domingo, 12 de abril de 2026

Impedida

De súbito
Seu perfume
Me vem vagamente a alma,
Eu me vejo a percorrer
Todos os corredores
Sem sentir esforço
Rápida e decidida
Em busca dele,
Eu preciso ver,
Sentir seu cheiro,
Estar perto,
Tocar,
Ter seu calor.

Uma sensação de frio
E medo percorrem meu corpo
E eu não desisto
Mas talvez tenha chorado
No caminho,
Junto a isso,
Sinto vergonha.

Vergonha dos meus erros,
De tudo que houve
Para nos separar.

Ah, o coração que ama
Não deixa,
Não importa o que exista,
Ele insiste,
E o rosto dele retorna
A minha mente.

Bom, seria impossível esquece-lo,
E eu nunca pensei
Que seria capaz de fazer isso,
Mas, algo tão simples
Me tira do meu destino
E muda meu caminho,
A saudade.

Então, o vejo,
E vem um intervalo
Onde tudo é vácuo,
Em meus ouvidos
Eu posso ouvir seu coração bater,
Na minha mente,
Me vejo a abraça-lo,
E beijar seus lábios,
Chego a sentir o desejo
Pulsar delirante em mim,
Insaciável e inconsciente.

Nada de lucidez,
Só desejo e prece,
Um pulsar do coração
E um nome,
Então, um vazio
E a espera me consome.

Preciso de seu abraço
Para me sentir viva,
Preciso tê-lo comigo,
Me esforço para me mover,
Tenho medo de desviar o olhar
E vê-lo desaparecer.

E por fim, vem a lembrança
Completa do adeus
Em que ele vira as costas
E saí da minha vida,
E vejo passar meus dias,
Pingar minhas forças
Para me colocar de pé,
Feito gota a gota do meu sangue,
Perde-lo me fere,
E consome.

Esforços vigorosos
Me fazem chegar até ele,
Tocar seu braço
E ganhar seu olhar,
Depois um sorriso seu
E mais nada,
Ele se adere ao adeus,
E eu desfaleço,
Sem implorar por minha vida,
Sem beber da minha alma
Que deixei com ele
Quando fui impedida de ficar.

Sua

Depois de estar
Em seu abraço,
Provar seu beijo,
Me ver calma e segura
Agarrada ao seu peito,
Uma sensação aterradora
De desespero me retira
De perto dele,
E me puxa com força
Rápida e traiçoeira
Num único instante
Me vejo longe,
Desesperada e sozinha.

Eu não posso toca-lo,
Não tenho forças
Para me manter em pé
Até vê-lo se torna difícil,
Não consigo caminhar até ele,
Há algo,
Há algo muito potente
Que me distancia
E me faz ficar a esmo.

Mesmo sabendo
Do quanto o quero,
O tanto que o amo,
Mesmo tendo ouvido
Meu coração suplicar
Este algo me distancia,
E ele fica lá.

Minha alma mergulha
Num vácuo silêncio
E escuro onde busco
Por sua imagem,
Nossas lembranças,
Seu cheiro,
Tento recuperar meu estado
De sobriedade
De pessoa segura
Que sempre sabe o que faz,
Mas, na verdade
Não sei ,
Não sei estar sem ele.

Mas estou
E preciso me manter,
Foi breve o instante
De estarmos juntos
Me agarro a isso,
Muito breve
E maravilhoso.

Algo me segura
E me leva para baixo,
Mais para baixo,
Sempre para baixo,
Até que me vejo a sufocar
E guardo deste que amo
Uma vertigem,
Um delírio louco
Que me mantém,
Sem ele,
Para ele.

Um horror vago
Oprime meu peito
E um frio percorre minha pele
Recentemente beijada
E acariciada,
A sensação de descida
É interminável e lúgubre.

Há em mim um oco,
Um vazio que cresce
E me toma inteira,
Só resta a lembrança
E o coração silencioso
Que bate
E chama seu nome,
Que sinistro desconcertante,
Tivesse ultrapassado
Na descida os limites do tempo
Nem assim poderia esquecer.

E por fim, estacada,
E então, a loucura me toma,
Prefiro a delirante sensação
De estarmos juntos
Ante a ideia de nunca mais
Vê-lo,
Tocá-lo,
Tê-lo.

Minha memória
Se ocupada de coisas proibidas,
Ali ela não encontra barreiras,
O tem,
O mantém,
Me ganha
E me toma,
Sou sua,
Inteira de minha memória,
Por culpa de um beijo
Que não sou capaz de superar.

O Amor

Eu buscava esquece-lo,
Mas, não posso dizer
Que conseguiria,
Porém, tentei esquecer,
Fechei os olhos,
Deixei o vento soprar
Meus cabelos,
A noite chegar
E o dia raiar...

Não posso definir
O que sou sem ele,
O que restou da felicidade
Que tomou minha face
E ligeiramente implora
Pelos beijos dele,
Não posso falar,
As palavras são vazias.

Porém, nem tudo está perdido;
Nem no sono mais profundo,
Não poderá estar,
No delírio,
Não poderá estar,
Em um desmaio,
Não poderá,
Na morte,
Não poderá estar,
No túmulo,
Mesmo ali no silêncio escuro
Da paz forçada da alma
Poderá estar perdido,
Do contrário,
Não sei o que seria capaz.

Minha vida se tornou supérflua,
Meus sonhos são nulos,
Me vem logo seu rosto
No primeiro pensamento,
Seus beijos
No último
E me vejo busca-lo.

É, o amor é imortal,
Eu sou a que não suporta
Mais amar tanto,
Buscar tanto,
E nem ao menos vê-lo,
Onde estará?

Desperto de meus devaneios
E rompo com a miragem
De que ele logo chegará
E me sinto louca,
Me sinto presa em tudo
Que sinto
E este amor me consome
Por dentro,
Tivesse-o perto,
Ó amor mais que perfeito,
Mas, o mantendo distante
Torna-se castigo!

Cruel amante,
Logo em seguida
Não lembro o que sonho,
Esqueço da própria vida,
Preciso dele comigo,
Seu efeito é devastador.

Ao tentarmos retornar
Para nós mesmas
Depois de amar,
Algo se desperta
E algo fica para trás...

Primeiro desperta a alma
E é difícil se acostumar
Depois vem o físico
E é impossível não chamar
Seu nome.

O que é este palácio
De torres tão altas
Que o amor faz escalar
Para depois nos jogar
No abismo sem fim
De um princípio vazio
Onde não importa
O que se faça,
Não há como voltar atrás?

Seria como as paredes
De um sepulcro?
A corroer a carne
E dilacerar os ossos,
Estas sombras me consomem,
Não posso calar a voz
Que grita seu nome
De tão distante,
Tão longe
E ele não ouve.

A alma se recusa
A retornar para nós,
Me faz despencar
E foge para ele,
Ela é intolerável a distância.

Me sinto sentada
Em brasas ardentes
Prestes a virar cinzas
E não querer outra coisa
Exceto ser consumida,
Devorada viva
Como um dia fui por seus beijos.

Doces beijos de um traidor,
Ele esqueceu de nosso amor,
Fugiu do que houve,
Se recusa a ver
O quão perfeito fomos
Um para o outro.

O vejo por onde vou
Como uma visão pairando no ar,
Pareço estar fazendo amor,
Sinto seu sorriso,
Seu calor,
Sonho seus sonhos.

O amor é o perfume
De uma flor desconhecida
Que você se importa
Em ir buscar
E querer saber sobre ela.

O amor é aquela imagem
Que nos acompanha
E que os outros não podem ver,
Mas que nos sustenta,
Capta o fugidio fulgor
De beijos que arderam
Feito fogo a percorrer a pele
Mas que hoje
Buscam outras carícias,
As quais não queremos ver,
Nem saber,
Só recordar as antigas.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Feliz aniversário mãe

Feliz aniversário mãe,
Acima de tudo
Eu juro,
Mesmo distante dos seus olhos
Eu sempre estou perto,
Porque te amo
E você é sempre meu
Primeiro pensamento.

