
Sobre seu corpo nu em frenesi
E muitos gemidos.
-O que está acontecendo?
Ela se viu indagar
Quando sua cabeça foi puxada
Para o peito dele.
-Agora você é minha namorada!
Ele respondeu sorrindo.
-Não sou não.
Ela respondeu e se afastou.
-Claro que é,
veja a aliança em seu dedo,
Você mesma colocou
Durante a noite
E chorou de alegria.
ele disse com movimentos
Contínuos de sexo e beijos sedentos.
-Ah, não lembro disso.
Ela continuou um tanto tonta.
-não lembra?
Você tirou foto de nossas mãos unidas
Usando alianças,
Escreveu uma frase de amor
E postou na sua rede social.
Ele disse.
-Sério?
Mas sempre sou tão discreta.
Ela continuou.
-Sério,
você falou de amor e tudo.
Ele insistiu.
Ela buscou o celular
Que estava sobre a cômoda
e notou a fotografia
De duas mãos enlaçadas,
Duas alianças e uma frase boba.
-Somos namorados.
Ele disse,
E saiu de cima dela
Juntando uma toalha
E indo para o banho.
Os encontros entre ela e Rehan
foram sempre fortuitos e inesperados,
As vezes, ele a buscava no trabalho,
Outras vezes ela saia de casa
Logo pela manhã e via seu carro
Estacionado na esquina,
Como se estivesse esperando-a.
Sempre regado a bebidas e cigarros,
Algumas vezes ele usava drogas,
De comprimidos jogados no copo
De bebida e de pó
Que ele soltava sobre a barriga dela
e aspirava até não restar nada,
Soltava também sobre sua mão,
Sobre o painel do carro,
E seguia.
Ela sentia-se seguida por ele,
As vezes, imaginava que isso
Nunca teria fim,
Então, procurou um ginecologista
e buscou um anticoncepcional
Para não engravidar dele,
Mesmo estando com 33 anos
e tendo o sonho de ser mãe,
Evitou o sonho a todo custo.
A igreja da cidade
ficava próximo a sua casa,
Conforme a rua que pegasse
Para ir para o trabalho
Passava por ela,
Chorava soluçante,
Mas, não conseguia marcar a data
E levar o relacionamento adiante.
Bebia pouco,
Não usava drogas,
Fumava algum cigarro esparso.
Mas, um dia Rehan a vendo
Sair para ir trabalhar
Acelerou o carro com toda força
E jogou sobre ela,
alegando que tinha encontrado
Outra garota,
Muito melhor que ela
E que não queria saber mais dela.
Camline sofreu escoriações severas,
Dor e vergonha da vizinhança,
Mas logo adaptou-se
Com a ausência de Rehan
Que sempre buscava os lugares
onde ela frequentava para passar
Por ela com algumas garotas,
Muitas bebidas,
Sorrisos no rosto,
E drogas.
Camline o odiou,
Denunciou isso na delegacia,
Mas nada amenizou o ódio.
Por isso, ficou muito tempo
Sem buscar novo relacionamento,
Mais de anos,
Sem ter encontros, beijos, abraços,
Carinhos ou sentimentos masculinos,
Apenas a abstinência e o exílio
Lhe restou.
Dirigia por toda a cidade sozinha,
Parava na praia olhar a areia,
Ver as estrelas noturnas,
Mas, sempre sozinha,
Não conseguia deixar um novo
Homem entrar em sua vida,
Mas, ao saber da morte de Rehan,
Um sorriso lhe brotou na face,
Então, saiu para fora do mercado,
Viu um homem sozinho
Na direção de um carro estacionado
E pediu a ele uma carona;
-Para onde?
Ele indagou.
Ele era um sujeito gordo,
Flácido, de rosto enrugado,
Cabelos brancos e esparsos,
E isso lhe gerou um sentimento
De carinho inexplicável,
Então, ela pegou em sua mão
Sobre o volante e disse:
-Para um motel,
Vamos ter algumas horas
De sexo voluptuoso e delirante,
Eu preciso de você.
O homem a encarou de sobressalto:
-Precisa de mim?
ele disse, ligando o carro
E virando a volta para sair
Do estacionamento rumo a rua.
-Sim, por favor!
Ela disse sorrindo,
Retirou a calcinha e
Levantou a saia curta que usava.
Ele logo introduziu o dedo
em sua vagina e sorriu,
Camline suspirou satisfeita:
-Faz muito tempo que não faço sexo,
Eu não sei,
Agora penso que sempre esperei
Você me dar uma chance.
Ela disse sem jeito,
tocando em seu braço forte.
-Que ótimo,
Poderemos passar boas horas juntos.
ele usava uma aliança no dedo,
Camline não quis perguntar
sobre isso,
Mas, a notou.
A voz dele era grave e violenta,
ele dirigia muito bem,
Sem solavancos,
Sem desvios,
E tinha lindos dentes brancos
No rosto quadradinho
E lábios rosados e cheios.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Josmar, Te amo
Se eu te dissesse
Quantas noites insones
Eu passei a te esperar,
Talvez, você desacreditasse.
É uma ilusão,
um sonho doce assim,
Esperar até o dia nascer,
Até o sol ir,
Só pra te ver sorrir,
É uma ilusão
Um sonho tão doce assim.
Se apaixonar no primeiro encontro,
E não querer nenhum outro homem
Que não seja você
E seu sorriso gentil,
Seu olhar doce e dono de si,
Dono de mim,
Dono do nosso tempo
E do meu sentir.
Eu sei que lá na rua,
Logo passará uma motocicleta,
Eu reconheço pelas luzes,
Depois vem uma van atrás dela,
É tão distante de mim,
Mas cuido cada carro,
Cada luz,
Cada cheiro
E o que mais me traga você.
Oh, poxa, que sonho bom
Reconhecer você vindo,
É um gol no alto do campo,
um passo inesperado,
um sonho guardado,
Um esperar que não cansa
E me faz tão bem,
vem Josmar, vem.
Eu vejo meu dedo ansiar
Por nossa aliança,
Meu coração palpitar
Por mais um beijo,
Até mesmo aquela estrada
Jurar que não quer carro algum
Se tiver a luz do seu olhar,
Oh, Josmar, me diz
O que você faz
Que te mantém distante,
Meu mar,
Meu céu azul de estrelas,
Minha lua a brilhar,
Meu sol que refresca,
Me beija,
Me beija,
Me beija,
Seu beijo me deixa no bar,
embriaga e louca,
A te esperar,
Não é ilusão,
É amor, vem Josmar, sim,
sonha comigo outra noite,
Deita comigo e fica até o amanhecer,
Oh, que sonho dormir cedo
e não precisar posar acordada
Por ter você comigo,
Josmar,
O que há entre nós?
Te amo,
Te amo,
Te amo.
Josmar
Filho do Raso
Eu vi você passar ontem
De Meriva vermelho,
Hoje você ressurge
Grávida e me amando
Para valer,
Ta bom,
Acredito em você
E o filho é meu
Então vamos tê-lo,
Me acompanhe para escolher
Qual quarto ele irá usar
Ao nascer,
Que cor pintar
E que brinquedos por...
Bem, agora junto de mim
Entenda o seu engano,
Você saiu com outro homem
E eu vi,
Não existe erro,
Eu sofri por uma noite,
Mas, você perderá
Por uma vida,
Adeus,
Tudo acaba aqui,
E seu filho não irá nascer,
Nem aquele homem
Irá saber que seria pai,
Acabou para nós,
E acabou para você.
Com duas facadas
Eu encerro sua vida
E a do seu bebê,
Não é meu,
Não será seu,
Nem dele ou de qualquer outro,
O amor venceu,
Parabéns,
Sangre até morrer,
Você poderia não ter
Me traído
E agora não estaria boiando
Nestas águas turvas
De um rio que você
Sempre desejou estar
E que eu nunca a acompanhei,
Oh, você me traiu
Naquele maldito Meriva,
E agora será de gelo
E mais nada,
De pedra até definhar,
Virar comidas de peixes,
Ontem você não quis
Me encontrar
Hoje eu opto por não te ver.
Baby, eu quis estar com vocÊ,
E você preferiu ele,
Ao invés de estar
Na nossa casa a me esperar,
Você preferiu a vida de motel
Que ele te deu,
Um instante e uma vida
No ralo.
Olhe, não pensa que
eu não sofro vendo você boiar
E esta água te levar
Para tão distante
A sangrar o maldito filho
Que você deu a ele,
O maldito filho que você escolheu
Para concretizar seu amor.
