segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ciúmes na Faculdade

Uma garota chegou próxima
Demais para um cara normal
Continuar fiel,
Eu sorri,
Seria desta vez
Que minha irmãzinha
Iria dar chilique
Porque iria ser traída,
Duramente rejeitada
Em plena universidade
Em meio a todos os colegas.

Pois bem, me compadeci,
Chutei a cadeira do garoto,
E lhe fiz sinal
Para que fingisse um pouco,
Ele sorriu
E deixou a mostra
Seus dentes brancos
De sorriso gentil,
Era como se um veneno
Lhe soprasse os lábios
E eles buscassem 
por um novo beijo.

Pois bem,
Minha irmãzinha perfeita,
Perfeita até certo ponto,
Não se bastou
Para inibir o garoto,
O cheiro da colega
Lhe chegava aos poucos,
Causava espanto e sufoco,
Ele tentou disfarçar,
Mas, não o suficiente,
Era só olhar para seu rosto
E dava para vê-lo
Correndo até ela,
Lhe abraçando e mordiscando
O pescoço claro e a mostra,
Tão perto e vulnerável.

O veneno lhe ganhava espaço,
Preenchia a boca,
Embebia sua língua,
E minha irmãzinha ali
Em pé ao seu lado
Vestindo um vestido branco
Nem percebia
Ou se recusava a me causar
Espanto.

Eu estava acostumado
A visão que a garota me provocava,
Mas, a tentação
Pegou o garoto desprevenido,
Por pouco
Não o joga contra a parede
E leva ao fim seu namorico
De vidro escuro
E painel fechado.

Ela possuía uma beleza irracional
E difícil de ignorar,
Mas, minha irmãzinha 
Não era tão tola quanto parecia,
Logo o abraçou e fez questão
De cruzar seu braço
Sobre sua nuca,
Como se estivesse a escorar
Seu peso frágil e delicado,
Como se o fizesse de armadura
Para o tiro no ego
Que acabava de receber
Em plena paixonite de esquina.

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