quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Histórias de Enxente

As vezes o dia acorda nublado
E eu penso que farei hoje
Devo pôr mais esforço
No trabalho e exerce-lo 
Na neblina
Porque as horas passam,
Os dias terminam
E as contas chegam.

Ah, as contas que me movem
E meu poder de comprar
Que não se esgota
Em tudo que preciso
E imagino que quero,
Sim, parcelo em quantias
Pequenas e não posso,
Nem devo aproveitar
Os dias de sereno
Para descansar.

Minha saúde me auxilia 
E se ela se fragiliza,
Eu compro remédios 
E dou a partida. 
Lembro de um conselho
Que recebi tarde ou cedo,
Será que o sigo
Ou isto pertence a um passado
Que abandonei ao acaso.

Em certo dia de enxente
Um rapaz que fugia da água 
Suja que carregava coisas
E não carregou ele,
Bem, ele prendeu o pé 
E não podia sair
Mas, era obrigado a permanecer.

Tudo passava por ele,
Um cão que o olhou assustado,
Nadou e fugiu,
Uma mulher que se segurava
Numa tábua,
O olhou estupefata
Se esforçou,
Perdeu o medo que a mantinha
Aprisionada na ideia
De impossibilidade,
Soltou a madeira 
Pos os pés no chão 
E saiu.

Assustado ouvi um grito
Um pouco próximo 
Que disse:
Corte o que te prende,
Corte o que te prende.
Eu respondi assustado
Vendo minha chance de êxito 
Logo ali tão perto:
- de-me um machado!
Gritei em retorno.

O recebendo imediatamente 
Fiquei feliz 
Pois a água estava turva,
Rápida e sedenta por mim,
Eu vi.
Cortei logo meu pé,
Manquei e fugiiii!

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A vida em ruína