Não, você nunca me amou
Naquele maldito Corsa
Que você escolheu para estar
Comigo em cada segundo
você fingiu desde a música alta,
Até o lugar que optou
Por ir.
Veja meu coração,
Sinta como sofre,
Sinta-me enquanto ainda
Houver calor no seu corpo,
Até enquanto estas águas
Não te congelem,
E os peixes não comam
Sua pele,
Seus lindos olhos abertos,
E sua língua a me implorar
Pela vida que você não quis me dar,
Então, ele seria o pai,
E você esta morta agora.
Agora que estas águas te levam
Nunca mais você irá me tocar,
Gelada e comida de peixes,
A sangrar seu feto
De quanto tempo?
Meses ou dias?
Você pensou que eu não descobria,
Mas, eu te dei alternativa,
Te dei a opção de se desculpar,
Se ajoelhar aos meus pés,
Me implorar
Por mais segundos de vida,
Pelo respirar do seu filho,
Pelo sorriso dele
no seu colo,
Pela voz no seu ouvido,
Eu disse implore.
Você não me ouviu?
Você falou com aquele homem
Aos sussurros,
Aos murmúrios,
Você fugiu do que eu sentia,
Você acha que tudo acabou
Entre nós?
Então, por que tentou me enganar,
Como achou que fugiria?
Olhe as chaves do meu Porshe,
Eu sou o poder,
sou o grande homem,
E vocês nunca mais se verão,
Acabou pra você,
Acabou para o bebê,
Com o que você sonhou
Quando chamou o nome dele?
Estou pensando em como encontrar ele,
Se comido por peixes
Ou pelos animais selvagens,
Abandonado a sua espera
Em algum lugar deste bosque,
Vamos pronuncie uma palavra,
Implore pela vida dele
Como você antes gritava de prazer,
Veja como você sangra em sua barriga
Neste singelo corte
Que arrancou de você seu bebê,
O fruto do amor proibido,
O fruto do veneno,
Agora você irá cada vez
Mais para o fundo,
Seu amor irá sucumbir com você.
Com a mão direita
Ele tocou entre o meio das pernas dela,
E apalpou num gesto de retirar o bebê,
Fazer uma espécie de vácuo,
E gerar contração muscular,
Então, retirou secreções dela
Que não moveu-se,
Nem pode defender-se.
Apenas foi carregada pela água
Para o fundo,
E para cada vez mais longe.
O rapaz passou as mãos
pelo cabelo num gesto nervoso,
Se levantou das margens do rio
E retornou para a casa
no seu Corsa prata.
Com lágrimas no olhar
E singelo ódio no coração,
Não havia testemunha,
Exceto o homem de Meriva
Percorrendo de rua em rua,
em desespero por não ter notícias,
Desta que nunca mais poderá chamá-lo,
Pois agora bebe da água do rio,
Não fala,
Ou move-se.
domingo, 26 de julho de 2026
Patrulha Rural a Caminho!
Suzan abriu a torneira
E aproveitou em seu copo
De vidro escurecido
As últimas gotas de água
Que mal saciaram sua cede
E arfou em desacordo.
-"outra vez faltou água,
Como irei lavar a roupa?"
Ela indagou em voz alta,
Correndo para a área de serviço
E apertando o botão de desligar
Da máquina que fazia barulhos
Ensurdecedores por estar
Sem água.
-"Que droga,
Quase queimei a máquina
Por deixar ela funcionar
Tanto tempo sem água."
Ela falou outra vez.
Estava sozinha,
Mais uma vez
Outro de seus namorados
A abandonou devido ao lugar ermo
Em que vivia,
Pois dependia de água encanada
Para beber
E de energia elétrica da cidade
Para ter luz.
A água faltava por qualquer motivo,
E ficava as vezes três dias
Sem ter água para lavar a roupa,
Puxar a descarga do banheiro,
Fazer limpeza ou a comida.
Tudo ficava as moscas,
E muito sujo,
O banho era racionado pela
água de uma sanga
Que corria próximo a casa.
Quando a sanga tinha
Bastante volume de água
Ela tomava banho desnuda
Na própria sanguinha,
Quando tinha pouco ela
Puxava de balde
E tomava banho com poquissíma
Água,
Isso passava uma impressão
De sujeira que a irritava.
Já quanto a energia elétrica,
Sempre faltava até devido ao vento,
Ou então por mal contato,
Ou algum galho de árvore
Que se enroscou nos fios
De alta tensão da estrada.
Os namorados odiavam
Os banhos de sanga,
E tinham pouca paciência
Para a luz que faltava,
Sempre ocorria de quebrarem
A vela antes de acender,
Devido a irritação por faltar luz
E serem obrigados a ficar no escuro.
A vela acesa e torta
Passava uma ideia de desleixo,
ninguém ficava,
O amor morria da mesma
Maneira que nascia:
Do dia para a noite.
O senhor que cuidava
Do funcionamento da água
já não atendia o telefone
Para Suzan irritada
Ela corria até seu pai
E gritava para ele tomar atitude.
Seu pai,
Homem sério e honesto
Sempre era ouvido,
E ao menos recebia
Uma notícia em razão
Da falta de água:
-Ah, quebrou o cano
Próximo ao terceiro vizinho,
Depois de esta arruamado
A água seguira o destino.
Dizia o senhor ao seu pai.
-Quanto tempo demora isso?
Indagou ele.
-Demora ir até a cidade
Comprar o tamanho do cano
Que precisa,
Depois abrir o buraco onde
O cano passa e concerta-lo.
Ele respondeu.
-Está certo,
Vou esperar.
Mas, Suzan perdeu a calma,
Tomou o telefone
Das mãos de seu pai
E começou a gritar ferozmente
Com o Antonio que cuida
Da água,
Irritado ele respondeu a altura:
-Vou deixar você sem água Suzan
Quem você pensa
Que é para me irritar?
Ele respondeu.
Ela irritou-se ainda mais.
-Vou te matar Antonio.
Nisto o pai de Suzan
Lhe tomou o telefone
De suas mãos e lhe desferiu
Um tapa na cara
A jogando no chão de brita
Da frente de casa.
Seu pai morava a uns cem metros
Da residência de Suzan,
Que levantou do chão com raiva
E investiu contra ele
Com tapas e socos na cara
E por todo o corpo.
Seu pai se irritou ainda mais
E desferiu um soco no rosto
Que a fez cair para trás,
Outra vez, ela se levantou
E empreitou contra ele
Com chutes em suas pernas,
Desta vez ela ganhou
um chute no quadril
Que a jogou longe.
Irritada ela correu
E pegou uma madeira
De próximo da casa
Que estava caída no chão
E lhe desferiu golpes
Contra o corpo,
Sua mãe saiu de dentro
De casa com uma faca na
Mão e gritou:
-Vá embora maldita,
Eu vou te sangrar a facada!
Sua mãe falou.
-Não mãe,
Por quê você esta
Do lado dele?
Ele só me faz mal!
Suzan respondeu.
Depois segiu com os punhos cerrados
Para o lado da mãe
Que apontou a faca
E desferiu golpes no ar
Fazendo Suzan correr.
Suzan foi para sua casa,
Algum tempo depois
Uma viatura policial surgiu
Em frente a sua casa.
Ela ficou com medo
E tirou a roupa ficando nua
Dentro de casa.
Então o policial
Se aproximou dela
Que foi até a janela
E gritou alucinada de raiva:
-eu estou sem água
E você me prende?
Por que ao invés disso
Você não concerta a água
Para eu ter o que beber
E como tomar banho!?
Ela disse.
-Eu não sabia que se tratatava
De falta de água,
Sua mãe ligou e disse
Que você está tentando matar
Seu pai e sua mãe!
O polcial respondeu
De arma em punho
chegando perto da janela
De Suzan.
-O quê? Mentira,
Eu só queria água,
Eu não tenho calma
com esta falta de água,
tudo está sujo,
Eu preciso me alimentar...
Ela gritou.
Depois se afastou
e começou a se masturbar,
Esfregando suas mãos
Em seus seios
E babando com a própria boca
Sobre eles
E então delsizando a mão
Até seus quadris,
E depois ela sentou no chão,
E introduziu seus dedos
Em sua própria vagina e disse
Olhando chorosa
Para o policial:
-Você está com cede?
Porque eu estou com cede,
Você me vê aqui neste chão
E gosta?
Porque eu odeio estar aqui.
Você quer transar comigo
Porque eu estou metendo
Meus próprios dedos em mim.
Ela disse
Enquanto deslizava seus dedos
Dentro de sua vagina.
-Não senhora,
Eu quero te ajudar,
Eu preciso que você
Me conte o que houve
Entre você e seus pais,
Por quê você quer feri-los?
