-Alicia, vamos para a casa
De vovô a vaca caiu no poço
E eles estão sem água
Para consumo.
Disse seu irmão Osvald.
Alicia correu da sala
Para a porta e abraçou
O irmão desamparada.
-Eles estão bem?
A vaquinha se feriu?
Ela pediu enlaçada
No pescoço dele.
-Infelizmente ela perdeu
A cria, um bezerro enorme
Nasceu deste tombo
E esta fraco devido ao parto antecipado.
Ele disse.
Enlaçando a cintura dela.
-Perfeito.
Ele nasceu com vida
E isso já é ótimo.
Ela disse,
Olhando nos olhos do irmão
E encontrando amparo
Para a sua dor no seu pescoço.
-Sim, mas pode morrer
E ela quebrou uma perna
E seu sangue caiu na água,
Isso gerou danos na qualidade
Da água de consumo doméstico.
Ele continuou.
-Não acredito
E o vizinho não empresta
A água do poço dele
Até que se faça algo
Sobre o poço de vovô?
Ela falou se afastando.
-Iremos pedir e então
Encanar a água ao menos
Para dar de beber ao gado.
O irmão respondeu sorrindo
E tremulo.
-Temos que providenciar uma
Saída com relação a água
Que ficou imprópria
Para o consumo.
Ela disse ligeiro.
-Certo, estou levando a manga grossa
Para pôr no poço e deixar
A água suja escorrer.
Ele falou.
E saiu para o corredor
Da casa.
-Ande depressa os bois
Estão encangados para levar
A carroça até o vovô,
Eu já avisei nossos pais.
Ele disse virando as costas
Para ela e mexendo
Em seu chapéu de palha.
A carroça era de pneus de ferro
e toda feita de madeira,
Os bois eram grandes e fortes
E tinham força para percorrer
Os cinquenta quilômetros
De distância que os separavam
Da casa de vovô Jusmento.
Alicia colocou suas roupas
Numa mala feita de tecido
Pela própria avó,
E levou também um cobertor
Na mala de couro que a mãe
Lhe deu de presente de Natal.
Osvald também preparou
Uma mala feita de chifres
De bois unidos por um crochê,
Levando somente roupas necessárias.
Eles eram dois irmão da família
Girold, que continha mais quatro
Irmãos que, as dez da manhã
Se encontravam na roça
Sogueando os bois.
Eles fizeram pequenos piquetes
De aveia plantadas,
E lá eles cuidavam os bois mais jovens
Comer até ficarem saciados,
Depois disso,
Os traziam para perto de casa
Para protegê-los de infortúnios
e predadores desconhecidos.
A família Girold sempre
Morou na roça e sobreviveu
Do que colhem através
De seus esforços agrícolas,
Principalmente, relacionados
Ao gado.
Eles possuem parte
Que cultivam o leite e derivados,
E parte para a carne.
Enquanto a terra é dividida
Entre gramados verdejantes,
Pastos para moer no moedor
E aveia plantadas em piquetes.
Os pastos moídos eram divididos
Entre a família e o avô e a avó,
Neste instante quem tinha
Mais pasto disponível era o avô,
Por isso, os dois irmão iriam
Aproveitar a viagem para trazer
O pasto moído para o gado.
-Vamos Alicia,
A viagem é longa.
Disse Osvald ao pegar
As malas moles da irmã
E as colocá-las na caroça.
-Ta bom,
Vou abraçar o papai e
a mamãe na roça
E também nossos irmão,
Vou correndo e volto logo,
Você vai comigo?
Ela indagou e se colocou
A correr na direção
Dos piquetes para dizer tchau
A família.
Osvald a acompanhou
A passos rápidos.
Abraçaram os pais
E os quatro irmãos
Depois saíram chorosos.
A família Girold tinha pouca
Habilidade em despedir-se,
Vez que, por serem jovens,
Nunca saíam de casa,
Exceto para irem nos avós
E costumavam irem juntos.
-Tchau filhos,
Vão com Deus,
Que Deus abençoe
A viagem de vocês
E os acompanhe,
Mande lembrança a família.
Disse o pai levantando
A mão para acenar para eles.
-Tchau filhos,
Que Deus abençoe vocês,
Mande lembranças,
Logo nós vamos
Lá passear.
Disse a mãe,
E os filhos todos acenaram.