Não se engane,
Eu estou sempre presente
Em pensamento
E coração,
E me alegro em ver seu sorriso
Crescer e refrescar seu olhar
Sempre que você me vê chegar.

Por tanto,
Do amor que você me ensinou
Tudo restou,
Eu vivo dele,
Vivo nele,
E espero sua visita
Todo o instante.

Estou enraizada em seu amor,
Sou edificada no seu amor,
Me completo com seu amor,
E me firmo na fé
Do que digo e sinto,
De tudo que existe
Seu amor é o mais bonito.

Conforme você me educou,
Eu transbordo gratidão
Por cada sonho que você sonhou
E me realizo
Em cada conquista
Do que você me ensinou
A buscar.

Não se escravize em enganos
Não importa o que lhe digam
Ninguém lhe amará como
Eu amo
Nem sentirá a falta que sinto
De estar perto,
De te abraçar,
De dizer que te amo mãe.

Não há plenitude
No que eu faça
Se eu não tiver sua graça,
Obrigada por me educar
Com poder e autoridade,
Você me fez amadurecer
E me ofereceu todos os alicerces
Que eu preciso para viver.

Não há amor
Que se estabeleça
Por mãos humanas,
O amor nasce na alma,
E floresce no olhar,
O amor nasceu com nós
E se multiplica em nossos carinhos.

Nosso amor nasceu no seu ventre,
Fez minha carne
De sua carne,
Minha vida de sua vida,
Meu sorriso do seu sorriso,
Você é minha flor favorita,
No meu jardim
É o que há de mais bonito.

Neste amor estou alicerçada
Em fé,
Não importa o que haja,
Permaneço em pé,
E no meu horizonte
O objetivo maior é sua face,
Minha mãe adorada,
Eu amo cada dia
Que passamos juntas
E cada sonho que sonhamos
Uma com a outra.

Você é meu auge,
É o despojar do superficial,
É meu sangue,
Minha alma,
Você sabe perdoar,
Sabe ajudar,
Sabe cuidar,
Você sabe amar
E me ensinou a ser assim,
Simples e humilde,
A distância que nos separa
É simples sombra,
Ou seja, é nada diante
Do imenso sol
Que há de amor entre nós.
Te amo mãe,
Feliz aniversário.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Quem Bate é o Medo

Acordei tocado
Por longos dedos finos
E frios feito gelo,
Eles passeavam por meu corpo,
Derretendo-se sobre minha pele.

O líquido escorria,
De súbito abri meus olhos,
E me vi de frente para
Um longo corpo curvilíneo
De vestes escuras.

Então, quando sorri,
Uma espécie de fogo
Tomou conta de seu rosto,
E o quarto flamejava,
Enquanto eu arfava de espanto!

De repente, algo passou
A derreter e se aproximar
De mim,
Senti como se aquele ser
Vestido de negro
Estivesse se decompondo
Ante meu olhar perturbado.

Então, mais nada.
A chama diminuiu
E seus cabelos negros
Ficaram a mostra,
Depois suas sobrancelhas grossas
E bem delineadas,
Então, seus olhos,
Depois lindos lábios trêmulos
E seguros.

Notei que se tratava
De uma tocha de fogo
Que lentamente queimou
A querosene deixando
Uma fumaça densa e fedorenta
No ar,
Com aquele semblante
A tremeluzir atrás dela.

Era uma tocha
E atrás da tocha uma mulher,
A frente dela estava eu
Deitado e nu
Sobre minha cama.

Assombrado fechei
Meus olhos e adormeci
De puro espanto.

O universo fez silêncio aterrador,
Me atirei neste silêncio
E não quis mais nada
Além da quietude
E o escuro aconchegante
Onde eu nada via
E nada me espantava.

