Ó você que crê,
Os que descreem lamentarão,
Deixe que vivão suas festas
De bebidas e risos altos,
Mas, saibam:
Quem precisa fazer barulho
Não é notado em silêncio,
Pois seu olhar
Olha e não vê,
E sua voz sopra
Mas não fala palavra
Que possa ser compreendida.
Nestas festas de descrentes
Só vale o efeito da bebida,
E assim que este
Se ameniza,
A dor lateja em suas cabeças
E suas mentes ficam atordoadas,
Eles não sabem pensar sóbrios,
Precisam do efeito da bebida
Para sentirem-se notados.
É sabido que o crente
É ouvido mesmo em silêncio,
Cada vez que um crente
Se prostra para Deus
Seu pensamento é entendido,
E ele agracia-se
Com os frutos da terra
E as águas puras que
Correm nos mananciais
Preferem suas terras.
Na terra do descrente
Tudo que é feito
Vira cinzas,
Pois o demônio o chama
Para o vício,
E a fumaça do cigarro
Embaça sua visão
Para o que ele construiu,
Então, o fogo leva sua morada,
E o vento consome até
As cinzas do que existiu.
Os demônios gostam dos vícios,
Dos barulhos que ensurdecem
E tornam difícil o diálogo,
De não tornar identificável
Uma pessoa da outra,
E ainda que a porta do céu
Se abra eles não conseguirão
Vê-la,
O vício é feito feitiço
Que dá vida a dúvida em seus corações.
Os crentes se adiantam,
E os descrentes ficam para trás,
Deus é conhecedor e sábio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário