terça-feira, 30 de junho de 2026

Virgem com V de Viado

De garoto arredio 

A predador enigmático

Foi questão de um rosto

No canto da porta

E um cheiro,

Doce e aterrador.


De imediato deixei a dúvida

Para trás

E me enterrei nesta garota.

Eu, realmente, abandonei

Tudo que fui e acreditei

Para ser dela,

Unicamente seu.


Não restou vestígios

Ou fragmentos da vida passada,

Aquele rapaz quieto

E virgem ficou de canto,

E um novo homem 

Independente e predador

Surgiu em minhas veias

E me dominou.


Cada pulsar desta garota

Me envolvia feito um soco,

E de socos eu entendia,

Foi de perder os dentes,

Jorrar sangue,

Não ver mais nada adiante

Exceto ela,

Unicamente ela.


A corrente de ar

Me pegou desprevenido,

Trouxe seu perfume,

Um toque de calor,

E quando a olhei de relance,

Lá estava seu lindo sorriso.


E se tudo sumisse?

E se não houvesse mais nada?

Ah, queria tê-la descoberto antes,

Queria tê-la imaginado

E partido em sua busca,

Aonde estaria?

Ah, a imagem dela com outro

Me pegou desprevenido,

Foi como um soco 

No estomago,

Me faltou o ar,

Me causou nojo,

Levantei para ir vomitar,

Mas, em pé bem ao meu lado

E ao meu alcance

Ela parou e me fez chocar

Com ela.


A peguei pelos braços

E a vi, 

Tão perto e linda,

Sorri,

E o enjoo passou do nada,

A mantive e me senti amedrontado,

Aquele homem que me tornei

Não a abandonaria por nada.


Seu calor, 

Tão perto,

Seu cheiro,

Tão em meu peito,

Sua pulsação gritava

Como se tivesse vida

Fora dela.


Não haveria violência

Maior do que a intensidade

Do amor que me vi sentir,

Em uma sala cheia de testemunhas,

Me vi a fazer sinal

Ao lado da perna direita

Como se lhe pedisse:

Que há em você

Que não me vê?

Estou aqui tão perto de você

E você teima em me evitar?


Ela olhou para o lado oposto,

Não sentiu nojo,

Eu não creria nisso,

Era homem mais velho,

Bem sucedido, seu chefe

E predador.


Depois ela tornou a me olhar,

Eu fiz o gesto com a mão aberta

Próximo a perna

Com os dedos separados:

"Você não toca para mim?"

Ela sorriu enigmática,

E fez cara de surpresa.


Eu o virgem,

Major, loiro dos olhos azuis,

O grande Bandin,

Não levaria um fora

De uma soldado...

Contudo, ela era noiva,

E eu virgem...


Como me aproximar

Seu causar pânico

Ou ser ilegal?

Ela, de pressa, me convidou

Para entrar na viatura...

O que ela queria ali tão as escondidas?

Ora, eu o grande homem

Queria ser notado,

Eu era o avassalador...

O grande Bandin.


Um Coronel passou logo

Que ela estava lá dentro,

Eu já me via sentado

No banco com ela no colo,

Seria único e inimaginável,

Mas, ilícito ele gritou

E eu compreendi:

"transar no 2 Batalhão

De Polícia Militar era ilícito,

E eu estava em meu momento

De trabalho".


Ok, decidi aguardar um pouco,

Mas, eu que a tinha tão perto

Quente e pulsante,

Agora não tinha mais que ela

Lá naquele carro,

Tão a vista de todos,

Próximo demais das câmeras

De monitoramento.


Mas, virgem até os 30 anos,

Eu não merecia perder

Minha grande oportunidade

Irrefutável de ser daquela soldado,

Ela era eficiente,

Eu vi seus dedos,

Saberiam tocar-me,

Ela me sorria,

Eu vi suas língua,

Ela atuaria em mim,

E eu me tornaria o grande Bandin,

Homem, seguro e dela.


Não me importou o noivo,

Só me importava vê-la,

Tê-la, ela não seria de outro...

Eu dei um tempo,

Suspirei em minha farda

De oficial de polícia militar,

Chefe e seguro de mim.


Logo, a vi 

Com todos os soldados

Que foi possível,

Me envergonhei,

Ela passou a entrar no Batalhão

Para iniciar o serviço

De carro com o noivo dirigindo.


Ora, quem ela era?

