De um sopro
E o pos sobre a terra
Que é feita do pó.
Sobre a terra,
Anfarel juntou seu povo
E foi viver perto
Do mar salgado,
Ficando sujeitos a Moisés
Pois ele era dono
Da água doce.
Doze anos eles foram escravizados,
Teciam suas redes
E faziam seus barcos
De pesca e viviam
Do peixe que buscavam.
Mas, o mar não é tão calmo
E bondoso,
Vendo Amfarel prosperar
Na aquisição de água
E mantimentos,
Ele, por vezes tragou
O barco de Anfarel
E levou toda uma embarcação.
O povo de Anfarel
Ficou a deriva,
A fome veio e a miséria
Devorou o sorriso,
A roupa e a dignidade
Daqueles homens.
Anfarel foi até Moisés
Para oferecer serviço
No campo em troca de comida,
Moisés acertou
E a fome do povo de Anfarel
Foi sanada
E logo a pesca pode ser recomendada.
Que aprenderam a entrar
Na água e pescar a lança
E a linha,
E também aprenderam a nadar,
Mas, o mar é profundo e arredio,
Seduziu muitos,
Deixou poucos.
O trabalho era árduo.
Doze anos durou esta escravização,
Em que Anfarel viveu praticamente
Dentro do mar.
Construindo o barco
Na manhã para perder
Até mesmo as vidas dele
No entardecer.
Então, Moisés o vendo prosperar
Desatou as embarcações
De Anfarel e as largou
Mar a dentro.
Anfarel fez aos corpos
Que encontrou a deriva
Covas profundas
E colocou cada qual
Em sua própria
Lhe dedicando orações
E as vidas cujos corpos
Não foram encontrados
Foram simbolização
Por uma grande cruz
De madeira
Com pedaços de tecido
Enlaçados nela
Para simbolizar a alma
De cada uma.
A dor foi intensa
Naquele povo.
Entristecida Marianne
Filha de Anfarel
Foi até próximo ao mar
Onde dedicou seu choro
A um amor,
Desejou que esse amor
Viesse com a salvação
Para a dor e as perdas
Do povo de seu pai.
Então, ela pegou um punhal
E escreveu suas dores
Em frases curtas
Na areia da praia,
2026 anos após isso
E alguns anos mais até,
Tom molhou seu rosto
Nestas águas
E sentiu o sabor do choro
De Marianne vindo do mar.
Notou no mar aquelas pedras
Escritas na beira da areia
Que falavam de dores
E remorsos por seus mortos
E famílias inteiras consumidas
Pelas águas marítimas.
Tom sentiu no coração piedade
Por Marianne
E enviou a ela sinais
De que a amava
E iria ajudar.
Conforme ele lia,
Se compadecia e logo
Atirou uma flecha
Para o céu rumando a ela
2026 no passado,
A flecha chegou no céu
E retornou e quando voltou
De súbito chegou ao passado
Onde disse:
" eu te amo
E vou te dar socorro!"
Havia no fim da própria flecha
Corações rabiscados.
A flecha caiu em chamas
Um pouco próxima a Marianne
Que juntou areia sem parar
Do chão e jogou sobre
A flecha para ela se apagar.
A flecha apagou-se
E de sua ponta escorreu água
E ao ser retirada da areia,
A água não cessou.
Ao ler a flecha Marianne
Se sentiu amada por Tom
E ao beija-la notou que era doce,
E foi agradecer a areia
Que a trouxe beijando
A água que brotou
Então notou que vinha dali
Água pura, cristalina e doce.
Agora não precisariam
De Moisés para ter água
E poderiam saciar-se
E plantar sobre a terra,
Mas, a terra pertencia a Moisés
E ele recusou-se a entrega-la,
Porém a fonte que escorria
Foi escondida por tamareiras
E ninguém exceto o povo
De Anfarel soube da água,
Ainda.
Mariane pode escrever
A partir do fato
Sobre ama-lo
E um dia chegar a encontra-lo.
Os filhos de Anfarel choraram,
Os amigos e seus adeptos
Sofreram.
Moisés sorriu e festejou
Está dor.
Em uma noite
As redes foram todas roubadas,
Noutras as linhas
Foram queimadas junto
Com o barracão onde viviam.
Anfarel sofreu para sair,
O barracão de madeira
E folha de tamareira
Estava em chamas e não havia saída,
A porta estava emperrada.
Ao sair pelo teto e
Jogar-se de lá oito metros
Céu abaixo,
Anfarel encontrou a porta
Pregada com uma tábua
Sobre ela impedindo
Que fosse aberta
E as chamas consumiam tudo
Em labaredas enormes.
Anfarel jogou água salgada
Com o balde e arrancou
A porta com suas mãos,
Muitos de seu povo saiu
Outros foram fracos
E morreram.
- é exagero esta dor.
Alguém tem causado
Nosso mal!
Gritou Anfarel e declarou guerra.
- contra quem?
Indagou um dentre eles.
- contra Moisés,
Nenhum de nós teria pregado
A porta por dentro,
Isto foi uma cilada!
Ele gritou.
Anfarel cavou poços
Ao redor dos locais
Onde estavam os barcos
E o barracão,
E sinalizou com uma pedra verde,
Pondo Sobre o poço folhas
De tamareiras e folhas
De outras árvores dentro.
No fundo do poço
Ele jogou pedras
Para que aquele que caísse
Também desfalecesse.
Cada poço era profundo.
Quando Moisés o atacou
Com seu povo
Dono das águas doces,
O povo caiu nos poços
Ferindo-se e não podendo
Sair.
Moisés também caiu,
Anfarel juntou todos
Os bens de Moisés
E este povo e fugiu.
Moisés teria que pagar
Por seus danos
E Anfarel não sabia lutar,
Ele apreendeu apenas
A trabalhar desde o início
E ferir não estava
Entre seus planos.
Deixou que Moisés saísse
De onde colocou a si mesmo
E os demais sozinho.
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