A viagem ocorreu numa estrada
De cascalho
E foi difícil de ser percorrida,
Vez que tinha mato
E o caminho ladeado de árvores
Assustava por não ter
Nenhum vizinho.
No caminho uma cobra
Cruzou pelo meio da estrada
Assustando os bois
Que se jogaram para trás
E fizeram um solavanco na carroça.
-Meu Deus, por pouco
Não quebra a roda!
Gritou Alicia assustada.
-Veja o tamanho desta cobra,
Ela quase mata os bois
E nos deixa de a pé!
Gritou Osvald
Que pulou da carroça
E quebrou um galho
Depois retirou as folhas dele
Com a própria mão
Esfregando ela fechada
Do início ao fim do galho
E matou com ele a cobra.
-Era venenosa,
Veja as cores dela,
Mas não mordeu os bois.
Ele disse,
Enquanto a matava.
-Não mordeu, não,
Iremos fazer uma ótima viagem.
Alicia respondeu.
Então o irmão pegou a cobra morta
E a jogou para fora
Da estrada.
Depois ele subiu na caroça
E chacoalhou a corda
Sobre o lombo dos bois
Para fazer eles andar.
Logo após, o céu ficou nublado,
E um vento forte
Jogou folhas contra eles
Que tiveram que se abaixar
Na carroça para se proteger
Das folhas que feriam a visão.
Um gelho pesado caiu
Sobre Alicia e se Osvald
Não tivesse visto
A teria ferido,
Contudo, ele se levantou
E segurou o galho com a mão
O empurrando para longe
Da coluna da irmã.
-Meu Deus,
Que medo,
Porque não chove
De uma vez para parar o vento?
Alicia gritou.
Uma árvore fez um alto barulho
Logo a frente deles,
E depois o barranco desmoronou
Com ela sobre ele.
A ponta das folhas tocou
Os bois,
Mas os galhos não os feriram.
Ela caiu sobre a estrada,
Impedindo a passagem deles.
-E agora, meu irmão,
Como faremos?
Será que teremos que voltar
E pedir ajuda ao papai?
Alicia gritou assustada.
-Não, eu trouxe um facão
E ele irá nos ajudar.
Osvald cortou os galhos
Mais pequenos a facão
E Alicia o ajudou
A afastar a árvore da estrada.
Depois, eles seguiram a viagem
E uma chuva caiu torrencial
Sobre eles,
Os enormes pingos caiam sobre
Os bois e pulavam para cima
Para depois escorrer sobre o pêlo
Dos animais.
A chuva não impediu eles
De irem,
Mesmo enxarcados de água.
Chegando na fazendo dos avós,
Encontraram o gado todo na estrada
Espalhado pela roça de milho
E pelo gramado do potreiro,
Cujo alicerce da cerca
Havia apodrecido e caído
Sobre a estrada e ninguém
Viu para trocar o alicerce
e recolocar o gado no potreiro.
Eles estavam comendo o milho novo,
Espalhados pela roça,
Subindo os barrancos
E desbarrancando a terra para a estrada.
Osvald e Alicia desceram da carroça
E os repontaram para o potreiro.
-Alicia, aguarde aí para impedir
A saída deles,
Eu vou até a fazenda
E busco um mourão para substituir
O alicerce da cerca,
Também trago alicates e arames
Caso falte para arrumar o potreiro.
Osvald falou, enquanto
Subia na carroça e dava voz
De comando para os bois seguirem.
-Ta certo meu irmão,
Eu fico,
Precisamos ajudar o vovô e
A vovó.
Logo Osvald voltou
E trouxe os avós juntos,
Alicia correu abraçar os dois:
-Benção vovô,
Benção vovó?
Ela gritou chegando perto deles
Com as mãos juntas
Como se fosse rezar
E estendidas para a frente
Na direção de cada um.
Que as pegou com uma mão
E respondeu enquanto
A abraçavam:
-Deus te abençoe filha,
Como foi a viagem?
-Foi boa,
Chegamos muito bem.
Ela respondeu.
-Mas, vocês estão molhados,
Precisam trocar suas roupas
Ou ficarão gripados.
A avó respondeu.
-Não, o tempo esta nublado
Para lá.
Ela disse apontando o dedo
Para o céu cada vez mais escuro.
