sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Adeus

Em uma noite
Escura de novembro
Daria para servir
Um drink
E ir até a área
Saborear o gosto
Ganhar os lábios,
Enquanto os olhos
Sem ter o que enxergar
Já que tudo fica igual
Esperam em algum ponto
Algo que identifique
A noite
Tal como um vagalume
A vagar pelo escuro
Ou uma coruja
Com seu canto noturno
Escondida por entre
Os postes da área cercada.
Por um instante,
Quase que ofereço
O copo para minha irmã
Pedindo a ela
Que tome um pouco,
Me acompanhe
E conte uma de suas histórias,
Neste momento,
Quase sinto o cheiro
Dos seus cabelos escuros
E encaracolados
A levitar pelo vento,
Num sopro
Que o joga
Contra o meu rosto
Enquanto abraça meu pescoço,
Então, como por encanto,
Não espero pela luz do dia,
Mar recordo,
Que, agora estes lindos cabelos
Já não cheiram como antes
E não abraçam
Outra que não seja ela própria,
Também talvez
Não estejam com o mesmo corte,
Nem tão escuros
Quanto a tinta os mantinha,
Aquele cabelo outrora escuro
Hoje clareia seus últimos fios
Embaixo da terra,
Cada vez mais quebradiço,
Perdeu pouco a pouco
Seu charme,
Espalhados sobre um travesseiro
De cetim numa escuridão
Que nunca terá claridade,
Vez que
Fecha-se a tampa do caixão
Quando se diz adeus
Para todo o sempre.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Entre a Cruz e o Diabo

Pepita traçava
Com o dedo
Sobre o bordado
De alto relevo
Que havia terminado,
Ali desenhou uma casa,
Um jardim
E até mesmo um bando
De pássaros.
Sonhadora,
Olhou para o lado
Da almofada bordada
E encontrou uma carta.
Costuma-se dizer
Que toda cruz
Carrega seu diabo,
Mas, neste caso
Ele antecedeu-se.
Logo de início
Em alto relevo
De tinta amarelo brilhante
Continha o nome,
Aquele o qual
Ela desejou tanto esquecer,
E logo do lado,
Desenhado na própria almofada
Estava a cruz que carregava.
Nitidamente desenhada
A casa em que sonhou
Dividir com quem tanto amou,
O jardim que sonhou
Plantar ao seu lado...
Tudo expresso,
A cruz do sofrimento
De quem sonhou
Um grande sonho
Mas terminou em lamento.
Do lado,
O diabo traçava seu nome
Como se se autodominasse
O grande responsável
Por determinado sonho,
Tão lindo e encantador
Que não a entregou,
De fato,
Mais que umas agulhadas
Em seus dedos
Enquanto ela bordada
O tecido,
Sobre o qual o diabo
Não seria conhecedor,
Mas, tórrido desalento,
Se mostrou tão rápido,
Que talvez,
Até mesmo,
Já imaginasse o lindo bordado.
Bem,
Pego a carta do diabo
Em suas mãos feridas,
Desejou ler o conteúdo,
Saber de qual outra maneira
Iria feri-la.
Aberta a carta,
Soube que não continha pouco,
Ele disse,
Em poucas linhas
Que voltaria,
Marcou dia e hora,
Em que simplesmente
Desejava vê-la,
Assinou com a palavra saudade.
Pepita soltou a carta
Na sua frente embevecida,
“ o quê?”
Depois de todo este tempo
Separados
Ele desejava revê-la?
De onde ele tirou tal ideia,
O que desejava realmente?
Por toda a casa
Haviam sonhos bordados,
Em casa parte
Estava a marca do diabo
Registrada em bordados,
“Por Deus,
Haveriam, ali, eu te amos?”
Ela indagou-se
Embasbacada,
Como um grande amor
Constrói sonhos
E vai embora,
Passado tanto tempo
Decide simplesmente voltar?
Não,
Sobre isso ela não tinha resposta.
Seus dedos feridos
Marcavam tantas promessas
Quadros desenhados
A pincel de cada ideia,
Até mesmo as promessas
Foram marcadas em suas artes,
É a cruz estampada
Por cada parede,
Retratando cada beijo,
Cada visita,
Cada momento de esperança,
Como se não bastasse
Tantas lágrimas
E as lembranças que persistem,
O diabo decide mostrar assinatura,
Apresentar a face.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

