domingo, 19 de julho de 2026

Abuso de Direito - A Emboscada

 "Eu nunca sei

Qual será minha última batalha!"

Disse um sargento

Sentado no banco do carona

Do carro policial

Segurando uma grande arma

Para cima em frente a janela.


Talvez, ele pensasse

Que esta arma poderia

Protegê-lo de um tiro

Ou que lhe vendo tão forte

Iriam evitar tentar matá-lo,

Talvez ele pensasse que

Ferro contra ferro

Lhe dava vantagens.


O esposo daquela mulher

Não pensou assim,

Ele bateu nela pela milésima vez

E outra vez

A polícia acreditava que iria

Remedia-lo o levando para a 

Delegacia de Polícia Civil

E o encarcerando por algum tempo,

Ou talvez, algum valor.


Uma multa já lhe dava

O direito de retornar para o lar,

A questão nunca foi

Por que Rosalva aceitava-o

Tão facilmente em casa,

Mas, por que a polícia

Acreditou tanto nela

E lhe deu tantas chances

Para melhorar sua mente violenta.


Esta foi a última vez

Que Janito trabalhou 

Para a polícia,

Quando ele abriu a porta

Com sua arma apontada

Para o alto,

Ela realmente impediu

Que o primeiro tiro

Apontado contra ele

Fosse fatal,

O segundo também,

Mas, o terceiro lhe acertou

Em cheio.


Na sua frente caiu Rosalva

Estatelada,

Com os braços esticados

Tentando impedir o marido,

Este foi seu último ato de bravura

Criminosa,

Ele ceifou a vida de um sargento,

Não a  de Rosalva.


Rosalva era forte e prepotente,

Ela sabia como evitar a batalha,

Bastava entregar o rosto

Para ser chutado 

E o corpo para ser estuprado,

Mas, o sargento Janito

não entendia disso.


Ele pensava que sua batalha

Contra o crime só se dava

Por encerrada se ele fizesse

Seu melhor que neste instante

Era apenas verificar 

Esta ocorrência que envolvia

Gritos e ameaças contra

Uma esposa em seu lar.


Não havia armas,

Não havia violência

Exceto isso,

Gritos e ameaças distantes.

Mas, o sargento sentia pena

Desta vítima,

Diversas vezes ele atendeu

Ocorrência similar relacionada a ela.


Quando os outros três polciais

Desceram da viatura

O encontraram caído 

Sobre o banco sangrando,

O colete e prova de balas

Que ele usava para proteção

Foi insuficiente,

As instruções de ação

Foram insuficientes,

A coragem de enfrentar

Violências  a vida inteira

E o amor por sua família

Não o livraram da morte.


Um policial correu até o criminoso,

O jogou no chão

Com um muro contra a cabeça

E o prendeu algemando.


Rosalva não foi presa

Por cúmplice de assassinato,

Ela era a vítima,

A perfeita vítima,

Porém, seu diário soube a verdade.


Há tempos Rosalva passava

Em frente a base de polícia militar

E cuidava o sargento treinando,

Ela estacionou seu carro

Próximo a base e o cuidou

Por muito tempo.


O sargento homem casado

E honrado,

Pai de família nunca 

Deu oportunidades de sexo

Para Rosalva que guardou a dor,

O rancor e o desejo 

Que sentia profundamente por ele.


Tendo visto a esposa

Do sargento indo até o trabalho

Diversas vezes,

Chegou a apontar a arma

Contra o rosto dela,

E depois a baixou 

Entre suas pernas.


Tendo visto seu filho pequeno,

Ela assoviou para ele na creche,

E o fez escorregar várias vezes

No escorregador até cair

E se ferir um pouco,

Ela tirou fotos quando

A enfermeira o buscou

E o carregou para a enfermaria,

Sangrando uma dor inexplicável.


Isto aumentou o prazer de Rosalva,

E seu esposo gostou de tê-la

Em casa em cada uma dessas noites,

Onde ela desenhou no papel 

Um boné de soldado e o usou

Para fazer fetiche.


Ao ver o sargento no trabalho,

Ela pediu para um de seus conhecidos

Que lhe roubassem a arma

De sua farda,

A que ele usava para defender-se,

Para trabalhar e  exercer seu ofício,

De arma em punho,

Ela a usou para masturbar-se

Quando o chefe da corporação

O advertiu pela perda.


Na frente dele

Ela masturbou-se com ela,

E vendo seu sofrimento

Sentiu ainda mais prazer,

Várias vezes ela ligou

Para o sargento em busca de sexo,

E masturbou-se,

Em cada vez ele evitou atender,

E desligou contra a vontade dela.


O salário do sargento é baixo,

E ele nunca imaginou

Que fosse seguido de tão perto,

E muito menos pensou

Que seria Rosalva.


Na primeira ocorrência

De briga com o esposo

Ela estava de vestido curto,

Isso não inspirou o sargento,

Nem nas outras tentativas,

Então, este era o seu fim.


A arma que tirou a vida

Do sargento era de Rosalva,

E quem atirou foi ela própria,

O esposo apenas ajudou

Com alguns outros tiros.


Para derrubar a vida do sargento

Precisou mais de um tiro,

Mais de uma tentativa,

Mais de uma emboscada,

Mas ele partiu sangrando

E gemendo e sua família

Ficou a mercê 

Da vontade de Rosalva.

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Eu, Ranita, Namorada e Violentada!