De repente, a chama
Se extinguiu por completo
Deixando-me a mercê
De um escuro mágico
Onde nada se via,
Eu pude notar mesmo
Com os olhos fechados.

Então, ouvi um barulho
De passos andando até eu,
E notei um hálito seco
Tocando minha face
Sem falar.

Eu desejei abrir os olhos,
Mas sabia que o escuro acolhedor
Acolheu aquele corpo esguio
E me deixou inseguro,
O silêncio de um túmulo
Me aguardava
Após o arfar de um peito
Próximo ao meu corpo,
Muito próximo.

Fosse o instante da morte,
Eu a recebi de maneira
Nada corajosa,
Fechei os olhos e
Não abri mais,
A espera.

Doce tortura que me conduziu
Até um sono profundo
Onde adormeci
E ao acordar não recordei muito,
Também não sonhei.

Apenas adormeci e
Permaneci calado,
Contando o ar da respiração,
Cortando o arfar do meu peito amedrontado,
Até me induzir ao sono
Sem sonhos,
Sem abrir os olhos
Ou mexer sequer um dedo.

domingo, 5 de abril de 2026

Nuvem da Morte

São 3:49 da madrugada
De Páscoa,
Contabilizamos mais de 1.000 mortos
Por insuficiência respiratória.
Falou o doutor Roultin,
Do hospital de Bangladesh.
Libertando o último corpo
Feminino que imobilizado,
Entrou arfando com dificuldade
E após espumou pela boca
E ouvidos e então, desfaleceu.
Não havia motivação
Para tal surto que atacou
O início da cidade,
E adentrou ao grande centro urbano.
Na reunião hospitalar
Concluíram que o que
Ocorreu de novo na região
Referia-se a um bando de mosquitos
Estranhos que tomou conta
Do céu feito uma nuvem escuro
No dia,
Afastando o sol da cidade
E após este episódio
Houve o surto motivado
De mortes.
Os mosquitos iniciaram
Seu ataque as 10:00 da manhã
Do mesmo dia,
E então, o hospital começou
O atendimento de pessoas
Com insuficiência respiratória
E não cessou mais.
Aparentemente, os mosquitos
Eram cheios de sangue
E este sangue era transmissor
De uma doença mortal.
Por isso, uma única picada
Produzia a morte instantânea
De grande parte da população
Mais suscetível a ter dificuldade
Respiratória.
Ao sair do plantão as 4:00
Da madrugada,
O doutor quase sofreu um
Infarto fulminante,
Vez que, havia mortos
Por todos os cantos da cidade.
Feito bonecos
Sentados ou caídos
Nos locais mais estranhos
E inesperados.
Mesmo as dependências de
Fora do hospital continha
Pessoas até cada canto
Da cidade.
Logo, foi enviado uma comunicação
Por meios de comunicação
Da região para que se trancassem dentro
De suas casas
Para evitar a infestação.
Os remédios contra mosquitos
Logo acabaram e seu efeito
Foi passageiro.
Os pernilongos penetravam
As residências pelos locais
Mais inesperados,
Quebrando vidro aos bandos
E atacando até mesmo
Dentro da carros.
Havia acidentes por toda parte,
Inclusive de carros
Que invadiam residências.
Os sobreviventes usavam chinelos
E desferiam chinela das
Nestes bichos até suas mortes.
As paredes ficaram todas
Cheias de sangue destes insetos.
O governador contratou
Helicópteros para jogar veneno
Sobre a cidade por via aérea.
Pessoas iam caminhando
Por cada rua passando veneno
Com máquinas especiais
Contra os insetos.
Porém, não foram poucos
Os helicópteros alcançados
Pelos insetos
Que foram derrubados
Sobre as residências,
Causando morte de todos
Os ocupantes
E danos irreversíveis.
Nas pessoas que iam
Caminhando passando
O veneno os mosquitos
Penetravam suas roupas
E lhes picavam.
Eles simplesmente, caiam
Com as mãos apertadas
No gatilho do veneno
Até perderem suas forças
E não se levantarem.
Já não tinha muitas pessoas
Para socorrerem uns aos outros.
Todos tossiam
E usavam máscaras no rosto
E um tecido sobre a máscara
Como meio de proteção.
O caminho para o hospital
Ficou lotado de mortos
E pessoas gritando de dor
E tossindo até acabar suas forças,
Caídos de boca aberta
Jogados sobre o capô
Dos carros
Com a mão esticada
Buscando ajuda.
A comida ficou contaminada,
A água também,
A população ficou exilada,
Sem comunicação
E sem meio de se ajudar.
Os aparelhos respiratórios
Não foram suficientes,
Os remédios não surtiam efeito,
A morte veio em pequenas doses
E não foi preciso segunda picada.
Um pequeno mosquito
Trouxe a ruína social,
E a dizimação do estado.
Insatisfeito, Morins pegou
Seu carro e foi até sua namorada,
A encontrou na cama,
Ninguém atendeu a porta,
Seus pais estavam mortos,
Em Frente a televisão
Com o controle de tv
Em suas mãos.
Ele correu ao quarto,
Juntou a garota
Já desmaiada de sobre a cama
E a levou de carro
Para qualquer lugar
Para onde pudesse fugir.
Um espírito estranho
O guiava a isso,
Parecia o rosto de sua namorada,
Porém, era de criança ainda.
Ele só entendeu
Depois de acelerar muito
O veículo e fugir rápido
Para outro país,
O mais distante possível dali.
Ela estava grávida
E seu instinto protetor
O informou sobre o filho.
Chegando no outro país,
Ela tossiu e apresentou
Os primeiros sinais fortes
De vida.
Estavam a salvos,
Ela e o bebê .
E lá atrás muito distante,
A nuvem de pernilongos
Voava pelos céus,
Aterrorizadora e próxima,
Muito próxima.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Deus é Piedoso

