Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
terça-feira, 28 de julho de 2026
Josmar
Filho do Raso
Eu vi você passar ontem
De Meriva vermelho,
Hoje você ressurge
Grávida e me amando
Para valer,
Ta bom,
Acredito em você
E o filho é meu
Então vamos tê-lo,
Me acompanhe para escolher
Qual quarto ele irá usar
Ao nascer,
Que cor pintar
E que brinquedos por...
Bem, agora junto de mim
Entenda o seu engano,
Você saiu com outro homem
E eu vi,
Não existe erro,
Eu sofri por uma noite,
Mas, você perderá
Por uma vida,
Adeus,
Tudo acaba aqui,
E seu filho não irá nascer,
Nem aquele homem
Irá saber que seria pai,
Acabou para nós,
E acabou para você.
Com duas facadas
Eu encerro sua vida
E a do seu bebê,
Não é meu,
Não será seu,
Nem dele ou de qualquer outro,
O amor venceu,
Parabéns,
Sangre até morrer,
Você poderia não ter
Me traído
E agora não estaria boiando
Nestas águas turvas
De um rio que você
Sempre desejou estar
E que eu nunca a acompanhei,
Oh, você me traiu
Naquele maldito Meriva,
E agora será de gelo
E mais nada,
De pedra até definhar,
Virar comidas de peixes,
Ontem você não quis
Me encontrar
Hoje eu opto por não te ver.
Baby, eu quis estar com vocÊ,
E você preferiu ele,
Ao invés de estar
Na nossa casa a me esperar,
Você preferiu a vida de motel
Que ele te deu,
Um instante e uma vida
No ralo.
Olhe, não pensa que
eu não sofro vendo você boiar
E esta água te levar
Para tão distante
A sangrar o maldito filho
Que você deu a ele,
O maldito filho que você escolheu
Para concretizar seu amor.
Não, você nunca me amou
Naquele maldito Corsa
Que você escolheu para estar
Comigo em cada segundo
você fingiu desde a música alta,
Até o lugar que optou
Por ir.
Veja meu coração,
Sinta como sofre,
Sinta-me enquanto ainda
Houver calor no seu corpo,
Até enquanto estas águas
Não te congelem,
E os peixes não comam
Sua pele,
Seus lindos olhos abertos,
E sua língua a me implorar
Pela vida que você não quis me dar,
Então, ele seria o pai,
E você esta morta agora.
Agora que estas águas te levam
Nunca mais você irá me tocar,
Gelada e comida de peixes,
A sangrar seu feto
De quanto tempo?
Meses ou dias?
Você pensou que eu não descobria,
Mas, eu te dei alternativa,
Te dei a opção de se desculpar,
Se ajoelhar aos meus pés,
Me implorar
Por mais segundos de vida,
Pelo respirar do seu filho,
Pelo sorriso dele
no seu colo,
Pela voz no seu ouvido,
Eu disse implore.
Você não me ouviu?
Você falou com aquele homem
Aos sussurros,
Aos murmúrios,
Você fugiu do que eu sentia,
Você acha que tudo acabou
Entre nós?
Então, por que tentou me enganar,
Como achou que fugiria?
Olhe as chaves do meu Porshe,
Eu sou o poder,
sou o grande homem,
E vocês nunca mais se verão,
Acabou pra você,
Acabou para o bebê,
Com o que você sonhou
Quando chamou o nome dele?
Estou pensando em como encontrar ele,
Se comido por peixes
Ou pelos animais selvagens,
Abandonado a sua espera
Em algum lugar deste bosque,
Vamos pronuncie uma palavra,
Implore pela vida dele
Como você antes gritava de prazer,
Veja como você sangra em sua barriga
Neste singelo corte
Que arrancou de você seu bebê,
O fruto do amor proibido,
O fruto do veneno,
Agora você irá cada vez
Mais para o fundo,
Seu amor irá sucumbir com você.
Com a mão direita
Ele tocou entre o meio das pernas dela,
E apalpou num gesto de retirar o bebê,
Fazer uma espécie de vácuo,
E gerar contração muscular,
Então, retirou secreções dela
Que não moveu-se,
Nem pode defender-se.
Apenas foi carregada pela água
Para o fundo,
E para cada vez mais longe.
