Eu nunca fiz esforço
Para saber a mente
Sem virar o pescoço
Daquele que mente.
A mentira eu conheço
De letra
E esforço,
Não adianta
Pagar o preço.
Eu gosto de pessoas
Que não se importam
De eu olhar para elas
E ver seu obscuro,
Buscar lá no fundo,
Pois lá dentro
No mais profundo
Não há o que esconder,
E não teme me dizer
Nem o que eu possa ver.
Sofrendo,
Hoje, porém,
Ver a mente me fez sofrer,
O garoto que eu gosto
Tem uma mente fechada
Na qual me esforço
Desde a entrada.
Ele é como um lago
De vidro transparente,
Onde eu entro,
Habito e não há outro alguém,
No entanto,
Penetrar um vidro
Sem me ferir
É que me causa espanto,
Outra não faz assim,
E mil homens não valem a sua mente,
Nem o que ela me diz,
O que o faz permitir?
Amor ele repete
Sem cansaço ou esforço,
Singelo e com apreço,
Está lá escrito e pronto.
Não me sinto culpada
Por conhecer sua mente,
Ela é pura e cristalina,
Como uma rosa que sente,
Ignora os espinhos
E floresce,
Ele nunca me vê ofender
Ou ser má pessoa,
Há sempre uma desculpa
Para as minhas prioridades
E eu penso poxa:
Que há neste amor
Para ser tão de verdade?!
Já outros odeiam meu olhar,
Rejeitam o que posso ver,
Tudo que há lá dentro
Não reflete lá fora,
É escondido, vazio
E pernicioso,
Me chamam de intrometida
E eu digo:
Cadê meu esposo?
Nele me sinto segura,
Eu o olho e o vejo,
Não há mentiras,
Sigilo ou mesquinharia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário