quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Uau, garoto

Cai a noite nublada
Sem estrelas declaradas,
Com a lua calada,
E eu com nada a falar,
Mas, um rosto em que lembrar.
Talvez, fosse falar de beijos,
Alguns contatos
E muitos segredos,
Mas, seu rosto cala
O que poderia porvir,
Prefiro o estar ao seu lado,
Ter você aqui.
De boca a boca beijadas
Quantos lhe falaram
De amor,
Tantas quanto eu seria
Capaz de pressupor
Nestes muitos versos
Tudo que me diz seu olhar
E esconde seu rosto.
De promessa a promessa,
Levaria algum tempo,
Mas, lhe diria em versos
Tudo que já possa ter ouvido,
E em nada mentiria,
Lhe nutro afeto,
Juras escondidas,
E um aspecto de culto
Ao que sinto
E não dependo de retribuição,
Amo por afeição.
Poxa,
Você é todo lindo,
E eu toda desligada,
Você é todo sério,
E eu gosto disso,
Seu cabelo espesso
Lhe cai muito bem
Na moldura deste rosto
Perfeito
Que desperta meu encanto
E querer,
Gosto dos seus lábios fechados,
Eu o imagino
Esperando meu beijo,
Gosto dos seus olhos escuros,
Eu imagino chegar
Tão próxima que possa
Sentir seu cheiro,
E ver você do jeito
Mais profundo
E lhe ter do modo
Mais íntimo.
Garoto você é lindo.

domingo, 9 de novembro de 2025

Castigo Registrado

Desta vez
Mamãe soltou o celular
E voou para a minha direção
Tão rápida
Que praticamente não a viu
Até sentir um tapa voando
Contra mim
E ver meu celular pular
Contra a parede
Se esbugalhando.
Então, não tive tempo
De me voltar para ver mamãe
E ambas as suas mãos
Me acertaram contra a face
E ombros e barriga.
“Maldita,
Maldita puta.”
Ela dizia,
Eu me calei
Apenas arregalei os olhos
E senti medo e dor.
Depois disso,
Ela me puxou pelos ombros
Me jogando contra a escada,
E me fazendo subir
Em direção ao quarto
Entre coices e tapas.
Eu gritei e chorei,
Mas ela continuou gritando
Ainda mais alto:
“Perdida, meretriz,
Puta, vagabunda de rua”.
Eu não tive tempo
Nem coragem para indagar
O que havia feito,
Só gemi e me contorci de dor.
Depois disso,
Ela abriu a porta do quarto
E me empurrou para dentro,
Me viu caída no chão
E não se apiedou,
Seja o que for que ela
Descobriu a meu respeito
Era terrível,
Aliás cruel.
Sangue escorreu
Dos meus ombros
E pernas,
Então ela tirou os chinelos
E bateu com eles
Contra meu rosto.
Depois, me empurrou
Se deitou sobre meu corpo
Num abraço
Num rompante de desespero
E chorou.
“Há um vídeo seu
No YouTube
E você está fazendo sexo anal.”
Ela terminou de dizer,
Muito tempo depois
De eu me ver sufocada
Contra o chão.
Então saiu e trancou a porta,
“Fiquei aí até
Criar vergonha “.
Ouvi ela falar
E chorei.
“o quê?
Eu estava num vídeo
Fazendo sexo
E este vídeo estava
Publicado para o mundo
Inteiro me ver?
Meu Deus,
Este foi meu fim.”
Meu mundo ruiu
Em dor, sangue e revolta
E o pior de tudo
É que transei
Com um número significativo
De garotos
E realmente,
Eu não saberia dizer
Quem fez isto contra eu.
Me filmar sem avisar
Para liberar acesso
A estranhos sobre minhas
Intimidades,
Meu corpo e minhas virtudes.

Garota Boba

Claire sentou na cama
Em noite escura,
Permaneceu na penumbra
Imaginando as estrelas
Da noite nua,
Sem lua,
Sem planeta,
Solitária,
Feito ela.
Sua mãe descobriu
Que ela praticava
Sexo anal
E decidiu não perdoar,
A enviou para o quarto,
Cancelou o patins,
E as amizades do bairro.
Agora,
Cada vizinha saberia:
“Sim, Claire faz sexo anal,”
E o falatório estava lançado
Aos ventos de norte a sul,
E para toda parte,
Logo viria o acréscimo,
“Já pensa em casamento”.
Contudo, a mãe irritou-se,
Deixou a bíblia aberta
E recomendou leitura,
Se trancou no próprio quarto
E chora compassiva,
Diz que Claire já não terá
Bom casamento
Ou futuro.
Pois é,
Claire entregou-se
A falsas promessas
E agora teve o futuro corrompido,
Dilacerado e a sangrar,
Feito as malditas fotografias
Que o Ricardo decidiu
Tirar sem sua permissão
Numa das noites
Em que sua mãe
Lhe permitiu trazer o amigo
Para o quarto
Para estudar
E acabou ficando tarde,
E então, ela deixou
Ele posar.
Não foi uma noite juntos,
Foram várias,
Não foi única vez,
Foram muitas,
E agora,
As fotos dizem mais
Do que Claire gostaria
De ver,
E muito mais do que sua mãe,
Iria querer saber,
Mas soube,
Sem querer,
E agora,
Restava noticiar ao pai.
Homem humilde
E trabalhador,
Porém, severo em suas idéias
E práticas,
Talvez, Claire seria obrigada
A trocar de escola,
De amigos
E até mesmo o bairro.
O pai é homem
Muito pragmático,
Não tolerara a ideia,
E se chegarem as fotos
Até suas mãos,
E chegaram,
O futuro está previsto:
Se mudar de cidade,
De trabalho,
De amigos.
Ferida,
Largada ao mal inevitável,
Ela fez sexo anal
Cedo demais,
Não ouviu os pais,
E talvez, não tenha
Sido apenas Ricardo
Quem tirou fotos
E a expôs.
Ocorreu de o muro
Da escola ter suas fotos
Coladas do início ao fim
E eram muitas,
De variadas poses,
Nenhuma postura,
Irremediável,
A mãe, merendeira da escola
Chegou cedo ao trabalho,
Mas, sentiu-se fraca demais
Para ter tempo de descolar
Cada fotografia
E evitar o mal maior:
Mas, o que houve
Não tem como calar.
Claire fez sexo anal,
Variou posições pornográficas
E agora, só falta estar a venda,
Feito uma peça de roupa,
Porém, ela está nua,
Fragilizada e entregue a realidade
De quem não se importa com ela:
“Os garotos espertos”.

sábado, 8 de novembro de 2025

Sangue e Vergonha

De repente,
Logo na entrada
Do supermercado,
Minha rival
Decidiu pegar o microfone
E gritar seu trunfo
Contra eu.
Simplesmente, ela disse:
“Pois é, dona Leila,
Sua filha,
Agora, faz sexo anal”.
Ela disse desta forma
E meu mundo ruiu.
Eu quis correr,
Disfarcei e peguei
Um carrinho para compras,
Apertei meus dedos
Muito forte nele.
Mas, minha mãe explodiu,
Uivou de raiva,
Se jogou no chão
Caindo ajoelhada
Com um barulho terrível
De ossos batendo
Contra o piso frio.
Levou as mãos
Ao próprio rosto
E arranhou-se inteira,
Fez vergões
Na própria face,
Depois continuou
E fez saltar sangue.
Então, retirando
De dentro dela
Uma força sobrehumana,
Se pôs em pé
E correu em minha direção
Uivando ódio,
Terror e vergonha.
As pessoas se encolheram,
Abraçaram umas as outras,
E os filhos correram
Para seus colos protetores,
Enquanto parte do meu cabelo
Voou nas mãos da minha mãe,
E parte do meu rosto
E pescoço,
Eu penso que também.
Sangue de vergonha
Se misturou com o sangue
Do medo,
Numa poça de desgraça
Que fez meu esposo
Escorregar,
Depois de pisar sobre ela
E cair de costas
Estirado em meio
Ao mercado lotado.
“desculpa, mãe,
Perdão “.
Eu lembro de dizer,
Mas, eu já não era criança,
Nem minha mãe estava
Tão calma quanto antes,
Eu pensei que ela fosse
Me matar
Pois nada retirava suas mãos
De sobre meus cabelos,
Puxando para todos os lados,
Aliás, ninguém tentou.
A minha rival,
Ria e gritava o nome
Do homem com quem
Entreguei minha virgindade
Lá daquele maldito microfone,
E minha notou
Que não se tratava
Do meu esposo,
E meus cabelos também.
Eu achei que ela
Fosse infartar,
Simplesmente,
Ela se jogou para trás,
Olhou para a minha face
E uivou de raiva,
Se jogando
Com as duas mãos contra
O meu rosto,
De tapa em tapa
Na minha cara,
Fazendo minha bochechas
Avermelharem e saltarem
Para os lados
Junto com lágrimas
E o próprio terror.
“Sim, a Samara sempre
Me odiou,
Encontrou um homem
Para me estuprar
E só agora lhe contou”.
Eu consegui dizer
Entre todos os tapas
Contra minha boca.
Depois, minha mãe
Olhou para dentro do mercado,
Olhou cada rosto
E saiu desesperada
Agarrando seus próprios cabelos
Para fora
Aos prantos gritando
“Que vergonha,
Que vergonha “.
E meu esposo desgraçadamente
Ficou inteiro e vivo.
Serviu para se levantar
Daquela poça de sangue
Dor e vergonha
E puxou meu braço
Mercado adentro
Jurando ódio
E vingança implacável.