Eu, loiro, chefe e virgem

A dei a chance de ser minha esposa,

Ela seria só minha,

Veja, eu o Mateus Bandin,

O grande homem que sou...


Como ela ousou desprezar-me?

Busquei no celular a mensagem

E nem ao menos ela tomou

A decência de masturbar-se

Para meu contento.

Não bastou e a vi com outros,

Tantos outros,

Guardei o pranto e me afastei.


Eu não mereci a rejeição

Que ganhei,

Será que ela não viu

Que entre todas do Batalhão

Eu a escolhi para mim,

Ou pensou que escolho todas

E sou rejeitado...


Que terrível,

Sou virgem por escolha

E decência,

Sempre quis para eu a melhor,

E a vi e mexeu comigo,

Ela não é só uma soldado?

Então, por que não reconhece

Que sou seu chefe e oficial?


Lá de cima,

Do segundo andar do Batalhão,

Sorriu o também Major Mário,

E depois acenou para ela,

Ele era desinibido,

Saiu com ela tanto tempo antes,

E ela guardava-se para ele,

Parece que ele acertou seu tipo,

Nunca fui eu,

O virgem nada irresistível.


Maldito o instante em que

A deixei esperar naquela viatura,

Tão minha soldado,

Maldito,

Me vejo no espelho

E me sinto um viado.


Mas, ver as soldados correndo

Ao redor da área verde do Batalhão

Me contenta, 

Por ora,

Com suas vestes apertadas,

Coladas ao corpo suado

E transparentes a verter vontade,

Ah, sei que vertem,

Eu sou o grande oficial,

Inteligente e bem remunerado.


Bati palmas,

Intransigente,

Quis marcar presença,

Um soldado parou

E olhou para trás,

Então a esperou

Para abraça-la nos ombros.


- " Olá, Bandin.

Você, além de viado,

Não tem vergonha 

Na sua cara?"

Me indagou a advogada

Aline, no instante em que

Entrou na área e me viu

Em pé naquela cena irrisória.


Me assustei e olhei-a,

"É jamais estaria ao alcance".

Não parece,

Mas, um homem que nunca

Teve uma ereção sexual

Também não sabe distinguir classe,

Conteúdo e valor num corpo feminino,

Muito menos saberia 

Reconhecer uma mulher...


Eu errei,

Fui direto naquela

Onde eu exercia poder

Sendo seu chefe,

Errei, a Aline estava ali

Tão próxima com seu ofício

Pedindo ajuda para solucionar

Uma casuídica jurídica pessoal,

E eu sendo um grande viado

Na frente de todo o pessoal

Sem notar.


Mas, ela tem 37 anos, 

Não anda seminua 

Nem está,

Olhei para ela e pedi

Se ela teria coragem

De se rebaixar e tocar-me,

Seus olhos brilharam chorosos,

Então, ela foi para Mário.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ciúmes na Faculdade

Uma garota chegou próxima
Demais para um cara normal
Continuar fiel,
Eu sorri,
Seria desta vez
Que minha irmãzinha
Iria dar chilique
Porque iria ser traída,
Duramente rejeitada
Em plena universidade
Em meio a todos os colegas.

Pois bem, me compadeci,
Chutei a cadeira do garoto,
E lhe fiz sinal
Para que fingisse um pouco,
Ele sorriu
E deixou a mostra
Seus dentes brancos
De sorriso gentil,
Era como se um veneno
Lhe soprasse os lábios
E eles buscassem 
por um novo beijo.

Pois bem,
Minha irmãzinha perfeita,
Perfeita até certo ponto,
Não se bastou
Para inibir o garoto,
O cheiro da colega
Lhe chegava aos poucos,
Causava espanto e sufoco,
Ele tentou disfarçar,
Mas, não o suficiente,
Era só olhar para seu rosto
E dava para vê-lo
Correndo até ela,
Lhe abraçando e mordiscando
O pescoço claro e a mostra,
Tão perto e vulnerável.

O veneno lhe ganhava espaço,
Preenchia a boca,
Embebia sua língua,
E minha irmãzinha ali
Em pé ao seu lado
Vestindo um vestido branco
Nem percebia
Ou se recusava a me causar
Espanto.

Eu estava acostumado
A visão que a garota me provocava,
Mas, a tentação
Pegou o garoto desprevenido,
Por pouco
Não o joga contra a parede
E leva ao fim seu namorico
De vidro escuro
E painel fechado.

