A verdade
É está que
Você sabe,
É digna de pena,
Implora por piedade,
Por seus minutos
De atenção e cuidados.
Sim,
Sou está
Que sempre
Se entregou
E fez o melhor
Em tudo que pode
Mas ser o bastante,
Por buscar ser,
Nem que
Em poucos instantes
Suficiente.
Então, você veio
Não cobrou atenção
Ou cuidados
E ficou por sentimentos,
Entendeu meus medos,
Minhas incapacidades,
Me tirou os sonhos
Da guitarra,
Do cigarro entre os dedos,
Da bebida gelada no copo,
E me deu seu amor,
Sem me cobrar
Ou achar que algum dia
Eu lhe seria insuficiente.
Eu odeio tanta pressão,
Mas, nem por isso
Sou burra,
Eu preciso de você
De sua presença,
De seu amor
E seus cuidados,
Mas, querido, eu sofro
Diante de tanta observação,
É como se todos
Os olhares, de repente,
Foram despertos
E me tiveram por objeto,
E você sabe
De meus defeitos,
E inseguranças
Que me despertam,
Eu encontrei minhas limitações,
Aí me ponho a chorar
E me cansar
Até mesmo
De você estar tanto perto,
Tanto comigo
E eu desejar a presença de outro,
Eu sei lá,
Eu preciso desanuviar a cabeça,
Elucidar as ideias,
Ver as verdades,
Sou mesmo burra,
E não quero ser tão sua.
Isto me parece determinante,
Eu sinto medo
De que está situação
Se perpetue,
E eu seja sempre
Alvo de todos os olhares,
O boato de todas as bocas,
O defeito aparente,
O desacerto gritante.
Eu me saí mal,
Nisto de ser fiel
Eu não fui capaz,
Nisto de não me cansar,
De não gritar de ódio,
Descarregar meus medos,
Eu não fui capaz,
Só me deixa desanuviar,
Conhecer outras mentes,
Fugir de tudo isto,
Que me irrita muito,
Por mais que lhe desperte pena,
Me deixe viver,
Só quero beijar outros garotos,
Na verdade é simples.
Nenhum comentário:
Postar um comentário