domingo, 26 de outubro de 2025

Invasão de Terras

Seu Manuel inconformado
Porque morava muito longe
De recursos como saúde,
Alimentação e vestiário,
Já que residia lá no fim
Do município,
Juntou seus cães de caça
E não se importou
Com mais nada.
Chegou nas propriedades
Do Seu Plínio,
Sujeito idoso e solitário
E soltou os bichos,
Não importava-se com mais nada
Ou ele teria a posse de grande
Parte ou toda a terra
Do Seu Plínio
Ou partiriam para as vias
De fato.
Afiou sua foice,
Catou alguns cipos mil homens
Do meio do mato
E montou uma cabaninha ali,
Em pouco tempo
Ele reconheceria os passos
Do Seu Plínio e ganharia
A terra.
No entanto,
Seu Plínio era solitário
Mas esperto,
Ao subir no seu cavalo
Para buscar farinha
No moinho do Seu Edivar
Avistou de longe
Aquela cabaninha
Sobre suas terras.
Correu para as autoridades
Informar sobre a invasão
Antes que fosse tarde
E perdesse suas galinhas
E outros bichos de estimação
Que ouviu falar
“Seu Manuel
Não respira sem
Seus cachorros.”
E tendo os cachorros
Precisaria alimenta-los,
Se tornou evidente o desfecho.
Foi disponibilizado força
Policial para retirar
Seu Manuel de terras
Que não lhe pertenciam,
No entanto, o Ministério Público
Optou por efetuar Negociação
E uso do Diálogo
Para finalizar o resultado
Da ação de reintegração de posse.
Agora,
Seu Plínio e Seu Manuel
Estão intimados
Para comparecer no Fórum
Falar sobre este assunto,
Mesmo Seu Plínio sendo
O dono ele não pode
Agir com força bruta
Contra Seu Manuel,
Exceto de ele se exceder
E ninguém quer brigas,
Nisto todos concordam.
"La no banco
O movimento roubar a terra
Dos outros é livre
E praticado com dinheiro 
Na mão,
Tem até uma plaquinha 
Fora do banco que diz
Financie, realize seu sonho
E penhore sua terra,
No entanto, luto 
Pelo meu chão até 
O final dos meus dias".
Disse Seu Plínio 
Ansioso para pôr Seu Manuel 
Longe da terrinha dele.

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