domingo, 30 de agosto de 2026

Sedução Irresistível

 -Alicia, vamos para a casa

De vovô a vaca caiu no poço

E eles estão sem água 

Para consumo.

Disse seu irmão Osvald.

Alicia correu da sala

Para a porta e abraçou

O irmão desamparada.

-Eles estão bem?

A vaquinha se feriu?

Ela pediu enlaçada 

No pescoço dele.

-Infelizmente ela perdeu 

A cria, um bezerro enorme

Nasceu deste tombo

E esta fraco devido ao parto antecipado.

Ele disse.

Enlaçando a cintura dela.

-Perfeito.

Ele nasceu com vida

E isso já é ótimo.

Ela disse,

Olhando nos olhos do irmão

E encontrando amparo

Para a sua dor no seu pescoço.

-Sim, mas pode morrer

E ela quebrou uma perna

E seu sangue caiu na água,

Isso gerou danos na qualidade

Da água de consumo doméstico.

Ele continuou.

-Não acredito

E o vizinho não empresta

A água do poço dele

Até que se faça algo

Sobre o poço de vovô?

Ela falou se afastando.

-Iremos pedir e então

Encanar a água ao menos

Para dar de beber ao gado.

O irmão respondeu sorrindo

E tremulo.

-Temos que providenciar uma

Saída com relação a água 

Que ficou imprópria 

Para o consumo.

Ela disse ligeiro.

-Certo, estou levando a manga grossa

Para pôr no poço e deixar

A água suja escorrer.

Ele falou.

E saiu para o corredor 

Da casa.

-Ande depressa os bois

Estão encangados para levar

A carroça até o vovô,

Eu já avisei nossos pais.

Ele disse virando as costas

Para ela e mexendo

Em seu chapéu de palha.


A carroça era de pneus de ferro

e toda feita de madeira,

Os bois eram grandes e fortes

E tinham força para percorrer

Os cinquenta quilômetros

De distância que os separavam

Da casa de vovô Jusmento.


Alicia colocou suas roupas

Numa mala feita de tecido

Pela própria avó,

E levou também um cobertor

Na mala de couro que a mãe

Lhe deu de presente de Natal.


Osvald também preparou

Uma mala feita de chifres 

De bois unidos por um crochê,

Levando somente roupas necessárias.

Eles eram dois irmão da família 

Girold, que continha mais quatro

Irmãos que, as dez da manhã

Se encontravam na roça

Sogueando os bois.


Eles fizeram pequenos piquetes

De aveia plantadas,

E lá eles cuidavam os bois mais jovens

Comer até ficarem saciados,

Depois disso,

Os traziam para perto de casa

Para protegê-los de infortúnios

e predadores desconhecidos.


A família Girold sempre

Morou na roça e sobreviveu

Do que colhem através 

De seus esforços agrícolas,

Principalmente, relacionados

Ao gado.


Eles possuem parte

Que cultivam o leite e derivados,

E parte para a carne.

Enquanto a terra é dividida

Entre gramados verdejantes,

Pastos para moer no moedor

E aveia plantadas em piquetes.


Os pastos moídos eram divididos

Entre a família e o avô e a avó,

Neste instante quem tinha

Mais pasto disponível era o avô,

Por isso, os dois irmão iriam

Aproveitar a viagem para trazer

O pasto moído para o gado.


-Vamos Alicia,

A viagem é longa.

Disse Osvald ao pegar

As malas moles da irmã

E as colocá-las na caroça.

-Ta bom,

Vou abraçar o papai e

a mamãe na roça

E também nossos irmão,

Vou correndo e volto logo,

Você vai comigo?

Ela indagou e se colocou

A correr na direção

Dos piquetes para dizer tchau

A família.


Osvald a acompanhou

A passos rápidos.

Abraçaram os pais

E os quatro irmãos

Depois saíram chorosos.

A família Girold tinha pouca

Habilidade em despedir-se,

Vez que, por serem jovens,

Nunca saíam de casa,

Exceto para irem nos avós

E costumavam irem juntos.

-Tchau filhos,

Vão com Deus,

Que Deus abençoe

A viagem de vocês

E os acompanhe,

Mande lembrança a família.

Disse o pai levantando

A mão para acenar para eles.

-Tchau filhos,

Que Deus abençoe vocês,

Mande lembranças,

Logo nós vamos

Lá passear.