De Trago a Trago

36 anos
Do local onde
Avisto o caminho
Da roça,
Pois é,
Em casa manhã,
Em cada hora de aperto,
Eu busco a janela,
Uma porta
Ou um meio
De tomar um vento
Fresco no rosto
E buscar meu caminho
Da roça.
Vocês sabem,
Nasci lá,
Lá quero morrer,
Nisto, me arremete
Repensar meus estudos,
Replanejar meus modos,
E tornar acessível
Meu deslocamento
Da cidade,
Onde há o emprego
Até a roça
Onde guardo minhas saudades.
O trânsito não dá trégua,
E a criminalidade
Percorre distâncias
Muito rápido,
Temo pelo lugar que deixo,
Temo pelo caminho
Que percorro,
E pelo destino que busco.
Há três violências,
Encrustadas no crime,
Há a física
Onde o criminoso não mede
Esforços para ferir,
Seja provocando um acidente
De deslocamento
Ou fazendo uso de ameaças,
Pois, me preocupa
Os que deixo,
E me preocupa os que busco.
Na questão dos acidentes,
Há os perigos de perder a vida,
Os ferimentos ocasionados,
E por vezes,
A perda do bem,
Ou seja, há aí a ação
Da violência material.
Depois vem o trauma psicológico,
Ou seja,
O medo de ser alvo,
De sofrer de fato
De um ato criminoso,
Esta última,
marca para o resto
Das vidas de suas vítimas que, impotentes, subjugadas temeram por suas vidas e dos seus,
correram riscos e,
para piorar, sabem que, possivelmente,
o criminoso ficará impune
Pelo crime cometido.
A impunidade é um coquetel
Que se bebe
De dia a dia,
Ao final de cada trabalho,
No início de cada café,
De trago a trago
De um veneno
Que causa uma cegueira
Onde a pessoa
Não consegue mais reagir,
Permanece presa
A este círculo
De ver,
Tomar o coquetel,
Tontear a mente,
E deixar tudo sempre igual.

