"Eu nunca sei
Qual será minha última batalha!"
Disse um sargento
Sentado no banco do carona
Do carro policial
Segurando uma grande arma
Para cima em frente a janela.
Talvez, ele pensasse
Que esta arma poderia
Protegê-lo de um tiro
Ou que lhe vendo tão forte
Iriam evitar tentar matá-lo,
Talvez ele pensasse que
Ferro contra ferro
Lhe dava vantagens.
O esposo daquela mulher
Não pensou assim,
Ele bateu nela pela milésima vez
E outra vez
A polícia acreditava que iria
Remedia-lo o levando para a
Delegacia de Polícia Civil
E o encarcerando por algum tempo,
Ou talvez, algum valor.
Uma multa já lhe dava
O direito de retornar para o lar,
A questão nunca foi
Por que Rosalva aceitava-o
Tão facilmente em casa,
Mas, por que a polícia
Acreditou tanto nela
E lhe deu tantas chances
Para melhorar sua mente violenta.
Esta foi a última vez
Que Janito trabalhou
Para a polícia,
Quando ele abriu a porta
Com sua arma apontada
Para o alto,
Ela realmente impediu
Que o primeiro tiro
Apontado contra ele
Fosse fatal,
O segundo também,
Mas, o terceiro lhe acertou
Em cheio.
Na sua frente caiu Rosalva
Estatelada,
Com os braços esticados
Tentando impedir o marido,
Este foi seu último ato de bravura
Criminosa,
Ele ceifou a vida de um sargento,
Não a de Rosalva.
Rosalva era forte e prepotente,
Ela sabia como evitar a batalha,
Bastava entregar o rosto
Para ser chutado
E o corpo para ser estuprado,
Mas, o sargento Janito
não entendia disso.
Ele pensava que sua batalha
Contra o crime só se dava
Por encerrada se ele fizesse
Seu melhor que neste instante
Era apenas verificar
Esta ocorrência que envolvia
Gritos e ameaças contra
Uma esposa em seu lar.
Não havia armas,
Não havia violência
Exceto isso,
Gritos e ameaças distantes.
Mas, o sargento sentia pena
Desta vítima,
Diversas vezes ele atendeu
Ocorrência similar relacionada a ela.
Quando os outros três polciais
Desceram da viatura
O encontraram caído
Sobre o banco sangrando,
O colete e prova de balas
Que ele usava para proteção
Foi insuficiente,
As instruções de ação
Foram insuficientes,
A coragem de enfrentar
Violências a vida inteira
E o amor por sua família
Não o livraram da morte.
Um policial correu até o criminoso,
O jogou no chão
Com um muro contra a cabeça
E o prendeu algemando.
Rosalva não foi presa
Por cúmplice de assassinato,
Ela era a vítima,
A perfeita vítima,
Porém, seu diário soube a verdade.
Há tempos Rosalva passava
Em frente a base de polícia militar
E cuidava o sargento treinando,
Ela estacionou seu carro
Próximo a base e o cuidou
Por muito tempo.
O sargento homem casado
E honrado,
Pai de família nunca
Deu oportunidades de sexo
Para Rosalva que guardou a dor,
O rancor e o desejo
Que sentia profundamente por ele.
Tendo visto a esposa
Do sargento indo até o trabalho
Diversas vezes,
Chegou a apontar a arma
Contra o rosto dela,
E depois a baixou
Entre suas pernas.
Tendo visto seu filho pequeno,
Ela assoviou para ele na creche,
E o fez escorregar várias vezes
No escorregador até cair
E se ferir um pouco,
Ela tirou fotos quando
A enfermeira o buscou
E o carregou para a enfermaria,
Sangrando uma dor inexplicável.
Isto aumentou o prazer de Rosalva,
E seu esposo gostou de tê-la
Em casa em cada uma dessas noites,
Onde ela desenhou no papel
Um boné de soldado e o usou
Para fazer fetiche.
Ao ver o sargento no trabalho,
Ela pediu para um de seus conhecidos
Que lhe roubassem a arma
De sua farda,
A que ele usava para defender-se,
Para trabalhar e exercer seu ofício,
De arma em punho,
Ela a usou para masturbar-se
Quando o chefe da corporação
O advertiu pela perda.
Na frente dele
Ela masturbou-se com ela,
E vendo seu sofrimento
Sentiu ainda mais prazer,
Várias vezes ela ligou
Para o sargento em busca de sexo,
E masturbou-se,
Em cada vez ele evitou atender,
E desligou contra a vontade dela.
O salário do sargento é baixo,
E ele nunca imaginou
Que fosse seguido de tão perto,
E muito menos pensou
Que seria Rosalva.
Na primeira ocorrência
De briga com o esposo
Ela estava de vestido curto,
Isso não inspirou o sargento,
Nem nas outras tentativas,
Então, este era o seu fim.
A arma que tirou a vida
Do sargento era de Rosalva,
E quem atirou foi ela própria,
O esposo apenas ajudou
Com alguns outros tiros.
Para derrubar a vida do sargento
Precisou mais de um tiro,
Mais de uma tentativa,
Mais de uma emboscada,
Mas ele partiu sangrando
E gemendo e sua família
Ficou a mercê
Da vontade de Rosalva.
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