-Precisamos arrumar a cerca
Caso contrário, os bois irão sair.
Ela disse,
Se virando para trás
E vendo os bois saírem
Do potreiro.
-Veja já estão saindo.
Ela disse.
E todos correram com os braços abertos
Para fazerem eles retornarem
Para dentro do potreiro.
Meia hora depois,
A cerca estava arrumada
E todos seguiram felizes
Caminhando até a casa
Os quinhentos metros
Que faltava para chegar.
De imediato,
Osvald colocou a mangueira grossa
Dentro do poço que continha sangue
E fez a água de lá começar a sair,
Depois deixou a manga lá
Para escorrer a água até o poço
Voltar a ficar limpo
E a água ser consumida.
Descobriu que o vizinho
Aceitava emprestar sua água,
E iniciaram o ato de levar
Uma manga de plástico até o poço dele
E depois puxá-la até a casa
Para ter água para beber
E outra para o gado.
O vizinho morava a duzentos metros
Da casa dos avós
E o ato de pegar a água dele
Não estava dificultado.
O poço do vizinho tinha bom caimento
De água pois se localizava
No alto da terra,
E a água chegava forte até a casa dos avós.
A vaca teve a perna enfaixada
E devido a dor comia no cocho baixo,
Apenas foragem feita de milho
E grama colhidas e canas de açucar
Para ganhar força e quirela de milho seco.
Na noite de quinta-feira
Para sexta, Orvald acordou
Com uma luz na janela
Que lhe afogueava o rosto,
Ao abrir a janela percebeu
Que o galpão de foragem
E quirela estava em chamas.
Ele correu para fora do quarto
Gritando por ajuda,
Acordou os avós batendo
Na porta do quarto
E os chamou,
Depois chamou a irmã
Que logo abriu a porta.
-Que houve?
-O galpão de guardar a ração
Para o gado esta pegando fogo.
Ele disse.
-Meu Deus,
Precisamos evitar
Que o fogo se espalhe
E chegue até nossa casa
Ou até o galpão do gado dormir.
Ela disse.
E correram porta a fora
Com um balde em cada mão
Para buscar água no poço
E atirar no fogo.
O avô juntou uns galhos verdes
Que retirou com a própria mão
Dos pés de canela
Que tinha no quintal e correu
Até o fogo para bater nele
E apagá-lo.
-Corre Orvald,
Pega galhos verdes
Que serve para apagar o fogo.
ele gritou.
-Ta bão vovô,
Eu levo água e levo
Os galhos,
Veja as chamas estão no teto
E crepitando para o alto,
Estão muito grandes
Vai queimar tudo.
Ele gritou.
-Meu Deus,
Acabou a comida do gado!
A avó gritou com levando
As mãos para os cabelos brancos.
O fogo consumiu a maior parte
Do galpão,
Mas não se espalhou pela propriedade.
Os bois se assustaram com o calor
E colidiram contra a parede
Do galpão onde dormiam
E derrubaram parte da parede,
Sofrendo escorriações
E ferimentos leves.
O vizinho Nataline chegou logo
A trote de cavalo.
-O que aconteceu?
Lá de casa eu vi chamas
E pensei o que será
Que pegou fogo por lá?
Então, montei no cavalo
e vim ajudar.
Ele gritou.
Foi a primeira vez
Que Alicia o viu,
Alto, atlético e de chapéu
De palha na cabeça.
-Uau, Nataline,
Me deixe ajudar você
A descer do cavalo.
Ela respondeu e correu
Até ele.
-Uau, Alicia como você está linda!
Ele respondeu,
Alcançando a mão para ela
E descendo em seguida do cavalo.
-Pegou fogo no galpão de comida
Do gado e ele ficou assustado
E fugiu do galpão de dormir,
Estão soltos pela propriedade,
Iremos leva-los de noite mesmo
Para o potreiro.
Ela respondeu.
-Ta bem,
Eu trouxe lanternas
Vamos usa-las.
Ele respondeu.
-Que ótimo estava tão ruim
No escuro a gente não via nada
Se não fosse a luz das chamas.
Ela disse.
-Meu filho,
Você veio ajudar!
Respondeu o avô
Se aproximando de Nataline.
Que era muito estimado
Na família.
O gado foi repontado
Para o potreiro,
E lá Nataline abraçou Alicia.