Crimes Cibernético

Meu primeiro dia
De comando a frente do
08 batalhão de policiamento militar,
Iniciou-se com eu pulando
A porta do segundo andar
Do prédio
Para atuar no combate
A um incêndio
Que minha corporação
Composta por 600 homens
Ateou nas viaturas.
Foi simples,
Chamei o corpo de bombeiros,
Retirei o terno da farda
E joguei na água
Enquanto também puxava
Aos baldes de água
De uma torneira ali próxima.
De balde e farda molhada
Eu ajudei a não perder
20 viaturas em situações
De irregularidades que estavam
Abandonadas no pátio.
O governo entrou em descaso
Há muito tempo,
Abandonou de entregar as verbas,
Cortou salário,
E o máximo que pôde.
Nisto, não tínhamos
Dinheiro para o combustível
E a manutenção,
Logo, muitas viaturas
Foram estacionadas
Umas em frente as outras.
Depois disso,
Veio a irá policial
E a queima,
Se eu me descuido
Eu sou queimado vivo.
Irritado,
O mandante da queima,
Retirou a arma do coldre,
Apontou para a minha cabeça
E atirou.
Na minha sorte,
A arma falhou.
Tive que anotar mais esta falha
No que se refere
Ao emprego e destinação
Das verbas públicas
Relacionadas com o efetivo,
“Compra de armas defeituosas”.
Mas, devido a ela
Estou vivo.
O caminhão dos bombeiros
Chegou, controlou as chamas
E logo iniciaram as ocorrências,
Eram 350 por ano,
Ou seja, pouco mais
De uma por dia.
Das poucas viaturas
Que tínhamos,
Diminuímos ainda mais
E passamos ao policiamento
De outras modalidades.
Nisto, passei noites em claro,
Nas ruas eu era julgado
Por não cumprir
Com meu dever
De transmitir segurança
A população
E dentro do batalhão
Eu sofria justiçamento
Por parte dos integrantes
Que já não queriam compreender
A falta de alimento
De qualidade e outras coisas
Relacionadas a verbas públicas.
As fardas estavam
Sendo consumidas
Pelo uso,
Nisso incluíam
Os coletes balísticos
E o armamento que enferrujada
E consumia nossa defesa
E meio de exercer o ofício policial.
Nisto, recebemos
Uma ocorrência de violência doméstica,
Chegado lá
Os integrantes do marido
Baderneiro e violento
Atearam fogo na viatura
Com os policiais dentro,
O soldado Michelangelo
Saiu a tempo
De receber um tiro nas costas
E cair sangrando
Antes mesmo de defender
A mulher espancada,
Que chorava com a mão
No nariz e sangue no rosto.
Agora, há problema
Para remover a viatura de lá,
E os corpos,
E o esposo violento
Retirou o celular da esposa
E não permite contato.
Os integrantes da família dele,
Homens viciados
E vendedores de drogas
Do tipo violento
Ameaçam matar
Quem se aproximar de lá.
Com isso,
Meu efetivo perdeu
5 viaturas e 10 homens.
Agora, implantei o sistema
Pós-crime,
Uma maneira de acompanhar
O delito ocorrido
Mesmo após ter feito
A sistemática de praxe,
Ou seja,
Encaminhar para a delegacia
E o judiciário.
Tempos após
Ter solucionado os conflitos,
Nós fazemos uma investigação
Para denominar
E compreender os pontos
De mais altos graus conflitivos
E as espécies de ocorrências
Que lá ocorrem,
Assim, daremos uma ação direcionada
A segurança policial.
Quanto as viaturas,
Chamamos 15 delas
Fizemos um cerco
Em todo redor da residência
E possíveis casas
Que emprestaram contra
O efetivo,
Recebemos a tiros,
Respondendo da mesma maneira,
Retiramos todas e
Encaminhamos ao pátio,
E as pessoas,
Ou seja, os restos queimados
Foram direcionados
Para os procedimentos funerários.
Penso e busquei ajuda
De meus companheiros policiais,
De grau de comando,
Que haja algo
Muito errado nisto,
Há algo de politicagem
Que implanta este sistema
De justiçamento,
Ou seja, fazer justiça
Com as próprias mãos,
E está politicagem
Está causando um grau crítico
De medo, crime e insegurança
Em todos.
Quanto a este aspecto:
“não sou e nem sei lidar com políticos.
Não tenho habilidade,
digo o que penso
e odeio a injustiça”.
Deste modo,
Recebemos treinamento
Sobre meios inovadores
De cometimento de crime,
Então, soube
Que a moda é o crime cibernético,
Ou seja,
Por meios não convencionais
De internet, telefonia,
E etc.
Com isso,
Apresentei ao chefe
Do estado maior
Os números de delitos
Na região,
E a incompatibilidade
Com a realidade,
Disse a ele:
“São quase 200 mil habitantes,
Tem como existir
Apenas uma chamada
De emergência em nossos
Meios?
Não, não tem.
Algum sistema clonou
Nosso sistema de recebimento
De chamadas emergências,
Estamos todos:
Corporação e população
Em terrível estado de perigo.”