Ela possuía uma beleza irracional
E difícil de ignorar,
Mas, minha irmãzinha 
Não era tão tola quanto parecia,
Logo o abraçou e fez questão
De cruzar seu braço
Sobre sua nuca,
Como se estivesse a escorar
Seu peso frágil e delicado,
Como se o fizesse de armadura
Para o tiro no ego
Que acabava de receber
Em plena paixonite de esquina.

Próximo Demais

Por que flertar com o desastre?

É o que repito em minha mente,

Busco ignorar sua fragilidade,

Sua incompatibilidade

Com a segurança de si própria,

Esta garota é de arrasar,

Ela ganha meus instintos,

Me faz buscar e ansiar

Só com o dispor do seu cheiro,

Que quer ela agora?

Meu eu por inteiro?

Ela gosta de soltar o cabelo,

Mexer o pescoço

E desviar meu olhar

Para seu colo,

Garota que flerta 

Com seus apuros,

Frágil braços 

A buscar amparo,

Lindo sorriso

Que me faz feliz sem motivo,

Olhar cativo

De quem vê, gosta e fica.

Eu lhe rodeio em perigo,

Ela ignora tudo que fui 

E fico assombrado

Com sua paciência 

Para ser vítima,

Me busca em suas alternativas,

Me deixa desconfortável

O tanto que estar próximo

Depende de para que lado

Sopra o vento.

Por que seu extinto

Não a avisa sobre o que sou,

Eu chego perto,

Bem perto,

E nada nela lhe grita perigo,

Não há nesta fragilidade limites

Ou sou eu que de tão arredio

Nem pareço corresponder

Aos meus efeitos,

A ponto de não merecer 

Ser evitado,

Ou ser tão envolvente

Que ela nem percebe

O tanto que a tenho,

Não a guardo,

Mas, nem exponho.

Com amor e algumas flores

Hoje me permiti a graça,

Comprei flores,

Dirigi até seu trabalho

E as deixei com o porteiro.


Ignorei seu paradeiro,

Me fiz de rogada

E o busquei nos rodeio,

Lhe dei flores brancas,

Rosas e vermelhas,

Diversifiquei as cores

Só para me ver faceira

E te ver de amores.


Eu sei que você gosta

De plantar e ver elas dispostas,

Cada florzinha que flori

Lhe faz sorrir,

Espero que elas cresçam

Até o alto

E levem cores 

Para todo o canto,

Com mil amores

Para lhe causar contento.


Espero que goste

Do carinho que lhe dedico,

Faço isso com amor,

E algumas flores por capricho.

No Dundo da Sua Mente

Eu nunca fiz esforço

Para saber a mente

Sem virar o pescoço

Daquele que mente.

A mentira eu conheço

De letra

E esforço,

Não adianta

Pagar o preço.


Eu gosto de pessoas

Que não se importam

De eu olhar para elas

E ver seu obscuro,

Buscar lá no fundo,

Pois lá dentro

No mais profundo

Não há o que esconder,

E não teme me dizer

Nem o que eu possa ver.


Sofrendo,

Hoje, porém,

Ver a mente me fez sofrer,

O garoto que eu gosto

Tem uma mente fechada

Na qual me esforço

Desde a entrada.


Ele é como um lago

De vidro transparente,

Onde eu entro,

Habito e não há outro alguém,

No entanto,

Penetrar um vidro

Sem me ferir 

É que me causa espanto,

Outra não faz assim,

E mil homens não valem a sua mente,

Nem o que ela me diz,

O que o faz permitir?

Amor ele repete

Sem cansaço ou esforço,

Singelo e com apreço,

Está lá escrito e pronto.


Não me sinto culpada

Por conhecer sua mente,

Ela é pura e cristalina,

Como uma rosa que sente,

Ignora os espinhos

E floresce,

Ele nunca me vê ofender

Ou ser má pessoa,

Há sempre uma desculpa

Para as minhas prioridades

E eu penso poxa:

Que há neste amor

Para ser tão de verdade?!


Já outros odeiam meu olhar,

Rejeitam o que posso ver,

Tudo que há lá dentro

Não reflete lá fora,

É escondido, vazio

E pernicioso,

Me chamam de intrometida

E eu digo: 

Cadê meu esposo?


Nele me sinto segura,

Eu o olho e o vejo,

Não há mentiras,

Sigilo ou mesquinharia.

É o BOPE!

Se você quer

Dar uma volta

De viatura,

Você escolhe a forma

E pode evitar o confronto.