-Eu sempre fui apaixonado
Por você Alicia.
ele disse.
-É, eu me lembro.
Ela respondeu e sorriu.
Depois se desvencilhou
Do abraço e foram até a cozinha
Tomar café com bolo e cuca.
-como o tempo passou...
Nataline disse,
Enquanto tomava um gole
Do café.
-Sim, e nos fez bem.
Alicia respondeu.
-Guardamos todo o gado.
-Não sobrou nada de comida
Pra eles no galpão.
Diziam os avós e seu irmão
Ao chegarem na cozinha
E acenderem mais dois lampiões,
Depois foram tomar café
Que estava servido e pronto
No bule sobre a mesa.
Alicia apaixonou-se por Nataline
Desde o primeiro olhar.
No dia seguinte,
Começaram a reconstruir o galpão,
Nataline participou da construção
Desde a primeira hora.
Os palanques foram retirados
Do mato perto de casa,
E serrados a serrote,
Depois puxados pelos bois
Até o pátio de um a um.
Os buracos para por eles
Foram feitos a mão,
E Alicia fez bolo e cuca
Em cada dia de serviço
E sempre arrumava uma desculpa
Para estar perto dele.
-Que delícia seu bolo, Alcia.
Nataline dizia.
Mas, certo dia,
Uma linda moça aproximou-se dele,
E o encontrando o chamou para si:
-Venha, Nataline,
Corra para mim,
Que saudade!
Ela gritou e correu até o abraço dele.
Alicia derrubou a cuca no chão,
Sem ainda tê-la levado ao forno,
Ela ficou suja.
E Alicia se trancou na cozinha
Para refazer a cuca.
-Quem você é?
Ela indagou chegando
Com a cuca quente
Horas depois até a moça.
-Me chamo, Juçan.
Ela respondeu e aproximou-se
De Alicia mordendo a cuca
Para abraça-la.
-Que linda você é,
Não me admira Nataline estar aqui
A tanto tempo e tão feliz.
A moça respondeu.
-Ele está apenas ajudando,
Pois é vizinho e nós sempre
O ajudamos.
Alicia respondeu.
-Claro, ele é sempre bondoso.
Disse Juçan e se aproximou
Abraçando Nataline de volta.
Alicia tremeu de ódio,
E rezou para que ele não
A beijasse,
E odiou a si própria por evitá-lo
A tanto tempo proporcionando
Que outra garota conquistasse
Seu afeto.
-Deixe-o trabalhar,
Você esta incomodando!
Ela disse em voz ríspida.
Nataline afastou a moça
Com suas mãos sujas de terra
E se voltou para o buraco
Que cavava.
-Alicia não seja grosseira
Com a moça.
Corrigiu o avô.
-Boa tarde, senhorita!
Disse seu irmão,
Retirando o chapéu
com uma mão
E mantendo o olhar firme
Para a moça que usava
Um vestido florido e solto
No corpo
De fundo rosa e flores brancas.
Alicia se odiou dentro
Daquela calça jeans comprida
E sem querer retirou os chinelos
Para ficar descalça sobre a terra.
Mesmo sem estar feia,
ela não sentiu-se segura,
Vendo uma garota da região
Se interessar pelo garoto
Que ela estava apaixonada.
Logo a garota voltou
Para a própria casa,
E Alicia não se perturbou
Por ficar ali vendo
O irmão e o avô e o vizinho
Reconstruírem o galpão.
Quando Nataline se preparava
Para ir almoçar,
Ela o conteve.
-Você fica muito bem trabalhando
No pesado. Nataline.
Alicia disse.
E o encarou com olhar apaixonado.
-Obrigado.
Nataline disse,
E pegou na mão de Alicia então
A beijou.
-Aceite que eu conheça você,
Alicia, gostaria tanto de estar perto
E poder te namorar.
Ele falou.
-Mas, e a garota?
Ela indagou ríspida.
-Veja, ela é minha prima,
Nada mais.
ele respondeu.
-Mentira.
Alicia disse
E lhe empurou.
-Verdade,
Você se irrita muito fácil.
ele disse.
e ela se pôs a andar.
-E fica linda!
Então, ela parou
E se voltou para ele
Que abriu dois botões
Da camisa lilás que usava
Para deixar seu peitoril a mostra.
-Uau, você é tão lindo!
Ela disse.
