terça-feira, 7 de julho de 2026

Amar é mais que isso

Amar cansa,

Amar fortifica,

Mas, amar faz perder,

Perder o medo de dizer

Que te amei sem porque

E quanto mais fiz

Por você

Mais faltou fazer,

Mas quer saber

Você nunca me pediu nada,

Em contrapartida,

Você nunca fez nada,

Aliás,

Pra você pouco importa

Ser o fim ou o início

Contanto que você

Tenha conforto

Neste seu mundo de patrício,

De chefe,

Mas, chefe de quê?

De ganhar tudo de graça,

Sem esforço,

Sem interesse,

Sem querer nada,

Só ganhar sem custo?

Um dia

Você irá se cansar de

Tudo isso

E vai ver

Que o tanto que te deram

Nunca foi suficiente

Para o quanto dariam

Se você tivesse

Sido um pouco,

Bem pouco melhor

Porque amar faz isso:

Faz dar-se

Por amor e entrega,

Faz dar sem reservas,

Amar,

Amar não é só receber

Ou ter tudo de graça,

Amar é estar perto

Por querer ficar,

Amar não é como

Você imagina

Ou foi amado.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Aline Te Amo!

 Aline,

Deixa a vitrine,

Entra na limusine,

E dá descaso ao cine,

O matine

Esta iniciando no vime,

Se anime.


Imagine

Que bom não define

Nem a palavra retine,

Examine,

Cada instante

Com você

Querida Aline,

É prazer não discrimine.


Que Deus me ilumine

E a palavra pertine,

Mas até a cabine,

É doce e quente

Se tenho você

Amada Aline.


Não se amenine,

Amada Aline,

Sub examine,

E me ame,

Só um pouco deste querer

Que lhe devoto e pulsa-me!

Amado Bruce

 Bruce

Seu doce mousse

O espera em lugares

Então, se debruce!


Aguce

Que esmiuce

E convide Marilice

Para o doce!


Não é couce

Convidar ao mousse

Sabendo em suas faces

O rosa do querer

E não desgaste

O tempo de comer

Com vinduce.


Ora, Bruce,

Não soluce,

Ou engasgue,

Há tanto mousse

E não embuce,

Então, se aguce!

Tiago te amo!

 Tiago é campo minado

Esses beijos balísticos

Que me veem de alvo

E eu me jogo

No seu caminho

A espera de todo afago,

Amor fresquinho,

E carinhos descontrolados.


Tiago o quiabo virou fiapo,

Veja sobre o guardanapo,

O almoço marcado esta estragado,

Mas, estamos abraçados,

Há um filmaço de um grisalho

Que esta dando pitacos

Num baralho marcado,

Vamos ver juntos

E rir deste jogo casado?


É exato que o cigarro citado

Nunca esteve entre seus dedos

Miúdos, compridos e prazerosos,

Mas, o orvalho caiu sobre o meu galho

Roubado no vizinho 

Logo cedo,

Avise-o,

Antes que eu enganada provoque o fiasco

De deixar este tempo inapto

Me convencer que há melhor momento

Que o que eu vivo ao seu lado.


Bem lembrado,

Este momento exato,

Eu beijo seus lábios

E você afaga meu corpo,

Deixa o resto

Para outro tempo,

Em que nós ouça o miado

Do gado encuralado

E tenhamos que buscá-lo

No quintal ao lado.

Tiago

 Tiago

Chicago de amargo

Tem seu descaso,

Como um naufrago

De um barco firmado,

Eu afago cada estrago

Que fiz em seu corpo

Por te amar tanto

Que me embarco

Em ser sua e abraço

Toda ideia de carinho

Que te leve ao piano

Onde eu fale de planos

E você construa sonhos.


Tiago,

Menino de afagos,

Homem de desejos insanos,

Um chiado do cavalo

Me diz que sairemos a passeio

Pelas ruas de Chicago

A colher aspargos

E planejar o almoço.


Tiago tivesse ficado

Sorrateiro e quieto

Eu não te beijaria tanto,

Nem desviaria o caminho

Nem um poco,

Não me culpe querido,

Se não sei controlar desejos

E amor correspondido.


Tiago

Ao encargo

Dos meus afagos,

Torna o caminho amargo,

Prefiro estar em seus braços

E não andar único passo,

Amarro o cavalo no pasto,

Das verdes ruas de Chicago

E me enlaço

No homem que amo,

Sou dele não há espanto!

Lucas

 Lucas,

Busca as chuvas?

Ou chutas as luvas

Para ver se é dia das bruxas

ou de sorte em algum anjo ou buda?


O amor é de natureza crua,

Te vê e me deixa nua,

Alma em flores e frutas,

Estou a vagar por ruas

Onde uma e outra

Se gabam de suas uvas, Lucas.


Não coloca a culpa

Nas custas,

Te amar não me obriga,

Me ajusta e completa,

Chulas são as mudas,

De asas e furnas,

Mas brutas são as carícias

Que você me dá e me turva

Por ruas

Que cruas

Me fazem ver luas

Ruças ou rubras,

Mas sempre suas,

Eu, as cores e as luas.


Lucas,

Amor cujas fugas

Surdas pelas dunas,

Chuta burcas e judas

Com duras lupas

A buscar-te por ruas

Desconhecidas

Onde um dia

Lhe deixei na padaria

A buscar cuca fresquinha.

Te Amo Lucas

 Lucas

Minha busca

Por nossa cuca

Encerra-se na esquina,

Bem em frente padaria,

Onde nosso pão 

Sai fresquinho,

E você me aguarda.


Lucas,

Não faz mal,

Nosso carro é o Fusca,

Mas que ideia brusca:

Esqueci as luvas

Bem lá perto do guarda-chuva,

E se faz frio Lucas,

Você só esta de bermuda,

Não subas

Tão depressa

Teremos que passar 

As grutas

Pra ver onde deixei as mudas,

Fica aí onde esta,

Eu dirijo até em casa,

E trago também uma calça.


Ah Lucas,

Te amar a quanto me puxa,

Me faz desejar frutas,

Cuca de frutas e plumas

O que acha?

Te amo Vida!

O Cara não desiste de mim!