domingo, 19 de julho de 2026

Eu, Ranita, Namorada e Violentada!

 A garota nunca imaginou

Que se envolveria

Num relacionamento tóxico,

Do tipo em que o namorado

Convida os amigos para beber

E comer churrasco

E por tradição,

Começa a esnobá-la 

Em frente  a todos.


Foi dessa forma

Que ocorreu desde o primeiro encontro,

E Ranita não sabe

Porque continuou com isso,

Roão passava a mão 

Na sua bunda na frente de todos,

Exigia cerveja gelada

E erguia sua saia 

Toda vez que ela chegava perto.


Ele tinha algo que coçava

Em sua mão,

A todo instante a apalpava

E cheirava seu corpo

Buscando marcas 

E cheiros que denunciasse

Seu caso de amor.


Pois é, Roão nunca lhe deu razão

Ou acreditou na palavra de Ranita,

Cada vez que podia 

Erguia sua roupa,

Vasculhava a sua calcinha

Na frente de todos

E ainda lhe dava tapas

Na bunda e nas cochas

Que ele dizia que eram de amor

E domínio.


Ele só faltou tatuar

O nome dele nas regiões de Ranita,

E depois disso,

Ele a encontrava dentro de casa

E reclama dos vermelhões

E apertões que ele próprio

Tinha feito.


Roão a obrigava 

A fazer uma espécie 

De encenação de amor

A pegando no colo

E lhe fazendo carícias expostas

Na frente de todos,

E depois ele a seguia pelos cômodos,

A obrigando a  ter relações sexuais

Com ele.


Ele a obrigava a beber

Lhe derramando a bebida

Garganta abaixo,

E exigia provas de amor,

Pedindo que ela dançasse

Sobre a mesa

E fingisse tirar a roupa,

Tudo isso exigia da moral

De Ranita um percentual 

De baixaria.


"E se alguém gravar?"

Ela perguntava.

"Quem grava sou eu".

Ele respondia,

E a chamava de "gostosa",

E outras coisas pegajosas

De cunho sexual.


Isso denegriu Ranita

Para si própria,

Era muita sexualização

De seu corpo,

Ela parecia ser um objeto,

Uma espécie de prostituta

Gratuita.


O preço deste relacionamento

Era a sua dignidade,

De repente,

Roão invadiu a sala

Onde ela estava e a

Encontrou com uma amiga

Sentada no sofá,

Imediatamente ele deu-lhe

Um tapa na cocha

E falou alto:

"Vocês estão transando?"

Ela o olhou assustada:

"É certo que não".

Ela disse.


Mas, ele invadiu com sua mão

A sua saia e penetrou

Com o dedos a sua vagina:

"Então, eu quero isso de você,

Agora."

Ele disse em tom áspero.


Ranita desta vez 

não cedeu,

Levantou-se munindo-se

Do pouco de dignidade

Que tinha e foi para

A direção do quarto,

Porem, Roão a pegou 

Pelos cabelos e a impediu

Derrubando-a para trás,

E arrancando um chumaço

De cabelos.


Sua amiga Assilei,

Chamou a polícia

Que logo chegou 

Com as sirenes ligadas,

E as luzes de emergência.

A vida de Ranita foi exposta

Para  toda a vizinhança.


E Roão foi preso

Por violência doméstica,

Ranita mostrou as marcas

Aos policiais e contou

Como tudo ocorreu,

Também pediu medida de proteção,

Que trata-se de uma ordem judicial

Para que ele afasta-se dela.


Agora Ranita se envolveu

Com o policial que lhe ajudou,

Ela ainda busca em suas mãos

Alguma marca que denuncie violência,

Não acredita que ele nunca irá

Bater nela,

Como o namorado anterior,

Que não era policial mas

Lhe jurando amor

Tanto mal lhe fez.


A noite ela acorda assustada

E busca o policial ao seu lado,

Ela se sente segura,

Ele não irá gritar contra ela,

Prendê-la ou ofendê-la,

Ele é um bom soldado

Que soube vê-la,

Admirá-la e protegê-la.


Cada vez que ele sai

Para trabalhar

Ela se ajoelha 

Implorando a Deus

Que ele volte bem

E que ninguém o fira,

Ela ama a arma que ele

Usa no coldre,

Ama suas mãos fortes

E seguras,

Ama seu abraço,

Ela não quer perde-lo

Para um criminoso qualquer.

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