Disse a mãe,

E os filhos todos acenaram.


A viagem ocorreu numa estrada

De cascalho

E foi difícil de ser percorrida,

Vez que tinha mato

E o caminho ladeado de árvores

Assustava por não ter 

Nenhum vizinho.


No caminho uma cobra

Cruzou pelo meio da estrada

Assustando os bois

Que se jogaram para trás

E fizeram um solavanco na carroça.

-Meu Deus, por pouco

Não quebra a roda!

Gritou Alicia assustada.

-Veja o tamanho desta cobra,

Ela quase mata os bois

E nos deixa de a pé!

Gritou Osvald

Que pulou da carroça

E quebrou um galho

Depois retirou as folhas dele

Com a própria mão

Esfregando ela fechada

Do início ao fim do galho

E matou com ele a cobra.


-Era venenosa,

Veja as cores dela,

Mas não mordeu os bois.

Ele disse,

Enquanto a matava.

-Não mordeu, não,

Iremos fazer uma ótima viagem.

Alicia respondeu.

Então o irmão pegou a cobra morta

E a jogou para fora 

Da estrada.

Depois ele subiu na caroça

E chacoalhou a corda

Sobre o lombo dos bois

Para fazer eles andar.


Logo após, o céu ficou nublado,

E um vento forte

Jogou folhas contra eles

Que tiveram que se abaixar

Na carroça para se proteger

Das folhas que feriam a visão.


Um gelho pesado caiu

Sobre Alicia e se Osvald 

Não tivesse visto

A teria ferido,

Contudo, ele se levantou

E segurou o galho com a mão

O empurrando para longe

Da coluna da irmã.

-Meu Deus,

Que medo,

Porque não chove 

De uma vez para parar o vento?

Alicia gritou.


Uma árvore fez um alto barulho

Logo a frente deles,

E depois o barranco desmoronou

Com ela sobre ele.

A ponta das folhas tocou

Os bois,

Mas os galhos não os feriram.


Ela caiu sobre a estrada,

Impedindo a passagem deles.

-E agora, meu irmão,

Como faremos?

Será que teremos que voltar

E pedir ajuda ao papai?

Alicia gritou assustada.

-Não, eu trouxe um facão

E ele irá nos ajudar.

Osvald cortou os galhos

Mais pequenos a facão

E Alicia o ajudou

A afastar a árvore da estrada.


Depois, eles seguiram a viagem

E uma chuva caiu torrencial

Sobre eles, 

Os enormes pingos caiam sobre

Os bois e pulavam para cima

Para depois escorrer sobre o pêlo

Dos animais.


A chuva não impediu eles

De irem,

Mesmo enxarcados de água.


Chegando na fazendo dos avós,

Encontraram o gado todo na estrada

Espalhado pela roça de milho

E pelo gramado do potreiro,

Cujo alicerce da cerca

Havia apodrecido e caído

Sobre a estrada e ninguém 

Viu para trocar o alicerce

e recolocar o gado no potreiro.


Eles estavam comendo o milho novo,

Espalhados pela roça,

Subindo os barrancos

E desbarrancando a terra para a estrada.

Osvald e Alicia desceram da carroça

E os repontaram para o potreiro.

-Alicia, aguarde aí para impedir

A saída deles,

Eu vou até a fazenda

E busco um mourão para substituir

O alicerce da cerca,

Também trago alicates e arames

Caso falte para arrumar o potreiro.

Osvald falou, enquanto

Subia na carroça e dava voz

De comando para os bois seguirem.

-Ta certo meu irmão,

Eu fico,

Precisamos ajudar o vovô e

A vovó.


Logo Osvald voltou

E trouxe os avós juntos,

Alicia correu abraçar os dois:

-Benção vovô,

Benção vovó?

Ela gritou chegando perto deles

Com as mãos juntas

Como se fosse rezar

E estendidas para a frente

Na direção de cada um.

Que as pegou com uma mão

E respondeu enquanto

A abraçavam:

-Deus te abençoe filha,

Como foi a viagem?

-Foi boa,

Chegamos muito bem.

Ela respondeu.

-Mas, vocês estão molhados,

Precisam trocar suas roupas

Ou ficarão gripados.

A avó respondeu.

-Não, o tempo esta nublado 

Para lá.

Ela disse apontando o dedo

Para o céu cada vez mais escuro.

