Vasculhar o celular
Do esposo nunca foi
Seu hábito favorito,
e estava ficando cada vez pior.
Sempre haviam mensagens estranhas,
Com nomes masculinos,
Porém, soavam tão femininas,
Não era do costume de Élide
Aceitar relações homoafetivas,
Aliás, nenhuma relação,
Ela era casada com Edist
Por que ele teimava em traí-la?
Teria que desistir,
Conhecer um novo homem,
Se distrair.
Bem, apareceu Antony,
E ela nunca mexeu no celular dele,
E ele nunca foi tão perfeito
e inexplicavelmente bonito.
Mas, algumas pessoas
Comentavam sobre ele,
Faziam esteriótipo,
Diziam sobre suas manias
Com relação as suas mulheres
E ele tinha muitas,
Em milhares sedentas
Por seus carinhos.
Isto, não era sedutor
Ou romântico.
Um homem que coleciona mulheres
É antiquado e antipático,
Ele se valoriza demais,
E não se adapta a ter uma vida casual.
Um sujeito mulherengo
Que fica com todo mundo,
Também não é um relacionamento
Perfeito ou mesmo adequado,
Mas, por que Edist insiste
Em se relacionar com homens,
E se forem mulheres
E ele apenas fingiu um nome?
Ela agendou encontro com uma,
E o que viu naquele bar
Acabou com sua autoestima,
Se tratava de uma garota,
E ela vinha acompanhada
De uma criança.
Ela ficou incrédula,
Seu esposo tinha relações
Com crianças?
Ele era pedófilo?
Chorando ligou desconsolada
Para Antony que logo veio
De motocicleta buscá-la
No bar.
Ela descobriu tudo isso
Através deste encontro,
No qual a mulher ficou chateada
Por ter de esperar algum tempo
Até que Edist chegasse
E foi logo falando todo o crime,
Que ele gostava desta relação,
Que sempre estaria com ela,
Porque ela nunca deixaria
De trazer a criança para ele
Sentir todo o prazer de que
Necessitava para se satisfazer.
Que ela tinha vídeos dele
Tocando a criança e
Fazendo sexo com a menina
De apenas um ano.
Que conforme a criança morresse,
Porque isso já ocorreu
Num passado não muito distante,
Ela nunca se importou
Em trocá-la na maternidade
Do hospital,
Já que ela trabalha como enfermeira.
Ela teria desmaiado
se a situação permitisse
Ante cada mensagem que recebia,
Tomando um Coca-Cola
Sentada na mesa
Em frente aquela mulher
Que enviou mensagens de texto
E também faladas
Sem importar-se com o conteúdo.
Depois enviou uma fotografia
Da menina sentada
Comendo um sanduíche,
De suas pernas abertas,
Como se isso causasse prazer.
Um desconfortável desejo
Por objetos ilícitos.
Antony chegou logo,
E ela correu até ele
Tonta e chorosa,
Temerosa de tudo que soube,
Tardou a falar
e não se importou
Nenhum pouco quando
Ele a tocou e transaram
Incessantemente naquele motel barato.
Ela optou por pegar o celular,
E enviá-lo por carta anônima
Até a delegacia por um mototáxi,
Tomando o cuidado de ficar
Extremamente longe de casa,
e esconder sua identidade,
Ela não quis envolver-se
Nenhum pouco com a situação,
Mas, também não desejou
Que ficasse impune.
Tomou todo o cuidado
De negar ter visto o celular
Do esposo,
E preferiu esperar para
Se separar dele por completo,
Mas, no mesmo dia
Encontrou pretexto casual
Para dormir em quartos separados.
Um cartão de prostituição
Que ele tinha na carteira
Foi motivo suficiente,
Ela era forte e destemida,
Mas o que soube a atordoou,
Seu esposo tinha relações
Sexuais criminosas
O tempo inteiro as escondidas.
Ela iria tomar a casa
Por dano moral,
E trazer Antony para protege-la,
Infelizmente, o teor do que
Edist fazia não lhe permitiria
um único dia de solidão
Ou solteirice,
Teria que imediatamente
Processar um e separar-se
E trazer o outro para morar
Com ela,
Ela temia por sua vida.
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