O rapaz passou as mãos
pelo cabelo num gesto nervoso,
Se levantou das margens do rio
E retornou para a casa
no seu Corsa prata.
Com lágrimas no olhar
E singelo ódio no coração,
Não havia testemunha,
Exceto o homem de Meriva
Percorrendo de rua em rua,
em desespero por não ter notícias,
Desta que nunca mais poderá chamá-lo,
Pois agora bebe da água do rio,
Não fala,
Ou move-se.
domingo, 26 de julho de 2026
Patrulha Rural a Caminho!
Suzan abriu a torneira
E aproveitou em seu copo
De vidro escurecido
As últimas gotas de água
Que mal saciaram sua cede
E arfou em desacordo.
-"outra vez faltou água,
Como irei lavar a roupa?"
Ela indagou em voz alta,
Correndo para a área de serviço
E apertando o botão de desligar
Da máquina que fazia barulhos
Ensurdecedores por estar
Sem água.
-"Que droga,
Quase queimei a máquina
Por deixar ela funcionar
Tanto tempo sem água."
Ela falou outra vez.
Estava sozinha,
Mais uma vez
Outro de seus namorados
A abandonou devido ao lugar ermo
Em que vivia,
Pois dependia de água encanada
Para beber
E de energia elétrica da cidade
Para ter luz.
A água faltava por qualquer motivo,
E ficava as vezes três dias
Sem ter água para lavar a roupa,
Puxar a descarga do banheiro,
Fazer limpeza ou a comida.
Tudo ficava as moscas,
E muito sujo,
O banho era racionado pela
água de uma sanga
Que corria próximo a casa.
Quando a sanga tinha
Bastante volume de água
Ela tomava banho desnuda
Na própria sanguinha,
Quando tinha pouco ela
Puxava de balde
E tomava banho com poquissíma
Água,
Isso passava uma impressão
De sujeira que a irritava.
Já quanto a energia elétrica,
Sempre faltava até devido ao vento,
Ou então por mal contato,
Ou algum galho de árvore
Que se enroscou nos fios
De alta tensão da estrada.
Os namorados odiavam
Os banhos de sanga,
E tinham pouca paciência
Para a luz que faltava,
Sempre ocorria de quebrarem
A vela antes de acender,
Devido a irritação por faltar luz
E serem obrigados a ficar no escuro.
A vela acesa e torta
Passava uma ideia de desleixo,
ninguém ficava,
O amor morria da mesma
Maneira que nascia:
Do dia para a noite.
O senhor que cuidava
Do funcionamento da água
já não atendia o telefone
Para Suzan irritada
Ela corria até seu pai
E gritava para ele tomar atitude.
Seu pai,
Homem sério e honesto
Sempre era ouvido,
E ao menos recebia
Uma notícia em razão
Da falta de água:
-Ah, quebrou o cano
Próximo ao terceiro vizinho,
Depois de esta arruamado
A água seguira o destino.
Dizia o senhor ao seu pai.
-Quanto tempo demora isso?
Indagou ele.
-Demora ir até a cidade
Comprar o tamanho do cano
Que precisa,
Depois abrir o buraco onde
O cano passa e concerta-lo.
Ele respondeu.
-Está certo,
Vou esperar.
Mas, Suzan perdeu a calma,
Tomou o telefone
Das mãos de seu pai
E começou a gritar ferozmente
Com o Antonio que cuida
Da água,
Irritado ele respondeu a altura:
-Vou deixar você sem água Suzan
Quem você pensa
Que é para me irritar?
Ele respondeu.
Ela irritou-se ainda mais.
-Vou te matar Antonio.
Nisto o pai de Suzan
Lhe tomou o telefone
De suas mãos e lhe desferiu
Um tapa na cara
A jogando no chão de brita
Da frente de casa.
Seu pai morava a uns cem metros
Da residência de Suzan,
Que levantou do chão com raiva
E investiu contra ele
Com tapas e socos na cara
E por todo o corpo.
Seu pai se irritou ainda mais
E desferiu um soco no rosto
Que a fez cair para trás,
Outra vez, ela se levantou
E empreitou contra ele
Com chutes em suas pernas,
Desta vez ela ganhou
um chute no quadril
Que a jogou longe.
