São 3:49 da madrugada
De Páscoa,
Contabilizamos mais de 1.000 mortos
Por insuficiência respiratória.
Falou o doutor Roultin,
Do hospital de Bangladesh.
Libertando o último corpo
Feminino que imobilizado,
Entrou arfando com dificuldade
E após espumou pela boca
E ouvidos e então, desfaleceu.
Não havia motivação
Para tal surto que atacou
O início da cidade,
E adentrou ao grande centro urbano.
Na reunião hospitalar
Concluíram que o que
Ocorreu de novo na região
Referia-se a um bando de mosquitos
Estranhos que tomou conta
Do céu feito uma nuvem escuro
No dia,
Afastando o sol da cidade
E após este episódio
Houve o surto motivado
De mortes.
Os mosquitos iniciaram
Seu ataque as 10:00 da manhã
Do mesmo dia,
E então, o hospital começou
O atendimento de pessoas
Com insuficiência respiratória
E não cessou mais.
Aparentemente, os mosquitos
Eram cheios de sangue
E este sangue era transmissor
De uma doença mortal.
Por isso, uma única picada
Produzia a morte instantânea
De grande parte da população
Mais suscetível a ter dificuldade
Respiratória.
Ao sair do plantão as 4:00
Da madrugada,
O doutor quase sofreu um
Infarto fulminante,
Vez que, havia mortos
Por todos os cantos da cidade.
Feito bonecos
Sentados ou caídos
Nos locais mais estranhos
E inesperados.
Mesmo as dependências de
Fora do hospital continha
Pessoas até cada canto
Da cidade.
Logo, foi enviado uma comunicação
Por meios de comunicação
Da região para que se trancassem dentro
De suas casas
Para evitar a infestação.
Os remédios contra mosquitos
Logo acabaram e seu efeito
Foi passageiro.
Os pernilongos penetravam
As residências pelos locais
Mais inesperados,
Quebrando vidro aos bandos
E atacando até mesmo
Dentro da carros.
Havia acidentes por toda parte,
Inclusive de carros
Que invadiam residências.
Os sobreviventes usavam chinelos
E desferiam chinela das
Nestes bichos até suas mortes.
As paredes ficaram todas
Cheias de sangue destes insetos.
O governador contratou
Helicópteros para jogar veneno
Sobre a cidade por via aérea.
Pessoas iam caminhando
Por cada rua passando veneno
Com máquinas especiais
Contra os insetos.
Porém, não foram poucos
Os helicópteros alcançados
Pelos insetos
Que foram derrubados
Sobre as residências,
Causando morte de todos
Os ocupantes
E danos irreversíveis.
Nas pessoas que iam
Caminhando passando
O veneno os mosquitos
Penetravam suas roupas
E lhes picavam.
Eles simplesmente, caiam
Com as mãos apertadas
No gatilho do veneno
Até perderem suas forças
E não se levantarem.
Já não tinha muitas pessoas
Para socorrerem uns aos outros.
Todos tossiam
E usavam máscaras no rosto
E um tecido sobre a máscara
Como meio de proteção.
O caminho para o hospital
Ficou lotado de mortos
E pessoas gritando de dor
E tossindo até acabar suas forças,
Caídos de boca aberta
Jogados sobre o capô
Dos carros
Com a mão esticada
Buscando ajuda.
A comida ficou contaminada,
A água também,
A população ficou exilada,
Sem comunicação
E sem meio de se ajudar.
Os aparelhos respiratórios
Não foram suficientes,
Os remédios não surtiam efeito,
A morte veio em pequenas doses
E não foi preciso segunda picada.
Um pequeno mosquito
Trouxe a ruína social,
E a dizimação do estado.
Insatisfeito, Morins pegou
Seu carro e foi até sua namorada,
A encontrou na cama,
Ninguém atendeu a porta,
Seus pais estavam mortos,
Em Frente a televisão
Com o controle de tv
Em suas mãos.
Ele correu ao quarto,
Juntou a garota
Já desmaiada de sobre a cama
E a levou de carro
Para qualquer lugar
Para onde pudesse fugir.
Um espírito estranho
O guiava a isso,
Parecia o rosto de sua namorada,
Porém, era de criança ainda.
Ele só entendeu
Depois de acelerar muito
O veículo e fugir rápido
Para outro país,
O mais distante possível dali.
Ela estava grávida
E seu instinto protetor
O informou sobre o filho.
Chegando no outro país,
Ela tossiu e apresentou
Os primeiros sinais fortes
De vida.
Estavam a salvos,
Ela e o bebê .
E lá atrás muito distante,
A nuvem de pernilongos
Voava pelos céus,
Aterrorizadora e próxima,
Muito próxima.
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