Foi a porta da tenda
E contou aos irmãos,
Tornando-se após isso
Escravo destes como reprimenda,
Vez que:
Todo intolerante
Com relação aos familiares
É tolerante demais consigo próprio
E não percebe seus limites
E corre riscos desnecessários
Pondo-se a perigos evitáveis.
A vida de si próprio
É mais importante
Que o falatório
Que ele queira causar,
Para ajudar o pai
Na nudez
Não precisa espalhar
O boato,
Basta ir por si mesmo
Buscar a túnica e vesti-lo.
Sempre há um irmão
Que o ajude,
No entanto,
Aproveitar-se do erro
De outro
Para expor sua dignidade
é erro extravagante.
Quem quer ajudar
Vai quieto,
Faz o necessário
E cala o excesso.
O homem que fala demais
É escravo de sua própria língua,
Se prende ao que diz,
Perde tempo fazendo boatos
E acaba sendo julgado
E excluído do convívio,
A língua fere e violenta,
O calar ajuda e sustenta.
Quem ajuda não precisa
De aplauso
Ou de que o outro esteja errado,
As vezes,
Ajudar é só fazer o que precisa,
Isto é,
Para cobrir o pai em sua nudez
Não precisa espalhar
Que ele esteja nu,
Precisa apenas de um tecido
E vontade de ajudar,
Fazer o que precisa ser feito.
Um senhor de idade
Sente vergonha
De ser exposto,
E um filho nunca deve
Expor o pai ao ridículo.
O pai tirou de dentro de si
A vida que soprou no filho,
Junto a sua esposa,
E um filho deve ser obediente
E respeitoso por ter nascido
De seus pais
E ter por sentimento íntegro
Amor e fidelidade familiar.
Frente ao pai
E a mãe deve-se
Abandonar o ego
E esquecer julgamentos,
A vergonha é pública,
Mas, dentro da tenda
De cada família
Deve prevalecer o amor,
O respeito, a humildade
E o companheirismo.
O pai ensina ao filho
Com carinho
O que os estranhos
Ensinam ao filho dele
Com ferimentos e
Até a morte,
Nenhum pai deseja
A morte do próprio filho,
Nisto Canaã foi considerado
Escravo de seu temperamento nervoso
E língua traiçoeira faladeira.
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