O homem é ingrato de berço,
É servo de Deus próprios servos,
Segue o caminho tortuoso
Se suas pegadas forem feitas
Por maior número,
Ele não gosta de ser solitário.
Ao invés de atribuir
O nascimento de suas filhas
A Deus,
O homem prefere sufocar até a morte,
Ele prefere os adornos do corpo,
Prefere o ouro
E regalias que o dinheiro trás.
E ele entrega tudo
Que estiver ao alcance,
Não diferencia,
Não consegue compreender
O livro evidente.
Eles dizem somente:
Encontramos nossos antepassados
Neste caminho,
E seguimos-lhes as pegadas.
Não importa que anteriormente
Não houvesse a leitura do Alcorão,
Ou que o livro não estivesse
Escrito ou ao alcance,
Só importa a estes seguir
O que os outros fazem,
Obedecer cegamente
O número de maior adeptos.
Continuarão assim
Mesmo que saibam da orientação
Correta que seus antepassados
Não possuíam,
Eles rejeitam a Deus
E ao invés de entregar
Suas filhas aos anjos,
Vendem-nas.
Estes serão derrotados,
Pelos guiados por Deus,
Os crentes não toleram
A venda de crianças,
Ou mesmo o estupro
Ou a violência em seus corpos,
Os crentes seguem Deus,
Deus os guia e não sei passado.
Estas palavras são transmitidas agora,
E estão ao alcance de todos,
A vergonha de vocês venderem filhos
Por trocados e achados
Há de ser encerrada,
Deus não os ampara.
Você é capaz de ver seu erro?
Dinheiro não traz virtude,
E ações são descobertas,
Cubra seu rosto,
Se envergonhe de suas atitudes,
Tenha as filhas para crescer,
Viver gosta de ideia de sua mãe
Ter sido estuprada ou sua avó?
Envergonhe-se e siga Deus.
Estuprar é inaceitável,
É ato vergonhoso,
É intolerável,
O dinheiro que isso lhes trás,
Não paga a morte que te espera,
O inferno é sua passagem,
Este gozo temporário.
Deus, pertence aos piedosos.

Um Princípe