Pela eternidade ou por uma pulsação? Por tempo suficiente para tocar o coração! (Aline Oliveira Mendes de Medeiros)
terça-feira, 7 de julho de 2026
Não me bate!
Amar é mais que isso
Amar cansa,
Amar fortifica,
Mas, amar faz perder,
Perder o medo de dizer
Que te amei sem porque
E quanto mais fiz
Por você
Mais faltou fazer,
Mas quer saber
Você nunca me pediu nada,
Em contrapartida,
Você nunca fez nada,
Aliás,
Pra você pouco importa
Ser o fim ou o início
Contanto que você
Tenha conforto
Neste seu mundo de patrício,
De chefe,
Mas, chefe de quê?
De ganhar tudo de graça,
Sem esforço,
Sem interesse,
Sem querer nada,
Só ganhar sem custo?
Um dia
Você irá se cansar de
Tudo isso
E vai ver
Que o tanto que te deram
Nunca foi suficiente
Para o quanto dariam
Se você tivesse
Sido um pouco,
Bem pouco melhor
Porque amar faz isso:
Faz dar-se
Por amor e entrega,
Faz dar sem reservas,
Amar,
Amar não é só receber
Ou ter tudo de graça,
Amar é estar perto
Por querer ficar,
Amar não é como
Você imagina
Ou foi amado.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Aline Te Amo!
Aline,
Deixa a vitrine,
Entra na limusine,
E dá descaso ao cine,
O matine
Esta iniciando no vime,
Se anime.
Imagine
Que bom não define
Nem a palavra retine,
Examine,
Cada instante
Com você
Querida Aline,
É prazer não discrimine.
Que Deus me ilumine
E a palavra pertine,
Mas até a cabine,
É doce e quente
Se tenho você
Amada Aline.
Não se amenine,
Amada Aline,
Sub examine,
E me ame,
Só um pouco deste querer
Que lhe devoto e pulsa-me!
Amado Bruce
Bruce
Seu doce mousse
O espera em lugares
Então, se debruce!
Aguce
Que esmiuce
E convide Marilice
Para o doce!
Não é couce
Convidar ao mousse
Sabendo em suas faces
O rosa do querer
E não desgaste
O tempo de comer
Com vinduce.
Ora, Bruce,
Não soluce,
Ou engasgue,
Há tanto mousse
E não embuce,
Então, se aguce!
Tiago te amo!
Tiago é campo minado
Esses beijos balísticos
Que me veem de alvo
E eu me jogo
No seu caminho
A espera de todo afago,
Amor fresquinho,
E carinhos descontrolados.
Tiago o quiabo virou fiapo,
Veja sobre o guardanapo,
O almoço marcado esta estragado,
Mas, estamos abraçados,
Há um filmaço de um grisalho
Que esta dando pitacos
Num baralho marcado,
Vamos ver juntos
E rir deste jogo casado?
É exato que o cigarro citado
Nunca esteve entre seus dedos
Miúdos, compridos e prazerosos,
Mas, o orvalho caiu sobre o meu galho
Roubado no vizinho
Logo cedo,
Avise-o,
Antes que eu enganada provoque o fiasco
De deixar este tempo inapto
Me convencer que há melhor momento
Que o que eu vivo ao seu lado.
Bem lembrado,
Este momento exato,
Eu beijo seus lábios
E você afaga meu corpo,
Deixa o resto
Para outro tempo,
Em que nós ouça o miado
Do gado encuralado
E tenhamos que buscá-lo
No quintal ao lado.
Tiago
Tiago
Chicago de amargo
Tem seu descaso,
Como um naufrago
De um barco firmado,
Eu afago cada estrago
Que fiz em seu corpo
Por te amar tanto
Que me embarco
Em ser sua e abraço
Toda ideia de carinho
Que te leve ao piano
Onde eu fale de planos
E você construa sonhos.
Tiago,
Menino de afagos,
Homem de desejos insanos,
Um chiado do cavalo
Me diz que sairemos a passeio
Pelas ruas de Chicago
A colher aspargos
E planejar o almoço.
Tiago tivesse ficado
Sorrateiro e quieto
Eu não te beijaria tanto,
Nem desviaria o caminho
Nem um poco,
Não me culpe querido,
Se não sei controlar desejos
E amor correspondido.
Tiago
Ao encargo
Dos meus afagos,
Torna o caminho amargo,
Prefiro estar em seus braços
E não andar único passo,
Amarro o cavalo no pasto,
Das verdes ruas de Chicago
E me enlaço
No homem que amo,
Sou dele não há espanto!
Lucas
Lucas,
Busca as chuvas?
Ou chutas as luvas
Para ver se é dia das bruxas
ou de sorte em algum anjo ou buda?
O amor é de natureza crua,
Te vê e me deixa nua,
Alma em flores e frutas,
Estou a vagar por ruas
Onde uma e outra
Se gabam de suas uvas, Lucas.
Não coloca a culpa
Nas custas,
Te amar não me obriga,
Me ajusta e completa,
Chulas são as mudas,
De asas e furnas,
Mas brutas são as carícias
Que você me dá e me turva
Por ruas
Que cruas
Me fazem ver luas
Ruças ou rubras,
Mas sempre suas,
Eu, as cores e as luas.
Lucas,
Amor cujas fugas
Surdas pelas dunas,
Chuta burcas e judas
Com duras lupas
A buscar-te por ruas
Desconhecidas
Onde um dia
Lhe deixei na padaria
A buscar cuca fresquinha.
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