Ela o olhou atordoada
Sem acreditar no que ouvia.
-Eu estou sem água,
Neste chão sujo,
Com esta louça que esta
Na sua frente sobre a pia suja,
Eu estou com fome
E não tenho água para
Fazer comida,
Você ouve minha barriga roncar?
Ela pediu.
-Senhora, me perdoe,
Então você esta irritada
Porque não tem água,
É isso?
Ele indagou de perto da janela.
-Você ouve minha barriga roncar
De fome?
Eu preciso de água.
Ela respondeu se levantando
Mantendo a mão dentro
Da vagina.
-Ouça minha mão dentro
Da minha vagina,
Você gosta desta barulho?
Este barulho de vai e vem
Você ouve bem, não é?
Mas, minha fome você não houve?
Ela gritou
E chegou perto dele,
E mantendo os olhos grandes
E escuros abertos
Ela chegou até o rosto dele
Com as mãos dentro da vagina.
- me veja eu suja!
Ela disse,
Totalmente descontrolada
e tirou sua mão de dentro
da vagina e pôs no rosto
Do policial e esfregou
Até dentro de sua boca.
-Senhora, por favor, pare!
Ele falou,
Tendo entre sua língua
Quente, rosa e úmida
Os dedos sujos do orgasmo
De Suzan.
-Me sinta,
Prove do meu ódio,
Prove da minha sujeira
E agora,
O que você fara se não tem água?
Ela disse irritada
Sobre os lábios dele.
-Senhora, esta ação policial
Esta sendo monitorada,
Se acalme, por favor,
Eu tentatei ajudar.
Ele respondeu.
-Me ajude!
Ela gritou nua
E puxou o braço dele
Que estava abaixado
E o ergueu até sua testa,
Pondo a arma dele encostada
Em sua cabeça.
-Atire contra mim,
Vamos mate minha cede,
Sacie meu ódio.
Ela gritou.
E manteve a mão dele
Esticada contra sua testa,
Usando suas duas mãos
Sobre a arma.
-Senhora, não faça isso,
Por favor,
Eu irei te ajudar.
Ele disse
E retirou a mão
Mantendo a arma nela
Logo em seguida.
Suzan não esperava
Uma força tão grande
E arrebatadora como a
Que viu no braço daquele soldado.
-Meu pai me bateu,
Ele fica contra eu
Sempre que tento lutar
Para nós ter água,
Ele me odeia...
ela gritava atordoada,
Depois puxou a mão dele
E colocou sobre
Seu ombro deslizando
Sua arma por seu corpo nu
E estremecendo de frio,
Medo e ódio.
O soldado tremia na sua frente
Assustado, com a arma
a percorrê-la apontando reta
Em seu corpo bonito e trêmulo.
-eu estou queimando,
Eu estou ardendo de desejo!
O soldado disse.
-Você esta com cede agora?
Tome da minha saliva!
Ela gritou e cuspiu
Contra o rosto dele.
Depois se aproximou
Com sua língua e o lambeu:
-Sinta a minha cede,
Sinta a minha cede.
Ela gritava trêmula
E ardente segurando o braço
Musculoso do soldado.
Depois num rompante de
Fúria ela puxou o braço dele
Para si e introduziu sua arma
No meio de suas pernas quentes
E seguras:
- Limpe meu corpo,
Me lave de desejo,
Tire este cheiro de vontade
De você que eu sinto agora!
Ela gritou.
Num ato desesperado
De desejo o soldado
Tentou pular a janela
Mas não conseguiu,
Então gemeu alto
E introduziu a própria arma
Que segurava dentro
Da vagina de Suzan e a moveu
Ferozmente e com desejos incotroláveis.
Suzan gozou alto
E o policial retirou a arma
De dentro de sua vagina
E então a lambeu:
-Deixe-me lavá-la
De desejo Suzan,
Deixa-me molhá-la
De porra.
Ele falou descontrolado.
Suzan tremia recostada
A pia de louça suja.
-Cuspa em meu corpo,
Me lave com sua saliva.
Ela gritou e o outro policial
Que esperava na viatura
Pôs-se a vir até eles:
-Shmit o que você está esperando?
Aconteceu algo errado?
Ele indagou enquanto
Estava a caminho deles.
-Gostosa, vadia,
Vou de lavar de prazer.
O soldado gritou da janela
Gemendo alto,
Então, cuspiu nos seios
De Suzan e depois tocou
Em seu pênis e lhe jogou porra
No rosto gemendo muito.
-Já vou Ronann.
Gritou ele
Olhando para trás.
-Não chame ele,
Suzan, venha até minha casa
E tome seu banho,
Eu vou conseguir água para você.
O policial respondeu sôfrego
De desejos e se afastou.
Suzan arfou
E o policial manteve
Seu corpo nu oculto
De seu amigo através
De seu próprio corpo.
O pai de Suzan estava
Próximo a viatura
Gritando de ódio,
E ele foi conduzido
Até o Antonio,
Instante em que foram
Solucionar pessoalmente
O problema da falta de água.
Então, o cano foi concertado
Pelos quatro e logo
A água chegou até a caixa
De água de Suzan que feliz
Correu tomar banho.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Prazer Criminoso
Vasculhar o celular
Do esposo nunca foi
Seu hábito favorito,
e estava ficando cada vez pior.
Sempre haviam mensagens estranhas,
Com nomes masculinos,
Porém, soavam tão femininas,
Não era do costume de Élide
Aceitar relações homoafetivas,
Aliás, nenhuma relação,
Ela era casada com Edist
Por que ele teimava em traí-la?
Teria que desistir,
Conhecer um novo homem,
Se distrair.
Bem, apareceu Antony,
E ela nunca mexeu no celular dele,
E ele nunca foi tão perfeito
e inexplicavelmente bonito.
Mas, algumas pessoas
Comentavam sobre ele,
Faziam esteriótipo,
Diziam sobre suas manias
Com relação as suas mulheres
E ele tinha muitas,
Em milhares sedentas
Por seus carinhos.
Isto, não era sedutor
Ou romântico.
Um homem que coleciona mulheres
É antiquado e antipático,
Ele se valoriza demais,
E não se adapta a ter uma vida casual.
Um sujeito mulherengo
Que fica com todo mundo,
Também não é um relacionamento
Perfeito ou mesmo adequado,
Mas, por que Edist insiste
Em se relacionar com homens,
E se forem mulheres
E ele apenas fingiu um nome?
Ela agendou encontro com uma,
E o que viu naquele bar
Acabou com sua autoestima,
Se tratava de uma garota,
E ela vinha acompanhada
De uma criança.
Ela ficou incrédula,
Seu esposo tinha relações
Com crianças?
Ele era pedófilo?
Chorando ligou desconsolada
Para Antony que logo veio
De motocicleta buscá-la
No bar.
Ela descobriu tudo isso
Através deste encontro,
No qual a mulher ficou chateada
Por ter de esperar algum tempo
Até que Edist chegasse
E foi logo falando todo o crime,
Que ele gostava desta relação,
Que sempre estaria com ela,
Porque ela nunca deixaria
De trazer a criança para ele
Sentir todo o prazer de que
Necessitava para se satisfazer.
Que ela tinha vídeos dele
Tocando a criança e
Fazendo sexo com a menina
De apenas um ano.
Que conforme a criança morresse,
Porque isso já ocorreu
Num passado não muito distante,
Ela nunca se importou
Em trocá-la na maternidade
Do hospital,
Já que ela trabalha como enfermeira.
Ela teria desmaiado
se a situação permitisse
Ante cada mensagem que recebia,
Tomando um Coca-Cola
Sentada na mesa
Em frente aquela mulher
Que enviou mensagens de texto
E também faladas
Sem importar-se com o conteúdo.
Depois enviou uma fotografia
Da menina sentada
Comendo um sanduíche,
De suas pernas abertas,
Como se isso causasse prazer.
Um desconfortável desejo
Por objetos ilícitos.
Antony chegou logo,
E ela correu até ele
Tonta e chorosa,
Temerosa de tudo que soube,
Tardou a falar
e não se importou
Nenhum pouco quando
Ele a tocou e transaram
Incessantemente naquele motel barato.
Ela optou por pegar o celular,
E enviá-lo por carta anônima
Até a delegacia por um mototáxi,
Tomando o cuidado de ficar
Extremamente longe de casa,
e esconder sua identidade,
Ela não quis envolver-se
Nenhum pouco com a situação,
Mas, também não desejou
Que ficasse impune.
