quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Palavra: A Fonte de toda Ação

A palavra proferida
Produz adeptos,
Convence a quem acredita.
Depois de falada a frase,
Prende-se a ideia,
E faz dela
Um caminho
Em que a carrega consigo
Como verdade
E fonte.
Quem bebe
Desta fonte
Se felicita,
Se convence
E segue.
Os adeptos fazem
Desta frase,
A ideia pública
Do que aquele que a disse
Acredita.
Depois de pública,
Outras pessoas seguem
E algumas poucas refletem
E regurgitam.
Afastada a ideia
Considerada errada,
O primeiro que a disse
Ainda se sente preso
Ao que falou,
E recusa-se a se afastar
Por mais que se diga:
“Primeiro, você está
Em erro”.
O primeiro não entende,
E ele tem seus adeptos.
Porém, o Senhor
Apresentou o nome
De cada coisa a Adão,
E Adão conhece tudo
Pelo nome,
Porém, os anjos não,
Mas, os anjos,
No céu,
Esquecem mais rápido.

No Quintal com Minha Inimiga Mortal

Rashid era agricultor,
Trabalhava com gado,
Todo dia plantava grama,
Todos os dias os bois
Se alimentavam dela.
Rashid casou-se com Aline,
Muito felizes,
Tiveram o Bruce Wayne,
Bruce gostava de galinhas,
Cuidava delas desde pintinho,
Corria atrás dos pintinhos
Brancos, pretos e amarelinhos.
O galo amarelo amava
O Bruce,
E a galinha Namadinha
Gostava demais do garotinho.
Certo dia,
Bruce notou
Que seus pintinhos sumiam,
Então, correu para a cozinha
E chorou abraçado
Mas pernas de sua mãe
Dizendo:
“Você está fazendo
Pintinho para o almoço!”
Ele gritava.
“eu não Brucinho,
Estou fazendo um gatinho”.
Mas, Bruce não se acalmou,
Como seus pintinhos
Não cresciam?
Para onde foram seus filhinhos?
Ele correu para fora
De casa,
Encontrou um ninho
Cheio de ovinhos,
Haviam vinte e cinco ovos.
Ele se acalmou,
Ficou feliz de novo,
Brincou com os ovos,
Logo teria mais vinte e cinco
Pintinhos para o seu terreiro.
Porém, um cheiro quente
Chegou no ar,
Bruce soltou os ovos
Que tinha no colo
E olhou para o céu.
Não havia nuvens lá,
Mas um cheiro estranho
E quente chegou nele.
O que será?
Ele se perguntou.
No outro dia,
Feliz contou ao papai
Rashid que encontrou
O ninho repleto de ovos,
Pegou na mão do papai
E correu levar o papai
Até lá.
Mas, chegando perto,
Viu o que não queria ver,
Cascas de ovos
Por toda parte,
E ovo nenhum mais
No ninho,
Cadê os bichinhos?
Foram comidos!
“Quem comeu os ovos
Da galinha do meu filho?”
Gritou Rashid exasperado.
E pegou o filho no colo
E correu para a cozinha.
“Você está fazendo pastel
Aline?”
Ele indagou falando
Do lado de fora da janela
Aberta.
“Eu não, meu amor!”
Respondeu ela
Que abria uma massa
Com o rolo.
“Mas papai,
Ela está fazendo massa!”
Gritou Bruce Wayne
Apontando para as mãos
Da mamãe sujas de ovos
E a massa sendo aberta
Aos seus olhos.
“Mas, querido filho,
Que mal há nisso?
Você ama massa!”
Ela disse.
Levando a mão suja
Até o rosto do filho
E repousando um beijo
No rosto do esposo,
Ao seu esticar da pia
Para fora da janela.
Mas, Bruce irritou-se.
E empurrou a mão da mamãe
Com força.
“Você catou os ovos
Dos meus pintinhos
No ninho e está fazendo
Massa deles”.
Ele gritou,
Se jogou no peito
Do papai e chorou.
“Não filho,
Estes ovos
Foi você quem trouxe,
Não são os dos seus pintinhos.”
Ela disse com amor.
“Mentira mamãe”.
Continuou Bruce aos
Prantos.
“Verdade filho,
Sua mamãe não mente.”
Disse Rashid.
“Vamos ver o gado
E você se acalma,
Logo descobrimos
O que houve.”
Disse Rashid.
E subiu ladeira acima
Com o Bruce no colo
Ainda chorando.
No caminho ele achou
Alguns pés de Pitaya
E colheu algumas frutas
Para os dois,
Depois sentaram sobre
Umas pedras próximas
A plantação de Pitaya
E comeram a fruta
Abrindo com os dedos
