quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Pênis Mole

Transar com Rahat
É difícil de pênis pequeno
Vontade medíocre
Para o sexo,
Sempre preciso estar
Atrás de outro parceiro.
As vezes penso
Se será tão difícil
Encontrar um rapaz
Que seja sedento por sexo
O bastante para saciar-me.
Tipo um garoto
De pênis grande, duro e ereto,
Daqueles que entra em você
E você quer mais,
Não consegue desejar outro,
Que vá além do fazer gozar,
Mas que sacie,
Complete.
Dia após dia
Em busca de sexo
Que possa de deixar livre
Por dentro,
Saciada por muito tempo,
Algo que seja feito
De almas e amor.
Eu acho medíocre
Ter de pedir sexo
E o garoto não conseguir ereção,
Além de tudo,
A falta de beleza dele
Não é atributo,
Será que toda a mulher
Não consegue saciar-se
De um só cara?
Eu me vejo sempre
A buscar sexo
Em cada olhar,
Cada rua,
Cada lugar,
Sei lá,
Para me manter ao
Seu lado por algum tempo
Ele terá de tomar providências,
Eu não gosto de borracha fraca,
Pênis pequeno,
Tipo eca.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Radiocomunicação

Num futuro próximo
A radiocomunicação
Tomara conta da linguagem
E definirá o que é
E o que nunca será.
Disse Luciano,
Com o fone de ouvidos
Sobre as orelhas,
Enquanto mexia em alguns botões,
Aumentando volume
E se aproximando do botão
Referente a oitiva de outra casa.
Cada residência possuía
Um número e era reconhecida
Desta maneira,
Cada cidade possuía um equipamento
Diferente destes de audição
E fala.
Nisto, a mansão dele
Foi obrigada a aumentar
O tamanho,
E logo, ele tomou conhecimento
De cada residência de seu país,
Separadas por região:
Cidade, estado.
As famílias não possuíam
Nomes próprios,
Mas, uma ou outra
Ganhou destaque e reverência,
Com algumas ele falava mais
Outras preferia ouvir
E reagir.
Logo, tornou-se rico,
Fez imenso dinheiro
Por meio de manipulação
Delas ações destas pessoas.
Tomou grandes proporções,
Por fim, ouvia o mundo
E interferia em tudo.
Fez de sua mansão
Um enorme castelo,
Tornou sua propriedade
Sem limites,
Enfim, consumiu uma cidade,
Depois outra,
Agora, vê-se dono de seu país
E aproxima-se de barganhar
O país vizinho.
Pela radiocomunicação
Conseguiu poder sobrehumano,
Dirige cada centavo
Que circula pelas ruas
E cada pessoa que possa dirigi-lo.
Nas ruas colocou radiopatrulha,
Lá as pessoas que trabalham
Neste veículo
Recebemos ordens por telefone
E Interferência – pelo próprio rádio
Do veículo,
Não reconhece quem ordena,
Mas conhece o tom de voz
E a ordem é imediatamente executada.
O progresso de sua tomada
Do país foi imensurável
Que agora Luciano
Decidiu implantar o rádio transporte,
Ou seja, tudo será feito
Por comandos de sua voz.
Desde a distribuição de drogas,
Acontecerá de tal forma:
O sujeito paga pelo uso da droga,
A ligação é feita para ele,
Nisto ele recebe os efeitos,
Gosto e modos de uso,
Também a quantidade pelo rádio transmissor.
Recebendo pela ordem da voz,
O cidadão telepaticamente
Faz o uso,
E reproduz os efeitos
Que tenha ganhado direito
Sobre o que lhe for permitido,
Conforme tenha pago.
Lá na esquina,
Miriante teve direito
A usar nicotina,
Recebeu pelo rádio transporte
Um maço de cigarros,
Agora ela tem por efeito
Poder prostituir-se sem ser
Descoberta pelos pais,
Faz com isto,
Bons lucros
E ganha bons clientes satisfeitos
Com seu poder alucinogico.
A voz de Luciano
Perpétua pelo país
Feito a luz,
Ele não precisa fazer
Qualquer coisa
Para que sua vontade
Seja materializada.
Alguns botões são deslocados,
Pois nisto ele cansa
De determinados gêneros de pessoas
E as excluí,
A radiopatrulha já está treinada
Para eliminar sem deixar vestígio.
Tudo existe a seu gosto,
Sem esforço,
Sua vontade é soberana,
Efeito bomba atômica.

Móh te amo!

Acordar na madrugada,
Três da manhã,
Com a chuva para música,
Te buscar
E você estar
Não tem preço.
Nada apaga
O amor
Que lhe nutro,
Nada explica
A confiança
Que sinto.
Você afasta o escuro,
Afasta as sombras,
Apaga o medo
Reescreve nossa história
E o que seria bom,
Mais que o suficientemente bom,
Torna-se perfeito,
Incrível,
Indescritível.
Sentir teu cheiro
É desejar seu abraço,
Só assim me sinto segura,
Entre risos,
E promessas antigas
Eu o amor
Como nunca sonhei
Que seria capaz,
Você completa
Meus sonhos mais antigos,
Os sonhos mais novos,
E não haveria sonhos
Caso você me faltasse.
Você me deixa quente,
Sem que isso
Me irrite,
Extrapole de mim,
Você me define.
Eu gosto de você Rahat
Sempre comigo,
A me abraçar,
A sorrir ao meu lado,
Eu Móh te amo!

Pesadelo

A chuva me tirou cedo
Do sono,
Eu nem a agradeci,
Mas no pesadelo
Em que eu estava,
Sei lá,
Morri.
Sonhei que eu
Estava deitada
Sobre minha cama,
Envolta num lençol branco,
Me chacoalhava
De um lado para o outro.
Nisto o escuro da noite chegou,
Aos poucos me envolveu,
Foi como se consumisse
Todas as outras cores
E assim que me tocou
Me abraçou.
Um abraço que sedento
Não soltava
Até que eu parei de respirar,
E meu peito parou de bater,
Foi estranho,
Mas me vi numa floresta
Sobre folhas secas,
Lá eu era um tronco,
De forquilha com o miolo bom
O resto se decompondo.
Então, o escuro chegou lá
E me pegou,
Eu de tronquinho
Levantei do chão sujo,
E meus lados começaram
A esmigalhar feito pó.
Era como se algo
Corresse os dedos
Por meu corpo
E levasse toda eu
De pouco a pouco.
Farelo por farelo,
Até restar só o meio
E então o nada.
Se eu fosse pessoa
Eu choraria,
Porém, tronco acordei
E feito ele,
Nem pensei.
Retiraram a minha casca
E eu era um louro,
Esmigalharam meus contornos
E eu estava podre,
Eu não podia chorar,
Eu nem sentia dor,
Eu não pude reclamar,
Eu não tinha lábios
Nem ao menos olhos,
Podre me decompus
Até não haver mais nada
Naquele escuro predador.
Quando penso no pesadelo,
Eu sinto temor
E queria ter um alguém perto
Pra me dar amor,
Não sei se é instinto,
Mas, queria fazer sexo,
Talvez, até ter filhos,
Um marido,
Um casamento,
Me falta algo,
Algo que faria sentido.

Movimento de Corpos

Agora que a fila andou,
Eu que estava com o boleto
De dívida em mãos,
Pouco dinheiro para pagar,
Mas fiz questão.
Eu me encaminhei
Em um relacionamento
E de quando em quando disperso,
Me indago:
Para qual destes
Lá atrás
Com quem me envolvi
Eu devo um abraço,
Um pedido de amizade
E um continuei aqui?
Fico triste
Mediante o pensamento
Pois ao vasculhar passado
Para buscar um amigo,
Um alguém em quem confiei
Que esteve ao meu lado
E me protegeu de maus bocados
Eu vejo que para que isto
Tivesse acontecido
Nós precisaríamos ter transado.
Ideia triste,
Me vem em mente,
Enraizada ao meu psicológico
Para eu ter sido valorizada,
Olhada como ser humano,
Protegida de maus pedaços,
Eu deveria ter transado,
Ou seja,
Se não houve isso,
Muito menos houve progredimento.
Gostaria de levantar a voz
Contra estes tipos de argumentos
Que acreditam que um ser humano
Só se torna visível
Quando faz sexo,
Quando tem ao seu lado
Um alguém do sexo aposto.
Parece uma teoria
De carência afetiva
Onde um oposto
Só se vê amado,
Valorizado em seus aspectos
Quando está ativo.
Não deveria ser um movimento
De corpos
Num vai e vem descontrolado
Que direcionaria
O sucesso de um e outro,
Não,
Sucesso e amizade
Não estão entrelaçados a sexo.

Destino Para Um

“por este valor
Trago o amor de sua vida
De volta em quinze dias”.
Falou a cartomante.
Rana amava muito Reinaldo
Para deixá-lo,
E se tinha ao seu alcance
A chance de trazê-lo de volta
Não se importava com os meios,
Queria-o,
Isto lhe bastava.
Pagou.
Tirou todo o dinheiro
De sua bolsa
E pagou o valor inteiro.
Tudo que a cartomante
Lhe pediu foi o número
Do telefone de Reinaldo
E alguns dados pessoais
Referente a ele.
“Mas como pretende trazê-lo?”
Indagou Rana.
“Facilmente”.
Respondeu a outra,
Sentada numa mesa
Para quatro pessoas,
Segurando um baralho
Em suas mãos
Que embaralhada
E soltava cartas sobre a mesa
Que faziam todo sentido.
Ela batalhou
E retirou uma carta aleatória
Então a soltou e disse:
“Está vale dois.”
Depois tirou outra
E soltou ao lado daquela:
“Está vale dois, também.”
Então, ela retirou uma terceira
E soltou deixando um espaço
Entre as anteriores e disse.
“Dois mais dois equivale a quatro”.
Rana olhou estupefata
Para a cartomante
E calou-se:
“ sempre que se fizer está soma
De dois mais dois o resultado
Será sempre o mesmo,
O presente é a soma
Dois mais dois,
O futuro que será a decisão dele
Equivalera a quatro,
Enquanto ele estará apenas
Ressaltando um valor óbvio
Será obrigado a admitir
Que estará com isso adivinhando
Seu futuro,
Que por sua vez lhe trará
O resultado quatro”.
Rana continuou em silêncio.
“Ele pensara que estará
Tomando uma atitude
Mas na verdade
Estará apenas fazendo
O que queremos,
Ou seja, voltando com você.”
Rana imediatamente
Se ergueu da cadeira
Em que estava sentada
E beijou o rosto
Da cartomante em agradecimento.
“Isto é tudo que desejo,
Que o destino interfira
E que o traga de volta”.
Encerrou a conversa
E saiu.
A cartomante fraudou
O telefone de Reinaldo,
Copiou dados,
Restringiu ligações,
Fingiu conversas e desviou
Tudo que não lhe era do interesse.
Foi simples fazer
Reinaldo acreditar
Que amava Rana
E que ela era o amor
De sua vida.
Tudo que a cartomante
Precisou foi usar sua voz
Em períodos intermitentes
Através do celular de Reinaldo
Para estragar relações pessoais
Dele,
E até mesmo prejudica-lo
Em seu trabalho
Até que desolado,
Ele só visse Rana
Como alternativa
De melhoria de seu estado mental.
A relação dois mais dois
Foi jogada contra ele
Sem que tivesse escolha,
O resultado quatro
Lhe veio por obrigação,
Por força oculta,
Determinismo de seu estado
Psíquico por ouvir sem parar
A voz desta estranha
Que tinha por objetivo apenas isto:
Entregá-lo sem restrições a Rana.
E os meios para alcançar este fim
Não tiveram limites,
Desde o cachorro da vizinha,
Até sua atual namorada
Ter outro rapaz em vista,
Inclusive a viagem de seus pais
Para férias,
Tudo foi determinado
Por está estranha,
Inclusive suas ideias mirabolantes
De que os pais foram Sequestrados
E de que a vizinha
Recebia ligações
E até mensagens
Endereçadas a outra pessoa.
Como se houvesse
Uma linha que ao invés
De correr livre
Se entrelaçava
E o dirigia sem vontade própria
Para Rana,
O objeto final da cartomante.
Quinze dias após
As interferências
Reinaldo tocou a campainha
Da casa de Rana
Lhe levando um colar
De presente
E decidido a reatar
E desta vez,
Disse ele:
“ é para sempre”.