Tomou todo o cuidado
De negar ter visto o celular
Do esposo,
E preferiu esperar para
Se separar dele por completo,
Mas, no mesmo dia
Encontrou pretexto casual
Para dormir em quartos separados.
Um cartão de prostituição
Que ele tinha na carteira
Foi motivo suficiente,
Ela era forte e destemida,
Mas o que soube a atordoou,
Seu esposo tinha relações
Sexuais criminosas
O tempo inteiro as escondidas.
Ela iria tomar a casa
Por dano moral,
E trazer Antony para protege-la,
Infelizmente, o teor do que
Edist fazia não lhe permitiria
um único dia de solidão
Ou solteirice,
Teria que imediatamente
Processar um e separar-se
E trazer o outro para morar
Com ela,
Ela temia por sua vida.
Já Apanhei e com Este, Como Será?
Tudo estava perfeito,
O rosto moreno entre seus dedos,
O sorriso malicioso
Em seus lábios
Feito um convite ao prazer,
O olhar másculo,
Contudo,
Quando fechou os olhos
Para beijá-lo,
Algo em seu peito a deteve:
As lembranças do passado
Foram mais fortes
E de tão intensas
Pareciam sufocá-la,
Ela teve que empurrar
Seu rosto e sentiu falta de ar.
O maxilar dele se contraiu assustado,
Ainda com os lábios serrados
Num bico de beijo
como se ainda estivesse nela,
Até seus olhos ficaram fechados,
E ele pareceu embasbacado.
O cheiro que vinha dele
Lhe causava enjoo,
Era como se outra vez,
Mesmo não se tratando
Da mesma pessoa,
Ela fosse sofrer.
E morrer em vida por um homem
Não faz bem,
Chorar pelos cantos,
Sofrer pela cidade
Deixou de ser seu objetivo,
Ela já se sentia madura demais
Para se permitir avassalar
Por um alguém fosse quem fosse.
Amar doía,
E se doía ela fujia.
O homem abriu os olhos
Estendeu as mãos
E segurou forte seu rosto,
Com os lábios avermelhados
E tão intensos de calor.
Ele a puxou e pediu desculpas
Bem de perto,
Com seu hálito sedutor
A tocando devagar
Feito uma carícia.
Depois ele a puxou para o
Seu ombro e a deixou ali
Até que seus medos descansassem,
Até que ela quisesse ficar,
E nunca um ficar quieta
Só sentindo cheiro e calor
Foi tão bom.
Seu antigo relacionamento
Lhe deixou marcas pelo corpo,
E sua alma o via em cada homem,
E sentia medo de todos,
Por que com este
Estava sendo diferente?
Até quando seria?
Ela já não sabia
Se queria encontrar
Estas respostas,
Mas, por ora se permitiu ficar.
Só desta vez,
Só enquanto ele estivesse
Sobressaltado de desejo,
Só enquanto o calor dele
Lhe tomasse por inteira,
Só enquanto seu cheiro
Lhe soasse tão suave e bom,
Só enquanto o suor dele
Escorresse por seu rosto,
Lhe tocasse a pele,
O pescoço e os seios...
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Mãos de Guerreiro
Minha vontade
foi não me libertar,
Eu nunca quis mais
Que neste dia
Ser possuída ali mesmo,
Sem vergonha,
Sem máscaras,
Em público por ele.
O grande homem
Por quem me apaixonei,
De olhos escuros e brilhantes,
Rosto gentil,
Sorriso compassivo,
Mãos grandes,
Eu o quis sem reservas.
Mas, antes de tudo
Desejei que ele implorasse,
Quis algum consolo,
Alguma prova contundente
De que não me abandonaria,
Ou trairia com quem fosse.
Eu me violaria
Se agisse diferente,
Eu precisava dele
E essa necessidade iria durar,
Eu soube disso,
Desde a primeira vez
Que olhei em seus olhos castanhos.
Ao examinar seu rosto,
Me vi insegura,
eu não parecia tão perfeita,
Tão pronta
Quanto a urgência gritava
De dentro de mim.
Ele se achegou e
Pegou em minha mão,
Sua mão grande guardava
A minha tão dentro
Que me vi consumida ali,
Suas mãos acostumadas
A empunhar uma espada
Sabiam bem manusear uma faca,
Como um guerreiro corajoso
Que sabe buscar o que quer,
Braços tão fortes
Que dobrariam o ferro
Entre os dedos,
Que tinham destreza no machado,
A lâmina afiada entre
Seus dedos virava artigo
De luxo
tamanha perfeição e habilidade,
o toque de suas mãos
Me deixou com os braços moles.
Eu me vi perdida nele,
Submersa em seu olhar,
Segura de todos os medos,
Vitoriosa e apaixoanda.
terça-feira, 21 de julho de 2026
Apaixonada
"Eu estaria mentindo
Se dissesse que não a quero
Em minha cama!"
Gustav guardou as palavras,
Lhe soavam aos ouvidos
Como uma carícia,
Era como uma lembrança
Vívida que causava prazer
E trazia sonhos.
Então, ele a desejava,
Sonhava em estar com ela,
Protegê-la dos perigos
de ser solitária
E ser protegida é bom,
Ela logo descobriria isso
E o escolheria.
Não seria erro
Se Gustav o escolhesse,
Ele era íntegro e honrado,
Sua voz lhe causava prazer,
A simples lembrança
De estarem juntos
Causava paz.
Uma mulher precisa de paz,
E um homem precisa
De uma mulher ao seu lado,
Tudo se encaixava tão bem,
Que perdê-lo seria impossível,
Ele a queria,
Dava para perceber isso
Em cada olhar
Que se esquivava
Como se buscasse fugir
Por ser incapaz de negar
O que sentia.
E aí Lucas
Oi Lucas
Então você me aceitou?
Por que eu discuto comigo
O tempo inteiro
E sito cada um dos meus erros,
E você acha isso pouco
E ainda pensa que
Eu não errei tanto?
Obrigada,
Eu não sei te agradecer
Preciso lutar contra isso,
Eu me exijo,
Volto atrás e só me vejo
Em erro,
Que droga,
Maldita faculdade
Em que estudei pouco
Não me esforcei
E parece que só perdi meu tempo,
Bem, mas você é ganho,
Você é lucro,
Você é sucesso,
E o Tiago?
Hum, seu lindo primo
Comprometido,
Eu não resisti aquelas fotografias
Dele seminu na piscina
E você me conhece tão bem,
Eu fui lá e tentei seduzir ele
Fazendo o mais errado possível,
Tipo, falando mal para caramba
Da esposa e pedindo para
Ele fazer sexo comigo,
Assim, na frente de todo mundo,
E ainda jurei que eu e ele,
Num rompante do destino
Éramos casados,
Bem, veja bem,
Embora estivesse tudo deslocado,
Caramba ele é super lindo,
E eu não desisti nenhum pouco,
Então, você veio lá com nós
E me perdoou outra vez.
OK, está certo porque
Você é lindo,
Perfeito e eu não me sinto digna,
Sei lá,
Me sinto tão inapta a ser sua,
Parece tanto que você
Merece outra garota
Que seja tão melhor que eu,
Eu me vejo tão falha
e você como você me vê?
Eu estou tão sozinha
a tanto tempo
Que parece que não sei
Pertencer a alguém,
Mas, vamos nos esforçar para dar certo?
Sair curtir de carro,
Sentir o vento nos cabelos,
Parar num barzinho
De beira de estrada
E beber além da conta,
Subir no capô do carro
e transar além das horas
E do tempo.
Veja, somos tão jovens
Aqui no espaço dos 40 anos,
Quem se importa
Com o que fazemos?
Vamos transar e transar,
Vamos beber até cansar,
Vamos virar a noite
num barzinho de rua abandonada
Bem longe de tudo,
Onde ninguem nos conheça,
Ninguém comente sobre nós,
E nós não precisemos vestir
Máscaras e fingir qualquer coisa,
Vamos só viver,
Viver e tentar,
Depois disso damos
Um mergulho no rio pelados,
Só para sentir o frescor noturno
Invadir cada parte do corpo
Então transamos na água,
Na terra, no banco do carro,
Sem limites,
Estamos nos 40 anos
Quem se importa com oq ue fazemos?
Me abraça
Estou cicatrizando
As feridas
Que não sangram
Como marcam a alma
E me ferem por dentro,
Queria entender,
O que houve entre nós,
Bem,
Minha parte eu sei:
Eu sai para te trair,
Ficar com um homem
Melhor que você
Que me desse prazer
Sem me irritar logo após
Que me fizesse sorrir
Sem cobrar erros,
Ou falar do que
Não quero saber...