-Precisamos arrumar a cerca

Caso contrário, os bois irão sair.

Ela disse,

Se virando para trás 

E vendo os bois saírem

Do potreiro.

-Veja já estão saindo.

Ela disse.

E todos correram com os braços abertos

Para fazerem eles retornarem

Para dentro do potreiro.


Meia hora depois,

A cerca estava arrumada

E todos seguiram felizes 

Caminhando até a casa

Os quinhentos metros

Que faltava para chegar.


De imediato,

Osvald colocou a mangueira grossa

Dentro do poço que continha sangue

E fez a água de lá começar a sair,

Depois deixou a manga lá

Para escorrer a água até o poço

Voltar a ficar limpo

E a água ser consumida.


Descobriu que o vizinho

Aceitava emprestar sua água,

E iniciaram o ato de levar 

Uma manga de plástico até o poço dele

E depois puxá-la até a casa 

Para ter água para beber

E outra para o gado.


O vizinho morava a duzentos metros 

Da casa dos avós 

E o ato de pegar a água dele

Não estava dificultado.

O poço do vizinho tinha bom caimento

De água pois se localizava

No alto da terra,

E a água chegava forte até a casa dos avós.


A vaca teve a perna enfaixada

E devido a dor comia no cocho baixo,

Apenas foragem feita de milho

E grama colhidas e canas de açucar

Para ganhar força e quirela de milho seco.


Na noite de quinta-feira

Para sexta, Orvald acordou

Com uma luz na janela

Que lhe afogueava o rosto,

Ao abrir a janela percebeu

Que o galpão de foragem

E quirela estava em chamas.


Ele correu para fora do quarto

Gritando por ajuda,

Acordou os avós batendo 

Na porta do quarto

E os chamou,

Depois chamou a irmã

Que logo abriu a porta.

-Que houve?

-O galpão de guardar a ração

Para o gado esta pegando fogo.

Ele disse.

-Meu Deus,

Precisamos evitar 

Que o fogo se espalhe

E chegue até nossa casa

Ou até o galpão do gado dormir.

Ela disse.

E correram porta a fora

Com um balde em cada mão

Para buscar água no poço

E atirar no fogo.


O avô juntou uns galhos verdes

Que retirou com a própria mão

Dos pés de canela

Que tinha no quintal e correu

Até o fogo para bater nele

E apagá-lo.

-Corre Orvald,

Pega galhos verdes

Que serve para apagar o fogo.

ele gritou.

-Ta bão vovô,

Eu levo água e levo 

Os galhos,

Veja as chamas estão no teto

E crepitando para o alto,

Estão muito grandes

Vai queimar tudo.

Ele gritou.

-Meu Deus,

Acabou a comida do gado!

A avó gritou com levando

As mãos para os cabelos brancos.


O fogo consumiu a maior parte

Do galpão,

Mas não se espalhou pela propriedade.

Os bois se assustaram com o calor

E colidiram contra a parede

Do galpão onde dormiam

E derrubaram parte da parede,

Sofrendo escorriações

E ferimentos leves.


O vizinho Nataline chegou logo

A trote de cavalo.

-O que aconteceu?

Lá de casa eu vi chamas

E pensei o que será

Que pegou fogo por lá?

Então, montei no cavalo

e vim ajudar.

Ele gritou.


Foi a primeira vez

Que Alicia o viu,

Alto, atlético e de chapéu 

De palha na cabeça.

-Uau, Nataline,

Me deixe ajudar você

A descer do cavalo.

Ela respondeu e correu

Até ele.

-Uau, Alicia como você está linda!

Ele respondeu,

Alcançando a mão para ela

E descendo em seguida do cavalo.


-Pegou fogo no galpão de comida

Do gado e ele ficou assustado

E fugiu do galpão de dormir,

Estão soltos pela propriedade,

Iremos leva-los de noite mesmo

Para o potreiro.

Ela respondeu.

-Ta bem,

Eu trouxe lanternas 

Vamos usa-las.

Ele respondeu.

-Que ótimo estava tão ruim

No escuro a gente não via nada

Se não fosse a luz das chamas.

Ela disse.

-Meu filho,

Você veio ajudar!

Respondeu o avô

Se aproximando de Nataline.

Que era muito estimado

Na família.


O gado foi repontado

Para o potreiro,

E lá Nataline abraçou Alicia.

