segunda-feira, 23 de março de 2026

Deus Protege

As pessoas são iguais
Entre elas,
Homem como qualquer homem
Não é necessário entregar-se
A magia para ver isso,
Ou para ser notado
Por seu semelhante
Ou por Deus.

No entanto, alguns
Entregam-se as delícias terrenas
E não conseguem fugir disso,
Vendo seus corpos
Usam folhas como roupas,
Ou seja,
Descobrem-se o máximo
Que podem.

Há nisto grave erro,
Um corpo é igual ao outro,
Porém, o mais desnudo
Fica mais exposto,
E as ideias que o guiam a isto
Se confundem na exposição
Que fazem
Então, entregam-se cada vez
Mais ao erro das delícias.

E não distinguem delícia
De erro terrível,
Seus bens são passageiros
E determinados,
Não percebem que são iguais
Aos demais,
Logo vêem-se privados de tudo,
E tem vida curta e cega.

A doença das delícias
Os determina.
Por que ficam cegos?
Isto é evidente!
Por que se diferenciam
Em determinado caminho?
Isto é óbvio.
O castigo das delícias é severo.

Por que não seguiram
As pegadas que o povo
Seguidor de Deus as fez?
Era tudo tão simples:
Bastava seguir o caminho
Que os piedosos fizeram,
Não havia aí o erro,
Mas se desviaram
E foram corrompidos por delícias.

O pecado circundou suas mentes
E os cegou para o restante.
Há nisso sinais
Para os dotados de razão,
Existe a palavra do Senhor
Tanto quanto prazo marcado,
E o castigo é aplicado
Por determinação
Da própria pessoa
Que prefere o erro
A prece que deve ser feita
Sem horário marcado,
Pois é ouvida a toda hora.

Ao que enxerga é possível notar
Todo que seguiu senda reta
E todos que se desviaram,
Estes que possuem visão 
Usam roupas distintas,
Não expõe seus corpos,
Não denigrem suas imagens,
Suas delícias são eternas
E seus gostos não são passageiros.

Deus é seu guia
E o Alcorão é sua palavra.
O coração distraído
Logo é ferido de morte,
Enquanto o crente reza
E é protegido,
Deus não dorme.

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