Mas, ele foi cruel,
Foi muito pior que você,
Ele me agarrou pelos ombros,
Me chacoalhou forte,
Rasgou meu melhor vestido
E me obrigou a fazer sexo.
Ok, você estaria certo
Se eu te contasse isso,
Eu sai de fato
Com o intuito de transar,
Mas, desisti no caminho
Por que ele me obrigou?
Por que insistiu
Se eu já não queria mais?
Eu queria saber,
Queria entender,
Ele foi pior que você,
Por que agora
Que eu chego ferida
Em casa
Você não esquece tudo
E me abraça?
Isso me força,
Eu não quero contar
E você parece buscar
Em mim o que houve,
Cara, eu fui transar
E o cara me obrigou,
Eu acho que é estupro isso,
Sei lá,
Por que você não estava lá?
Você teria sido mais forte
Que eu,
Você teria me protegido,
Mas, que droga,
Por que dentro de casa
A gente só briga?
O que há entre nós?
O que é essa desconfiança
E medo que me impede
De te contar
Que eu fui trair
Para me divertir
E o cara me estuprou
Do início ao fim,
É isso!
Não me deixa sozinha,
Me abraça bem forte
E apaga da minha cabeça
O que eu fiz,
Estou ferida
e guardo as marcas,
Mas, a culpa também é sua,
Por que você não me abraça?
Agora você sente nojo
De mim por que eu fui tocada
Por outro,
E te parece tanto
Que eu só fui te trair?
Sim, eu entendo,
Isso não é se divertir.
Me abraça antes
Que eu fique louca!
domingo, 19 de julho de 2026
Eu, Ranita, Namorada e Violentada!
A garota nunca imaginou
Que se envolveria
Num relacionamento tóxico,
Do tipo em que o namorado
Convida os amigos para beber
E comer churrasco
E por tradição,
Começa a esnobá-la
Em frente a todos.
Foi dessa forma
Que ocorreu desde o primeiro encontro,
E Ranita não sabe
Porque continuou com isso,
Roão passava a mão
Na sua bunda na frente de todos,
Exigia cerveja gelada
E erguia sua saia
Toda vez que ela chegava perto.
Ele tinha algo que coçava
Em sua mão,
A todo instante a apalpava
E cheirava seu corpo
Buscando marcas
E cheiros que denunciasse
Seu caso de amor.
Pois é, Roão nunca lhe deu razão
Ou acreditou na palavra de Ranita,
Cada vez que podia
Erguia sua roupa,
Vasculhava a sua calcinha
Na frente de todos
E ainda lhe dava tapas
Na bunda e nas cochas
Que ele dizia que eram de amor
E domínio.
Ele só faltou tatuar
O nome dele nas regiões de Ranita,
E depois disso,
Ele a encontrava dentro de casa
E reclama dos vermelhões
E apertões que ele próprio
Tinha feito.
Roão a obrigava
A fazer uma espécie
De encenação de amor
A pegando no colo
E lhe fazendo carícias expostas
Na frente de todos,
E depois ele a seguia pelos cômodos,
A obrigando a ter relações sexuais
Com ele.
Ele a obrigava a beber
Lhe derramando a bebida
Garganta abaixo,
E exigia provas de amor,
Pedindo que ela dançasse
Sobre a mesa
E fingisse tirar a roupa,
Tudo isso exigia da moral
De Ranita um percentual
De baixaria.
"E se alguém gravar?"
Ela perguntava.
"Quem grava sou eu".
Ele respondia,
E a chamava de "gostosa",
E outras coisas pegajosas
De cunho sexual.
Isso denegriu Ranita
Para si própria,
Era muita sexualização
De seu corpo,
Ela parecia ser um objeto,
Uma espécie de prostituta
Gratuita.
O preço deste relacionamento
Era a sua dignidade,
De repente,
Roão invadiu a sala
Onde ela estava e a
Encontrou com uma amiga
Sentada no sofá,
Imediatamente ele deu-lhe
Um tapa na cocha
E falou alto:
"Vocês estão transando?"
Ela o olhou assustada:
"É certo que não".
Ela disse.
Mas, ele invadiu com sua mão
A sua saia e penetrou
Com o dedos a sua vagina:
"Então, eu quero isso de você,
Agora."
Ele disse em tom áspero.
Ranita desta vez
não cedeu,
Levantou-se munindo-se
Do pouco de dignidade
Que tinha e foi para
A direção do quarto,
Porem, Roão a pegou
Pelos cabelos e a impediu
Derrubando-a para trás,
E arrancando um chumaço
De cabelos.
Sua amiga Assilei,
Chamou a polícia
Que logo chegou
Com as sirenes ligadas,
E as luzes de emergência.
A vida de Ranita foi exposta
Para toda a vizinhança.
E Roão foi preso
Por violência doméstica,
Ranita mostrou as marcas
Aos policiais e contou
Como tudo ocorreu,
Também pediu medida de proteção,
Que trata-se de uma ordem judicial
Para que ele afasta-se dela.
Agora Ranita se envolveu
Com o policial que lhe ajudou,
Ela ainda busca em suas mãos
Alguma marca que denuncie violência,
Não acredita que ele nunca irá
Bater nela,
Como o namorado anterior,
Que não era policial mas
Lhe jurando amor
Tanto mal lhe fez.
A noite ela acorda assustada
E busca o policial ao seu lado,
Ela se sente segura,
Ele não irá gritar contra ela,
Prendê-la ou ofendê-la,
Ele é um bom soldado
Que soube vê-la,
Admirá-la e protegê-la.
Cada vez que ele sai
Para trabalhar
Ela se ajoelha
Implorando a Deus
Que ele volte bem
E que ninguém o fira,
Ela ama a arma que ele
Usa no coldre,
Ama suas mãos fortes
E seguras,
Ama seu abraço,
Ela não quer perde-lo
Para um criminoso qualquer.
Abuso de Direito - A Emboscada
"Eu nunca sei
Qual será minha última batalha!"
Disse um sargento
Sentado no banco do carona
Do carro policial
Segurando uma grande arma
Para cima em frente a janela.
Talvez, ele pensasse
Que esta arma poderia
Protegê-lo de um tiro
Ou que lhe vendo tão forte
Iriam evitar tentar matá-lo,
Talvez ele pensasse que
Ferro contra ferro
Lhe dava vantagens.
O esposo daquela mulher
Não pensou assim,
Ele bateu nela pela milésima vez
E outra vez
A polícia acreditava que iria
Remedia-lo o levando para a
Delegacia de Polícia Civil
E o encarcerando por algum tempo,
Ou talvez, algum valor.
Uma multa já lhe dava
O direito de retornar para o lar,
A questão nunca foi
Por que Rosalva aceitava-o
Tão facilmente em casa,
Mas, por que a polícia
Acreditou tanto nela
E lhe deu tantas chances
Para melhorar sua mente violenta.
Esta foi a última vez
Que Janito trabalhou
Para a polícia,
Quando ele abriu a porta
Com sua arma apontada
Para o alto,
Ela realmente impediu
Que o primeiro tiro
Apontado contra ele
Fosse fatal,
O segundo também,
Mas, o terceiro lhe acertou
Em cheio.
Na sua frente caiu Rosalva
Estatelada,
Com os braços esticados
Tentando impedir o marido,
Este foi seu último ato de bravura
Criminosa,
Ele ceifou a vida de um sargento,
Não a de Rosalva.
Rosalva era forte e prepotente,
Ela sabia como evitar a batalha,
Bastava entregar o rosto
Para ser chutado
E o corpo para ser estuprado,
Mas, o sargento Janito
não entendia disso.
Ele pensava que sua batalha
Contra o crime só se dava
Por encerrada se ele fizesse
Seu melhor que neste instante
Era apenas verificar
Esta ocorrência que envolvia
Gritos e ameaças contra
Uma esposa em seu lar.
Não havia armas,
Não havia violência
Exceto isso,
Gritos e ameaças distantes.
Mas, o sargento sentia pena
Desta vítima,
Diversas vezes ele atendeu
Ocorrência similar relacionada a ela.
Quando os outros três polciais
Desceram da viatura
O encontraram caído
Sobre o banco sangrando,
O colete e prova de balas
Que ele usava para proteção
Foi insuficiente,
As instruções de ação
Foram insuficientes,
A coragem de enfrentar
Violências a vida inteira
E o amor por sua família
Não o livraram da morte.
Um policial correu até o criminoso,
O jogou no chão
Com um muro contra a cabeça
E o prendeu algemando.
Rosalva não foi presa
Por cúmplice de assassinato,
Ela era a vítima,
A perfeita vítima,
Porém, seu diário soube a verdade.