Jogo de Interferência

Adilson acordou determinado
A mudar sua trajetória de vida,
Olhou para a luz do dia,
E decidiu construir seu destino,
Contudo, esforçar-se
É-lhe um ato odioso.
Olhou-se no espelho
E se viu presidente,
Não lhe haveria cargo
Mais conveniente,
Lugar mais digno de estar
Do que a frente de seu país.
Maquinou como conseguir isto,
Evidenciar a todas as pessoas
O quanto ele nasceu
Para ser bem sucedido,
Ter êxito em tudo,
Sucesso no que quisesse,
Pois, via-se como o centro
Do universo,
O poder central,
A origem de um país
Onde pessoas como ele
Tivessem suas inteligências
Ressaltadas.
Foi até o banco,
Juntou todo o dinheiro
Que pode,
Retornou até sua casa,
E viu que era pouco,
Decidiu enganar alguns analfabetos
De cidades vizinhas
E nem mesmo os conhecidos
Lhes fugiram do alcance.
Levou cada um deles
A fazer financiamentos
Junto ao banco
Para retirar dinheiro
E investir em terrenos
Países vizinhos,
De posse do dinheiro
De tais pessoas
Recomendou a elas
Que aguardassem,
Pois logo, os antigos proprietários
Dos imóveis
Entrariam em contato
Com tais pessoas
Para entregar a chave
Dos imóveis e
Assinar contratos.
Deixou diversas cidades felizes
Com seu entusiasmo
E esforço como amigo
E intermediário de tais negócios
Grandiosos.
Juntou o dinheiro
E comprou uma enorme antena,
Desta antena,
Espalhou outras pela cidade
E lá colocou uma câmera
Com áudio e vídeo e som.
Da antena mestre,
Que se localizava
Perto de sua casa,
Ele enviava mensagens
A todas as pessoas
Que lhes ouviam de suas casas
Por intermédio de tais antenas.
Logo, ficou famoso
E reverenciado,
Tornou-se um respeitado
Senhor na região,
Dali, ordenou que o atual presidente
Fosse morto,
E escolheu a si próprio
Por meio de uma votação
De cédulas onde casa presente
Assinava o nome corresponde
A quem quisesse que substituísse o cargo vago,
No caso,
O presidencial.
Poucos colocaram
Outro nome,
Ele fez questão de apagar
E colocar o seu próprio
De maneira
Que elegeu-se unânime.
Em questão de meses,
Era presidente,
Os não adeptos a ele,
Ele os enviou para outro país,
Por meio de distribuição
De passagem aérea,
As quais cobrou de antemão
Do próprio enviado
Para evitar gastos desnecessários.
Juntou cada um,
E o máximo que pôde
De pessoas num barracão
Visando falar sobre
Os imóveis destes
Adquiridos em outro país,
E queimou com todos dentro.
Estes nem voaram,
Ou adquiriram nada,
Muito menos espalharam boatos
Contra a palavra de Adilson,
O novo presidente do país anticorrupção.
Adilson em casa um de
Seus discursos
Fez questão de usar
Palavreado estranho
Ao usual daquelas pessoas,
Ele nunca esforçou-se
Para ser interpretado,
Tudo que quis,
Unicamente,
Foi eleger-se unânime.
Destacou suas habilidades,
Ganhou prêmios eméritos,
E fez questão de que
Entre o presente e o futuro,
Houvesse o que definiu destino,
Que por sua vez,
Era assinado por Adilson
No que se referia a vontade
De toda e qualquer pessoa
De seu país.
Instalou o máximo que pôde
De antenas nos lugares
Mais previsíveis ou não
Do país,
Vigiou todos,
Falou de cada um,
Decidiu a vida e morte
De toda a sua população.
Ao final,
Decidiu-se dono
Daquelas terras,
Mandou cada prefeitura
Derrubar todo casebre
Que lá estava erguido,
E que junto,
A polícia armada estivesse presente
Para atirar e matar
Toda pessoa que lá permanecesse.
Porém, ele não emitiu ordem
De despejo,
Enviou prefeitura e polícia
Para derrubar e matar de imediato.
Decidiu por conta própria
Quais casas tomaria posse
E quais levaria aos escombros,
Desde os grandes centros
Até os mais remoto interior
De cada município.
Fez-se dono de terras
E tudo que mais houvesse.
Não fez outra coisa
Senão falar o tempo inteiro
Através daquela antena,
Interferindo em cada vida,
Até ver-se único naquelas terras,
Soberano de si,
E de seu redor.

Destino à ROCAM