E comendo com a própria boca,
Sem facas ou outro
Utensílio.
Com isso,
O gado assustou-se
Ao vê-los lá de longe,
E começaram a correr
E pular e soltar os pés
Para trás.
“Há algo errado filho”.
Disse Rashid.
Se levantando das pedras
E olhando assustado
Para o gado
Que corria atordoado.
“to, tô, tô, toooo”.
Bruce disse,
Levantando a mãozinha
Para o alto
E chamando o gado.
O gado ouviu
E se acalmou,
E a passos rápidos
Veio até ele
Por meio do potreiro
Que ficava ao lado
Deles.
“O que vocês tem?”
Perguntou o Bruce
Assustado.
O gado chorava
De medo e levantava
Os pés do chão,
Como se dissesse
Que algo da terra vinha
E pegava eles.
Rashid ficou assustado
E contou o gado,
Faltava três bois.
Cadê os bois?
Bruce olhou
Para a janela
E buscou a mamãe,
Que cortava o macarrão
Com uma faca sobre a pia.
Rashid não se contentou,
“Há alguém nos fazendo mal
Filho “
Ele disse.
Então subiu nas pedras
E buscou com os olhos,
Segurando o filho nos braços,
Buscou algo de errado próximo.
Não havia nada.
Depois disso,
Ele achou a estrada
De perto de casa
Muito suja,
E falou:
“ Filho, a estrada está suja
De capim grande e alto,
Eu vou capinar
Porque algum bicho
Surge dali e assusta
Os pintinhos e o gado
E eles fogem pra longe”.
Soltou o menino na escada.
“Ta bom, papai”.
O menino ficou ali
Comendo Pitaya.
Rashid pegou a enxada
E foi capinar,
Da escada, Bruce notou
Aquele ar quente perto do
Papai e correu até lá,
O ar vinha do canavial
Ali debaixo da estrada.
Bruce correu,
E viu algo escuro
Dentro do canavial
Como se fossem três grandes
Pneus um sobre o outro.
Inocente,
Pulou sobre aqueles
“Pneus”,
Porém, chegando lá
Viu se tratar de uma
Gigante cobra,
Escura por cima
E desenhada por baixo,
Com cores da terra
E desenhos que lembravam
Folclore árabe.
“Papai”
Gritou o menino
Agarrado a cobra
Com unhas e dentes.
Então, a cobra virou
A boca da direção
De Rashid
E não o comeu,
Mas tentou
Comer o Bruce.
Rashid se levantou
Do capim que cortava
Com a enxada e viu
Tamanha cobra.
E se assustou.
“Filho, filho, filho”.
Gritou.
E a cobra tomou
Conta do céu,
Enegrecendo o azul
E era enorme,
E alcançou grandes proporções.
A galinha e o galo
Correram para ajudar,
Pulando com os pés 
No couro da cobra
E mordendo ela
Sem parar,
Os pintinhos pequeninhos
Que mal andavam
Também ajudaram piando,
E bicando com seus 
Pequenos bicos.
Nisto, Wolverine 
Correu muito irritado,
E mordeu o rabo
Da cobra e o puxou,
Eis que era enorme,
Chegou até o quintal
De casa
E a cobra não saiu do céu.
Ele arranhou com as garras
O rabo da cobra,
E mordeu com toda força,
Então, a cobra dançava 
No ar,
Parecia não sentir dor,
Quase sorria,
Feliz porque iria se alimentar 
Da família de Bruce.
Mas Rashid lhe desferiu
Cinco golpes mortais
Com a própria enxada
Na cobra,
E ela caiu no chão como
Se fosse um prédio,
Enorme, negra e sem controle
E Bruce caiu do lado,
Mas Rashid o pegou no colo.
E com a outra mão
Jogou pedras na cobra,
Que morta,
Abriu a boca devido
Ao golpe e vomitou
Os ovos do Bruce
E também um boi.
Bruce gritou de medo
“Corre papaiii”.
Ele disse.
“Não se preocupe filho,
A cobra está morta”
Gritou o papai.
Depois ele pegou uma
Enxada e cavou sem parar,
Fez um buraco enorme
E jogou a cobra dentro
Para que não sobrasse nada
Dela.
E a partir de então,
Os ovos trouxeram
Muitos pintinhos
E o gado nunca ficou
Assustado.
O Bruce ajudou
O papai a cavar o buraco
Com suas mãozinhas
De bebê,
E também ajudou a empurrar ela,
E a cobrir o buraco
Com terra e pedras.
Ninguém contou nada
A mamãe
Para ela não ficar assustada,
E mamãe fez para almoço
Macarrão com bacon
E batata fritas e queijo.

