quinta-feira, 23 de julho de 2026

Prazer Criminoso

Vasculhar o celular

Do esposo nunca foi

Seu hábito favorito,

e estava ficando cada vez pior.

Sempre haviam mensagens estranhas,

Com nomes masculinos,

Porém, soavam tão femininas,

Não era do costume de Élide

Aceitar relações homoafetivas,

Aliás, nenhuma relação,

Ela era casada com Edist

Por que ele teimava em traí-la?


Teria que desistir,

Conhecer um novo homem,

Se distrair.

Bem, apareceu Antony,

E ela nunca mexeu no celular dele,

E ele nunca foi tão perfeito

e inexplicavelmente bonito.


Mas, algumas pessoas

Comentavam sobre ele,

Faziam esteriótipo,

Diziam sobre suas manias

Com relação as suas mulheres

E ele tinha muitas,

Em milhares sedentas

Por seus carinhos.


Isto, não era sedutor

Ou romântico.

Um homem que coleciona mulheres

É antiquado e antipático,

Ele se valoriza demais,

E não se adapta a ter uma vida casual.


Um sujeito mulherengo

Que fica com todo mundo,

Também não é um relacionamento

Perfeito ou mesmo adequado,

Mas, por que Edist insiste

Em se relacionar com homens,

E se forem mulheres

E ele apenas fingiu um nome?


Ela agendou encontro com uma,

E o que viu naquele bar

Acabou com sua autoestima,

Se tratava de uma garota,

E ela vinha acompanhada

De uma criança.


Ela ficou incrédula,

Seu esposo tinha relações

Com crianças?

Ele era pedófilo?

Chorando ligou desconsolada

Para Antony que logo veio

De motocicleta buscá-la

No bar.


Ela descobriu tudo isso

Através deste encontro,

No qual a mulher ficou chateada

Por ter de esperar algum tempo

Até que Edist chegasse

E foi logo falando todo o crime,

Que ele gostava desta relação,

Que sempre estaria com ela,

Porque ela nunca deixaria

De trazer a criança para ele

Sentir todo o prazer de que

Necessitava para se satisfazer.


Que ela tinha vídeos dele

Tocando a criança e 

Fazendo sexo com a menina

De apenas um ano.

Que conforme a criança morresse,

Porque isso já ocorreu 

Num passado não muito distante,

Ela nunca se importou

Em trocá-la na maternidade

Do hospital,

Já que ela trabalha como enfermeira.


Ela teria desmaiado

se a situação permitisse

Ante cada mensagem que recebia,

Tomando um Coca-Cola

Sentada na mesa

Em frente aquela mulher

Que enviou mensagens de texto

E também faladas

Sem importar-se com o conteúdo.


Depois enviou uma fotografia

Da menina sentada

Comendo um sanduíche,

De suas pernas abertas,

Como se isso causasse prazer.

Um desconfortável desejo

Por objetos ilícitos.


Antony chegou logo,

E ela correu até ele

Tonta e chorosa,

Temerosa de tudo que soube,

Tardou a falar 

e não se importou

Nenhum pouco quando

Ele a tocou e transaram

Incessantemente naquele motel barato.


Ela optou por pegar o celular,

E enviá-lo por carta anônima

Até a delegacia por um mototáxi,

Tomando o cuidado de ficar

Extremamente longe de casa,

e esconder sua identidade,

Ela não quis envolver-se

Nenhum pouco com a situação,

Mas, também não desejou

Que ficasse impune.


Tomou todo o cuidado

De negar ter visto o celular

Do esposo,

E preferiu esperar para

Se separar dele por completo,

Mas, no mesmo dia

Encontrou pretexto casual

Para dormir em quartos separados.


Um cartão de prostituição

Que ele tinha na carteira

Foi motivo suficiente,

Ela era forte e destemida,

Mas o que soube a atordoou,

Seu esposo tinha relações

Sexuais criminosas

O tempo inteiro as escondidas.


Ela iria tomar a casa

Por dano moral,

E trazer Antony para protege-la,

Infelizmente, o teor do que 

Edist fazia não lhe permitiria 

um único dia de solidão

Ou solteirice,

Teria que imediatamente

Processar um e separar-se

E trazer o outro para morar

Com ela,

Ela temia por sua vida.

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