Irritada ela correu
E pegou uma madeira
De próximo da casa
Que estava caída no chão
E lhe desferiu golpes
Contra o corpo,
Sua mãe saiu de dentro
De casa com uma faca na
Mão e gritou:
-Vá embora maldita,
Eu vou te sangrar a facada!
Sua mãe falou.
-Não mãe,
Por quê você esta
Do lado dele?
Ele só me faz mal!
Suzan respondeu.
Depois segiu com os punhos cerrados
Para o lado da mãe
Que apontou a faca
E desferiu golpes no ar
Fazendo Suzan correr.
Suzan foi para sua casa,
Algum tempo depois
Uma viatura policial surgiu
Em frente a sua casa.
Ela ficou com medo
E tirou a roupa ficando nua
Dentro de casa.
Então o policial
Se aproximou dela
Que foi até a janela
E gritou alucinada de raiva:
-eu estou sem água
E você me prende?
Por que ao invés disso
Você não concerta a água
Para eu ter o que beber
E como tomar banho!?
Ela disse.
-Eu não sabia que se tratatava
De falta de água,
Sua mãe ligou e disse
Que você está tentando matar
Seu pai e sua mãe!
O polcial respondeu
De arma em punho
chegando perto da janela
De Suzan.
-O quê? Mentira,
Eu só queria água,
Eu não tenho calma
com esta falta de água,
tudo está sujo,
Eu preciso me alimentar...
Ela gritou.
Depois se afastou
e começou a se masturbar,
Esfregando suas mãos
Em seus seios
E babando com a própria boca
Sobre eles
E então delsizando a mão
Até seus quadris,
E depois ela sentou no chão,
E introduziu seus dedos
Em sua própria vagina e disse
Olhando chorosa
Para o policial:
-Você está com cede?
Porque eu estou com cede,
Você me vê aqui neste chão
E gosta?
Porque eu odeio estar aqui.
Você quer transar comigo
Porque eu estou metendo
Meus próprios dedos em mim.
Ela disse
Enquanto deslizava seus dedos
Dentro de sua vagina.
-Não senhora,
Eu quero te ajudar,
Eu preciso que você
Me conte o que houve
Entre você e seus pais,
Por quê você quer feri-los?
Ela o olhou atordoada
Sem acreditar no que ouvia.
-Eu estou sem água,
Neste chão sujo,
Com esta louça que esta
Na sua frente sobre a pia suja,
Eu estou com fome
E não tenho água para
Fazer comida,
Você ouve minha barriga roncar?
Ela pediu.
-Senhora, me perdoe,
Então você esta irritada
Porque não tem água,
É isso?
Ele indagou de perto da janela.
-Você ouve minha barriga roncar
De fome?
Eu preciso de água.
Ela respondeu se levantando
Mantendo a mão dentro
Da vagina.
-Ouça minha mão dentro
Da minha vagina,
Você gosta desta barulho?
Este barulho de vai e vem
Você ouve bem, não é?
Mas, minha fome você não houve?
Ela gritou
E chegou perto dele,
E mantendo os olhos grandes
E escuros abertos
Ela chegou até o rosto dele
Com as mãos dentro da vagina.
- me veja eu suja!
Ela disse,
Totalmente descontrolada
e tirou sua mão de dentro
da vagina e pôs no rosto
Do policial e esfregou
Até dentro de sua boca.
-Senhora, por favor, pare!
Ele falou,
Tendo entre sua língua
Quente, rosa e úmida
Os dedos sujos do orgasmo
De Suzan.
-Me sinta,
Prove do meu ódio,
Prove da minha sujeira
E agora,
O que você fara se não tem água?
Ela disse irritada
Sobre os lábios dele.
-Senhora, esta ação policial
Esta sendo monitorada,
Se acalme, por favor,
Eu tentatei ajudar.
Ele respondeu.
-Me ajude!
Ela gritou nua
E puxou o braço dele
Que estava abaixado
E o ergueu até sua testa,
Pondo a arma dele encostada
Em sua cabeça.
-Atire contra mim,
Vamos mate minha cede,
Sacie meu ódio.
Ela gritou.
E manteve a mão dele
Esticada contra sua testa,
Usando suas duas mãos
Sobre a arma.
-Senhora, não faça isso,
Por favor,
Eu irei te ajudar.