Depois se jogou nos braços
Dele e se permitiu beijá-lo
O máximo que pode.
Então, entraram no galpão
E não resistiram a paixão
avassaladora que os consumiu
Por horas.
Mais tarde,
Avô e o irmão voltaram até ali.
-Seu Jusmento, gostaria de namorar
Alicia o senhor aceita?
Indagou Nataline.
-Se lhe é do agrado,
Também é do meu,
Ela é moça prendada
E merece um bom rapaz.
O avô respondeu.
-Que ótimo,
Porque eu a amo
E sonho em me casar com ela.
Ele respondeu
E correu até o avô para abraça-lo.
-E você, Osvald,
O que diz?
Ovald se aproximou
E abraçou o rapaz.
-Eu faço muito zelo
E sei que nossos pais
Irão ficar muito felizes
Pela graça de tê-lo em nossa família.
Osvald respondeu.
-Quando você irá falar
Com meus pais?
Alicia indagou.
-Hoje mesmo meu amor!
A tarde Nataline
Partiu para sua casa feliz,
Pois, em quatro dias de serviço
Quase haviam reconstruído
O galpão de volta.
Porém, no quinto dia
ele não voltou,
E seria para ele ir falar
Com os pais de Alcia.
No sexto também não veio,
A denixando desmoralizada
Sobre a escada chorando sem parar.
No domingo,
Ou seja, sétimo dia,
Alicia foi até a casa dele.
Lá chegando encontrou Juçan
Abraçada nele sobre a escada
De entrada na casa.
-Nataline? por que você fez isso?
Alicia indagou chegando perto,
Então, juntou algumas pedras
Do chão e jogou contra ambos.
Juçan desceu de lá,
E revidou as pedradas
Acertando uma no braço
De Alicia que caiu no chão
Chorando.
-Você me traiu,
Por que pediu eu em namoro
Ao meu avô se era para me trair?
Ela pediu.
Ele correu até ela
E a ajuntou do chão.
-Solte esta maldita
Ou nunca mais te olho.
Juçan gritou.
-Juçan, vá embora,
Está tudo encerrado entre nós.
Juçan pegou o cavalo
E foi.
-Por que você fez isso comigo?
Alicia indagou.
-Porque amo você
E a quero comigo para sempre.
Ele respondeu.
-Mas, por que me traiu?
Ela continuou.
-Porque ela é minha prima,
E ela me agarrou no quarto
Enquanto eu dormia.
-Você facilitou.
-Eu não, eu juro
Que farei outra porta
E ela nunca mais irá entrar.
-Não acredito nisso.
-Eu juro,
Me dê tempo
E poderei lhe provar.
Ele falou e a beijou demoradamente,
Depois a levou para o quarto
Onde passaram juntos o resto do dia.
Os avós notaram a situação,
Mas ficaram felizes em ver
Os dois juntos.
-Quero que saibam
Que não é para dormirem juntos
Antes do casamento.
O avô falou.
-Sim, eu conheço os costumes.
Nataline disse.
-Vocês precisam noivar.
Ele insistiu.
Embora namorando,
Nataline e Alicia precisavam disfarçar
Que dormiam juntos
Devido ao acatamento familiar.
Nataline emprestou o pasto
Para a família e o gado
Não passou fome,
E também emprestou seu galpão
de ração.
A água ficou potável e voltou
A ser usada,
Mas, Nataline continuou
Vindo todos os dias ali.
Até que certo dia
Trouxe um cavalo junto
E convidou Alicia para
Ir com ele ver o gado no potreiro dele.
O galpão já estava finalizado.
Alicia e Osvald optaram
Por ficar mais tempo com os avós,
E assim ela teve oportunidade
De conhecer bem Nataline.
Fizeram jantares de noivado
e ele ficou para jantar
Em cada noite.
Os encontros se tornaram regulares.
Os pais de Alicia aceitaram
O casamento com enorme felicidade.
Alicia passou a fugir
Do quarto a noite
Para ir dormir com Nataline.
Ele também vinha dormir
Com ela, instantes em que,
Ambos dormiam nos paióls
Da propriedade de ambos.
O amor deles ficou mais intenso
E cobrava proximidade,
Seus olhares de paixão eram evidentes,
E na igreja ninguém duvidava
Que se amavam,
eles marcaram a data para casarem-se.
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