Num futuro próximo
A radiocomunicação
Tomara conta da linguagem
E definirá o que é
E o que nunca será.
Disse Luciano,
Com o fone de ouvidos
Sobre as orelhas,
Enquanto mexia em alguns botões,
Aumentando volume
E se aproximando do botão
Referente a oitiva de outra casa.
Cada residência possuía
Um número e era reconhecida
Desta maneira,
Cada cidade possuía um equipamento
Diferente destes de audição
E fala.
Nisto, a mansão dele
Foi obrigada a aumentar
O tamanho,
E logo, ele tomou conhecimento
De cada residência de seu país,
Separadas por região:
Cidade, estado.
As famílias não possuíam
Nomes próprios,
Mas, uma ou outra
Ganhou destaque e reverência,
Com algumas ele falava mais
Outras preferia ouvir
E reagir.
Logo, tornou-se rico,
Fez imenso dinheiro
Por meio de manipulação
Delas ações destas pessoas.
Tomou grandes proporções,
Por fim, ouvia o mundo
E interferia em tudo.
Fez de sua mansão
Um enorme castelo,
Tornou sua propriedade
Sem limites,
Enfim, consumiu uma cidade,
Depois outra,
Agora, vê-se dono de seu país
E aproxima-se de barganhar
O país vizinho.
Pela radiocomunicação
Conseguiu poder sobrehumano,
Dirige cada centavo
Que circula pelas ruas
E cada pessoa que possa dirigi-lo.
Nas ruas colocou radiopatrulha,
Lá as pessoas que trabalham
Neste veículo
Recebemos ordens por telefone
E Interferência – pelo próprio rádio
Do veículo,
Não reconhece quem ordena,
Mas conhece o tom de voz
E a ordem é imediatamente executada.
O progresso de sua tomada
Do país foi imensurável
Que agora Luciano
Decidiu implantar o rádio transporte,
Ou seja, tudo será feito
Por comandos de sua voz.
Desde a distribuição de drogas,
Acontecerá de tal forma:
O sujeito paga pelo uso da droga,
A ligação é feita para ele,
Nisto ele recebe os efeitos,
Gosto e modos de uso,
Também a quantidade pelo rádio transmissor.
Recebendo pela ordem da voz,
O cidadão telepaticamente
Faz o uso,
E reproduz os efeitos
Que tenha ganhado direito
Sobre o que lhe for permitido,
Conforme tenha pago.
Lá na esquina,
Miriante teve direito
A usar nicotina,
Recebeu pelo rádio transporte
Um maço de cigarros,
Agora ela tem por efeito
Poder prostituir-se sem ser
Descoberta pelos pais,
Faz com isto,
Bons lucros
E ganha bons clientes satisfeitos
Com seu poder alucinogico.
A voz de Luciano
Perpétua pelo país
Feito a luz,
Ele não precisa fazer
Qualquer coisa
Para que sua vontade
Seja materializada.
Alguns botões são deslocados,
Pois nisto ele cansa
De determinados gêneros de pessoas
E as excluí,
A radiopatrulha já está treinada
Para eliminar sem deixar vestígio.
Tudo existe a seu gosto,
Sem esforço,
Sua vontade é soberana,
Efeito bomba atômica.
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