Jararaca

- Uau, que dia lindo,
Perfeito para o trabalho.
Angélica disse,
Ao abrir a janela,
Foi até a cozinha,
Preparou o café
E chamou Robson.
- vem tomar café amor.
Ele levantou-se sonolento,
Olhou o relógio
E constatou:
- hum, são sete horas.
Abraçou Angélica pelas costas,
Beijou seu rosto
E pegou a xícara
Que continha café
De sobre a pia
E sorveu um gole grande,
Depois pegou a fatia
De pão que estava ao lado
E passou geleia de pêssego.
Comeu uma mordida
E sujou os lábios,
Com a boca suja
Buscou a boca de Angélica
Sorrindo,
Ambos estavam em pé
Lado a lado
Escorados na pia.
Ela sorriu para ele
E recebeu o beijo sujo,
Retirando a geleia
De seus lábios
Com um biquinho.
Depois se abraçaram
E foram para fora de casa.
- o sol já está nascendo,
Precisamos apurar o serviço.
Angélica disse.
- verdade,
Vamos evitar o calor intenso.
Robson concluiu.
Pegou na mão dela,
Depois pegou a enxada
E estavam a caminho.
- espera,
Com o uso a enxada
Perde o cabo,
Vamos levar um martelo
Para recolocar,
Assim, ao ficar frouxo
A gente bate nela
Até encaixar.
Robson disse,
Soltando a mão
Da esposa
E retornando para casa.
- está certo.
Ela respondeu e o esperou.
Ambos caminharam
Alguns metros e chegaram
Na roça onde iriam limpar
Para plantar um gramado.
Iniciado o trabalho,
Os dois capinavam lado
A lado,
Quando uma cobra
Surgiu por trás de ambos
E os abocanhou
De uma única vez.
Restou somente um
Buraco superficial
Onde eles estavam,
O casal foi comido juntos.
Não tardou,
E a irmã de Angélica
Foi visitar a irmã
E não a encontrando
Fizeram buscas pela região,
Pois, não tiveram notícias
De ambos.
Preocupado,
O pai de Robson
Se uniu a família de Angélica
Nas buscas.
Contudo, logo no início
Das buscas
O bote dos guardas rurais
Foi engolido inteiro.
Dentro haviam três guardas
E um bombeiro,
Logo após ingeri-los,
Ela regojitou o bote,
E fez a digestão apenas
Das pessoas.
A cobra deveria medir
Uns 15 metros aproximados,
Contudo, não foi possível medir
Porquê ela não apareceu
Por completo para ninguém
E onde surgiu,
Mostrou só a cabeça
E uma parte dela,
E não deixou sobras de nada.
Aparentemente,
Se alguém soubesse
Da existência dela
Diria que ela morava na região,
Que perambulava
Entre a terra e a água.
Preocupados
Com o sumiço dos guardas,
Logo a guarda rural
Enviou outros guardas
Atrás destes que não
Apresentaram notícias
Ou justificativa.
Um casal pegou uma viatura
E fez rondas por terra,
Chegando na propriedade,
Após, percorrer suas terras,
Acharam lindo o gramado,
Que anteriormente foi plantado
Pelo casal,
Que faleceu ao encompridar este
Que estava sendo cuidado.
Ambos se abraçaram
Para ver o pôr do sol,
Já estava encerrando
O expediente.
Depois do abraço se beijaram,
Depois deitaram na grama
Entre beijos e juras
De casamento.
Por trás de ambos,
A cobra surgiu mostrando
Apenas a cabeça grande,
Do tamanho da cabeça
De uma pessoa adulta,
Com uma boca comprida,
E pequenos olhos,
Sua coloração era marrom e negra.
Ela emergiu como se
Nunca tivesse existido obstáculo
Que a impedisse
De subir de debaixo da terra
Para fora.
Abriu a boca,
E os retalhou com uma mordida,
Em meio ao beijo do casal
Os abocanhou e atorou
Seus corpos pela metade,
Depois saiu um pouco mais
Para fora
Formando uma espécie
De semicírculo,
Os abocanhou,
Engoliu e retornou para baixo
Da terra,
Sentindo um pequeno empecilho
Para voltar,
Depois mexeu-se,
Com o corpo e adentrou
Na terra.
Os pais de Robson,
Nestas circunstâncias,
Impedidos de ter notícias,
Vieram até a propriedade
Para ajudar a limpa-la,
E atalhar o tempo de serviço
Do casal,
Com esperanças de até
Ambos estivessem vivos.
Ao chegar,
Eles encontraram as metades
Dos corpos em frente a casa,
Sobre o gramado,
Haviam o final de seus corpos
Um sobre o outro,
E sinais de retalhamento.
Logo, imaginaram
Ter se tratado de uma cobra,
Ligaram para a guarda rural
E informaram os fatos.
Depois uniram ambas
As famílias de Róbson
E Angélica,
Ou seja, pais e irmãos,
E chamaram uma reta escavadeira,