Meu Esposo

Saudade do meu amor

Que não se contém

E sempre me ajuda

Em tudo que eu precisar.

 

Ele vê a estrada suja,

Não se poupa,

Pega a enxada

E me ajuda a capinar.

 

Dividimos o trabalho,

Eu amontoo a sujeira,

Ele recolhe com a camioneta

Strada,

E leva o capim recém

Capinado

Para dar de alimento

Aos porquinhos.

 

Aproveitamos

Colhemos uvas na parreira,

Ele lava de uma a uma,

Eu seco com a toalha,

Depois guardamos na geladeira.

 

Ele me protege dos insetos,

Dos animais peçonhentos

Ou bichos venenosos,

E eu protejo ele de tudo

Que posso,

Nós protegemos um ao outro

E eu o amo

E sinto saudades

Até mesmo se ele for

Ao banheiro,

É perto,

Mas eu sinto falta

E o amo,

Amo sem parar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Amor e Um café

Eu me sento seguro
No café do shopping,
Sorvo um gole fresco,
O sinto escorrer
Por meus lábios,
Massagear minha garganta.
Nisto, Tess chega,
Se senta ao meu lado,
Abraça meu braço
E encosta sua cabeça
Em meu ombro.
Eu sorrio,
Ela parece adormecer,
Sinto que minha esposa sonha,
E como se despertasse
Ela diz com sua voz suave:
“Marlon, se eu me virar
Você ainda estará aqui?”
Ela indaga
E neste instante
Se segura com ambas
As mãos em braços fortes:
“Sim”.
Digo.
“Enquanto você estiver
Eu estarei”.
Ela sorriu
E quase salta da cadeira
Então se vira
E beija meu ombro
Com seu hálito fresco,
Intenso feito café,
Doce feito um anjo.
“Obrigada.”
Ela fala.
“Eu te amo”.
Ela encerra.
“Te amo “
Acrescento
Repousando um beijo
Sobre seus cabelos escuros,
Um beijo que vem
Lá do alto,
Como se estivesse no céu,
E repousa nela feito
Uma carícia.
Um beijo de um homem
De seus mais de um metro
E oitenta,
Na minha pequena garota
De seus um metro
E cinquenta e tantos.
Ela suspira,
Eu me sinto satisfeito,
Levo minha xícara 
Até sua boca,
Ela bebe serena
Do café que escolhi,
Ela me olha,
Eu sorrio,
Continuo ali.