-Eu sempre fui apaixonado

Por você Alicia.

ele disse.

-É, eu me lembro.

Ela respondeu e sorriu.

Depois se desvencilhou

Do abraço e foram até a cozinha

Tomar café com bolo e cuca.


-como o tempo passou...

Nataline disse,

Enquanto tomava um gole 

Do café.

-Sim, e nos fez bem.

Alicia respondeu.

-Guardamos todo o gado.

-Não sobrou nada de comida

Pra eles no galpão.

Diziam os avós e seu irmão

Ao chegarem na cozinha

E acenderem mais dois lampiões,

Depois foram tomar café

Que estava servido e pronto

No bule sobre a mesa.


Alicia apaixonou-se por Nataline

Desde o primeiro olhar.

No dia seguinte,

Começaram a reconstruir o galpão,

Nataline participou da construção

Desde a primeira hora.


Os palanques foram retirados

Do mato perto de casa,

E serrados a serrote,

Depois puxados pelos bois

Até o pátio de um a um.


Os buracos para por eles

Foram feitos a mão,

E Alicia fez bolo e cuca

Em cada dia de serviço

E sempre arrumava uma desculpa

Para estar perto dele.

-Que delícia seu bolo, Alcia.

Nataline dizia.


Mas, certo dia,

Uma linda moça aproximou-se dele,

E o encontrando o chamou para si:

-Venha, Nataline,

Corra para mim,

Que saudade!

Ela gritou e correu até o abraço dele.


Alicia derrubou a cuca no chão,

Sem ainda tê-la levado ao forno,

Ela ficou suja.

E Alicia se trancou na cozinha

Para refazer a cuca.


-Quem você é?

Ela indagou chegando 

Com a cuca quente 

Horas depois até a moça.

-Me chamo, Juçan.

Ela respondeu e aproximou-se

De Alicia mordendo a cuca

Para abraça-la.

-Que linda você é,

Não me admira Nataline estar aqui

A tanto tempo e tão feliz.

A moça respondeu.

-Ele está apenas ajudando,

Pois é vizinho e nós sempre

O ajudamos.

Alicia respondeu.

-Claro, ele é sempre bondoso.

Disse Juçan e se aproximou

Abraçando Nataline de volta.


Alicia tremeu de ódio,

E rezou para que ele não

A beijasse,

E odiou a si própria por evitá-lo

A tanto tempo proporcionando

Que outra garota conquistasse

Seu afeto.


-Deixe-o trabalhar,

Você esta incomodando!

Ela disse em voz ríspida.

Nataline afastou a moça

Com suas mãos sujas de terra

E se voltou para o buraco

Que cavava.


-Alicia não seja grosseira

Com a moça.

Corrigiu o avô.

-Boa tarde, senhorita!

Disse seu irmão,

Retirando o chapéu

com uma mão 

E mantendo o olhar firme

Para a moça que usava

Um vestido florido e solto

No corpo

De fundo rosa e flores brancas.


Alicia se odiou dentro

Daquela calça jeans comprida

E sem querer retirou os chinelos

Para ficar descalça sobre a terra.


Mesmo sem estar feia,

ela não sentiu-se segura,

Vendo uma garota da região

Se interessar pelo garoto

Que ela estava apaixonada.


Logo a garota voltou

Para a própria casa,

E Alicia não se perturbou

Por ficar ali vendo

O irmão e o avô e o vizinho

Reconstruírem o galpão.


Quando Nataline se preparava

Para ir almoçar,

Ela o conteve.

-Você fica muito bem trabalhando

No pesado. Nataline.

Alicia disse.

E o encarou com olhar apaixonado.

-Obrigado.

Nataline disse,

E pegou na mão de Alicia então

A beijou.

-Aceite que eu conheça você,

Alicia, gostaria tanto de estar perto

E poder te namorar.

Ele falou.

-Mas, e a garota?

Ela indagou ríspida.

-Veja, ela é minha prima,

Nada mais.

ele respondeu.

-Mentira.

Alicia disse

E lhe empurou.

-Verdade, 

Você se irrita muito fácil.

ele disse.

e ela se pôs a andar.

-E fica linda!

Então, ela parou

E se voltou para ele

Que abriu dois botões 

Da camisa lilás que usava

Para deixar seu peitoril a mostra.

-Uau, você é tão lindo!

Ela disse.