Ele disse
E retirou a mão
Mantendo a arma nela
Logo em seguida.
Suzan não esperava
Uma força tão grande
E arrebatadora como a
Que viu no braço daquele soldado.
-Meu pai me bateu,
Ele fica contra eu
Sempre que tento lutar
Para nós ter água,
Ele me odeia...
ela gritava atordoada,
Depois puxou a mão dele
E colocou sobre
Seu ombro deslizando
Sua arma por seu corpo nu
E estremecendo de frio,
Medo e ódio.
O soldado tremia na sua frente
Assustado, com a arma
a percorrê-la apontando reta
Em seu corpo bonito e trêmulo.
-eu estou queimando,
Eu estou ardendo de desejo!
O soldado disse.
-Você esta com cede agora?
Tome da minha saliva!
Ela gritou e cuspiu
Contra o rosto dele.
Depois se aproximou
Com sua língua e o lambeu:
-Sinta a minha cede,
Sinta a minha cede.
Ela gritava trêmula
E ardente segurando o braço
Musculoso do soldado.
Depois num rompante de
Fúria ela puxou o braço dele
Para si e introduziu sua arma
No meio de suas pernas quentes
E seguras:
- Limpe meu corpo,
Me lave de desejo,
Tire este cheiro de vontade
De você que eu sinto agora!
Ela gritou.
Num ato desesperado
De desejo o soldado
Tentou pular a janela
Mas não conseguiu,
Então gemeu alto
E introduziu a própria arma
Que segurava dentro
Da vagina de Suzan e a moveu
Ferozmente e com desejos incotroláveis.
Suzan gozou alto
E o policial retirou a arma
De dentro de sua vagina
E então a lambeu:
-Deixe-me lavá-la
De desejo Suzan,
Deixa-me molhá-la
De porra.
Ele falou descontrolado.
Suzan tremia recostada
A pia de louça suja.
-Cuspa em meu corpo,
Me lave com sua saliva.
Ela gritou e o outro policial
Que esperava na viatura
Pôs-se a vir até eles:
-Shmit o que você está esperando?
Aconteceu algo errado?
Ele indagou enquanto
Estava a caminho deles.
-Gostosa, vadia,
Vou de lavar de prazer.
O soldado gritou da janela
Gemendo alto,
Então, cuspiu nos seios
De Suzan e depois tocou
Em seu pênis e lhe jogou porra
No rosto gemendo muito.
-Já vou Ronann.
Gritou ele
Olhando para trás.
-Não chame ele,
Suzan, venha até minha casa
E tome seu banho,
Eu vou conseguir água para você.
O policial respondeu sôfrego
De desejos e se afastou.
Suzan arfou
E o policial manteve
Seu corpo nu oculto
De seu amigo através
De seu próprio corpo.
O pai de Suzan estava
Próximo a viatura
Gritando de ódio,
E ele foi conduzido
Até o Antonio,
Instante em que foram
Solucionar pessoalmente
O problema da falta de água.
Então, o cano foi concertado
Pelos quatro e logo
A água chegou até a caixa
De água de Suzan que feliz
Correu tomar banho.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Prazer Criminoso
Vasculhar o celular
Do esposo nunca foi
Seu hábito favorito,
e estava ficando cada vez pior.
Sempre haviam mensagens estranhas,
Com nomes masculinos,
Porém, soavam tão femininas,
Não era do costume de Élide
Aceitar relações homoafetivas,
Aliás, nenhuma relação,
Ela era casada com Edist
Por que ele teimava em traí-la?
Teria que desistir,
Conhecer um novo homem,
Se distrair.
Bem, apareceu Antony,
E ela nunca mexeu no celular dele,
E ele nunca foi tão perfeito
e inexplicavelmente bonito.
Mas, algumas pessoas
Comentavam sobre ele,
Faziam esteriótipo,
Diziam sobre suas manias
Com relação as suas mulheres
E ele tinha muitas,
Em milhares sedentas
Por seus carinhos.
Isto, não era sedutor
Ou romântico.
Um homem que coleciona mulheres
É antiquado e antipático,
Ele se valoriza demais,
E não se adapta a ter uma vida casual.