Eu Te amo

O amor dispensa juramentos,
Não,
O amor pede declaração,
Pede frases com paixão,
Olhar atrevido,
Carinho público,
Afeto desatinado.
Sim,
O amor se contém,
Mas também se abre,
Se expõe,
Se você pensa
Que amar é corriqueiro,
Saiba que a carga mental
Do dia-a-dia é muito
Exigente,
E não custa nada
Dizer que ama,
Sorrir da raiva,
E abraçar nas discutidas.
Amar é estar com um pé
No medo
E o outro na vontade
De correr para este
Ser que é amado
E não deixá-lo sozinho
Por nada,
Amar é vencer o medo,
Amar é contar segredos,
Repartir ideias,
Falar de vivências,
Rever experiências
E deixar o passado
Para trás.
Amar é dizer que ama,
É expor sentimentos evidentes
E não guardar para si próprio
A intensidade do que sente,
Eu te amo
E sinto orgulho de sentir isso,
Nós discutimos
E eu te amo
Com o mesmo ímpeto.

Amar-se

Da frase sempre

Te amei

Sem pedir

Nada em troca

Eu retiro a ideia simples:

Me amo de toda forma.

 

Me amo quando

Você me ama,

Me amo quando

Me visto bem,

Me sinto segura

De tudo que uso,

Me sinto em paz

Com meu espírito,

Minha maneira de ser

E minhas características.

 

Sim,

Me aprovo se estou gorda,

Me aprovo mais magra,

Gosto de mim mesma

Como eu estiver

E sou forte o suficiente

Para controlar questão

De peso,

Gosto,

Medidas

E apegos.

 

O não pedir nada em troca

Vem do amar profundamente

Você própria

A ponto de dar a você

O que você gosta

E precisa

E abandonar o que te faz mal,

Querida,

Se você precisa pedir

Saia fora desta medida

A relação não é para ti.

 

O ganhar vem do dar

Pelo ato de amar,

Pela bondade de ser,

Do ato de agradar

Porque quer estar perto,

Ser admirado,

E amado.

 

Se você precisa pedir

Ele não quer dar,

Desista,

Este garoto não precisa

De você,

Muito menos a ama o bastante.

 

Entenda que amor

Não é pedido

É cedido

Por ser amor,

Ame-se e não

Coloque-se

Em relação

De pedinte.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Pequena Mariazinha

Desde pequena fodia,
Com pais, irmãos e família
A linda Mariazinha,
Agora diz-se mocinha
Quer casar
Virou moça do lar.
Contudo,
Lá está o lindo rostinho
Com as marcas da infância
Estampada em toda face,
Começou o sexo
Em idade pequena
E guarda com ela
Cada uma de suas mazelas.
Quem a desposa
É este rapaz de família?
Homem honrado
Que deseja ser respeitado,
Coitado, coitado,
Sobrará para o João
Da Mercearia,
Que nada vende
Nem tampouco faria.
Por quê Seu João,
Aí neste estabelecimento
Comprava Mariazinha,
A pequena menina
Que não amadureceu
Seus traços
Apenas perdeu seu regaço
Para o pai, irmãos e o
Padrasto.
Ora, mas não faça
Pouco caso,
Bem aí na sua esquina
Vende-se agora
Uma pequena Mariazinha
Por que você passa
E fecha os olhos,
O que você se nega a ver?
O que é comprável
Com seu dinheiro ,
Ou o que você fez
E nunca cansa de fazer?!
Deixa a Mariazinha falar
Todos na cidade
Querem ouvir
O que tem a dizer,
Vejam seus traços de bebê
Caírem a mesa,
Pobre menina
Desde sua majestosa infância
Deixou de ser criança,
Tornou-se mulher cedo
Ainda,
A pequena cobiçada menina.

Te amo