 

A abordagem é dura

E o rigor é a técnica,

Se você for eloquente

Você vem sentado,

Mas, se for divergente

Vem deitado.

 

Geralmente, algemado,

Porém, o número de socos

Que você irá levar no rosto

Você escolhe,

Seja curto e franco,

Não gosta de polícia

Compra seu próprio carro.

 

O policial não pode

Oferecer carona,

E quando ele convida,

Não hesite,

Corra para o camburão,

Espere eu abrir a cela

E não deseje algemas,

Se coloque no porta malas

Evite ser grosseiro

Ou usar armas

E eu poupo meus pontapés

Contra a sua cara.

 

Você que é sujeito criminoso

Gosta de passar despercebido,

Busca a todos custo

Não ser reconhecido,

No entanto, me evite,

Evite confronto

Porque se eu te achar

Eu te soco até você ficar roxo

E aí você ganha o rosto

Irreconhecível que procura.


Vou de soco na cara,

Algema no pulso

E pontapé no porta malas,

Esquece a maldade,

Comigo é delegacia 

E evite as balas.

domingo, 28 de junho de 2026

Ao Primeiro Olhar

No ofício de Tiago
Não era permito o amor,
Muito menos por Alice,
A indomável dona
De sua propriedade
Que na iminência de
Perdê-la,
Não se preocupou 
Nenhum pouco se
Sujaria suas mãos,
Ficaria rouca de tanto
Gritar ou se buscaria
Até o último meado
O amparo jurídico
Que a justiça viesse 
A lhe conferir.

Ocorre, que seu pai faleceu
Deixando a propriedade
A deriva de mãos assassinas,
É certo,
De imediato Alice
Percebeu no olhar da madrasta
O ódio e a capacidade
De chegar muito longe
Pelo que quer,
E desta vez,
Ela desejou seu pai,
Porém, morto.

Não foi díficil,
Uma noite com ele
E uma gravidez precoce,
No mais,
Tornou-se óbvio:
O pai optou por casar-se,
E no casamento irritou-se
Com a impertinência da filha
E a pôs para fora de casa
Com todos os 200 convidados
Como testemunha.

O fato ganhou reportagem local,
O homem a pegou pelo pescoço,
No instante do corte do bolo
Em que ela se posicionou
Em primeiro lugar para receber a fatia.
Após isso, ele a jogou 
Para fora do portão com socos
Contra seu rosto,
A chamando de adúltera,
Promíscua, defensora da putaria.

Abraçou a esposa,
E ela lhe sorriu com seus 
Dentes tortos e um sorriso
Afiado de cortar a alma,
O seu vestido branco,
De virgem grávida,
Aos pés da cruz de cristo,
Não ganhou num único 
Toque de dor ou lágrimas.

"Como iria amá-la 
Tal mulher que não
Se compadecia com
Seu sofrimento?"
Jamais a amaria
E quem não ama filha
Não ama pai,
Família vem acima
De todas as coisas.
Contudo, lá de dentro
Sua mãe sorriu,
Encontrou um noivo idoso
E ele lhe cobria de mimos
E caprichos.

Meses após isso,
Seu pai foi encotrado morto
Escorado no portão de casa
Com alguns litros de velho barreiro
No seu redor.
"Embriaguez desordenada"
Foi o veredito,
Não pra filha,
Que impedida de entrar
Na própria casa,
Invadiu pulando o portão,
E ao encontrar a madrasta
Sentada de roupão
Assistindo a televisão,
Ela lhe desferiu socos
Sem parar,
Até sangrar.

Ao exigir o exame
Que constataria a gravidez,
Foi óbvio o resultado: negativo.
Porém, como Alice comprovaria
Que este foi o único motivo
Que a guiou ao casamento?
A partir de agora,
Ela teria que lutar para anulá-lo,
E tornar a aquisição da propriedade
Pela madrasta como nula,
E ainda comprovar sua participação
No resultado morte de seu pai.

Sozinha e perturbada,
Não viu quando a polícia
Foi acionada e a retirou
Algemada para a delegacia.
Jogada no camburão,
Presa numa jaula,
Alice chorou a morte
Do pai como quem
Chora o primeiro tapa,
Com a dor escruciante
De ter sido punida
Pelo próprio pai
Sem ter feito nada de errado.

No caminho,
Os policiais pararam jantar,
Era de noite,
E ela ficou lá presa,
Sentindo o cheiro da comida
E vendo a boca salivar de fome
Sem poder fazer nada.

É fato,
Quando um ente querido morre,
A fome demora a vir,
Mas, o corpo não compreende
E demonstra os resultados,
Ele parece implorar
Para sobreviver.

Depois disso,
Os policiais abriram
A porta traseira do camburão,
E lhe mandaram virar as costas
Para eles...
Ela não soube o porque
De fazer isso,
Mas o fez,
E tardou para sentir o efeito
De uma mão que apalpou
Suas nadegas,
Depois lhe despiu a roupa,
E então a lambeu,
Para só depois introduzir
Seu pênis entre seus quadris.

Depois disso,
Ambos os policiais
Que a violentaram
Um de cada vez
Soltou as algemas e
A liberou em noite escura
Para retornar a sua casa.

Sozinha, de luto
E a mercê da caridade alheia,
Ela optou por voltar caminhando
Cada quilômetro que a distanciava
De sua propriedade.
Chegando lá, 
Invadiu outra vez
Sem se importar com a câmera
De vigilância,
Juntou uma almofada
E aproximou-se sorrateira
Da madrasta
Instante que a afogou até a morte.
E


Ela se contorcia e gemia,
Numa tentativa inútil
De se livrar da morte iminente.
Depois disso, Alice
A jogou lá fora 
Por entre as garrafas de pinga.

Tiago logo soube da ocorrência,
E compreendeu o quanto Alice
Precisava de sua ajuda.
Desde a primeira vez
Que o viu se apaixonou
E não fez outra coisa
Exceto cuidar seus passos
E cobiçar seu amor.

Tenente Coronel da Polícia Militar
Fechado no Batalhão a trabalhar
Ele se via impedido
De sair do local de serviço
E ir até ela para ajudar,
Tudo que ele soube
Foi sobre a morte de seu pai
E logo após a morte da madrasta
Que ocorreu de maneira similar.

Ele viu os policiais de sua área
Sorrindo felizes,
Olhando seus celulares,
Então, optou por apreendê-los,
Ao fazer isso,
Constatou as imagens de Alice
Sendo estuprada na viatura policial
Por ambos.

Ela estava algemada
E ferida no rosto e corpo,
E ambos apresentavam fardamento
E uma arma em suas mãos
Que comprovavam estarem
Em horário de trabalho.
Ele duvidou que Alice
Tivesse tomado tal atitude
Por vontade própria
Sem dúvida era estupro.

Porém, o Coronel
Negou-se a investigação
E tendo tomado a notícia
Por conhecimento
Utilizou-se do helicópero
E sabedor dos sentimentos
De Tiago não desistiu
Nenhum pouco de seu intuito:
Estuprá-la,
Utilizar de seu corpo
Para puro objeto de prazer.

Na chegada
Levou amigos,
Dois coróneis sobrevoaram
A casa de Alice
Com um documento
De que ambas as mortes
Que a rondavam
Não foram naturais,
E gritaram lá do alto
Que iriam prendê-la
Por assassinato da madrasta
E de seu próprio pai.

Sua casa recebida
Em herança iria a leilão
Por ela ter sido a causadora
Da morte do pai.
Alice sobressaltou-se
Do sofá,
E correu para a janela
Não acreditando no que via:
Dois helicópteros sobrevoavam
Sua casa,
Com armas em punho
E fardamento em seus corpos
Para protegê-los
E tornar suas ações legais.

Logo, um desceu de lá, 
Vez que ambos tinham pilotos,
E invadiram abrindo o portão
A chutes,
Outra vez seu corpo foi violentado.
E o documento de morte
Foi jogado contra os seus olhos,
Como uma espécie de apenamento
Moral e ameaça de cumprimento
Do ato.

Ela ficou com um documento
E o Coronel saiu porta afora,
Tiago apenas pode passar
Por sua casa mais tarde,
E logo soube que ela estava
Sendo indiciada pela morte
De sua madrasta e o pai.

E que iria perder todos os bens,
Isso era realmente terrível,
Contudo, ele a amava
E iria assumir seus sentimentos.
Mas, lá de dentro Alice
Gritou que não desejava
Ser presa.

E preferiu distanciar-se
De Tiago,
Que ajoelhou-se no chão,
Jogou seu chapéu de Tenente Coronel
No chão e chorou soluçando.
Ela foi forte,
Aguentou vê-lo sofrer,
Não queria ter pena de prisão
Ou responder pela morte
Do pai,
Pois já se achava culpada
O bastante por não ter sabido
Lidar com a situação de
Seu relacionamento com a madrasta.