Há tempos Rosalva passava
Em frente a base de polícia militar
E cuidava o sargento treinando,
Ela estacionou seu carro
Próximo a base e o cuidou
Por muito tempo.
O sargento homem casado
E honrado,
Pai de família nunca
Deu oportunidades de sexo
Para Rosalva que guardou a dor,
O rancor e o desejo
Que sentia profundamente por ele.
Tendo visto a esposa
Do sargento indo até o trabalho
Diversas vezes,
Chegou a apontar a arma
Contra o rosto dela,
E depois a baixou
Entre suas pernas.
Tendo visto seu filho pequeno,
Ela assoviou para ele na creche,
E o fez escorregar várias vezes
No escorregador até cair
E se ferir um pouco,
Ela tirou fotos quando
A enfermeira o buscou
E o carregou para a enfermaria,
Sangrando uma dor inexplicável.
Isto aumentou o prazer de Rosalva,
E seu esposo gostou de tê-la
Em casa em cada uma dessas noites,
Onde ela desenhou no papel
Um boné de soldado e o usou
Para fazer fetiche.
Ao ver o sargento no trabalho,
Ela pediu para um de seus conhecidos
Que lhe roubassem a arma
De sua farda,
A que ele usava para defender-se,
Para trabalhar e exercer seu ofício,
De arma em punho,
Ela a usou para masturbar-se
Quando o chefe da corporação
O advertiu pela perda.
Na frente dele
Ela masturbou-se com ela,
E vendo seu sofrimento
Sentiu ainda mais prazer,
Várias vezes ela ligou
Para o sargento em busca de sexo,
E masturbou-se,
Em cada vez ele evitou atender,
E desligou contra a vontade dela.
O salário do sargento é baixo,
E ele nunca imaginou
Que fosse seguido de tão perto,
E muito menos pensou
Que seria Rosalva.
Na primeira ocorrência
De briga com o esposo
Ela estava de vestido curto,
Isso não inspirou o sargento,
Nem nas outras tentativas,
Então, este era o seu fim.
A arma que tirou a vida
Do sargento era de Rosalva,
E quem atirou foi ela própria,
O esposo apenas ajudou
Com alguns outros tiros.
Para derrubar a vida do sargento
Precisou mais de um tiro,
Mais de uma tentativa,
Mais de uma emboscada,
Mas ele partiu sangrando
E gemendo e sua família
Ficou a mercê
Da vontade de Rosalva.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Encantadoramente Apaixonada por um militar
Eu teria me apaixonado
Se fosse o caso,
Contudo, foi tesão tórrido,
Amor doentio,
Um tipo atrevido de sentimento
Que não se deseja tão intenso.
Um topo que lhe toma
Por inteiro e lhe ganha
A alma,
Tão alto,
Seguro e estranho.
Prisioneira de seu olhar,
Eu movi mundos para chegar
Até ele e sentir seu calor,
Provar da atração
que nunca senti tão intensa.
Enfrentei medos e miras,
Fosse seu olhar a estrela
Da noite
Brilharia de braços abertos
Pronta para receber-me,
Porém, sendo ela este,
Este conteve-se,
Afastou-se o máximo que pode
E me tirou do sério.
Seu olhar fulminante
Com efeito balístico,
Tornou-se irresistível,
Segui até ele com ímpeto
E muito de medo.
Chegando próxima
Me vi atraída por seu jeito
E algo de masculino
Que imaginei proteção,
assim que o enlacei
Me vi agarrada
A uma espécie de força,
Um colete balístico
Ou algo intenso
Que me protegia de tudo...
Ah, se olhares ferissem,
E se existissem os que salvam,
Este me abrigaria
Sob um véu de proteção
Do qual eu nunca iria
Querer sair.
Estando tão perto,
Vi seus braços deslizarem
Por sobre meu corpo
Feito uma guilhotina
De ferro e forças cortantes
Que me retiravam a resistência,
Eu já não queria ser de outro,
Tê-lo me era o mundo,
Como se o universo descesse
Do céu e se pusesse
Ao meu alcance,
Girando no meu entorno,
Feito duas estrelas
Fora de órbita que enlaçam-se
E vagam numa dança
De conquistas e seduções.
Guilhotinada me vi nua
E sua,
Eu não sabia o que falar,
A intensidade do seu olhar
Era como mergulhar
Num infinito e perder-se
Sem vagar a esmo,
Era um perder-se bom
E seguro.
Duas balas sobre você
Era a intensidade dos seus olhos,
Duas navalhas de ferro afiado
Eram seus braços enlaçados
Sobre meu corpo,
E uma muralha de calor ardente
E força viciante
Era seu corpo retendo-me,
Já seus lábios era como o luar,
Que brilha a meia luz
E esconde-se um pouco,
Doce lua crescente que
Fez meu coração ficar louco,
Já seu nariz me pareceu
Dois enlevos de montanhas
Num escuro de luar
Que encontram-se
Em beleza e vida iniguláveis.
Eu queria estar ali,
Eu desejei estar ali,
Entremeio as suas pernas
Que me erguiam num alto
Tão acima de tudo
Que parecia que nada
Poderia me alcançar.
Segura no monte mais alto,
Do plano mais seguro,
No lugar intocável
De um templo sagrado e puro
Em que nos unimos,
Eu de pura matéria apaixonada
E ele feito da mais pura segurança,
Mistérios e força bruta
Que me protegia,
E me dava paz.
Eu me apaixonei descaradamente
Por este militar,
Sua farda,
Seu olhar,
A forma segura
Como ele olhava tão distante
E me permitia vagar.
Com ele eu pensei
Que não precisaria estar
Tão no controle de tudo,
E era ali que eu estaria,
Sua voz de trovão,
Soava como um rompante
Que não se resiste,
Se força ou enfrenta,
Você ouve e obedece
E é bom.
É ter um militar
A sua espera é seguro,
Todos te olham com espanto
E uma espécie de admiração,
Você sente-se protegida,
E ele se sente másculo,
E ele é muito masculino,
Forte, atrevido e impetuoso,
Adoro vê-lo em frente a tropa,
Seguro de tudo que fala,
E se me abraça,
Adoro muito mais que tudo.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
O Cara não desiste de mim!
É 15 de julho,
Me desculpo,
Há anos perdi a Lara,
Dose única de horror
E medo:
Medo do escuro,
Medo do desconhecido,
Susto com o que conheço,
Espasmos com o que
Perco apreço.
A preço alto,
Perdi minha pequena,
Preço injusto
Para uma alma
Que sedenta sente falta
E chora,
Lamenta anos passados,
Que não refletem
O que vivo.
Mas, reflete a tela
Do celular e outro rosto
Se mostra evidente,
Foi lá atrás a Lara,
Hoje a acompanha
O Laro que liga
E não sabe o que faz,
Que fala e não cre
No que diz,
Que cala
E não se importa
Com o que fez.
Com um espasmo
De medo
E não pouco choro
Me despeço de amores
Passados,
Que em cada fotografia
Insistem em me ver
Ao seu lado.
Ausente de cada imagem
Me vejo em reflexo,
Por que está aí com outra
E não me tira do pensamento?
Aline, Aline, Aline,
Cadê a Aline,
Por que ela fez isso?
Aonde esta que não a vejo?
Eu me repreendo
E choro em lamento,
Que fiz para merecer
Tanta busca,
Tanta lembrança,
Tantos pensamentos?
Você é casado
Deveria se dar o respeito,
A puta com quem você dorme
Não merece um pingo
Da minha insegurança.
Nesta puta,
Tu fez um filho,
Por favor,
Me tira da lembrança,
Isso é doença,
Me ter por troféu,
Busca desregrada,
Que há em você
Pra se meter nesta desgraça?
Sai dessa cara,
São seis anos
E em nenhum deles
Você viveu para esta moça?
Eu não te vi tanto,
Não te busquei,
Não lhe conheço,
Mas, choro sua dor,
Por que fez isso?
Se lá com você eu não estou,
Agora esta puta
É capaz de acreditar
Que seria bem-vinda
Em minha casa,
Por que me indago:
Então, você seria convidado?
terça-feira, 14 de julho de 2026
À Sua Disposição
Formada em direito,
Aprovada na prova para advogada,
Tudo estaria perfeito
Se seu sonho não estivesse na roça,
E seu coração...
Ah, seu coração estava no Batalhão
Da Polícia Militar;
Com a aprovação do curso
Em mãos,
Ela reprovou no quesito físico,
Magra demais...
