Demais para um cara normal
Continuar fiel,
Eu sorri,
Seria desta vez
Que minha irmãzinha
Iria dar chilique
Porque iria ser traída,
Duramente rejeitada
Em plena universidade
Em meio a todos os colegas.
Pois bem, me compadeci,
Chutei a cadeira do garoto,
E lhe fiz sinal
Para que fingisse um pouco,
Ele sorriu
E deixou a mostra
Seus dentes brancos
De sorriso gentil,
Era como se um veneno
Lhe soprasse os lábios
E eles buscassem
por um novo beijo.
Pois bem,
Minha irmãzinha perfeita,
Perfeita até certo ponto,
Não se bastou
Para inibir o garoto,
O cheiro da colega
Lhe chegava aos poucos,
Causava espanto e sufoco,
Ele tentou disfarçar,
Mas, não o suficiente,
Era só olhar para seu rosto
E dava para vê-lo
Correndo até ela,
Lhe abraçando e mordiscando
O pescoço claro e a mostra,
Tão perto e vulnerável.
O veneno lhe ganhava espaço,
Preenchia a boca,
Embebia sua língua,
E minha irmãzinha ali
Em pé ao seu lado
Vestindo um vestido branco
Nem percebia
Ou se recusava a me causar
Espanto.
Eu estava acostumado
A visão que a garota me provocava,
Mas, a tentação
Pegou o garoto desprevenido,
Por pouco
Não o joga contra a parede
E leva ao fim seu namorico
De vidro escuro
E painel fechado.
Ela possuía uma beleza irracional
E difícil de ignorar,
Mas, minha irmãzinha
Não era tão tola quanto parecia,
Logo o abraçou e fez questão
De cruzar seu braço
Sobre sua nuca,
Como se estivesse a escorar
Seu peso frágil e delicado,
Como se o fizesse de armadura
Para o tiro no ego
Que acabava de receber
Em plena paixonite de esquina.
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