domingo, 26 de outubro de 2025

Movimento Sem Terra: Parcial e Tendencioso

Dona Rosa
Decidiu que Jura
Era filho de Mailson,
Juntou a criança
E seus outros 08 filhos
E se dirigiu para as terras
Dele todos armados
Até os dentes,
Menos a criança
Que ainda mamava
Leite na mamadeira,
Mas, que treinava
Puxão de cabelos,
Beliscão e arremesso
De chupeta.
Chegado lá
O seu Mailson
Já foi negando a paternidade,
Tratou de fechar a porta
Da casa e disse
Que para a criança
Não daria coisa alguma,
E que se Dona Rosa
Queria terras para plantar
E sobreviver já que ela
Nada tinha
Que se virasse
Conforme pudesse
E comprasse o seu cantinho
Em qualquer lugar
Que fosse
Porque as dele nem ao
Menos estavam a venda.
O irmão mais velho
De Jura,
Irritado retirou a arma
Da cinta
E atirou no peito de Mailson
Deixando ele estirado
No chão de casa.
Depois apontou
Contra a cara dele e disse:
“Voce tem muita terra
Ou divide comigo
Ou morre “.
Mailson teve de engolir
A dor, o choro
E o desespero,
Na primeira oportunidade
Fugiu para a cidade,
Chegou no compartimento
De direito Agrário
Se informar de seus direitos
De dono da própria terra.
Sabedor do tiro
Levado por Mailson,
O responsável agrário
Designou duas viaturas
Até a propriedade de Mailson
Para retirar Dona Rosa
E seus 09 filhos de lá.
Chegada a viatura,
A velha senhora
Se armou de alguns
Lampiões antigos
De dentro do porão
Da casa de Mailson
E tacou fogo na viatura.
Feliz e sentada
Na casa de Mailson
Jurou que ninguém a
Retiraria de lá
E que nesta casa
Mailson não seria
Mais bem-vindo.
Correndo a frente
Dos soldados
Mailson gritava
Sem parar
Com as mãos nos cabelos
Em desespero:
“Meu Deus,
A justiça Agrária
É rápida mas precária.”
E decidiu passar
Sua noite na cela
Da delegacia
Sem ter para onde ir,
Sem casa e sem terra
Por causa de algumas
Amaldiçoadas noites
De amor tórrido
Com a Dona Rosa.

Invasão de Terras

Seu Manuel inconformado
Porque morava muito longe
De recursos como saúde,
Alimentação e vestiário,
Já que residia lá no fim
Do município,
Juntou seus cães de caça
E não se importou
Com mais nada.
Chegou nas propriedades
Do Seu Plínio,
Sujeito idoso e solitário
E soltou os bichos,
Não importava-se com mais nada
Ou ele teria a posse de grande
Parte ou toda a terra
Do Seu Plínio
Ou partiriam para as vias
De fato.
Afiou sua foice,
Catou alguns cipos mil homens
Do meio do mato
E montou uma cabaninha ali,
Em pouco tempo
Ele reconheceria os passos
Do Seu Plínio e ganharia
A terra.
No entanto,
Seu Plínio era solitário
Mas esperto,
Ao subir no seu cavalo
Para buscar farinha
No moinho do Seu Edivar
Avistou de longe
Aquela cabaninha
Sobre suas terras.
Correu para as autoridades
Informar sobre a invasão
Antes que fosse tarde
E perdesse suas galinhas
E outros bichos de estimação
Que ouviu falar
“Seu Manuel
Não respira sem
Seus cachorros.”
E tendo os cachorros
Precisaria alimenta-los,
Se tornou evidente o desfecho.
Foi disponibilizado força
Policial para retirar
Seu Manuel de terras
Que não lhe pertenciam,
No entanto, o Ministério Público
Optou por efetuar Negociação
E uso do Diálogo
Para finalizar o resultado
Da ação de reintegração de posse.
Agora,
Seu Plínio e Seu Manuel
Estão intimados
Para comparecer no Fórum
Falar sobre este assunto,
Mesmo Seu Plínio sendo
O dono ele não pode
Agir com força bruta
Contra Seu Manuel,
Exceto de ele se exceder
E ninguém quer brigas,
Nisto todos concordam.
"La no banco
O movimento roubar a terra
Dos outros é livre
E praticado com dinheiro 
Na mão,
Tem até uma plaquinha 
Fora do banco que diz
Financie, realize seu sonho
E penhore sua terra,
No entanto, luto 
Pelo meu chão até 
O final dos meus dias".
Disse Seu Plínio 
Ansioso para pôr Seu Manuel 
Longe da terrinha dele.

