quarta-feira, 22 de julho de 2026

Mãos de Guerreiro

 Minha vontade

foi não me libertar,

Eu nunca quis mais

Que neste dia

Ser possuída ali mesmo,

Sem vergonha,

Sem máscaras,

Em público por ele.


O grande homem

Por quem me apaixonei,

De olhos escuros e brilhantes,

Rosto gentil,

Sorriso compassivo,

Mãos grandes,

Eu o quis sem reservas.


Mas, antes de tudo

Desejei que ele implorasse,

Quis algum consolo,

Alguma prova contundente

De que não me abandonaria,

Ou trairia com quem fosse.


Eu me violaria

Se agisse diferente,

Eu precisava dele

E essa necessidade iria durar,

Eu soube disso,

Desde a primeira vez

Que olhei em seus olhos castanhos.


Ao examinar seu rosto,

Me vi insegura,

eu não parecia tão perfeita,

Tão pronta

 Quanto a urgência gritava

De dentro de mim.


Ele se achegou e

Pegou em minha mão,

Sua mão grande guardava

A minha tão dentro

Que me vi consumida ali,

Suas mãos acostumadas

A empunhar uma espada

Sabiam bem manusear uma faca,

Como um guerreiro corajoso

Que sabe buscar o que quer,

Braços tão fortes

Que dobrariam o ferro

Entre os dedos,

Que tinham destreza no machado,

A lâmina afiada entre

Seus dedos virava artigo

De luxo

tamanha perfeição e habilidade,

o toque de suas mãos 

Me deixou com os braços moles.


Eu me vi perdida nele,

Submersa em seu olhar,

Segura de todos os medos,

Vitoriosa e apaixoanda.

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