O Coronel sabendo
Do que Tiago fez o transferiu
Para cidade vizinha,
Agora ele não cruzaria nem perto
De sua amada,
Muito menos teria aparato 
Sistemático para saber
Das ocorrências que se relacionassem
A ela.

Como iria vê-la
Se o Coronel a cuidava
De helicóptero, viatura e
A policiamento ostensivo?
Irritou-se e investiu contra
O Coronel a socos e pontapés.

Ao se libertar
O Coronel o prendeu
No próprio Batalhão,
Tiago se viu a sofrer desregrado.
-Não posso dormir!
Disse Alice sem entender
O motivo naquela noite.

Então, levantou-se
Ligou para o Coronel
E aceitou ser sua amante
Em troca da liberdade de Tiago,
Ao saber da liberdade,
Ele ficou calado 
Por um instante,
Depois muniu-se da chave
Da cela onde estava
E assassinou o Coronel.

-Nunca? Eu estar com Alice
É realmente nunca?
Ele gritou enquanto a chave
Percorria o pescoço do Coronel
E lhe tirava a vida.

Um major que chegou
Logo atrás e viu a cena
Aplaudiu.
Tiago levantou o olhar assustado.
-Ele estuprou todo mundo
Do Batalhão.
O major disse.
-Deixe que eu dou um fim
No corpo,
Este não merece velório
Reconhecido pela sociedade.

Assim o fez,
O jogou no porta malas
E se livrou dele no matagal
Das proximidades.
Quando Tiago encontrou
O olhar de Alice
Tudo que fez foi pensar
No quanto a amava
E no tanto que queria
Passar cada dia de sua vida
Ao lado dela.

Ele não se importou
Com mais nada,
Corre até ela,
Saltando o portão,
E abrindo a porta com
Um grampo,
E a abraçou como se
Aquele instante fosse
Seu próprio universo.

Vendo surpresa e alegria,
A beijou sôfrego e apaixonado,
Deixou-se dominar pelo desejo
Intenso de ficar e cuidar
Desta que tanto amou.
Não para sofrer
Por lutar por um amor 
Tão próximo do impossível,
Mas para viver e sonhar,
Porque com nenhuma outra
Sentiu este ímpeto ao amor.

Talvez, seu inconsciente
Fosse mais forte que ele,
E se ele tivesse por
Algumas horas seu amor,
Lhe valeria pela vida.
Ele se permitiria sonhar
Com ela esta noite,
E no amanhecer tudo mudaria.

No amanhecer ele foi
Para o trabalho,
Retornou ao Batalhão
Ignorando a ordem anterior.
Lá de olhos abertos
Para o futuro se viu com Alice
E viveu cada instante deste amor
Como se com ela estivesse.

De tão puro e profundo
A sentiu consigo,
A viu em seus braços,
E a fez suspirar de alívio
E segurança,
Então, quando o outro Coronel
Decidiu tomar a mesma atitude
Anterior,
Ele pode presenciar
Sem estar lá.

O que viu o espantou,
O deixou aterrorizado,
Quase em pânico.
Acreditando que o outro Coronel
Estava com ela,
Este, lá do céu
Gritou para que saísse
E abriu a porta
Com a arma apontada para a casa.

Vez que o Coronel não saiu,
Pois também não estava lá,
Ele atirou,
Se aproximou bastante da casa
E investiu munição
Contra o telhado de Alice.
Que assustada jogou-se no chão,
Cobrindo a cabeça com as mãos.

Tiago Gritou,
Deu voz de prisão,
Empunhou a arma e
atirou,
Estava longe demais,
Alice morreria naquele instante,
Porém, seu amor foi mais forte,
Ele atirou outra vez
E derrubou a aeronave.

Alice pode ouvir seu grito,
Seu espasmo de medo,
Seu choro vitorioso,
Outro Coronel foi abatido,
Desta vez, os chefes do estupro
Haviam sido retirados
Da corporação militar.

Restava os subalternos,
Com suas investidas,
Mentiras e apoio anterior.
Do nada,
Tiago se desfez de seu trabalho
E surgiu na casa de Alice,
A recolhendo do chão
E constando as balas soltas
Próximas a ela
Que perfuraram seu telhado
E foro e ficaram no chão
Inofensivas.

Até que seu Irmão nos Separe