As horas em que
Passou estudando
Lhe ocupou muito,
Retirou o horário de trabalho
E levou o salário,
Isso lhe tirou o dinheiro,
E o alimento em sua casa
Sempre foi pouco,
Hoje, por ter sido insuficiente
Lhe deu um corpo esbelto,
Mas lhe roubou a aprovação
No concurso dos sonhos:
Ser soldado,
Soldado de Juliano,
O Coronel mais lindo
Que ela já viu
Que desde o primeiro olhar
Lhe roubou tudo:
Vontade de sair pelas ruas
Beber e curtir com as amigas,
As drogas que dirigiam
As colegas,
A vontade de ser de
Qualquer outra pessoa.
Juliano lhe tomou
Cada pensamento,
Cada ato e cada sonho,
Também tomou alguns
Olhares seus no espelho
E umas passadelas pelo
Próprio corpo.
Mas, vê-lo não era simples,
Trabalhava doze horas
E seguia cotidiano restrito,
Sempre com a família...
Juliano era o objetivo,
E o sonho de quantas?
Muitas,
Com certeza.
Alessa vendeu o terreno
Que tinha na cidade
E comprou uma chácara
No interior do município
Onde Juliano morava,
O mais perto dele possível.
Lá aprendeu a fazer pão,
Sempre nas horas que queria
Lhe chamar a atenção,
Aprendeu a fazer pizzas
E bolos confeitados.
Tudo em função de Juliano
Para atender seus gostos,
Logo, ele passou com sua picape,
Em frente a sua casa.
O coração de Alessa
Nunca pulsou mais forte
E seu pulso se levantou
Em cumprimento,
Ganhou seu primeiro sorriso.
E o olhar de seus olhos azuis límpidos,
Em contraste de seus dentes brancos,
Foi como se um céu se abrisse
E estivesse tão perto
Que era só correr e tocá-lo,
Mas Juliano o Coronel
Não se permite ao toque
Assim de maneira tão simples,
Não ele apenas lhe sorriu
E partiu com aqueles seus
Cabelos loiros ao vento
Feito um sol que cai no horizonte
E deixa só o escuro.
Um escuro de bloqueio de pensamentos
Em que só o vê,
A nenhum outro.
Naquele céu lindo de nuvens esparsas
Que se abre e deixa a mostra
Um azul tão profundo
Como um sonho em que você
Se joga e não se permite voltar,
Juliano é como uma arma municiada,
De gatilho puxado
E um dedo a espera,
Aliás seu dedo sempre está
Em prontidão,
Ereto e seguro de porte másculo,
Naquela farda desbotada
E marrom parece um anjo,
Dando ordens e instruções de apoio,
De trabalho,
De ações.
Com um clique e ele atira,
Sem errar o alvo,
Com sua voz alta e estridente,
Efeito bala voando
Cortando o ar,
Acertando e ferindo
Até onde ele quiser,
Sangue,
Dor,
Alívio,
Segurança,
É Juliano.
Bem, mas seu carro branco
O levou para as ruas do Batalhão,
Agora ele mudou a rotina,
Preferia usar a rua de sua casa,
Isso lhe permitia as olhadelas,
Os abraços inseguros
Em si mesma,
Como se fosse nele.
Pensando em sonhar,
Alessa comprou um casal de patos,
Depois mais dez,
Então, dois porcos
E começou a cria-los.
Ela convidou Juliano
Para fazer o chiqueiro
Para os bichinhos,
E os pregos começaram
A estalar sob o martelo,
E de tábua a tabua
O chiqueiro foi montado
Num único dia.
Lá houve o primeiro contato
De suas mãos, e então,
Na sombra da canela de Seilão,
Ocorreu o primeiro beijo,
Depois naquele chão de terra
Poeira e raízes protuberantes,
Houve o amor.
Foi a primeira vez de Juliano,
Não de Alessa,
Mas, mergulhar no seu corpo alvo,
Foi como entrar num mundo inabitado,
Que nunca foi tocado,
Uma invasora de seus mistérios,
Um mergulho num céu de nuvens
Esparsas que era seu rosto,
Um entregar-se aquele beijo sedento,
Como se o branco de seus dentes
Fossem nuvens de algodão
A percorrendo sobre toda a sua pele,
Sedento e tesudo e apaixonado.
Alessa tocou seu rosto fortemente,
E olhou naqueles olhos azuis
Como se o céu estivesse tão perto,
Tão perto e tão nela,
Seu calor tinha efeito de um sol
Inexplicável e forte,
Tão intenso e penetrante
Que ela implorou para ficar ali,
O recebendo,
O invadindo,
O tendo,
Num entregar-se apaixonado
e demorado.
Acabado o ato de amor,
O Coronel Juliano se foi,
Foi difícil soltar sua mão quente,
Permiti-lo ir,
Desviar o olhar,
Jamais ela admitiria a dor
Que sentiu o vendo ir,
Então, ela aproximou-se rápida
Por trás,
Mas, antes que chegasse nele,
Ele virou-se como se esperasse
O ato,
E ela pode sentir seu rosto,
O calor,
E o céu aconchegando-se nela,
Sobre seus seios arfantes,
Os lábios trêmulos
Que imploravam por seu amor,
Ele pegou sua mão outra vez,
Lhe repousou um beijo
E foi.
Ela ergueu a mão
E acenou o máximo que pode,
Nuvens de poeira levantaram-se,
Ofuscando vê-lo,
Mas ela soube que agora
Ele sempre estaria perto,
E que ela nunca o esqueceria.
Na noite de sua primeira visita,
Alguém invadiu sua propriedade
E levou um de seus porcos,
Alessa acordou e vendo
o chiqueiro danificado
Em uma parte
Correu até lá,
E notou a ausência de um porco.
Ao ligar para o número da emergência,
A emergência a aconselhou
A registrar ocorrência na delegacia
Pois este delito se resolvia
Através da Polícia Civil,
Alessa desligou atordoada,
Não pode falar com Juliano,
Não obteve sua compreensão,
Palavras de carinho
E seus sentimentos.
Foi até o chiqueiro,
E pregou as tábuas soltas
Do chão,
Comprou outro porco
E o substituiu.
Depois foi até seu notebook,
E o buscou na rede social,
O que viu foi totalmente incompreensivo:
Ele estava noivo de uma garota
Que tinha um filho:
"Meu Deus, seria filho dele?"
"Não",
Ela disse,
Então, fechou seu notebook.
Se debruçou na cama
E chorou,
Passou sete dias e o Coronel
Não lhe deu notícias,
Juliano afastava-se como o sol
Que toda noite se vai,
E não permite que mais nada
Seja visto,
Exceto sua ausência.
Os dias correram sôfregos,
Então, ela decidiu ir vê-lo,
Lá mesmo, no Batalhão,
Ao chegar lá,
Se sentiu constrangida ao se
Apresentar,
Disse se tratar de uma amiga
E que queria vê-lo.
Ele veio sorrindo o
Seu sorriso perfeito
Que logo se dissipou ao vê-la,
Sim, era Alessa
E não a tal garota noiva.
Ele lhe pediu um tempo,
E disse que logo retornaria.
As horas se arrastaram
Dentro daquele Batalhão frio
E úmido,
Então, ele veio,
Lhe cumprimentou estendendo
A mão aberta e
Ela foi direta:
"-Eu soube que você é noivo?"
Ela indagou em interrogação,
Não foi capaz de ser enérgica
Ou segura,
Seu coração balançava
Como se estivesse afundando
Num mar aberto,
Que era o Coronel Juliano
E seus olhos azuis enormes.
O Batalhão girava no seu entorno,
Policiais fardados iam e vinham,
Ele, então, consentiu.
"-Sim, noivo".
Ela estremeceu,
Abaixou a cabeça e saiu.
Atordoada pegou o carro
E dirigiu muito rápida
Sem saber o que fazer,
No caminho decidiu lutar
Por ele,
Comprou frutas, flores e um livro
No mercado,
E uma sexta de cipó,
E a enfeitou para ele,
Ao levá-la no Batalhão
Ele lhe disse que não receberia,
Ela a deixou sobre o balcão
De entrada e saiu.
Nunca uma saída de um lugar
Foi tão difícil,
Suas pernas tremeram
E o coração palpitou sem parar,
Sentiu medo de ser alvejada
Por trás,
Ali haviam policiais e adeptos,
Nenhum outro,
Todos armados e seguros
De seus argumentos
E suas vontades,
Nada reduziria a opinião
Do Coronel Juliano,
Ele pertencia a outra
Para sempre.
