Minha vontade
foi não me libertar,
Eu nunca quis mais
Que neste dia
Ser possuída ali mesmo,
Sem vergonha,
Sem máscaras,
Em público por ele.
O grande homem
Por quem me apaixonei,
De olhos escuros e brilhantes,
Rosto gentil,
Sorriso compassivo,
Mãos grandes,
Eu o quis sem reservas.
Mas, antes de tudo
Desejei que ele implorasse,
Quis algum consolo,
Alguma prova contundente
De que não me abandonaria,
Ou trairia com quem fosse.
Eu me violaria
Se agisse diferente,
Eu precisava dele
E essa necessidade iria durar,
Eu soube disso,
Desde a primeira vez
Que olhei em seus olhos castanhos.
Ao examinar seu rosto,
Me vi insegura,
eu não parecia tão perfeita,
Tão pronta
Quanto a urgência gritava
De dentro de mim.
Ele se achegou e
Pegou em minha mão,
Sua mão grande guardava
A minha tão dentro
Que me vi consumida ali,
Suas mãos acostumadas
A empunhar uma espada
Sabiam bem manusear uma faca,
Como um guerreiro corajoso
Que sabe buscar o que quer,
Braços tão fortes
Que dobrariam o ferro
Entre os dedos,
Que tinham destreza no machado,
A lâmina afiada entre
Seus dedos virava artigo
De luxo
tamanha perfeição e habilidade,
o toque de suas mãos
Me deixou com os braços moles.
Eu me vi perdida nele,
Submersa em seu olhar,
Segura de todos os medos,
Vitoriosa e apaixoanda.
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