Para fazer buracos
Sobre a terra e buscar
A cobra.
Todos queriam encontrar
Os filhos,
Todos estavam abraçados
Uns aos outros
Chorando a dor da perda.
Aberta a terra,
Logo avistaram uma espécie
De labirinto embaixo da terra,
Ou seja,
Buracos que seguiam
Por baixo da terra
E faziam intercessões
E curvas,
Como se fosse uma estrada
Interna que seguia
Para muitas direções
Do tamanho de duas pessoas
Deitadas.
Ou seja,
Bastante grosso,
E não havia sinal
De ter algo dentro.
Assustados,
Gritaram para o motorista seguir
Abrindo o caminho
Pelo labirinto
De maneira a deixar
A mostra o conteúdo dele.
Desta forma,
A grama foi sendo arrancada,
E o jardim da frente
Foi destruído.
A mãe de Angelica,
A Mirtes juntava as flores
Aborrecida pelo estrago,
Com medo de que a filha
Se irritasse ao saber,
E com sentimentos ainda
Mais tristes quando imaginava
Que o amado jardim,
Mantido com carinho e esmero
Serviria, agora, apenas
Para enfeitar o cemitério,
Pois nunca mais Angélica
Ressurgiria,
Seria abraçada
Ou teria vida.
A mãe de Robson,
Roban também se uniu
A Mirtes, agachando-se
Ao seu lado para ajuntar
As flores antes que todas
Fossem soterradas.
- você acha que eles brigaram?
Perguntou Roban.
- nunca brigariam.
Respondeu Mirtes chorando.
Com o seguimento
Do labirinto,
A cobra irritou-se
E surgiu de frente para a escavadeira,
Como se ela tivesse
Chocado a cabeça
Contra a máquina,
Ergueu a cabeça do fundo
Da terra e comeu o objeto
Inteiro,
Sem deixar vestígio
Da máquina e do irmão
De Robson que a dirigia.
Os três irmãos de Angelica
E os quatro de Robson
Gritaram e pegaram cavadeiras,
Machados e facões
Para matar o animal
E salvar o irmão.
Mas ninguém tinha armas
Naquele local
E logo a cobra
Se virou e voltou
Para o fundo da terra,
Através de um daqueles
Buracos de labirinto.
Os pais do casal,
Inconformados correram atrás dela,
Tentando retê-la com as mãos,
Mas, ela não se irritou,
Nem retornou,
Apenas foi mais forte e seguiu
Para dentro,
Os deixando caídos
Para trás,
Alguns metros dentro
Do labirinto.
Anderson e Jardel
Retornaram do buraco.
- vamos buscar outra
Escavadeira ela pode
Ser mais rápida que nós.
Disse Anderson,
Que correu para o carro
Junto com Jardel para
Buscarem a máquina.
Os irmãos e as suas esposas,
Continuaram a buscar a cobra,
Abrindo o labirinto
Por onde ela entrou.
Chegado a escavadeira,
Eles continuaram o trabalho,
Então, logo a frente
Encontraram casulos
Que continham pessoas dentro.
Parecia que a cobra
Os matou esmagados
E os guardou lá
De alguma maneira
Unindo saliva e restos
De coisas do seu redor.
Aquele labirinto tinha vida,
E vida assustadora,
Nos casulos havia pessoas,
Bichos de espécies variadas,
Como uma geladeira
Que guarda os alimentos.
Foi assustador
Ver aqueles rostos esmagados
Lá dentro,
Com uma espécie de líquido
Amarelo e espesso,
Corpos esmagados
E bichos irreconhecíveis.
Depois dos casulos,
Finalmente, acharam duas cobras
Dormindo com suas barrigas
Enormes e juntas uma da outra.
Jardel ficou irritado,
E se jogou sobre elas
Com o facão nas mãos,
Caiu sobre a cabeça de uma
E a rasgou de cima a fora
Antes que pudesse pegá-lo.
A cobra moveu a cabeça
E tentou se esquivar,
Porém, logo foi morta.
No entanto, a outra acordou,
Se atirou sobre ele,
E o esmagou contra o buraco
De terra.
Porém, Mirtes se jogou
Com um facão em mãos
Contra o pescoço da cobra,
Se agarrou a ela
E enfiou o facão
Onde alcançou
Tentando rasga-la ao meio.
Abraçada a cobra
Ainda pode ver Jardel
Gritar de dor
Com seus olhos abertos
E arregalados,
Até que ele esmoreceu
E morreu enfiado na terra.
Dando muitas facadas
Contra a cobra,
Mirtes conseguiu mata-la
E impedi-la de fazer
Novas vítimas,
Porém, haviam muitos,
Muitos casulos ali,
E também ossos jogados,
Como se fossem já restos
Delas.
As cobras eram realmente enormes,
Questão, de aproximados 16
Metros de cumprimento.
Suas barrigas estavam
Tão grossas até caberiam
Dentro delas umas quatro
Pessoas.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Elucidar