Depois se jogou nos braços

Dele e se permitiu beijá-lo

O máximo que pode.

Então, entraram no galpão

E não resistiram a paixão

avassaladora que os consumiu

Por horas.


Mais tarde,

Avô e o irmão voltaram até ali.

-Seu Jusmento, gostaria de namorar

Alicia o senhor aceita?

Indagou Nataline.

-Se lhe é do agrado,

Também é do meu,

Ela é moça prendada

E merece um bom rapaz.

O avô respondeu.

-Que ótimo,

Porque eu a amo

E sonho em me casar com ela.

Ele respondeu 

E correu até o avô para abraça-lo.

-E você, Osvald,

O que diz?

Ovald se aproximou 

E abraçou o rapaz.

-Eu faço muito zelo

E sei que nossos pais 

Irão ficar muito felizes

Pela graça de tê-lo em nossa família.

Osvald respondeu.

-Quando você irá falar 

Com meus pais?

Alicia indagou.

-Hoje mesmo meu amor!


A tarde Nataline

Partiu para sua casa feliz,

Pois, em quatro dias de serviço

Quase haviam reconstruído

O galpão de volta.

Porém, no quinto dia

ele não voltou,

E seria para ele ir falar

Com os pais de Alcia.


No sexto também não veio,

A denixando desmoralizada

Sobre a escada chorando sem parar.

No domingo,

Ou seja, sétimo dia,

Alicia foi até a casa dele.


Lá chegando encontrou Juçan

Abraçada nele sobre a escada

De entrada na casa.

-Nataline? por que você fez isso?

Alicia indagou chegando perto,

Então, juntou algumas pedras

Do chão e jogou contra ambos.


Juçan desceu de lá,

E revidou as pedradas

Acertando uma no braço

De Alicia que caiu no chão

Chorando.


-Você me traiu,

Por que pediu eu em namoro

Ao meu avô se era para me trair?

Ela pediu.

Ele correu até ela

E a ajuntou do chão.

-Solte esta maldita

Ou nunca mais te olho.

Juçan gritou.

-Juçan, vá embora,

Está tudo encerrado entre nós.


Juçan pegou o cavalo

E foi.

-Por que você fez isso comigo?

Alicia indagou.

-Porque amo você

E a quero comigo para sempre.

Ele respondeu.

-Mas, por que me traiu?

Ela continuou.

-Porque ela é minha prima,

E ela me agarrou no quarto

Enquanto eu dormia.

-Você facilitou.

-Eu não, eu juro

Que farei outra porta

E ela nunca mais irá entrar.

-Não acredito nisso.

-Eu juro,

Me dê tempo

E poderei lhe provar.

Ele falou e a beijou demoradamente,

Depois a levou para o quarto

Onde passaram juntos o resto do dia.


Os avós notaram a situação,

Mas ficaram felizes em ver

Os dois juntos.

-Quero que saibam

Que não é para dormirem juntos

Antes do casamento.

O avô falou.

-Sim, eu conheço os costumes.

Nataline disse.

-Vocês precisam noivar.

Ele insistiu.


Embora namorando,

Nataline e Alicia precisavam disfarçar

Que dormiam juntos

Devido ao acatamento familiar.

Nataline emprestou o pasto

Para a família e o gado

Não passou fome,

E também emprestou seu galpão

de ração.


A água ficou potável e voltou

A ser usada,

Mas, Nataline continuou

Vindo todos os dias ali.

Até que certo dia 

Trouxe um cavalo junto

E convidou Alicia para 

Ir com ele ver o gado no potreiro dele.


O galpão já estava finalizado.

Alicia e Osvald optaram

Por ficar mais tempo com os avós,

E assim ela teve oportunidade

De conhecer bem Nataline.

Fizeram jantares de noivado

e ele ficou para jantar

Em cada noite.

Os encontros se tornaram regulares.


Os pais de Alicia aceitaram 

O casamento com enorme felicidade.

Alicia passou a fugir

Do quarto a noite

Para ir dormir com Nataline.

Ele também vinha dormir

Com ela, instantes em que,

Ambos dormiam nos paióls 

Da propriedade de ambos.


O amor deles ficou mais intenso

E cobrava proximidade,

Seus olhares de paixão eram evidentes,

E na igreja ninguém duvidava

Que se amavam,

eles marcaram a data para casarem-se.


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