Chegando em casa,
Algo inumano invadiu
Sua propriedade,
Perseguiu seus patos,
E os rasgou ao meio
Despenando-os,
E arrancando seus pedaços,
Ela deixou a direção do carro,
Abandonou-o próximo a casa
Se ajoelhou e chorou:
Quem teria feito isso?
Chegar perto do Coronel Juliano,
Foi como estar com vistas
Erguidas para o céu,
Nunca desviar de seu olhar
E uma guilhotina cair de lá
Sobre seus sonhos
Até não sobrar nenhum inteiro.
Havia sinais de quirela
Perto do chiqueiro,
Alguém tratou os porcos
Na sua ausência,
Provavelmente, os envenenaram,
Outra vez ela ligou para a emergência
Da Polícia Militar,
Outra vez o Coronel juliano
Não estava lá,
Não era seu setor,
E outra vez ela deveria
Buscar a Polícia Civil.
Outra vez ela não foi,
Juntou os resquicicíos
Que sobrou de cada bichinho
E os jogou no rio,
Que a água os levasse,
Sobrou apenas as penas
Estendidas e esvoaçantes
No vento frio de julho.
Era como se tantas penas
De tantos bichinhos
Apagassem o maldito azul
Daquele céu profundo
Em que se mergulha
Por uma única vez
E nunca mais se esquece
Ou volta a si própria.
Os dias passaram,
Numa noite,
Seus porcos foram levados,
Sobrou apenas sinais de sangue,
Ela não ouviu nada,
Nada viu
E outra vez não registrou
Ocorrência na maldita Polícia Civil,
Ela não tinha interesse nisso,
Ser mal atendida,
Não tinha quem responsabilizar
Pelos danos,
Exceto imaginar que fosse algum vizinho.
Então, foi passear na sua tia
E descobriu que o Coronel Juliano
Comprou a propriedade vizinha
Para seu futuro sogro
E que seus cachorros fugiram
E causaram todos os danos
Que Alessa se referiu.
E inclusive, chegaram
Até o chiqueiro de sua tia
E abriam-no com seus dentes,
E comeram o que havia dentro
Deixando só os restos,
Isso facilitou encontrar suas galinhas
E comer muitas delas.
Logo a tarde ela iria registrar
Ocorrência na delegacia civil,
Alessa tomou caminho diferente,
Foi até o Coronel
E lá, quando um sargento
Soube de que se tratava
Não aceitou chamar o Coronel
Para que conversassem
E resolvessem o assunto.
Alessa irritou-se:
"-Esse maldito viado,
chupador de p...
ele me odeia."
Ela gritou.
-"Senhora, controle-se,
Eu irei processá-la por desacato."
O sargento falou alto
Com uma planilha em suas mãos.
"Coronel Juliano,
Deus te capacitou
Mas não te escolheu."
Alessa gritou de frente
Daquele balcão
Com uma plateia de policiais
Cada vez maior se juntando
Naquela sala
E retirando sua visão dele.
"Coronel Juliano,
Você é comedor de crianças."
ela tornou gritar
Em completo desespero
Exigindo a sua atenção.
"Coronel Juliano,
Vamos transar?"
Ela insistiu em desespero.
"Senhora, por favor,
A senhora esta invadindo
Uma repartição".
O sargento falou
Com aquela prancheta
Ameaçadora em mãos.
"Deixe daquela noiva".
Ela berrou em alta voz.
"Senhora, a senhora está
Perdendo seu disernimento."
Retornou o sargento
Chegando perto dela,
"Eu irei prendê-la"
Ele insistiu.
"Não, estou aprisionada ao
Coronel e não posso me esquivar"
Ela gritou em resposta.
"Senhora, eu posso desaprisiona-la
Dele e leva-la para a Delegacia civil"
ele falou.
"Nãoooo".
Ela gritou.
Alessa afastou-se,
Trêmula e insegura,
"de que se tratava ele agir assim?"
"O que houve?"
"O que ela fez de errado?"
O sargento foi impiedoso,
E o Coronel a vendo da área verde
Do Batalhão não lhe deu atenção,
Ficou lá,
Inerte sobre aquele verde
Explicando algo a tantos policiais
Que estavam lá,
Onipotente de contraste
Com aquele outro complexo
De Batalhão marrom forte e claro
Que havia após ele.
Alessa gritou imperdoavel
De ali dentro tudo que houve:
"Seu maldito,
Você me usou,
Roubou meus bichinhos
E deu para seu sogro,
Me pague,
Me pague."
"Aspirante a Coronel Bedin".
O sargento aproximava-se dela,
Seguro com seus olhos escuros,
Feito uma noite misteriosa
Que roubava todo o seu céu,
Sim era o fim,
O fim do relacionamento
Que nunca teve mais
De um dia e alguns olhares.
Ela permitiu que suas lágrimas
Escorressem naquela sala
De recepção cheia de soldados
Armados que foram se juntando,
Enquanto ele ficou distante,
Dizendo adeus,
Sem falar uma única palavra.
Havia o balcão de recepção,
E um portão de ferro escuro,
Alessa se aproximou daquilo,
Ergueu uma perna sobre o portão
E gritou:
"Aqui você não fela"
E baixou a calça deixando a mostra
A sua vagina:
"Aqui você não morde"
Ela gritou,
Depois puxou a calça
De volta e gritou erguendo
O casaco para o alto:
"aqui você não mama,
Viado,
Você mama seu saco!"
O Coronel Juliano
Permaneceu impassível
Fazendo o treinamento
Dos sargentos.
"Me Coma".
Ela gritou.
Ele a olhou e sorriu.
Uma multidão de pessoas
Começou a se reunir
Do lado de fora do Batalhão,
Todos de olhos e ouvidos atentos
Aos gritos de Alessa,
Que logo foi presa e contida
Pelo sargento.
A questão do aprisionamento
Não foi tão simples
Quanto parece no noticíario
Da manhã da cidade de Chapecó,
Ela deu um pulo para trás
Ficando distante daquele sargento
Que manteve o olhar sobre ela,
E as policiais que não saíram de lá,
Ela odiou cada uma daquelas fardadas,
Odiou o distanciamento dele,
Odiou aqueles olhos
Que mais pareciam uma bala
Solta contra ela,
Prestes a chegar perto,
Tão perto até dilacerá-la.
Ele parecia uma pedra
Solta em pé,
Um muro de ouro,
Naquele corpo branco e
Tão perfeito,
Como a nenhum outro,
Um sol incandecente e dono
De todo o céu,
Como se apenas no seu entorno
Residisse a vida,
Todas as vidas:
Daqueles presentes,
Daqueles lá de fora,
Mas, não a sua!
Ela buscou uma arma no sargento,
Mas, ele não permitiu que ela
Se aproximasse,
Alegou que a processaria por desacato,
Perseguição contra Tiago
E o que mais lhe conviesse.
Ela gritou de dor,
Ódio e despeito.
"Eu te amo Coronel Juliano",
Ela gritou pela última vez,
Então, duas mãos quentes
Repousaram em seus braços
A mantendo inerte.
A porta de uma cela fria
E escurecida da Polícia Civil
Lhe tirou o sonho de estar
De volta tão próxima do céu
Pelo qual se apaixonou
E chegou uma única vez,
Tocou um único dia.
Lá no alto da delegacia,
Um helicóptero sobrevoou
Bem baixinho,
Era o Coronel Juliano quem dirigia,
Ele própria veio conduzi-la
Até o presídio regional,
Então, num ímpeto de humanidade,
Ele pagou a multa que havia
Contra ela na delegacia
E lhe permitiu a absolvição prévia,
Até a responsabilização criminal
Por seus atos.
-"Ato de amá-lo?"
Ela o indagou na frente
Do delegado,
O delegado riu.
"-Você sabe que agora
É proibido!"
Ele respondeu seguro
Em seu fardamento.
"-proibido deveria você
Ser viado".
Ela insistiu em ofende-lo.
Ele a olhou com o olhar seguro,
E não disse nada.
Na saída,
Ele pegou sua mão,
E a manteve por um tempo,
Ela soube que seria sempre dele
Não importava o que houvesse.
Ela olhou para trás e buscou
Seu beijo ele desviou
Para o lado oposto.
Então, soltou sua mão
E empurrou seu braço,
Ela saiu desconsolada
Pelas ruas noturnas
Daquela cidade perdida
De crimes e solidão,
Ninguém lhe estendeu a mão,
Nem matou,
Pareciam não vê-la,
Nenhum daqueles alcolatras
E drogados.
Logo no amanhecer
Ela mandou flores para ele,
Outra vez,
Se pôs a sua disposição,
Conforme ele a imaginou
E ela não poderia fugir.