A verdade
É está que
Você sabe,
É digna de pena,
Implora por piedade,
Por seus minutos
De atenção e cuidados.
Sim,
Sou está
Que sempre
Se entregou
E fez o melhor
Em tudo que pode
Mas ser o bastante,
Por buscar ser,
Nem que
Em poucos instantes
Suficiente.
Então, você veio
Não cobrou atenção
Ou cuidados
E ficou por sentimentos,
Entendeu meus medos,
Minhas incapacidades,
Me tirou os sonhos
Da guitarra,
Do cigarro entre os dedos,
Da bebida gelada no copo,
E me deu seu amor,
Sem me cobrar
Ou achar que algum dia
Eu lhe seria insuficiente.
Eu odeio tanta pressão,
Mas, nem por isso
Sou burra,
Eu preciso de você
De sua presença,
De seu amor
E seus cuidados,
Mas, querido, eu sofro
Diante de tanta observação,
É como se todos
Os olhares, de repente,
Foram despertos
E me tiveram por objeto,
E você sabe
De meus defeitos,
E inseguranças
Que me despertam,
Eu encontrei minhas limitações,
Aí me ponho a chorar
E me cansar
Até mesmo
De você estar tanto perto,
Tanto comigo
E eu desejar a presença de outro,
Eu sei lá,
Eu preciso desanuviar a cabeça,
Elucidar as ideias,
Ver as verdades,
Sou mesmo burra,
E não quero ser tão sua.
Isto me parece determinante,
Eu sinto medo
De que está situação
Se perpetue,
E eu seja sempre
Alvo de todos os olhares,
O boato de todas as bocas,
O defeito aparente,
O desacerto gritante.
Eu me saí mal,
Nisto de ser fiel
Eu não fui capaz,
Nisto de não me cansar,
De não gritar de ódio,
Descarregar meus medos,
Eu não fui capaz,
Só me deixa desanuviar,
Conhecer outras mentes,
Fugir de tudo isto,
Que me irrita muito,
Por mais que lhe desperte pena,
Me deixe viver,
Só quero beijar outros garotos,
Na verdade é simples.

Ao Seu Lado

Eu busco as palavras,
Procuro os rostos,
Quero seu olhar,
Te guardo meus sorrisos,
Você deveria ter notado
O quanto faço todo o possível
Para estar sempre
Ao seu lado,
Te agradar
Em cada segundo,
Te buscar
Em todos os sorrisos,
Não me contentar
Com aquele
Que não seja o seu,
Ora, a Aline é aquela
Que pode dizer,
Te falar
Sobre o quanto
Estou sempre ao seu lado,
Te apoiando
Em suas buscas
E amparando suas ideias,
Sempre ao seu lado,
Pede a ela,
Estou sempre ao seu lado.

Destino à ROCAM