Fábula dos Porcos Assados

Já dizia o professor Edivar
Na fábula dos porcos assados
Planejava-se com antecedência
Tudo que determinada população
Iria fazer:
Primeiro escolhia as melhores sementes,
Depois prepara a terra,
Então, as plantava
Para regar por algum tempo
Até que formava-se ali
Um bosque.
Com isto,
Os porcos criados soltos
Na terra nua
Encontravam alimento
Da própria terra,
Ao adquirir porte grande
Eram cercados em determinada
Parte do bosque,
E era ateado fogo ali
Para assa-los
E utiliza-los para alimento.
Com o tempo,
Um indivíduo de fora
Daquele lugar
Ao chegar ali
Achou o método estranho
De agir.
Preferiu criar os porcos
Na terra nua,
Porém, dentro de um cercado,
Nisto, ao adquirir um tamanho
Grande o bastante
Reunia-se a população local
Matavam-se os porcos,
Limpa-se sua carne,
E ao invés de queimar todo o bosque,
Retirava-se dele
Apenas algumas árvores
Para usar a madeira como
Combustível do fogo.
O sistema funcionava
Da seguinte maneira:
Cortava-se a lenha,
Separava a madeira
Para o fogo,
Desta maneira
Cortava-se quatro galhos
Maiores,
Fazia-se quatro buracos
No chão onde eram
Enfiados os 4 galhos,
Sobre os pares de galhos
Fincados no chão
Se colocava outro em cima,
Então, cortava-se
Outros galhos finos
Onde era fisgada a carne
Dos porcos mortos e limpos,
E colocados os respectivos galhos
Com a carne limpa
Sobre os dois galhos do alto,
Embaixo da carne
Acendia-se o fogo
Com a madeira restante
E os gravetos.
Só então, a carne era assada
E distribuída para a população.
Inconformados com a mudança
No sistema
A população se juntou
E reclamou da mudança,
Alegou que agora
Haveria falta de emprego
E que o modelo antigo
Era posto em prática
Por muito tempo
E ninguém queria mudar.
Contudo, o modelo novo
Se mostrou mais eficaz
Em distribuir a comida
Para alimento
E isto proporcionou mais saciedade
E economia de matéria prima.
Porém, a partir das modificação
Do sistema antigo,
Surgiu a necessidade
De implantar um posto policial
Para ouvir as reclamações
E acalmar o povo
Que acostumado com as coisas
Como sempre foram
Não queriam mudar,
Estavam habituados
Com o jeito como tudo
Sempre funcionou.
E já não entendiam
Que ao incendiar o bosque
Como anteriormente
Colocavam a vida da população
Em risco,
Inclusive as moradias,
Pois as vezes,
O fogo fugia do controle
E costumava queimar
A residência da Dona Alice
Que saia desesperada
Para fora de casa,
Chacoalhando o vestido
E o avental sujo de farinha
De fazer pão,
Tropeçando pela escada
Fugindo com o cabelo
Ao vento,
Escurecido de fumaça.
As razões apontadas
Para o fracasso do sistema antigo
Utilizava-se principalmente
Das seguintes alternativas:
“à indisciplina dos porcos,
que não permaneciam onde deveriam,
Ou à inconstante natureza do fogo,
tão difícil de controlar,
ou ainda às árvores, excessivamente verdes,
ou à umidade da terra,
ou ao serviço de informações meteorológicas,
Que não acertava o lugar,
O momento e a quantidade das chuvas…
Por este e principalmente
Por causa da Dona Alice
Tudo mudou,
Mas, o Seu Dirceu fugiu
Para os lados opostos
Com alguns porcos,
E todos sabem:
Irá lutar até às últimas forças
Para manter a queima do bosque,
Disse que desde menino era assim,
E na época do seu pai,
Também foi assim,
E nós tempos do avô também,
E está pouco de importando
Com seus chumaços
De cabelos queimados,
Ou as altitudes do fogo
Sem controle tomando todas
As árvores
E seguindo até as alturas.
Contudo, o delegado
Chamou o professor Edivar
E agora eles vão trabalhar juntos,
Está assinado e determinado:
“O sistema antigo é falho
E sua revitalização vai recuar”.

Um Princípe