Um sujeito mulherengo
Que fica com todo mundo,
Também não é um relacionamento
Perfeito ou mesmo adequado,
Mas, por que Edist insiste
Em se relacionar com homens,
E se forem mulheres
E ele apenas fingiu um nome?
Ela agendou encontro com uma,
E o que viu naquele bar
Acabou com sua autoestima,
Se tratava de uma garota,
E ela vinha acompanhada
De uma criança.
Ela ficou incrédula,
Seu esposo tinha relações
Com crianças?
Ele era pedófilo?
Chorando ligou desconsolada
Para Antony que logo veio
De motocicleta buscá-la
No bar.
Ela descobriu tudo isso
Através deste encontro,
No qual a mulher ficou chateada
Por ter de esperar algum tempo
Até que Edist chegasse
E foi logo falando todo o crime,
Que ele gostava desta relação,
Que sempre estaria com ela,
Porque ela nunca deixaria
De trazer a criança para ele
Sentir todo o prazer de que
Necessitava para se satisfazer.
Que ela tinha vídeos dele
Tocando a criança e
Fazendo sexo com a menina
De apenas um ano.
Que conforme a criança morresse,
Porque isso já ocorreu
Num passado não muito distante,
Ela nunca se importou
Em trocá-la na maternidade
Do hospital,
Já que ela trabalha como enfermeira.
Ela teria desmaiado
se a situação permitisse
Ante cada mensagem que recebia,
Tomando um Coca-Cola
Sentada na mesa
Em frente aquela mulher
Que enviou mensagens de texto
E também faladas
Sem importar-se com o conteúdo.
Depois enviou uma fotografia
Da menina sentada
Comendo um sanduíche,
De suas pernas abertas,
Como se isso causasse prazer.
Um desconfortável desejo
Por objetos ilícitos.
Antony chegou logo,
E ela correu até ele
Tonta e chorosa,
Temerosa de tudo que soube,
Tardou a falar
e não se importou
Nenhum pouco quando
Ele a tocou e transaram
Incessantemente naquele motel barato.
Ela optou por pegar o celular,
E enviá-lo por carta anônima
Até a delegacia por um mototáxi,
Tomando o cuidado de ficar
Extremamente longe de casa,
e esconder sua identidade,
Ela não quis envolver-se
Nenhum pouco com a situação,
Mas, também não desejou
Que ficasse impune.
Tomou todo o cuidado
De negar ter visto o celular
Do esposo,
E preferiu esperar para
Se separar dele por completo,
Mas, no mesmo dia
Encontrou pretexto casual
Para dormir em quartos separados.
Um cartão de prostituição
Que ele tinha na carteira
Foi motivo suficiente,
Ela era forte e destemida,
Mas o que soube a atordoou,
Seu esposo tinha relações
Sexuais criminosas
O tempo inteiro as escondidas.
Ela iria tomar a casa
Por dano moral,
E trazer Antony para protege-la,
Infelizmente, o teor do que
Edist fazia não lhe permitiria
um único dia de solidão
Ou solteirice,
Teria que imediatamente
Processar um e separar-se
E trazer o outro para morar
Com ela,
Ela temia por sua vida.
Já Apanhei e com Este, Como Será?
Tudo estava perfeito,
O rosto moreno entre seus dedos,
O sorriso malicioso
Em seus lábios
Feito um convite ao prazer,
O olhar másculo,
Contudo,
Quando fechou os olhos
Para beijá-lo,
Algo em seu peito a deteve:
As lembranças do passado
Foram mais fortes
E de tão intensas
Pareciam sufocá-la,
Ela teve que empurrar
Seu rosto e sentiu falta de ar.
O maxilar dele se contraiu assustado,
Ainda com os lábios serrados
Num bico de beijo
como se ainda estivesse nela,
Até seus olhos ficaram fechados,
E ele pareceu embasbacado.
O cheiro que vinha dele
Lhe causava enjoo,
Era como se outra vez,
Mesmo não se tratando
Da mesma pessoa,
Ela fosse sofrer.
E morrer em vida por um homem
Não faz bem,
Chorar pelos cantos,
Sofrer pela cidade
Deixou de ser seu objetivo,
Ela já se sentia madura demais
Para se permitir avassalar
Por um alguém fosse quem fosse.
Amar doía,
E se doía ela fujia.
O homem abriu os olhos
Estendeu as mãos
E segurou forte seu rosto,
Com os lábios avermelhados
E tão intensos de calor.
Ele a puxou e pediu desculpas
Bem de perto,
Com seu hálito sedutor
A tocando devagar
Feito uma carícia.
Depois ele a puxou para o
Seu ombro e a deixou ali
Até que seus medos descansassem,
Até que ela quisesse ficar,
E nunca um ficar quieta
Só sentindo cheiro e calor
Foi tão bom.
Seu antigo relacionamento
Lhe deixou marcas pelo corpo,
E sua alma o via em cada homem,
E sentia medo de todos,
Por que com este
Estava sendo diferente?
Até quando seria?
Ela já não sabia
Se queria encontrar
Estas respostas,
Mas, por ora se permitiu ficar.
Só desta vez,
Só enquanto ele estivesse
Sobressaltado de desejo,
Só enquanto o calor dele
Lhe tomasse por inteira,
Só enquanto seu cheiro
Lhe soasse tão suave e bom,
Só enquanto o suor dele
Escorresse por seu rosto,
Lhe tocasse a pele,
O pescoço e os seios...
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Mãos de Guerreiro
Minha vontade
foi não me libertar,
Eu nunca quis mais
Que neste dia
Ser possuída ali mesmo,
Sem vergonha,
Sem máscaras,
Em público por ele.
O grande homem
Por quem me apaixonei,
De olhos escuros e brilhantes,
Rosto gentil,
Sorriso compassivo,
Mãos grandes,
Eu o quis sem reservas.
Mas, antes de tudo
Desejei que ele implorasse,
Quis algum consolo,
Alguma prova contundente
De que não me abandonaria,
Ou trairia com quem fosse.
Eu me violaria
Se agisse diferente,
Eu precisava dele
E essa necessidade iria durar,
Eu soube disso,
Desde a primeira vez
Que olhei em seus olhos castanhos.
Ao examinar seu rosto,
Me vi insegura,
eu não parecia tão perfeita,
Tão pronta
Quanto a urgência gritava
De dentro de mim.
Ele se achegou e
Pegou em minha mão,
Sua mão grande guardava
A minha tão dentro
Que me vi consumida ali,
Suas mãos acostumadas
A empunhar uma espada
Sabiam bem manusear uma faca,
Como um guerreiro corajoso
Que sabe buscar o que quer,
Braços tão fortes
Que dobrariam o ferro
Entre os dedos,
Que tinham destreza no machado,
A lâmina afiada entre
Seus dedos virava artigo
De luxo
tamanha perfeição e habilidade,
o toque de suas mãos
Me deixou com os braços moles.
Eu me vi perdida nele,
Submersa em seu olhar,
Segura de todos os medos,
Vitoriosa e apaixoanda.
terça-feira, 21 de julho de 2026
Apaixonada
"Eu estaria mentindo
Se dissesse que não a quero
Em minha cama!"
Gustav guardou as palavras,
Lhe soavam aos ouvidos
Como uma carícia,
Era como uma lembrança
Vívida que causava prazer
E trazia sonhos.
Então, ele a desejava,
Sonhava em estar com ela,
Protegê-la dos perigos
de ser solitária
E ser protegida é bom,
Ela logo descobriria isso
E o escolheria.
Não seria erro
Se Gustav o escolhesse,
Ele era íntegro e honrado,
Sua voz lhe causava prazer,
A simples lembrança
De estarem juntos
Causava paz.
Uma mulher precisa de paz,
E um homem precisa
De uma mulher ao seu lado,
Tudo se encaixava tão bem,
Que perdê-lo seria impossível,
Ele a queria,
Dava para perceber isso
Em cada olhar
Que se esquivava
Como se buscasse fugir
Por ser incapaz de negar
O que sentia.
-
“porque não veio água Pra você, Você vem me incomodar Aqui em casa, Eu não sou rio, Eu não sou rio”. Foi a resposta do meu Próp...
-
Tenha bons sentimentos, Anime-se com um coração bom, A raiva desperta a ira, A ira perverte-se no ódio, E as circunstâncias ...
-
Sim, O rapaz da rede? Ele me ligou, Eu atendi. Pra eu foi amor, Pra ele eu nem sei, Questão de tempo, Conhecimento um do ...